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Capitulo 3

Isabella

O gritinho agudo de Alice foi o único som ouvido na sala além da pesada respiração de Edward que entrou se posicionando de frente para Isabella. Ele notou que as faces dela estavam levemente rosadas pelo exercício e seus pensamentos o levaram para longe, para um lugar no passado que ele gostaria muito de reviver. Ela o olhava com aquele brilho audacioso no olhar e sem qualquer pudor, antes porém, com um leve sorriso nos lábios, ela simplesmente deu-lhe as costas voltando a sentar-se na cadeira com ar satisfeito.

_Posso ajudar Edward?

Ele colocou uma de suas mãos no bolso de sua calça enquanto admirava o brilho mogno dos cabelos dela. De fato, ela era muito bonita, não havia como negar. A cena vista a cerca de um minuto atrás trouxe-lhe de volta as lembranças de uma noite quente, corpos suados e gemidos enlouquecidos.

_Karina Jackson, modelo, vinte e dois anos. – Depois, ele tirou o cartão do bolso e colocou em cima do teclado do notebook. Não havia mais necessidades de palavras, pois o que ele gostaria de falar ela não aceitaria ouvir. Mesmo assim, ele sabia como mexer com a estrutura friamente calculista daquela mulher, então, sem sequer virar seu rosto para o lado Edward soltou a informação que vinha guardando durante toda aquela manhã para si, a espera do melhor momento de divulga-la.

_Alice, papai esta voltando hoje! – Edward viu a reação das duas mulheres presentes na sala. Alice levantou-se com alegria, já Isabella, que finalmente perdera a sua postura fria e irritantemente distante, demonstrou certo nervosismo assim que ouviu e, ergueu seus belos olhos o fitando. Edward que tinha olhos somente para ela, analisou o efeito que a noticia causara na única mulher que ele já desejou por mais de uma semana. Ele sentiu uma mistura de raiva e ciúmes, mas, controlando a si mesmo, deu continuidade ao seus planos de ataque e destruição.

Ele deu um sorriso cheio de significado antes de dizer que para recepcionar o grande patriarca, haveria um jantar, somente para poucos e íntimos amigos e familiares.

_Isabella, papai sempre a considerou como uma filha – Edward deu o tempo necessário para desfrutar com prazer o incomodo que aquele conjunto de palavras causaria nela._ Faço questão de vê-la neste jantar de saudações, tenho certeza de que ele também ficará muito feliz por vê-la após tanto tempo!

Como uma tola apaixonada, Isabella não conseguiu esconder o sorriso ante a expectativa de rever Carlisle Cullen após todos estes anos. Ela abaixou seus olhos para a tela do computador e não conseguiu refrear a forte emoção que assolou seu peito. Já se faziam três anos que eles não se viam, três anos em que ela teve que lutar contra algo tão forte quanto ela mesma.

_Edward estou tão feliz! Nossa quando você falou com ele? Como ele está? – Alice parecia alheia ao que estava acontecendo naquela sala, ela não percebeu o olhar penetrantemente frio de seu irmão para a funcionária que tornava-se a cada instante mais corada. Edward respondia mecanicamente as perguntas da irmã, seus pensamentos agora estavam concentrados para os eventos que aconteceriam logo mais a noite. Ele não temia as conseqüências do que estava por vir. Na verdade, tudo fora planejado nos mais perfeitos detalhes.

Tomando o braço magro de sua irmã saltitante eles se dirigiram para fora da sala de reunião. Ele se perguntava o que poderia estar passando na mente de Isabella, será que ela ainda tinha esperanças de alguma coisa? Mesmo depois de tudo o que fora dito entre ela e seu pai naquela noite? O que Edward não sabia era que Isabella temia, sim ela temia este reencontro e estava considerando a possibilidade de não comparecer à este jantar. Ela temia pela sua reação pois somente de ouvir falar o nome dele seu coração batia freneticamente e seu orgulho não iria agüentar outra desfeita. Vendo-se finalmente sozinha na sala ela se ergueu da cadeira para trancar com a chave a porta, depois se encostou nela fechando seus olhos. Respirando com dificuldades, ela lembrou-se da última noite em que o vira, por ironia fora em outra festa, a de despedida, onde em desespero, Isabella que na época estava com vinte e cinco anos, resolvera revelar o seu grande amor pelo seu chefe, Carlisle Cullen.

Ela voltou a sentir as emoções daquele dia com a mesma intensidade, apesar de serem somente lembranças, tristes e profundas. Onde Carlisle lhe dissera que ela estava sofrendo de confusão sentimental. Ele rira dela e a raiva tomou conta de seu corpo em tal intensidade que as suas unhas cravaram-se firmes nas palmas de suas mãos. Carlisle não respeitou os sentimentos dela como se deveria. Ela não queria um pai, pois já o tinha e o melhor do mundo. Ela era uma mulher feita e que estava se humilhando ao revelar todo o seu afeto para ele. Isabella julgou que pelo fato dela ser pobre e jovem, visto que ela tinha metade da idade dele na época, Carlisle não lhe dera atenção. Na verdade a conversa chegou a um nível tal de stress, que ele chegou mesmo a recomendar que ela saísse de sua biblioteca e fosse procurar alguém da mesma idade para se divertir, que no outro dia ela não mais se lembraria daquilo. Isabella em um ato de loucura começou a tirar as suas roupas bem na frente de Carlisle e dizendo que se ela tivesse que dormir naquela noite com um homem seria com ele.

