Ok, depois de quase um mes sem aparecer eu estou aqui me redimindo perante vcs... me desculpem, a vida ta uma correria danada... bom

quero agradecer à todos que leem a fic e tb à Deh Isaacs e AB Feta pelos reviews, sabem que eu adoro todos os reviews enviados neh...

Bom para eu poder me redimir, vou postar mais de um capítulo, vou postar três...

bjusssssss

30

Certos momentos só nossos

Tenho que avisar que esse capítulo vai mostrar como eu penso que Harry e Snape seriam após esses laços estarem firmes...pode parecer ridiculo, mas acho que ficou puro, igual o sentimento dos dois...

Snape chegou meia hora depois. Harry estava na biblioteca como sempre fazia após tomar banho. Adorava ler histórias de detetive. Era incrível como os autores descreviam os crimes, cada detalhe, cada expressão, era tudo perfeito. Harry se perdia naqueles contos, sempre achava um livro novo para ler e eram todos de autores trouxas, ele achava que os trouxas tinham mais imaginação.

- Ainda lendo esse livro? – Perguntou Snape entrando na biblioteca e sentando-se em uma das poltronas de leitura – Já descobriu quem é o culpado?

- Ainda não tenho certeza, mas acho que foi a senhorita Bortoletto, a professora da escola primária.

- Penso eu que é o porteiro, aquele cara careca de feio.

- Não pode ser ele.

- Por que não? Está na cara que foi ele.

- Exatamente por isso. É muito óbvio. Nessas histórias devemos sempre duvidar dos mais impossíveis, é sempre assim com histórias de detetives e suspense – Disse Harry fechando o livro e se lembrando de vários filmes que já assistiu na casa dos tios, é claro que ele estava escondido – Tem um filme trouxa que você deveria assistir, se chama O Sexto Sentido. Esse filme conta a história de um menino que vê gente morta e é ajudado por um psiquiatra – Harry havia acabado de entrar em um assunto que gostava mais que livros, filmes. Snape podia ver o brilho nos olhos do garoto – Eu tive que assistir a esse filme novamente para poder entender tudo direitinho, porque quando chega o final do filme você fica assim – Harry abriu a boca e fez cara de surpreso – E se pergunta "Como assim é esse o fim, não pode ser", e ai você volta o filme para ver tudo de novo. Nunca que você iria imaginar um final daqueles, nunca.

- Nossa pelo jeito você gosta mesmo desse filme.

- Não só eu, praticamente o mundo trouxa inteiro gosta. Tem até umas frases que se você falar perto de algum trouxa, ele saberá que você esta falando de Sexto Sentido.

Harry pegou um cobertor e se deitou no sofá, puxou o cobertor até o queixo e olhou para Severus com cara de medo.

O menino pega e fala para o psiquiatra e ele responde, é assim.

Harry começou a sussurrar e Snape disse que não estava ouvindo, Harry sussurrou novamente e Snape teve que chegar bem pertinho para poder escutar, quando já estava praticamente com o ouvido na boca do menino, Harry começou a falar:

- "Eu vejo gente morta"

- "Com que frequência?"

- "Todo tempo"

- HAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

Snape tomou um susto tão grande quando Harry gritou que pulou no sofá. Harry se contorcia de rir e Snape estava com a cara mais feia do mundo.

- Que brincadeira mais idiota Potter. Muito engraçado não é mesmo, assustar os outros.

- Severus para de ser tão chato, foi só uma brincadeirinha. Mas tirando o grito, aquelas são as frases.

- Eu não quero mais saber de frase nenhuma, eu vim aqui para falar com você, mas percebi que você não está nada sociável hoje.

Snape saiu bravo, mas Harry não estava querendo saber se ele estava bravo ou não, queria mesmo era fazer Snape se sentir bem, se sentir como antes, quando era apenas uma criança e nada poderia preocupá-lo. Como hoje Harry estava muito atentado, fez uma coisa que jamais faria em sua vida se não soubesse que Snape havia mudado consigo. Ele correu pelos corredores e avistou Snape, correu em sua direção e pulou em suas costas, prendendo as pernas em sua cintura e segurando em seus ombros.

- O QUE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO? – Perguntou Snape tentando tirar Harry de cima de suas costas.

- Eu quero andar de cavalinho.

- O quê? VOCÊ ESTÁ FICANDO MALUCO, SAIA JÁ DE CIMA DE MIM.

Snape conseguiu soltar as pernas de Harry de sua cintura e o menino caiu, mas como estava segurando em seu ombro, Snape caiu junto. Harry levantou-se rápido e subiu em cima de Severus, o prendendo com pernas e mãos.

- Saia Potter.

- Primeiramente não é Potter, sou praticamente seu filho agora, moro na sua casa, sou protegido por você e serei chamado sempre de Harry, entendeu.

- Eu juro que quando eu sair daqui eu acabarei com a sua raça moleque.

- Sério? Mas acho que primeiro terá que me pegar, será que consegue, ou está muito velho para isso Severus?

- Eu não sou velho seu moleque insolente.

