Cigana

Capitulo 8

Rei Edward

Ele teve que estreitar seus olhos até o ponto de surgirem duas linhas finas com um brilho verde que saia delas. Depois, colocou uma de suas mãos sobre eles e, respirou aliviado com a sombra que se formou, permitindo que ele assim, pudesse enxergar com mais exatidão aqueles que vinham logo a sua frente. Mesmo assim, nem tudo era perfeito e sua cabeça lhe martelava, bem nas têmporas...

Um suspiro pesado saiu do peito feminino ao seu lado o fazendo voltar-se, lentamente. Era sua mãe e grande rainha, Esme Cullen, que não estava com o melhor de seus sorrisos naquele dia.

_Espero que tenha mascado aos raminhos de erva doce.

_Como também as folhas de hortelã, satisfeita? - ele voltara a olhar para frente para a procissão coordenada que se aproximava, sem esperar pela resposta que, assim mesmo, veio azeda, como o seu estomago e seu humor.

_Achas que posso estar satisfeita com o que? Olho para ti e me desespero!

_Diabos!

_Edward Cullen, é melhor que reveja imediatamente a este teu linguajar.

_Minha cabeça me mata, meu estomago queima como ácido e queres que eu faça o quê? Que recite a versos para a criança que me arranjaram por noiva? Preferiria eu a outra garrafa de vinho! – eles falavam baixo, mas não o suficiente, pois que os que estavam próximos, a tudo ouviam e o capitão da guarda procurava concentrar-se o máximo que podia na fila logo a frente, precedida de soldados com armaduras brilhantes sob o sol forte que brilhava intenso.

_Me decepciona, olhe para si mesmo? Barba por fazer e roupas desalinhadas!

_Ah sim a minha barba – ele passou a mão larga pelo queixo áspero e sentiu aos fios ruivos crescidos. Já a algumas luas que ele não se barbeava e julgava que assim estava bem, por sinal. Já as roupas...

_As roupas, fato que as vesti sem o auxilio do servo pessoal, que meus ânimos não estavam dos melhores para mostrar as minhas nádegas para ninguém. - Que o diga o servo real, escorraçado do quarto do rei aos berros naquela manhã.

_Espero que a princesa Irina não o julgue rude.

_Então, que ela seria ainda mais tola do que penso que seja!

Por fim, eles chegaram com os estandartes com os desenhos do brasão do reino vizinho, os Volturi. A guarda da princesa apresentou armas a guarda do rei, sendo inspecionada pelo duque de guerra primeiro e, depois pelo rei em pessoa. Que admirou o porte dos soldados, altos, fortes e bem alimentados. Mas, julgou que faltava elegância no modo como eles portavam as suas armas. Feito a camponeses com suas enxadas e pás. Depois, o rei voltou ao seu posto e esperou que trouxessem sua noiva real até a sua presença, pouco inspiradora. E, com impaciência, Edward viu dois soldados a frente de duas mulheres aproximando-se a passos cadenciados e não deixou de bufar:_Maldição!

Finalmente, os soldados fizeram as reverências diante da realeza daquele reino e deram passagem as mulheres, que Edward imediatamente identificou a menor, com aparência frágil e doentia como sendo a sua noiva e, não teve mais duvidas, que não passava de uma criança de fato, pois mal tinha os seios, escondidos em panos leves e claros. A outra, mais velha, talvez com vinte e cinco anos, chamou-lhe a atenção mais do que deveria. Ele a viu abaixar-se lentamente e retirar de cima de seu colo o véu que lhe cobria a cabeça. Aquela por certo deveria ser a ama da princesa e ela ficou a um passo atrás de sua senhora, mas não o suficiente para que o rei não olhasse para o vão de seus seios, expostos com generosidade pelo decote do vestido.

_Hã. – apenas isto, fez ao rei voltar a sua atenção para a princesa que ainda encontrava-se agachada a espera de sua autorização. Mentalmente ele agradeceu a Emmett.

_Princesa Irina, não deves se ajoelhar perante a mim, jamais! – ele deu um passo a frente e estendendo sua mão firme para ela, que foi aceita e ele viu dedos finos e compridos tocarem os seus. Julgou que a princesa também não deveria estar tão feliz quanto ele, pois que os dedos dela estavam gelados como a neve. Ela ergueu-se lentamente e ele por fim, pôde olhar no rosto que era insipio e branco demais, com olhos azuis claros e cabelos loiros lisos e opacos. Ela não o olhava nos olhos o que lhe deu uma sensação ruim, pois seus conhecimentos sobre a personalidade das pessoas vinham do contato visual. Em campo, numa batalha, Edward perdeu a conta de quantos oponentes ele vencera apenas olhando e, que eram aqueles que ao olhá-lo firme, a segurar-lhe o olhar, lhe proporcionara a melhor e mais revigorante de suas lutas, corpo a corpo. Mas a sua frente não havia um soldado forte e matador, com sangue no olhar, apenas uma menina que entrava na vida adulta de forma silenciosa e apagada e, que se quer tinha coragem suficiente para olhar de frente para o homem que deveria desposá-la.

