Olá pessoal, desculpem a demora, mas estava sem meu notbook, que graças a deus já voltou para casa.
Bom, quero agradecer a todos que leem a fic, fico muito feliz em saber que tem pessoas seguindo a fic e mais ainda que estão gostando.
AB Feta, sério mesmo, eu adoro seus sorrisos...
Bjus
39
Operação resgate
Na sede da Ordem, Hermione havia acabado de chegar do enterro de seus pais junto com Rony que lhe acompanhou, mesmo depois dos protestos da menina de que ele devia ficar com sua família. Suas tias insistiam para que ela ficasse em casa por um tempo, mas ela não quis e voltou para a sede, queria ter noticias de Severus e Gina. Todos ainda permaneciam preocupados, os gêmeos estavam calados à um canto enquanto outros permaneciam na cozinha ou tentando descansar um pouco nos quartos.
Mas, por mais cansados que estivessem todos se alertaram quando Draco apareceu no meio da sala de estar carregando uma Gina coberta apenas com uma capa preta. Por um momento ninguém falou nada, nem se mexeu, quase não respiravam. Até que um barulho de louça quebrando foi ouvido e a senhora Weasley atirou-se em cima de Draco chorando
- Gina? Gina! Minha filha, filhinha
Gina estava fraca e gemeu quando o pai a tirou do colo de Malfoy e a levou para o quarto de hóspedes junto com a senhora Weasley.
- O que você fez com minha irmã? – Gritou Rony empurrando Malfoy direto para a parede e apertando o braço em seu pescoço enquanto a varinha dos gêmeos era apontada para seu rosto branquelo.
- Ora seu idiota, me larga. Acha mesmo que se eu tivesse feito algo com a Weasley eu viria aqui para trazê-la? Coloque sua cabeça oca para funcionar ou então peça ajuda para a Granger, quem sabe ela pode solucionar esse caso tão difícil que você não consegue.
- Rony, acho que Malfoy está falando a verdade – Disse Hermione.
- Deixe-o pelo menos se explicar Rony – Pediu Harry.
- Eu também acho que o senhor Malfoy merece uma chance de nos contar como veio parar aqui com a senhorita Weasley nos braços, não acha senhor Weasley? – Disse Dumbledore que em nenhum momento se mexeu enquanto os Weasley atacavam Draco – Vamos Draco, conte-nos o que aconteceu.
Rony soltou Malfoy e os gêmeos baixaram as varinhas, Draco ajeitou as vestes e dirigiu-se ao diretor.
- Senhor, o professor Snape precisa de ajuda, descobriram que ele é realmente um traidor. Ele nos deu a chave de portal e eu vim embora com a Weasley quando mais ou menos oito comensais entraram no aposento em que estávamos. Ele ficou lá. Professor, o Lord com certeza está muito bravo com o professor Snape. Ele o perdoou antes, mas agora é bem provável que o mate.
- Sim senhor Malfoy, eu tenho plena noção de como Tom é quando descobre que um dos seus servos o traiu, e sei que ele não gostou nada de saber que Severus realmente não é fiel a ele, nem que você também não é.
- Senhor, o Lord pretende invadir Hogwarts no primeiro dia de aula. Ele está recrutando o máximo de aliados possíveis para poder invadir a escola, está chamando todos os lobisomens, gigantes e criaturas mágicas. É preciso agir o mais rápido possível.
- Eu não tive acesso a essas informações senhor Malfoy, creio que sua ajuda foi muito importante para a Ordem.
- O Lord não estava comentando nada com nenhum de seus comensais a não ser a tia Bella. Eu ouvi uma conversa dos dois sem querer. O Lord está instalado na mansão da minha família e eu conheço todos os caminhos secretos de lá. Eu passava por um deles quando ouvi o Lord contar para a tia Bella o plano dele. Eu não podia sair da mansão sem acompanhante exatamente para não correrem o risco de eu falar com alguém sobre alguma coisa que ouvi ou vi, por isso não consegui avisá-lo disso senhor.
- Então o seu segundo espião era o Draco Malfoy, Alvo? - Perguntou Lupin
- Sim, o senhor Malfoy esteve me informando de tudo que ouvia ou descobria enquanto estava em Hogwarts, e até mesmo no período das férias me passava algumas informações importantes. Eu agradeço por sua ajuda senhor Malfoy, sei que correu grande perigo visto que não aprendeu oclumência com tanta eficiência quanto era preciso – Disse Dumbledore arrancando um sorriso singelo do menino - Mas agora é hora de nós agirmos. Já chamei o máximo de aurores possíveis e todos os integrantes da Ordem da Fênix de todo o país. Estaremos indo até sua mansão o mais rápido possível. Com licença crianças.
