Capítulo 20
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Sexta-feira, 13 de setembro, seis da tarde, dormitório feminino do sétimo ano.
Hum, minha semana voou, e eu nem ao menos sei o que eu fiz com ela.
Meu tempo passa muito rápido agora que eu tenho uma ocupação interessante.
Hoho.
Mas enfim, não aconteceu nada de significante nesses dias. Era acordar, tomar café com Dough, ir pra aula, almoçar, voltar pra aula, jantar, fazer os deveres, ou fazer ronda, e ficar com Dough.
'Só nos amassos', como um primeiranista babaquinha nos disse quando nos encontrou em uma sala de aula vazia, ontem.
E quem ouve até pensa. Pff, nós não ficamos nos amassando pelos cantos. A gente só prefere ficar nesses lugares porque, hum, digamos que é meio chato ficar se pegando na frente dos outros. Então, salas de aulas vazias são sinônimos de privacidade, e não de pouca vergonha.
Pelo menos pra mim.
Whatever, eu vou me arrumar pra festa do Slug, né, porque eu já estou atrasada.
Sábado, 14 de setembro, sete horas da manhã, dormitório feminino do sétimo ano.
ARGH.
Argh argh argh argh.
Sábado ainda, onze da manhã, biblioteca.
Não, você não está sonhando, eu estou mesmo na biblioteca.
Aqui pelo menos serve pra eu poder escrever no diário em paz.
Bom, ontem eu escrevi antes da festa, né? Pois é. Eu deixei o diário de lado e fui me arrumar. Eu tomei um bom banho, coloquei uma skinny preta, uma blusinha de seda com estampa de oncinha que minha mãe tinha me dado nessas férias e meu scarpin preto. As festas do Slug são ótimas para isso, também. Usar roupas mais chiques de vez em quando, quero dizer.
Eu passei uma maquiagem básica e soltei meu cabelo, que, como estava preso num coque desde a hora do banho, ficou meio ondulado.
Eu desci as escadas e cheguei na sala comunal lotada.
Sexta feira, eu tinha me esquecido.
- Ô lá em casa! – Um idiota do quarto ano gritou, lá do canto da sala.
Eu revirei os olhos e ignorei, xingando-o mentalmente.
Dough me esperava sentado no sofá, e quando eu me aproximei ele correu os olhos pelo meu corpo de um jeito não-agradável.
E eu acho que ele percebeu que eu não me senti bem, porque ele logo encontrou meus olhos:
- Você está perfeita. – Ele disse com um sorriso, pegando minha mão e me conduzindo para fora da sala.
Quando nós chegamos à sala de Slug, onde sempre aconteciam as festas, Remus já estava lá com Bruna, e nós nos juntamos a eles. Eu vi Sirius e Yasmin saindo de fininho e não consegui não rir.
A festa estava ótima, a comida era maravilhosa. Slug tinha contratado uma banda legal, e a decoração dava arrepios. Ele tinha mesmo se inspirado na sexta-feira 13.
Lá por oito horas, Rem e Dough começaram a conversar sobre quadribol, e eu puxei Brubs para uma volta pela festa. Nós vimos alguns rostos conhecidos aqui e ali, e de repente, um rosto em específico chamou a minha atenção.
E não foi bem UM rosto, na verdade.
- Quem é aquela garota? – Eu perguntei, um sensação estranha no estômago ao ver a garota sendo beijada por James.
- Pâmela Weitz. – Ela respondeu simplesmente, enquanto se aproximava da mesa das bebidas.
Eu desviei os olhos deles e segui Bruna, pegando um pouco de ponche pra mim.
Durante a festa, eu via e perdia os rostos deles através da multidão, e, estranhamente, sempre que eu não os encontrava, eu sentia um aperto estranho no peito. A impressão de que eles tinham se juntado à Sirius e Yasmin sempre me atormentando.
E aí Rem e Bruna sumiram também, e minha cabeça foi ocupada por Dough. Por todo o tempo restante de festa, James Potter e Pâmela Weitz nem ao menos passaram pela minha cabeça. Quando eu achei que Dough já tinha bebido whisky de fogo o suficiente por uma noite, eu tentei convencê-lo à voltarmos para a torre.
- Mas por quê, amorzinho? – Ele perguntou, o hálito meio tingido pelo álcool.
Eu torci o nariz.
- Porque você já bebeu demais, Dough.
- Ah, não esquente, amorzinho. Eu estou bem. – Ele disse enquanto me beijava.
Eu o empurrei, ainda torcendo o nariz.
- Dough, eu estou indo. – Eu anunciei. Eu não ia ficar aturando um bêbado me chamando de amorzinho num fim de festa.
