Capítulo 15
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Quinta AINDA, sete da noite, sala comunal, minha poltrona. (juro que hoje foi o dia mais longo da minha vida. E NÃO FOI DE UM JEITO BOM.)
Há, pensou que eu iria estar no quarto, né?!
Me afogando na depressão?
Pois bem, se enganou. Eu acabei de vencer uma partida de snap e agora todo mundo foi lá invadir a cozinha, sabe, pra pegar alguns bolinhos de sobremesa.
Como se Sirius já não tivesse se empanturrado no jantar, mas ok.
E eu não fui, né, porque aquele idiota foi junto. Mas acredite ou não, ele realmente parou de me encher o saco. Mas me permita dizer que ele está sendo esnobe demais. Tipo, ok, eu realmente não queria falar com ele novamente e tal, mas ele está totalmente fingindo que eu não existo. Ah, sei lá, eu peço por isso há tanto tempo... Pra ele me esquecer, quero dizer. Mas ugh, acho que vai levar um tempo pra eu me acostumar com esse 'novo comportamento', sabe. Porque não é como se ele só estivesse NÃO-falando comigo. Ele está me ignorando totalmente, evitando olhar na minha direção e tudo. E parece tão fácil pra ele! Por que EU simplesmente não consigo parar de sentir raiva? Seria bem simples se eu conseguisse ignorar a existência daquela praga.
Ugh.
Mas enfim, falando em 'novo comportamento', eu decidir acabar com essa história toda de plano. Claro né, depois do que aconteceu, eu espero que Potter continue me ignorando e eu não tenha que falar com ele nunca mais, muito menos ter que fingir qualquer coisa. E já que eu desisti do "plano", eu vou conversar com todos, pra esclarecermos de uma vez por todas essa história deles ficarem forçando a barra. Não que eu ache que eles AINDA não tenham entendido, né, depois do meu discurso-para-o-Potter-que-foi-impropositalmente-ouvido-por-toda-a-Grifinória. E, bem, eu estava pensando aqui, que todas aquelas pessoas me ouviram confessando para a peste que aquilo-que-você-sabe-que-aconteceu foi aquilho-que-eu-não-vou-repetir.
Mas que seja, pouco me importa o que as pessoas ouviram ou deixaram de ouvir, porque, POR MERLIM, meu discurso surtiu o efeito desejado. Acabou com a perseguição do imbecil, quero dizer.
Agora eu fico me perguntando o por quê de a McGonagall não ter vindo me procurar ainda, levando em consideração o fato de que eu matei a aula dela hoje.
Mas er, melhor pra mim.
Uh, eles voltaram. Ótimo, eu ia falar com eles agora, mas eu vou ter que falar com as meninas primeiro, e depois com Remus e Sirius, porque apesar de Potter estar fingindo que eu faço parte da decoração do castelo, infelizmente ele ainda continua incluso nesse bizarro grupo Apimentadas+Marotos+Apêndice. Apêndice=Peter, esclarecendo. Mas enfim, eles já começaram a me olhar feio por causa do caderno, então eu escrevo mais tarde, quando voltar da ronda.
Ah! Tem ronda hoje!
Então eu posso falar com Remus antes, e depois da ronda eu falo com as meninas, e aí amanhã converso com Pads e Déryck.
E cara, seria muito legal se por acaso nós encontrássemos a McGonagall durante a ronda sabe, porque eu poderia contar pra ela o que aconteceu hoje de manhã, lá na ala hospitalar. E explicar que eu não fui pra aula dela hoje porque eu estava tentando juntar os pedaços da minha alma, que foi fatiada por mim mesma na hora em que eu me humilhei (voluntariamente, admito, por causa dos malditos hormônios traidores) beijando aquele idiota-usurpador-metido-e-prepotente-que-ela-acha-ser-um-ótimo-aluno-e-apanhador.
Ou talvez eu só fale a primeira parte.
Droga! Eu escrevi a palavra com B. Ah, que seja. Talvez isso se torne menos pavoroso se eu simplesmente não fizer todo esse escândalo. Foi só um beijo afinal.
Viu, já estou melhorando.
Er, eles realmente estão olhando feio para mim, tenho que ir.
Última vez que escrevo durante essa quinta; dez e meia da noite, dormitório feminino do sétimo ano, minha cama.
