Dia difícil (cap 7)
Belinda se via sentada na sacada do salão comunal da grifinoria, era incrível como as coisas haviam mudado tão rápido. Apesar de Hogwarts ter sofrido o atentado que sofreu isso não abalou tanto Belinda como o ocorrido a horas atrás, as coisas estavam fora de controle, de um modo que ela chamava de... assustadoramente correto.
- Na manhã daquele mesmo dia –
Belinda acordou bem disposta, se levantou, pronta para um bom dia, Hogwarts estava se recuperando das confusões do dia anterior e ela só conseguia pensar numa única pessoa. Chuck. Precisava falar com ele. Não sabia o que, mas precisava simplesmente olhar para ele e dizer que ela estava bem, saiu quase saltitando naquela manhã de domingo atrás do garoto.
Chuck acordou mal humorado, olhou pela janela, o clima não era seu amigo, ele não combinava com seu humor, pois o sol raiava e brilhava como a bela esfera de fogo que era. Bufou, onde estavam as nuvens e o dia nublado quando se precisava deles?
Olhou ao redor, Joe roncava como um porco em sua cama, girou os olhos e fitou a cama vazia de Nathan, o moreno já devia estar de pé, coisa rara já que Nathan era sempre o ultimo a acordar, ainda mais num domingo. Mas não tinha tempo para pensar nessas besteiras, teria um dia longo de decisões difíceis.
No salão comunal da grifinoria, Haley já estava de pé, andando de um lado para o outro como se prendesse algo, Molly e Sophia sentadas num sofá próximo, apenas observavam a menina rodas a sala. Molly girou os olhos, entediada.
- Vai dizer ou vai nos forçar a perguntas? – questionou Molly entediada e sem paciência.
- Não sei do que você está falando – disse Haley se jogando na poltrona ao lado.
- Ta bem, coelhinho da páscoa, se não falar com a gente vamos chamar o Luke, você ta me assustando – disse Sophia seria.
- Não, o Luke não ele... – Haley começou, mas se calou instantaneamente.
- Haley Warner está escondendo algo do Luke? – Molly perguntou sorrindo cruel – Solta a língua, Warner, que a fofoca ta queimando e meu ouvidinho chorando pra saber.
- Bem... – Haley começou – é que eu tenho uma amiga, melhor, uma conhecida que... bem, que ta afim de um cara.
- Conta mais – disse Sophia esbugalhando os olhos.
- Bem, ela ta afim desse cara, mas ele meio que... – Haley começou engolindo em seco – ele meio que tem namorada, namorada que vale ressaltar é uma vaca, mas ainda assim namorada. E para piorar ela sempre achou que essa cara era um grande babaca, mas acabou descobrindo que ele é bem... ta e para piorar mais ainda o melhor amigo dela odeia ele muito.
- Meu Merlin, por quem você está apaixonada?
As três ergueram os olhos para o alto da escada do dormitório feminino onde Belinda descia quase saltitante, com os belos cabelos escuros presos num perfeito rabo de cavalo, exibindo seu rosto branco como o de uma boneca de porcelana. Haley bufou de leve quando a garota chegou com o olhar curioso.
- Eu estou falando de uma conhecida minha – argumentou Haley corando.
- E alguém aqui ta acreditando nisso? – perguntou Belinda sorrindo de lado e fazendo as duas outras garotas balançarem a cabeça negativamente.
- Mas... – Haley começou corando mais ainda.
- Quer um conselho? – Belinda perguntou se sentando no braço da cadeira da amiga – Se você gosta mesmo desse cara, vai a luta, não importa se ele está com namorada ou se o papai Noel não vai com a cara dele, mas se ele fez você gostar dele, Hales, ele deve ser um cara legal. Ele vai ver que você é a garota certa pra ele e nem vai precisar fazer nada, aposto.
- Desde quando se tornou especialista em relacionamentos? – perguntou Molly rindo.
- Se der sorte, desde hoje – disse Belinda sorrindo confiante, dando um beijo na bochecha de Haley e saindo de lá saltitante.
