Olá pessoal, desculpem a demora, se bem que nem demorei tanto para postar, mas como Natal está chegando preciso atualizar vcs, pois sei que não terei tempo até depois do ano novo...
Então quero agradecer a todos que leem minhas fics, fico muito feliz por isso.
Agradeço a Deh Isaacs, estava com saudades de vc, obrigada pelo review, demorou, mas finalmente eles dois chegaram onde tanto queriam neh. Sei como é, o pessoal desanima mesmo, acaba livro e filme e os reviews diminuem, mas acho que quem é fã mesmo e gosta de fic nunca deixa isso para lá, nem que seja só para ler de vez em quando, eu até imprimo as fics que gosto...E não vou parar de escrever, quero escrever outra agora bem lemon... rsrsrs...
AB Feta, senti falta do seu sorriso nos reviews... cadê vc?
Vamos ao capítulo, já tenho os outros revisados, finalmente e estamos perto do fim... triste...bjusssss
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A sala encontrada
Depois de um tempo sem conseguir pregar os olhos, Snape beijou o topo da cabeça de Hermione e se levantou da cama tentando fazer o mínimo de movimento possível, a menina precisava dormir. O professor encaminhou-se até o guarda-roupas e retirou uma calça preta que vestiu, não se importou em colocar uma camisa. Antes de sair do quarto Snape olhou mais uma vez para a menina na cama. Hermione estava nua e o lençol cobria apenas uma parte de seu corpo. O mestre de poções trouxera a menina ainda adormecida até a mansão, ele não teve coragem de colocar-lhe uma roupa, seu corpo era lindo demais para ser coberto. Sorrindo de leve Snape saiu do quarto para o corredor escuro, dali ele desceu as escadas descalço até a sala de estar, a janela estava aberta e o vento frio da manhã entrava trazendo a fraca luz do sol que começava a aparecer iluminando um pouco a sala, o bastante para Snape ver o menino dormindo sentado na poltrona segurando a bolinha de vidro com a cor verde. Snape se aproximou do menino e retirou a bolhinha de sua mão mole, Harry dormia tão profundamente que um filete de saliva saia pelo canto de sua boca molhando sua camisa.
- Harry, acorde – Chamou Snape cutucando de leve o menino.
- Hummm – Resmungou Harry acordando devagar e limpando a baba. Demorou um pouco para perceber que era Snape quem o acordava – Por Mérlin Severus! Onde é que você esteve?
- Não recebeu meu recado? – Perguntou apontando para a bola de vidro na mesa.
- Recebi, aliás, onde é que ela está e como ela está?
- Está no meu quarto dormindo e está tudo bem com ela.
Snape caminhou até a cozinha, como estava sem camisa, dava para ver as marcas vermelhas deixadas pelas unhas da menina em suas costas. Harry não precisava perguntar o que havia acontecido, pois já sabia. Quase caiu de joelhos no chão quando, de madrugada, sentiu algo forte em seu coração, não era ruim ou doloroso, era forte e bom, era aconchegante até. Eillen lhe explicou que aquilo era a ligação do poder do amor, era aquilo que acontecia cada vez que essa ligação acontecia. Por um momento Harry ficou preocupado se teria que sentir isso cada vez que Snape e Hermione estivesse na cama, mas pra sua sorte Eillen explicou que isso não acontece toda vez, é só quando a ligação é forte demais. Severus tinha acabado de reacender esse poder em si e Harry pôde sentir, pois era muito intenso.
O menino ainda estava sonolento, mas seguiu o mais velho e entrou na cozinha sentando na mesa onde deitou a cabeça nos braços quase se entregando ao sono, mas uma música cantarolada o acordou quase completamente. Snape, seu antigo professor de poções, o homem mais carrancudo que já viu na vida, estava cantarolando enquanto caminhava de um lado para o outro abrindo e fechando armário e geladeira. Spook, que aparecera pouco depois, o olhava com um sorriso no rosto, realmente Snape estava diferente, parecia estar com mais cor na pele, seu rosto tinha uma expressão mais suave que o normal e seu humor estava bom, muito bom.
"O que uma noite de amor não faz à uma pessoa. Pena que comigo não aconteça a mesma coisa" Pensou Harry lembrando do lindo menino por quem se apaixonara na escola. Um verdadeiro sonserino, é sim, um sonserino e não um corvinal como dissera para Hermione. Sabia que se contasse a verdade acabaria sendo internado no ST'Mungus pelos próprios amigos. Eles aceitariam seu relacionamento com um menino, mas não com esse menino.
Era verdade que Draco Malfoy sempre fora seu inimigo desde quando entrou para a escola, mas também era verdade que durante o último ano letivo, os dois haviam se aproximado depois que Harry voltou do coma. Descobriu que Draco não era tão ruim assim e em certas horas chegava a ser engraçado. Passavam boas horas juntos na sala precisa, escondido de todos da escola.
Um certo dia os dois estavam conversando alegremente na sala precisa. Draco ensinava um movimento de luta para Harry, os dois tentaram fazer corretamente, mas Draco é mais alto, acabou se atrapalhando e caindo sobre Harry. Os colchonetes impediram que um dos dois se machucasse, mas não impediu que Draco se aproximasse mais do rosto do moreno e selasse seus lábios aos dele.