_Princesa, seja bem vinda ao meu reino! – ele curvou-se e beijou de leve aos dedos gelados em sua mão, sentindo um tremor, leve, vindo dela e um suspiro curto.

_Obrigada, rei Edward. Meu pai lhe manda uma manada de trezentos cavalos como selamento de amizade entre os reinos. – a voz dela era fina, e, Edward diria que agradável, o que lhe surpreendeu. Era cadenciada e ele julgou que ela deveria cantar maravilhosamente bem, mas que se deixava tomar pela timidez e em certos momentos, no falatório, obviamente decorado, ela gaguejava.

_São puros sangues criados em nossas terras e nosso maior motivo de orgulho e força. – o rei não pode deixar de rir internamente, pois que um reino que tirava sua força de cavalos, deveria sofrer com a falta de algo maior, ou melhor, para simbolizar, ao contrário de seu reino, que era movido pela história de luta do povo e de seu rei. Se alguém lhes tirassem os cavalos, eles lutariam assim mesmo e venceriam.

_Tenho ouvido maravilhas sobre os puro-sangue do reino Volturi, que meu peito se enche de alegria com esta demonstração de amizade, princesa. Permita-me, apresentar-lhe minha mãe, a grande soberana e rainha Esme Cullen.

Edward viu sua mãe sorrindo, ela era ainda uma bela mulher, sem duvidas, e, após o seu casamento ela provavelmente iria se recolher em algum convento, o que ele nunca julgou ser bom. Elas cumprimentaram-se cordialmente, onde por ordem de importância, a princesa reverenciou a rainha Esme.

_Rainha mãe!

_Oh, minha querida, seja bem vinda ao palácio Cullen.

O resto da tarde passou-se com o rei inspecionando o presente de Aro Volturi, os trezentos puro-sangue, em companhia da princesa que caminhou excitante ao seu lado, demonstrando clara fraqueza ao ficar exposta ao sol. Para depois, eles reunirem-se no grande salão e desfrutaram da mesa farta, enquanto um bardo tocava ao seu instrumento, uma musica suave.

_Princesa Irina, que me causou a um imenso prazer o som de vossa voz. Diga-me, sabes cantar? – entre uma dentada e outra o rei lembrou-se da voz da moça tímida, que conseguira ficar ainda mais vermelha do que os tomates de sua horta.

_He..,bem, que ainda estou em fase de aprendizado.

_Pois então nos deleite a todos com o que já aprendeu, pois que a musica do bardo há de me causar sono.

Uma risada foi ouvida mais ao fundo, era Emmett.

_Receio causar-lhe irritação, pois que ainda, não passo de uma aprendiz. Mas se me permitir, direi para minha ama nos entreter.

_Que seja, se a voz dela for tão bela quanto a tua, já é um bom começo. – ele viu a mulher voluptuosa se encaminhando para próximo do bardo e tomando para si do instrumento. Dedos ágeis passaram a tocar as cordas e não demorou muito para que eles passassem a ouvir a melodia, de fato a voz era bela, assim como a sua dona, que a todo o instante olhava diretamente para o rei.

Edward já vira e ouvira a muita coisa em sua vida e, sabia que após desposar sua apática esposa ele deveria orientá-la a viver sem o auxilio de sua ama e dama de companhia, pois que aquela mulher por certo traria problemas. Se fosse outro cenário, em que ele não estivesse com a espada do matrimônio sobre sua cabeça, a ama da princesa Irina passaria aquela noite embaixo de seus lençois.

A noite veio e se foi com calma e abafada, pois que o verão castigava a todos, mas os homens ainda podiam lutar semi-nus nas arenas e depois refrescar-se nas tinas de águas, enquanto as mulheres, envoltas com seus vestidos pesados, com várias camadas de panos sempre procuravam ficar a sombra e fazerem o mínimo possível de esforço.

Já se fazia a uma semana que a princesa e sua comitiva encontravam-se no palácio e o rei de tudo fazia para não encontrá-la ou a sua ama. Pois que ele não gostaria de um escândalo para atrapalhar as negociações daquele matrimonio e, todos os dias, Edward olhava para os ofícios e papéis em busca de uma saída que lhe salvasse de casar-se com a criança. Em uma manhã de sol, ele saiu a cavalgar com seu capitão.

