Verdade ou desafio
Harry Potter é somente mais um adolescente problemático com vicio em drogas, porem quando ele encontra com Draco Malfoy, no dormitório da faculdade, sua curiosidade o leva a procurá-lo. Problema sempre atrai mais problema.
Atenção: Essa é uma fanfic não-magica, ou seja nossos queridos personagens de Harry Potter são seres humanos comuns, simples troxas!
Atenção 2: Se você é incapaz de lidar com grandes emoções, não aconselho a leitura desta. Afinal, alem de relacionamento homem com homem, essa fanfic oferece também tremendas doses de tristeza, depressão, drogas, sexo fácil, abusos, e desespero pessoal.
Capitulo 8
Foi uma nuvem de confusão que o recepcionou quando Harry finalmente abriu seus olhos. O teto branco o encarou de volta, fazendo-o franzir o rosto e um grito o fez quase pular de susto mesmo ainda estando latente.
"Harry!" o rosto preocupado de Sirius apareceu perto demais, e diante dos protestos de Lupin, o moreno só pode rir. "Você ta bem? Ta sentindo dor? O que aconteceu?" o padrinho disparou perguntas, enquanto era puxado para longe.
"Eu to..." Harry concordou, e ao se forçar a sentar uma fisgada na costela o fez discordar do que tinha falado.
"Aqui, Harry." Lupin ajudou-o a colocar o travesseiro para que ele se apoiasse e visse o resto do quarto, minimizando seu esforço e dor.
O garoto olhou em volta quando se apoiou e não pode deixar de franzir a testa. Estava num quarto de hospital comum, pintado todo de branco e com cadeiras no canto, que provavelmente foram ocupadas pelo padrinho e Lupin.
"Onde eu to?"
"Hospital St. Mungus." Sirius disse sério "Vai me dizer que esqueceu do acidente que você se meteu?"
"Sirius, nós concordamos que seriamos mais calmos."
"Como eu posso ser calmo quando o meu afilhado e responsabilidade esta tentando se matar pelas ruas de Hogsmeade?" Sirius perguntou se exaltando.
"Eu não estava tentando me matar!" Harry disse meio tonto.
"E o que exatamente você pretendia dirigindo o carro em direção a um sinal vermelho?"
"Não era eu que estava dirigindo! Eu tava de carona..."
"Com um Malfoy! Pior ainda!"
"Chega!" Lupin disse categórico. "Sirius, mais um palavra eu te expulso do quarto. E você sabe que eu faço isso." O padrinho soltou um grunhido mal humorado e se jogou na cadeira perto da parede encarando Harry raivoso.
"Harry, inicialmente, você esta se sentindo bem?" Lupin perguntou calmo.
"Sim. Muito bem. O que aconteceu?"
"Bom, você sabe que o Sr. Malfoy passou no sinal vermelho?" Lupin esperou deixando Harry acenar em concordância antes de continuar "Um carro pegou o do Sr. Malfoy. Graças a Deus o carro era realmente equipado, então poupou vocês de uma lesão maior. Você quebrou três costelas, e teve um corte na perna, mas nada que te afete."
"E Malfoy?" Harry perguntou direto, sem conseguir se conter.
"Não tenho certeza. O pai dele apareceu e colocou ele num dos quartos mais caros e longe do acesso de qualquer um. Sei que ele esta bem, nada de ferimentos profundos, mas ainda assim não posso especificar."
"Putz, o pai dele deve ta furioso."
"O pai dele?" Sirius protestou revoltoso.
"Olha, me desculpa." Harry apressou em dizer. "Eu não sei o que ta acontecendo também. Eu estava voltando para casa e encontrei Draco na rua, e ele parecia completamente abalado."
"E ai você decidiu entrar no carro dele?"
"Eu já estava dentro quando notei. Eu tentei fazer ele parar..." não sabendo exatamente como explicar para o padrinho o convite que recebera de Draco e o desespero que vira nele somente ergueu os ombros.
"Ok..." Sirius disse se levantando em respirando fundo "Me desculpe, foi tudo um tanto quanto assustador."
"Me desculpa."
"Só me prometa que você nunca mais vai me aprontar uma dessas." Sirius disse e diante da aprovação do afilhado não foi capaz de segurar, se jogando num abraço apertado que fez Harry gemer de dor.
O moreno riu porem, vendo como era estranho para o padrinho realmente ficar bravo com alguém. E só pode pensar em quão sem sorte Draco estaria.
o.o.o.o.o.o.o.o.o.o.o.o.o.o.o.o.o.o.o.o.o.o.
