Olá pessoal, espero que estejam passando um carnaval maravilhoso, pelo menos melhor que o meu neh, afinal estou passando trabalhando... mas tudo bem...Bom, quero agradecer à Ana e AB Feta pelos reviews, muito obrigada

Novo capítulo saindo... bjus a todos...

40

A batalha de Hermione

- Deixe-o sair – Disse em língua de cobra, uma língua que somente Nagini podia entender.

- Não. Meu amo não permite – Respondeu a cobra – Tenho ordens para mantê-lo aqui até que seja hora dele morrer.

- Então é isso? Você o deixará morrer? Por quê?

- Porque foi o que o Mestre mandou.

- Por favor não faça isso, eu preciso dele, tem que deixá-lo voltar para casa.

Nagini chegou perto de Harry e o olhou nos olhos, depois olhou para Hermione e os outros que ainda mantinham a varinha em riste. Ela sentia a coragem e o amor que motivava os pequenos bruxos a lutarem por ele.

- Sinto o laço de amor que uni você à ele e o laço de sangue que a uni à ele.

Harry não sabia dizer o que Nagini queria dizer com isso. Por que Mione teria um laço de sangue com Severus?

- Se o quer de volta terá que lutar comigo.

- Eu luto – Disse Harry empunhando a espada.

- Com todo o respeito criança, mas não estava falando com você. Estava falando com ela – Apontou Hermione com a cabeça.

- Por que ela? Lute comigo.

- Não. É ela que eu quero. Quero vê-la defender o sangue dele que corre dentro dela.

- Nunca.

Harry pulou na frente de Hermione apontando sua espada para a cobra. Nagini rastejou-se, enrolou-se no corpo de Snape e ameaçou morder-lhe o pescoço.

- Não me desafie menino. Não sabe do que sou capaz. Quero a menina.

- O que está havendo Harry? – Perguntou Hermione.

- Ela quer que você lute com ela.

- Eu? Mas por que eu?

- Não sei, não consegui entender o motivo.

- Ande logo, não vou esperar muito tempo – Avisou Nagini.

- Eu luto Harry.

- O que? Não Mione, você não pode.

- Posso sim. Não entrei para a Grifinória pela minha inteligência. Eu lutarei por Severus.

- Mione... – Harry ia começar a tentar argumentar com a amiga, mas o olhar determinado dela o fez desistir. Ela lutaria por ele, lutaria por Severus, aquele era o momento dela. Harry suspirou e entregou a espada de Griffindor para Hermione e recuou dando boa sorte

Os meninos se afastaram e Hermione deu um passo à frente segurando a espada com firmeza com as duas mãos. Nagini rastejou em volta de Snape e um fogo muito vivo apareceu envolvendo Snape por completo.

Hermione assustou-se e tentou avançar em direção à Snape, mas Nagini foi mais rápida e postou-se na frente da menina.

- Ele não se queimará, no entanto que não tente fugir. Se me derrotar, o fogo desaparecerá. Se eu a derrotar, o fogo entrará no peito de cada um e queimará seus corações.

Harry traduziu a frase para Hermione. Ela sentiu a espada tremer em sua mão. Mas um calor percorreu seu corpo e alojou-se em seu coração. Ela olhou novamente em direção às chamas, não conseguia ver Snape, mas sabia que ele estava ali atrás, esperando por ela, dependendo dela. Não podia falhar. Hermione apertou a mão que segurava a espada e a levantou, deixando a lâmina rente ao seu rosto. Podia ver seu reflexo onde estava gravado o nome de Godric Griffindor.

Hermione adiantou-se e fechou os olhos por um instante. A imagem do fundador da casa mais corajosa de Hogwarts apareceu. Um bruxo alto, loiro, de olhos azuis. Estava com uma roupa vermelha com detalhes amarelos e dourados. Seu olhar era doce e determinado, passava-lhe coragem. Ele segurou uma espada igual a que estava nas mãos da menina, olhou para ela e sorriu.

Hermione abriu os olhos e soube que estava pronta. Pronta para lutar, pronta para morrer por aquele que ama. Olhou para a cobra e se colocou na posição de luta, segurando firmemente a espada. Nagini levantou a cabeça e chiou para a menina mostrando as presas afiadas. Hermione tinha o olhar fixo e os passos duros. Seus músculos enrijeceram e sua expressão era de plena concentração.

