Em Hogwarts (Cap 2)
Belinda se via sentada num canto afastado do salão comunal da Grifinoria. Eles haviam retornado há poucas horas para Hogwarts e ela estava num canto afastado do salão comunal, o mesmo estava lotado, mas ninguém parecia sequer notá-la, nem ela mesma prestava atenção no que acontecia a sua volta, ela apenas lia um livro no seu canto, longe de todos.
Ali também estavam Haley e Luke, eram os mais próximos de Belinda, mas se isolavam sem a menina, apenas os dois. Diferente também dela os dois estavam bem atentos em tudo que acontecia a sua volta, quer dizer, Haley estava, Luke apenas olhava o nada com os pensamentos longe.
- Hei, você, aqui não é lugar de correr... – reclamava Haley com um menino do 3º ano – Arg, crianças, por que elas não param?
- A senhorita nunca foi criança, monitora Warner? – riu Luke fazendo a amiga girar os olhos.
- Não, senhor Malfoy, eu nasci grande e chata – disse Haley girando os olhos e fazendo Luke gargalhar.
Não muito longe dali, Keith, Seth, Molly e Sophia conversavam animados. Seth sentado ao lado de Sophia enquanto Keith e Molly andavam nervosos de um lado para o outro. O assunto que preocupava a elite da grifinoria era um: quadribol.
- A gente não pode perder de novo esse ano – dizia Molly nervosa.
- É, mas a gente está sem apanhador, o Connor se formou ano passado, mas não é muita diferença já que ele não era grande coisa – dizia Seth girando os olhos.
- Eu vou marcar os testes para apanhador, mas vai ser difícil, é a posição mais complicada – dizia Keith bufando.
- O caso, Keith, é que não podemos perder esse ano, a sonserina vai com tudo para ganhar, eles querem essa taça tanto quanto nós – disse Molly brava.
- Eu garanto isso, - disse Sophia calma – ouvi meu irmão conversando com o Joe, eles dois mais o Nathan estão decididos a ganhar, é o ultimo ano deles e seria o fim perfeito. Segundo o Chuck o Nathan não vai deixar essa chance passar por nada nesse mundo.
- Bom para eles, Soph, porque agente também não vai deixar – disse Keith decidido.
- Então você vai mandar avisar que estamos procurando apanhador? – perguntou Seth sorrindo.
- Não, vou fazer melhor... – disse Keith sorrindo de lado e antes que alguém pudesse falar ou fazer algo o garoto estava em pé numa mesa berrando e balançando os braços – PESSOAS, QUANTOS DE VOCÊS NÃO AGUENTAM MAIS PERDER PARA A SONSERINA NO QUADRIBOL?
O salão comunal inteiro, que havia parado para ouvir o garoto e o olhava como louco levantou o braço, alguns mais discretos, outros chegavam a gritar e em fim aquilo chamou a atenção de Belinda.
- QUANTOS NÃO AGUENTAM MAIS AS BRINCADEIRAS? AS TIRASSÕES DE ONDA E OS DEBOCHES? – berrava Keith e mais gritos de revolta vieram.
- ISSO É NORMAL, PORQUE SOMOS GRIFINORIOS, E DESDE ANTES DO QUE GOSTAMOS DE CHAMAR DE HOLOCAUSTO DO QUADRIBOL NÓS SEMPRE GANHAVAMOS – disse Molly imitando o amigo e se pondo de pé em cima da mesa.
- Como o capitão de vocês, grifinorios, eu digo que ESTOU FARTO DE PERDER! – berrou Keith – Há nossa hora chegou e se querem saber é meu ultimo ano e eu não vou entregar essa vitória para eles de mão beijada!
- Vamos mostrar para aqueles sonserinos o que a grifinoria tem – berrou Molly sendo aplaudida pelos alunos animados.
- Mas precisamos de um apanhador, faremos os testes amanhã, qualquer um que saiba subir numa vassoura deve ir, precisamos de ajuda pessoal – disse Keith animado.
E como um esquadrão de guerra a grifinoria urrou para a vitória. Claro que nem todos estavam tão animados, Belinda apenas sorriu de leve do lugar onde estava, Haley por outro lado girou os olhos com Luke que berrava tão animado quanto os grifinorios mais fanáticos.
- Isso é ridículo – disse Haley girando os olhos.
- Hales, você disse que esse ano ia ser diferente, pode ser, a grifinoria pode ganhar – disse Luke animado.
- Ah ta e o hipogrifo cor de rosa pousou na minha cama e me deu uma caixa de sapos de chocolate. ACORDA LUKE! Não é preciso saber muito de quadribol para entender que Nathan Malfoy é o melhor apanhador atual – disse Haley chateada.
