Coisas acontecendo (cap 10)

Belinda se via andando sozinha pelos corredores de Hogwarts, havia deixado Haley na sala de tutorial contra a vontade da garota, mas precisava colocar sua cabeça em ordem, havia tanta coisa acontecendo em seu coração que ela precisava simplesmente parar de agir sentimentalmente e usar seu cérebro como antes e ela sabia de uma coisa que ela e a Belinda de antes tinham em comum.

A porta da sala precisa surgiu e com ela um leve sorriso na face de Belinda, sabia como por seus pensamentos em ordem, sua mente voltar a funcionar como antes e aquietar seu coração acelerado, abriu a porta com cuidado e ao ver o cenário lá dentro seu sorriso se alargou, era exatamente disso que ela precisava.

Peyton deixou Nathan e Joe no salão comunal, depois que Chuck saiu de lá com uma cara de defunto lhe dizendo que era melhor deixar Susan sozinha por uns segundos ela simplesmente achou melhor para de se preocupar um pouco com os problemas dos outros e pensar nos seus, que era o que ela mais fugia ultimamente, seu maior de todos os problemas, melhor, seus dois maiores problemas, os dois com o mesmo sobrenome: Malfoy.

Nathan Malfoy, seu atual namorado desde sempre, seu primeiro namorado. Ela e Nathan eram mais que namorados, eram amigos, ela gostava dele apesar dos defeitos e naqueles momentos como o de hoje cedo em que ele se pos a defesa da irmã ela entendia cada vez mais o que viu nele, um cara corajoso e de bom coração, mas esse coração estava muito escondido nos anos passados e voltara à tona ultimamente, o problema nisso? Peyton sabia que não era a responsável, tinha idéia de quem era, mas o pior? Ela não se importava, até chegou a sentir uma pontada de alegria com isso, lhe tirava um certo peso das costas e isso era o que tornava tudo ainda mais estranho e lhe levava para o ponto dois dos seus problemas.

Luke Malfoy, seu atual... amigo? Ela não sabia dizer, Luke era uma pessoa adorável, que a fazia sentir mais ela do que nunca, a fazia sentir forte e poderosa, lhe fazia sentir a verdadeira Peyton, e era isso que ela era com ele, ela mesma e nada mais, não havia cobrança nem olhares cheios de censura, havia apenas aquele lindo sorriso lhe enchendo de alegria e lhe fazendo sentir tão especial. E ai estava o problema? Ela não podia se sentir assim com relação a Luke Malfoy, era absurdo, era fora de lógica que seu coração batesse loucamente quando o via e que achasse tanta coisa incrível em pequenos atos, atos tão bobos como quando ele tocava em seu rosto ou sorria para ela. E isso era o grande problema, ela não sentir isso por Nathan, ela sentir algo por Luke que não sentia por Nathan, isso era estranho, errado e ao mesmo tempo incrivelmente bom! Nem ela mesma estava se entendendo.

Sophia estava descendo as escadas do dormitório feminino, não agüentava mais Molly reclamando de Joe enquanto arrumava o seu porco, o JOE JR. Era o cumulo do ridículo. Desceu as escadas calmamente e encontrou Keith sentado e olhando pela janela, os lindos olhos azuis perdidos na paisagem de Hogwarts, ele era mesmo muito lindo e parecia... meio seria, mas não triste se levasse em conta o acontecido naquela manhã. Eles eram amigos e ela se via na obrigação de ver se ele estava bem.

- Keith... – ela chamou com sua voz mais calma e doce possível.

- Ah, oi Soph – ele disse abrindo um belo sorriso que fez o lugar se iluminar, lê era realmente lindo.

- Você ta bem? – Sophia perguntou se sentando ao lado dele e se achando meio estranha, não era a mesma coisa de antes, não sentia mais um frio na barriga, o coração acelerar, as mãos suarem, o coração acelerar e nem mesmo estava ali apenas para ele lhe notar, estava ali com única e pura preocupação com um amigo, e isso era estranho.

- Quer mesmo saber? Por incrível que pareça eu estou bem, quer dizer, na medida do possível! – disse Keith sorrindo de lado de um modo incrivelmente misterioso.

