Bom, aqui esta o segundo capítulo dos que eu vou postar hoje...

AVISO! esse capítulo em especial, tem tortura fisica e sexual... se não gostarem disso, parem na linha EM NEGRITO E ITALICO e passem diretamente para o final onde vou colocar um resumo do que aconteceu...

ok?

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O castigo do Lord

LEIAM O AVISO ANTES DE LER

- Milorde.

- Ora, ora, quem vejo aqui, quanto tempo faz que não nos vemos? Quase um ano? – Disse Voldemort sentado como um rei em sua cadeira no centro da grande sala de estar da mansão Malfoy. Seu olhar era frio e seus olhos vermelhos eram o puro ódio enquanto olhava seu servo que acabara de chegar e se ajoelhar em sua frente - O que aconteceu? Seu comportamento na floresta foi totalmente deplorável e traiçoeiro. Espero que me dê uma resposta convincente, quero saber qual a sua desculpa para achar que um servo imundo como você pode trair o Lord das Trevas. Darei um tempo de vida antes de matá-lo para saber o que irá dizer ao Lord das Trevas. Diga Severus.

- Milorde, eu não o trai.

- Não me traiu?NÃO ME TRAIU? – Gritou Voldemort fazendo Snape quase entrar no chão de tão curvado – Então como explica o que aconteceu na floresta aquela noite e a sua ausência todo esse tempo?

- Milorde, eu só fiz aquilo para mostrar o quão fiel eu sou. Dumbledore estava desconfiado e começou a me vigiar de perto, aquele velho não saia de perto de mim e só pude atendê-lo agora porque ele parou de me vigiar, e na floresta eu só agi daquela forma, pois sabia que Potter estava ali e eu poderia colocar tudo a perder se desse um deslize.

"Meu Mérlin, me ajude" Pensou Snape ao ver que Voldemort vinha em sua direção. Snape sabia que o Lord usaria oclumência nele e precisaria se concentrar o máximo possível para não deixar nada sobre Harry vazar de sua mente, o moreno fechou os olhos e se concentrou em levantar as barreiras necessárias e formar as imagens mentirosas que precisavam ser passadas.

Voldemort caminhava lentamente e ao chegar perto de Snape o fez levantar usando sua varinha obrigando o comensal à olhá-lo de frente. Snape pôde sentir Voldemort invadir sua mente sem permissão, sem dó nem piedade. Ele vasculhava suas lembranças como se estivesse revirando montes de papéis dentro de uma caixa. Era doloroso e exaustivo, mas ele precisava aguentar

- Pelo que vi você não está mentindo, mas sei que você é um ótimo legilimens, caso contrário nunca teria conseguido ficar tanto tempo ao lado de Dumbledore. – Disse Voldemort pegando o rosto de Snape em suas mãos e apertando-lhe o queixo – Porém, a mente pode muito bem enfraquecer. Você sabe muito bem disso não sabe Severus? Você mesmo já fez isso. Sabe que cruciatus, depois de um tempo, deixa a mente em um estado tão deplorável que até uma criança conseguiria ler. Vamos ver quanto tempo você aguenta.

- Milorde

- Crucio

Snape arqueou o corpo ao sentir o feitiço penetrar em suas veias causando-lhe dor. Seus músculos endureciam feito pedra, suas veias dilatavam-se e a cabeça parecia explodir. Ele gritava enquanto Voldemort ria e se deliciava com isso.

- Parece que temos companhia Severus, seus companheiros estão aqui para assisti-lo. Não é mesmo meus servos?

- Sim senhor – Disseram os comensais que acabaram de chegar

Snape levantou o olhar e pôde ver vários comensais respondendo em uni solo. Ali só se encontrava os piores comensais, a ralé, os mais sujos e imundos. Voldemort estava naquele momento sentado apenas com a varinha apontada para Snape assistindo o comensal se revirar no chão. As vezes até mesmo fechava os olhos e se deliciava com os gemidos de dor, pois Snape já não estava mais no estagio de gritar, agora ele queria implorar, pedir misericórdia pela sua vida. Mas o que Voldemort não sabia e nem conseguia imaginar é que antes de sair de casa, quando sua marca ardeu e Snape se olhou no espelho pronto para colocar sua máscara e ganhar a noite chuvosa ele tomou uma poção única, uma poção jamais inventada por nenhum outro pocionista. Era uma poção de autoria dele e que ficara pronta momentos antes de sua marca queimar sua pele como chamas em um incêndio. Parecia até mesmo que tudo estava predestinado, era para acontecer assim e graças a poção azul de aparência pastosa agora Snape tinha, por mais que seja limitado, um certo controle sobre seu corpo e sentia uma dor intensa, mas suportável. Foi graças à isso que pôde ver cada comensal a sua volta rindo de si, apontando e vociferando frases vulgares. A tortura continuou durante alguns minutos até que Voldermort sentiu-se suficientemente satisfeito pelas dores causadas à seu servo.

