Celebrity
Capitulo 4
Isabella
Antes do final da tarde Isabella entrou na sala do diretor para deixar um catálogo com o ranking dos principais fornecedores do grupo. Decidida a ser o menos detalhista possível, pois ela não desejava dar a chance que Edward tanto desejava, ela não batera na porta antes de entrar. Aliás, quando ainda era a gestão de Calisle, aquela porta sempre permanecia aberta para os funcionários e, ela sendo tão antiga de casa não sentia-se na obrigação de se fazer anunciar. Então, ela nunca batera na porta de Edward para entrar e, ele nunca lhe cobrara isto também.
_Edward aqui estão...
A sua frase morreu na metade ao ver a sua frente Jessica Stanley, debruçada na mesa ampla, com um decote generoso, fingindo abrir alguma coisa no computador e Edward olhava de maneira escandalosa para o traseiro empinado dela. Os dois lançaram olhares para Isabella que reagiu de modo diferente a cada um. O de Jessica era de menosprezo a olhando de baixo a cima, no de Edward havia um brilho divertido, quase cômico ao vê-la plantada no meio de sua sala com a boca aberta...
_Swan!
Jessica que não se incomodara em nenhum momento em endireitar a sua postura e falou de um modo atrevido e impertinente:
_Se bate primeiro em uma porta quando ela esta fechada, antes de entrar!
Isabella sentiu suas faces queimarem, de raiva! Ela deu dois passos ganhando a pouca distância até a mesa do chefe e colocou as suas duas mãos no móvel para depois, se inclinar para frente, quase encostando o seu nariz no de Jessica. Quando ela falou sua voz saiu baixa e contida, mas envolta em um alerta que fez Jessica aprumar sua postura ao primeiro tom:
_Eu não bato nunca, a não ser que a pessoa mereça. Agora saia que eu quero conversar com Edward sozinha! – Isabella teve que admirar a coragem da jovem secretaria que ainda, olhou de forma a pedir autorização para Edward. Já este, girava em meio circulo na sua confortável cadeira olhando as duas mulheres, com aquele sorriso de canto que tanto a irritava, ainda mais por que noventa e nove por cento das mulheres que orbitavam ao redor dele achavam irresistível.
_Vai Jessica, depois terminamos.
_A hora que você quiser! – a voz açucarada dela fez o nível de glicose de Isabella elevar-se, mas foram os seus nervos que já se encontravam sensíveis desde que soube do retorno de Carlisle, que gritaram ao ver o rebolado vulgar de Jessica ao se dirigir para fora da sala. Assim que a porta se fechou Isabella voltou a se apoiar na mesa e inclinou-se para frente olhando duramente para ele, antes de falar e revelando agora, toda a sua raiva.
_Francamente! Como você consegue jogar por terra todo o trabalho de Carlisle deste modo? Assediando uma funcionária! Seu pai nunca...
_Meu pai é passado Swan! Só você ainda não percebeu isto. Além do mais, eu nada fiz, apenas estava contando com os préstimos da secretaria da diretoria. Alguém tem que me ajudar com este editor de texto e, ela me pareceu ser uma boa pessoa para esta tarefa.
Isabella sentia que gotículas escorriam pelas suas costas, era sempre assim quando ela ficava nervosa e neste momento ela estava ao ponto de ter uma síncope.
_Edward, como assistente e porta voz direta da diretoria EU sugiro que você não se relacione com as funcionárias. Isto iria pegar muito mal para o nosso clima organizacional, sem contar os processos de assedio que o grupo sofreria. O que foi? Se cansou das modelos e atrizes?
Ele permanecia em sua cadeira, a girando de lá para cá, depois, subitamente, ele se ergueu tão rápido quanto o pensamento e deu a volta na mesa se posicionando ao lado dela que se arrumou em uma postura reta.
_Sabe Swan, te achei muito nervosinha por causa disto. Jessica é muito jovem e deslumbrada, eu não iria me arriscar assim com ela, apenas estava me divertindo.
_Então é divertido dar esperanças para jovens mulheres e depois lhes dizer que elas não servem...? – Seus olhos fitaram-se em um duelo mudo. Edward se aproximou mais ainda, sua altura encobria e muito a dela, que teve que erguer seu queixo para não perder aquele duelo de olhar. Ele era um atrevido e canalha, era isto o que passava na cabeça de Isabella.
_Você se encheu de esperanças sozinha, meu pai nunca te prometeu nada! Me diga o motivo de você ainda insistir? Falta de opção melhor ou mal gosto mesmo?
Havia um brilho de raiva no verde daquele olhar e Isabella julgou por bem não lhe responder. Primeiro, por que ela não tinha nada que falar de suas particularidades com Edward Cullen, depois, ela não sabia o que dizer.