Harry soltou Severus e se levantou fazendo cara de deboche.

- Venha me pegar Severus!

- Eu não sou mais criança HARRY – Snape fez questão de falar pausadamente o nome de Harry.

- Velho – Harry mostrou a língua e Snape fez cara de surpresa. Ele realmente estava atentado – Duvido que consiga me pegar

- Ah seu moleque demoníaco!

Harry começou a correr e Snape foi atrás. Só que Snape tinha pernas maiores e era mais rápido, antes mesmo de chegar à escada Snape pegou Harry pelo colarinho do pijama e os dois caíram só que desta vez Snape estava por cima.

- Calma Severus, era só uma brincadeira, eu juro. Eu só queria te ver rir um pouco, esses dias você está muito sério. Eu juro, foi uma brincadeira inocente. Não faça nada comigo.

- Quer dizer que você queria me fazer rir seu moleque. Pois o feitiço virou contra o feiticeiro.

- Ah não, Severus, por favor, tudo menos isso, da última vez eu quase mijei nas calças, não faz isso.

- Agora se arrependeu foi? Pois eu não estou nem ai para seu arrependimento.

Snape pegou a varinha e prendeu os braços de Harry acima de sua cabeça. Harry parecia assustado, pedia para que Snape não fizesse aquilo com ele. Mas Snape não queria saber se Harry queria ou não. Com as duas mãos livres, Snape atacou o corpo do menino fazendo com que Harry se contorcesse de tanto rir. Snape já sabia todos os pontos fracos de Harry. O menino era extremamente sensível nas costelas, assim como a mãe.

- Você me paga Severus, hahahahahahahahahaha. Por favor, para, hahahahahahaha – Harry já nem tinha voz para falar.

Snape adorava aquilo, sempre fazia cosquinhas em Harry quando esse menos esperava. Os dois estavam brincando e rindo enquanto no alto Eillen quase chorava de tanta emoção.

- Já chega. Vamos parar com essas brincadeiras e vamos jantar que eu estou com fome – Disse Snape tirando o cabelo do rosto e levantando-se.

- Está bem, vamos – Disse Harry que não conseguia parar de rir.

Durante o jantar, Harry não parava de falar. Falava de vários outros filmes que assistiu e de muitos livros que leu. Snape permanecia calado, apenas ria das palhaçadas do menino, mas não falava nada, sentia-se tão bem em vê-lo daquela forma, rindo e falando sem parar. Era bom vê-lo ser um adolescente finalmente, agir como um e ser ele mesmo. Ao terminar o jantar. Snape pousou os talheres na beira do prato e respirou fundo. Tinha que contar para o menino, ele tinha o direito de saber e se não contasse, alguém contaria.

- O que foi? – Perguntou Harry antes que Snape pudesse falar alguma coisa – Você ficou quieto e eu senti uma dúvida em você, um receio dentro de você, aconteceu alguma coisa?

- Esse seu dom de saber o que os outros estão sentindo é meio irritante as vezes, mas você tem razão, aconteceu algo. Preciso lhe contar uma coisa – Snape olhava dentro dos olhos de Harry e sentia que não poderia esconder nada daqueles olhos – Ontem à tarde, eu recebi uma carta de Dumbledore. Lá estava escrito que seus tios faleceram ante ontem no hospital.

- O quê? Eu não sabia nem que eles estavam doentes.

- Sim, eles estavam e saiu uma manchete de jornal – Snape entregou o mesmo jornal trouxa que havia lido.

Harry leu a manchete atentamente, ao terminar a leitura, a única coisa que fez foi dobrar o jornal colocando-o na mesa e levantar sem falar nada. Snape permaneceu imóvel. Apesar dos maus tratos Harry sentia certa tristeza pela morte de seus tios e ele sabia que o mais certo agora era deixar Harry sozinho. O menino subiu até o terceiro andar e ficou deitado na sala de estar.

- Pelo jeito você gostou mesmo de ficar deitado aqui, mas o sofá é bem mais confortável que o chão, não acha? – Disse Eillen flutuando acima de Harry que permanecia deitado sobre o felpudo tapete com os olhos fechados.

- Eu precisava pensar – Respondeu Harry abrindo os verdes olhos.

- Sobre o que? Posso saber?

- É sobre os meus tios, eles morreram – Disse Harry sentando-se.

- Sinto muito Harry. Você está triste com isso não está?

- Não sei. Acho que não sinto tristeza pela morte deles, mas é que, mesmo eu tendo sido mal-tratado esse tempo todo em que morei com eles, é esquisito pensar que eles não estão mais lá. Sinceramente, eu queria que eles fossem punidos e não mortos.

Harry não falou mais nada e Eillen respeitou isso o deixando em silêncio o resto da noite. Harry não saiu da sala nem quando ouviu Snape o chamando, acabou adormecendo ali mesmo, só acordou quando os raios de sol entravam pela janela e atingiram seu rosto enquanto dormia tranquilamente no chão. Aquela claridade o incomodava e acabou despertando. Sentia uma leve dor no ombro, mas nada que não pudesse aguentar. Ao sair da sala, Harry foi direto para a cozinha, pois estava morrendo de fome. Ali tinha uma mesa repleta de coisas gostosas Especialmente hoje, Severus havia caprichado. Em frente a seu prato havia um bilhete.

