Capítulo 28
Sexta-feira, 8 de novembro. Poções
Ok, acho que minha raiva mais profunda já passou. Fiquei repetindo, desde ontem, aquela idéia de esfriar a cabeça como se fosse um mantra.
Acho que surtiu efeito.
Acabei de terminar minha poção e estou esperando Lene terminar a dela pra poder contar o que aconteceu. Hoje de manhã ela quase me deixou louca por causa disso!
- Bom dia – abri os olhos e me deparei com ela a um palmo do meu rosto, ajoelhada ao lado da minha cama.
- Meu Merlim! – esfreguei os olhos. – O que é que te deu?
- Nadinha – ela se levantou de um pulo. – Vamos descer antes? Estou com fome, acordei mais cedo pra poder tomar café com você.
Fechei os olhos novamente, me virando para o outro lado e resmungando.
- Lils! – ela pulou em cima de mim. – Vamos, vamos, vamos.
- Você é chata mesmo, hein – bufei ao me sentar. – Vamos antes que você acorde as meninas.
Me pus de pé, respirando pesadamente. Me arrumei meio dormindo e ainda estava resmungando quando chegamos no salão principal, até finalmente perceber o que Marlene queria.
- Ah! Sua anta! Não precisava me tirar da cama só porque quer saber o que Sirius me disse! Eu ia te contar uma hora ou outra.
- Justamente. Uma hora ou outra. Eu quero saber agora.
Revirei os olhos no meu mau-humor matinal.
- Senta aí – murmurei, me servindo de café. – Dough é pessoa mais estúpida do mundo.
- Pensei que fosse o Snape.
Dei uma risada seca.
- Severus conseguiu ficar adorável perto de Dough. – tomei um gole do meu cate. – Tá, nem tanto. Mas são tipos diferentes de estupidez. Não quero que o Snape morra, só quero que ele fique bem longe de mim. Já o Dough...
- Credo, o que foi que ele te fez? Cadê aquela história de querer que ele te perdoe e blábláblá?
- Ugh. Nem me fale nisso. Sou tão idiota... aliás, fui. Fui tão idiota. Não vou ficar me culpando. Sério, ele é o babaca e não eu.
- Me fala logo, mulher!
Respirei fundo e soltei o ar praticamente bufando, me preparando pra falar sobre o assunto, quando vi James entrando no salão principal.
- Te falo depois – falei rapidamente, voltando a olhar pra mesa.
- Lily! – ela ganiu desesperada.
- Depois. Te. Falo – falei com significância e, meio segundo depois, James estava se sentando na minha frente.
Ele ergueu as sobrancelhas em surpresa por ver Lene ali comigo.
- Caiu da cama, Lene?
Ela ainda estava de olhos apertados, me encarando, mas quando viu que eu estava fingindo esquecer o assunto, pareceu perceber que eu não queria falar na frente de James.
- Ah! – ela exclamou, aliviando a expressão, como se nem tivesse escutado a pergunta dele. – É, a Lils queria companhia.
Revirei os olhos e tomei mais um gole do meu café.
- Que mau-humor é esse, ruiva? – James estava mais radiante do que qualquer pessoa em Hogwarts, eu tinha certeza. Tive vontade de tacar alguma coisa nele. – Tudo bem, sem conversas no café-da-manhã.
Marlene deu risada mas não puxou nenhum outro assunto. Ou porquê só conseguia pensar no que eu tinha pra contar, ou porque estava com medo dos meus olhares assassinos.
- Bom, não entendo você, Lils – ela teve a cara de pau de dizer. – Me chama pra vir tomar café com você e fica aí, quieta. Vou subir, ok? Ver se consigo dormir mais um pouquinho.
Parei com o garfo a centímetros da minha boca e a encarei com a melhor cara de bunda possível. Balancei o talher na direção dela até os pedaços de ovo mexido se soltarem e a atingirem nas costas. Ela saiu dando risadinhas e eu tive que rir. Filha da puta. Me arrancou da cama e depois voltou a dormir.
Balancei a cabeça, descarregando minha expressão. Puxei assunto:
- E aí, o que você foi fazer ontem?
- Nada de mais – ele deu de ombros.
Estreitei os olhos.
- A monitora-chefe não vai ter surpresas hoje?
- Não, Sra. Monitora-chefe. A senhora não vai ter surpresas hoje – ele terminou de falar, sorrindo, e ficou me olhando.