_Eu tenho que fechar o contrato de fornecimento para a nova campanha de Alice, as três primeiras paginas são as minhas sugestões, mas existem outras, caso você deseje ver algo mais.
_Confio em seu poder de analise, ele nunca me decepcionou!
_É mesmo?
_Dizem que você é a dama de ferro dos negócios, que por não ter uma vida social é tão agressiva e com resultados de cem por cento de aproveitamento.
_Isto é um elogio?
_Não, apenas uma constatação! É por isto que eu fiquei admirado com o seu affair pelo meu pai.
_Minha vida pessoal não lhe diz respeito!
_Há! Vá para o inferno com a sua hipocrisia! É, vem aqui na minha sala com ares de escandalizada, quando praticamente me violentou na biblioteca lá de casa, não antes de jurar amor eterno por um dos homens mais ricos do país, meu pai.
Isabella não conseguiu acreditar no que estava ouvindo, ele estava insinuando o que?
_Meu amor pelo seu pai é saudável e despretensioso! Você que vive uma vida de perdição com mulheres vazias acha que...
_Eu acho que você não sabe o que é amor de verdade, Isabella. Você é uma covarde na vida pessoal. Apenas se agarrou a esta idéia de que ama meu pai, porque ele te ajudou a superar um decepção e, com medo de se decepcionar novamente, resolveu correr atrás do único homem que não te deseja, por puro comodismo. Você se faz de descolada, mas é a pessoa mais critica e conservadora que eu conheço. Para você tudo tem o seu devido lugar e posição, nada pode ser lapidado ou conquistado.
Ela lutou para impedir que as lágrimas brotassem em seus olhos.
_Seu pai falou da minha vida para você?
_Eu tenho um excelente relacionamento com meu pai, ele não tem nada a esconder de mim. Ao contrário da senhorita que se esconde atrás desta figura distante e fria, que não permite que o próximo te ajude, orgulhosa! – ele dissera a ultima palavra a soletrando lentamente.
_Mas é um particular MEU! Ele não tinha o direito, assim como você também não tem o direito de apontar seu dedo na minha cara e me criticar! Você não sabe nada de mim!
Num arrobo de fúria, Edward tomou os ombros dela, rosnando por entre os dentes:
_Então me deixe saber! Deus é testemunha que eu conheci mulheres demais na minha vida Isabella, mas nenhuma é como você! Entra ano e sai ano eu não vejo nenhum homem ao teu lado e pelos infernos, nenhum seria bom o suficiente para esta posição!
Isabella em outro ato de fúria se desvencilhou das mãos grandes de Edward e correu para a porta, antes ela gritou-lhe :
_Você não perder por esperar por esta humilhação! – depois saiu batendo a porta sem dar tempo para Edward dizer-lhe o que tanto o amargurava desde aquela noite cheia de calor. Ele também, sentiu que deveria esclarecer que nunca soubera dos detalhes de sua vida. Apenas que seu pai havia lhe dito que Isabella sofria de um mal entendido proveniente de uma decepção amorosa. Ele passou bruscamente as mãos pelos seus cabelos os desalinhando ainda mais e jogou-se no pequeno sofá de sua sala. Isabella estava com seus nervos em frangalhos quando pegou a sua bolsa e decidiu dar um basta em seu dia de trabalho. Ela andou decidida até o elevador sem olhar para as pessoas que ainda trabalhavam com afinco, o ritmo no escritório da corporação era agitado. Ela também não viu quando seu primo que trabalhava na editora da corporação, como repórter fotografo a chamou.
_Isabella! – a voz de Jasper perdeu-se em meio a balburdia do ambiente, ele percebeu que pelo olhar duro ela tivera outra discussão com o diretor. Suspirando, ele voltou para a sua sala e pegando o telefone ele discou o numero de sua irmã.
_Rose, acho que hoje não é um bom dia, ela está nervosa e...
_A Bella está nervosa sempre! Você também, nem para arranjar um namorado para ela! Graças a Deus que eu estou aqui!
_Ai está o problema, eu não tive tempo de avisar e...!
_Relaxa, eu me entendo com ela!
Ele ouviu o clique denunciando que a outra linha fora desligada e desejou mesmo que as duas se entendessem, e temeu pela saúde de seu tio.
_Coitado do tio Charlie!
Ela levou quase vinte minutos para deixar o enorme prédio da corporação, seu celular gritava em sua bolsa e ela a jogou com ódio no banco de trás.