- Está preocupado com a Bela? Ela está bem, não é? – Sophia se viu preocupada com a menina.

- Está, quero dizer, deve estar, Belinda é forte, - disse Keith sorrindo enviesado – o problema é outro...

- E qual seria? – perguntou Sophia franzindo o cenho muito curiosa com aquilo tudo.

- Não, Soph, nem pensar, não vou te encher com meus problemas e besteiras – disse Keith balançando a cabeça e sorrindo de leve para ela.

- Não se preocupe, Keith, você é meu amigo, ouvir problemas dos outros é o que os amigos fazem, então, pode soltar a língua – disse Sophia sorrindo de leve para ele.

- Tudo bem, em primeiro lugar, obrigado por estar aqui! – ele disse fazendo Sophia corar de leve, não pode evitar – Em segundo... bem, é que... o problema não é bem um problema, Soph, está mais para uma duvida que roda minha cabeça.

- Que seria? – Sophia perguntou ainda mais curiosa.

- Bem, eu meio que não entendo, Soph, por que a gente tem que ser tão complicado! – ele disse sorrindo de um modo meio nervoso – Quero dizer, porque as coisas não podem ser exatamente como devem ser, quer dizer, por que a gente sempre quer escolher o lado mais difícil? Parece... parece que a gente escolher sofrer.

- A gente não escolhe sofrer, Keith, a gente escolher amar, - disse Sophia se levantando e sorrindo de leve para ele – e se quer mesmo saber, ninguém nunca disse quer amar era fácil, então, se quer MESMO saber, levanta dessa cadeira e vai fazer o que você acha que deve fazer, porque se você não fizer talvez outro alguém faça!

- Sophia... – ele começou observando a amiga que ele conhecia a tanto tempo e que nunca lhe pareceu tão sabia quanto agora.

- Keith, sabe, às vezes a gente não vê o que está na nossa cara, então, as gente perde, então é melhor você ir logo fazer o que tem de fazer e... – Sophia ia dizendo ajoelhada diante dele olhando fundo naquele mar azul enquanto entendia exatamente o que nem ela mesma estava entendendo.

- Hei, Seth!- Keith chamou fazendo Sophia virar para fitar o garoto que parado na passagem olhava para a cena com uma cara de nojo, ele então simplesmente virou de costas e saiu sem nenhuma palavra, Keith fitou Sophia com curiosidade – O que deu nele?

- Não sei, mas vou descobrir, enquanto a você vá cuidar do seu problema, que eu tou indo cuidar do meu – disse ela dando de ombros e saindo dali deixando um Keith curioso para trás.

Molly se via andando distraída pelos jardins, saiu do quarto para jogar na cara de Sophia que não vivia só com J.J, mas não achou a amiga para fazer isso, então se jogou embaixo de uma arvore, mal humorada, esperando um raio cair ou algo acontecer. Pensou em voltar para ficar com seu porco, mas Sophia estava certa, ela estava tempo demais com aquele bicho e isso era irracional se parasse para pensar que era um porco e dado por ninguém mais ninguém menos que Joe Black.

Se pensasse bem, assim que ganhou o porco teve vontade de enfiar ele guela abaixo de Joe Black, mas se controlou, e... não sabia dizer, mas se apegou a ele, aprendeu a gostar, por mais sujeira que ele fizesse ela gostava daquele bichinho chato de um modo estranho e de um modo mais estranho ainda ele se lembrava de Joe ao ficar com ele, o que devia afastá-la do porco, mas isso não... ela tinha que por sua cabeça no lugar, estava pirando, só podia ser isso.

- Hei, Moll!

Sentiu uma onda de raiva atingi-la ao ouvir aquele ser irritante, ergueu os olhos para fitar Joe Black com seu maior sorriso retardado possível. Virou os olhos categoricamente, se levantou com cuidado e estava prestes a sair dali quando ele segurou seu pulso.

- Não fuja de mim, chuchu – Joe disse daquele modo incrivelmente besta que ficava muito fofo nele.