Apesar de menos dolorido do que em diversas outras reuniões, seu corpo ainda tinha espasmos e dores em seus ossos, Voldemort era poderoso demais para que uma recém formulada poção pudesse anular a força de seu cruciatus. Snape estava com os olhos semicerrados e os cabelos negros o cobriam o rosto como um véu separando-o do mundo real que o aguardava enquanto Voldemort chegava cada vez mais perto de seu corpo debilitado e fraco.

- Sabe Severus – Disse Voldemort afastando os cabelos de Snape com sua mão gélida e acariciando sua bochecha com a unha afiada até fazer-lhe um fino corte por onde saia um pequeno filete de sangue – Você demonstra de várias formas o quanto ainda é fiel a mim e eu acredito em sua palavra Severus. Mas senti sua falta esse tempo em que esteve fora, porém não sei se quero ter-te como antes, não por enquanto. Sabe que não sou misericordioso e que esse tempo terá que ser pago de alguma forma. Tem que admitir Severus que mesmo com a expressão de dor, você é muito bonito e sua beleza não pode ser desperdiçada dessa forma. Meus comensais aqui estão loucos para tê-lo só para eles.

- Mi...lorde...por favor – Pediu Snape sabendo qual era seu castigo. Várias vezes o Lord o mandou fazer a mesma coisa com os novatos e até mesmo com os mais antigos comensais quando esses faziam algo de errado. Mas Snape nunca cumpria suas tarefas, dizia que eles eram sujos, então apenas permaneciam o tempo necessário dentro do quarto e depois saia.

- Sabe como são as coisas aqui Severus – Voldemort segurou a nuca de Snape trazendo-o mais para perto, como este estava deitado no chão, teve que arquear o corpo para não sentir tanta dor – Você é um verme agora Severus, um verme que fará o que eu mandar e nesse momento, você dará prazer aos meus servos e faça bem feito, pois não quero ouvir reclamações. Você me deixou muito bravo Severus e agora terá que pagar por meu descontentamento

- Eu...sempre estive ao... seu lado milorde, obedecerei suas ordens como sempre – Disse Snape vendo os olhos vermelhos a centímetros do seu.

- Isso é o que veremos. Você tem cinco dias para me provar, enquanto isso é melhor você desfrutar de nossos tratamentos. Podem levá-lo.

Snape podia ouvir os risos dos comensais atrás dele, mas somente um deles se aproximou, um homem encapuzado, o maior de todos. O comensal andou lentamente até Snape e abaixou-se até poder falar em seu ouvido.

- Você é meu Severus

Uma risada baixa, mas maléfica e maliciosa fez os pêlos de Snape se arrepiarem por um momento, mas Snape já estava acostumado com isso, acostumado a ter que fazer o que tinha que fazer para garantir a segurança dos outros, mais precisamente a de Harry. Mas tinha uma pequena diferença, pequena, mas significativa. Dessa vez ele não estava fazendo aquilo obrigado por uma promessa feita à Lillian Potter, dessa vez ele não se via obrigado à sofrer abusos. Dessa vez ele se entregava à sua obrigação por que queria garantir a segurança do menino que estava instalado em sua mansão provavelmente tomando um copo de chocolate quente antes de dormir.

Mas o comensal que arrastava Snape pelo braço sujando suas vestes com a poeira e sujeira do chão que levava as masmorras não queria saber dos motivos que faziam Snape não reclamar por ser jogado no quarto imundo reservado exatamente para aquele tipo de castigo, nem mesmo ter o coração disparado quando o comensal tirou seu casaco com força rasgando o tecido e fazendo voar os botões.

- Finalmente eu tenho você aqui só para mim, todinho para mim – Disse o comensal tirando o capuz, mostrando a sua cabeleira loira, seus olhos muito azuis e seu rosto jovem.

- David – Foi a única coisa que Snape pôde dizer sentindo um imenso ódio do comensal que já fizera aquilo com Harry e estava prestes a fazer com ele.