Luke abriu os olhos com uma disposição que não tinha a séculos, uma única imagem cobriu seus sonhos desde ontem, uma imagem loira como a de um anjo, a imagem perfeita e imaculada de Peyton Potter. Sorriu de lado, ele só podia ser doido. Coçou a cabeça e se preparou para se levantar e seguir seu dia, quando viu Keith sentado perto da janela com o olhar perdido, se aproximou do amigo, curioso.
- Ta tudo bem? – perguntou o loiro, incerto.
- Ta, ta sim, tou apenas... pensando besteira – disse Keith sorrindo de leve.
- Bem vindo a minha vida – riu Luke fazendo Keith gargalhar.
Peyton pulou da cama como se ela desse choque, precisava de um bom banho frio, correu para o banheiro tentando tirar da sua cabeça a imagem que estava colada como super cola. Deixou a água cair pesada sobre a cabeça, é, era daquilo que ela precisava para tirar certas idéias idiotas da sua cabeça.
Quando em fim saiu no banheiro, penteando os cabelos cacheados, notou que Susan já estava acordada, sentada em sua cama com o olhar perdido. Se aproximou calmamente da amiga e em fim se jogou ao lado dela na cama, Susan sorriu de lado para a amiga que apenas a fitou curiosa.
- Ta tudo bem? – perguntou Peyton seria.
- Ta, eu apenas perdi o controle por uns segundos – disse Susan sorrindo de leve.
- Isso sim é novidade, a poderosa Susan Willa Malfoy Foster perdendo o controle – riu Peyton.
- Não me chama de Willa, eca, - disse Susan fazendo cara de nojo e a amiga gargalhar – eu já tou bem, só... sonhando demais.
- Sonhar faz bem – disse Peyton sorrindo doce.
- Pra quem pode realizar, Peyton Fiorela Lohan Potter – disse Susan se pondo de pé e sorrindo de lado.
- Nossos pais deviam ter fumado algo quando pensaram o nosso segundo nome, não é? – perguntou Peyton para a amiga que se afastava.
- Eles fumaram algo enquanto nos criavam, Peyt – riu Susan batendo a porta do banheiro atrás de si.
Seth desceu as escadas do dormitório masculino, entediado, fitou o salão comunal quase vazio, com exceção de Sophia, sorriu de leve para a garota e se jogou ao lado dela no sofá.
- Onde as meninas estão? – perguntou Seth calmo.
- Molly foi comer, morta de fome, Haley tinha compromissos inadiáveis ou sei lá o que e a Belinda... – começou Sophia, mas logo parando pra bufar de leve.
- O que? Ela foi para o aniversário do Bono e não te chamou? – perguntou Seth sorrindo de leve e fazendo Sophia gargalhar.
- Idiota. – riu ela – Pelo que eu entendi ela foi cuidar da... VIDA AMOROSA dela!
- Não sabia que Belinda tinha uma vida amorosa – disse Seth sincero.
- Nem eu e é isso que eu tenho medo – disse Sophia triste.
- Olha, se for sobre o Keith, relaxa, já te disse, Soph, você é especial e se o Keith não vê isso então... ele não te merece – disse Seth serio.
- Parece que só você vê isso – disse Sophia rindo sem graça, beijando a testa de Keith e saindo de lá seria.
- Então talvez só eu te mereça – murmurou Seth para o nada, já que a garota já havia se retirado da sala.
Haley não sabia o que estava fazendo, mas seus pés estavam a levando para um lugar que ela conhecia bem, só não sabia porque estava indo pra lá, quer dizer... o que ela esperava? Que ele estivesse lá? Era burrice pensar que...!
- Nathan?
A menina fitou ele pasma. Nathan Malfoy. O que Nathan Malfoy estava fazendo na sala de tutorial? Não tinha lógica! Ela não sabia o que ela própria estava fazendo ali quando mais Nathan Malfoy... era... ela não sabia o que era.
- Haley... – ele começou vacilante, aquilo era...