A semana dentro do hospital passou bem lentamente. Mesmo estando relativamente seguro, os médicos insistiram que Harry ficasse até o fim de semana para que as costelas pudessem ser realmente bem tratadas. E mal humorado até tentou encontrar Draco, porem foi barrado por enfermeiros e seguranças.
Rony apareceu no terceiro dia, com Hermione o acompanhando, e acabou revelando que o site Santo Salazar parecia não ter outra historia para contar do que o acidente de Draco, e que todas as outras revistas de fofocas de Londres estavam acompanhando.
Irritado por ver tanta gente comentando sobre o coitado, Harry subiu com seus amigos para o refeitório do hospital, e acabou encontrando o melhor café de sua vida.
Logo aquilo se tornou uma rotina na semana de Harry. Todos os dias no fim da tarde, Harry aproveitava que o padrinho ia para casa tomar um banho e então corria para a cafeteria, para comer coisas calóricas e aquele café maravilhoso.
Estava até mesmo triste na sexta, ao pensar que não poderia voltar mais a tomar aquele café tão gostoso, quando uma mão em seu ombro o fez dar um pulo.
"Me desculpe, te assustei?" Harry se virou para encarar uma mulher que sorria sem graça. Ela tinha cabelos loiros bem claros, compridos, rodando-a como uma aura angelical, as feições delicadas e clássicas, e as roupas claras e sem um fio fora do lugar. Mas foi o nariz, fino e aristocrático que a reconheceu.
"Não, senhora." Ele disse rapidamente notando como Narcisa era realmente tão bonita quanto Draco falava.
"O senhor é Harry Potter não?" ele acenou simpático. "E já me reconhece."
"Sim, Draco fala muito da senhora." Harry não pode deixar de se surpreender quando ela se sentou em sua mesa.
"Sinto dizer que ele não fala tanto no senhor quanto eu gostaria." Ela comentou simpática, fazendo Harry corar. "Eu fiz questão de perguntar as enfermeiras, e fiquei muito feliz que você não teve muitos machucados."
"Sim, só fraturei as costelas, mas tá tudo bem... e Draco?"
"Graças a Deus, também não se machucou." Ela comentou com o alivio de mãe. "Teve um pulso quebrado, e alguns cortes leves no rosto, nada demais."
"Eu poderia vê-lo?"
"Oh. Fico feliz que você tenha me perguntado isso." Ela sorriu sempre tão calma "Só eu sei o quanto Draco precisa de um bom... amigo de vez em quando."
"Ele sempre foi sozinho assim?"
"Até pior. Eu nunca entendi o porque dele gostar tanto de ficar excluído das outras pessoas. E realmente só posso agradecer a Deus por ter enviado tantos amigos fieis a ele."
"Alguém mais apareceu aqui?" ele perguntou curioso.
"Blaise e Pansy." Ela deu um gole no próprio café que trouxera. "eles chegaram na manhã após o acidente, e Lucius permitiu que eles entrassem."
"Ow."
"Eu entendo que você foi tentar alcançá-lo, mas Lucius tem sido terrível com Draco sobre ter sua companhia." Ela respirou fundo "Ele acredita que o senhor não é compatível com nosso filho, e por isso insiste em mante-lo distante. Mas eu sei de toda a verdade, e sei como Draco talvez precise de você."
"Ele comentou algo do acidente?" Harry perguntou mesmo corando.
"Não. Somente que perdeu o controle do carro. E peço desculpas em nome dele por isso."
"Não se preocupe. Draco tem andado meio mal."
"Sim. É triste ver isso na minha própria casa, mas sim, ele tem tido alguns problemas ultimamente."
"Eu gostaria de ajudá-lo."
"Você está." Ela sorriu simpática e se levantou "Agora, se me der licença, ainda preciso voltar para casa e descansar antes de passar a noite aqui."
"Sim, claro." Ele comentou e então hesitou. "A senhora não me disse se poderei vê-lo." Ele virou para a mulher que saia elegante.
"Acredito que o senhor é um excelente escalador, senhor Potter. Ou pelo menos, foi isso que eu ouvi falar." Ela sorriu de maneira obscura e saiu sem maiores comentários deixando um Harry bem confuso.
Não acreditava que Draco dentre todas as pessoas tivesse contado a ela que ele escalara a casa, e não se lembrava nem se ela estivera na casa nesse dia, então o fato dela saber, lhe causava certa confusão e vergonha. Mas, como notou, ao vê-la caminhando altiva de volta ao hospital Narcisa parecia saber muito bem do que acontecia a sua volta.
o.o.o.o.o.o.o.o.o.o.o.o.o.o
"Acho bom eu não ficar estranha ou gorda." Pansy disse sem se mexer direito.
