Bom Dia pessoal, muito obrigada por estarem lendo a fic, obrigado especial à Deh Isaacs e AB Feta, valeu mesmo pelos reviews...
Aqui vai mais um capítulo, prometo que esta chegando ao fim
bjussss
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Notícia de Jornal
Dois dias depois Harry estava no jardim treinando quadribol com balaços e goles encantados quando alguém conhecido o saldou.
- Olá Harry.
- Professor Dumbledore! - Exclamou Harry impulsionando a vassoura para a mesma descer do lado do diretor - Que prazer em vê-lo.
- O prazer é meu em vê-lo tão bem. Está gostando daqui?
- Muito, aqui é bem legal senhor.
- Que bom meu menino, que bom. Saberia me dizer onde Severus está?
- Ele está lá no laboratório. Quer que eu o leve até lá?
- Não será preciso, eu sei o caminho – Disse Dumbledore dando um sorriso – Pode continuar treinando quero ver a taça de quadribol na grifinória, mas não conte a ninguém, pelo que diz o regulamento, o diretor tem que ser imparcial
Dumbledore deu um sorriso e caminhou até a entrada da mansão onde sem cerimônia abriu a porta dupla e entrou como se fosse o próprio dono do lugar. Harry não se surpreendeu, para Snape, Dumbledore é que sempre fora seu verdadeiro pai, aquele que o abrigou e que o deu o máximo de carinho que Snape permitira sem ser condenado por ser diferente. Dumbledore fora um dos únicos que jamais o julgou, apenas o aceitou. Snape devia muito mais que sua vida àquele velho de óculos meia lua.
Após fechar a porta do laboratório Dumbledore se aproximou devagar do último balcão onde Snape estava completamente concentrado em adicionar os ingredientes certos no caldeirão fervente. Pelo que Dumbledore conhecia do professor de poções, aquele deveria ser mais uma de suas criações, mais uma invenção saída de sua brilhante e ocupada mente.
- Se pretende me assustar como já fez diversas vezes. Esqueça, eu o vi entrando – Disse Snape sem tirar os olhos do caldeirão
- Não adianta eu tentar, você sempre consegue me descobrir – Riu Dumbledore ficando ao lado de Snape e espiando o caldeirão por cima dos ombros dele – Para que serve essa daí.
- Se funcionar corretamente servirá para evitar que a maldição cruciatus tenha tanta eficácia quando lançada em alguém, e assim não cause tanta tortura, mas para isso é necessário que se beba antes de receber a maldição.
- Está pensando em usá-la em si mesmo antes de ir encontrar Voldemort, Severus?
- Por mais que essa poção fosse muito útil nessas reuniões onde na maioria das vezes recebo maldições cruciatus por motivos que somente a mente insana do Lord pode responder, não eu não a estou fazendo para isso, estou fazendo para quando houver uma batalha. Ela servirá para que os bruxos tenham mais forças já que os comensais não terão piedade para matar e torturar. Se a poção fosse usada em mim quando o Lord me atacasse com a maldição eu não conseguiria fingir adequadamente, pois não saberia quando ele pararia com ela e meu disfarce iria água abaixo. Mas não estou eliminando a possibilidade de testá-la.
- Você é realmente um homem incrivelmente bom e decente Severus, me orgulho disso.
- Pare com a bajulação Alvo, o que faço, faço porque é preciso e não porque quero. Agora, o que lhe trás à minha casa no meio das férias?
- Isso – Disse Dumbledore jogando um jornal em cima da bancada – Abra na página dois
Snape abaixou o fogo da poção, pegou o jornal e caminhou até uma ante sala mais iluminada onde pôde com mais facilidade ler o que continha na página dois.
- Ontem à tarde eu recebi uma informação interessante sobre os Dursley – Disse Dumbledore sentando em uma das poltronas indicadas por Snape que se acomodou em outra poltrona logo em frente
- Que coincidência – Disse Snape cruzando as pernas e colocando o jornal ainda fechado em cima da mesa ao seu lado - Eu iria mesmo procurá-lo para saber como vão as acusações. Eles já foram presos?
- Na verdade não vim aqui falar sobre as acusações contra eles, vim mais para falar das punições que misteriosamente os três estão sofrendo.
- E o que eu tenho a ver com isso? – Perguntou Snape sabendo muito bem que Alvo já sabia de tudo que ele havia feito no dia em que foi buscar Harry.
- Espero que nada – Disse Dumbledore apontando para o jornal – Abra na pagina dois
Snape pegou o jornal trouxa e calmamente o abriu. Na página havia uma matéria falando sobre o trânsito, outra sobre enchentes e no final da página havia uma pequena foto da família Dursley sorrindo diante de casa, como era um jornal trouxa as fotos não se mexiam, logo ao lado estava outra foto, mostrando a mesma família, porém bem diferente. Ao contrário da primeira foto que mostrava a felicidade da horrível família está mostrar o horror estampado em seus rostos. Petúnia estava vermelha, magra e com a pele toda machucada. Valter estava mais magro, bem mais magro, sua pele flácida estava totalmente caída, e Duda parecia mil vezes mais gordo, suas roupas estavam rasgadas, pois não cabiam em seu corpo, sentava em pelo menos seis cadeiras, nem mesmo Hagrid era desse tamanho.
