Cigana
Capitulo 10
Nadja/Bella
Silêncio.
Ele era predominante dentro do grande salão.
Causado pela surpresa que antecedeu ao estupor e a excitação que crescia fervente nas veias, embaralhando os sentidos...
Algo crepitava dentro das tochas incandescentes, fazendo tremer e mudar constantemente o tamanho de suas chamas, que exalavam a um aroma diferente no ar, pois que algo fora jogado dentro delas. A raiz de uma erva, que tinha o poder de relaxar os músculos do corpo com seu aroma leve e amadeirado. Os ciganos já estavam acostumados com o cheiro daquela raiz e a recebiam com alegria em suas festas. Mas, para os gadjos, que nada sabiam da arte cigana, aquela experiência era única.
Os convidados estavam extasiados. Houve aqueles que deixaram ao queixo cair e a boca a ficar aberta. Ainda outros, após escapar ao hipnotismo que cessara com o fim da dança, trocavam olhares que eram um misto de preocupação e surpresa. A rainha mãe levou uma mão a boca e a outra a apertar a base do trono onde se encontrava sentada, algo dentro dela, adormecido a muito tempo, agitava-se. E que ninguém ousava a algo dizer ou pensar, pois ela os dominava em todos os sentidos, com sua figura pequena e atraente, no centro do salão, entre os três músicos ciganos, Nadja sorria.
Seus olhos ligeiros viam a tudo, dos gestos nervosos que tanto poderiam dizer continue ou vai-te embora. As respirações pesadas e os olhos, de todos eles, voltados para ela somente, como estrelas brilhantes, sendo ela, a que brilhava mais do que todas naquele palco. Mas seu foco eram os verdes intensos que estavam voltados para ela, enigmáticos e predadores. Ele estava todo voltado para cada movimento seu, uma leve brisa fez com que uma mecha do cabelo mogno de Nadja se erguesse tão leve quanto os seus lenços e, ele acompanhou fascinado aquele movimento.
Ela estendeu suas mãos a frente, as cruzando lentamente. Sem perder de suas vistas a Edward, o rei. O sorriso na face bela dela foi encoberto aos poucos pelo lenço comprido de um tom vermelho, deixando apenas os olhos pintados expostos. Os músicos ciganos entenderam que a hora era chegada e a musica voltou cadenciada, forte. Ditando e conduzindo, moldando aos quadris moles da cigana. Ela girou, fazendo com que o lenço voasse ao seu redor, causando a um efeito exuberante em toda a sua figura pequena. A cadencia musical aumentou enquanto ela girava pelo salão, brincando com o seu lenço, o fazendo deslizar pelo ar e os expectadores não sabiam se olhavam para o adereço ou para o balançar das ancas dela. Nadja sorria e cruzando suas mãos ela soltou as pontas do lenço que estavam presas em seus braceletes, com um movimento rápido ele deslizou pelo ar enquanto ela gingava para longe e o lenço caiu suavemente no chão. Um soldado afoito apoderou-se dele o cheirando, o perfume de Nadja estava impregnado no tecido leve.
A música dava tons de pequenas batidas agora acompanhadas pelo quadril dela, que fazia ao tronco mover-se sinuoso, os seios fartos iam e vinham. Seu tronco estava encoberto por outro lenço que tinha tons alaranjados. Nadja aproximou-se do trono do rei gingando sensualmente, com seus olhos fixos nos dele, que estava imóvel, feito a uma estátua, ela sorriu de leve, e, com rapidez soltou ao segundo lenço de seu corpo, que revelou o ventre liso e bem torneado. Edward finalmente moveu-se, como que hipnotizado pelo pequeno buraco localizado na barriga da cigana, que mexia, fazendo ondulações, tremendo...
Bastava estender a sua mão e tocá-la. Os olhos dele a devoravam, acompanhando o balançar rítmico do corpo que virou de lado gingando a anca redonda e Nadja levantou rapidamente um de seus joelhos, este movimento fez com que os lenços que pendiam em seu quadril, revelassem a musculatura firme de uma de suas coxas.
Ela voltou-se a passos cadenciados e seus cabelos dançaram leves com ela, após fazerem a um arco no ar. Nadja brincou com o véu laranja enquanto o retirava de seu corpo, ele voava ao redor de seu corpo, preso somente pela ponta de seus dedinhos e, ela sorriu quando voltou-se novamente, gingando para próximo do trono e lá, jogou o véu, que caiu tão leve quanto o primeiro, aos pés do grande rei. As mãos pequenas de Nadja agora se encontravam em sua cintura, próximas ao ventre liso. Edward concentrou seu olhar ali e passou a respirar com dificuldade, ela fazia o ventre tremer enquanto retirava o lenço amarelo que circulava o seu quadril e revelou os contornos redondos, encobertos agora somente por dois lenços, um amarrado de cada lado. Ela dançou lentamente, fazendo o lenço deslizar por todo o seu corpo, causando a um suor frio que brotava nas costas de Edward, pois os movimentos do corpo de Nadja com o lenço que deslizava pelo corpo eram idênticos aos carinhos que antecediam a posse na dança do amor. Ele moldava-se a ela com perfeição e sincronia. Nadja jogou sua cabeça para trás, como quando se recebe aos beijos molhados que descem pela garganta e percorrem todo o colo até ao ventre, um pouco antes do triangulo...