"Oh, pare de encher o saco!" Draco respondeu mal humorado enquanto trocava as tintas.
Tinha voltado para casa depois de duas semanas preso no hospital e quando achou que fosse se livrar de todos aqueles seguranças e revistas especulando seu estado se vira rodeado de mimos ridículos, e da eterna companhia de Pansy e Blaise, sem contar a própria mãe.
Narcisa estava sentada na varanda do quarto de Draco, tomando um chá quente, e aproveitando o delicado sol de fim de tarde, enquanto Pansy deitara no sofá perto da cama e o obrigara a pintá-la como se isso fosse tirar o mau humor do loiro.
O seu braço quebrado coçava terrivelmente, e nem mesmo a concentração para pintar parecia desliga-lo dessa sensação. Estava quase para gritar e pegar um dos pincéis para se coçar quando sua mãe se levantou com a bandeja em suas mãos.
"Querido, vou para meu estúdio dar uma trabalhada." Ela comentou com um sorriso calmo, e beijou sua testa quando se aproximou. "Talvez seu pai demore a chegar hoje, então, se cuidem."
"Tchau Senhora Malfoy." Pansy disse acenando sorridente e continuou encarando a porta até ela ser fechada. "Finalmente." Ela disse animada quando sentiu que Narcisa já poderia estar longe.
"Que bom que a saída de minha mãe a deixe feliz." Ele murmurou sem parar de pintar.
"Desculpe queridinho, mas trouxe um presente pra ti e sua mãe estava começando a atrapalhar meus planos." Ela comentou se levantando e fuçando na bolsa por alguns segundos sem se importar com a reclamação de Draco. "Presentinho." Ela cantou animada e chacoalhou o pacote transparente com 4 cigarros de maconha dentro.
"Pansy. Onde você arrumou isso?" ele encarou surpreso e como reflexo encarou sua porta.
"Quem se importa? Afim de uma relaxada?" ela perguntou indo para a varanda.
"Pansy, nunca tomei você por uma vendedora." Ele a acompanhou sentando na cadeira ao lado dela.
"Eu encontrei na gaveta secreta do meu pai." Ela comentou acendendo.
"Ele não vai sentir falta?"
"Você fala como se ele realmente pudesse perguntar a alguém onde esta a maconha dele." Ela riu, tragando e repassando o cigarro. "Nossos pais são foras da lei, mas não burros."
"Odeio quando você fala assim." Ele comentou, ficando feliz que talvez pudesse relaxar com a erva e esquecer as coceiras.
"Você odeia encarar a verdade meu querido." Ela disse e roubou o cigarro de volta rapidamente.
O silencio e o relaxamento diante da droga só foram interrompidos depois de uns dez minutos, enquanto Pansy delicadamente apagava o cigarro e escondia dentro de uma pequena caixinha. O celular vibrando no bolso de Draco a fez encará-lo.
"Eu estou com você, e Blaise esta trabalhando." Ela disse vendo o loiro mexer no telefone. "Quem mais poderia estar ligando?"
"É uma mensagem." Draco corrigiu inocente demais.
"De quem?"
"Ninguém interessante."
"Se realmente não fosse interessante você não teria feito essa cara feia. Vamos, conte para mim." Ela fez uma voz manhosa, e Draco a conhecia bem demais para saber que aquilo não pararia até ele realmente contar.
"Potter."
"Ele que ta te mandando mensagem? Aquele gostosinho moreno e altíssimo?" ela perguntou rápida demais para o cérebro afetado de Draco acompanhar. "O que ele ta querendo?"
"Encher o meu saco."
"Ele estava no carro com você não é?" Ela perguntou com um sorrisinho cínico. "O que vocês estavam fazendo?"
"Dando uma carona pra ele. E só. Pare de especular sobre minha vida."
"Você não tem vida querido." Pansy riu divertida. "Porque ele quer falar tanto com você?"
"Sei lá. Você sabe que meu pai não quer que eu fique perto dele."
"E como um filho perfeito que você é, você aceitou." Ela riu divertida. "O que ele quer?"
"Eu já disse."
"Quero detalhes."
"Eu não vou ficar aumentando a sua mente doentia."
"Isso significa que tem algo interessante nessa historia." Ela sorriu para ele.
"Pansy, não tem nada acontecendo. Mas do jeito que você é doentia com aquelas historias ridículas na internet..."
"Eu não sou doentia. E fanfictions nada mais é do que a pura realidade que poucas pessoas conseguem ver."
