Ainnn, pessoal eu não ia postar nenhum capítulo até o ano que vem, mas com esses reviews maravilhosos que vcs

mandaram eu consegui ficar longe e arranjei um tempinho no dia do natal para vir colocar aqui mais um capítulo para vcs

espero realmente que gostem, não é muito grande, mas...

Agradecimentos:

AB Feta, ai que lindo, por falta de um ganhei vários sorrisos, vê se não some Feliz Natal e prospero ano novo para vc tb... bjussss

BahSantos, acho que deve me sentir lisongeada já que é com a minha fic que vc conseguiu ler Snape/Hermione...

eu tb adoro Snape/Harry, alias já leu minhas outras fics? O veneno que corroi a alma / conhecendo o desconhecido é snarry

Bom, ainda assim, obrigada pelo review. Feliz Natal e Prospero Ano Novo

Tehru, UAL, ta vendo... vc sempre me surpreende, some e quando volta me deixa um review enorme daquele, que lindo...

ai eu tb adoro o Sev mais humano, é legal mesclar o comensal que ele é com o humano fragil dele, é bem legal, adoro.

Olha obrigada mesmo pelo review, Feliz Natal e Prospero ano novo para vc tb

Bju grande

Pessoal obrigada por sempre estarem aqui comigo

Feliz Natal e Prospero Ano Novo

37

Não é um adeus

- Severus – Chamou Harry cutucando-o de leve.

Snape abriu os olhos devagar, sua cabeça ainda doía um pouco, sentou-se ajeitando os cabelos e esfregando os olhos.

- Como você veio parar aqui? – Perguntou Harry

- Eu não sei – Respondeu meio desnorteado olhando para a sala - Não consegui dormir e comecei a andar pela mansão como sempre faço, de repente várias lembranças antigas começaram a aparecer em minha mente e eu me vi aqui dentro. Mas o que você está fazendo aqui dentro?

- Eu descobri essa sala na primeira semana que vim morar aqui, sempre fico aqui dentro, gosto desse lugar.

- Por um acaso, você tem noção de que sala é esta?

- Na verdade eu tenho sim, sei toda a historia dessa sala, da sua família, da sua historia.

Snape estreitou os olhos, como era possível ele saber de tudo isso? Não havia escrito tanta informação em seu diário e tão pouco Dumbledore contou, o diretor não era de fazer fofoquinhas.

- Eu sei que você deve estar se perguntando como eu sei de tudo isso – Disse Harry vendo a cara de interrogação e surpresa de Snape – Eu te explicarei tudo, mas precisa responder uma coisa. Você por um acaso brilhou na noite em que foi atrás de Mione?

Snape achou estranha essa pergunta, mas só no inicio, pois depois lembrou-se de que realmente havia brilhado junto com Hermione.

- Sim. Mas o que isso significa?

Harry lhe explicou tudo sobre o poder oculto que Snape possuía. Snape ouvia tudo em completo silêncio, pareceu até que havia trocado de lugar e ele era o aluno agora.

- Toda essa historia é muito bonita, mas como posso acreditar nisso, você está parecendo o Dumbledore.

- Eu posso te mostrar. Eillen apareça.

A fantasma apareceu logo que Harry chamou. Ela estava como sempre, linda e exuberante. Flutuava no alto da sala e olhava insegura para Snape. Ao ver o fantasma de sua mãe, Snape petrificou onde estava, não acreditava no que via, tudo só podia ser brincadeira daquele moleque infernal.

- Olá filho – Disse Eillen olhando carinhosamente para o rosto mais que surpreso de Snape.

- Que brincadeira é essa Harry? Seja lá o que for é melhor você parar agora mesmo.

- Eu não estou fazendo nada. Esse é o fantasma de sua mãe, ela vive aqui, mas muitas vezes está ao seu lado. Você nunca pôde vê-la, pois somente o seu poder permite isso.

- Eu não consigo acreditar

- Severus eu esperei tanto por esse momento – Disse a fantasma receosa em se aproximar.

Snape sentou-se novamente. Não era incomum existirem fantasma e ele convivia com um monte em Hogwarts, mas saber que sua mãe era um fantasma, que morava na sala onde morreu que é dentro da sua casa e que só pode vê-la por causa do tal poder oculto, era demais até para ele.

- Eu acho que vou deixá-los aqui para conversar.

Harry saiu da sala deixando mãe e filho sozinhos. Foi para a cozinha comer algo, pois seu estômago já estava roncando novamente. Preparou um belo sanduíche e já ia colocá-lo na boca quando uma coruja parou no parapeito da janela e pediu para entrar. Harry abriu a janela e deixou a belíssima coruja entrar. Ela era comum e não tinha nada de extraordinário, mas era linda assim mesmo. Trazia uma carta endereçada a Severus. Depois que a coruja bebeu um pouco de suco e foi embora, Harry sentou-se para terminar seu lanche. Deixou a carta na porta do quarto de Snape e foi dormir.