- AI, Black, você cansa minha beleza! – disse Molly se soltando dele e cruzando os braços em sinal de tédio.

- Eu não posso acreditar nisso, Moll, sua beleza é incansável – ele disse sorrindo charmosos.

Molly se controlou para não corar, o que estava havendo com ela, isso era ridículo, ela não devia corar, muito menos sentir um nó na garganta, apenas devia dar o fora dali e deixá-lo falando sozinho, mas seus pés pareciam pregados no chão.

- Mas me diz, Moll, como anda nosso filho? – ele perguntou, mas ao ver a careta de Molly sorriu – O Joe Jr.

- Fiz churrasco – disse Molly mal humorada se contorcendo internamente só de pensar em fazer isso com J.J.

- Eu sei que não, Moll, seu lado maternal falou mais forte e... bem, eu chorei para a Sophia me dizer que ele tava vivo e muito bem paparicado – ele disse sorrindo bobo e fazendo Molly girar os olhos.

- Black, me poupe, eu não machucaria um porco – rosnou Molly cruzando os braços e se controlando para não corar, depois mataria Sophia de um modo lento e doloroso.

- Principalmente nosso filho, não é, Moll? – perguntou Joe se aproximando ainda mais dela – Vamos, assuma pelo menos isso, você adora o Joe Jr, vai, pode dizer!

- TA LEGAL! Eu gosto daquele porco idiota, satisfeito? – perguntou Molly mal humorada.

- Muito! – ele disse sorrindo e a puxando pela cintura, assustando a menina – Mas eu poderia ficar mais.

- Isso não é dá minha conta e... – ela começou nervosa, mas foi rapidamente calada pela boca ágil de Joe.

Molly se viu sendo beijada por Joe Black, ele a segurava com muita força pela cintura, ela tentou resistir de inicio, mas acabou cedendo para sua própria vontade louca de fazer isso. Ela não sabia bem como, mas aquele garoto lhe tirava o chão. Fazia-lhe se sentir nas nuvens de um modo assustadoramente perfeito, ela não sabia como, quando nem onde na sua vida, mas ela havia se apaixonado por Joe Black.

Joe segurava aquela garota com firmeza e cuidado, não sabia porque, só sabia que estava louco por ela a mais tempo do que ele mesmo sabia, e que só agora, tendo a em seus braços, ele se sentia completo, ele precisava dela mais do que imaginava, desde o ataque a Hogwarts, ele soube que precisava dela e não conseguia parar de pensar naquela louca. Tudo podia muito bem ter começado por ele ser um cabeça dura, mas agora não era isso, havia algo mais forte que ele simplesmente não sabia descrever.

Foi enquanto ela sentia aquele turbilhão de emoções que em fim tudo bateu na cabeça de Molly como um choque, ela simplesmente empurrou Joe com mais força do que pensou ter, fazendo o garoto olhar pasmo para ela, enquanto ela simplesmente segurava as lagrimas que queria cair a todo o custo.

- Eu odeio você, Joe Black – Molly disse com a voz meio embriagada, ela ainda estava tonta com aquilo tudo e com as lagrimas que prendia, então virou-se de costas e começou a tentar se afastar dele, mas foi rapidamente impedida por Joe que a puxou com força pelo pulso.

- Espera ai, do que você ta falando, dá para explicar? – Joe perguntou nervoso, o que havia acontecido?

- Simples, você acha que eu sou o que? Idiota? – Molly perguntou enquanto as lagrimas pesavam mais ainda – Acha que me esqueci, você havia dito, não é? Disse que ia me ter, não é? Aos seus pés, foi o que você disse, não foi mesmo, Joe?

- Molly, espera... – começou Joe se sentindo o maior idiota da face da terra e tendo certeza que devia ficar com a boca fechada mais vezes, ele falava demais.

- Pronto, Joe, satisfeito? Aqui estou eu! Você conseguiu, eu estou aos seus pés, seu idiota! – ela disse não mais conseguindo segurar as lagrimas – Eu realmente estava gostando de você, eu estava aos seus pés, como queira, por um motivo que nem eu mesma sei, mas se quer mesmo saber, eu não repito meus erros, então vá lá, diga para todos que eu realmente gostei de você e me deixe em paz, seu grande imbecil!

