Celebrity

Capitulo 13

Edward

A voz dela se destacava dentre as demais que falavam alegremente na mesa, ele bebia as suas palavras como se fossem oxigênio. Seus olhos esquadrinhavam seu belo rosto nos mínimos detalhes, nas sutis mudanças, desde a tonalidade mais avermelhada de suas maçãs, ao brilho de seus olhos marrons que estavam mais derretidos do que o comum, indicando a sua excitação. Sim, Isabella estava alterada, eufórica, ele diria. De onde Edward estava sentado e, mesmo com Rosalie servindo de barreira entre ele e o corpo pequeno dela, ele podia sentir o calor de seu corpo, o perfume suave da pele dela que invadia a sua narina e, fechando seus olhos por um instante apenas, ele lembrou-se de seu cheiro de fêmea. Alguém dissera alguma coisa com o seu nome, sem importância, pois para Edward somente o que saia da boca de Isabella importava. E quando ela dizia meu bem ou Jacob...todo o seu corpo tremia...de...raiva!

Quem era aquele homem?

Edward olhou novamente para o objeto de seus temores, seu oponente, que com um sorriso largo na face morena, havia arrebatado a atenção das outras mulheres também. Apenas seu pai parecia não se importar com o que aquele estranho fazia a mesa, pelo contrário, era todo ouvidos para o blá blá blá sem futuro dele. O prato principal já havia sido servido e Edward olhou triste para o seu que estava intocado. Ele encheu seu copo com água e bebeu tudo de uma única vez. Hoje, ele não iria permitir que o álcool atordoasse a sua dor. Uma risada baixa e gostosa chamou-lhe a atenção, era Isabella que ria feliz com alguma coisa que o estranho lhe sussurrava no ouvido. Edward simplesmente olhou para os dois a apenas um braço de distância dele, ele viu o tal Jacob se curvando sobre o corpo perfeito e perfumado dela, ele viu o exato momento em que os olhos negros se perderam no vão redondo dos seios dela, com um brilho de admiração que reluziu através do olhar guloso ao notar a textura da pele perfeita de Isabella. Mas, foi somente quando o estranho encostou seus lábios grossos no canto da orelha dela para sussurrar algo com a sua voz de besouro, foi que Edward desistiu de levar tudo a seco e tomou de um só gole do vinho branco a sua frente.

_Diga-me, Jacob, há quanto tempo você namora Isabella? – Edward tinha certeza absoluta que a sua voz saíra enfurecida e não se importou, nem com o olhar chocado de Esme, ou com o especulativo de Rosalie. Tão pouco o de cautela de seu pai, ele não iria moldar sua raiva se era aquilo que esperavam dele. Jacob olhou para o homem alto e bem vestido que o questionava, o analisando com cuidado e, chegou a conclusão que era um tipo galã de filme de cinema. Depois ele olhou para a pequena Isabella encostada ao seu lado e sentiu seu corpo tremendo, ela bebeu de um gole de água, para depois erguer seus lindos olhos para ele, havia ali um pedido mudo. Para Jacob tanto fazia, se o bonitão queria esquentar a chapa, para ele tudo bem. Mas um aperto dos dedos pequenos de Isabella em sua coxa, lhe ditou a ordem das coisas. Jacob sabia que aquilo tudo era apenas uma encenação para grego ver, como dizia o ditado popular, mas, ele sempre tivera uma queda por Isabella, de boing, aliás. E o tipo a galã de filme açucarado o estava irritando. Passando um de seus braços em torno dos ombros nus de Isabella, Jacob suspirou de tesão, macia e gostosa.

_Oficialmente estamos namorando a dois meses...mas eu já conheço Isabella a pelo menos um ano...deu muito trabalho para conquista-la...!

Jacob viu um brilho atrevido no olhar do Cullen jovem e não gostou.

_Há! Então quer dizer que vai fazer um ano que você está lutando por ela?! – uma gargalhada sonora saiu dos lábios bem feitos de Edward, tão alta, que atraiu a atenção de algumas pessoas nas mesas vizinhas. Edward gostaria de dizer para o tipo cachorrão que colocara seu braço peludo ao redor dela que ele, estava a pelo menos, três anos, tentando ganhar aquela mulher. A vontade de Edward era de erguer-se daquela mesa e chutar os fundilhos daquele intrometido que achava que podia chegar assim, abafando, sentindo-se o cara e, ainda por cima, ficar apertando Isabella bem debaixo do seu nariz...

_Edward, por favor, me sirva mais vinho? - a voz de Rosalie soou perto demais de seu rosto, ele olhou para ela e viu um brilho no olhar azul, procurando se controlar ele atendeu ao pedido sem nada dizer, mas seus olhos tudo via, inclusive o beijo que Jacob depositou na ponta do nariz de Isabella. Um tremor em sua mão fez com que o vinho fosse derramado na mesa, ele pediu desculpas a Rosalie que mantinha toda a classe e bom humor e, com um aceno seu, um garçom imediatamente enxugou o excesso sobre a mesa e trocou a garrafa. Logo o prato principal foi servido e um silencio momentâneo tomou conta da mesa. Assim como com a salada, Edward não tocou no prato principal, ele estava agitado demais para comer e passou suas mãos pelos cabelos os agitando ainda mais. Suspirando, ele pediu licença para se dirigir até o banheiro, talvez um pouco de água fria no rosto e na nuca lhe acalmassem os nervos.

