Olá pessoal, quero pedir desculpas pela demora, mas já estou aqui postando o antepenultimo capitulo dessa enorme fic. Espero que gostem

AB FETA - quero vc nos meus reviews até o final hein!

bjusss

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A morte do pai

Snape segurou a mão esquelética do Lord que segurava a outra extremidade da espada e a enfiou com tudo em seu corpo. Hermione tapou a boca com as mãos quando viu a espada de Griffindor atravessar o corpo de Snape e aparecer nas costas de Voldemort. Snape gritou mais ainda ao tirar a espada de seu corpo, Voldemort caiu ao seu lado, mas no momento Snape só conseguia olhar para o sangue que jorrava de seu corpo, sua mão não era capaz de estancá-lo. Ainda estava de pé quando viu Voldemort sangrar por todo o corpo, sua pele perecia estar amolecendo, virando um liquido ácido que corroía seus ossos, no fim Voldemort era apenas fumaça. Severus ainda tentava inutilmente estancar o sangue, mas como dito, era inútil. Ele piscou algumas vezes, mas sua visão começou a embaçar e ele foi ao chão largando a espada.

Os aurores olhavam um para o outro sem entender ao certo o que acontecera. Todos os comensais estavam mortos, suas marcas queimaram não o braço, mas o coração deles. Hermione estava desmaiada no colo de Rony e Dumbledore também encontrava-se inconsciente.

- Severus – Harry chamou arrastando-se até o local onde Severus agonizava e sangrava. Segurou sua mão e a sentiu molhada, provavelmente de sangue – Agüenta, você vai ficar bom. Os medibruxos virão te ajudar – Passou a mão pelo rosto dele e também estava molhado, ele estava chorando.

- Creio que seja tarde Harry – Disse Snape sentindo Harry fazer carinho em seu rosto e apertar mais ainda sua mão.

- Não, por favor não diga isso, não desista agora Severus, por favor não desista.

- Foi tão bom o tempo que passamos juntos. Queria que tivéssemos sido amigos antes, mas agradeço por ter me permitido ser feliz pelo menos um pouquinho.

- Não seja bobo seu sonserino desgraçado. Você e eu ainda passaremos muito tempo juntos. Eu ainda tenho que te fazer muitas cosquinhas e te fazer sorrir até você cansar. Ainda sairemos muito e reclamaremos da comida que servem para a gente igual fizemos quando fomos naquele restaurante em Londres. E tem Londres também, você disse que conhece tudo lá e me prometeu mostrar cada pedaço de lá, tem que cumprir sua palavra. Eu quero visitar Londres, mesmo que não veja as belezas do lugar, o importante é que quero você ao meu lado Severus.

- Desculpa ter que te desapontar, mas acho que não poderei cumprir minha promessa. E sinto muito pelos seus olhos, sentirei falta deles, das duas esmeraldas que me sorriam toda manhã.

- Eles ainda sorriem por você, ainda te vejo Sev. Posso ver sua aura e ela é tão linda, tão intensa, tão forte.

- Harry – Snape começou a ter dificuldade de falar, seu coração começava a parar – Nunca se esqueça de... de que eu... te... eu te amo.

E não falou mais nada, seus negros olhos fecharam-se e seu corpo relaxou.

- Severus? – Chamou Harry em meio a um rio de lagrimas que descia pelo seu rosto. Em sua visão, a aura dele diminuía cada vez mais até não haver mais luz.

- Não. Severus por favor responde – Harry balançava a mão mole de Snape esperando um sinal de vida que não vinha – Por favor Severus. SEVERUS! EU ESTOU FALANDO COM VOCÊ, EXIJO QUE ME RESPONDA SEU MORCEGO VELHO. ANDA, FALA COMIGO, POR FAVOR FALA COMIGO, POR FAVOR RESPIRA – Harry não se conformava com a morte que estava em suas mãos. Não era possível. Sem conseguir aceitar, ele fechou as mãos em punho e bateu com força no peito de Snape, ele tinha que respirar. Não podia perder Snape, seu professor, seu respeitável tutor, seu amável "pai" – NÃOOOOOOOOOOOOO.

