Verdade ou desafio
Harry Potter é somente mais um adolescente problemático com vicio em drogas, porem quando ele encontra com Draco Malfoy, no dormitório da faculdade, sua curiosidade o leva a procurá-lo. Problema sempre atrai mais problema.
Atenção: Essa é uma fanfic não-magica, ou seja nossos queridos personagens de Harry Potter são seres humanos comuns, simples troxas!
Atenção 2: Se você é incapaz de lidar com grandes emoções, não aconselho a leitura desta. Afinal, alem de relacionamento homem com homem, essa fanfic oferece também tremendas doses de tristeza, depressão, drogas, sexo fácil, abusos, e desespero pessoal.
Capítulo 10
Draco não acreditava no que tinha feito, mas, de repente, a vergonha era a única coisa que tinha tomado seu corpo.
Ambos tinham caído na cama, completamente cansados, e o silêncio viera com isso. Draco não sabia o que dizer e não sabia como agir, mas, de repente, tudo ali pareceu muito mais complicado.
Era um erro, e agora o loiro teria que lidar com isso.
"Draco..." Harry o chamou, e, quase que na mesma hora, o toque de celular de Draco o interrompeu.
O loiro pulou da cama desesperado. Um toque de celular era bem mais fácil de lidar do que falar com Harry.
"Oi..." Ele atendeu pegando suas calças sem graça e correndo para o banheiro.
"Draco!" A voz chorosa de Pansy o surpreendeu. "Draco, cadê você? Nesse exato momento."
"Tô na faculdade... Por quê? Você tá chorando?"
"Aconteceu uma desgraça. A verdade foi revelada." Ela gritou, definitivamente chorando.
"Ok, Pansy, menos lenda grega e mais explicação."
"Eu preciso de você. Não! Eu preciso que você me tire daqui. Não! Vem aqui..."
"Ok, eu simplesmente não estou entendendo nada, eu tô saindo daqui." E, sem mais palavra, desligou o celular e terminou de se vestir.
Se aquilo não fosse Deus enviando um sinal, então Draco com certeza não queria saber quem estava o ajudando, mas iria aceitar de bom grado. Ele não tinha desejo por homem, muito menos por Potter, e não sentira nada. Repetiu mil vezes em sua mente como um mantra, antes de finalmente reunir a coragem para sair do banheiro.
"Draco?" Harry o chamou, já usando calças.
"Preciso ir, Pansy precisa de ajuda." Draco disse sério, pegando sua carteira e o celular. Era quase impossível encarar o moreno sabendo o que aquela boca tinha feito.
Ele não tinha desejo por homem, muito menos por Potter, e não sentira nada.
"O que aconteceu?" Ele perguntou curioso. "Quer que eu te leve?"
Draco só negou, sentindo como era difícil formar palavras de verdade. Estava quase se esquivando totalmente do moreno e chegando à porta, quando uma mão o interrompeu.
"Tem certeza que está bem, Draco?" Os olhos verdes se firmaram preocupados.
Ele não tinha desejo por homem, muito menos por Potter, e não sentira nada.
Ele não tinha desejo por homem, muito menos por Potter, e não sentira nada.
"Sim. Preciso ajudar Pansy." E com o último puxão, se afastou correndo.
O ar frio no fim da primavera o surpreendeu, mas sentiu que era impossível voltar para o quarto; se tivesse que encará-lo novamente, tudo iria por água a baixo.
Ele não tinha desejo por homem, muito menos por Potter, e não sentira nada.
E no fim seu pai estava certo, aquilo era como uma doença para ele e para todas as pessoas. Não tinha como sair, não tinha como se livrar. A única vez que Draco se deixara levar e ele tinha se tornado isso, o ser humano nojento que seu pai lhe dissera, incapaz de se controlar. Doente.
Mesmo sabendo como era longe, Draco somente ajeitou a camisa e saiu correndo, ciente de que talvez aquilo fizesse com que ele gastasse a energia de sobra que tinha. Precisava parar de pensar e de imaginar.
Ele não tinha desejo por homem, muito menos por Potter, e não sentira nada.