Cara, aleluia! Finalmente essa quinta-feira infernal terá um fim. Não agüento mais, sério, foi o dia mais comprido da minha vida. Mas er, quero esquecer, e não ficar relembrando. Enfim, eu falei com Remus agora a pouco, enquanto a gente percorria o corredor do terceiro andar. Gente, Remus é tão querido que as vezes tenho inveja da Bruna, fato. Uma inveja boa, quero dizer. Porque veja bem, Remus é super fofo. E ele é compreensivo. Acho que é o cara mais compreensivo que eu já conheci, e ainda sim, ele não é bobo. Mas, voltando ao assunto. Eu não sabia como começar, então dei uma de João-sem-braço:
- Hum, Rem? – Eu perguntei enquanto a gente se sentava no chão do corredor, para descansar um pouco de ficar andando de um lado para o outro. O castelo estava mais parado do que Hogsmeade nas férias.
- Hum? – Ele respondeu/perguntou, me incentivando a falar.
- Bom, er, você estava na sala, né? Quando... Bem, quando aconteceu, é, o... Er, quando eu falei com Potter.
- Falou com Potter... – Ele zombou. – Sim, eu estava. Lamento informar, Lil, mas acho que a Grifinória toda estava lá, descansando depois do almoço.
- É, obrigada. – Eu dei um sorrisinho amarelo. – Então, uh, você ouviu tudo?
- Tudo o que você disse? Ou tudo que você fez também?
Eu meti um tapa no braço dele.
- Sim, eu ouvi. – Ele riu.
- Tá, e você também percebeu que ele está me ignorando, certo? – Eu perguntei, brincando com um fiozinho solto no meu casaco.
- É isso mesmo que eu estou ouvindo? Lily Evans reclamando por James Potter estar a ignorando...?
- Não, seu imbecil. – Eu revirei os olhos, divertida. – Eu estou só perguntando se você percebeu que ele está realmente me ignorando agora. Tipo, nada de cu doce.
- Será? – Ele perguntou, com cara de riso.
- Remus! Estou tentando conversar sobre o que aconteceu, por favor, quer me ajudar?
- Desculpe. – Ele pediu, segurando o riso. – Sim, todos nós percebemos, Lil, que ele está 'tipo, totalmente te ignorando'. Agora, dizer que não é cu doce são outros quinhentos...
- Você tá querendo dizer que o idiota pode estar fazendo, mesmo, cu doce? Sem chances, Rem. Tem que ser muito burro e- Ah, não importa. O que eu quero saber é, - Eu puxei o ar. Era melhor falar rápido. Não tinha que ter medo da reação dele, afinal, nessa história, EU era a vítima. Ele era um dos vilões. – Se vocês vão finalmente parar de se meter na minha vida. Fazendo esses 'planinhos' toscos porque PENSAM que sabem o que eu quero pra mim.
Remus me fitou por um momento, e depois deixou a cabeça cair.
- Desculpe, Lil. – Ele disse, parando por um momento, antes de continuar. – Eu sei que o que a gente fez durante esses quatro anos, e alguns dias, foi errado. Se intrometer assim na sua vida e...
- Não estou culpando ninguém, Rem. Só estou pedindo que parem. – Eu o interrompi, encostando a cabeça no ombro dele.
- Pode contar com isso. – Ele falou, segurando a minha mão. - Não me intrometo mais na sua vida nem um milímetro que seja, se você não quiser.
Eu levantei a cabeça e olhei para ele.
- Está convidado a se intrometer na minha vida sempre, Remus John Lupin, com uma condição.
Ele olhou para mim, me questionando com os olhos.
- Eu devo autorizar antes. – Eu disse, encostando-a novamente.
Ele gargalhou e deu um beijo no topo da minha cabeça.
- Sim senhora.
Nós ficamos conversando por mais algum tempo, até a gente ouvir um barulho meio suspeito perto dali.
CARA, vocês não tem idéia.
Estávamos nós dois ali, sentados no corredor, rindo e conversando, e eu me derretendo pelo jeito como Remus fala da Bruna (sério, eles são o casal mais fofo do mundo) e aí nós ouvimos um barulho que parecia um gato miando, mas, er, sabe quando as gatas estão no cio? Era tipo aquilo, agora você imagine. Pois é, mas aí nós pensamos: Madame Norrra. E pronto, continuamos a conversar.
Mas o barulho aumentou. E não era como se estivesse se aproximando. Não, ele estava mais forte. E ele ficava mais forte a cada instante.