- Que foi?
- Você é linda, sabia?
- James – ofeguei, pisquei atordoada. Tudo bem, ele me pegou desprevenida.
Ele riu do meu desajeitamento.
- Ah, vai dizer que não sabia? – ele zombou, descontraindo. – É que você não é só linda, sabe. Você é, tipo, a mulher mais linda do mundo.
Dei risada, revirando os olhos. Toda molenga, na verdade, mas o rubor meio que já tinha sumido. Pensei por um segundo:
- Pode parar – terminei meu café.
- Com o quê?
- Com isso – dei de ombros. – Não vai funcionar.
Os lábios dele se curvaram de prazer porque, óbvio, ele tinha visto que já estava funcionando. Ele continuou a comer, em silêncio, e eu fiquei fazendo companhia, meio que involuntariamente. Nós dois estávamos em silêncio o tempo todo, na verdade, sorrindo mais com os olhos do que com os lábios quando nossos olhares se encontravam ocasionalmente.
Yasmin apareceu pouco tempo depois, com seu bom humor natural irradiando dela como sempre. Conversou um pouco conosco e foi embora apressada depois de um copo de suco de abóbora e duas garfadas em seus ovos mexidos. Mais tempo só com James. Mais silêncio. Mais sorrisinhos idiotas. Mais olhares comprometedores.
Sério? O que é que eu estava fazendo?
A raiva de Dough parecia nem ter existido, Dough parecia nem ter existido. Eu meio que estava suspirando aliviada por parar de sentir raiva quando Sirius apareceu.
- Dae – ele sentou-se ao lado de James, estralando o pescoço.
- Bom dia – respondi, ensaiando um sorriso. – Você parece cansado.
- É mesmo, Pads, tá com uma cara horrível.
- Valeu, Prongs – ele sorriu falsamente, brincando. – Demorei pra pegar no sono ontem.
- Acho que não foi só você – ri quando James bocejou com tanta vontade que quase engoliu a mesa.
- Isso que dá você vir tomar café-da-manhã tão cedo.
- Eu tomo café cedo porque sou acostumada a acordar cedo. Não peço a companhia de ninguém – ergui uma das sobrancelhas.
- Hum, grossona – ele jogou um pedaço de pão em mim. – E se eu quiser te fazer companhia?
- Tudo bem, então – dei risada. – Mas, de qualquer maneira, não foi por mim que você veio mais cedo hoje.
- E por qual outro motivo eu viria?
Pigarreei. Sirius estava me encarando com um sorriso gigante nos lábios. Senti minhas bochechas ficarem vermelhas de novo.
- Tuuuudo bem, estou sentindo um clima aqui – Sirius provocou. – Querem que eu saia? Desculpem, não percebi que estava atrapalhando.
- Deixa de ser besta – abanei a mão pra ele. – Além do mais... Remus já chegou também. Reunião dos marotos, yey! Não? Desculpem.
Fiz minha gracinha do dia, deixei três marmanjos rindo das minhas bobeiras e voltei pra sala comunal com meu cate em mãos.
Deixei minha xícara na mesa em frente à minha poltrona e fui para as escadas. Encontrei Peter descendo para a sala comunal, dei oi e até um sorriso pra ele, coitadinho. Parecia faminto e desesperado por amigos. Avisei que os meninos estavam no salão e ele saiu desembestado. Entrei sorrateiramente no quarto, fechei a porta com cuidado e me joguei com tudo em cima de Marlene.
Foi divertido. Ela berrou porque meu cotovelo foi em cheio na sua coxa, as meninas acordaram e me xingaram, eu xinguei a Lene e ficou tudo numa boa. Deixei-as em paz para conseguirem ter pelo menos mais um cochilo antes de levantar e voltei para baixo. Me aconcheguei na minha poltrona e –
Droga. Slug.
Mais sexta, almoço, sala comunal.
Odeio ser interrompida no meio das minhas narrações. O professor teve a audácia de me perguntar se eu já havia terminado a minha poção. Seriously? Há quanto tempo ele me dá aulas e quantas vezes ele já me viu fazer outras atividades antes de concluir a tarefa?