E, por quinze minutos, ele foi capaz de fazer isso. Ser alguém normal, não pensar em nenhuma pornografia e correr. Correr como se sua vida dependesse disso. Desistir de tentar entender a si mesmo e a seus desejos. Limpar a mente de seus pais, seus amigos, Potter. E, naquele momento, havia somente ele naquele mundo, e isso era perfeito.
Ele não tinha desejo por homem, muito menos por Potter, e não sentira nada.
A porta da mansão onde Pansy morava estava aberta e o trouxe para realidade, fazendo-o lembrar que estava aqui por ela.
Com certa intimidade, Draco entrou na casa, chamando por alguém. Era um lugar que lembrava levemente as casas espanholas, com uma cor escura e portas arredondadas. Pansy costumava dizer que era a casa mais brega do mundo, mas o loiro somente ria dela, afinal era um lugar lindo, com detalhes rústicos de madeira escura e tijolos à mostra. Os sofás do hall e da sala de estar eram de couro bege, cobertos por tecidos e almofadas fofas e confortáveis. Da entrada já se via os fundos pelas portas de vidro, também arredondadas, e uma piscina azul clara.
A escada no canto esquerdo era de madeira, com o corrimão de ferro preto, levando até o mezanino, de onde se via a sala. A casa em si não era muito grande, com somente mais uma cozinha bem equipada e um pequeno escritório do pai de Pansy. Mas o terreno ao todo era imenso, com uma piscina gigantesca rodeando a lateral da casa, e uma fileira de palmeiras escondendo uma casa adjacente onde a mãe trabalhava como fotógrafa, especialmente de nus artísticos, e criando uma sombra deliciosa para se deitar e descansar em um dos vários futons espalhados pelo jardim.
Como a casa estava em um silêncio total, Draco imaginou que os pais de Pansy tinham saído e que a garota tinha deixado a porta aberta para que ele entrasse e fosse até ela, para que não fizesse muito esforço, já que o portão de entrada tinha um segurança próprio.
Draco subiu as escadas e caminhou até o quarto de Pansy, a primeira porta, entrando com segurança. Se a casa tinha todo o toque rústico diferenciado, a garota tinha feito questão de ter o quarto mais moderno possível. E ele se lembrava muito bem como ela tinha brigado por isso.
À sua direita, imensas placas de vidro tomavam o lugar das paredes, criando um lugar completamente aberto para a vista da piscina lateral e para uma pequena fonte existente numa ilha no meio da piscina. As janelas eram fechadas completamente ao toque de um botão, mas Pansy normalmente as deixava abertas, já que não era possível que alguém de fora a enxergasse. Perto das placas de vidro, uma escrivaninha em L branca servia de apoio para um iMac, com a maior tela, e um MacBook Air, ambos desligados no momento. Seus livros eram organizados com certa obsessão numa estante embaixo da mesa.
A cama era, com certeza, um espetáculo à parte. À direita da porta e encostado na parede, Pansy tinha exigido que o piso do local se elevasse, sendo necessários dois degraus para subir, e, então, tinha feito a cama no chão, afundada nessa elevação de nível, com um colchão super macio e imensos edredons brancos. Não contente com a isolação, imensas cortinas brancas levemente transparentes cobriam todo o redor. No chão, perto da parede e envolta da cama, ela tinha pouquíssimas decorações, como um pequeno pato de borracha que ganhara de Blaise anos atrás, um porta-retrato com a foto da família dela, um pequeno despertador branco e um desenho, devidamente enquadrado, de si mesma e Draco deitados no chão e rindo. Ele a presenteara quando ela fizera 15 anos, e ainda o surpreendia ver aquilo lá.
Pansy estava sentada na cama com uma caixa de lenço, olhos inchados e uma maquiagem levemente borrada.
"Ei, Parkinson." Draco disse educadamente, tirando os sapatos na beirada da cama e se aproximando da garota na cama.
"Deu tudo errado, Draco." Aparentemente, o controle que a garota tinha adquirido desde o telefonema foi por água abaixo quando finalmente notou a presença do loiro e, como uma criança carente, ela se deixou ser abraçada.
