Celebrity
Capitulo 8
Bella
Seus nervos estavam a flor da pele e tudo depunha contra. Primeiro uma espinha horrenda que despontara bem no meio de sua testa. Depois aquela dor pungente em suas costas e seios, mas tudo isto seria rotina mensal em sua vida de mulher independente e moderna se não fosse pela visita inesperada de seu ex- chefe e atual transtorno amoroso Carlisle Cullen, antes dela conseguir escapar para o trabalho naquela manhã quente de segunda-feira.
_Santo Deus, Carlisle Cullen na minha casa! – Ela se encontrava no alto da escada, a descendo completamente atrapalhada com o botão da blusa que não queria fechar, equilibrando a pesada bolsa e o celular em seu ouvido com Alice do outro lado da ligação quase chorando. Assim que ouviu seu pai falar o nome de Carlisle, ela perdeu o equilíbrio conseguindo derrubar a bolsa e o celular e, a ela mesma, escada abaixo. Sendo que por ultimo, se apoiou no corrimão ficando em uma posição estranha, com uma perna lá e outra cá. As suas costas que já gritavam as dores das regras mensais, agora choravam pelo mau jeito da queda na escada. O barulho fora tanto que atraíra a atenção de seu pai e Carlisle que se encontravam no hall de entrada, mas Isabella, feito uma contorcionista assumira sua postura normal, ficando ereta, bem a tempo deles a flagrarem com um sorriso sofrido na face.
_Filha? Tudo bem? – o tom de Charlie estava preocupado e seu olhar assustado com a imagem dela, descendo os degraus finais da escada, meio cambaleante, com os cabelos fora do rabo de cavalo e com um terceiro olho bem no meio da testa.
_Mas é claro! Foi a minha bolsa que caiu, só isto. Carlisle que surpresa é esta? – ela viu o belo homem a sua frente primeiro, se abaixando e pegando o seu aparelho de celular, antes de lhe dar um sorriso fabuloso que fez o seu coração disparar.
_Bella, bom dia! Eu acho que estou surpreso com você...está estranha hoje querida! – aquele comentário soou como um tapa em seu rosto, ela sentiu que seus olhos arderam e se amaldiçoou pelo período em que se encontrava, com a sensibilidade aflorada. Carlisle se aproximou dela e depositou um beijo em sua face antes de lhe estender o telefone, a olhando com carinho e compaixão.
_Eu? Imagina é somente impressão, bem eu adoraria ficar para conversar mas, estou atrasada e meu carro não é muito veloz. – Sua voz estava estridente demais para o seu gosto o que denunciava a sua péssima mentira. Mas foi o cheiro da colônia dele que a fez abaixar sua cabeça e olhar para o chão constrangida. Isabella não conseguia acreditar que sentia vergonha de seus sentimentos perto de seu pai, afinal, ela nada fizera de errado a não ser se apaixonar pelo melhor amigo dele que estava as portas de se casar pela segunda vez. Sua situação somente piorava, pois ela percebeu que com a queda aquele botão infeliz que se recusava a ser fechado, deixará a mostra boa parte de seu soutien florido. Isabella tinha certeza absoluta de estar vermelha como um tomate quando pegou sua bolsa do chão e saiu apressada pela porta dizendo tchau para os dois homens que a olhavam com um misto de diversão e pena.
_Isabella, eu gostaria de levá-la para almoçar hoje, posso pegá-la por volta das duas? – ela parou seu percurso apressado, sobressaltada com aquele convite inesperado, almoçar com Carlisle? Virando-se lentamente, ela o vê se aproximando com um sorriso cordial no rosto.
_Como?
_Querida, tenho certeza que Edward poderá cedê-la no período da tarde. Fiquei preocupado, pois você saiu abruptamente do meu jantar de boas vindas, não tive a oportunidade de conversar com você e Esme gostaria tanto de poder conhecê-la melhor. Isto significa muito para nós Isabella.
Ela respirou com dificuldades antes de conseguir dizer alguma coisa, uma desculpa qualquer para não comparecer aquele almoço. Claro que isto não passara desapercebido por Carlisle que aceitara a recusa como um cavaleiro. Mas, seus olhos denunciaram sua tristeza. Ele a viu sair rapidamente de sua frente antes que seu velho amigo Charlie Swan chegasse e presenciasse as lagrimas que brigavam para fugir dos olhos de sua filha. Ele desconfiou que Isabella sofria calada com aquele sentimento estranho que desenvolvera por ele e que Charlie desconhecia o real motivo da aflição de sua filha. Suspirando Carlisle achou injusto que pessoas boas sofressem por tolices...
Ela dirigia pelo transito já intenso para aquele horário, sem se importar com a velocidade lenta de seu carro, as lagrimas agora banhavam a sua face enquanto seu celular não parava de gritar no banco ao seu lado. Ela parou no farol e respirou o ar dentro de seu chevy antigo.
_Velho!