- Sim, eu mesmo. Surpreso em me ver? Acho que nunca imaginaria que eu viria a fazer isso com você um dia não é? Aprenda Severus, a nunca humilhar tanto uma pessoa, ela pode se zangar. Eu ainda lembro os meus primeiros dias como comensal, o jeito como me tratava, feito lixo, algo inferior a você e olha só onde estou agora Snape, literalmente em cima de você

Snape recebeu mais três cruciatus do comensal. Sem força alguma para reagir Snape apenas se deixou ser possuído pelo servo do Lord, o jovem servo do Lord, que o fez urrar de dor ao ser invadido sem nenhuma cerimônia, sem nenhuma preparação. Sentia seu corpo rasgando a cada investida, mas ainda aguentava firme. Ele precisava aguentar. Após o jovem se saciar com o corpo de Snape, ele apenas saiu e logo em seguida entrou um comensal um pouco mais forte que o anterior. A noite seguiu assim, comensais se saciavam, maltratavam e iam embora. Quando já estava amanhecendo, Severus estava parcialmente nú e desmaiado. Havia sangue no meio de suas pernas e seu corpo estava totalmente desgastado.

Onde estava? Aquele lugar não parecia ser a cela fria onde estava a pouco tempo atrás, muito pelo contrário, era branco, arejado e quente. Não sentia seu corpo doer, apenas sentia o gostoso vento morno bater em seu corpo nú. Pensou em Harry, pensou em protegê-lo e jamais permitir que uma coisa dessas acontecesse com ele, mas a verdade é que era Hermione que povoava seus sonhos. A pequena bruxinha o acariciava fazendo a dor e a humilhação passarem. Era um sonho, ele sabia, mas era um bom sonho.

- Professor, professor acorde.

Alguém o chamava e dava-lhe leves sacudidas. Será Hermione? Não, Hermione tinha mãos de fadas e aquelas mãos eram maiores e mais ásperas.

- Professor acorde, vamos abra os olhos.

Snape abriu os olhos lentamente, não estava em um lugar branco, confortável e arejado, tão pouco era acordado por Hermione. No lugar da sua amada menina, estava um menino loiro dos olhos acinzentados.

- Draco – Disse com a voz arrastada – O que faz aqui?

- Não fale, o senhor está fraco.

- Não respondeu minha pergunta.

- Eu sou o novo comensal da morte do Lord. Fui obrigado a fazer isso, depois que meu pai foi preso, o Lord disse que se eu não me tornasse comensal ele mataria minha mãe.

- Por Mérlin Draco, você não merece essa vida.

- Mas agora já está feito e não posso voltar atrás, e é você quem não merece esse tratamento – Disse o menino ajudando Snape a se sentar e tomar um pouco de água que trouxera.

Snape estava muito fraco e dolorido, deu dois goles e deixou a água de lado.

- Por que está aqui comigo Draco?

- O Lord me mandou aqui

- E o que você está esperando?

- Eu não posso, não consigo.

- Terá. Você não entende que se não fizer, ele irá torturá-lo?

- Eu sei, mas não posso fazer isso com você.

Draco tirou o sobretudo e cobriu o professor que tremia de frio. Sentou-se no chão e apoiou a cabeça de Snape em suas pernas. Talvez o ato de Draco de querer protegê-lo, talvez o frio, a dor, o medo e a fragilidade, fossem o motivo que fizeram Snape abraçar Draco em busca de segurança. Draco fez companhia à Severus a manhã inteira, mas seu tempo logo acabou e ele teve que ir. Deixou Snape dormindo no chão e foi embora com o coração na mão. Snape era como um pai para ele, jamais poderia tê-lo possuído, preferia levar cruciatus do Lord a ter que fazer tal coisa.

Severus dormia e descansava, seu corpo estava totalmente maltratado. Não pode ver a hora em que o Lord entrou em sua cela e ficou observando.

- Crucio! – Gritou Voldemort sem nenhum aviso.

Certo, para quem não leu o restante do capitulo o que acontece depois é o que vcs imaginam, pobre do Severus, mas nesse meio ele descobre qu Draco virou um comensal, mas que não é como os outros, seu coração é puro e ele encontra um consolo no ombro dele enquanto esta muito ferido...a fic termina com mais um cruciatus de Voldemort...seguimos então para o proximo capitulo, mas não se esqueçam dos reviews