_Edward, por favor...
A voz suplicante da grande rainha Esme, mal fora ouvida. Ela sentia que um calor a inundava, a escandalizando, pois que se concentrava em meio as suas pernas e, em uma atitude desesperada, Esme Cullen ergueu-se de seu trono e saiu apressada daquele salão. Sua mente lhe traia com lembranças já esquecidas, das mãos firmes e grandes de seu falecido rei a lhe explorar o corpo, dos gemidos e sussurros no meio da noite, em sua cama. Esme amaldiçoou a cigana, pois ela a fez lembrar-se que ainda era mulher e que estava viva, mas só.
As lagrimas lhe vieram aos olhos e ela passou a correr pelos corredores desertos e frios do palácio.
No salão os olhos muito abertos de Irina iam para o corpo escultural da cigana que gingava de forma atrevida para o seu prometido rei. Irina sentiu suas faces queimarem, ela teve pensamentos que o vigário diria serem pecaminosos, pois seus olhos se desviaram para o corpo forte de Edward e desceram por ele, que indicava ter a cada músculo tensionado. Por ultimo, pousaram no volume em meio as pernas que era grande e fascinante de se olhar. Depois, ela voltou seus olhos para a cigana que estava de costas naquele momento. O corpo dela estava coberto apenas por quatro lenços, dois amarrados no quadril, um ao pescoço que movia-se em sincronia com o lindo cabelo escuro dela e outro que circulava os seios.
Irina viu as costas firmes de Nadja se contorcendo e desceu os olhos, um pouco antes do volume redondo dos glúteos, ela viu dois buraquinhos perfeitos e não teve dúvidas quanto a beleza daquela mulher, pensando que nunca iria imaginar que um corpo pudesse ser assim tão belo. Na verdade, ela mal olhava para os próprios seios. A cigana soltou ao véu amarelo que deslizou pelo ar caindo próximo a ela e seu irmão, este se apoderou daquele lenço.
Depois Nadja afastou-se ainda um pouco mais, nunca deixando de gingar seu quadril, ela se apoderou do lenço que estava em seu pescoço e passou a dançar com ele, o fazendo girar em torno de si e depois deslizar pelo ar em prefeita sincronia com seus movimentos. Edward sabia que se encontrava desperto pela feiticeira. Ele olhou para o lenço que cobria os seios e vislumbrou os bicos rosados, depois desceu pela barriga lisa e tentadora, até chegar ao ventre tremulo e abaixo dele, Edward, pode vislumbrar também o escuro triangular. Rapidamente ele ergueu seus olhos e olhou para os dela, que lhe sorria faceira e senhora de si. Ela virou-se e fez com que o seu lenço esvoaçasse no ar passando levemente perto do rosto de alguns soldados e convidados do palácio, como se fosse um beijo leve e, esta visão o fez erguer-se de seu trono. Com passadas rápidas, ele pegou a ponta do lenço e puxou a cigana para os seus braços a firmando pela cintura fina com uma de suas mãos suada.
Os seios arfantes dela encostaram no peito largo dele que sentiu uma eletricidade a lhe percorrer todo o corpo para concentrar-se na cabeça de seu membro que vibrou ensandecido. Nadja sorriu, mostrando dentes brancos e bem feitos. Edward olhou com gula para a boca dela que soltava o ar quente a lamber a sua face, arrepiando os pelos de seu rosto.
_Pelo visto o rei não gostou do meu mimo... – ela falou baixo, quase a sussurrar, a rouquidão na voz de Nadja fazia sandices na mente de Edward.
_Eu não compartilho meus mimos. Saiba que uma vez, me dado com tanta boa vontade, é meu somente!
Dos olhos do rei um brilho saiu feito a uma lamina fria. A voz dele, apesar de rouca, saiu modulada e em tom alto o suficiente para que todos ouvissem, causando assim a uma balburdia que cresceu rapidamente por todo o grande salão.
_Mas que esta é a noite de mimos, aberta a todos.
Edward a puxou ainda mais para si, a fazendo ciente de seu estado alerta, o que somente fez alargar o sorriso no belo rosto de Nadja. O trincar dos dentes de Edward foi tão forte que arrepiou os pêlos dela, ele a desejava e isto para ela significava vitória.