- É, mas pode ter um melhor, sei lá, a esperança é a ultima que morre – disse Luke dando de ombros.
- Ah ta Luke como se alguém fosse querer concorrer com Nathan Malf... – Haley começou, mas parou bruscamente com um sorriso de criança que vai fazer besteira.
- Seja lá o que for, Hales, a resposta é NÃO – disse Luke assustado.
- Sabe, Luke, você tem razão... – começou Haley sorrindo de lado.
- Tenho? – Luke perguntou pasmo.
- É, a grifinoria tem uma grande chance de ganhar, é só acha um grande apanhador, alguém com coragem para enfrentar o Malfoy. – disse Haley sorrindo de leve – Alguém que queira isso mais que tudo, alguém apaixonado por esse esporte idiota, alguém que queira muito lutar para conquistar seu espaço aqui, alguém...
- Hales... – Luke começou assustado.
- Alguém como você! – disse Haley sorrindo.
- Essa foi boa, Haley, - disse Luke girando os olhos – muito engraçado.
- Ora, Luke, por que não? Eu não entendo muito de quadribol, mas você é um ótimo apanhador, já te vi treinando – disse Haley seria.
- Ta na cara que você num entende de quadribol! – disse Luke fazendo Haley lhe fitar com raiva – Ora, Hales, nós dois sabemos que não dá, eu adoraria, seria um sonho, mas... mas ninguém ia se por contra Nathan Malfoy a esse ponto, é como colocar o maior inimigo dele num cargo em que...
- Em que você possa competir, Luke, faça o teste, se você for bom será aceito, é a justiça e ela a de vencer – disse Haley decidida.
- É nessas horas que eu não entendo porque você não foi para a cornival! – disse Luke girando os olhos, mas ao ver o olhar pidão de Haley, bufou – Tudo bem, eu faço o teste.
A menina praticamente se jogou nele o abraçando com força, Luke riu, era incrível o quanto Haley se esforçava para que as coisas dessem certo para ele, mas o que os dois não notaram foi o olhar de alguém em especial sobre eles, o olhar de Belinda Malfoy.
Enquanto isso no salão comunal da sonserina as coisas eram bem mais calmas. Peyton estava sentada no colo de Nathan que se encontrava no sofá, na poltrona ao lado Chuck conversava com o amigo enquanto Joe se dispersava e falava alguma besteira, ali do lado Susan olhava a tudo com seus olhos sempre atentos e observadores.
- Mas, Nate, e o quadribol? – perguntou Susan serio – Ouvi dizer que a louca da Weasley e o doente do Sullivan pretendem ganhar esse ano a todo custo.
- Qual é, Suse? Eles dizem isso todo ano, por que esse ano seria diferente? – perguntou Nathan sorrindo debochado – Nós somos melhores e aqueles idiotas não tem nem um apanhador.
- Não devia menosprezá-los assim, Nate, nem falar assim, sua irmã é da grifinoria – disse Peyton seria.
- A Bela não é como aquela gente, Peyton, eu até hoje não entendo o que ela está fazendo ali – disse Chuck na defensiva.
- Mas sua irmã também está lá – disse Susan seria.
- Outra que eu não entendo, a Sophia devia ter ido para a cornival, mas ela se encaixou bem lá, a prova viva de que a Bela não devia estar lá é essa, ela não se encaixou com aquela gente – disse Chuck serio.
- Incrível, você defende mais a Belinda do que a sua própria irmã – disse Susan franzindo o cenho.
- Ora... – Chuck começou nervoso.
- É porque o Chuck é como meu irmão e ele quer proteger a Bela, como eu, não é Chuck? – riu Nathan, o outro apenas deu seu melhor sorriso amarelo e preferiu se calar.
- Mas é serio, Nathan, tenta não dar chances a eles, o.k? – começou Susan seria.
- Ah, Suse, relaxa, se você quiser eu até acerto um idiota daqueles para você, bem na cabeça, só preciso do pagamento adequado – disse Joe fazendo biquinho e tentando se aproximar da garota que fez sua maior cara de nojo.
- Sai daqui, Joe, cresce e aparece, se eu fosse querer algo do jogo seria um gol, - disse Susan lançando um olhar significativo para Chuck – o que me diz, Chuck?
- Há vários artilheiros no time, Susan – disse ele desviando o olhar.
- E eu sei que eles não me negariam quantos gols eu quisesse – disse Susan sorrindo de lado.
- Então... – Chuck começou fitando a menina, cansado, mas sem conseguir esconder o sorriso, podia não ser apaixonado pro Susan ou coisa assim, mas admirava a vontade que a menina tinha e o fato dela nunca desistir.