Hehe, brincadeiras à parte... eu nem tinha nada de importante pra terminar de contar mesmo. Eu só ia dizer que tomei meu cate com tranquilidade e não estava a fim de estragar meu dia logo no seu início, olhando para a cara do Dough quando ele descesse. Então eu estava levantando quando ele apareceu ao pé da escada – como era de se esperar, óbvio, por causa daquela questão do carma, falta de sorte e blábláblá – e, ao invés de passar me ignorando abertamente ou me lançando olhares recalcados como nas outras vezes, ele baixou o olhar e saiu rapidamente pelo buraco do retrato.
Achei estranho, mas muito bom. Quero dizer, quem ele pensa que é pra ser tão cínico e babaca? Ser um completo imbecil e ainda querer passar por coitadinho? Me poupe.
Enfim. Estou esperando Lene chegar, para podermos conversar e finalmente saciar a curiosidade da criatura. Não aguento mais os bilhetes e olhares incansáveis. Terminei de almoçar e disse que se ela quisesse saber ainda hoje, era melhor que comesse rápido e viesse me encontrar enquanto a sala ainda está vazia.
Eba, ela chegou. Emoção, alegria e satisfação em contar que fui brutalmente enganada e feita de idiota... aí vou eu!
9 de novembro, sábado.
Sim, aqui estou eu na torre de astronomia. Porque... porque eu sei que aqui ninguém me incomoda. Esqueci a biblioteca, aquele lugar não é mais o mesmo com todos aqueles quintanistas estudando freneticamente. Tudo bem, eu também estou em ano de exames, os mais importantes, eu diria. Claro, eu estou estudando e dedicando quase todo meu tempo livre para treinar e praticar. Mas... sério? Passar horas na biblioteca, com Madame Pince e todo aquele cheiro de bolor? Tsc, tsc.
Sabe por que eu não quero que ninguém me ache? Porque estão todos me encarando como se eu fosse a maior louca da história de Hogwarts. Eu sei que eu não sou normal. Mas a maior louca da história? De Hogwarts até pode ser, mas da história? Quero dizer, nem de Hogwarts porque, né, e quanto ao Dumbledore?
O que acontece é o seguinte. Na sexta, quando Lene apareceu e eu contei toda a história pra ela... bom, ela ficou furiosa. Eu até achei estranho, porque a minha fúria mais pesada já tinha passado, mas tenho certeza que fiquei bem mais furiosa que ela quando descobri. O caso é que ela xingou Dough de todos os nomes possíveis, quis saber como eu estava me sentindo, quis saber quem estava sabendo e o que eu pretendia fazer. Respondi "com raiva suficiente pra esganá-lo se eu pudesse, mas calma o suficiente para lidar friamente com a situação" para a primeira pergunta. "Só o Pads e você", para a segunda e "Acho que vou trocar uma idéia" para a terceira. Porque eu podia muito bem ir tirar satisfações com ele. Eu podia dizer poucas e boas, mas eu não sabia se era isso que eu queria. Quero dizer... ia fazer diferença? Ele dizer alguma coisa ia mudar o que ele fez? Não. Mas seria bom para eu me sentir bem comigo mesma. Com tudo esclarecido, ele sabendo que não foi bom o suficiente, sendo que Sirius já sabia de tudo desde algum tempo. E seria bom para Dough ficar sabendo que não me engana mais, que eu não sou idiota a ponto de deixar barato e, principalmente, sabendo que eu nunca mais vou pensar que sou a vadia da história e que nunca mais vou deixar alguém me fazer pensar esse tipo de coisa.
Quando eu me deixei convencer de que conversar (ou pelo menos tentar manter uma conversa civilizada) era a melhor coisa a se fazer, adivinha quem apareceu pelo buraco da Mulher Gorda? Um doce pra quem chutou "Dough". Ele entrou acompanhado de dois grupinhos de estudantes, que se acomodaram do outro lado da sala. Marlene levantou do sofá onde nós estávamos sentadas e foi caminhando em direção a ele. Quando estava perto o suficiente, e ele estava quase parado por não saber bem o que ela estava fazendo, Lene virou a mão na cara do garoto. Fez um barulhão, eu ergui minhas sobrancelhas e sorri por dentro, mas quando ela saiu com dignidade da sala comunal, eu só conseguia sentir apatia pela pessoa à minha frente.
- Pode me explicar o que foi isso?
Dough parecia realmente ter decidido quebrar o acordo de "ignorar Lily Evans ou eventualmente encará-la com desaprovação". Cheguei à conclusão de que ele só tomou essa sábia decisão porque imaginou ou percebeu que eu estava sabendo de tudo. Pode ter sido pelo meu olhar pra ele, quando ele desceu do dormitório naquele dia, pelo tapa de Lene, ou pela expressão vitoriosa que Sirius devia ter exibido durante o dia.