Harry abraçou fortemente o corpo imóvel, segurando-o com força, como se tivesse medo de que ele fosse embora. Quase inconscientemente acariciava seus cabelos negros e chorava com seu rosto escondido na curva de seu pescoço. Os aurores e membros da ordem da Fênix não tinham o que falar e apenas olhavam para o menino compartilhando de sua dor. Draco olhava para Harry e quase sentia a dor que ele sentia, na verdade o que ele mais queria era impedir que Harry sofresse. Hermione permanecia desacordada nos braços de Rony e os gemeos jamais poderiam rir naquele momento, pois Severus Snape estava morto e Harry Potter estava morrendo com ele.

O grifinório continuou chorando e balançando-se agarrado ao corpo do homem que era o mais importante para ele, o homem que o conquistou aos poucos e que o protegeu de todas as formas que poderia ter protegido. Aos poucos Harry sentiu dentro de si um calor ao mesmo tempo em que seu coração começava a acelerar. Harry beijou a testa de Snape quando sentiu uma dor muito forte atravessar seu corpo. Por instinto agarrou-se mais à Snape e gritou com todas as forças quando a dor já não era suportável.

- Estou com você Severus

As últimas palavras de Harry acompanharam uma luz dourada, a ultima coisa que Harry Potter viu.

Três dias depois – Ala Hospitalar de Hogwarts.

- Tem certeza Madame Pomfrey? – Perguntou Hermione parecendo ansiosa.

- Sim senhorita Granger. Mandei que viesse fazer esse novo exame, pois quando o outro foi feito logo após a batalha e tive receio de que meu diagnóstico estivesse errado, mas pelo que vejo ele está correto e bem correto.

- Posso ir então?

- Sim querida, pode ir, mas não se esqueça de tomar todos os cuidados que te falei, você esta frágil. O que te aconteceu na batalha ainda é um mistério, você saberia dizer o que houve?

- Eu não tenho certeza Madame, mas quando Severus enfiou a espada em si mesmo eu senti uma dor muito grande e desmaiei. Draco disse que eu fiquei inconsciente o restante do tempo e só acordei quando já estava aqui, horas depois.

- Bom, acho é um mistério mesmo. Pode ir senhorita, qualquer coisa me chame.

- Sim senhora. Com licença.

Harry estava na cama da Ala Hospitalar quando abriu os olhos. Não conseguiu focalizar nada a princípio, mas depois viu o diretor sentado em uma cadeira ao lado de seu leito, estava com um sorriso feliz no rosto.

- Harry, que bom que acordou.

- Diretor? Eu... eu posso vê-lo.

- Sim Harry, você pode me ver. Seus olhos estão curados.

- Mas como?

- Não se esqueça que Fawkes sacrificou-se por você meu garoto. A alma de minha corajosa fênix entrou em você, suas lágrimas tornaram-se curativas como as dela.

- Entendi – Rapidamente várias imagens da batalha chegaram a sua mente como uma avalanche, ele não teve tempo de processar muita coisa antes de sentir as lágrimas aparecerem. Em seus olhos a única coisa que ele via agora eram os negros olhos de Snape, vazios e mortos. A dor da perda ainda era recente e grande – Severus... ele morreu.

- Sim Harry, ele morreu.

Dumbledore falou com tamanha frieza que Harry perguntou-se se o diretor lamentou a morte do seu Mestre de Poções, do homem que ele chamava de filho.

- Mas – Continuou – Parece que nem mesmo a morte consegue segurar uma pessoa difícil como Severus.

- O senhor está querendo dizer que... que...

- Que Severus está vivo.

Harry deu uma leve risada e seu sorriso se abriu em meio as lágrimas que agora eram de felicidade.

- Como? A espada matou Voldemort, deveria tê-lo matado, e matou. Ele morreu nos meus braços, eu o senti indo embora. Como isso é possível?

- A espada realmente acertou tanto Severus quanto Voldemort. Como disse anteriormente, a espada passaria uma carga de poder muito grande para quem fosse atingido por ela. Acontece que Voldemort era muito mais poderoso que Severus. Toda a carga foi para Voldemort. Severus morreu por um golpe de espada que o cortou profundamente. Ele foi muito corajoso, fazer o que ele fez não é uma escolha simples. Ele tinha como matar Voldemort, mas para isso ele teria que morrer também e foi a escolha dele. Tenho muito orgulho de Severus, e você também deve ter.