As lagrimas rolaram pelas suas faces ao recordar da face cheia de horror que ele fez.

_Você está me decepcionando Isabella, eu a considero como uma filha! O que acha que seu pai iria pensar disto tudo?

_Me diga, você não quer me tomar com receio do que o mundo irá dizer? Não estou nem ai para eles, o que importa somos nós dois!

_Nunca fui homem de me deixar guiar pelos preconceitos sociais! Apenas pelos meus princípios. Você está confusa, eu tentei te ajudar em um momento delicado na tua vida e você somatizou tudo. Isabella, recomponha-se, por favor! Você é muito inteligente e sensível, mas não vejo outro jeito de lhe dizer isto, você não é e, nunca será mulher para mim! Considero seus serviços na minha empresa e espero que continue a executa-los com eficiência e profissionalismo com Edward e depois Alice. No mais, você tem um lugar em meu coração, o de pai! Com licença.

Ela saiu da porta em que estava encostada e foi até a janela, o sol brilhava no meio do céu, mas Isabella não via a vida agitada que corria do lado de fora, pois ela mesma tinha dificuldades em controlar a sua agitação interna.

Edward!

Ela viu o brilho nos olhos verdes de seu chefe, ele estava se divertindo as suas custas. Ela lembrou-se que naquela noite, no momento de sua declaração de amor e humilhação eles tiveram platéia. Edward havia saído de uma porta que dava para o banheiro da biblioteca, assim que ela ficou sozinha no meio da sala, batendo palmas e se divertindo. Ele lhe dizia que se soubesse que as funcionárias de seu pai eram assim tão dedicadas ele teria voltando bem antes para fazer primeiro um estágio. Depois com ar descarado, ele admirou o corpo parcialmente nu dela, pois como ainda não havia se recuperado do susto, ela esquecera-se de cobrir-se. Isabella achou que era demais levar também para casa a humilhação do filho, ainda mais ele sendo mais novo do que ela. Então em um ato de pura libertinagem, ela se aproximou do jovem a sua frente, que deveria estar com vinte e três anos, com um andar sinuoso e cheio de malícia, ela lhe disse que ele deveria crescer mais se desejasse uma declaração de amor como a que ela deu ao seu pai, um homem de verdade.

Edward perdera por completo o controle e a agarrou pelos ombros, lhe dizendo que mostraria o quanto ele sabia ser másculo. Ele tinha em suas mãos uma mulher forte, determinada e cheia de mágoas. Ela viu o brilho de desejo dentro dos belos olhos verdes e pensou em seduzir o filho, para depois, despreza-lo assim como ela sentia-se e, quem sabe não levar até Carlisle uma parcela do que ele a estava fazendo sofrer.

_Sabe porque você ainda não é um homem de verdade? É por que ainda não encontrou uma mulher que o fizesse se sentir assim.

A mágoa, o ódio que crescia dentro dela eram tamanhos que liberaram de sua mente coisas que ela jamais pensou que tivesse a coragem de fazer, mas, ela o fez e com tal maestria que Edward jamais se esqueceu daquela noite. Ele gemeu como nunca ousou imaginar que seria capaz de fazer. Seu corpo experimentou ao mesmo tempo a intensidade do calor abraçando toda a sua pele e o gelo que se formava dentro de seu estomago, impelindo para o seu ventre e percorrendo toda a extensão de seu membro para por fim, se concentrar na cabeça vermelha e muito dilatada. Seus olhos que mantinham-se fechados, saboreando todo o calor da boca perfeita dela, arregalaram-se quanto ela, com um ar selvagem arranhou-lhe todo o corpo, depois de o haver beijado e acarinhado em tortura e prazer. Ele a viu posicionando apenas a pontinha de sua língua quente e rosada no orifício de seu pênis, enquanto suas unhas arranhavam-lhe as bolas. Ela brincou ali, lambendo de forma libertina e depois alargando o orifício com a ponta da língua, no exato momento que saiu um gotícula de seu pré-gozo.

_Seu gosto é como mel na minha boca.

Ele começou a ver tudo turvado, mas, antes de conseguir gozar de fato, ele a viu se erguendo tão rápido quando podia ser possível. Ela riu escandalosamente antes de jogar na sua cara que se o filho era doce como mel, o pai deveria ser todo feito de hidromel, um verdadeiro Deus e que ela estava perdendo tempo com algo assim tão pequeno. Edward sentiu-se humilhado e prometeu vingar-se daquele acinte. Isabella sentira no outro dia o efeito reverso das palavras de Carlisle, de fato, ela havia se arrependido do que fizera com Edward, mas, o tempo demonstrou que já era tarde demais para isto.

Isabella sentia que não deveria comparecer a este evento, ela sentia que Edward iria querer se vingar dela, finalmente.

Olá!

Estou agradavelmente feliz com a quantidade de leitores para esta historia e ficaria ainda mais feliz com alguns reviews!