A cobra chiou e chegou mais perto arrastando-se no chão imundo da masmorras. Ela se ergueu até estar no mesmo nível dos olhos de Hermione e a encarou. A grifinória permaneceu na mesma posição, seus olhos cada vez mais decididos. Nagini hesitou um momento e depois avançou em sua direção e Hermione teve que pular para o lado para não ser atingida. Nagini tentou novamente, mas de novo Hermione desviou do golpe. Era como se ela conseguisse sentir onde a cobra estaria e soubesse para onde devia ir.

- Cuidado Hermione – Gritou Snape tentando sair dali, mas as chamas a sua volta só aumentaram impedindo-o de prosseguir.

Nagini ficou furiosa por ter errado os dois golpes que tentou e arrastou-se pela masmorra apagando os archotes que estavam queimando dando alguma claridade ao local. Tudo virou breu. As chamas que envolviam Snape não iluminavam nada apenas brilhavam indicando onde o mestre de poções estava. Hermione ofegou, não conseguia enxergar nada, como poderia então ajudar a salvar o amor da sua vida?

Falharia

Seu coração batia cada vez mais rápido, ela girava no lugar com a espada empunhada, mas não podia ver para onde estava apontando, era inútil. Perderia

- Quero ver você conseguir me derrotar agora. Menina tola. Não tem poder o suficiente para levar o sangue daquele que ama. É apenas uma criança e eu acabarei com você e com todos os outros. Sou mais forte, mais astuta, te vencerei com facilidade.

Mais uma vez Harry traduziu o que foi dito pela cobra e Hermione tremeu. Como poderia ver a cobra e saber onde está? Mas a principal pergunta que se fazia era o que deveria fazer quando a visse? Sentiu um vento passar pela sua orelha e tentou golpear com a espada, mas só atingiu o ar. Ela ofegava, tentava enxergar, mas era inútil. Um medo atingiu-lhe tão intensamente que seus olhos lacrimejaram. Vidas dependiam dela, tinha que conseguir, caso contrário todos estariam mortos.

- Hermione – Chamou Snape – Sei que não pode me ver, mas me escute. Você é forte, conseguirá fazer o que quiser, eu confio em você. Não se importe comigo, faça o que é preciso para se salvar.

- Não Severus, quero você vivo, você vai viver, te tirarei daqui.

Snape deu uma risadinha fraca – Minha menina, não sabe como é importante para mim e como a amo. Meu maior desejo agora era o de passar o resto da minha vida ao seu lado, mas se morresse hoje, como acho que vou, morreria feliz, pois encontrei você e pude amá-la por um curto tempo. Lembre-se sempre disso Hermione

As lágrimas escorriam pelo rosto de Hermione. É sempre difícil para ele falar dos seus sentimentos e se declarar assim ainda mais sabendo que os Weasley estavam ali. Snape nunca demonstrava atos de carinho e amor perto dos outros, mas ali estava ele, se declarando e dizendo quase abertamente que a ama e que ficaria feliz por morrer naquele momento, pois a amou. Isso era algo mais que especial, era delicado e intenso. Hermione fechou os olhos chorosos e apenas sentiu as palavras entrarem em seus ouvidos.

Imagens rodavam em sua mente. Severus rindo, a beijando, a abraçando, os dois juntos, se amando. E até mesmo imagens que não haviam acontecido passavam pela frente de seus olhos fechados. Eles em uma casa só deles, eles sorrindo um pro outro enquanto olhavam para outro alguém, um alguém que Hermione não conseguiu descobrir quem era, pois bem na hora ela sentiu uma força dentro de si subir pelo seu corpo começando em seu ventre e indo até seu coração.

Ao lado dos Weasley, Harry ofegou segurando e apertando o braço de Draco.

- Eu posso sentir – Disse ele com a mão no peito – É muito forte

- Você pode sentir o que? – Perguntou Draco segurando Harry em seus braços enquanto o menino ofegava

- A força de Hermione.

Hermione permanecia parada com a espada abaixada sentindo a magia fluir por suas veias, correndo cada vez mais rápido. Ela permaneceu com os olhos fechados todo tempo que sentia essas sensações estranhas, gostosas e poderosas. Mas quando os abriu, tomou um susto grande, seu corpo emanava uma luz tão forte que iluminou toda a cela. Ela podia ver cada pessoas naquele recinto, podia sentir as batidas de seus corações, o respirar de seus pulmões, podia sentir também, o medo que corria em suas veias e até mesmo o quanto tinham de magia em seus corpos. Mas ninguém mais conseguia ver nada, todos foram obrigados a fechar os olhos, pois a luz era muito intensa.