Harry ouvia tudo calado, a história de Malfoy o deixou de boca aberta. Jamais imaginaria que aquele menino que passava tempos livres com ele na sala precisa estava também servindo como espião para Dumbledore. Por um momento teve raiva do velho que mais uma vez estava manipulando as pessoas para servirem à ele, mas no outro teve a mente ocupada pensando o quanto Draco esteve perto do perigo e o quanto ele precisou ser corajoso para conseguir sobreviver sem ser descoberto. Mas seu orgulho do sonserino não durou tanto tempo, pois estava preocupado demais para se reservar a ficar feliz por Draco. Voldemort estava com Severus em suas mãos e era bem provável que ele já estivesse morto. Mas quando o diretor disse que iria para a luta sem eles sua voz não se manteve dentro da garganta.
- Como assim com licença? Eu irei junto senhor. Não ficarei de fora desse resgate, preciso estar lá quando resgatarem Severus, e também o senhor precisará do máximo de aliados que puder.
- Eu também irei junto – Disse Hermione – Não tenho nenhum motivo para ficar aqui, mas tenho um grande motivo para ir.
Dumbledore olhou maravilhado para os pequenos grifinórios que se juntavam e o olhavam com expressões decididas e firmes. Cinco verdadeiros grifinórios e um sonserino legítimo.
- Não poderá nos segurar senhor, temos Fred e George conosco. De um jeito ou de outro iremos até lá.
- Ah é verdade! Não poderia mesmo segurar vocês, afinal quando se trata de Fred e George nem mesmo eu me oponho – E deu um sorrisinho.
Os aurores que foram chamados por Dumbledore já haviam aparatado e apenas esperavam por Dumbledore no ponto de encontro em uma colina perto da mansão Malfoy. Dumbledore segurou no ombro de Draco e aparatou, em seguida os grifinórios aparataram também.
- Por que é que eles podem aparatar? – Perguntou Malfoy
- Por que somos mais inteligentes que você cabeça de vento – Responderam os gêmeos em uma só voz.
Harry, Hermione e Rony se entreolharam. O trio aprendera a aparatar há muito tempo e faziam isso em momentos críticos. Dumbledore nunca se incomodou com o fato de que eles deveriam aprender a aparatação somente no sexto ano, segundo ele, aprender uma ou duas mágicas antes do previsto deveria ser encarado como magia precoce e não uma desobediência da lei.
- Afinal onde estamos? – Perguntou Hermione olhando para o endereço que Malfoy havia escrito e lhe passado antes deles aparatarem
- Perto dos portões da mansão. Os portões principais são logo ali adiante – Apontou para os grande portões com a letra M – Há esta hora o Lord já deve ter colocado os comensais para guardá-los por precaução.
- Senhor Malfoy se estivéssemos em Hogwarts eu daria dez pontos para sua casa.
Draco sentiu que pela primeira vez estava realmente sendo reconhecido pelo diretor.
- Obrigado.
- Diretor, o senhor por um acaso tem algum plano? – Perguntou Harry
- Além de entrar e enfrentá-los? Não. Mas estou aberto a sugestões.
- Eu acho que tenho um plano, não sei se dará certo, mas nos dará tempo para procurar Severus. Draco um dia você me disse que tinha uma passagem secreta na sua mansão que só você conhecia, que você mesmo tinha feito, não é?
- Sim, é uma passagem que dá direto para o meu quarto, mas eu não a uso faz tempo, nem lembrava mais dela. Lembra, eu te contei que nunca mais usei depois que fiquei preso nela e só fui sair no outro dia.
- Ei, quando é que vocês ficaram tão amiguinhos assim? – Perguntou Rony
Harry e Draco trocaram olhares e responderam juntos.
- É uma longa história.
- Diretor – Continuou Harry – Eu, Draco, Hermione, Rony e os gêmeos iremos por esta passagem, direto para dentro da mansão. Enquanto isso todos vocês vão para frente da mansão. Voldemort pensará que todo o seu exercito está aqui e colocará todos os comensais para atacá-los, isso nos deixará livre para procurar Severus e atacar Voldemort por traz.
- É um bom plano Harry, acho que poderá dar certo. – Disse o diretor.
Quando Dumbledore sorriu e estava prestes a se despedir e tomar seu caminho frente à batalha, uma canção foi ouvida no céu negro e Fawkes apareceu trazendo a espada de Griffindor e um bracelete gravado o nome de Salazar Slytherin
(NOTA DA AUTORA: Fui eu que inventei esse bracelete, ele não existe na história real)
Fawkes deixou a espada cair na mão de Harry e o bracelete na mão de Draco.
- Vejo que não somos somente nós que desejamos que vocês tenham sorte – Disse Dumbledore - Você recebeu novamente a espada de Griffindor e você Draco, o bracelete de Slytherin. Caso você não saiba, o bracelete serve para desviar os feitiços hostis. Infelizmente não desviará as maldições imperdoáveis, mas fará com que você fique com uma armadura invisível que te protegerá de qualquer outro feitiço. A espada passa uma energia boa para quem a carrega e dá coragem para enfrentar o inimigo, quem for atingido pela espada receberá uma carga tão grande de poder que não suportará.