_Quem ele pensa que é para falar comigo assim? – Isabella praticamente gritava no volante de sua Chevy velha. Parada no farol vermelho alguns motoristas parados ao seu lado a olhavam com receio e assim que abriu o farol eles não ousaram sair na frente dela, visto que uma mulher nervosa daquele jeito, dirigindo um "tanque" como aquele, seria perigoso de se ter na traseira. Apesar do transito costumeiro e da incapacidade de sua picape em alcançar alta velocidade, ela chegou em tempo recorde a sua casa que ficava em um subúrbio de classe média alta. Isabella estacionou em frente a vaga da casa grande e confortável. Ela fez questão de não pegar a sua bolsa, pois não gostaria de ter que ver as mensagens em seu celular, apenas uma coisa estava fixa em sua mente, um banho de banheira para acalmar seus músculos tensos.
Assim que ela entrou, procurou controlar seus nervos respirando várias vezes, para depois, se dirigir até a sala. O barulho da televisão de plasma, de onde se ouvia a voz de Jasper que dava a noticia da contratação do novo jogador para um dos mais renomados times de baseball da cidade, indicava que seu pai estava naquele recinto.
_Oi pai!
_Filha! Chegou cedo hoje! – a jovialidade na voz de Charlie Swan não indicava que sua saúde estava precária e que requeria cuidados médicos constantes.
_Sim! Haverá um jantar na casa dos Cullens esta noite, será de boas vindas para Carlisle.
_Que noticia boa meu anjo! Finalmente Carlisle lembrou que tem casa e família! Espero que ele tenha sido mais esperto do que eu e se arranjado com alguma dona européia. – Este comentário fez Isabella ofegar. Seu pai, no final das contas, nunca soubera da paixão dela pelo seu amigo dos velhos tempos. E no que fosse necessário ele nunca o saberia.
_Sim, eu vou tomar um banho e pedir alguma coisa para a gente, o que prefere? Chinesa, pizza ou mexicana? – ela não esperou pela resposta e se pôs a andar, após beijar ternamente a cabeça de seu pai. Quase chegando perto da escada ela quase deu um grito com a sombra que veio direto da cozinha, era enorme e fazia um barulho no assoalho, toc toc toc toc, depois a enorme cabeleira loira surgiu na fresta da porta e brilhantes olhos azuis seguidos de um sorriso digno de anuncio de creme dental a saudaram:
_Não precisa se preocupar, pois eu já fiz tudo!
_Rose? Santo Deus! Quer me matar?
_Eu não tenho culpa que você tenha se desencontrado com o Jasper, eu pedi para ele te avisar que estava chegando! O tio Chuck me recebeu muito melhor do que você!
_Isto por que ele é homem e não resiste aos seus encantos! – Isabella olhou de modo acusatório para seu pai que estava parado perto do vão da porta da sala olhando divertido para as duas mulheres.
_E quem em são juízo iria resistir a Rosálie Haler?
_Ai titio, você é o melhor! - o grito agudo de Rosálie fez os ouvidos de Isabella doerem, mas a frase dita pelo seu pai fez surgir uma luz em seu cérebro. Ela viu com água na boca o beijo estralado que sua prima deu nas bochechas de seu pai e com um dedo ela chamou Rosálie se dirigindo para a cozinha que estava de fato, com um aroma maravilhoso de comida caseira.
_Rosalie você invadiu a minha casa, seduziu o meu pai e dominou a minha cozinha!
_Eu sei, eu sou fodona!
_O que é isto que você está cozinhando – repentinamente o apetite de Isabella dominou seus sentidos e ela viu uma vasilha sobre a bancada com vários legumes, indicando uma salada. Sem cerimônia alguma, ela sentou-se na bancada e se apoderou da vasilha se deliciando com alguns cogumelos e palmitos.
_Bella você nem lavou as mãos, ai credo!
_O que tem no forno?
_Um assado de carneiro!
_A que horas você chegou em casa?
_De manhã, do contrário não daria tempo de fazer tudo isto!
_De manhã? Sua cadela, nem me avisou! – um pedaço de palmito desceu estranho pela sua garganta a fazendo se engasgar.
_Toma sua ingrata, eu vim toda solicita ajudar a cuidar do titio, te fiz um super jantar e é assim que você agradece? – Rosálie fizera um beicinho de novela mexicana. Isabella virou seus olhos, lá vinha drama e ela estava sem tempo e paciência.
_Rose, você esta desempregada de novo?
_Bella o país esta em recessão, mas você podia me ajudar como ajudou Jasper, somos uma família né?
_Rose, desta vez quem vai me ajudar será você. Você trouxe um vestido de noite?
_Vamos sair? – Isabella viu a sua prima pulando e batendo palmas._Vamos aonde?
_Na mansão dos Cullens, teremos um jantar de boas vindas para Carlisle e, você, vai me ajudar em um assunto, vem vamos subir, temos que nos arrumar...!