- Acho que você sabe do que se trata – sorri amarelo quando duas garotas entraram na sala. – A gente pode conversar?
- Lily, eu sei que você ouviu algumas coisas...
- Algumas – concordei.
- Eu só queria dizer que você não deve acreditar em nenhuma delas.
Revirei os olhos. Mais um bocado de gente.
- Eu sei muito bem no que eu devo ou não acreditar, Dough.
- Eu sei, mas é que...
- E eu só queria dizer que você é um bastardo ridículo – completei, usando a mesma expressão que ele. – Agora podemos conversar ou não?
Dough ficou me olhando, como se decidisse se era seguro ou não.
- Vai demorar muito pra pensar? Tô tentando fazer isso civilizadamente e tô querendo que acabe logo pra não ter que olhar mais na tua cara por um bom tempo.
- Lily...
Suspirei. A sala comunal já estava cheia, como habitualmente ficava logo após o almoço. Ele finalmente concordou, e subimos as escadas para o dormitório dos meninos.
- Lily, por favor não faça escândalo.
- Não faça escândalo? NÃO FAÇA ESCÂNDALO? Você é um perfeito babaca, Douglas! Eu vou fazer o escândalo que eu quiser, porque eu quero que todo mundo saiba o quão baixo você é!
Fechei a porta antes de me voltar para ele, mantendo a postura.
- Amor, deixa eu te explicar...
- Amor? – olhei com descrença aguda para ele. – Sério, Dough? Você se faz de bom moço ofendido, me faz me sentir a pior pessoa do mundo, e aí quando eu descubro que você é a pior pessoa do mundo você me vem com "amor"? Cadê toda a fúria de garoto traído?
- Bom, você tem que admitir que me traiu!
- E você não? Ter ficado comigo só por causa de uma aposta idiota não é tão estúpido quanto traição?
- Não, na verdade não chega nem perto, porque enquanto eu estava com você, eu só estava... bem, com você.
Soltei uma gargalhada de descrença.
- Mas seria o cúmulo da filha da putisse, né! Estar comigo só pra tentar me levar pra cama por causa de uma aposta nojenta e ainda ficar se agarrando com outras!
- Posso falar? – ele ergueu uma sobrancelha.
- Tanto faz – dei de ombros, trocando o peso dos pés.
- Eu fiquei com você por causa da aposta, mas depois ela foi totalmente esquecida.
- E você não estava nenhum pouco interessado em transar comigo o quanto antes?
- Não. Quero dizer, estava! Quer dizer, não... Ah! Eu estava, claro, mas não por causa da aposta, Lily... é porque eu realmente me apaixonei por você.
Me peguei mordendo meu lábio enquanto decidia se acreditava ou não nele. Uma parte de mim gritava que era mentira, que ele era um falso de marca maior e só estava me seduzindo para não ser culpado. Outra parte me dizia que talvez eu fosse legal a ponto de fazer um cara se apaixonar por mim de verdade.
É, eu sou legal a esse ponto. E eu já tenho um cara apaixonado por mim.
Um cara que não faria nenhuma das idiotices que Dough fez.
- Não acredito em nenhuma palavra que sai da sua boca – falei, sem reação.
Dough se aproximou.
- Eu te amo, acredite em mim.
- Então por que você tá tão... sem vida estando tão perto de mim? Seu coração não bate mais forte, sua respiração não fica mais pesada...
Encarei-o nos olhos enquanto falava, nossos lábios quase se tocando sem nenhum tipo de romance entre nós.
- Esse é o tipo de coisa que costuma acontecer quando uma pessoa está apaixonada pela outra – sorri com desdém, me afastando. – Infelizmente, acho que você nunca sentiu algo do tipo.
- E você já, né, claro! Pelo maldito Potter! – ele cuspiu as palavras. – Vocês se merecem, sabia? São patéticos!
- AÍ ESTÁ! – gritei, apontando o dedo na cara dele. – Agora sim o verdadeiro Dough apareceu. Por que ser tão falso, Dough, me diz?
- Eu não sou falso.
- Ah, não. Não, não. Eu que sou. Aliás, era isso que você tava tentando me fazer acreditar, né. Seu filho da puta! Cínico do caramba, eu queria poder acabar com a sua raça!