- Foi isso que aconteceu com o basilisco?
- Não exatamente. Basilisco são criaturas, são cobras. Ele morreu por ter sido atingido por uma espada, poderia ter sido qualquer outra espada e o Basilisco morreria exatamente igual, mas me diga Harry se fosse alguma outra espada, você teria tido a coragem que teve aquele dia?
- Acho que não.
- Está vendo, Griffindor deixou nessa espada os poderes que mais caracterizam sua casa, a coragem, a lealdade e acima de tudo o amor. Quando essa espada acertar um bruxo, ela passará uma carga muito grande desses poderes, poderes que poderão destruí-lo.
- Legal a história, mas estamos perdendo tempo, não estamos? – Disse Fred.
- É verdade, vamos logo embora – Completou George.
Dessa vez Dumbledore realmente se despediu e caminhou, com Fawkes em seu ombro, em direção aos portões principais. Malfoy guiou a turma para a parte de traz da mansão, onde estava o alçapão que os levaria direto para o quarto dele. A passagem era estreita feita para apenas uma pessoa pequena, por isso Rony e os gêmeos tiveram que se abaixar para poderem andar. Draco, Harry e Hermione conseguiam caminhar com mais facilidade. A passagem terminava dentro do enorme guarda roupa de Draco em um quarto grande decorado com cortinas pretas e detalhes dourados. Sua cama era forrada com lençóis negros com um grande M bordado em prata. Os travesseiros, por sua vez, eram forrados com fronhas prateadas com um D bordado em cor preta. Ao lado da belíssima cama havia um criado mudo com um porta retrato onde estava a foto do pai abraçado com a mãe. Ao lado do porta retrato de prata estava uma máscara de dormir também preta que não passou despercebida pelos gêmeos.
- Olha isso Fred. O Malfoyzinho usa máscara para dormir.
- Que delicada – Zombou Fred vendo Draco ficar vermelho de raiva e vergonha.
- Me dá isso Weasley.
- Só se você me mostrar onde guarda a camisola.
- Qual é Fred, acha mesmo que Malfoy usaria camisola para dormir? É claro que não. Ele usaria um baby doll rosa bem curtinho.
Os gêmeos davam gostosas risadas acompanhados de Rony enquanto Harry e Hermione apenas assistiam o sonserino ficar cada vez mais bravo.
- Ei George, olha isso! – Fred mostrou a penteadeira lotada de creme para pele, loção pós-banho, perfume, creme para rosto – O que é tudo isso Malfoy? É para tentar ser bonito.
Draco se encheu das zombarias e apontou a varinha para Fred que apontou a sua para Malfoy junto com os dois irmãos que faziam a mesma coisa.
- Você não ousaria tentar lutar com nós três juntos Malfoy.
- Acha mesmo que por serem maioria vocês ganhariam de mim? Esqueceram quem sou eu? Eu sou um Malfoy seu idiota, sei muitas coisas sobre a Arte das Trevas, sei feitiços que vocês jamais ousariam imaginar. Acabaria com vocês em um piscar de olhos e não seria atingido por nenhuma de suas azarações infantis ou se esqueceram do pequeno detalhe do bracelete de Slytherin?
Draco levantou o pulso esquerdo mostrando o brilhante bracelete de Slytherin.
- Será que dá para vocês pararem de perder tempo? Temos que continuar – Disse Hermione.
- Hermione tem razão – Disse Harry – Temos que achar Severus. Onde ele pode estar?
- Provavelmente nas masmorras. O Lord adora prender suas vitimas lá. É o pior lugar da mansão.
Os Weasley e Draco ainda se encaravam, mas por uma causa maior abaixaram suas varinhas. Harry agachou-se e olhou de baixo da porta, não havia ninguém no corredor, a passagem estava livre. Ainda na frente, Malfoy os levava direto para as masmorras. O caminho era molhado e fedido, mas não havia um único comensal, o que era um grande alívio e um mistério para Draco que sabia que deveria ter ao menos um vigia na cela. Mas não, no final do corredor escuro estava a porta da cela de Snape e não havia ninguém na frente.
Malfoy abriu a porta enquanto Harry iluminava o local. Quando todas as varinhas se acenderam Harry viu Snape sentado no chão, estava encurralado por Nagini que chiava a cada passo que Harry dava em direção à ele. Claro que Voldemort não deixaria seu prisioneiro sozinho e por isso deixou Nagini com ele, a sua melhor escudeira.
- Vai embora Harry, esta cobra é maldita, não deixará você passar e pode te morder – Disse Snape com dificuldade por trás da mordaça
Harry sabia que o veneno da cobra de Voldemort o mataria, mas mesmo assim não recuou, ao invés disso escolheu um caminho mais fácil, ou mais difícil.
Ele avançou
