Celebrity

Capitulo 7

Edward

Ele passou pelos olhos curiosos que presenciaram seu beijo quente nela, sem tomar conhecimento de suas faces, para ele eram todas iguais. No salão onde estava sendo servido o jantar, os brindes em comemoração ao noivado de seu pai ora era saudado de uma mesa, ora de outra. Ele olhou para o casal no centro do salão que sorria feliz, era evidente o amor que transfigurava através de suas faces e da áurea que brilhava ao redor deles e, Edward se perguntava quando teria esta graça em sua vida?

Ele se aproximou pesadamente de um garçom que corria com uma bandeja cheia de taças com champagne, se apoderando de uma e saudando junto com as outras vozes as felicitações:

_Saúde e felicidade!

Tomou de um único gole a bebida borbulhante, seus olhos cruzaram-se com os do seu pai, não havia necessidade de palavras esclarecedoras e, Carlisle entendeu quando seu filho se retirou do grande salão. Ele percebeu que alguns convidados e parentes se inquietaram com a retirada de Edward, mas sorrindo, procurou entretê-los, Edward precisava de um tempo somente para ele, que subiu sem se importar com um convidado mais entusiasmado ou outro que o questionava aonde estava indo. Ele entrou no escritório, que fora antigamente a biblioteca de seu pai, lá serviu-se de algo mais forte, três doses pelo menos e puro, para depois se jogar no sofá de couro e fechar seus olhos. Sua vontade era de jogar aquele copo na parede a sua frente e sair atrás dela. Edward sentia que não mais suportaria toda aquela pressão, ele estava indo contra a sua personalidade, ele se modificara por ela e para que? Se perguntava? Para ser chacoteado e humilhado? Então, qual era o motivo dele ainda insistir com aquela mulher teimosa, da boca dura e língua ferina? Ele tomou de um bom gole da bebida que desceu queimando sua goela e suspirou pesadamente.

Seus sentidos ficaram mornos imediatamente sob o efeito do álcool e, Edward soube o motivo de sua irritação que contradizia toda a sua ansiedade pelo evento daquela noite. Ele estava tomado pelo ciúme, de ver o brilho nos olhos dela, das lagrimas que verteram magoadas e cheias de amor e não foram para ele.

_Merda! - Edward socou o braço do sofá espaçoso. Ele julgou que com o tempo ela esqueceria de seu pai, que o choque de vê-lo noivo com uma mulher madura e bonita a fizesse olhar para os lados em busca de novas perspectivas. Mas não! Isabella se magoou, saindo da festa de forma rude sem se importar com ele ou qualquer outro, sentida e arrasada. Nem mesmo o beijo que ele lhe dera, capaz de acender a sexualidade de qualquer outra mulher a abalara. _Somos iguais Isabella, sofremos por alguém que não nos ama! - ele acabou por engolir o que sobrara da bebida, e recostou a sua cabeça no encosto do sofá, seu corpo já se encontrava mais leve e sua mente viajou para aquela noite que o atormentava há exatos três anos. Ele teve mulheres demais, se colocasse na ponta do lápis, seria uma para cada noite e, nenhuma capaz de lhe proporcionar aquele calor que ele sentia, que vinha somente com ela. Edward inconscientemente levou uma mão abaixo de sua cintura, a pousando sobre seu pênis, maltratado e solitário. Fechando seus olhos ele lembrou-se da pele rosada e macia, dos cabelos sedosos e da boca torturante, sim daquela boca sobre seu membro e do modo como ela brincou com ele. Brincando com a língua pequena, quente e molhada sobre a cabeça que parecia que ia explodir de tanto desejo. Ela experimentou apenas de uma gota de seu pré-gozo, apenas uma gota que ela lambeu, para depois estralar a língua no seu da boca e chamá-lo de mel.

Edward procurou feito um louco por mulheres que pudessem lhe dar aquela satisfação a completando, das inexperientes as até as escoladas, de todos os tipos, tamanhos e nacionalidades, nenhuma capaz de fazê-lo sentir o que ele sentiu com aquela boca, pequena e quente. Ele ergueu-se irritado e passou uma mão em seus cabelos desalinhados. Isabella brincava com ele, de uma forma irritante e dominante ao mesmo tempo. Aquilo era tortura pura para um homem acostumado a dominar a relação do começo ao fim. Acostumado a ouvir apelos gemidos nos mais variados tons. Ele respirou profundamente e decidiu que somente por mais uma vez ele tentaria. Sendo assim ele saiu daquela sala que só lhe trazia lembranças das quais ele não viveria novamente, não nesta noite e nem com ela, em especial.

Desceu as escadas de dois em dois degraus e entrou sorrindo largamente no salão, voltando a ocupar o seu lugar ao lado da prima de Isabella, qual era mesmo o nome dela?