Molly então soltou seu braço dele com uma força que novamente ela não sabia que tinha e saiu em passos firmes de lá deixando com que as lagrimas caíssem loucamente de seus olhos e deixando para trás um Joe pasmo e sem ação, ele só pode cair de joelhos no chão enquanto digeria tudo que ele acabara de ouvir, e o que ele interpretou daquilo tudo? Bem simples, que ele era o maior idiota da face da terra!

Peyton precisava ficar sozinha, foi com isso em mente que ela abriu a porta do lugar onde ela tinha mais certeza que estaria sozinha, tamanha foi sua surpresa ao ver que isso não era verdade. Pois ao abrir a porta da sala de tutorial ela pode ver a ultima pessoa que esperava encontrar: Haley Warner.

Haley foi deixada ali por Belinda e estava aproveitando a solidão para por em ordem seus pensamentos, seus sentimentos para ser mais precisa, seus sentimentos com um certo moreno, então ela realmente não esperava que justamente ela, Peyton Potter, a mais linda de Hogwarts, aparecesse ali, na sua sala de tutorial.

- Eu... eu não pensei que alguém podia estar aqui – disse Peyton nervosa, mas ainda assim linda, fazendo Haley bufar.

- Claro que não, não é mesmo? – a morena perguntou se levantando de um modo meio raivoso – Quem seria nerd, excluído e sem vida social suficiente para estar trancada numa sala tutorial?

- Eu... eu não quis ofender – começou a loira se encolhendo ao sentir a morena se aproximar.

- Claro que não, a super Peyton Potter jamais ofenderia ninguém, - disse Haley irônica deixando à loira ainda mais nervosa – super boazinha. Ai meu Deus, mas o que será que a rainha de Hogwarts está fazendo aqui? A que devo a honra da sua presença?

- Eu... Haley, eu não tou entendendo, quero dizer, eu... – Peyton foi falando meio sem jeito.

- Ah, quer saber, Peyton? Sai daqui, porque aqui você não é a rainha, aqui quem manda sou eu, aqui você não é o centro das atenções. Aqui EU sou quem importa – disse Haley furiosa praticamente colocando o dedo na cara da loira a sua frente, que mesmo sendo mais alta se encolheu diante da garota furiosa.

- Como em todos os lugares - murmurou Peyton meio sem jeito começando a se afastar.

- Espera, o que você disse? – Haley perguntou ao ver a loira parada na porta do tutorial.

- Que é você a verdadeira rainha, Haley, não eu! – disse Peyton a fitando com atenção.

- Não fale besteiras, garota – disse Haley mal humorada cruzando os braços em sinal de descrença.

- Mas eu estou falando serio! – disse Peyton se aproximando da morena – Quero dizer, todos gostam de você. Só Merlin sabe quantas vezes eu escutei a Belinda dizendo que você fez isso ou aquilo. Ou mesmo o Luke falando o quão amiga você é. E o Nathan? Nossa, o Nathan parece que não tira seu nome da boca, é Haley isso ou Haley aquilo, ou "porque a Haley faz assim", todos te admiram tanto Haley.

- O Nathan... – Haley começou meio incerta.

- Ele deve ser seu maior fã! – disse Peyton sorrindo de leve – Não para de falar em você ou no quanto você é incrível, ele ainda não consegue acreditar que recuperou as notas, alem claro que eu mesma devo assumir que sinto uma certa inveja de você.

- Inveja? De mim? Você? – Haley perguntou pasma fitando a perfeição loira a sua frente.

- Claro, você é simplesmente incrível! – disse Peyton com os olhos brilhando – Inteligente. Educada. Bondosa. Amiga. Coração enorme. Cuidadosa. Mãezona de todo mundo. Alem de linda, claro.

- Linda? Eu, faz-me rir! Você tem espelho, Peyton? – questionou Haley muito ceticamente.