Nós trocamos olhares intrigados. Sério, era um barulho muito bizarro. Então, eu e Remus decidimos ir ver o que era, porque Madame Norrra NUNCA tinha feito um som parecido na vida. Não que a gente se lembrasse. E olhe que nós SEMPRE cruzávamos com ela durante as rondas, desde que nós éramos monitores. Enfim, à medida que nós íamos nos aproximando, o barulho ia se modificando. MEU MERLIM, juro que se eu fico em silêncio por um segundo, eu consigo ouvir aqueles barulhos horrendos ainda. Cada vez que a gente chegava mais perto, o barulho ia se modificando e ficava cada vez mais suspeito. Até que nós chegamos numa sala de aula vazia, com a porta semi-fechada. Estava escura e a gente tinha certeza que os barulhos estranhos vinham dali. E de repente, eu ouvi o barulho mais asqueroso da minha vida, tô falando sério. Eu não posso falar do que é, né, porque é estranho demais pra estar num diário de uma garota decente, mas posso te dizer que deve ter doído bastante, no começo. Porque realmente o começo daquele grito era dor. E aí, a garota emendou um grito histérico de gelar a alma, que teoricamente, deveria ser o 'esperado prazer'.
Mas cá entre nós? Foi bem forçado.
Sabe, eu falei com Remus sobre isso, e claro que ele não quis se aprofundar no assunto, né, mas ele também achou. Mas enfim, eu só sei disso porque quando Bruna er, nos contou detalhadamente a primeira vez dela e de Remus, bem, ela descreveu como 'a melhor coisa da vida dela', sabe, e hum, aquele grito que eu ouvi não parecia ser muito sincero sabe.
Mas eca, continuando. Quando esse grito tirou todas as nossas expectativas de que fosse alguma coisa normal, o que você acha que a gente fez? Nós não podíamos deixá-los lá, fazendo pouca vergonha em plena sala de aula vazia, nove e meia da noite. Mas nós definitivamente NÃO podíamos entrar lá naquele momento.
Não mesmo.
Então a gente se afastou de lá, porque depois daquele grito horroroso os únicos ruídos que você podia ouvir eram risinhos e arfadas. Pois é, nada agradável. A gente se afastou pra discutir, e decidimos esperar o 'casalzinho', para, na hora em que eles estivessem saindo da sala, nós tomarmos uma atitude. Só que a gente não sabia QUAL atitude. Porque sério, nós não somos estraga prazeres, sabe?
Só que ELES estavam totalmente ESTRAGANDO o prazer da minha noite adorável, fazendo aquilo bem ali.
E aí, enquanto a gente pensava numa solução, eles saíram da sala. E GENTE, sério, a cara da menina só não saiu correndo, na velocidade da luz, pelo chão porque ela NÃO tinha pés. Mas tenho certeza que a hora que ela nos viu ali, parados com aquela cara-de-quem-ouviu-o-que-não-queria, a cara dela caiu e saiu rolando em câmera lenta. Eu pensei que ela ia sair correndo de vergonha ou medo, ou alguma coisa assim, mas não. A GAROTA NÃO MOVIA NEM UM MÚSCULO, sério. Ela estava paralisada. O garoto então, GENTE, se você olhasse para o inocente Gabriel Delanosso durante as refeições, sentado na mesa da Lufa-Lufa, todo calmo e delicado, DELICADO ATÉ DEMAIS, bem, você NUNCA, mas nunquinha, iria imaginar que ele fazia coisas desse tipo. Sabe, as aparências enganam.
Mas enfim, a gente conversou com eles, e bem, como a gente não queria dedurar ninguém e tal, nós combinamos que se a gente pegar eles fazendo qualquer coisa parecida de volta, em local&horário proibido, eles vão ter que se entender com Dumbledore. Caso contrário, o assunto morria ali. Eles prometeram tomar mais cuidado. Quer dizer, eles não, porque Amélia não abriu a boca. Sabe, Amélia Johanson ultimamente começou a andar com as amigas daquela vadia da Manuela (lembra dela, né? A vadia mor de Hogwarts. Que não tem amigas, e sim um rebanho de seguidoras? Essa mesma.), então não me assombra que ela tenha sido surpreendida com a boca na botija fazendo tais coisas. Mas acho que pra ela poder ser 'admitida' no grupo falta muito, já que, se ela fosse uma das pervas ela teria se gabado de ter feito um garoto aparentemente do nível 'ALERTA, SUPER GAY' virado homem, e não ficado com vergonha disso.
Mas enfim, 'Nós seremos mais, er, atenciosos daqui pra frente' não é uma boa promessa, é? Porque afinal, TERÁ 'DAQUI PRA FRENTE'? Ela está se juntando ao rebanho de Hogwarts afinal, talvez não tenha nada mais depois daquilo que eu e Remus quase presenciamos. E mesmo que tenha, 'ser mais atencioso' não significa 'cumprir a promessa' e sim fazer a mesma coisa de volta, mas com mais atenção. E não é isso que eu quero. Ou é, sei lá, porque eu não tenho nada a ver com a vida sexual da garota-envergonhada-da-corvinal-que-se-candidatou-à-pervisse + o garoto-que-todos-sempre-acharam-que-era-gay. Contanto que eles façam toda&qualquer coisa longe de mim e dos meus ouvidos inocentes.