"Claro. Porque Arthur e Merlin terem um caso sórdido de sexo é bem plausível."
"Então você leu o link que eu te passei..." ela pareceu mais orgulhosa do que deveria.
"Eu dei uma olhada. E devo comentar que é completamente falso e ridículo."
"Porque isso, Draco? Me ilumine com todo o seu conhecimento."
"Homens não tem momento de paixão ao cruzar seus olhos." Draco ignorou a ironia dela e comentou se lembrando bem da historia que tinha lido um tempo atrás. "E com certeza não aceitamos a fazer sexo gay assim tão fácil."
"Você é um chato, Draco."
"E você precisa exercer todo o seu 'dom' de escrita em lugares mais corretos."
"Sexo gay é o lugar mais correto pra mim, Draco querido." Ela riu em voz alta. E então encarou o sol que se punha vagarosamente. "E então você não me respondeu o que Harry queria."
"Besteira. Eu já disse."
"Deve ser uma besteira bem séria."
"Hã?" ele encarou confuso a amiga. "Porque isso?"
"Porque se eu não me engano foi ele que acabou de pular o seu muro."
"Como!" Draco deu um pulo no banco, e virou o rosto para os muros da casa sentindo-se ainda mais chocado do que imaginara.
Parado sentado em cima do muro, enquanto jogava uma bolsa para o gramado estava ninguém mais ninguém menos do que Harry Potter. O moreno, porem, pareceu não se tocar dos dois jovens que o encaravam com deslumbre enquanto ele pulava de quase 3 metros de altura e começava a andar.
"Acho que isso te faz a Julieta." Pansy disse sorrindo.
"O que?"
"Você é a Julieta presa numa casa horrível e declarando o amor por Romeu da varanda."
"E o seu nível de ridículo só aumenta." Draco comentou olhando com desprezo pra amiga, porem a atenção de ambos foi trazida para Harry que de alguma forma, conseguira atravessar o gramado inteiro e agora escalava a planta trepadeira.
A cabeça dele foi surgindo vagarosamente e quando ele virou, Draco só pode imaginar quão surpreso ele estaria ao ver Pansy e o loiro o encarando abertamente.
"Ei." Ele comentou sorrindo depois de uma breve hesitação. O jeito como os músculos do braço dele se firmaram para que ele se erguesse definitivamente não chamou a atenção de Draco. "Não vi que vocês estavam aqui."
"O que esta fazendo aqui, Potter?" Draco perguntou sério e sem graça.
"Olá Harryzinho." Pansy entrou na sua frente cumprimentando simpática o moreno. "Belíssima entrada."
"Ei, Pansy, como vai?" ele a cumprimentou porem seus olhos ficaram no loiro, que sem graça entrou para o quarto.
"Muito bem obrigada, tentando fazer nossa fera loiro se acalmar um pouco. E você? Machucou-se?" ela perguntou segurando seu braço e como uma dama o acompanhando para dentro do quarto.
Sem saber exatamente aonde enfiar as mãos, Draco pegou o pincel e voltou a trabalhar no fundo da tela, enquanto via os dois se sentarem conversando sobre assuntos fúteis. Estava quase bufando de odio daquelas risadas de Potter para as besteiras que Pansy falava quando a garota deu um pulo e ficou em pé.
"Acho que temos bolo lá embaixo, creio que devo servir a todos como uma boa anfitriã." Ela deu uma piscada de olho para Draco e com um sorriso saiu cantando.
O loiro quase tacou tinta naqueles cabelos recém tingidos com mechas loiras, porem achou que Pansy por si só já tinha dado muito na cara que ele gostaria de ficar sozinho com o moreno.
"E então, Draco?" Harry chamou sua atenção com um de seus calorosos sorrisos. "Como vai você?"
"Muito bem obrigado." E diante de um breve silencio Draco sentiu-se ficar nervoso, e recusou a olhar para aqueles olhos verdes. "Se você veio aqui por isso, então seu trabalho esta feito."
"Você sumiu." Ele disse sem nem piscar.
"Na verdade, eu continuo no mesmo lugar que eu passei todas as minhas férias."
"Porque você fica fugindo de mim?"
"Eu não estou fugindo de você, Potter.
"Mas não está me procurando também. Eu não pude nem mesmo entrar no seu quarto no hospital."
"Isso já é culpa de meu pai, Potter. Não posso simplesmente ficar lutando contra as regras dele."
"Ele ficou muito bravo com o acidente?" Harry perguntou honesto.