Harry,

Terei que ficar fora por uma semana. Ordens de Dumbledore. Durante esse tempo não o deixarei sozinho, enviei uma carta para seus amigos para que esses venham lhe fazer companhia durante esse tempo.

Não faça nenhuma besteira, comporte-se e fique bem longe do meu laboratório.

Severus.

Harry ficou feliz em saber que seus amigos poderiam vir vê-lo e melhor ainda, ficar a semana inteira. Estava tomando seu delicioso café quando uma coruja apareceu na janela. Harry abriu o vidro deixando a coruja entrar, pegou a carta que carregava, afagou-lhe as penas e deu-lhe um pouco de água. Ao abrir a carta, reconheceu na hora a letra da amiga.

Harry,

Recebi a carta do professor Snape. Estou muito feliz em poder te ver. Infelizmente Rony não poderá ir, está tendo problemas em casa, seu pai está doente.

Chego na hora do almoço;

Hermione.

- Spook! – Chamou Harry vendo o elfo vir correndo em sua direção.

- Chamou senhor?

- Sim chamei. Minha amiga vem aqui para almoçar, como ela é nascida trouxa eu gostaria que fizesse comidas típicas, como por exemplo macarronada, sabe fazer macarronada?

- Sei sim senhor. Spook fazia esse tipo de comida para Madame Eillen. Mais alguma coisa senhor?

- Sim, eu gostaria que você não a tratasse mal por ser nascida trouxa, ela é a bruxa mais inteligente que já conheci e é minha amiga.

- Spook jamais trataria amiga de mestre Harry mal, jamais. Spook era de Madame Eillen e Madame Eillen ensinou a Spook que não se deve tratar mal as pessoas por elas não serem sangues puros.

- Que bom. Hããã, sabe onde Severus foi?

- Não senhor, Spook não foi avisado aonde mestre Snape ia.

- Está bem. Eu vou tomar um banho, quando Hermione chegar me avise.

- Sim senhor.

Quando eram exatamente doze horas Hermione deu três leves batidas na porta e Spook veio recebê-la.

- Olá, sou Hermione Granger, avisei ao Harry que eu viria.

- Sim senhorita, mestre Harry a está esperando, entre, eu carrego as malas da senhorita.

- Não precisa – Disse Hermione, mas se arrependeu percebendo que o elfo ficou ofendido – Está levinho e eu posso levitar.

- Tudo bem senhorita, acompanhe-me.

Spook levou Hermione até a sala e a acomodou no sofá sumindo e aparecendo com uma bandeja equilibrada na cabeça.

- Obrigada – Agradeceu pegando a xícara oferecida.

- Spook vai avisar mestre Harry.

Spook sumiu deixando Hermione comendo os deliciosos bolinhos de morango.

- Hermione! – Harry desceu as escadas correndo e abraçou a amiga – Que bom vê-la, como está?

Estou bem, passei um tempo viajando, voltei semana passada para casa e ai recebi a carta de Snape falando para eu vir passar essa semana aqui para fazer companhia a você e as instruções para aparatar em uma parte exata do jardim. Mas me conta, como você está? E essa mansão? É enorme.

- Verdade, é muito grande. Eu estou bem, um pouco chateado pela situação do Rony, espero que ele esteja bem e que o senhor Weasley melhore. Vamos, eu te mostro o local.

- Senhor, desculpe interromper senhor, mas o almoço está pronto. Fiz o que o senhor mandou – Disse Spook.

- Obrigado Spook. Vamos deixar a visita para mais tarde Hermione, estou com fome e aposto que você também está.

Os dois encaminharam-se para a sala de jantar. Spook fez uma bela macarronada que Hermione apreciou. Depois do delicioso almoço, Harry mostrou a mansão à amiga. Mostrou os vários quartos, inclusive o seu, nesse Hermione soltou uma exclamação de felicidade ao saber que foi Snape quem o decorou. Mostrou também a sala de estar em que passava a maior parte de seu tempo.

É claro que Hermione não podia ver Eillen, mas Eillen podia ver Hermione e disse à Harry que a menina era muito bonita.

- O que é esta sala Harry?

- Na verdade eu não sei, nunca perguntei isso. Vou procurar saber – Disse olhando para Eillen parada perto da lareira – Mas tem um lugar que você vai gostar mais ainda.

Harry levou Hermione até a biblioteca e como imaginou, a amiga pulou de tanta emoção.

- Meu Mérlin Harry, essa biblioteca é quase do tamanho da biblioteca da escola – Comentou Hermione com a boca aberta – Snape deve usar um feitiço de extensão.

- Sabe, ele teria adorado ver essa sua cara.

- E eu teria adorado apenas vê-lo. Onde será que ele está?

- Não sei – Disse Harry dando de ombros.

Obrigda pela leitura, espero que continuem gostando e lendo até o final... bjussss