E aí depois dessa experiência traumatizante, eu e Remus voltamos pra torre, cada um perdido em pensamentos sobre o ocorrido e ao mesmo tempo querendo esquecer. E compartilhando algumas informações como, por exemplo, o fato de ser um absurdo porque Amélia só está no 5º ano, sabe, e sobre como aquilo soou falso aos nossos ouvidos. Mas aí nós caímos na real e paramos de falar sobre essas coisas nojentas. E eu vim pro quarto, escovei meus dentes e me enrolei nas cobertas antes de pegar isso aqui e escrever o que eu realmente espero ser o último relato dessa quinta-feira miserável.
Mas amanhã as meninas precisarão saber que Amélia corre o sério risco de ser admitida ao rebanho, porque ela transformou Gabriel-O-gay em homem, fato.
POR MÉRLIM, EU PRECISO DORMIR E ACORDAR SÓ AMANHÃ. EU PRECISO DE DISTÂNCIA DESSA QUINTA-FEIRA. POR FAVOR, ALGUÉM ME AJUDA.
Pois é, hum, deixa eu ver, uma e meia da manhã.
Eu estou meio sem ação ainda, amanhã comento sobre o ocorrido. Agora só preciso contar meio por cima o que aconteceu.
Sabe o que foi? Eu acordei com uns barulhos irritantes na janela, e quando fui ver, era Lyo. Eu pensei: 'Agora me diz, por que é que essa coruja não vai caçar e me deixa em paz? EU QUERO DORMIR e acabar com esse dia.' E aí resolvi virar de lado e ver se ela se tocava que eu NÃO queria papo e fosse embora. Mas acho que er, aquele ditado 'O que não se parece com o dono é roubado' faz muito sentido, porque Lyo simplesmente tem um gênio igual ao meu.
Ô CORUJINHA DESGRAMADA.
Ela não me deixou em paz, e como eu era a única alma viva ali dentro que estava percebendo o barulho, eu tive que ir abrir a janela, antes que ela acordasse as meninas. Que por sinal estava dormindo feito pedras. Lá fui eu de camisola e meião, abrir a janela pra aquietar uma irritante Lyo. Ela deixou cair um bilhete no chão, na minha frente, e tava quase saindo. Eu agarrei a coruja por onde deu. Sério. Agora não sei nem se foi na asa, na pata ou na cabeça, mas eu não deixei ela sair voando. Como é que é? Ia me acordar desumanamente, me fazer levantar da cama e abrir a janela pra deixar a porr* do papel cair na minha frente (VEJA QUE CORUJA FOLGADA, nem pra me entregar na mão.) e ir embora assim, do nada? Não mesmo. Mas aí foi só fechar a janela e eu já soltei ela de volta, coitadinha. Ela sofre com essa dona, fato. E aí PASMEM, sabe o que estava escrito no bilhete? MEU MÉRLIM. Não, não era 'meu Mérlim'. Era:
Você não sai da minha cabeça, Lily.
E eu fiquei como? MERLIM MERLIM MERLIM. Se eu já não conhecesse a letra de Potter, eu juro que teria pensado que era ele de novo. Quer dizer, eu pensei, por um milésimo de segundo, até eu analisar a caligrafia e perceber que era outra pessoa. Mas eu não tinha percebido QUAL outra pessoa. Então eu simplesmente fiquei uns dois minutos olhando praquele papel, totalmente sem ação. 'Você não sai da minha cabeça, Lily'. Isso era bem profundo, não é, pra uma pessoa escrever assim e nem ao menos se identificar. E tipo, qual era a do bilhete? Tudo bem que eu não saía da cabeça dessa tal pessoa, mas eu, no momento só tinha UMA coisa na MINHA cabeça: acabar com o dia. Quando eu consegui me mexer, eu chamei Lyo, que obedientemente voou até o meu braço. Ou talvez fosse porque ela estava com medo de ser agarrada de volta, se demorasse. Eu coloquei no mesmo pedaço de pergaminho, já que eu não estava afim de pegar outro.
Hum, isso é uma coisa boa? Se for, obrigada. Mas er, seria melhor se você me dissesse quem é, sabe, porque não sou muito fã de suspense.
Sim, direta como um raio e suave feito uma égua. ME ACORDOU DE MADRUGADA PRA MANDAR UM BILHETE SEM IDENTFICAÇÃO? Que mandasse outra hora, oras.