Não foi nada fácil dormir, sua cicatriz latejava, sua cabeça doía, seu corpo suava. Tudo parecia estranho, não estava em seu quarto, dormindo em sua bela cama com lençóis vermelhos, parecia estar em uma cela escura, úmida e fedida. A porta atrás de si abriu e uma pessoa encapuzada entrou.

- Eu a trouxe Milorde

- Que bom. Diga-me Bella. Vocês a machucaram?

A comensal abaixou seu capuz e retirou sua máscara, mostrando seus negros olhos e seu sorriso desdenhoso e amarelo.

- Não Milorde, nós a trouxemos intacta, como o senhor mandou. Sabemos muito bem que o senhor quer ter o prazer de tocá-la primeiro, por isso a pequena adoradora de trouxas está inteira, ela é sua Milorde.

- Podem machucá-la se quiserem. Quero mostrar a esses ineptos quem é que manda. Façam o que tem que fazer, torturem, machuquem, enlouqueçam a menina, mas não a matem. Gina Weasley tem que estar viva quando a devolvermos, talvez assim esse pirralho entenda o meu poder.

Harry sentiu dois olhos vermelhos o olhando penetrantemente, de repente sua cicatriz ardia demais e seu corpo debatia no chão gelado. Ao conseguir acordar a primeira coisa que fez foi correr para o quarto de Snape. Snape não estava dormindo, estava apenas deitado abraçado a Hermione. Pensava em seus doces cabelos, mas foi interrompido quando Harry entrou gritando em seu quarto.

- O que pensa que está fazendo? – Perguntou Snape, já querendo dar uma bela bronca por ele nem ao menos bater na porta antes de entrar, mas qualquer palavra que fosse falar sobre isso morreu em sua garganta ao ver o estado do menino. Harry estava molhado de tanto suor, tremia e mantinha a mão apertando a cicatriz – O que houve?

- Eu vi Voldemort, ele está com a Gina, vai machucá-la. Precisamos ajudá-la Severus.

- Ontem – Disse Snape colocando uma roupa e pegando a roupa de Mione, que já estava acordada também, e entregando a ela. – Depois de conversar com o fantasma de minha mãe, eu vi a carta do diretor, lá ele dizia que a menina havia sido seqüestrada e que era para nós irmos para o Largo Grimauld, só que eu não podia lhe contar, pois você poderia ficar alarmado e isso faria com que você abrisse sua mente para a entrada dele. Sendo assim disse que iria levá-lo hoje quando amanhecesse.

Ao terminar de falar, Snape já estava arrumado e Hermione fechava o casaco. Ao ver todos prontos, Snape guiou-os até a lareira e lhes deu o pó de flu. Hermione foi primeiro, Harry depois e Snape logo em seguida.

Ao chegar na casa que já foi de Sirius e que agora era sua por direito, Harry sentiu um aperto no estômago, Sirius não estava mais ali, nunca mais. Na cozinha encontravam-se o Diretor, todos os Weasley, Remus, Olho Tonto, Tonks e Quim.

- Ele teve um pesadelo com o Lord, diretor – Pronunciou a voz de Snape que vinha entrando segurando o braço do menino e o guiando até uma cadeira – Disse que a menina foi levada para uma masmorra imunda e que está aos cuidados de Bellatriz.

- Se aquela vaca fizer algo com a minha menina, eu juro que acabo com a vida dela com minhas próprias mãos – Chorou a senhora Weasley nos braços do marido.

- Precisamos conversar Severus – Disse o diretor.

Os dois foram para a sala. Ainda na cozinha a senhora Weasley tentava cuidar de Harry que ainda tremia. O senhor Weasley estava sentado com as mãos apoiando a cabeça, Fred e Jorge encontravam-se em um canto, o sorriso que estava sempre estampado em seus rostos não existia mais, Rony abraçou Hermione quando a viu e no momento permanecia assim sentindo-se fraco diante da dor e desespero, era visível seus olhos vermelhos e marejados.

- Como você está Harry? – Perguntou a senhora Weasley enxugando as lágrimas.

- Estou bem.

- Que bom, que bom. E você querida? – Perguntou a Hermione – Soube que seus pais morreram, você está bem?

- Estou sim senhora Weasley, está tudo bem.

- Quando será o enterro querida?

- Hoje, daqui a pouco.

- Quer companhia? – Perguntou Rony ainda abraçado a amiga.

Hermione olhava nos olhos do amigo e viu a profunda tristeza que ele estava sentindo. Gina era sua irmã mais nova, a única menina da família e ele a tratava com uma relíquia que poderia se quebrar a qualquer momento mesmo sabendo que ela era mais forte do que aparentava. Acariciou o rosto angustiado e alisou os cabelos cor de fogo.