"O que deu errado?" As pessoas de famílias puras e antigas eram sempre ensinados a serem distantes, a manterem a imagem intacta e nunca deixarem as emoções tomarem conta, mas entre Pansy, Draco e Blaise havia um segredo a mais. Era fácil, com anos de ensinamento, serem irônicos e depreciativos uns com os outros, mas era ainda mais fácil segurar Pansy em seus braços quando ninguém olhava.
"Tudo... O russo..." Ela murmurou entre o choro.
"Ei, Pansy, respira." Ele puxou um lenço, ajudando-a a se ajeitar e se recuperar. "Agora, me conta com calma..."
"O russo. Vlad." Viktor Krum era seu nome de verdade e, no começo do ano anterior, ele tinha sido prometido em casamento para Pansy, numa tentativa de unir as empresas dos pais. O problema era que o tal garoto, húngaro e não russo, passara muito longe do interesse dela ou da aprovação de Blaise e Draco, que o apelidaram de Vlad, fingindo não entender o que ele dizia ou de onde era. Honestamente, o loiro não fizera muito, mas se divertira com a atitude do amigo. O fato das empresas terem fechado contrato vitalício antes do tal casamento acontecer somente tinha ajudado Pansy a desanimar com a idéia.
"O que tem ele?"
"Ele falou com meu pai. Disse que desistiu de tudo, encontrou alguém, sei lá."
"Vlad encontrou alguém?" Draco perguntou surpreso, sabendo os milhões de problemas que o menino provavelmente tivera antes de revelar a notícia para o mundo.
"Sim. Ele não falou comigo, falou com meu pai, e você sabe como ele é. Já me culpou... e..." O choro ameaçou continuar, porém ela respirou fundo antes que algo acontecesse. "Ele me chamou de prostituta."
"Por quê?"
"Blaise... Ele talvez tenha encontrado nós dois se beijando." Ela ficou levemente corada.
"Pera aí." Draco parou, confuso. Tinha consciência que os dois flertavam um com o outro com uma freqüência absurda, mas ele realmente nunca tinha pensado que a coisa tinha evoluído de forma alguma.
"Oh, Draquinho. Eu esqueço como você sempre é cego para essas coisas..."
"Para o quê?"
"Eu e Blaise..." Ela começou sem graça. "Nós gostamos de curtir um pouco um ao outro, nada de mais e nada sério."
"Vocês estão namorando?" Draco perguntou extremamente confuso com o fato de que a única pessoa que ele achava imune ao efeito Blaise, na verdade, não era.
"Não! Claro que não. Estamos só fazendo sexo... De vez em quando..." Ela adicionou vendo o choque dele.
"Pansy, você sabe o que Blaise apronta?"
"Dorme com um bando de pessoas diferentes, incluindo homens. Sim, eu sei."
"Então como, exatamente, você consegue beijar ele sabendo que aquela boca passou em zilhões de pintos diferentes?"
"Talvez na minha também..."
"Pansy!" Draco a repreendeu, sabendo que apesar das piadas e a aparência de prostituta, a garota era na verdade quieta e, sem contar ele e Blaise, dormira com somente mais uma pessoa na vida dela, seu primeiro namorado.
"Ok, ok." Ela riu com a repreensão, trazendo mais leveza no rosto ainda marcado de choro. "Eu sei que Blaise apronta muito, mas tem sido diferente... Pode ser burrice, mas desde que acabamos nos beijando pela primeira vez, ele tem curiosamente diminuído o número de parceiros."
"Quando exatamente você beijou ele?"
"Hm... No começo do quarto semestre..."
"Ano passado?" Ele se chocou com a longevidade da relação. "E você não me falou nada?"
"Bom, no começo nem era nada, e Blaise achou que você iria brigar conosco por fazermos isso, e, depois, bom... Nós te encontramos no quarto uma tarde, com Potter, e achamos que você tinha notado o que estava acontecendo entre nós, e simplesmente resolveu fingir que não via."
"Uma tarde que eu estava com Potter?"