Ele ficou me olhando meio abobado por um tempo, e eu saí da sala, me despedindo de Slughorn no meio do caminho.
Quando eu estava no terceiro andar, Dough me alcançou. E ele começou a falar coisas sem sentido e me conduzir para algum lugar, e quando eu dei por mim estávamos numa sala vazia.
Eu revirei os olhos.
- Dough. – Eu coloquei as mãos no seu peito, o afastando de mim.
Ele avançou novamente, a boca procurando a minha.
- Você está completamente bêbado. – Eu disse virando o rosto. – Vamos voltar.
- Voltar pra onde, amorzinho? – Ele perguntou, percorrendo meu pescoço com a boca.
- Pára de me chamar de amorzinho, Dough. – Eu o empurrei e desci da carteira onde eu estava sentada.
Eu respirei fundo, juntando toda a paciência que eu consegui. Dough era super gentil comigo sempre, então eu achei que ele merecia um desconto.
Eu o peguei pela mão, abri a porta e o guiei escada acima. Ele finalmente parou de encher o saco, e quando nós chegamos na sala comunal ele simplesmente desmontou em cima de mim, no sofá.
- Dough! – Eu gritei, sentindo a paciência escapar pelos meus poros.
Pra minha sorte, Déryck estava lá com Frank, e Alice tinha acabado de subir para o quarto. Eu pedi para os meninos me darem uma mãozinha e levarem aquele monte bêbado para o dormitório, e depois de agradecer e encher de beijos os dois, eu fui para o dormitório, também.
- Chegou cedo. – Alice estava se deitando quando eu entrei.
Eu desabei na cama e me senti exausta. Eu coloquei o meu pijama e pulei pra cama dela, e nós ficamos conversando durante umas duas horas, eu acho.
Marlene estava dormindo há algum tempo, Alice tinha me dito, e eu imaginei que Lene devia estar morrendo de raiva da situação Sirius/Yasmin, e deve ter ido dormir cedo pra ninguém perceber seu mau-humor. Mas eu não podia falar nada disso com Alice, porque se Lene ouvisse isso não ajudaria em nada na situação.
E aí eu só me lembro de acordar hoje de manhã, toda torta dividindo a cama de Alice.
E eu só me troquei, lavei o rosto e desci pra tomar café, antes que eu tivesse que encontrar alguém, nesse ótimo estado de humor. Depois que eu voltei pro dormitório eu tomei banho, coloquei uma roupa decente e vim pra cá.
Porque Dough deve acordar a qualquer momento, e eu não quero ver ele nem pintado de ouro. Eu não mereço esse tipo de coisa, fato.
Oh, droga-
Mais sábado, onze da noite, minha poltrona.
Bom, eu estava tranquilamente escrevendo no diário quando vejo Pâmela entrando na biblioteca. E adivinha quem estava com ela? Um doce pra quem chutou 'James'.
Pois é.
Em pleno sábado de manhã, o garoto estava na biblioteca. Esse fato vai ficar marcado na história dos marotos.
Mas é óbvio que tinha que ter um rabo de saia envolvido na coisa toda, né.
Então, para evitar situações desagradáveis, eu peguei meu caderno e saí da biblioteca, assim que eles chegaram ao balcão e eram entretidos por Madame Pince.
Eu fui meio que correndo pelo corredor, fechando o tinteiro, e esbarrei em alguém.
- Lily! – Era Dough.
Oh, Merlim, dai-me paciência.
- Oh, Merlim.
- Desculpa. – Ele quase me interrompeu, segurando meus ombros e olhando nos meus olhos.
Eu olhei para ele, e continuei andando.
'Desculpa' não era o suficiente.
- Por favor, Lily, me desculpa. – Ele falou com a voz apelativa enquanto me seguia pelos corredores.
Eu continuei andando, olhando para frente.
- Lily. – Ele me parou quando nós estávamos no meio do saguão.
Eu olhei pra cara dele, sem ter reação nenhuma.
- Por favor. – Ele pediu de volta, quase gritando.
Eu estava pensando no que dizer, quando ele se ajoelhou na minha frente, segurando meu quadril e olhando para o meu rosto.
Eu me apavorei. Nós estávamos bem na frente do Salão Principal e todas as pessoas que ainda tomavam café da manhã estavam olhando.
- Dough, levanta daí. – Eu sussurrei, o sangue subindo para o rosto.
- Só se você disser que eu estou perdoado.
Eu revirei os olhos, impaciente.
- Dough, por favor. – Eu meio que gemi, me sentindo um pimentão.
- Estou perdoado ou não? – Ele quase gritou outra vez, e agora tinha gente se inclinando por cima das mesas, pra olhar para nós.