- O que ta fazendo aqui tão cedo? – ela perguntou mexendo nos cabelos nervosa, devia estar ridícula e ele estava tão lindo de um modo cansado e sexy.
- Olha quem fala, o que VOCÊ faz aqui? – ele perguntou sorrindo de lado charmoso.
- Eu... eu perguntei primeiro – disse ela vacilante tentando parecer decidida, mas na verdade tremia internamente.
- Eu vim te ver – disse ele firme.
Ta, ela não esperava aquilo, queria ouvir aquilo, queria muito, mas não esperava. Haley Warner não era uma mulher de sonhos, era objetiva e pratica, não ia imaginar nunca ouvir aquilo...
- Quero dizer, foi tão legal a gente se conhecer melhor, não o modo como nos conhecemos, mas...
Ela simplesmente não ouvia mais, apenas bufou e fingia prestar atenção, realmente, ela devia voltar a ser pratica porque aquilo tudo era ridículo.
- Então é isso... – ele finalizou mexendo no cabelo nervoso – e você? Faz o que aqui?
- Vim pegar um livro, tenho outros alunos – disse ela de um modo frio e decidido seguindo até sua estante e pegando um livro qualquer sem nem ver a capa.
- Haley... – ele chamou meio incerto, não sabia bem o que estava fazendo, mas ia fazer de qualquer jeito alguma coisa.
- Hum? – ela fez entediada.
- Você podia me ajudar... – ele disse em fim tendo a atenção dela que o olhava com curiosidade – sabe, eu e a Peyton, nós estamos nos afastando, sabe como é, e...
- Não posso te ajudar com a Peyton, sinto muito, Nathan – disse Haley seria começando a se afastar.
- É que a Peyton é uma garota e... você também é uma garota – ele começou nervoso.
- Grande descoberta, o que quer? Um prêmio ou coisa assim? – rosnou Haley furiosa saindo de lá batendo a porta atrás de si e deixando um Nathan nervoso para trás.
Belinda praticamente saltitava pelos corredores, nem que ela tivesse que ficar plantada na frente do salão comunal da sonserina ela faria para falar com ele. Não sabia porque, mas se via com uma vontade louca de sorrir, ela não sabia bem o que estava acontecendo, mas sabia o que estava sentindo e era algo muito bom...
Parou bruscamente com a cena que se formava diante de seus olhos, ela acabava de passar pelos jardins e parou bruscamente diante do portão. Não conseguia crer no que via. Lá estava ele, Chuck Lupin, o motivo da sua alegria matinal estava se agarrando para quem quisesse ver com Susan Foster.
Seu coração pulou em seu peito, não conseguia olhar aquilo, doía, mas seus olhos não desviavam nem um segundo, como se quisessem ter certeza do que viam, não, ela não era masoquista, não ia ficar vendo aquilo. Correu loucamente para longe da cena como se assim conseguisse tirar a imagem de sua cabeça, de seus olhos transbordavam grossas lagrimas, aquilo não era justo.
Ela simplesmente não conseguia mais andar, seus pés estavam cansados por isso simplesmente correu para o alto da torre de astronomia, precisava ficar sozinha, se jogou no chão e chorou como uma criança, seu coração estava despedaçado como nunca esteve, abraçou os joelhos contra o corpo.
Nunca sentiu-se tão arrependi. Arrependia-se de ter acordado. Arrependia-se de ter procurado Chuck. Arrependia-se até de ter se soltado mais. Se ainda estivesse em seu mundinho fechado e solitário não ia estar passando por aquilo. Por que as coisas tinham que ser tão complicadas?
- Nossa, você gosta mesmo dela, não é?
Chuck fitou a loira ao seu lado com cuidado, Susan Foster, linda, loira, olhos castanhos penetrantes, corpo perfeito e beleza fora do comum. Susan era sem duvidas uma garota lindíssima, alem de muito sua amiga e uma companhia agradabilíssima, mas ele não conseguia sequer cogitar trocar Belinda, ela era seu carma particular ou algo assim, só podia.