"Vocês bem que estavam ocupados." Ela comentou, deixando-o vermelho. Sim, ele se lembrava daquela tarde, quando Potter quase o tocara, e ele quase morrera de susto com a entrada dos dois amigos. "Pra falar bem a verdade, eu não sei quem anda mais ocupado, eu e Blaise ou você e Harry."
"Cala a boca." Ele murmurou, encarando a parede do outro lado do quarto.
"Ei, estou só comentando que não sou a única com uma vida interessante aqui." Ela sorriu, o encarando.
"Aparentemente, você está se sentindo bem melhor."
"Um pouco." Ela disse, ficando séria novamente. "Sabe, eu achei que com 21 anos de idade eu teria algo encaminhado, um homem, um estagio sério, ou qualquer coisa. E, agora..."
"Pansy, você não pode forçar o mundo a trazer as coisas pra você." Ele sorriu para ela. "Você mesmo me disse que não sabia se trabalharia mesmo como advogada."
"Porque eu achei que estaria casando com alguém bem rico e virando madame."
"Até parece." Ele riu, conhecendo bem os comentários da amiga.
"É só que eu não sei o que fazer agora. A única pessoa que eu tenho é Blaise, e, bom..."
"Blaise é uma boa pessoa. Só precisa superar o fato de ter um pênis."
"O que seria impossível." Ela riu, fazendo um gesto indicando o tamanho.
"OH, Pansy! Que nojo!" Mas não pôde deixar de rir vendo a amiga mais calma e sorridente, e, sentindo como se não tivesse mesmo muita coisa a perder, vomitou palavras sobre o que ele não queria ter feito. "Eu dormi com o Potter."
A garota parou de rir na hora, encarando-o entre a surpresa e a diversão. "Você está brincando comigo."
"Não... Bem que eu queria estar."
"Você dormiu com Potter?" Ela aumentou o tom de voz. "Por quê?"
"Achei que você ia ficar feliz."
"Com você dormindo com um drogado?"
"Achei que você gostasse do Potter."
"Draquinho, meu querido. Existe uma diferença bem grande entre gostar que ele te obrigue a sair do seu casulo e gostar das escolhas de vida que ele faz."
"Hã?"
"Potter te tirou do seu mundo fechado." Ela explicou, o encarando temerosa. "Você não saía, não conversava; era terrível. E, quando você entrou na faculdade, tudo... Piorou. Potter ter entrado lá foi bom, ele faz você conversar. Mas... Eu não sou que nem você, eu não consigo fingir não notar a quantidade de álcool e de drogas que aquele menino põe no corpo."
"Não é como se algum de nós pudesse dizer algo."
"Então você fecha os olhos e dorme com ele?" Ela perguntou. "Deus, eu não sei se peço detalhes sórdidos ou te dou um tapa pela burrice."
Draco riu, sabendo que se sentia da mesma forma.
"Então, o que vai acontecer agora?" Pansy perguntou depois de um tempo em silêncio.
"Não tenho idéia."
"Potter vai continuar te perseguindo."
"E eu vou continuar evitando ele. Foi uma coisa única." Ele explicou quando ela o encarou. "Ele me desafiou, eu aceitei. Nunca dei a entender que isso fosse algo realmente desejável."
"Mas é obvio que era, Draco. E ele vai te perseguir."
"Como sempre fez e como sempre faria. Eu não posso e não vou lidar com ele, dei a ele o que ele quis, e agora ele vai ter que entender que eu não vou continuar com nenhum joguinho."
"Harry nunca entende nada, ele tem tudo o que quer: homens, mulheres, drogas, bebidas."
"Ele só estava atrás de mim, porque eu não ligava para ele."
"É um tipo de pensamento..."
"Não se preocupe, Pansy." Draco disse com mais firmeza do que realmente possuía. "Harry vai se esquecer de mim super rápido."
o.o.o.o.o.o.o.o.o.o.o.o.o.o.o.o.o.o.o.o
Se Harry ficara confuso com a atitude de Draco após o sexo, quando ele voltara para casa, depois do feriado e para o fim do semestre, tudo se tornara um imenso ponto de interrogação. Era como se tudo o que ele e o loiro tiveram não tivesse passado de um jogo idiota.