- Douglas Belinazzo! – Eu gritei, tentando pensar rápido em alguma coisa que fizesse ele levantar logo e nos livrar dessa situação ridícula. - Se você não se levantar agora, além de encrencado por ontem à noite, você vai ser um homem morto até a hora do almoço!
Houve risadas no salão.
Eu dei uma joelhada de leve nele.
Simples assim. Mexi minha perna com um pouquinho de força e meu joelho atingiu seu queixo, fazendo um barulho satisfatório.
Juntamente com um 'Oh' vindo em coro do salão principal, ele tirou as mãos do meu quadril e se levantou, com as mãos no rosto.
- Lily! – Ele arregalou os olhos.
- Oh, Dough! – Eu imitei o tom de voz dele. Ele me encarou por um momento, e eu me virei e marchei escada acima.
Ele me seguiu no caminho para a sala comunal, me chamando sem parar.
Eu passei pelo buraco e me sentei no sofá, cruzando os braços e esperando.
- Lily! – Ele gritou pela qüinquagésima vez em cinco minutos, enquanto passava pelo buraco e ia até onde eu estava.
Ele ficou parado na minha frente, e eu ergui meu rosto para olhá-lo nos olhos.
E ele começou a rir.
Eu bufei e quis levantar, mas ele me segurou e me sentou de volta no sofá, caindo ao meu lado, seu braço ao meu redor.
- Tá rindo do quê? – Eu perguntei parecendo uma velha coroca.
- Você. É. Hilária. – Ele falou se aproximando, e me beijou.
Tá, foi bom.
Eu dei distância dele, e suspirei.
- Estou perdoado? – Ele perguntou, a voz doce.
- Só se me prometer nunca mais fazer isso.
- Nunca mais beber ou nunca mais me ajoelhar?
- Os dois! – Eu falei rindo. – Beber você pode, contanto que não fique bêbado como estava ontem. E se ajoelhar, nunca mais, por favor. – Eu o abracei.
É bom ter alguém para abraçar, de qualquer maneira.
Nós ficamos ali por um tempo, e depois do almoço a gente foi para os jardins. Depois a gente voltou para jantar, e aí ele foi conversar com uns amigos dele e eu fiquei feliz por poder passar um tempo com os meus amigos também.
- Ai, eu te odeio, Sirius Black! – Eu ouvi Marlene gritando quando eu voltei para a sala comunal.
Ela passou por mim, saindo da sala pisando forte, e eu caminhei até eles, todos com expressões estranhas nos rostos.
- O que foi que deu nela? – Eu perguntei pra quem quisesse responder.
Ninguém soube me responder, e de repente Sirius se manifestou.
- Digamos que ela está seguindo o plano. – ele disse com um sorriso no rosto, esparramado no sofá.
Todos nos entreolhamos involuntariamente.
Peraí! Se era o que eu tinha entendido, ele tinha bolado um 'plano' na mente dele, e estava usando pessoas. Usando Yasmin. E ele estava deixando Lene mal por besteiras, porque era o PLANO dele.
- Pads! – Eu exclamei horrorizada.
Ele me olhou assustado, e eu mandei o meu pior olhar de repreensão para ele. Eu voltei para o buraco, e quando eu estava passando por ele, eu virei para trás e gritei:
- Eu e senhor vamos ter uma conversinha quando eu voltar!
Eu saí correndo atrás de Lene, e meus pés me levaram exatamente onde eu sabia que ela iria estar. A torre de astronomia.
N/A: Oi galere. :D mais um cap, espero que gostem. Consegui atingir uma média de três reviews por capítulo hein, UAU. AIUSHDIUASHDIUAHSIDUH ¬¬' mas, ah! tô feliz. porque pelo menos eu tenho reviews, né. e boto fé que quando ela estiver finalizada, virão mais comentários. -s
Terminei de escrever o 25º capítulo agorinha mesmo, já comecei o 26º. Espero que até o fim do ano eu consiga escrever e postar todos :D Beijos!
Respondendo as reviews:
M.: aw, que coragem *-* ler a fic todinha em um dia só, que empenho! que bom que gostou. *-* bom, eu acho que chega a uns 30 caps, se não for mais. isso é ruim? espero que não, dica. Ah, nem fale. Lils é tudo isso e mais um pouco, né, me estresso também. Mas ah, adoro tanto! e ok, vou tentar não demorar muito pra att. por enquanto ainda é susse, porque os caps estão prontos, né, então acho que não demoro mesmo. qualquer coisa é só cobrar! beijos, obg!
Janne Potter: Ah, obrigada! que bom que tu gosta. beijos!
Mila Xavier: IUASHDIUAHSIDUASDIUHIASH Dough é um porre, nem me fale ¬¬' preciso comentar que prefiro o james? hehe, acho que não. xD beijos Mila, obrigadaaa!