E aí mandei Lyo entregar aquilo devolver aquilo pra quem tinha me mandado. Que por sinal, foi muita cara de pau da pessoa, né, pegar a MINHA coruja pra ME mandar um bilhete. Isso não é certo. Mas enfim, ela foi, depois que eu fiz carinho nela e pedi desculpas.
E eu esperei uns 15 minutos. E tipo, Lyo voltou bem tranqüila. Acho que ele fez suspense de propósito.
Ele tinha respondido num canto do papel:
Sim, é uma coisa boa. De nada. Mas se eu contar, perde a graça. Te acordei?
Eu respondi na hora, num cantinho do papel:
É, me acordou, sim. O que me denunciou? Minha letra garranchada ou meu humor sutil? Enfim, eu não sei que graça você vê em me acordar e ficar fazendo suspense, quando tudo o que eu quero é dormir e esquecer o dia tenebroso que eu tive hoje.
Lyo me olhou com uma cara de 'ok-agora-eu-quero-ir-caçar-por-favor', mas eu não liguei e a mandei entregar o bilhete pra quem quer que fosse. Dessa vez ela demorou menos. Em uns cinco minutos ela estava de volta, beliscando de leve a minha mão, enquanto eu cochilava sentada na cama.
Oh, desculpe. Eu gostaria de ter melhorado seu dia hoje, mas estava em uma terrível batalha interior. Mas já me resolvi, pelo que pode ver. Você ainda quer uma chance de deixar esse dia melhor?
PENSA NA PESSOA PARALISADA. Era eu. O que ele queria dizer com isso? Quem diabos era? AH, QUE RAIVA.
Não, eu não quero chance alguma que não seja a de voltar a dormir tranquilamente, obrigada.
Eu escrevi, num dos últimos pedaços em branco do papel. Mas aí eu li de volta e achei estupidamente grosseiro. Eu não podia responder isso para o garoto, podia? Bom, na verdade, eu podia, né, levando em conta que ele tinha me acordado, estava fazendo suspense e tal, mas eu estaria desperdiçando uma grande chance. Ou não, mas enfim. Eu tinha que fazer alguma coisa da minha vida. Porque agora que finalmente eu tinha me livrado daquele encosto do Potter, eu poderia viver melhor. E eu tinha que viver melhor, se é que você me entende, porque eu e Marlene somos as únicas do 'grupo' que não nos achamos ainda, sabe, e daqui a pouco Sirius consegue fazer alguma coisa que surta efeito na Lene e eu fico aqui, encalhada.
Isso é preocupante.
Então eu risquei o que eu tinha escrito e procurei um outro pedaço em branco no papel:
Uh, isso foi um convite? Muito suspeito, hein. Eu agradeço, mas enquanto não me disser quem é, você não tem chance alguma. E como esse espaço era o último pedaço em branco daqui, você não fará a menina-que-não-sai-da-sua-cabeça ter que pegar outro pedaço de pergaminho, não é? Eu gostaria muito, muito, muito de não ser grosseira com quem quer que você seja, mas acredite, eu estou fazendo um esforço danado. Eu quero dormir, e se você ainda estiver disposto, pode continuar com o 'joguinho' amanhã. Eu costumo ser mais agradável quando estou sem sono.
Eu li a nova resposta. E reli. E reli. É, parecia bom. Era eu, afinal, a pessoa já deveria saber o meu jeito de ser, então ela certamente NÃO se importaria.
Eu dei o bilhete a Lyo e falei pra ela entregar e ir comer, porque eu não abriria mais a janela essa noite. Ainda bem que ela entendeu, porque desde que eu abri o caderno, o quarto está num silêncio maravilhoso. E agora eu realmente vou dormir.
E ACABAR LOGO COM ESSE DIA.
N/A: Hey! lol espero que vocês gostem desse cap :D beijos, até o próximo!
Respondendo as reviews:
Thaty: HAHAHA, ele não é tão idiota assim D': confesso que no último capítulo ele foi. :x IAUHSDIUAHSIDUHAS mas ah, espero que ele reconquiste teus sentimentos ;D obrigada, beijos!
LuuaMell: aw, obrigada pela review mara! Sim, ela pegou o Sirius, coitadinha (66) IUHASIDUHASIUDH pois é, Jay pode ser metido e tudo mais, mas eles vão se acertar, fato. e e verdade, me foquei tanto na mania dele de brincar com o povo que esqueci do cabelo nesses caps. Mas nem se preocupe, porque já escrevi até o 24, e te garanto que tem bastante parte dele com essa mania *--* beijos!