Os dois nunca mais tocaram nesse assunto, mas a amizade continuava e os encontros as escondidas também. Sentia falta do loiro, mas tudo era um sonho, ele sabia. Ao voltar dos seus devaneios, viu que Snape havia feito uma bela bandeja de café da manhã, mas ele mesmo não estava ali.
- Está frio lá fora – Disse Snape entrando pela porta que dava acesso ao jardim – Se agasalhe e se cubra mais.
- Olha só quem fala, sai no jardim sem camisa sendo que está muito frio só para pegar uma rosa e sempre joga as cobertas no chão quando dorme, ficando só de cueca no frio do seu quarto. Eu sempre tenho que ir te cobrir, afinal não é só porque você mora em uma masmorra em Hogwarts que você não poderia pegar uma gripe.
- Você me cobre?
- Sim, algumas vezes, já cuidei de você doente e ter que cuidar novamente não é uma coisa que me alegre muito. Mas vejo que você já encontrou outra pessoa para fazer isso por você – Disse olhando Snape arrumar a rosa na bandeja – Não esqueça de colocar um feitiço no quarto, não quero ficar ouvindo barulhos suspeitos.
- Ora, seu moleque, vá cuidar da sua própria vida e deixe a minha em paz. – Rosnou jogando o pano de prato no menino.
- Rabugento
- Pirralho
- Seboso
- Peste
- Nervoso.
Snape saiu da cozinha e encaminhou-se para o quarto onde Hermione ainda dormia. O lençol estava no chão deixando o corpo nu da menina à mostra. Parou um instante apenas para contemplar as curvas bem desenhadas daquele corpo. Balançando a cabeça ele colocou a bandeja na mesa e foi até o guarda roupas, estava realmente frio, colocou então uma camisa branca, sua favorita. Deixou-a aberta mostrando levemente seu tórax, pegou a coberta do chão e cobriu-a novamente, deu um leve beijo na testa da menina e tirou-lhe os cabelos do rosto.
- Hermione – Chamou baixinho – Acorde.
Hermione abriu lentamente os olhos, mas temeu olhar para o homem que lhe chamava, o medo de tudo ser mentira era horrível. Por mais que tentasse, não conseguia voltar a dormir, por isso abriu bem os dois olhos e se virou na cama encontrando Snape ao seu lado com um sorriso leve brincando nos lábios e vestido com uma camisa completamente sexy e aberta mostrando aquele tórax liso e forte. Como se para confirmar que aquilo não era sonho ela estendeu a mão e tocou naquela pele lisa com algumas cicatrizes.
- Bom dia, bela adormecida – Disse Snape colocando sua mão sobre a da menina
- Bom dia meu amor. – Disse a menina sorrindo, mas negando o beijo que ele tentava dar – Eu ainda não escovei os dentes, isso é anti-higiênico, espera um pouco, já volto.
Hermione foi até o banheiro enrolada no robe que estava ao lado da cama e fez sua higiene matinal, prendeu os cabelos em um coque no alto da cabeça e voltou para o quarto onde encontrou um Snape sorridente.
- Que foi?
- É que eu pensei que você houvesse desistido de mim, me assustei quando recusou meu beijo e nunca imaginaria que era por um motivo tão simplório como higiene bucal.
- Eu nunca desistiria de você Severus Snape. Onde estamos? Voltamos para casa?
- Sim, voltamos – Disse explodindo por dentro ao ouvir a última pergunta - Eu a trouxe de madrugada, você ainda estava dormindo. Você deve estar com fome não é mesmo, pelo que me lembro você não come faz tempo.
- É estou com um pouquinho de fome sim.
Snape pegou a bandeja que estava na mesa e levou até a cama, depositando no travesseiro ao lado da menina.
- Hummm, vejamos todas as coisas gostosas que temos aqui: torrada com geléia natural de morango, bolo de chocolate, morangos frescos, nossa você realmente caprichou hein, suco de laranja natural, uma rosa e a coisa mais gostosa de todas. Você.
Hermione debruçou-se para beijá-lo e isso fez com que o lençol escorregasse e os seios ficassem a mostra.
- Você me tenta dessa maneira – Disse Snape puxando o lençol para cima, cobrindo-os – Precisamos conversar sobre o que aconteceu entre nós. Aquilo não deveria ter acontecido, foi um erro.
Hermione deu um sorrisinho e o beijou amavelmente.
- Posso saber qual é o motivo do seu sorriso quando estamos lidando com algo sério? Falei algo errado, ou tenho cara de palhaço mesmo.
- Na verdade não, é que você está se preocupando a toa.
- Como assim me preocupando à toa? Hermione eu sou um professor que fez sexo com uma menina que é menor de idade e minha aluna.
Snape não entendia o que dava naquela menina, ele estava tratando de uma coisa importante e ela dizia que não era nada?