No lavabo, de frente para o espelho, ele olhava para o seu rosto e percebia o quanto estava alterado. Tentando se lembrar de quando ficara assim em toda a sua vida ele apenas se recordava da noite em que tivera uma conversa esclarecedora com o seu pai, onde lhe dissera que lutaria por Isabella. Mas, Jacob não era seu pai, bom e compreensivo que via na mulher em disputa apenas uma agregada, mais do que isto, uma filha. Não, Jacob era enorme, peludo e tinha uma enorme boca que a todo o instante ele fazia questão de encostar nela, todo ele aliás e, Edward socou sua mão no mármore da pia.

_Diabos! - a dor só aumentou sua raiva, porque ela tinha que se envolver com aquele homem? Aliás, porque diabos, Isabella tinha olhos para todos, menos para ele?

Enfurecido, Edward abriu a torneira e pegou da água que saiu em um jato forte com as mãos e lavou seu rosto. Depois o enxugou com a toalha felpuda para depois deixar o lavabo sem tornar a se olhar no espelho, pois ele sabia que sua raiva ainda estava lá, destacada em seu rosto lavado com a água fria. Para a sua surpresa ele a encontrou no corredor, de costas para o banheiro masculino. Ele se aproximou devagar do corpo dela, sentindo uma vontade louca de beijar as costas nuas e bem feitas. Seu desejo tornou-se audível ao ponto de Isabella perceber que não mais estava sozinha e virar-se rapidamente. O brilho de raiva reluzia nos seus grandes olhos marrons e quando ela falou, as palavras saíram por entre seus dentes.

_O que pensa que esta fazendo? – ela deu dois passos até ele e sem pensar, socou-lhe o peito com seu punho fechado.

_Quem te deu o direito de fazer deste almoço uma piada? – Edward segurou com firmeza o pulso dela, que batera nele não o soltando, mesmo quando ela o puxou de volta. Ele sentiu a eletricidade daquele toque, o calor do corpo dela o amortizou e ele a puxou para si de uma única vez, a prensando com força.

_Aquele seu namorado é a única piada aqui presente, meu bem! – ele a estreitou mais, ao ponto de colocar uma de suas pernas no vão das dela e sentir com êxtase o calor das coxas macias. Já Isabella julgou haver feito uma enorme burrice ter segui-lo, a sua intenção era chamar-lhe a atenção, para que ele se comportasse com ela diante de todos. Mas agora, prensada entre o peito e os braços de Edward e sentindo o volume de seu pênis ereto roçando a sua barriga, ela perdera a sua linha principal de raciocínio e apenas desejava ser beijada por aquela boca que bafejava em seu rosto. Balançado a sua cabeça, Isabella falou, amaldiçoando a rouquidão de sua voz, que denunciava seu estado de espírito...

_Me solta, eu vou te avisar somente uma vez...

_Cala a boca Isabella, melhor, eu posso calar ela por você...

_Nãooo! – ela suplicou, pois sabia que no momento exato em que Edward encosta-se seus lábios nos dela, tudo estaria perdido...

_Eu não engulo aquele seu namorado e não suporto vê-lo te tocando também. Acabe com isto ou faço eu!

_Com que direito? Você que se exibe toda semana com uma mulher diferente vem me dizer com quem eu devo sair?!

_Você é a única com quem eu teria o verdadeiro prazer de me exibir para o mundo, o que há de errado com você mulher?! Já não o sabe que tudo faria se me pedisse? Desde aquela noite na biblioteca de papai?

O tom da voz de Edward estava elevado, ele não se importava com algumas pessoas que passaram olhando curiosas para eles, ali, enroscados no corredor dos banheiros.

_É difícil de acreditar nas palavras de um homem mulherengo como você! Foi por isto que me apaixonei pelo seu pai, ele é fiel, você não! Edward, eu não gosto de sofrer por nenhum motivo, principalmente por amor. Eu preciso de um homem ao meu lado, que me dê segurança, e você não é este homem...

_Eu serei, desde que saiba que você me deseja também...

_Então, vamos voltar para nossos lugares na mesa, pois eu não te desejo! – ela olhou firme nos olhos quentes dele, ela sabia que era a mentira mais deslavada que já havia dito em toda a sua vida e que se ele a apertasse um pouquinho mais, ela iria implorar para ser possuída ali mesmo...

_Verdade?! Me diga, ele sabe que eu te fiz gozar a dois dias? Que neste exato momento eu sinto o cheiro da tua feminilidade me convidando a te tocar? Eu pulso por você, meu amor, há exatos três anos e, não vou tolerar outro homem além de mim te tocando...

Ela não tinha mais forças para lutar e abriu a sua boca sedenta por um beijo, mas a voz calma e suave de Esme caiu como um balde de água fria nós dois amantes cegos de desejos.

_Edward, talvez devesse soltar Isabella, o namorado dela está preocupado!