_Veja, tenho que arranjar a uma solução, pois que tenho apenas um mês, Emmett, um mês!

_A solução é casar-se com a princesa.

_Olhas-te bem para ela?

_Não!

_É claro que não! Pois que em tua cama tem algo melhor para ver! É uma criança, Emmett. Sem peitos e sem ancas. Fico a pensar se um abraço mais forte lhe der, talvez a quebre. Imagine então, enfiar-me no meio de seus pernas finas, por certo que não passo da entrada e que ela vai me arrumar a um berreiro.

O capitão olhava para frente enquanto ouvia as lamurias de seu rei. Pois que ele não tinha a estes problemas, sua companheira sempre fora vigorosa e boa parideira também.

_Vê que sofro? O que irei eu fazer? Não posso e não quero levar para a minha cama aquela criança, quero uma mulher de verdade.

_A ama dela.

_Deves estar louco, só pode!

_Leve as duas, monte na ama e deixe que tua esposa veja como se faz.

_Emmett, você é um devasso!

_Não, sou um homem satisfeito, pois que minha Rosálie vale por dez amas como aquela e trinta princesas, ah se vale! Mas se em teu lugar estivesse a isto faria.

_Por isto não passa do capitão da guarda! Vai-te embora, daqui irei me refrescar no lago.

Os homens separaram-se, o enorme capitão voltou por onde viera e deixou seu soberano seguir em frente, com a sua cabeça a doer pois que a cada hora, a cada dia seu martírio se aproximava. Ele levou quase meia hora até chegar ao precipício que dava para o lago e com habilidade conduziu ao seu cavalo para que descesse a encosta cheia de pedras.

_Oha, assim rapaz! – Edward olhou com gosto para as águas escuras e lembrou-se do quanto elas eram geladas. Ele desmontou e deixou o cavalo a caminhar por ali, cheirando a vegetação baixa, enquanto passou a tirar suas vestimentas. O sol, forte, brilhou em seu corpo branco e torneado, ele passou sua mão pelo peito largo quando tirou a ultima peça da parte de cima e com rapidez livrou-se do restante, ficando nu em pêlos. Quando se aproximou da beira do lago, lembrou-se da visão que tivera da ultima vez em que lá estivera, da ninfa das águas. Imediatamente ele tocou a fina corrente que ornamentava seu pulso esquerdo, querendo que de fato, que aquele artefato pertencesse aquela deusa da perfeição. E ele manteve a corrente junto a si, pois que todas as noites ela o levava a sonhar com os glúteos redondos e o corpo perfeito. Mas, no outro dia, o rei voltava a sua realidade e sempre que olhava para a corrente ele pensava que deveria pertencer a alguma mulher que fora para aquelas margens com seu amante. Se resignando de que a ninfa viveria somente em sua cabeça.

Suspirando fundo ele mergulhou nas águas e sentiu com enorme prazer o gelo delas o envolvendo. Edward nadou até o meio do lago e afundou, para logo depois voltar a tona e tomando do ar, ele passou uma mão pelo rosto e olhou para o céu azul. Um barulho sutil, como algo a mover-se dentro da água lhe chamou a atenção e ele imediatamente pensou que tinha por companhia a uma serpente. Então, voltou-se imediatamente a nadar de volta para a beira em busca de sua espada ou punhal, no que fora surpreendido pela voz rouca dela.

_Já vai, meu rei?

Lentamente ele voltou-se dentro das águas geladas a olhar para o que tinha as suas costas e deparou-se com os enormes e incomuns olhos marrons.

_Que fazes aqui?

_Assim como tu, a refrescar-me!

Ela afundou por completo e depois voltou a tona um segundo depois e, ele lembrou-se daquele dia, da mulher perfeita que com gestos suaves mergulhava nas águas geladas e depois subia com elegância e sensualidade. Os mesmo gestos repetidos pelo cigana Nadja.

_És tu?

_Eu sou Nadja, mas posso ser também o que desejares...

Ela vinha para ele, nadando suave e graciosamente. Ele a olhava fascinado.

_Isabella Swan, este é teu nome.

_Me chames do que quiser...

_A vi nadando neste lago dias atrás...

_Sim, faço isto sempre que posso.

_Eu a vi... – ela aproximou-se finalmente dele, seus seios redondos com bicos rosados e firmes encostaram no peito largo do rei que gemeu involuntariamente.