- Não precisa, fica com a sua família, eles precisam de você, precisam de sua companhia.

- Acho que vou fazer algo para vocês comerem, devem estar com fome – Disse a senhora Weasley tentando não pensar em sua menina

A senhora Weasley começou a se movimentar na cozinha e logo vários pratos já estavam postos à mesa com ovos mexidos e suco de abóbora acompanhando. Apesar da fome, ninguém encostou nos pratos.

A porta da sala abriu e Severus entrou, logo em seguida entrou o diretor.

- Já temos um plano, mas precisamos de toda a ajuda possível. Quim quero que recrute o máximo de aurores que conseguir.

- Certo. Vou imediatamente – O auror fez uma reverência e saiu da casa para logo em seguida aparatar direto no ministério.

- Severus, estaremos esperando sua resposta. Tome cuidado meu filho.

- Tomarei, com licença.

Snape virou-se e saiu da cozinha. Quase imediatamente Harry e Hermione levantaram-se e correram para alcançá-lo.

- Espera – Gritou Harry quando Snape já havia virado a maçaneta – Onde você vai?

- Vou fazer o meu trabalho. Não me pergunte o que é, pois não falarei.

- Tudo bem, eu sei muito bem que você vai de encontro com Voldemort, então só peço que tome cuidado. E saiba que eu saberei se está tudo bem com você e se não estiver eu vou atrás de você.

- Você realmente é um pirralho, tolo e grifinório que acha que a coragem é o suficiente para se enfrentar todo o mal do mundo.

- Talvez a minha coragem não seja o suficiente para acabar com todo o mal. Mas é suficiente para rodar o mundo atrás de você se não voltar.

- Tolo

- Burro

- Energúmeno

- Velho

- Peste

- Pai

Snape não teve tempo para raciocinar o que havia ouvido, pois logo depois braços o envolveram em um abraço forte.

- Sei que você é teimoso, mas toma cuidado e volta para casa, eu já perdi meus pais e Sirius, não agüentarei perder você Severus, preciso de você. A vida não pode ser tão cruel a ponto de me tirar mais uma pessoa importante, mais um pai.

Snape não agüentou segurar os sentimentos e apertou o menino em seus braços.

- E você acha que eu suportarei a idéia de nunca mais ver o único filho que tive? A única pessoa que me faz chorar e rir, que faz meu alto-controle se dissipar? Você... – Disse segurando o rosto jovem entre suas mãos – Me fez amar, me fez querer viver. Eu ainda viverei muito, viverei para vê-lo casando, ver meus "netos" – e deu uma risadinha fraca – Eu sou feliz agora Harry e tudo por você.

Snape deu um beijo na testa do menino e o abraçou novamente, desta vez mais forte que antes.

- Quando você voltar, quero te contar uma coisa – Sussurrou Harry em seu ouvido.

- Está bem. Agora vai para cima e tome um banho, você precisa descansar.

Harry encaminhou-se para o quarto de Sirius dando uma última olhada para Snape, seu coração estava pesado e o medo da perda era grande demais. Snape era agora a pessoa mais próxima de um pai que ele tinha, ele não podia perdê-lo.

Snape virou-se e encontrou os olhos de Hermione. Estavam molhados e cheios de preocupação. Ela chegou perto e colocou suas mãos no peito do moreno e ele colocou suas mãos na cintura dela trazendo-a mais para perto até ficarem com as testas coladas.

- Não pedirei para ficar, apesar de saber que minha maior vontade é te agarrar, subir para o primeiro quarto que aparecer e fazer amor com você até não conseguirmos mais nos mexer, mas quero que tome cuidado e que leve isso com você.

Hermione abriu a mão magra de Snape e colocou uma correntinha de ouro com um pingente em forma de H em cima da sua palma.

- Não posso ficar com isso. E se por um acaso eu não voltar?

- Por favor, não fale isso, não para mim. Você irá voltar e quando voltar colocará isso em meu pescoço.

Hermione deu um profundo beijo em seu amado, seus lábios pareciam não querer mais se desgrudar e nem os dele. Foi com grande sacrifício que se separaram.

- Volta para mim, volta para sua família.

- Farei o possível. Tenho que ir.

- Está bem, vá. Mas jamais esqueça de uma coisa. Eu e Harry te amamos e queremos você de volta.

Hermione segurou a porta aberta e observou Snape posicionar-se do lado de fora e aparatar, onde exatamente ela não sabia, a única certeza era que ele estava indo de encontro a Voldemort.

N/A: Pessoal espero que tenham gostado, realmente a fic esta chegando no fim e os proximos capítulos reservam muitas emoções e surpresas.

Bjus a todos