- Então ele está vivo.

- Sim ele está vivo. Quando Severus morreu em seus braços eu estava inconsciente, mas Remus me emprestou as lembranças dele para que eu pudesse entender todos os fatos. Pelo que vi, você chorou e gritou de tristeza após a morte dele, mas logo depois você gritou novamente só que desta vez de dor, dor física. Você deve saber Harry, que lobisomens tem a retina reforçada, o que lhes permite enxergar melhor em locais de total escuridão ou extrema claridade. Ele foi o único que viu que na hora que você gritou, uma luz dourada saiu de você e entrou em Severus. A luz que Remus viu era a alma de Fawkes, ela salvou Severus que acordou na mesma hora, mas ai era você que estava desacordado.

- Nossa, isso tudo parece impossível.

- Pelo que eu saiba, até os seus onze anos de idade, você achava impossível existir bruxos.

- Verdade – Confessou com um leve sorriso – Diretor, onde Severus está e como ele está? Eu quero vê-lo

- Severus está com mais saúde que os alunos de Hogwarts e está em seus aposentos. Eu o mandei descansar depois dele ficar aqui por três dias sem dormir nem comer, ele se preocupou demais com você. Tive que ameaçar demiti-lo para que finalmente ele saísse do seu lado e fosse descansar.

- Quanto tempo terei que ficar aqui?

- Apenas mais algumas horas, se você se comportar e comer direito – Disse Madame Pomfrey trazendo uma bandeja com comida e remédio para Harry.

Harry obedeceu Madame Pomfrey em tudo que ela mandava. Já estava vestido quando a enfermeira veio lhe dar alta.

Dumbledore disse para Harry ir tomar café da tarde no grande salão, por isso quando era mais ou menos quatro da tarde o grifinório colocou sua roupa trouxa e desceu as escadas em direção ao grande salão, pelo caminho muitos quadros lhe davam vivas e até mesmo pirraça lhe fez uma reverencia antes de lhe jogar giz na cabeça. As aulas começariam daqui a dois dias e os preparativos para receber novamente os alunos estavam em fase de andamento. Ao entrar no grande salão, Harry viu Dumbledore sentado ao centro da grande mesa. Ao seu lado direito estavam McGonagall, Hagrid, Flitwick, Trelawney e mais alguns outros professores. Do lado esquerdo estavam Hermione, outros professores e os membros da Ordem da Fênix. Todos pareciam felizes em vê-lo, mas Severus não estava ali. Será que ainda estava descansando?

Harry aproximou-se da mesa e cumprimentou todos os presentes. Ainda estava do outro lado da mesa, de frente para o diretor quando as portas do grande salão abriram-se e um homem vestido de preto com os olhos e cabelos igualmente negros adentrou ao local.

Severus parou na entrada ao ver o pentelho grifinório em pé na frente da mesa dos professores.

- Harry?

- Severus!

Harry abriu o maior sorriso que Snape já vira e correu em sua direção jogando-se em seus braços. Não havia como tentar esconder a felicidade que sentia e nem mesmo fazia sentido após tudo que aconteceu, por isso ele não ligou para os olhares interrogativos dos professores quando ergueu Harry nos braços abraçando-o forte e o rodou. O mestre de poções sentia seu pescoço molhado e sabia que o menino estava chorando. Chorando por tudo que aconteceu, chorando por estar vivo e por ser apenas um menino de dezesseis anos. Snape deixou que Harry chorasse tudo que estava sentindo enquanto acariciava suas costas tentando acalmá-lo. Na mesa Hagrid enxugava o grande nariz em um pano que mais parecia uma toalha de mesa.

- Oh! Mérlin – Disse Harry mais calmo - Pensei que você havia morrido, pensei que havia te perdido.

- Obrigado por me permitir ficar – Disse Snape colocando Harry no chão e o olhando profundamente - Eu não poderia ir embora sem saber o que você queria me dizer quando eu voltasse da salvação da senhorita Weasley.

- Não era nada. Era apenas um pretexto para te fazer voltar.

- Ora, seu, seu...

- Grifinório?

- Isso mesmo, seu...

- Nem pense em continuar essa frase Severus – alertou Dumbledore – Praticamente todos aqui são grifinórios e você está em desvantagem.