- Me deve um gol, Chuck – disse ela abrindo um largo sorriso.
- Eu pago minhas dividas, Sue – disse Chuck girando os olhos e sorrindo de leve.
- Peyt, vamos subir! Amanhã será um grande dia! – disse Susan puxando a amiga que riu – Boa noite cunhadinho, boa noite traste, boa noite Chuck.
- Boa noite – disseram os três, sendo que Nathan prendeu a gargalhada, Joe sorriu como uma criança e Chuck apenas girou os olhos com um leve sorriso na face.
- Boa noite garotos – disse Peyton doce dando um beijo rápido em Nathan e acenando para os meninos antes de ser arrastada por Susan dali.
Assim que as meninas subiram a escada para o dormitório feminino Nathan pode cair na gargalhada sendo logo acompanhado por Joe, Chuck apenas girava os olhos sem conseguir esconder o próprio sorriso.
- Se a Suse fosse um pouco menos discreta ela teria te engolido aqui mesmo – ria Nathan.
- Como assim, ela já não fez isso? – perguntou Joe sorrindo debochado fazendo Chuck jogar uma almofada na sua cara.
- Calados – disse Chuck girando os olhos.
- Ela te dá bola, você sabe disso, vocês já ficaram, tem um relacionamento aberto bizarro, do tipo "a gente fica quando ta afim e gosta de fazer joguinhos bestas!", sabe o quanto isso é infantil? – riu Nathan.
- Olha se não é o Sr. Nathan Maduro Malfoy – riu Chuck girando os olhos.
- Se a Suse me desse bola eu acho que propunha até casamento, meu caro, aquilo sim que é mulher – riu Joe.
- Não sabia que gostava de mulher, Joe – disse Chuck girando os olhos.
- Eu prefiro você, Chuchuck, mas na falta... – começou Joe de um modo muito gay fazendo Nate gargalhar e Chuck fazer uma cara de nojo.
- Eu não entendo, Chuck, quero dizer, ignorando o comentário idiota do Joe, o lombriga oxigenada ta certo, a Susan é uma garota legal, bonita, sonserina, gosta de quadribol e sem frescuras, o que mais você quer? – perguntou Nathan rindo.
- Digamos... que eu tenho outras coisas em mente – disse Chuck desviando o olhar.
- Como assim? – Nathan perguntou curioso.
- VOCÊ TEM OUTRA, CHUCK LUPIN SEU CACHORRÃO? – perguntou Joe dramático chamando a atenção de todo o salão comunal e fazendo Chuck corar e Nathan gargalhar – COMO PODE ME TROCAR POR UMA QUALQUER? PELA SUE TUDO BEM, também, com aqueles olhos, aqueles cabelos, aquela boquinha, aquelas pernas e...
- TA, JOE, A GENTE ENTENDEU – riu Nathan.
- Bem, ela eu entendo, mas quem é a outra sirigaita? – perguntou Joe dramático e gay ao cubo.
- Relaxa, Joe, que se for depender dela para eu te trocar, por mais que eu queira isso, eu vou acabar tendo que ficar com você – disse Chuck quase pesaroso.
- Sabe, acho que prefiro ela a Susan – disse Joe sorrindo infantil e fazendo Chuck girar os olhos.
- Quem é essa garota misteriosa que domina a cabeça de Chuck Lupin? – perguntou Nathan sorrindo.
- Alguém... alguém que não devia estar aqui e que eu tenho que tirar – disse Chuck desviando o olhar.
- Bem, você tem duas opções, você pode ficar com a Susan para esquecer a outra ou pode ficar comigo e pode ter certeza que eu beijo melhor que a Suse, e faço varias coisas melhores, sabe como é, experiência conta muito na questão do... – Joe começou.
- Tudo bem, depois dessas duas opções e para não ter mais que ouvir o idiota do Joe eu digo SIM A SUSAN – disse Chuck quase que animado.
- Cara, como você pode dizer não à bunda do Jojo? – perguntou Nathan rindo.
- Pois é, ela é durinha e malhada, quer ver? – começou Joe se levantando e virando a bunda para o amigo.
- NÃO, JOE, EU ACREDITO EM VOCÊ, GUARDA ISSO – berrou Chuck tapando os olhos e fazendo Joe se fingir de ofendido e Nathan gargalhar compulsivamente.
Enquanto isso no dormitório feminino da sonserina. O lugar estava praticamente vazio com exceção de Peyton e Susan. Peyton estava jogada em sua cama observando a chuva que caia e batia na sua janela. Susan por outro lado estava sentada de frente para a penteadeira arrumando os longos cabelos loiros com cuidado. Peyton se virou para a melhor amiga com um sorriso de lado.