- Sue, não me entenda mal... – começou Chuck incerto se jogando na grama, logo ela fez mesmo.
- Não começa, cara pálida, não vem com o papo do quanto eu sou maravilhosa, porque, vai por mim, eu sei! Alem do que, eu topei, sei que a gente ta ficando só pra a Belinda se afastar de você e bla bla bla. – disse Susan fazendo ele sorrir de leve – Eu sei, Chuck, e sei também que eu não sou a Belinda, nem nunca vou ser, mas se quer saber minha real opinião, você ta fazendo a coisa certa.
- Acha mesmo? – ele perguntou a fitando triste, precisava mesmo que alguém lhe dissesse que estava fazendo a coisa certa, porque seu coração berrava o contrario.
- É, - disse ela fitando o céu com seriedade – sabe, Chuck, Belinda não faz parte do seu mundo, ela é de um mundo diferente, nós somos como... bem, não sei como dizer isso de outra forma então vai lá... nós estamos no inferno, fofinho, ela está no céu, nós não nos misturamos. Não adianta lutar contra isso, é apenas a realidade.
- Eu entendo – disse ele sorrindo triste, fazia total sentido para ele isso, era a realidade afinal.
- Alem do que vai ser melhor pra ela... – disse Susan sorrindo de lado para ele – Ela vai achar o príncipe encantado, coisa que cá entre nós você não é, baby, e vai viver feliz para sempre como num conto de fadas e como toda garota quer.
- Espero que o Sullivan tome conta dela – disse Chuck triste com os olhos pousados no nada.
- Ele vai tomar, caso contrario a gente dá um sumiço nele – disse Susan de um modo meio maníaco e dando um murrinho no braço dele e fazendo o garoto gargalhar.
Molly andava distraída pelos corredores, não sabia porque, mas tinha um pressentimento estranho de que as coisas estavam rumando para um caminho diferente, como se tudo simplesmente fosse sair dos eixos e...
- MOLLYZINHA, MEU AMOR!
Sentiu seu sangue ferver, ia cometer um assassinato, virou-se quase de imediato para fitar Joe Black com seu maior sorriso retardado e com um enorme buquê de crisântemos vermelhos nas mãos, ele sorria animado e vinha saltitando em sua direção.
- Para a mais bela das flores – disse esticando o buquê de forma dramática e a fazendo girar os olhos.
- Você tem noção de que buquê é a forma mais machista e vaga de agradar? – ela perguntou olhando para as flores com seriedade – É vago e sem sentido, como "toda mulher gosta de flores", sabia disso?
- Claro que sim, por isso eu também trouxe isso – disse ele esticando a outra mão e a fazendo bater a mão na testa.
Na outra mão de Joe havia um enorme macaco branco de pelúcia. Ela não pode evitar olhar pasma para a ultima coisa que ela esperava ver. Era um porco, um pequeno porquinho com asas, ele voava meio sem jeito e tinha uma cara de besta como Molly nunca viu, os enormes olhos do porco eram da mesma cor dos de Joe.
- Você só pode ta brincando? – ela perguntou pasma quando ele jogou o bichinho no seu braço.
- Não, é o nosso bebê, Joe Junior, - disse Joe sorrindo orgulhoso de si mesmo.
- Não pode ta falando serio – disse ela sem saber o que dizer.
- Claro que tou, fofa, cuide do nosso bebê, - disse Joe sorrindo e se aproximando do porquinho – não se preocupe, Junior, mamãe vai tomar conta de você, não vai, mamãe?
- Eu não sou mãe de um porco voador – disse ela pasma.
- Não fala isso na frente dele que ele traumatiza, - disse Joe serio fazendo Molly fitá-lo como se fosse louco – liga não neném, ela te ama, que nem me ama e nós somos uma família feliz. Oinc pra você! – disse o garoto beijando a cabeça do porco – E Oinc pra você também! – disse rápido dando um rápido selinho em Molly e saindo correndo dali.