Em outras situações, ele não teria realmente se importado com aquilo; tinha ganhado o que queria afinal, mas com Draco era diferente. Harry ainda não conseguia colocar o dedo em o que exatamente o era, mas sabia que algo mudara.
Fechava os olhos na cama, imaginando quadro por quadro de como fora o sexo. O jeito como o loiro gemera mordendo os lábios, tentando se segurar. A forma do quadril e da bunda dele, tão firmes e pálidos. E, principalmente, como o loiro rechaçara ser beijado, fugindo e sendo grosso. Harry simplesmente não conseguia pensar em ninguém que faria isso.
Ter Draco por perto para o fim do semestre ou sequer conseguir conversar com ele sobre suas atitudes se tornou impossível. O loiro aproveitou o começo das provas para se esconder dentro das cabines de estudo da biblioteca, voltando somente tarde da noite ou simplesmente não voltando, adquirindo uma estranha mania de dormir no quarto de Pansy. Estranha e suspeita mania, Harry pensava.
Quando sexta-feira chegava, Draco voltava para casa, dizendo que estava ajudando a mãe em um projeto. Por notar como o loiro se esforçava tanto para sumir, Harry se sentiu desistindo do menino.
Deixou o semestre acabar e as notas serem entregues para se permitir voltar a sonhar com o loiro, planejando surpreendê-lo de alguma forma nessas férias de verão. Quase morreu de tanta decepção, porém, quando, conversando com Blaise, descobriu que Draco passaria as férias inteira na Itália.
Aquilo era um absurdo, o fim do mundo para Harry. Passava o dia se coçando de vontade de conversar com o loiro e calculando no que exatamente tinha errado com ele. Se não fosse por Rony para salvá-lo, provavelmente teria ficado louco de tanto imaginar.
E, mesmo com as mil duvidas em mente, voltou rápido a se divertir com os amigos da mesma forma que fizera no ano anterior. Eram noites gastas no Três Vassouras, a ponto de Madame Rosmerta começar a chamá-los pelo nome e os expulsar quando achava que já tinham passado da conta, e dias dormindo nos gramados das casas uns dos outros.
Seamus e Dean passaram as férias com eles dessa vez, e, por isso, inúmeras vezes Harry entrou em quartos ou banheiros se deparando com os dois se pegando ferozmente, o que causava revolta total em Rony e várias risadas para o moreno.
Blaise também passou bastante tempo com eles, porém parecia curiosamente quieto e silencioso, diferente do comum pegador e sedutor. E Pansy chegou a sair com eles, surpreendendo a todos, e se tornando uma companhia para Hermione, que passava todos os fins de semana em Hogsmeade.
Harry também finalmente conheceu a famosa Ginevra Weasley, irmã de Rony, que voltou de viagem e iria agora entrar na faculdade no curso de Relações Internacionais. O moreno se surpreendeu com o que viu: ela era alta e esguia, com os cabelos ruivos de um tom quase vermelho de tão forte cortados num repicado curto, moderno e bagunçado. Seus olhos eram castanhos e bem expressivos, e seus lábios, carnudos e bem desenhados.
O fato da garota passar quase o dia inteiro passeando de shorts curtos e camisetas justas com outras amigas modelos não ajudou com a libido de Harry, que, após aquela noite com Draco, estava a mil.
As férias passaram rápidas, e, antes que conseguisse se controlar, Harry deu em cima de Gina, a arrastando para um local mais íntimo para se agarrarem sem Rony saber. O que era para ser uma simples aliviada, acabou se tornando uma verdadeira bagunça. A garota não quis dormir com ele, porém insistiu e se insinuou até que o moreno voltasse a beijá-la.
Harry tinha a leve sensação de que muitos pensariam que ele estava namorando ela, pensou enquanto desarrumava as malas no dormitório do colégio. Tinha conseguido evitar a garota por quase uma semana, mas, com Draco por perto, ele achava pouco provável conseguir continuar com a mentira.