Logo abaixo estava a reportagem. Snape remexeu-se no banco e começou a ler.
"Família sofre com misteriosa doença"
" Os Dursley, uma tradicional família residente da rua dos Alfineiros, comunicaram ontem à polícia que algo sobrenatural aconteceu à eles. Segundo relatos da família, um homem vestindo preto entrou em sua casa e os contaminou com algo que não foi reconhecido pelas autoridades competentes.
A família pensou que o estranho homem de preto os tinha deixado em paz quando foi embora de sua casa, mas após aquele dia os três começaram a agir estranhamente. Valter, o pai da família, diz que ao se levantar percebeu que sua roupa estava mais larga, seu corpo estava mais leve e ao se olhar no espelho descobriu que estava bem mais magro. O pior disso é que Valter diz não ter conseguido comer, pois a comida não passava pela sua garganta.
Sua mulher Petúnia consegue comer normalmente, mas parece estar com algum problema com germes e sujeira. Petúnia diz não conseguir parar de limpar a casa e a si mesma.
"Eu sempre acho que o chão está sujo, então eu o limpo, mas depois tenho que me esfregar para tirar os germes de mim. É horrível, eu me esfrego até sair sangue, mas os germes não saem e eu não consigo parar de esfregar"
Seu corpo já está praticamente em carne viva por causa dos produtos químicos utilizados para limpar a pele e por isso ela foi internada no hospital local onde foi sedada e amarrada à maca para evitar mais machucados em sua pele tão debilitada
Já Duda, o filho único, não consegue parar de comer e já passou da obesidade mórbida. Médicos dos melhores hospitais dizem não saber o que está acontecendo à esta família e ainda procuram uma cura. Infelizmente esses médicos estipulam que, se continuar dessa forma, essa família tem apenas alguns dias de vida. A cura agora é necessária.
Policiais, médicos, amigos e familiares pedem a colaboração de todos para ajudar esta família, mesmo que seja em forma de uma oração."
Snape dobrou o jornal e entregou a Dumbledore com uma expressão vazia, como se tudo aquilo escrito não passasse de informação desnecessária que estava gastando seu tempo precioso.
- O que eu deveria ver de interessante ai?
- Ora Severus não seja tão sínico. Nós sabemos que foi você quem fez isso à eles.
- Alvo, eu não fiz nada, eu nem estava no lugar. Esses dias todos eu fiquei aqui na mansão, em meu laboratório, estava bem longe de Surrey.
Snape falava tão naturalmente e com uma calma evidente que se estivesse perante à um juri seria considerado inocente de todas as acusações. Mas ele tinha um único problema, quando mentia não conseguia olhar nos olhos de Dumbledore, uma falha inevitável que o diretor conhecia há muito tempo.
- Não seja sínico Severus, já lhe disse isso. Você lançou esse feitiços nos Dursley, os deixando nesse estado.
- Está ficando velho demais Dumbledore, já está até imaginando coisas.
- Então vamos fingir que estou imaginando coisas e que nessa imaginação você lançou esses feitiços. O que você faria?
- Eu não faria nada, se estão dessa maneira é porque merecem. Mérlin deve os estar castigando por tudo que fizeram a Harry. À esta hora quem estaria morto seria o menino.
- Tome cuidado Severus. Suas emoções são fortes e você ainda não sabe lidar com elas devido o tempo em que estiveram presas em você. Cuidado para não machucar as pessoas erradas.
- Obrigado pela diga, mas sei muito bem quem devo machucar e quem não.
- Contará a Harry?
- Por mim conto apenas se for necessário e depois da morte desses vermes.
- Você é quem sabe Severus.
Por mais que soubesse que havia sido Snape, Dumbledore não podia acusá-lo, primeiro por não haver provas sobre ele estar envolvido, segundo porque não podia culpá-lo de sentir raiva daquela família e querer vingar tudo que eles fizeram à Harry, ele mesmo sentia raiva deles. Dumbledore suspirou enquanto levantava e pegava o jornal de volta dobrando-o e o guardando em suas vestes. Antes de sair o diretor parou e olhou novamente para Snape enquanto abria um pequeno e travesso sorriso.
- O que foi? – Snape perguntou ríspido incomodado com aquele sorriso que o perseguia.
- Só estou admirado. Você se tornou um ótimo pai. Harry está muito feliz ao seu lado.
- Não sou pai dele, sou guardião.
- Então será um bom pai quando se tornar um. – E saiu sem dar tempo para respostas.
Dumbledore foi embora deixando Snape pensativo. Nunca havia pensado na possibilidade de, um dia, vir à ter um filho, mas se tivesse, seria realmente um bom pai? "É obvio que não". Afastou de si esse pensamento e voltou sua atenção para as lesmas que estavam na bancada à sua espera.