- Suse... – Peyton começou com sua voz mais pidona possível.
- Fala logo e não me enrola – disse Susan girando os olhos e sorrindo de lado para a amiga.
- Você não gosta do Chuck, não é? – perguntou Peyton indo direto ao ponto.
- Dã, claro que não, que pergunta idiota, P. – disse Susan girando os olhos e voltando a atenção para seus cabelos.
- Então... me explica de novo que eu ainda não entendi... por que você fica dando em cima dele o tempo todo? - perguntou Peyton cruzando os braços e fitando a amiga, curiosa.
- Ai, Peyton, você é a prova viva do porque dizem que loiras são burras. – disse Susan fazendo a amiga bufar – Mas tudo bem, eu explico outra vez, puts. O Chuck é simplesmente um gato, ta legal? Alem de que ele joga quadribol, é inteligente, beija bem, tem pegada, é da sonserina e é um excelente partido.
- Mas... – Peyton começou.
- Eu adoro o Chuck, ta legal, Peyt? – disse Susan girando os olhos – E não me venha com essa de amor para lá, amor para cá, poxa, nem todo mundo dá a sorte de encontrar a alma gêmea, como você e o Nate, nós meros mortais procuramos os que mais nos agradam apenas e isso basta.
- É... – começou Peyton incerta.
- Pois é, Peyton, você tem tanta sorte de ter achado o Nate, vocês são tipo o casal perfeito – disse Susan sorrindo animada.
- Pois é, muita sorte mesmo – disse Peyton bufando e voltando a sua atenção para a janela.
Peyton observava as gotas baterem na sua janela, suspirou, cinco anos namorando Nathan Malfoy e a cada dia que passava ela conhecia menos o rapaz. Não tinha muita certeza de como eles começaram, ela só lembrava deles juntos, namorando ou simplesmente andando juntos, não se lembrava de como ela era antes de Nate, antes de Hogwarts ou antes desse inferno que ela chamava de vida se apoderar de tudo.
Não era assim que ela queria. Não era isso que ela tinha em mente. Mas era egoísmo da sua parte reclamar, afinal, ela tinha tudo que qualquer garota normal ia querer. Ela tinha uma melhor amigo incrível, um namorado maravilhoso, era bonita, inteligente e a mais popular, o que mais uma garota ia querer? Bem, Peyton não sabia direito o que ia querer, mas uma coisa ela tinha certeza, ela não ia querer ir para Paris como havia combinado com Susan para estudar moda. Ela também não queria abrir uma grife de roupas. E com certeza ela não queria acabar sendo uma modelo.
Bufou. Mas o que ela queria, afinal? Toda vida ela colocou as coisas desse modo, quando acabasse Hogwarts ia para Paris com Susan e ai virariam modelos e criariam sua grife de roupas ou o que viesse primeiro. Mas... fazia um bom tempo que ela não queria mais isso. Fazia um bom tempo que ela não queria mais nada, na verdade. Não queria mais esses planos, não queria mais essa vida e com certeza ela não... não queria mais... AH! Era melhor ela dormir, estava começando a pensar besteiras demais.
A manhã do primeiro dia oficial de aula daquele ano de Hogwarts raiara e a maioria dos alunos já estava no salão principal. Podia-se ver Nathan, Peyton, Susan, Joe e Chuck na mesa da sonserina, conversando animados e distraídos. Enquanto na mesa da grifinoria a maior atenção era sempre para Molly, Keith, Seth e Sophia, os quatro conversando distraídos sobre quadribol.
Num canto afastado da mesa dos leões Haley e Luke conversavam animados e num canto mais afastado ainda, praticamente isolado de todo o resto Belinda se via sentada, observando tudo a sua volta com os olhos bem atentos.
Foi ai que a maioria dos alunos começou a se retirar para suas salas. Como sempre Belinda foi uma das primeiras a se levantar e seguir para a sala de poções. Logo foi seguida por Luke e Haley, Molly, Seth, Keith e Sophia. Os sonserinos também não demoraram a seguir para suas salas. Mas foram rapidamente impedidos por Tom Rover que parou na frente de Nathan e seus amigos.
Tom permanecia praticamente o mesmo, só que bem mais velho, ele ainda era professor de poções, mas agora estava casado com Sheilla e ela era a diretora e professora do colégio.
- Podemos ajudar, professor Rover? – perguntou Nathan surpreso, Rover os adorava, principalmente a ele por ser filho de Amy, mas estava com uma cara de poucos amigos.
- Na verdade, o senhor pode, Sr. Malfoy, a diretora deseja vê-lo – disse Rover como se tentasse deduzir o que ele aprontou.