Dough estava fazendo força pra não rir. SÉRIO.
- Ria, Dough! Ria à vontade. Mas aproveita pra rir agora, porque eu juro que você não vai ter mais a oportunidade de se divertir às minhas custas!
- Desculpa, Lily, não queria dar risada...
- É...e eu não queria ter chegado perto de você.
- Lily... sério, eu não fui falso com você. Sinto muito pela aposta, mas...
- Mas o quê? Agora patética não é mais uma boa característica pra mim? Pode parar com os joguinhos agora, Dough.
- Tá legal. Fui falso. Fui idiota. Fui um completo imbecil. Me perdoa?
Joguei minha cabeça pra trás e gargalhei. Com descrença, claro.
- ME PERDOA? – escancarei a porta. – Dough... argh!
Desci as escadas correndo e tive um déja vù. No início das aulas, tinha brigado com James no dormitório masculino e descido para uma multidão que tinha estado atenta à nossa conversa. Dessa vez não parei ao pé da escada, porque Dough estava descendo atrás de mim.
- Lily, desculpa... falei aquilo por falar, fiquei nervoso.
Parei no meio da sala, alheia aos olhares voltados sobre nós.
- Pois a única pessoa que tem o direito de ficar nervosa aqui sou eu, Dough. Então você pega suas desculpas e enfia bem no meio do seu rabo! Seu hipócrita nojento!
Dei meia volta e estava marchando em direção à saída quando Dough me segurou pelo braço. Com força. E com aquele ar de que... sei lá. Aquele ar que eu via de vez em quando no olhar dele, principalmente quando ele bebia mais do que o considerado saudável. E antes que eu pudesse pensar ou refrear meus pensamentos, minha mão já tinha sacado minha varinha da saia e eu já estava pensando com toda a força na azaração das bolhas de pus.
Só que dessa vez eu mirei no rosto.
No mesmo instante, a cara de Dough virou uma bolota esverdeada e cheia de bolhas amarelas. Ele me soltou na hora e tentou tocar o rosto, mas não foi uma boa idéia. Não mesmo, porque algumas bolhas estouraram. E as que permaneceram intactas ficaram maiores. Em alguns segundos, o cara na minha frente podia ser qualquer pessoa, menos o "novato" arrasador de corações. Ele estava deformado e escorrendo pus. Ergui as sobrancelhas e fiz a pior cara de nojo possível enquanto encarava o problema e, quando nossos olhares se cruzaram, mandei um beijinho e fui embora.
N/A: Bom, tentei fazer um capítulo decente. Eu sei que demorou mais do que o normal, desculpa aí, mas tava corrido na faculdade e no trabalho. Espero que vocês gostem e se divirtam (:
Respostas das reviews:
MR27: que bom que criou uma conta e agora pode comentar! vou ficar esperando suas reviews a partir de agora (: desculpa a demora, eu sei bem como é esse lance de sempre ter que dar uma lidinha no capítulo anterior e sei que é chato pra caramba ): mas é que não dá tempo de atualizar mais frequentemente mesmo. Quando consigo dar uma agilizada, fica um capítulo por semana... Enfim. Eu vou tentar dar mais ênfase pro James e ainda vou decidir o destino da Pâmela. HAHAHAH mas adorei seu comentário, obrigada pelos elogios e espero que goste desse capítulo. beijo!
Mila Pink: Olha... esse pequeno ato de vingança da Lils... foi só o primeiro. MUAHAHAHAH espero fazê-la cometer muitos outros, até satisfazer todas as leitoras revoltadas. :D beijo, Mila, obrigada!
Emily: Obrigada, guria! Desculpa a demora, não tá dando tempo mesmo. Desacostumei a ter leitores que acompanham semanalmente :b vou tentar ser mais rápida no próximo. beijos!
Pam Potter: Dá vontade de não escrever nadinha SÓ pra você vir chutar minha bunda magra aqui em Curitiba! HAHAHAHAHHAHAHAH mentira, mas dá vontade de não escrever até você terminar NA! Oun, melhor, amei que você teve empenho de reler desde o começo, e que você tenha viciado e enfrentado altas coisas pra ler tudo e devorar as besteiras que eu escrevo! Obrigaaaaaaaaada por me incentivar e massagear meu ego. Você sabe que você é minha ídola também. te amo!
Ritha Black E.C Prongs Potter: Yey, leitora nova! Obrigada, espero que continue gostando, beijos!