_Já disse que me viu...

Ele sentiu os dedinhos dela percorrendo seu braço forte e peludo e se enroscarem na correntinha de ouro.

_Sabes que me levou a algo?

Sim, ele sabia.

_Eu achei.

_Não, roubas-te!

_Não sou ladrão, mas se necessário for, tomo a força. – com o outro braço ele a trouxe para próximo de seu corpo e a deixou saber de seu estado, alerta e pulsante. Nadja sorriu abertamente ao sentir em meio as suas pernas a potência do rei, firme e quente, um contraste das águas geladas.

_Tomas a força a qualquer um? Até as mulheres? – ela agora apoiou suas mãozinhas no peito largo dele e inalou de seu cheiro de macho.

_Não pareces subjugada... – os olhos verdes do rei brilhavam mais do que os raios do sol e Nadja sorriu ainda mais feliz, pois que ela tinha razão, era fogo verde do mais puro e intenso.

_Quero o que é meu de volta, meu rei.

_Agora sou teu rei?

_O queres ser?

Edward olhou alucinado para os lábios dela, vermelhos que se encontravam entreabertos e convidativos, ele aproximou-se deles com sede, mas, que ela lhe escorreu por entre os braços.

_Isabella? – ele olhou a sua volta e nada da bela mulher que tanto lhe instigava. Mas, as mãozinhas voltaram a tocar nas costas e, ela encostou seu corpo no dele por trás, uma mão lhe acariciou com gosto nas nádegas firmes e rígidas as contornando até chegarem a frente e ficar ali, despretensiosamente pousada na coxa musculosa e cheia de pelos do rei. Os seios dela encostaram nas costas dele e, ela sussurrou:

_Chamou? – Edward gemeu feito um louco e pegou a mão pequena de Nadja a conduzindo até seu membro desesperado, revirando ao seus olhos nas orbitas, pois que os dedos finos e quentes dela, lhe acarinharam, começando pela cabeça inchada e latejante, para depois o circular com leves apertões.

_Humm.. o que temos aqui? Sua espada encontra-se erguida, meu rei!

Edward encontrava dificuldades para falar, ela brincava com os bicos dos seios intumescidos nas costas dele, enquanto lhe acariciava o membro duro. Uma leve mordida em suas costas o fez urrar de prazer.

_É tua, deixe-me dá-la como merece... – ele implorava, estava obvio em sua voz grossa e suplicante.

_Minha?

_Somente tua!

_Hummm! Mas que eu tenho que ver melhor como é este mimo que me oferece. – havia riso na voz dela e Edward soube que a cigana brincava com ele. Ela era rápida e ardilosa e afundou novamente nas águas escuras para desespero do rei soberbo, que procurou com olhos de águia por ela, amaldiçoando as águas que não permitiam ver abaixo em suas profundezas. Mas, que um gemido louco escapou-lhe de sua boca o fazendo tremer por inteiro. Seu membro fora abocanhado por inteiro e sugado por uma boca pequena e quente. A língua libidinosa fazia círculos em torno da cabeça e concentrou-se no orifício de seu prazer o cutucando de tal modo que Edward segurou com firmeza a cabeça de Nadja implorando por ela. Ela o sugou e lambeu com gosto e, feliz da vida, percebeu que ele crescia mais ainda em sua boca. Com a outra mãozinha, Nadja fincou suas unhas em uma banda das nádegas do rei que agora urrava e lhe gritava o nome com loucura. Tudo durou cerca de dois minutos inteiros e, repentinamente, o rei se sente livre da boca morna e gostosa dela, das mãos atrevidas e das unhas carrascas...

_Isabella? – ele tocou-se, sentindo a sensibilidade de seu membro forte que necessitava aliviar-se. Edward esperou e esperou. Tudo silencioso. Quase um minuto depois ele a xingou.

_Mulher desgraçada, volte aqui! Preciso amar-te agora!

Uma risada encorpada foi ouvida por todo o lago e até mesmo nas proximidades da campina, era ela, Nadja.

_Gostei do sabor do meu mimo, ele é doce e forte. Cuide bem dele para mim...

_Não vá! – agora ele suplicava, do jeito que ela gostava que fizessem.

Edward passou a nadar pelo lago, mergulhou algumas vezes e voltou a tona. Olhou ao redor, para a beira do lago, para o alto do precipício e nada da bela e fogosa cigana.

_Isabella? - ele gritou a plenos pulmões.

E quando já não mais tinha esperanças, bem ao longe ele voltou a ouvi-la.

_Me aguarde daqui a duas noites, pois que tenho um mimo para ti, também!