Nathan sentiu o olhar dos amigos sob ele, como se perguntassem o que ele havia aprontado. Ele apenas deu de ombros e seguiu sozinho pelos corredores em direção a sala da diretora. Bateu na porta e quando sua presença foi permitida ele a abriu, Sheilla Robb-Rover permanecia a mesma, com seu largo sorriso e sempre bom humor, ela sorriu doce para Nathan mandando ele se sentar.
- Diretora, no que posso ajudar? – perguntou Nathan serio.
- Ora, meu caro, eu é que quero ajudá-lo – disse Sheilla sorrindo de leve.
- O que quer dizer? – Nathan perguntou sem entender.
- Bem, o senhor disse que queria ser um inominável, assim como se pai – disse Sheilla calma.
- Certo – disse Nathan ainda sem entender.
- Mas o senhor entende que existem certos cursos essenciais para se seguir essa carreira – começou Sheilla seria.
- Eu acho que sei onde à senhora quer chegar – assumiu Nathan bufando.
- Que bom, Sr. Malfoy, pois então o senhor entende quando digo que defesa contra as artes das trevas é uma matéria básica para o senhor seguir essa carreira... Ah e não venha me dizer que é uma besteira e que em Durmstrang eles ensinam artes das trevas, aqui é defesa e o senhor precisa da matéria – disse Sheilla finalizando seu discurso com um sorriso animado.
- Tudo bem, prometo me esforçar mais, posso ir agora? – perguntou Nathan bufando.
- Ainda não, senhor Malfoy, fico feliz com sua promessa, mas tive uma conversa com sua mãe e ela concordou comigo que seria mais vantajoso o senhor ter um auxilio – disse Sheilla calma.
- Auxilio? – Nathan perguntou franzindo o cenho.
- Exatamente, por isso decidimos que o senhor ia precisar de um tutor... – disse Sheilla calma e antes que Nathan tivesse chance de protestar ela foi logo adiantando – isso não é um pedido, sr. Malfoy, é um aviso, e sua mãe me permitiu mais, se suas notas nessa matéria não subirem pode dar adeus ao quadribol.
- O QUE? – perguntou Nathan pasmo.
- Exatamente, então, concorda com o auxilio, sr. Malfoy? – perguntou Sheilla sorrindo.
- Tudo bem... – bufou Nathan.
- Ótimo, vai ser uma coisa boa, Sr. Malfoy, já falei com a... – antes que Sheilla tivesse a chance de falar a porta da sala se abriu com cuidado exibindo uma bela garota alta de cabelos castanhos aloirados e olhos escuros – Ora, que bom tê-la aqui srta. Warner.
- No que posso ajudá-la, diretora? – perguntou Haley lançando um olhar enviesado para Nathan que apenas bufou.
- A mim? Em nada, senhorita, está aqui para ajudar o senhor Malfoy – disse Sheilla apontando para Nathan e fazendo Haley franzir o cenho.
- Não entendo onde quer chegar, diretora – disse Haley seria.
- A senhorita é a mais inteligente de Hogwarts, senhorita Warner, e é a tutora oficial do colégio, estou certa? – Sheilla começou, Haley ia falar, mas ela não deixou – Ótimo, como monitoras chefe e tutora do colégio a senhorita será responsável pelas notas do sr. Malfoy.
- COMO É? – Haley e Nathan perguntaram a o mesmo tempo e o rapaz se pos até de pé.
- O senhor Malfoy está com dificuldades na matéria de defesa contra as artes das trevas, senhorita, - disse Sheilla sorrindo – e não vejo ninguém melhor que a senhorita para auxiliá-lo.
- Acho... – Haley começou – acho que o Malfoy tem preferência por qualquer outra pessoa, diretora.
- Ah, ele não tem escolha, é isso ou sai do quadribol. – disse Sheilla sorrindo e fazendo Nathan bufar – Então, senhorita, vai ajudar?
- Eu... – Haley começou.
- Haley Warner... – Sheilla começou a fitando com atenção.
- Claro, diretora, com prazer – disse Haley meio que bufante fazendo o sorriso de Sheilla aumentar.
- Excepcional, - disse ela animada – agora, vão os dois para a aula de historia da magia, já avisei Binns que estariam comigo, vão logo!
Haley bufou e Nathan fez o mesmo a seguindo para fora dali. Houve uma rápida troca de olhares e então os dois bufaram e seguiram em silencio para a sala de historia da magia. Não houve mais grandes emoções naquela manhã e para a alegria de Haley a tarde chegou rapidamente trazendo o teste para apanhador do time de quadribol da grifinoria.