"Bastante." Sim, Draco sempre se lembraria daquela expressão de raiva contida tão assustadora.
"E você..." o moreno hesitou, e isso fez o estomago do loiro estremecer. "Você se lembra do que aconteceu?"
"Não." Ele disse rápido demais, e resolveu respirar fundo antes de continuar, para ganhar firmeza em sua voz. "os meus remédios devem estar me afetando, estava tudo meio... confuso."
"Ah. Você parecia bem perturbado, eu fiquei preocupado."
"Culpe os remédios."
"Você parecia machucado. Antes do acidente eu digo." Harry disse firme o encarando.
"Porque eu estaria machucado, Potter?"
"Esse corte na sobrancelha." Ele acenou para a pequena falha ainda com pontos logo acima da sobrancelha loira. "Achei que você já tinha ele antes."
"Isso nem sentido faz, Potter. Eu estava trabalhando antes do acidente, o remédio me deixou tonto, e eu não consigo me lembrar mais nada dessa historia." Draco disse com firmeza na voz e dessa vez fez questão de sustentar o olhar contra o de Harry até ver o menino suspirar e desistir.
Era obvio que Draco se lembrava de tudo, ele pensou, se lembrava da tarde de trabalho cansativa, e de Riddle o fazendo atrasar-se, o fazendo agachar-se e fazer tudo aquilo que acabava com sua sanidade, e então tinha apanhado, e tudo que pudera fazer fora entrar no carro, chorar até cansar e começar a preparar o seu suicídio. Se lembrava do pensamento firme em relação aquela idéia, e como ele modificara vagarosamente quando Harry aparecera horas depois, se lembrava de querer ser machucado, sentir qualquer coisa que diferenciasse o que fazia com Riddle, que lhe mostrasse qualquer luz.
"Você sabe que eu estou aqui caso você queira me contar algo né?" Harry lhe perguntou fazendo Draco acordar, e desviar os olhos do quadro. Tentou até responder-lhe, porem viu-se sem palavras, e por isso somente acenou.
A sua atenção tentou voltar para o quadro, mas antes que pudesse fazer o esforço, viu o moreno se levantar e aproximar do quadro. Seu peito se apertou de tensão, mas se forçou a continuar encarando o desenho de Pansy.
"Nossa. Isso tá muito legal." Harry comentou, o ombro de leve roçando ao dele.
"Obrigado." Ele disse incerto.
Harry sorriu, e virou seu rosto para encarar Draco, e por um segundo, o loiro sentiu o corpo travar. Era como se estivesse contra uma parede, e ele não sabia exatamente como agir. Os olhos verdes diziam algo no silencio, o chamavam para um certo pecado que Draco sabia que não poderia.
O moreno lambeu os lábios, deixando os olhos escorregar pelo rosto e corpo de Draco, fazendo-o arrepiar, e por um momento, o loiro quis se aproximar, e experimentar aquilo que somente Harry poderia oferecer.
"Temos bolos." A voz de Pansy o fez dar um pulo, se afastando bem do outro garoto. Seu coração batia rápido, nervoso, e quando seus olhos encontraram com o da garota, soube que ela tinha visto aquilo, o quanto ele não tinha certeza.
"Ah, não precisava..." Harry disse simpático, não parecendo se importar nem um pouco com o que tinha acabado de acontecer.
"Narcisa diz que sempre devemos ter boa comida preparada para as visitas." Pansy recitou sentando no sofá e colocando um delicioso bolo de chocolate com uma farta calda na mesa. "Porque você não senta aqui, Draco, do lado do Harry?"
Draco bufou, irritado, e ainda sentindo o estomago meio embrulhado, se virou para o quadro, e decidiu deixar de lado os dois, sabendo que seria a maneira mais facil de esquecer o que tinha acabado de acontecer.
N.A. Gente, eu perdi minha BETA! Se alguém encontra-la, favor devolver para mim. Hahahhaha. Ok, brincadeiras a parte, eu realmente não encontrei a Rafa em nenhum lugar, então eu resolvi postar assim mesmo. Rafa, se você aparecer, me procure, eu pareço que to invisível no msn, mas eu to sempre on.
Agora, devo comentar que eu curti muito esse chappie, e apesar de mais curto, terminou com chave de ouro o primeiro ano de faculdade de Harry em Hogwarts. No próximo chappie, começaremos um novo ano, e novas aventuras ;D
Só vou deixar um parabéns para a nova Miss Universo (sim, eu estava assistindo até agora) porque eu tava torcendo muito para a Miss Angola ganhar.
E um beijo para todos vocês lindos, e até a próxima ;D