- Linda sim, de uma beleza impar e inigualável! – disse Peyton seria ao ver a cara de deboche de Haley – Delicada, mas ao mesmo tempo forte. Firme, mas mesmo assim tão frágil. Dura na queda, mas uma verdadeira dama. Você é linda por dentro e por fora. Mas não é só por isso que eu tenho inveja de você Haley Warner.

- E por que mais seria? – Haley perguntou fitando a loira a sua frente, ainda pasma com tudo que ouvira.

- O Nathan! – disse Peyton fazendo a morena engolir em seco – O Nathan te admira como eu nunca o vi admirar ninguém. Ele te olha como jamais vai me olhar. E ele tem esse direto. Afinal, você foi a única que conseguiu ver alem daquele brutamontes que ele estava se tornando. Você o fez voltar a ser humano. Ele é uma pessoa melhor, Haley, graças a você, você que viu nele algo que nem eu conseguia ver. E todo dia eu perco o Nathan, que foi o primeiro amor da minha vida, para a super Haley!

- Eu não... – Haley começou meio nervosa.

- Eu sempre terei um lugar para o Nathan no meu coração, - disse Peyton sorrindo de leve – e graças a você parece que esse lugar pode crescer mais, pois agora eu vejo o porque eu me apaixonei por ele pela primeira vez, Haley, então eu venho aqui agradecer por você ser assim, simplesmente você e nada mais.

- Eu... – Haley começou meio incerta, mas ao ver o sorriso angelical da loira a sua frente não pode dizer nada.

- Então, obrigada Haley Warner, o anjo que apareceu na minha vida e na do Nate – disse Peyton por fim puxando a cabeça de Haley com cuidado e lhe beijando a testa.

A loira sorriu para ela e começou a se afastar, deixando para trás uma Haley pasma e mais confusa que nunca. E ela só podia se perguntar, POR QUE AQUELA LOIRA NÃO PODIA SER UMA VACA VADIA DE FILME DE ROMANCE IDIOTA? Por que ela tinha que ser assim tão... tão doce e boazinha. Ai que inferno.

Sophia se via berrando loucamente pelos corredores atrás de Seth, mas ainda assim nem sinal do rapaz. Mas logo ela pode ver o garoto andando em passos firmes para os jardins, sorriu de leve, como pode demorar tanto tempo para ver o obvio? Correu até ele sem ao menos pensar duas vezes, ainda berrando seu nome, mas sem ao menos ter sua atenção. Quando em fim o alcançou ele ainda continuava a andar e nem ao menos se virou para olhar para ela.

- Seth, não está me ouvindo? – Sophia perguntou meio indignada pondo a mão no ombro dele para pará-lo.

- Eu ouvi, Sophia, mas não vejo o que você poderia querer comigo – disse Seth se virando e assustando a garota que não esperava ver a face sempre doce de Seth Potter contorcida em raiva.

- Eu... – Sophia começou nervosa.

- Por que você não está com o seu amado Keith? – perguntou Seth cheio de ironia – É sempre para ele que você corre, não é? Mesmo ele nunca nem sequer ter prestado atenção em você.

- Seth... – Sophia começou encolhendo os ombros em sinal de surpresa e até um certo medo.

- Tantas garotas, ele olhou para todas, até para a Molly ele olhou, está agora com a Belinda e sabe quem vai ser a próxima Sophia? – perguntou Seth furioso – Não importa, só não será você! Porque ele nunca te viu de verdade, mas você sempre esteve lá, atrás dele, como um cachorrinho carente, do mesmo modo que eu estive atrás de você, não é?

- Seth eu não... – Sophia ia começar, mas não pode, pois foi rapidamente interrompida pelo garoto.

- Sabe qual a diferença entre eu com você e você com o Keith? – perguntou Seth fora de si – Que eu realmente gostei de você, eu me importava e me importo com você, não só por você ser linda, porque isso você é, não só também por você ser uma princesa, não só por suas qualidades, Soph, mas por todo o resto.

- Oh, Seth... – Sophia já tinha os olhos cheios de lagrimas, mas mesmo assim não pode falar.