- JOE BLACK VOCÊ ME BEIJOU! – ela berrou furiosa – E PIOR, ME BEIJOU COM A BOCA QUE BEIJOU UM PORCO!
Keith abriu a porta da torre de astronomia decidido, fitou a pequena garota jogada no canto chorando desesperada. Sorriu triste, a cena era de cortar o coração, foi se aproximando lentamente da garota, sem querer assustá-la.
Parou diante da menina, ainda sem ter sua atenção, Belinda continuava abraçada aos joelhos, com a cabeça enterrada nos mesmos, os cabelos negros cobrindo totalmente seu rosto e o único som da sala era seu choro triste e desesperada. Keith sentiu um enorme aperto, Belinda parecia um anjo e era tão errado vê-la chorando que sentiu uma vontade louca de esmurrar Chuck Lupin, mas a controlou.
- Bela – ele chamou docemente, mas mesmo assim assustando a menina.
Belinda ergueu os olhos meio em emergência com o susto e isso não diminuiu a raiva de Keith por Chuck. O rosto delicado de boneca da menina encontrava-se totalmente marcado por grossas lagrimas, os olhinhos azuis esverdeados estavam vermelhos de tanto chorar, ela parecia ainda mais braça, suas feições estavam desesperadas e ela tremia compulsivamente.
- Bela... – Keith chamou mais uma vez, triste, se sentando ao lado dela no chão e tentando limpar as lagrimas do rosto da menina – Não chore.
- E-eu... eu estou bem – ela disse gaguejando com sua voz mais chorosa e de cortar o coração.
- Não, Bela, você não está! – disse Keith serio a puxando com delicadeza pelos ombros e fazendo com que a menina deitasse a cabeça em seu peito.
Belinda não pode ter outra reação alem de abraçar o garoto com força e chorar mais ainda. Ele passou as mãos no cabelo dela com delicadeza, deixando a menina chorar e foi isso que ela fez.
Peyton se via andando distraída pelos corredores, bufou de leve, nem sinal de Susan, não gostava quando a melhor amiga sumia, era sinal de que ela estava fazendo alguma besteira, girou os olhos entediada antes de esbarrar em alguém.
Sua surpresa foi tamanha ao ver que se tratava de Luke Malfoy. Engoliu em seco, como nunca havia reparado no garoto durante esses anos em Hogwarts, mas agora não conseguia tirar os olhos dele. Respirou fundo ao ver o garoto lhe lançar um sorriso animado.
- Peyton... – ele disse com aquela voz tão boazinha.
- Olá, Luke – disse ela se forçando a sorrir.
- Sabe, é bom te ver, foi realmente ótimo aquele dia em que... quer dizer, não foi ótimo sermos atacados, mas foi... – Luke começou incerto e nervoso fazendo Peyton sorrir de lado.
- Eu entendi, Luke – disse ela calmamente.
- Bem, é isso, sabe... – ele começou mexendo nos cabelos nervoso.
- Eu acho que sei... – disse Peyton tentando se manter calma – foi bom te conhecer melhor também Luke.
Com essa palavras ela fez um enorme sorriso se formar nos lábios do garoto, sorriso esse que fez seu coração pular. Peyton engoliu em seco. Não sabia o que acontecia com ela quando estava perto de Luke Malfoy, mas sabia de uma coisa, aquilo não parecia seguro. Sorriu rapidamente para o garoto e meio que começou a sair dali o mais rápido possível deixando o garoto sorridente para trás.
Não muito longe dali Haley se via andando em passos firmes pelos corredores desertos, desde sua conversa com Nathan que ela simplesmente estava andando pelos vários corredores de Hogwarts sozinha. Agradeceu mentalmente o tamanho absurdo da escola, assim ela simplesmente não passava pelo mesmo lugar umas quinhentas vezes, mas era já a segunda vez que ela passava por aquela tapeçaria. Uau, ela havia dado a volta em Hogwarts, era como dar a volta ao mundo ou algo do tipo, mas ela nem ao menos se sentia empolgada ou cansada com isso, apenas queria andar para por sua cabeça em ordem e seus...