_Não sou igual aos homens que passaram por sua vida mulher. Sou conhecido por ser impetuoso e severo, mas que julgo com justiça também. Não me contendo com pouco e tudo que chega até mim tem que ser exclusivo. Faço por merecer a cada conquista e jamais serei conquistado.
_Verdade? – ela perguntou o desafiando. Com seu ventre ela gingou sobre o membro duro do rei, um gemido esganado escapou da garganta dele e, Nadja sorriu diante do esforço inútil de Edward em tentar resistir a ela.
_Vai-te agora, pois que não será de bom tom ter a uma dançarina nua em meu salão! Mas saiba que muito apreciei este teu mimo.
Ela passou lentamente a ponta de sua língua por entre os lábios, sendo que por ultimo mordeu levemente o inferior e depois soltou deliberadamente seu ar no rosto tenso e serio do rei. Com facilidade, Nadja se desvencilhou do corpo quente e do calor vibrante que estava concentrado em seu baixo ventre e deu as costas aos olhos predadores de Edward, sem olhar para trás. E mesmo não sendo mulher de voltar-se, ela girou sua cabeça, antes de passar pelo arco que a levaria para os corredores externos, o rei a chamara:
_Cigana?
Seus olhos encontraram-se novamente, firmes e Edward sorriu de lado, pois sabia que aquela seria a mulher o levaria a loucura.
_A corrente ainda é minha.
Depois foi a vez dele dar-lhe as costas. Nadja respirou pesado e mordeu sua boca em claro sinal de rebeldia, ele a estava desafiando.
_Paolo, Demétrius, Lucio, vamos! Se encerra aqui, por hora.
Os ciganos ergueram-se lentamente, a música cessara desde que o rei saíra de seu trono e tomara para si o véu amarelo de Nadja. Eles saíram como uma sombra misteriosa que se vai e deixa em seu lugar o vazio, o frio.
_Emmett? Luzes! E mande entrar os palhaços e saltimbancos! – a voz ecoava a dar as ordens, enquanto ele se dirigia até o seu trono e lá largou-se pesadamente. Com um gesto de sua mão ele ordenou que lhe fosse servido o vinho que o bebeu em um gole somente. Logo o salão voltou a ficar todo iluminado e a musica alegre e circense preencheu o recinto. Edward olhou a sua volta, somente para se enervar. O príncipe Felix cheirava a um dos lenços da cigana atrevida e Edward percebeu que ele também estava erguido, depois seus olhos percorreram a todo o salão e ele notou ainda a outros homens perturbados.
_Maldita seja!
Por ultimo seus olhos caíram no trono vazio e ele lembrou-se da suplica de sua mãe. Os olhos de Irina chamaram a sua atenção, havia algo ali indecifrável. O resto da noite transcorreu lenta e pesada, nos pensamentos de todos as lembranças da cigana Nadja ainda eram vivas. Mas uma em especial lutava de sobremaneira para esquecer das curvas perigosas do corpo dela. Perto da meia noite, Edward agradeceu aos céus pelo findar da noite de mimos, ele encaminhou-se sentindo as pernas pesadas pelo corredor que levaria até o seu aposento, mas surpreendeu-se com o encontro inesperado no corredor com a princesa Irina. Lá estava ela, com suas vestes claras e jeito indeciso, como se ainda não soubesse se correria ou ficaria.
_Princesa?
_Meu rei! – ela curvou-se.
_Já lhe disse que a mim não precisa fazer reverência. O que faz aqui? Pensei que já houvesse se recolhido.
Ele viu os olhos claros de Irina fugindo dos seus e isto o irritou, pois o levou a pensar nela e na maneira descarada como ela o olhava, sem pudor ou receio...
_Eu, eu estava esperando pelo rei...
_Por mim?
_Sim!
_Então, cá estou. Diga-me, algo a aflige?
_De forma alguma!
_Então tenha piedade de meus nervos e diga-me logo o seu assunto. – ele falara com tal veemência que a vez pular.
_A-apenas que gostaria de agradecer-lhe pelo mimo.
Edward olhou quase sem acreditar para ela e por ultimo seus olhos correram para o pescoço fino que inacreditavelmente estava descoberto e que revelava parte do colo branco e liso, lá uma fina correntinha de ouro adornava o pescoço da princesa com um pingente em forma de pingo verde, uma esmeralda.
_Pois saiba que é merecedora de mais! – enquanto ele falava pousou seus olhos no volume pequeno que se formava no vestido de Irina e imaginou que os seios deveriam serem pequenos e redondos, constatando ao final, que Irina já tinha corpo formado de mulher, mas que não se igualava ao dela, cheio de volúpia com suas carnes que o faziam vibrar. Suspirando pesado, pois que a cada segundo sua mente o traia com um pensamento para a cigana feiticeira, Edward ergueu suas vistas e constatou que seu breve momento contemplativo gerara no rosto da princesa um tom vermelho escarlate.