"Ei, Potter." Blaise o chamou, entrando no quarto. "Tem uma ruiva perguntando se você está por aqui."
"Oh, céus." Foi tudo o que conseguiu dizer, jogando a mala para debaixo da cama.
"Mais uma fã?" Ele perguntou, ajeitando com o esmero que ele sempre tinha a camiseta e gravata do colégio. Dean, Seamus e Rony tinham chegado cedo e ido para a reunião do auditório.
"Mais um rolo na minha vida." Comentou, se vestindo. Tinha conseguido atrasar a sua chegada, mas sua própria personalidade o impedia de fugir da festa de recepção.
"Deixa eu adivinhar. Pegou a gostosinha, e agora ela te persegue? É incrível, as gostosas sempre fazem isso."
"Não deixe Rony ouvir isso, é a irmã dele."
"OH!" Blaise o encarou boquiaberto. "Você pegou a irmã do cara? Você é louco?"
"Eu sei. Eu sei. Eu estava bêbado e estou me arrependendo mais e mais a cada momento." Ele assumiu, fechando a camisa de botões bem na hora em que a porta se abria.
"Ei, Harry." Pansy entrou deslumbrante. Na verdade, ela somente aparecia assim ultimamente; com uma leve maquiagem de gatinho, blusas justas e decotadas, revelando mais seio do que Harry tinha imaginado que ela tinha, e shorts e saias deixando as pernas super compridas dela à mostra. "Tem uma piranha procurando por você."
"É a Gina e ela é irmã do Rony."
"Não a isenta de ser uma piranha." Pansy explicou, sentando na cama de Harry. "Quase dei um tapa nela, mas achei que minha mão tem trabalhos melhores a serem feitos."
"Sei quais..." Blaise respondeu, sentando na cama na frente dela. Desde que ela começara a aparecer mais deslumbrante, ele começara a dar em cima dela indiretamente o tempo todo.
"Não bata nela." Harry ordenou, passando perfume e arrumando o piercing no lábio. Soubera que Gina odiava coisas fora do normal: talvez aquilo ajudasse.
"Se ela for uma vaca, darei um tapa com muito gosto. E qual é a historia da piranha?"
"Ele pegou ela." Blaise explicou, rindo.
"Ah, o de sempre. Agora você vai ter que aturar ela na festa de abertura. Divertido."
"Eu só dei um beijo nela." Harry disse envergonhado. "Era só para aliviar, não era para ela ficar me perseguindo."
"Desculpa, você não tem salvação nessa. Precisamos sair agora." Ela riu, levantando e o puxando para fora.
Harry sabia que Pansy estava louca para que o encontro dos dois acontecesse, e ele estava ainda mais louco para ficar super bêbado e sumir da frente dela. Ou então tentar ligar para Draco.
Gina os esperava na porta, parecendo ansiosa e sorridente, apesar de fazer cara feia para Pansy, quando notou que ela o acompanhava. Harry sorriu e fingiu interesse, enquanto eles caminhavam até o carro de Blaise, nas histórias da ruiva, enquanto, na verdade, ouvia a risada contida da outra garota logo atrás dele.
O percurso de carro que deveria durar dez minutos pareceu durar uma eternidade com Gina agarrada em seu braço, mas, assim que ele entrou no três vassouras e viu Rony, sentiu ela aliviar o aperto. O ruivo era muito ciumento, e estava definitivamente fora de cogitação qualquer comentário sobre a relação dos dois ou alguma demonstração. E, por isso, Harry correu até ele.
"Ei, Gina, achei que você viria com suas amigas." Rony disse, depois de cumprimentar a todos.
"Ah, elas estão por aí." A ruiva sorriu e enviou um olhar que ela aparentemente achava ser sensual para Harry.
"Ah..." O moreno concordou e, sem graça, se virou para os amigos, não querendo se afastar deles.