O time estava completo no campo e as arquibancadas quase lotadas, haviam vários garotos do segundo ao sétimo ano em fila para o teste. Sophia estava na primeira fila da arquibancada sorrindo animada, Haley se sentou nervosa ao lado dela, via Luke, ele era o ultimo, estava em pânico.
- Bem, como todos sabem eu sou Keith Sullivan! – disse Keith serio – o capitão do time e goleiro, ao meu lado temos Molly Weasley, minha artilheira! – Molly sorriu – Seth Potter, nosso batedor! – Seth acenou discreto – os gêmeos Roy e Clay Kent, nossos artilheiros! – dois garotos idêntico de cabelos escuros, olhos da mesma cor e simplesmente enormes sorriram os dois deviam ser 7º ano – e a nossa batedora, Gwen Jordan – apontou para uma menina de cabelos castanhos que não passavam das orelhas, ela devia ter seus 16 anos e acenava animada.
- Estamos aqui hoje para achar o novo membro da equipe, o apanhador, então mostrem a que vieram, pessoal – disse Molly animada.
- O exercício vai ser simples, soltaremos o pomo e vocês todos vão voar a procura dele, nós todos serviremos de batedores, - começou Seth serio – quem tiver a melhor desenvoltura...
- Pegar o pomo primeiro... – Keith completou.
- E continuar com os ossos no lugar!- riu Molly recebendo olhares fulminantes dos amigos.
- Será nosso apanhador – disse Seth girando os olhos.
- À medida que forem atingidos pelos balanços ou caírem da vassoura, por favor, retirem-se do campo – disse Keith serio.
- Então, estão prontos? – perguntou Molly animada fazendo todos subirem em suas vassouras – Então... LÁ VAI O POMO!
Assim que a bolinha dourada saiu voando todos os concorrentes a apanhador subiram vôo também, mas antes que pudessem fazer qualquer movimento os jogadores os cercaram com balanços. Devia haver uns trinta alunos ali e só com isso dez já caíram.
Keith olhava decepcionado para os que saiam, mas não tirava sua atenção do jogo. Devia ficar o melhor e eles estavam fazendo as coisas para que apenas o melhor ficasse.
Haley observava Luke voando, ela tinha o coração na mão e estava à beira de um ataque de nervos. Via Luke voando em disparada a procura do pomo de ouro, ele era de longe o melhor, tão bom que Keith e os outros praticamente não o notavam, pois estavam ocupados demais derrubando os idiotas.
Ela via o sorriso de Luke, ele se sentia bem, ela sabia disso. Sorriu confiante, era a chance dele, ele ia conseguir, tinha que conseguir. Olhou para o lado parecia que só ela prestava atenção em como Luke estava bem, mas foi ai que notou que os olhos azuis de Sophia Lupin também estavam nele.
- Seu amigo é bom – disse ela sorrindo de leve.
- É, ele é – disse Haley orgulhosa como uma mãe.
- Só espero que isso baste – disse Sophia com um leve sorriso triste e enigmático que fez Haley sentir um calafrio.
O que ninguém ali parecia perceber era que não muito longe dali, abaixo das arquibancadas, um certo alguém observava a tudo detraída, seus olhos azuis esverdeados colados em Luke como se seguissem cada movimento seu. Belinda o observava com cuidado, nunca foi fã de quadribol, mas sabia quando via um bom jogador, foi criada com apanhadores e aquele, com toda certeza, era um bom apanhador.
De imediato veio a cabeça da morena o que Nathan lhe dissera, o que Nathan sempre lhe dizia sobre Luke Malfoy e lhe veio imediatamente a cabeça que Nathan... Ah, Nathan não ia gostar nada de vê-lo como apanhador da grifinoria, seria uma afrontas pessoal a ele e Belinda tinha que começar a tomar conta do seu irmão como ele tomava dela antes que as coisas saíssem do controle.
O jogo corria bem, quer dizer, mais ou menos, dos trinta uns vinte e cinco já haviam saído por terem sido derrubados e isso só parecia deixar Molly e os outros com mais vontade de acabar logo com isso. O campo que antes estava lotado, agora estava praticamente vazio. Todos haviam saído e antes que alguém pudesse falar ou fazer algo, Molly bufou.
- Acabou – disse ela.
Keith olhou ao redor, não via mais ninguém. Nem no campo e, com exceção de Sophia e uma garota, nem na arquibancada. Ele bufou, Seth se aproximou, preocupado, do amigo. Ele parecia realmente transtornado, Seth sabia o quanto era importante para Keith ganhar aquele ano.
- MERDA, SERÁ QUE NINGUEM SABE PEGAR UMA PORCARIA DE POMODE OURO? – berrou Keith irritado.