Virgem e inocente!
Por um momento ele desejou que a princesa fosse a cigana. Pois que todas as fibras de seu corpo gritavam por uma mulher completa, maliciosa e que soubesse o que fazer com ele e toda a sua tensão. Ao passo que a princesa talvez nem houvesse tocado com seus lábios a alguém, além de sua mãe. Mas para a surpresa de Edward, Irina rapidamente ergueu-se na ponta de seus pés e lhe deu um beijo no rosto, para depois correr pelo corredor. Ele colocou um dedo seu sobre o rosto, no local do beijo rápido e tímido da menina mulher, imaginando o que poderia aquilo significar.
_Será que estão todas loucas esta noite?
Edward caminhou lentamente até os seus aposentos, lá uma sentinela estava.
_Vai-te, não quero ninguém a pajear meu sono.
Seus aposentos eram amplos e tinha a três divisões distintas, a sala onde ele por vezes reuniu-se com seu capitão, com mesa, cadeiras e uma estante de madeira repleta de objetos, entre livros, papiros e elmos. A esquerda era seu quarto de banho e vestuário e a direita, seu aposento maior, com uma cama enorme no centro e uma lareira ao canto para as noites frias de inverno. Tudo seria modificado em pouco tempo para estar a altura de receber a sua rainha. Sem preocupar-se em ser organizado, ele se desfazia de sua indumentária, uma a uma, elas caiam no chão deixando um rastro que levava até a cama, onde já nu, Edward largou-se pesado.
_Mas que droga! – ele se amaldiçoava por não sair e pegar a um cavalo e ir atrás da feiticeira. Virando de costa, ele fechou aos seus olhos e olhou para o dossel da cama, completamente desiludido e infeliz. Depois, fechou aos seus olhos em busca de algo que ele sabia que não encontraria, a paz.
Sua mente vendo-se livre finalmente, lhe escancarou as imagens do corpo maleável da cigana. De cada contorno que ficara de ser desvendado pelos véus que permaneceram no corpo pequeno de Nadja. Sua respiração ficou pesada novamente. Ele lembrou com nitidez do ventre liso que tremia ao encontro de seu corpo, mexendo com seus sentidos, aguçando seu desejo e endurecendo seu membro. O cheiro dela inundou suas narinas e Edward xingou por entre seus dentes, pois que julgou que mesmo nas lembranças Nadja era intensa. Mas repentinamente um calor lhe circulou os lados, vindo de uma pele que lhe causava eletricidade e ele abriu aos seus olhos, deparando-se com os marrons dela.
Edward instantaneamente levou suas mãos que subiram ansiosas pelas coxas até firmarem-se na cintura fina. Ela era real. Ao mesmo tempo uma fina adaga foi encostada na garganta dele o fazendo sorrir abertamente. Ela era audaciosa e destemida. Mas pequena e sua força não se igualava com a dele.
Ele virou-se rápido como um piscar de olhos, causando surpresa em Nadja, que julgava ser ela a única a fazer esta proeza.
_Veio matar-me? – por cima dela, entre as pernas torneadas, Edward desfez o laço da túnica escura que estava preso no pescoço dela e não resistindo o lambeu com sofreguidão, fazendo seu pênis tremer cheio de desejo. A lamina da adaga foi apertada de encontro a sua garganta, arrancando a uma gota de sangue, que pingou por entre os seios dela, que ainda estavam envoltos pelo lenço fino e transparente.
Nadja arqueou seu quadril de encontro a ele, que pulsou quente no meio de seus lábios escuros.
_Vim em busca do que é meu!
_Julgas de fato que algo aqui te pertence? – ele falou irritado por entre os dentes, com seu membro a sentir o calor úmido que vinha da intimidade dela...
_Me roubaste a algo, bem o sabe. Devolva-me!
_Falas com a facilidade de uma grande senhora. Esta abaixo de mim, não me ordenas!
As pernas fortes de Nadja circularam a cintura de Edward e ela o apertou, o trazendo mais para si. Um gemido gutural escapou da boca dele que revirou os olhos quando sentiu a sua cabeça lambendo o calor daquela entrada...
Nadja abaixou sua adaga e retirou a mão, mas a manteve firme em seus dedos, mesmo ela estando longe da goela do rei.
_Eu nunca fico abaixo de ninguém, sou livre de qualquer julgo!
_Ficaras sob o meu! – os olhos deles estavam conectados intensamente. Um via o reflexo de sua imagem na Iris do outro, viam espelhados a determinação e força e, finalmente, a adaga se soltou dos dedos de Nadja que gritou no momento exato em que sentiu a penetração...