Sim, tudo cheirava a velho, ela olhou a sua volta, o banco inteiro, mas desbotado, o rádio que sintonizava apenas uma estação, o enorme volante e o barulho ensurdecedor do motor. Depois ela olhou para o espelho retrovisor e viu primeiro, a sua escandalosa espinha, depois o seu olhar triste e cansado e, decidiu que chegara o momento de trazer algo de novo para a sua vida. Ela pegou o celular que por fim se calara, ligou para o escritório e a voz fanhosa de Jessica Stanley atendeu a ligação.
_Jessica, diga a Edward e Alice que hoje não vou trabalhar, surgiu um imprevisto!
_Talvez seja melhor você mesma dizer isto Swan.
_Nossa Jessica, será que nem um recado você consegue transmitir? – ela desligou sem se importar em ouvir a resposta para depois pegar um desvio que a tiraria daquele transito da principal via de acesso do centro da cidade. Sua cabeça se enchia de idéias e ela resolveu colocar em pratica a primeira delas, parando em uma concessionária para carros de luxo. Quase duas horas depois ela saiu com um sorriso brilhando em seu rosto e com uma sensação de poder e destaque a envolvendo. A segunda parada foi em um salão de beleza. No prédio da editora, Edward estacionou seu volvo naquela manhã estranhando a falta da figura nefasta da picape desbotada. Saindo do carro ele questionou ao segurança da guarita, um homem jovem de vinte e cinco anos, aproximadamente, Mike era seu nome, se Isabella chegará.
_Bom dia chefe! A Swan ainda não chegou! – novidade pela manhã, pois Edward não conseguia se lembrar de algum dia em que Isabella houvesse faltado naquele emprego. Ele pegou seu celular e discou o numero tão conhecido, na tela apareceu a foto dela, tirada em um momento de distração, onde ela sorria com os cabelos escuros lhe emoldurando a face e parte do colo macio. Nada!
Apenas a voz levemente rouca dela dizendo para deixar um recado. Edward Cullen não deixava recados em caixas postais, mas ele se perguntou o que não fazia por ela.
_Isabella – ele falou seu primeiro nome com uma sensação gostosa na boca – Aconteceu alguma coisa? Está doente? Por favor, me retorne a ligação!
Ele entrou no elevador pensando nos motivos que poderiam ter levado Isabella a falta do dia. Assim que a porta se abriu revelou o cotidiano do escritório, com o vai e vem dos funcionários e com Jessica Stanley toda solicita com um enorme sorriso lhe dando o bom dia:
_Bom dia Edward, tudo bem?
Algo na voz da menina o irritou, na verdade nenhuma mulher era capaz de segurar a sua atenção por mais de vinte e quatro horas. Ele respondeu educadamente e entrou na sua sala, sem se importar em fechar a porta como das outras vezes. Jessica, sem qualquer tipo de noção, entrou na sala, julgando que tinha a mesma liberdade de Isabella.
_A Swan ligou, disse que não virá hoje!
_Ela falou o motivo? Está doente?
Jessica suspirou audivelmente diante da figura masculina a sua frente, ela fantasiava todas as noites com o seu travesseiro e sua mente fértil as loucuras que faria com aquela boca mácula e perfeita e com o corpo que ela tinha certeza absoluta de haver sido esculpido pelos deuses. Um arrepio tomou conta de todo o seu corpo quanto ela ouviu a voz aveludada a chamando, de tal modo que ela quicou no mesmo lugar:
_Jessica? – Edward se perguntava se todas as mulheres estavam com algum problema naquele dia? Poderia ser uma doença em larga escala.
_Sim...Ed.? – ele ouviu a voz melosa e o olhar de peixe morte e decidiu dar um basta, era muito para ele e, ainda, nem havia dado meia hora de trabalho.
_Obrigado, pode sair e feche a porta!
Ele voltou a ligar para ela, deixando pela segunda vez outro recado em um intervalo de quinze minutos. Desanimado, esta era a palavra que definia seu estado de humor, Edward abriu o álbum de fotos do celular e ficou olhando para a única foto que ele tinha dela, perdido naqueles olhos marrons profundos, para depois, com água na boca, olhar os lábios bem feitos dela. Ele sabia o quanto eram macios e saborosos. Um pensamento surgiu em sua mente:
Será que daria certo?
A entrada tempestuosa de Alice o tirara daquele devaneio solitário. Sua irmã estava levemente alterada e passou a acusá-lo de algo que ele levou quase cinco minutos para compreender.
_A culpa é toda sua Edward!
_Alice, você poderia me dizer pelo o que estou sendo acusado?
_Por magoar Isabella!
_Eu? – ele erguera-se indignado, pois toda a sua vida a única coisa que fizera fora tentar justamente agradar Isabella.
_Minha irmã, o que está acontecendo com as mulheres hoje! Estão loucas por certo! Nada fiz para Swan, eu...!
_Isabella! Ela não é nenhum jogador de futebol ou colega de carteado. É uma mulher e você poderia tratá-la como uma de verdade e não como as que está acostumado a sair...!
_Eu a trataria como a rainha da Inglaterra se ela deixasse Alice!
_Então por que você saiu com a prima dela, Edward, de todas as mulheres tinha que ser com a Rosálie?