- Eu te amei e amo, por ser simplesmente você. – disse Seth meio tremulo – Porque sempre que você ri muito o ar sobe pelo seu nariz e você faz meio que um ronco. Porque quando você está com medo morte o lábio inferior com força e quando está nervosa começa a bater as mãos do nada. Porque sempre que você quer falar algo e não sabe como você fecha os olhos e conta até dez e quando está com muita raiva começa a pular loucamente. Te amo porque você faz barulho quando toma algo com canudo e sempre que come biscoito deixa a casca e come só o recheio e... Ah e por tantas outras coisas que nem adianta eu falar por que no fim... não importa, não é mesmo? Afinal, independente disso tudo, eu jamais serei o Keith.

Sophia tentou abrir a boca para falar, mas Seth só fez sinal para que ela não falasse nada e começou a se afastar dali bufando e reclamando de mais qualquer outra coisa. Sophia viu uma lagrima solitária escorrer de seu próprio rosto, viu seu coração começar a bater loucamente, assim como suas mãos, se viu pulando no meio dos jardins com os olhos fechados e contando até dez, e por fim se viu pegando uma pequena pedrinha no cheio e a atirando com toda a força na cabeça de Seth. Em cheio. O garoto se virou surpreso.

- Agora é minha vez de falar! – disse Sophia seguindo até ele em passos firmes – Espera, quer saber, eu acho que você já falou demais, então eu só tenho duas coisas a fazer. A primeira é dizer: IDEM! E a segunda é fazer isso aqui olha.

Seth não teve tempo sequer de pensar, pois Sophia o puxou com força pela nunca colando seus lábios sob os dele e envolvendo as mãos do garoto em sua cintura. Quando em fim lhe caiu a ficha do que estava havendo, Seth riu por entre o beijo e a apertou mais ainda contra seu corpo. Deixando que aquele momento que ele esperou tanto tempo durasse uma eternidade e como se nada mais existisse, apenas os dois, nem o chão parecia estar ali, apenas um sonho que ele sonhou tanto tempo, pensava ser o único a sonhá-lo, mas agora estavam o sonhando juntos, e seria agora por diante.

Amy se via sentada entediada, diante de uma mesa de pedra escura, numa sala de estar igualmente escura, com cortinas de segunda mal e moves gastos quanto ela ouviu o arrastar de pés. Em seus olhos surgiu a imagem de uma senhora, de cabelos cinzas, soltos e repicados de um modo meio jovem, olhos verdes penetrantes e grandes demais, corpo pequeno e fino, mão longas e um sorriso meio assustador nos lábios, alem claro de suas roupas coloridas e exóticas que lhe deixavam ainda mais estranha.

- Amy Black, há quanto tempo não lhe vejo? – perguntou a senhora numa voz calma e penetrante.

- Amy MALFOY, você sabe muito bem que sou uma MALFOY – falou Amy numa voz carregada.

- Você sempre foi uma Malfoy, sua mãe era uma Malfoy, – disse a velha com falsa simpatia – mas o que me interessa é o motivo que te trousse aqui, Amy, não há vejo há anos.

- Dezesseis anos para ser exata – disse Amy fitando a velha com seriedade.

- Ora, é claro, a idade da pequena, Belinda, não é? Que nome lindo esse, de um bom gosto fora do normal, de uma... – a velha ia dizendo.

- Pode parar de se alto promover, Rosalie, - rosnou Amy furiosa – o caso não é sobre a SUA Belinda e sim a MINHA.

- É, mas se não fosse por MINHA filha nem você nem a SUA filha estariam vivas para começo de conversa – disse Rosalie Hale de um modo incrivelmente furioso.

- Eu sou grata, imensamente grata a Belinda, por tudo isso, mas eu não a obriguei a fazer nada – disse Amy furiosa se levantando.

- Bem, não é por causa da minha filha que você está aqui, não é, Amy? – perguntou Rosalie seria e extremamente calma.

- Mais ou menos, - disse Amy se acalmando e voltando a se sentar – sei que fala com os mortos, Rosalie, quero lhe pedir para falar com Belinda, sua Belinda, quero saber o que está acontecendo, sinto que ela sabe mais do que qualquer um.

- Para que perturbar o sono eterno de minha filha com esse problemas térreos – começou Rosalie calmamente.