_Nossa, já estava me sentido abandonada, primeiro Isabella, depois você!

_Oras, eu voltei!

_Ótimo, não perdeu muita coisa, apenas a primeira entrada. Me diga Edward...?

Edward olhava para a boca vermelha da bela mulher a sua frente que se insinuava de forma lasciva e sedutora. Em qualquer outro dia ele aceitaria aquela oferta de bom grado até, mas hoje, ele apenas queria curtir a sua dor de cotovelo. A conversa entrou em um ritmo alegre e envolvendo à todos na mesa. Edward havia se surpreendido ao ouvir a voz marcante de seu primo.

_Emment!

_Você está tão envolvido com a gata do lado que nem percebeu que estou na mesma mesa Edward, assim fico magoado!

_Deixa de ser viado e arranja uma companhia oras bolas!

_Hey! – Alice fingira indignação com a sugestão._O que quer dizer Edward, que não sou uma boa companhia?

_Não para levar para a cama! Te mato Emment! – todos riram com aquela ameaça.

_Eu tive que me contentar com a prima aqui, a morena bonitona passou mal e foi embora. – O corpo de Edward se retesou a simples menção de Isabella.

_Alice me disse que ela trabalha a anos nas corporações Cullens, diabos, esta história de viver em outro estado tem seu lado ruim, olha só o filé que eu estava perdendo...!

_Mas Emment, você foi contratado por aquele time de basebol e vai morar na cidade de Fênix agora, não é mesmo? Eu posso te apresentar Isabella...!Os olhos de Edward cruzaram com os de Alice, que ignorou intencionalmente a ameaça velada neles.

_Prima com você me dando esta força não fico sem mulher nesta semana...

_Isto é o que eu quero ver, Isabella não é como as garotas que você está acostumado a sair, ela é diferente!

_Ela gosta de homens?

_Emment!

_Se é mulher de verdade já ta na minha!

Antes que o show de bravatismo de Emment alcançasse um nível de stress nos nervos de Edward, seu pai interrompeu a conversa questionando sobre a saúde de Isabella, que ele a achara pálida.

_Minha prima tem uma saúde muito boa, talvez seja apenas o cansaço da semana. – Edward sabia que o cansaço nada tinha de responsabilidade com a saída dela daquela forma, ele olhou de forma significativa para seu pai, para depois voltar a se entreter com a prima dela, que de fato, era muito bonita e simpática. Ele pediu que o garçom trouxesse algo mais forte, melhor, que deixasse a garrafa na mesa, que foi dividida com Emment. Eles a beberam toda e pediram outra. Edward já não mais sentia os efeitos da frustração da noite devido ao álcool que dominava seus sentidos. Já a certa altura ele percebeu que não mais estava no salão, tão pouco na mansão, ele olhou ao redor confuso e sentou-se na cama, ao seu lado a vasta cabeleira loira e sedosa lhe indicava a sua localidade. Sentindo-se amassado ele levantou da cama e caminhou até o banheiro, ignorando a larga banheira redonda e entrou no box do chuveiro o ligando. A água estava quente e ele mudou a temperatura para gelado, a deixando escorrer de sua cabeça, encharcando seus cabelos e escorrendo por todo o seu corpo. Ele não soube dizer quanto tempo ficou lá, mas, assim que sentiu que seus músculos se enrijeciam ele saiu. Com uma toalha enrolada na cintura ele voltou para o quarto, a loira já havia acordado, ela tinha impressionantes olhos azuis.

_Bom dia!

_Hum, bom dia!

_Rosalie Haler...! - Ele se permitiu rir com o jeito jovial e despreocupado com que ela se apresentava.

_Bom, você pelo menos me conhece, não é mesmo?

_Edward Cullen, vou simplificar para você, nos conhecemos ontem no jantar de boas vindas para o seu pai, eu sou prima da Bella.

_Swan!

Ela se levantou da cama e caminhou sem qualquer puder até ele. Edward admirou o belo corpo que ela tinha.

_Hummm, meu dia esta livre hoje, o que acha? – ela passou de forma insinuante sua mão fina e macia pelo peito dele, se encostando. Edward olhou para aquela linda mulher, para o azul magnífico de seus olhos e pensou em Isabella.

_Que tal se tomarmos um belo café da manhã?

_Então vou tomar um banho...

_Tem preferência por algo para comer de manhã...?

_Seria você...mas tenho a impressão de que sua cabeça voltou a dominar seu corpo e nela, eu aposto que tem outra mulher reinando, até arriscaria dizer quem é...!

Eles se olharam intensamente por alguns instantes, um brilho selvagem transpareceu no olhar de Edward, enquanto o sorriso enorme de Rosálie dominava todo o seu rosto.

_Isabella! – os dois falaram juntos.