Ecstatic Beauty

Ela estava nas barras de chocolate e nos corações vermelho-sangue, estava nos quadris das meninas e nos tênis das garotas. Estava em centenas de lábios, narizes e bocas, partida e devastada, presente em detalhes discretos separados por massas de pele, músculo e sangue. Ela estava nas juras clichês de amor e nos filmes românticos, nos sons de risadas e na perdição dos homens.

Estava no véu da noiva, nas pérolas falsas, presa para sempre na agonia e benção dos mártirs. Estava em cada parte de seu corpo, viva, e conforme seus olhos febris de desejo se abriam, ela abria os braços para recebê-lo. E ele a devorava, beijos e mordidas, toques desesperados conforme ela fugia, se escondendo sob finos tecidos que tentavam tapar seu rosto, deformando-o. Mas Draco não deixaria de persegui-la, não hoje, no dia que todos tinham aqueles que amavam. Ele partia o cetim com as mãos, ofegante, querendo chegar até ela e acreditando que a alcançaria.

Mas para além do véu onde ela fora, não haveria como segui-la, portanto ele enviava todas as que ousavam para fingir serem ela para acompanhá-la.