Capítulo 4 –

No dia seguinte após o baile só se ouvia os boatos dos ocorridos, de fato o baile ajudou na interação dos alunos.

Rose Weasley não ouviu nenhum boato ao seu respeito que fosse relacionado a Jon Kugler, muito pelo contrário, o garoto fugia dela cada vez que a visse.

- Você tá virando sonâmbulo? – Scorpius perguntou ao amigo durante o café da manhã.

- O quê? – Albus perguntou sem entender.

- Sonâmbulo. Você está falando sozinho de noite.

- E-eu estou falando a noite? – o moreno congelou, ele sonhava com Aquila desde o baile.

- Ah, você balbucia algumas coisas. – o loiro deu de ombros – Nada que dê pra entender.

- Oh, desculpe. – Albus suspirou de alívio – Vou tentar ficar quieto.

- Relaxa, fica de boa.

O moreno deu de ombros. Os dois amigos iam em direção as masmorras para a primeira aula do dia, entraram na sala de Poções rindo, até perceberem que o professor tinha mudado.

Na verdade era uma mulher que estava substituindo o lugar do professor Slughorn, que estava um tanto quanto idoso e achou melhor se aposentar pela segunda vez. A nova professora de Poções tinha cabelos loiros, muito parecidos com o de Draco Malfoy.

- Ah não! – Albus se queixou reconhecendo a mulher que estava perto do quadro negro.

- O que foi? – Scorpius perguntou antes de olhar para onde o amigo indicava – Não acredito...

- Sentem-se! – a mulher falou autoritária. Alguns que ainda não tinham percebido a mudança de professor se assustaram, uns pareceram gostar da idéia, já outros – como Weasley, Potter e Malfoy – queriam Horácio de volta.

- O professor Slughorn se aposentou, serei eu quem vai lecionar essa matéria de agora em diante. Abram o livro na página 78, Poção Morto-Vivo. Irei fazer chamada enquanto isso.

A mulher loira deu de costas para os alunos pegando um pergaminho e pronunciando cada nome com um desdém maior que o anterior, fizera uma cara um tanto quanto enjoada quando chamou Albus pelo sobrenome. Para o azar de alguns, a aula era dupla com a Sonserina.

- Scorpius Malfoy... – a mulher olhou para o garoto que tinha um cabelo loiro parecido com o seu – Creio que já me conheça.

- Acho que nunca a vi. – Scorpius arriscou, Albus encarou o amigo sem entender.

- Ou já deve ter ouvido falar de mim...

- Devo ter visto algo no Profeta Diário.

A feição da professora mudou, estava com uma cara de buldogue, de fato parecia um buldogue já rosnou até terminar a chamada. Foi até o quadro negro e escreveu os ingredientes necessários e a cor que teria no final.

- O resto vocês pegam dos livros. – disse azeda passando de mesa em mesa.

Scorpius e Albus estavam indo bem. Além de fazer o que o livro pedia, também usavam as dicas que seus pais lhe deram, como por exemplo, amassar a vagem suporífera com a faca de prata e a cada sete volta no sentido anti-horário, uma no horário.

A professora ficou extremamente irritada quando viu a poção dos meninos atingirem a cor violeta e os mandou para fora da sala.

- A poção estava perfeita! – Albus exclamou irritado assim que saíram da sala.

- Relaxa! – Scorpius estava rindo.

Logo depois do jantar o loiro recebeu uma carta.

Olá, filho.

Como estão as coisas em Hogwarts?

Hoje recebi uma carta extremamente irritada de Pansy Parkinson se perguntando de como meu filho nunca ouvira falar dela.

Não sei o que você fez, mas meus parabéns!

Não me desaponte acabe com a cara de buldogue dela.

Um abraço, saudades.

Seu pai, Draco Malfoy.

Scorpius estava rindo quando deixou a carta em sua cama e foi para a biblioteca, o toque de recolher estava longe de bater.

O loiro estava terminando um dever de Astronomia, matéria que ele entendia bem.

- Está escrevendo sobre você, Malfoy? – Rose Weasley perguntou analisando o texto que o garoto escrevia.

- É, talvez! – o garoto falou rindo, não havia se dado conta que era sobre Orion e o Escorpião – Eu gosto dessa história.

- Realmente interessante. – a menina falou sentando-se do outro lado da mesa – O Apolo tem ciúmes da irmã Artemis e a engana, fazendo com que ela mate o amado Orion que fugia de um escorpião que Apolo havia mandado para matá-lo. Merlin!

- O quê foi? – Scorpius perguntou se assustando com a cara de espanto de Rose.

- Espero que isso não aconteça quando sua irmã arrumar um namorado. Falam-me que você é extremamente ciumento com ela.