- Haley – ela ouviu lhe chamarem.
- "Merlin, isso só pode ser castigo, é perseguição, ai já é covardia, não é justo, isso é uma verdadeira..." – ela começou a pensar furiosa enquanto se virava com sua cara mais tranqüila para fitar um Nathan Malfoy que vinha correndo atrás dela.
- Tem noção do quanto eu te procurei? – ele perguntou respirando ofegante, obviamente havia corrido muito atrás dela, bem, de uma forma literal e não figurada, infelizmente.
- Bem, aqui estou eu, Nathan, posso saber o que queria? – perguntou Haley de um modo incrivelmente frio e tentando não berrar e gritar ou coisa do tipo, apenas se manter calma e imparcial.
- Haley, não faz isso, vai! – começou Nathan se aproximando da garota com uma voz incrivelmente doce e charmosa – Eu não sei o que diz para te irritar, mas me desculpa. Sei lá, você se tornou meio que... num sei nem como dizer isso, mas minha única amiga, eu sei lá, eu gosto de falar com você, é mais fácil e... vamos lá, Haley, eu não quero que isso acabe mal, vaaai, a gente tava se dando tão bem.
- Nós dois sabemos que isso tudo começou com uma mentira, Nathan, não podia estar tãão bem – disse Haley cruzando os braços em sinal de desafio e o fitando com seriedade.
- Como assim? Do que você está falando? – ele perguntou enrugando a testa e a fitando com curiosidade.
- Você sabe muito bem e eu também que você se aproveitou de eu ser sua tutora para tentar se aproximar de mim e atingir o Luke, mas se quer saber ele nem sabe que eu estou te dando aulas e... – Haley começou em fim ficando meio fora de si.
- Haley, eu nunca ouvi besteira tão grande, eu nunca pensei nisso. – disse Nathan se aproximando ainda mais e sorrindo para ela – Eu me aproximei de você porque eu vi o quão incrível e especial você é, não tem nada a ver com o Luke, tem a ver com você, Haley, com você e comigo, porque eu simplesmente não...
- Tudo bem... – disse ela cortando rapidamente e o surpreendendo – talvez eu esteja com mania de perseguição, mas vamos fazer o seguinte, me deixa esfriar a cabeça e da próxima vez que nos encontrarmos eu vou ta melhor, prometo.
- Tudo bem, a gente se vê então – disse ele alargando o sorriso dando um beijo na bochecha dela e saindo dali animado.
Haley se viu esperando que Nathan sumisse para escorregar pela parede com a mão no peito e fechar os olhos com força. Sentia uma dor louca lhe consumir, sentia uma vontade maluca de chorar, mas era forte, não ia ceder, sentiu as lagrimas pesarem, fez com que elas voltassem, afastou qualquer pensamento bobo da sua cabeça.
- "Ele tem namorada, Haley Warner, uma namorada muito mais bonita que você, alem do que, você sabe muito bem que não que estragar o relacionamento de ninguém, não é?" – ela pensou e se perguntou mentalmente se isso era verdade, preferiu ignorar a voz em sua cabeça que berrava que não se importava em destruir relacionamentos e se levantou, ela era Haley Warner e não podia se deixar abalar, tinha quer ser forte como sempre e seguir em frente. Como fez em toda sua vida, sabia que sonhar e viver feliz para sempre não eram coisas que destino lhe reservava, muito longe disso por sinal.
Enquanto isso na torre de astronomia, Belinda em fim começava a parar de chorar, Keith ainda tinha a garota com a cabeça em seu ombro e os braços a envolvendo com cuidado. Ele podia ouvir a respiração dela em fim ficar mais regular, ela estava parando de chorar, se acalmando. Quando em fim sentiu Belinda lhe soltando com cuidado, os olhos menos vermelhos, mas ainda assim com a cara que evidenciava que havia chorado por horas e horas. Mas ela sem duvida ainda continuava linda.