Nagini também não conseguia ver com tamanha claridade ofuscando suas pupilas naturalmente noturnas. Ela se esgueirou por trás de Hermione guiada apenas pelo seu olfato e se preparou para dar o golpe final. O último golpe que mataria a menina tola. Hermione se enrijeceu e empunhou a espada novamente, mas desta vez suas mãos não tremiam e seu coração não batia com desespero, dessa vez ela estava calma.

- Posso senti-la – Sussurrou Hermione segurando firmemente a espada – Posso ouvi-la – Seus olhos mostravam um brilho diferente, era quase possível ver fogo dentro da grande bola castanha – Posso vê-la

A espada rasgou o ar ao mesmo tempo que Nagini avançou em direção ao seu pescoço, a menina pôde sentir a lamina cortando a pele fria da cobra. Tal ação foi tão rápida que só se entendeu o que aconteceu realmente quando o corpo decepado da cobra caiu no chão aos seus pés. Hermione olhava surpresa consigo mesma. Ela havia conseguido, ela matou a cobra de Voldemort. Aos poucos a luz que vinha de Hermione apagou e os archotes acenderam permitindo a todos que abrissem os olhos. Na mesma hora Harry se aproximou e abraçou a amiga que retribuiu o abraço. Todos a cumprimentaram, mas Hermione tinha suas atenções todas voltadas para o homem livre que agora caminhava em sua direção enquanto tirava a mordaça.

- Hermione – Sussurrou

- Severus! - Hermione quase gritou seu nome

Hermione adiantou-se pé ante pé e se aproximou colocando as mãos em seu peito e fechou os olhos sentindo o coração dele bater calmamente. Ela o olhou com a felicidade estampada em seus olhos e enlaçou os braços em seu pescoço o abraçando forte.

- Eu estou sujo – Disse Snape tentando afastá-la

- Não me importa, o importante é que você está aqui e vivo. O que há com a sua cabeça? - Perguntou a menina olhando o sangue seco no rosto do amado

- Nada demais – Snape jamais contaria sobre a sessão de tortura que passou, um corte na cabeça pareceria muito mais se ele descrevesse como aconteceu – Não é nada

- É tão bom sentir você Severus – Disse Hermione abraçando-o novamente

- Eu sei, também é bom te sentir.

Snape abraçou Hermione com igual vontade e fazia carinho em seu cabelo volumoso.

- Como você fez aquilo? - Ele perguntou olhando em seus olhos castanhos e preocupados

- Não sei. Eu só pensei em você e aconteceu. Eu consegui sentir a cobra, podia ver o que ela faria antes dela fazer

- Você foi magnífica. Realmente uma verdadeira bruxa de grande poder.

- Esse foi o poder que Eillen falou – Comentou Harry – O poder do amor que está em ambos.

- Tudo bem, estamos todos muito feliz que a Granger tenha conseguido com esse poder do amor, mas tem uma guerra acontecendo lá fora e precisamos nos apressar – Disse Draco

Todos saíram das masmorras, mas antes de irem em direção ao jardim, Snape foi até o quarto principal da casa que pertencia à Malfoy sênior, mas que estava servindo ao Lord e procurou por sua varinha encontrando-a guardada dentro de um armário ao lado da cama.

Eles caminharam pelos corredores vazios e chegaram até a porta de entrada. Snape estava na frente de todos sempre de olho em qualquer tipo de emboscada que poderia estar esperando por eles. E foi em uma dessas olhadas que Snape viu e conseguiu facilmente evitar um feitiço vindo de um canto escuro da sala.

Ele indicou para todos ficarem atrás dele e apontou sua varinha para o homem que saia de trás das sombras. Não era bem um homem, era apenas um garoto, um garoto que dava acessos de raiva em Severus. Um garoto que o irritou desde o momento que o Lord das Trevas permitiu que estivesse no meio de seu ciclo de comensais. David

- Achou mesmo que o Lord das Trevas iria deixar a mansão desprotegida Snape? – Perguntou o comensal apontando a varinha para Severus enquanto se aproximava

- Sim achei, afinal é típico desses comensais inúteis, baixam a guarda, deixando a mansão inteira vazia. Não se faz mais comensais como antigamente. Ou você acha que estar aqui é ter alguma proteção?

- Eu já não te disse que não deve subestimar as pessoas Snape? Caso não lembre eu lhe refresco a memória. Eu lhe disse no dia em que te possui, no dia em que seu corpo foi meu, no dia em que eu entrei em você com força.