Blaise parecia mais do que ciente do momento que Harry vivia e, junto com Pansy, sorria com ironia, deixando o moreno frustrado. Dean e Seamus, porém, conversavam sobre os estágios que começariam a ser oferecidos para os alunos do quarto ano e que incluíam escritórios na cidade. Mesmo não estando realmente interessado no assunto, Harry achou melhor conversar com eles e fingir que não notava a constante encarada que Gina lançava a ele, como se quisesse chama-lo para ir para longe.
"Ei, caras. Eu vou no banheiro." Rony disse, levantado-se e dando um breve beijo na namorada.
"Eu vou também!" Harry levantou de um pulo, semi-surpreso com seu próprio tom de voz desesperado que fez Blaise cair na risada e Pansy lançar um olhar de nojo para Gina. "É... Eu vou..." Ele tentou parecer mais calmo e lançou um breve sorriso para o pessoal, virando-se e fugindo atrás de Rony.
Os dois caminharam num silêncio sepulcral até o banheiro, porém, assim que eles entraram, o ruivo se virou com uma expressão brava.
"Está acontecendo alguma coisa entre você e a Gina?"
"O quê? Hã? Não..." Harry disse nervoso, mas, notando o quão culpado aquilo parecia, respirou fundo. "Talvez ela goste de mim..."
"Se você me disser que pegou ela, eu te mato."
"Eu não peguei!" Ele negou antes que conseguisse se conter.
"Acho bom!" Rony disse certeiro e, parecendo voltar a normalidade, corou. "Não quero ninguém mexendo com ela aqui, sabe..." Ele explicou, lavando as mãos e saindo do banheiro rapidamente.
Harry hesitou por um segundo, se perguntando se o ruivo o tinha atraído para o banheiro como uma desculpa para poder brigar com ele, mas, sentindo que não havia importância mesmo, foi até a pia.
Normalmente, era por aqui que um garoto da faculdade ficava vendendo qualquer tipo de drogas, e bem que Harry realmente desejava ver ele, mas talvez o menino ainda não tivesse chegado.
Respirou fundo, molhando o seu rosto e pensando o que seria mais fácil de usar para ele poder escapar da sua realidade, quando uma voz o assustou.
"Você é incapaz de perdoar uma única pessoa, não é?" Harry ergueu o olhos e sentiu suas palavras fugirem de sua boca. Apoiado em um dos boxes do banheiro estava Draco Malfoy, com os cabelos loiros levemente caídos nos seus olhos e um pequeno sorriso de desprezo em seus lábios. "Achei que você respeitava pelo menos Rony, mas, pelo jeito, me enganei."
Harry abriu a boca para se defender, chocado que o loiro pudesse ser tão mal educado com ele, mas então Draco fungou, e o moreno viu naquela atitude, simples para qualquer um, uma coisa que ele estava treinado a notar.
Draco tinha cheirado cocaína.
N.B.: Ai, tá, COMO ASSIM? Cocaína? DRACO? OH, CÉUS.
Ainda estou tentando me recuperar do choque. E quem não está, né?
Mas, então, quem gostou do capítulo? Quem vai comentar? Vamos lá, gente, quero todo mundo comentando e me ajudando a reclamar sobre o Draco usando drogas. Dá para reclamar da Gina também, o que eu, pessoalmente, acho uma boa. HAHAHA
Ahh, e mais uma coisa: quem aqui ama a Pansy? "A verdade foi revelada!" HAHAHAHAHA Tipo QUÊ?
Beeem, é isso. Beijoos
N.A. Gente, férias é atraso, simples assim. Ando fazendo absolutamente nada com meus amigos, tomando banho de piscina e dormindo a tarde inteira, por causa dessa agenda 'super' lotada, minha pobre fanfic, meus fãs, e minha beta foram negligenciados. Triste, porem sou honesta.
Espero que agora que meu trabalho e aula esta para voltar, as coisas se acelerem um pouco, porque coçar a barriga no ano novo me deu grandes e novas ideias, hihi.
Quero todo mundo amando e aplaudindo Pansy pela mania de falar como se fosse uma lenda grega por que eu faço isso! vivaaaas. ahahhahaha
Beijos lindos, e só porque eu sou má, não sejam comigo.