- Deixa eu te explicar – Hermione sentou-se no colo de seu amado e afagou-lhe os cabelos – Na primeira semana de férias, eu fui passear no beco diagonal e encontrei o professor Dumbledore quando fui tomar sorvete. Ele me convidou para sentar-me com ele e eu aceitei, fiquei conversando com ele a tarde toda, na maioria das vezes eu não entendia o que ele estava dizendo, mas o diretor se mostrou muito interessado na profissão de meus pais que são dentistas. Logo após a tarde cair, o diretor se despediu e foi embora, ele, propositalmente e deliberadamente, deixou o livro de regras da escola.
- Realmente foi de propósito, ele não é do tipo que esquece algo sem um motivo por trás, aquele velho manipulador.
- Exato, como eu não me agüentei de curiosidade, acabei lendo o livro e descobri que havia uma página marcada e sabe o que tinha lá?
- Não
- Não pode nem imaginar?
- Nunca gostei de adivinhas, fale logo.
- Lá não tinha nada que impedisse o relacionamento de um professor com uma aluna se essa aluna for maior de quatorze anos e o amor sobrepor-se ao prazer carnal. Além de também ter o fato que o diretor da escola deve saber do relacionamento e ele já sabe há muito tempo
- Isso significa o que estou pensando?
- Sim, isso que dizer que eu posso muito bem fazer isso – Deu um beijo nos lábios do outro – Isso – Beijou-lhe o pescoço – e isso – Colocou a mão sobre o membro do moreno – da mesma forma que você pode fazer isso – Guiou a mão dele até seus seios.
Snape sorriu e beijou a menina. Agora ela era dele, não havia nada que o impedisse de se amarem para todo sempre. A bandeja foi levada de volta a mesa e os tecidos que os separavam foram ao chão. Harry passava pelo corredor quando ouviu uns gemidos vindos do quarto de Snape.
- Eu disse para aquele morcego velho colocar um feitiço – Harry tinha uma expressão que era a pura mistura de felicidade e nojo. Estava feliz por eles estarem juntos, mas não era fácil imaginar o que estavam fazendo nesse exato momento.
Uma hora depois, os dois desceram juntos. Hermione vestia um roupão preto com as iniciais SS em verde e Snape uma calça preta e uma camisa branca.
- Mione – Harry correu para abraçar a amiga – Como você está? Me deu um grande susto ontem sabia?
- Eu estou bem, um pouco triste por tudo, mas bem. Acho que o que aconteceu foi por causa do choque de saber que foi culpa do monstrão, um pouco de tristeza claro, mas minha família sempre tratou a morte como sendo algo natural, um dia você nasce, no outro você morre, é normal.
- Que bom que você está bem. Já comeu?
- Sim e acho que comi até demais.
- Literalmente – Disse Harry olhando para Snape que apresentava marcas em seu corpo e essas não tinham nada a ver com sofrimento e tortura.
- Harry! – Exclamou Hermione.
- Que foi? Eu falei para ele colocar um feitiço silenciador.
- Já falei para cuidar da sua própria vida moleque – Rosnou Snape.
O restante do dia foi gasto para arrumar as coisas do enterro que seria no dia seguinte. À noite Hermione não conseguiu dormir e ficou o tempo todo no sofá da sala agarradinha a Snape, abraçando-o e beijando-o suavemente, colada à seu corpo e ele fazendo carinho em seu cabelo.
Quando a menina finalmente conseguiu dormir, Snape a levou para o quarto e a colocou na cama. Ele não estava com sono e resolveu dar uma caminhada pela mansão. Andava a esmo, não tirava da mente o fato de que o Lord das Trevas havia assassinado friamente os pais de sua amada e assim causando-lhe o sofrimento e o pior é que ainda deveria continuar como espião e ficar ao lado dele.
Foi pensando nisso que, sem saber, ele havia chego ao terceiro andar. Algo se formou em sua mente, uma imagem, parecia ele criança, correndo pelo corredor e entrando por uma porta escondida. Quando a imagem sumiu, Snape se viu na frente de uma porta, uma porta secreta que de longe não se percebia a diferença entre ela e a parede, mas ele sabia, agora ele lembrava.
Devagar ele foi entrando na sala, algo o impedia de recuar. Flashs de imagens a muito esquecidas apareciam em sua mente. Sua mãe gritando, seu pai bravo, ele correndo, raiva, ódio, morte. Morte, sua mãe morta, o pai assassino, suas próprias mãos manchadas de solidão ao debruçar-se para abraçá-la.
Snape parecia petrificado, os olhos marejaram, aquela sala, aquelas lembranças, tudo era demais para ele. Sem perceber já estava sentado no sofá, seus olhos estavam fora de foco e ele não via mais nada, se deixou cair em plena inconsciência.
N/A - Gente quero desejar a vcs um Maravilhoso Natal, muitas felicidades junto com os presentes do papai noel... e um prospero Ano Novo, muito amor, paz, saude e sucesso na vida de vcs... amo todos os meus leitores maravilhosos e as minhas escritoras...
Gente, bjussssssssssssssssssssssss
aaaaaaaaaaaaaaaaaa... não se esqueçam do review