Enquanto o comensal ia falando. Hermione e Harry apertavam mais ainda as mãos nas suas varinhas. O ódio subindo por suas veias. Snape podia prever o que aconteceria

- Não – Ele disse – Essa luta é somente minha

- Luta? – Perguntou David – Acha mesmo que haverá um duelo entre nós? Não meu caro, esse duelo nunca irá acontecer, porque eu já ganhei de você Snape. Você já perdeu há muito tempo. Desde quando eu o rasguei enquanto te comia todo

- Realmente David, esse duelo não irá acontecer, e não irá acontecer porque eu já o matei.

David olhou para Snape e por um momento sua mão tremeu na varinha. O mestre de poções estava calmo e sua varinha nem mesmo estava apontada para o comensal. Snape cruzou os braços diante do corpo e se aproximou pé ante pé olhando dentro dos olhos do comensal fazendo-o tremer.

Por que ele estava tão calmo?

- Aprenda David. Você é uma criança perante à mim, uma criança que não tem conhecimento das magias negras antigas, magias que sua mente jamais conseguiria imaginar. Você não tem a a capacidade de lançar uma maldição como a que lancei em você antes mesmo de você sair de seu posto e me desafiar.

Naquele momento David soltou sua varinha e começou a tremer parecia que algo queimava por dentro dele e ele sentia uma grande dor. O comensal caiu de joelhos e arfava com dificuldade de respirar. Snape se aproximou e quando estava perto o suficiente encostou o pé no peito do homem e o empurrou fazendo-o cair deitado no chão de mármore.

- Como é doce o saber, o conhecimento. Duvido que sua mente pouco estruturada possa saber que tipo de maldição eu lancei em você – Disse Snape antes de se aproximar o suficiente para apenas David ouvir – Agora sinta-se ser rasgado por dentro, comido, sinta-se morrer. Aprenda David, antes de morrer, aprenda que a vingança é doce aos lábios de quem sabe aguardar o momento certo para prová-la

E dizendo isso ele se afastou deixando o comensal agonizando no chão. Ninguém perguntou o que Snape fez quando o mesmo os mandou acompanhá-los. Eles só o seguiram. Os gêmeos olharam entre si e era clara a mensagem. Não mexeriam com Snape nem que fosse para salvar suas vidas. Pois sua morte depois seria mais dolorosa

Snape abriu as portas de entrada e todos saíram para o jardim. Como Draco havia dito antes, uma guerra estava acontecendo. Literalmente. Para onde quer que eles olhasse viam feitiços voando para todos os lados, atingindo o peito de comensais e aurores, fazendo-os voar ao ser estuporados ou cair morto no gramado molhado pelo sereno da noite. Entre todos os comensais que lutavam era perfeitamente visível onde Dumbledore estava, bem no meio lutando com Voldemort. Seus feitiços eram maiores e mais claros, igualmente seus poderes maiores e mais intensos.

Um feitiço voou por sobre suas cabeças e atingiu a frente da mansão fazendo cair um enorme pedaço que teria atingido-os se Snape não os tivesse afastado com um feitiço. Naquele momento todos queriam entrar na batalha, lutar pelos seus ideais, matar os comensais que ali estavam, mas Snape não os deixou, como um eximiu comensal ele sabia que naquele momento o melhor era observar e saber como estava a batalha e em qual local eles precisavam estar.

Mas algo aconteceu que nenhum deles previra. Um grande clarão branco foi visto no meio do jardim e Dumbledore estava caído aos pés de Voldemort. A varinha do diretor de Hogwarts fora jogada longe. Harry olhou horrorizado Voldemort colocar o pé no peito de Dumbledore e rir na cara dele. Poucos haviam reparados e mesmo assim tinham seus próprios duelos, não podiam se distrair, pois um único segundo é que se precisa para que a maldição da morte atinja seus corpos. Mas Harry estava bem atento vendo Voldemort apontar a varinha para o seu velho mentor. O velho manipulador de vidas, o velho que era o maior bruxo que já existira. O velho que não se mexeu quando Voldemort estava prestes a proferir a maldição que tiraria sua vida.

- E ainda tem gente que diz que eu o temo. Todos lembrarão de você meu velho, como o mago que caiu perante a mim.

Voldemort apontou a varinha para o peito do diretor e olhou para seus olhos, vermelho enfrentando azul em uma batalha silenciosa.

- Adeus meu velho