Rose
Dia dos namorados era sinônimo de romance, jantares românticos e buquês de flores.
Para as outras pessoas, que não namoravam Draco Malfoy.
Ele apenas entrou em sua casa como se fosse um dia comum, sem uma única rosa. Mexeu em seus livros como se sempre fosse lá e reclamou dos finais infelizes. Olhou o jornal e reclamou também dos romances impossíveis que nunca dariam certo - por mais irônico que fosse. Olhou no espelho e reclamou da roupa dela, mas também disse que poderia ser pior.
Ele pegou a mão de Ginny com força e a fez correr, saindo de casa para a chuva. Ele riu e debochou dela, mostrando os homens com buquês de flores e os floristas anunciando os melhores preços para o dia dos namorados. Ele a beijou e a disse que não era tão simplório.
E a levou para longe de casa, longe de sua vida comum, para a magia que fluia quando se encontravam.
Quem precisa de rosas?