- Me poupe, Rosalie, nós duas sabemos que você conversa mais com a sua filha agora que ela morreu do que enquanto ela estava viva. Então deixe de besteiras e se comunique logo com Belinda, isso é um problema serio – disse Amy irritada.

- Tudo bem, Amy, mas não fique achando que é fácil, terá que ter paciência - disse Rosalie seria.

- Eu não estou com presa, não ainda – disse Amy seria.

Rosalie girou os olhos e começou a se sentar direito em sua cadeira, olhou para Amy com tédio e fechou os olhos em seguida. Ela abriu as duas mãos sobre a mesa e começou a murmurar palavras inaudíveis para Amy, ela só pode ouvir que ela repetia diversas vezes o nome: Belinda Hale. Foi quando Amy pode sentir o vento abrir todas as janelas da casa com fúria e um barulho estrondoso e forte tomar conta do lugar.

- O que...? – Amy começou.

- O numero discado encontra-se temporariamente fora da área de cobertura – uma voz eletrônica soou sabe-se lá de onde.

- Não tem graça – rosnou Amy furiosa.

- Foi só um momento de descontração – disse Rosalie com um sorriso debochado fazendo Amy olhar feio para ela.

- Não tenho tempo para isso. – rosnou Amy.

- Tudo bem, tudo bem – disse Rosalie girando os olhos e voltando para sua posição inicial.

A situação se repetiu, o vento abriu novamente todas as janelas, só que dessa vez de um modo muito mais avassalador, Amy sentiu um calafrio lhe cobrir o corpo, nunca tremeu tanto, foi como se uma lua entrasse na sala, Rosalie parecia em transe, não sabia o que fazer. Mas tão rápido quanto começou, tudo acabou.

- E...? – Amy perguntou ao ver a cara de pasma de Rosalie.

- Não a encontrei... – começou Rosalie nervosa – Ela não está em lugar nenhum!

- Como isso é possível? – Amy perguntou nervosa.

- Acho que está certa, Amy, realmente há algo acontecendo, algo muito serio – disse Rosalie nervosa e fitando Amy com medo.

Na:/ Coelhinho da páscoa que trazes para mim? Um ovo? Dois ovos? Não que ta caro, é capitulo mesmo. Hehe. Feliz páscoa galerinha, vocês, sinceramente, não tão merecendo, sabe como é, tive só 3 reviews no capitulo passado, decepcionaram, galerinha, alem do que eu tenho prova do dia 9 ao 14, mas me bateu um espírito bom e eu decidi postar, estão me devendo ;)

Maad: fique feliz, teve exatamente quem você queria, Peyton e Joe bem muito, aeeee, hehe, foi mal a demora, mas é muita coisa na faculdade pra fazer e tal, mas a gente sobrevive, bem é isso, não posso falar muito, tenho que voltar a estudar, continue lendo e comentando, deixe sua autora feliz ;D

Lina: eu nunca vi o filme (percy Jackson), não tive coragem, só de ver que annabeth não era loira e que eles não tinham doze anos, sei lá, fiquei meio assim de ver, não tem nem as camisas laranjas pooow, eu sou muito critica com filme sobre livros, ai eu fico difícil de ver, eu mesma odeio os filmes de HP, vi todos, tenho todos, e odeio a partir do quarto, não é fiel ao livro a partir do quarto e isso me irrita :S mas eu vou ver pj. Kkkkk

Barb: Hello agonia, fiz uma boa ação pra você e postei antes das provas, viu? Eu sou um anjo mesmo, é por isso que eu sou a diva mor, hahaaaaaaa, agora adiante suas fics também que essa é a ultima nova era e a próxima já ta no forno, ui ui uiiiiii. Hehe.

Todos: tou magoada, cadê leli? Cadê Murilo? Cadê lu e Mary? Herica? Pati eu nem pergunto mais... serio, povo sumido e safado, apareçam poxa vida, vocês são uns sumidos. Quanto aos bons que nunca somem muito bem, vocês são lindos. Bem, meu povo, é isso, tou sem tempo, então, Kiss, vou lá, depois das minhas provas posto mais um ;)