- Está bem, eu me rendo – Disse levantando as duas mãos.

Harry e Severus seguiram rindo até a mesa onde se sentaram nas duas cadeiras livres que estavam ao lado de Hermione e tomaram seu café tranquilamente em meio a risadas e conversas sobre como o mundo bruxo está, agora que Voldemort deixou de existir.

Harry não deixava Severus em paz e ficava mexendo em seu cabelo, bagunçando o todo, até que Severus pegou um pedaço de bolo e esfregou na cara de Harry que ficou todo sujo. Todos em volta davam risadas e até mesmo a McGonagall achou graça.

- Ah é assim então. Você vai se ver comigo.

Harry pegou um copo de iogurte e virou na cabeça de Snape.

- Você está ficando louco?

- Eu só dei o troco.

- Corre, porque se eu te pego, eu te mato, moleque insuportável.

- Eu posso até correr, mas você jamais me alcançará, seu velho.

- Eu vou te mostrar quem é o velho.

Até mesmo os fantasmas pararam de fazer o que estavam fazendo para ver um Severus com o cabelo cheio de iogurte correr atrás de um Harry com o rosto sujo.

- Mas afinal o que é que deu nesses dois? – Perguntou McGonagall.

- Nada. É que eu fiz Harry jurar que ia fazer Severus correr atrás dele. Eu queria tanto ver essa cena. – Disse Dumbledore rindo alto.

No dia seguinte, Severus foi com Harry e Hermione ao beco diagonal comprar os materiais para o ano letivo. Após comprar todas as coisas que nesse momento estavam no bolso de Severus, enfeitiçadas para virarem pequenas bolinhas, os três foram a uma sorveteria. Lá encontraram Draco, ele estava sozinho, sua mãe foi morta junto com os outros comensais no dia da batalha. Draco só se salvou, pois não estava no ciclo de Voldemort de corpo e alma como o restante.

- Ei olha lá o Draco – Mostrou Hermione.

- O que aconteceu com ele? Soube que a mãe morreu na batalha – Disse Harry

- Sim – Afirmou Snape – Ela morreu sim. Dumbledore está com a guarda provisória de Draco, até ele conseguir um tutor legal.

- E quem será que vai ficar com ele? – Perguntou Harry

- Não sei.

- Severus, você não poderia ficar com a guarda dele?

- O que? Quer que eu fique com a guarda de Draco?

- É.

- Você não acha que eu estou bem demais só com você não, quer me enfiar mais um moleque para cuidar.

- Qual é Sev, você já se mostrou que é um bom pai e gosta de Draco. Ele está sozinho, você sabe que ele é bom. Por favor.

- Não sei, vou conversar com Dumbledore.

- Ei Harry, se Severus adotar o Draco, então vocês dois serão irmãos, será incesto sabia – Disse Hermione divertida em ver o rosto assustado do grifinório.

- Isso é mentira não é Severus?

Hermione se dobrava de rir ao lado de Snape e agarrava suas vestes em seu ataque de riso, ele até cogitou a hipótese de mentir para Harry, mas o menino olhava tão assustado para ele que não havia coragem para tanto

- Não Harry, vocês não serão irmãos de verdade, eu serei pai adotivo de vocês e não há nenhuma regra que diz que vocês não possam ter um relacionamento. E sei que Hermione sabe muito bem disso.

- Desculpe Harry – Disse a menina secando as lágrimas que caiam – Mas eu precisava ver sua cara de pasmo, foi muito engraçada.

- Hermione, você chega a ser pior que os gêmeos, eu vou lá chamar o Draco.

Os quatro passaram a tarde inteira juntos. A noite, Severus conversou com o diretor e esse passou a guarda de Draco para ele. Severus Snape que a menos de um ano tinha apenas ele e sua angustia agora tinha uma namorada e dois filhos, o que mais a vida lhe daria?

Tudo bem, eu sei que muitas pessoas não gostam desse Severus que eu escrevo, pois ele é diferente do Severus que conhecemos, mas eu queria

muito mostrar como é quando vc abre seu coração e deixa que o amor entre em vc, como a pessoa muda e o Severus mudou muito depois de tudo

espero que não desanimem e continuem até o fim, só faltam dois capítulos...