- Keith, eu sinto muito ter te alugado assim, eu não... – Belinda começou sem saber bem o que fazer.
- Tudo bem, Bela, sem problemas, quando precisar, sabe onde procurar – disse Keith sorrindo de lado para ela.
- Eu sei que você deve estar esperando alguma explicação e... – Belinda começou respirando fundo.
- Não, Bela, não precisa de nenhuma explicação, quando você QUISER me dizer, pode dizer – falou Keith sorrindo de leve e ajudando a menina a se levantar com cuidado.
- Obrigada, Keith – disse ela sorrindo doce e o fazendo alargar o sorriso, ele segurou a mão dela com cuidado.
- Bela, eu sei o que ta acontecendo e sei mais ainda que você não gosta de mim... – ele começou surpreendendo a garota – mas... quero que saiba que independente de qualquer coisa... bem, a verdade, Bela, é que... é melhor eu ir direto ao ponto... Belinda, você quer namorar comigo?
- Eu... – ela começou sem saber bem o que fazer, então apenas respirou fundo enquanto todas as imagens do seu dia, desde Chuck e Susan se beijando até sua tarde chorando passaram por sua cabeça como um furacão de emoções – Eu aceito, Keith.
Keith sorriu de leve para ela e a puxou com delicadeza pelo rosto, a garota se viu fechando os olhos com cuidado enquanto o garoto aproximava seus lábios. Ela sentiu o toque dos lábios de Keith, sentiu o beijo doce e delicado dele, como se ela fosse uma princesa ou algo do tipo... seu primeiro beijo, mas sua cabeça simplesmente não saia de Chuck, aquilo não podia ser justiça!
Aquilo tudo não demorou muito, eles continuaram conversando um pouco, mas já estava ficando tarde então Keith apenas levou Belinda para o salão comunal da grifinoria, o garoto foi jantar e ela alegou estar cansada e sem fome por isso ia ficar ali mesmo.
Fora assim que Belinda Malfoy se vira sentada na sacada da janela do salão comunal da grifinoria, sozinha, pensando em o quanto aquele dia todo havia sido simplesmente... errado demais.
Na:/ HO HO HO, FELIZ NATAL. Não, vocês não foram bons meninos e não merecem um cap, mas eu sou uma boa autora e relevo isso pra vocês. Vamos ver se o espírito natalino bate ai e me mandam mais asks, né? Não me magoem assim, puts, onde está Leli, Mary e Luiza? Eu tou desistindo delas, falo serio.
Herica: Querida, fazer o Nick ser mal me machucou pra caramba, mas eu vou sobreviver e vocês logo vão entender, não logo, mas daqui a um tempinho, hehehe, curta as férias, aproveite muito e leia a fic, hehe, pode esperar que o próximo cap é um dos meus favoritos, totalmente, sem nem piscar.
Lina: eu sei, o Chuck seduz com o peitoral ondulante, ninguém resiste, e o Nate é o mestre da fofura, linde de morrer, JOE E MOLLY (L) AMO MUIITO ESSE É O CAP QUE EU MAIS AMO ELES DOIS, JOE JR. (L), pode esperar muito mais vindo por ai, fofinha, curta esse por enquanto ;P
Murilo: Meu querido ex desaparecido, vai lá, estamos entrando de férias, dá tempo de por a fic em dia, hehe, que bom que continua vivo ;P
Barbie: fofa, você é muito complicada, como não amar Nathan? Ele é perfect. Tudo bem que o Chuck também é, mas o Nathan é perfect demais, o melhor pra mim é o Joe, assumo. Hehe, sim sim, agora eu posso postar, é só o povo comentar :D
TODOS: Crianças, o papai Noel passou e deixou esse cap pra vocês adiantado, hohohoooooo, aproveitem e no lugar dos biscoitos mandem reviews. Kkkkkk. Bem, pessoas, espero que todos tenham um feliz Natal e um ano novo inesquecível, se der tempo eu posto antes do ano que vem, kkkk, adoro essas piadinhas estranhas ;P Kiss.