- Cof cof.
Foi ai que os olhos de todos param num rapaz acima deles, o loiro segurava o pomo de ouro por entre os dedos e tinha um leve sorriso satisfeito na face. Nas arquibancadas Haley comemorava e Sophia sorria animada para ela. Mas no campo o clima não era tão bom, Seth e Keith trocaram olhares nervosos, Molly apenas sorria animada.
- Vamos descer – mandou o capitão.
Quando eles desceram Haley e Sophia já estavam lá embaixo. Haley abraçou o amigo com força. Molly sorria animada com a cena, ao seu lado Sophia retribuía o sorriso, os gêmeos Kent também, mas foi Gwen que se virou para Keith e murmurou de um modo que só ele escutasse.
- Mas ele é... – começou ela.
- Eu sei, Gwen – disse Keith bufante.
- Você foi ótimo, Luke – disse Haley animada.
- Não exagera – disse o loiro tímido.
- Ela está certa, você foi muito bem – disse Molly sorrindo.
- É cara, devia ter entrado no time antes, a gente teria ganhado fácil – disse Clay animado.
- Então, eu estou no time? – perguntou Luke sorrindo.
- Bem, é só o capitão dar a palavra final – disse Roy sorrindo.
Todos se viraram para Keith, ele trocou um olhar discreto com Seth que o seguiu até perto de Luke. E o loiro sentiu, sentiu a alegria indo embora porque aquele olhar... ah, ele já havia visto aquele olhar tantas e tantas vezes que... bufou.
- Eles têm razão, você foi muito bem – disse Keith serio.
- É, mas isso não basta, não é? – perguntou Luke serio.
- O que quer dizer? – Molly perguntou sem entender.
- Olha, Luke, não é nada pessoa, serio, você é um cara legal, mas... – Keith começou.
- Eu entendo, seria pegar uma briga com Nathan Malfoy, pegar uma briga pessoal com Nathan Malfoy – disse Luke bufando.
- COMO É? – Haley perguntou indignada.
- Deixa para lá, Haley, foi legal de qualquer modo – disse Luke dando de ombros.
- NEM PENSAR! – berrou Molly – Keith, o que você tem na cabeça, bosta de hipogrifo?
- Não é isso, Molly, eu queria que ele ficasse tanto quanto qualquer um, mas... – começou Keith nervoso – Olha, o Nathan... cara, ele é um mimado idiota que só faz o que quer, mas... não é... sei lá... não acho que devemos nos meter em assuntos pessoais, sabe? Ia parecer uma provocação!
- Vocês estão se metendo em assuntos pessoais ao barrarem o Luke do time – disse Haley irritada.
- Deixa para lá, Hales, eu entendo, de verdade – disse Luke calmo.
- Mas não devia, - disse Roy serio – não devemos abaixar a cabeça para Nathan Malfoy, ele nem é da nossa casa.
- É, devemos pensar no melhor para grifinoria – disse Clay serio.
- E o Luke é o melhor para o time – disse Sophia calmamente.
- Olha, o problema não é só o Nathan, é que há muita gente na grifinoria que também... pow, que também podia não se sentir bem em tê-lo no time – disse Seth incerto.
- Bem, alguém aqui está incomodado com isso? Se tiver, por favor, avise – disse Molly irritada, ninguém se manifestou – Bem, ninguém parece incomodado.
- Eu não estava falando de ninguém aqui, estava falando da... – Seth começou, mas foi rapidamente interrompido.
- Vão colocá-lo no time?
Todos se viraram para a garota que surgia no campo, os cabelos negros voavam e batiam no rosto branco como neve, os olhos verdes azulados fitavam tudo, curiosos. Belinda surgia fazendo com que o silencio se formasse ali. Molly e os outros jogadores baixaram os olhos, era incomodo sentir o olhar da garota como se tirasse um raios-X de tudo.
- Estamos decidindo isso – disse Seth serio.
- Mas se quer saber, podemos decidir isso agora... – disse Keith serio – Se alguém na grifinoria fosse se sentir incomodado com a presença do Luke no time esse alguém é a Belinda e eu concedo a ela a palavra final. Belinda, se você não se importar de termos o Luke no time, por favor, diga, mas se houver qualquer motivo, você não precisa dizer qual, que lhe deixe incomodada com a presença dela, o Luke não jogara quadribol com a grifinoria.
- Isso não é... – Haley começou nervosa.
- É justo – disse Luke serio fazendo o olhar de Belinda pousar nele, ele sentiu um calafrio, o olhar da menina era serio.
- Sabem que colocando ele no time terão problemas com o meu irmão, não sabem? – perguntou Belinda seria.