- Nossa, pode crer... – Scorpius falou rindo – Não tinha reparado nessa semelhança.

- Dizem que as estrelas indicam o caminho certo.

- E você acredita nisso? – Scorpius perguntou, tirando seus olhos do dever, e encarando a garota a sua frente.

Rose pensou um pouco antes de responder.

- Eu acho bem interessante, mas prefiro não acreditar.

- Eu não sei se eu acredito... – Scorpius falou pensativo, voltando para seu dever – Mas também acho muito interessante.

- Obrigada! – Rose falou do nada, Scorpius a encarou confuso – Pela noite do Baile. Foi uma conversa agradável e o Kugler foge de mim.

A castanha falou a última parte rindo.

- Não sei o que você fez, mas obrigada.

- Fiz uma coisa muito engraçada. – Scorpius falou rindo guardando seu material – Fiquei impressionado com a minha criatividade. Se um dia você quiser vê-lo em más lençóis, é só ir falar com ele.

- Oh! – Rose riu – De qualquer forma, obrigada Malfoy.

Rose se levantou e foi para a saída da biblioteca, Scorpius a acompanhou, mas se despediram no corredor, já que a castanha iria para o sétimo andar e o loiro para as masmorras.

- Onde estava? – Albus perguntou ao amigo.

- Na biblioteca fazendo o dever de Astronomia. – Scorpius se jogou na cama – Ah, e fiquei conversando com a sua prima também.

- A Rose? – Albus perguntou assustado.

- Isso!

O loiro falou fechando o acortinado da cama para dormir, Albus ficou um pouco confuso. "Desde quando eles conversam?" se perguntava, mas logo pegou no sono.

-x-

Albus distraiu-se por uns instantes quando viu a loira, com quem sonhava desde o baile, entrar no salão e sentar-se à mesa da Corvinal para tomar o café da manhã.

- Merda! – exclamou quando derrubou cereal em sua calça.

- Ow! O quê aconteceu? – Scorpius falou rindo do amigo, acompanhando o olhar do moreno na mesa da Corvinal.

Albus ainda olhava para a loira que conversava com Daniel Wood, limpou a calça com um aceno da varinha e congelou quando reparou que Scorpius olhava da mesa da Corvinal e para ele boquiaberto.

- Não acredito! – Scorpius falou devagar, surpreso.

Albus arregalou os olhos verdes sem saber o que o amigo estava pensando, mas ele já tinha uma idéia já que Scorpius viu para quem ele estava olhando.

Levantou-se da mesa e foi até ao saguão de entrada pensando no que iria falar para Scorpius, este foi atrás do amigo parando-o quando chegaram ao pátio pavimentado.

- E-eu não acredito! – Scorpius repetiu.

- Você já disse isso! – Albus falou um pouco nervoso.

- Eu tinha que imaginar. – Scorpius falou andando de um lado pro outro. – Como sou idiota!

- Calma Scorpius! – Albus falou irritado. – Você nem me deixou falar, eu posso explicar!

- Não tem o que explicar.

Albus estava tão nervoso que não percebeu que Scorpius estava calmo. Ficou tão nervoso quando reparou que o amigo também olhava para a mesa da Corvinal que nem percebeu que sua amiga, Erica Foster, estava ao lado de Aquila.

- É com a Foster com quem você anda sonhando! – Scorpius deduziu.

- Co-com quem? – Albus perguntou surpreso. – Ma-mas eu...

- Oras, não sei por que você estava tão nervoso. – Scorpius falou batendo nas costas de Albus. – Pensei que ela era só sua amiga, mas eu ficou óbvio no dia do baile. Poxa Albus, você podia ter me avisado, eu...

Albus não conseguiu mais prestar atenção em nada que o amigo falava, estava muito atordoado para conseguir raciocinar alguma coisa.

- É simples Al. – Rose falou.

Ela e o primo estavam em baixo de uma árvore, no jardim ao redor do Lago Negro. Albus havia contado da pequena confusão com Scorpius.

- A Erica estava do lado da Aquila, nunca que o Malfoy ia pensar que era pra irmã dele que você estava olhando. Você mesmo fala que ele é ciumento, deve achar que olham para todo mundo, menos para a irmã dele.

- Isso é verdade. Mas o que eu faço agora?

- Não faça nada, ué. – Rose deu de ombros. – Ele acha que você é afim da Foster, deixe do jeito que está.

- Hm, verdade. – Albus concordou aliviando, não sabendo que no futuro isso lhe traria alguns problemas.


N/A: Para mim este capítulo ficou horrível! É um intermediário pra história não ficar sem pé nem cabeça.

Espero que esteja bom.

26/02/2012