- Não nos preocupamos com seu irmão, sua opinião é a que nos importa – disse Keith serio.
- Bem, se é minha a palavra final, então eu digo que se depender de mim, Luke Malfoy, - Belinda começou fazendo Luke abaixar os olhos – você nunca mais vai deixar de fazer nada por causa do meu irmão.
- O que disse? – Luke perguntou pasmo.
- Não é incomodo algum, muito pelo o contrario, se depender de mim você já está no time – disse Belinda calma.
- Belinda, você tem certeza disso? – Keith perguntou serio.
- Você disse que queria ganhar, não disse, Keith? – perguntou Belinda fazendo o garoto balançar a cabeça positivamente – Bem, eu tenho certeza que com ele no time você vai ter uma chance maior de ganhar. Eu não me importo do Luke estar no time, me importo se ele não estiver, é injusto, ele foi o melhor e merece esse cargo. Essa é minha palavra final.
- Bem, então você está no time, Luke – disse Keith sorrindo de orelha a orelha.
- AHHHHHH ISSO É OTIMO – disse Molly comemorando animada.
- Obrigado, Belinda, muito obrigado mesmo! – disse Luke animado, abraçando a garota com força, mas ao ver a cara assustada dela a soltou, tímido – Desculpa, priminha, quer dizer, prima, quer dizer... Belinda.
- Tudo bem – disse Belinda dando de ombros.
- AH EU SABIA QUE SEUS PAIS NÃO HAVIAM ERRADO DUAS VEZES, SÓ TINHAM UM FILHO IDIOTA – disse Haley animada.
- Er... Obrigada? – arriscou a menina sem certeza.
- Bem time, vamos para o salão comunal avisar que achamos um apanhador e comemorar. – disse Keith sorrindo, mas ao ver Belinda se afastando ele a parou – Vem com a gente, Belinda.
- Eu... – ela começou incerta.
- Ah, nem tenta fugir, você agora é mascote, que nem a Sophia e agora a Haley – disse Molly animada puxando a garota.
- Hei, eu não sou mascote – protestou a Haley.
- Você se acostuma – disse Sophia dando de ombros e sorrindo de leve.
- Vamos, Luke, vamos comemorar porque esse ano promete – disse Keith animado fazendo Luke sorrir de orelha a orelha.
Na:/ E aqui estou eu, a diva mais diva das divas divas. Huuu, viva eu, sou o máximo e vocês me amam, que lindo, bem, olhem só, fui rápida nessa passagem de capitulo heim, e eu, sinceramente, adoro esse capitulo, uhuuu, viva eu de novo, mas vamos ao que interessa, as reviews...
Lina: E ai? Gostou do seus amados nesse cap, eu sei que você amou, mas sabe o que eu ia amar para valer, UMA CAPA. Isso não é uma insinuação é uma ameaça. Então seja uma boa menina, veja a cara das meninas e meninos e plim faça. Hehe ;) vamos lá :D
Herica: Nick vai aparecer sim e Tacy também, mas vai demorar um tiquinho e você vai se surpreender um pouco com o nosso Nick nessa fic, ele mudou muuuuuuuuuuuuito, mas tudo vai fazer sentido no fim, enquanto não fizer sentido você vai querer me matar ^^
Maad: own eu amo a Haley, ela é uma fofa ao cubo e você vai adorar ela ao redor da fic. Hei, eu amo o Joe, ele é imaturo até o fim da eternidade e é por isso que eu amo muito ele, owwwwwwwwwn hehe ;)
Barb: Fofa, eu faço direito também, na UNICAP (é tipo uma PUC só que em PE), e serio, você passou longe demais poow, ri muito. Assim que der eu faço sua arvore, pode deixar
Soph: AI QUE BOM QUE TA GOSTANDO. Achei esse cap sua cara, acho que você vai adorar, pelo menos espero, de verdade, continue esperando, as confusões vão começar no próximo cap e a historia vai esquentar
TODOS: Onde diabos está a Lu, a Mary e a nossa diva Leli, sem contar com os outros safados sumidos? Estou desapontada, quero meus leitores, vocês me magoam assim, serio, meu povo. Mas eu não vou matar vocês, não mesmo, MAS QUERO TODOS COM REVIEWS E QUERO QUE POSTEM EM SUAS FICS E QUE A LINA FAÇA O PERFIL DOS PERSONAGENS COM MINHA LINDA CARINHA NELA. É, eu sei, eu sou muito exigente. Mas vocês me amam tanto que chega dói. Bem, é isso gente, tou meio com presa, mas num podia deixar vocês sem isso pra fazer no feriado né? Hehe. Kiss e até o próximo cap que eu por acaso AMOOO.
