Cigana

Capitulo 11

Ele sentiu o calor do corpo pequeno dela o envolvendo gradativamente e urrou.

Unhas foram fincadas em suas costas. E enquanto ele sentia as suas carnes sendo arranhadas, investia pela entrada que lhe oferecia resistência. As coxas firmes dela lhe rodeavam a cintura enquanto dos lábios se ouvia o gemido lamurioso. Por um instante ele parou, tendo apenas a cabeça introduzida que sentia o calor e a umidade que lhe convidavam ir adiante. Ele olhou para o rosto dela a ver os olhos abrirem-se lentamente, revelando a intensidade brilhante do marrom das pupilas dilatadas.

_Costuma deixar pela metade as suas investidas? – a provocação saiu em meio aos dentes cerrados pela dor. A voz soou ainda mais rouca e teve o poder de eriçar a todos os pêlos no corpo de Edward que voltou a investir, de uma única vez, ganhando a resistência da intimidade pequena que o recebeu o apertando.

_Que senti tua pureza na ponta de minha cabeça, devias ter-me dito que sou o primeiro! – ele abaixou seus lábios até a orelha esquerda dela e lhe sussurrou as palavras, enquanto a ouvia gemer novamente, quase a chorar.

_Achas que ofereceria algo abaixo de tua honra?! - eles voltaram a se olhar.

_Da minha honra eu que sei. O que não sei é do que te chamar, pois que a loucura parece ser tua sombra mulher. Não sei se continuo te fazendo mulher ou se a mando prender por ousar encostar em mim a tua adaga.

Ela desceu suas mãos até as nádegas firmes as apertando e, em meio a dor de senti-lo dento de si, lhe rompendo todas as barreiras, ela sorriu vitoriosa, pois um gemido profundo e gutural escapou da boca dele.

_Eis-me aqui! Aberta a receber-te para o amor, ou para morrer em tuas mãos, como lhe aprouver. .

_Céus! O que queres de mim?! – a pergunta veio sofrida, impregnada de prazer e desespero.

_Que seja conhecedor de minha generosidade. Pois que dou a ti, em teu reduto, o que ninguém mais teve de mim e que jamais receberas assim, de outra mulher! – ela cruzou suas pernas a cima da cintura o apertando e neste momento ambos gemeram, pois este movimento o trouxe ainda mais para dentro dela.

Edward sentiu que sua consciência racional se esvaia. Ele nunca se defrontara assim com tamanha loucura e impetuosidade. Lançando uma de suas mãos para baixo da nuca de Nadja ele embrenhou seus dedos nos cabelos sedosos dela. Com isto, trouxe o rosto dela mais para perto do dele. E hipnotizado, viu a perfeição da pele, do brilho dos dentes e, da beleza completa da mulher que ele tornava fêmea e possuída.

Com a outra mão, Edward apoiou-se no colchão que rangeu com o peso dos dois e investiu nela lentamente, consciente de que aquele corpo estava descobrindo a arte do amor com ele pela primeira vez. Uma sensação de poder e luxuria o estava dominando. Mas, muito mais forte, foi o ego que inchou tanto quanto seu membro dentro do corpo quente da cigana. O ar, com aroma de hortelã, que saiu pelos lábios o inebriou e ele viu uma lágrima escorrer pela face lisa dela. Edward lambeu a lágrima antes de se apoderar da boca suculenta com um beijo forte. Ela o recebeu, sem reservas e paciente. Sentindo a dor pungente ceder para um calor vibrante vindo das investidas lentas que passaram a lhe conceder prazer. Aquilo a surpreendeu agradavelmente e da boca quente e possessiva de Edward saiu a língua firme que reclamou pela abertura de seus lábios. Gemendo, quase enlouquecida, Nadja cedeu. E por um instante apenas, ela desejou voltar no tempo e não ter se escondido nos aposentos do rei. Mais ainda, de não ter desejado a coroa, pois que sentindo aquele prazer que a dominava em cada fibra, fazendo com que todos os pêlos de seu corpo se erguessem, Nadja teve medo pela primeira vez em sua vida. Pois que ninguém jamais a tocou daquele modo. Em seus planos, Nadja não queria ceder, apenas ganhar.

Edward a ouviu gemer, ele a desvendava a cada investida mais profunda com sua língua e com o seu membro. Sua mente lhe pregava brinquedos, pois que estava difícil de descobrir se eram os lábios com sabor de hortelã e mel ou se a gruta que mais lhe dava prazer e urrando ele ergueu-se dela.

_Não costumo ser assim, rude com as mulheres que possuo, mas que deves saber já, tens o poder de me enfeitiçar cigana.

_Nada tenho, pois nada sou além de mim mesma. Venha, faça de mim única em tua vida! – Nadja sentiu o frio gelado tomando conta de seu corpo pela primeira vez e não gostou. Ela sentia o vazio dentro de si com a saída dele, juntamente com o ardor. Seu desejo era de volta a sentir a sensação quente e prazerosa do peso de Edward a amassando, a invadindo por cima e por baixo sem deixar espaço para mais nada que não fosse o prazer alucinante e quase chorou de desespero quando o viu se afastando dela.

_Que fazes?!

Edward sorriu de lado.

_Acalma-te, pois a noite é longa e acolhedora...

Ela o viu em pé por completo, com o membro ainda em riste e vermelho pois que sua pureza o cobria. Ele deu-lhe as costas e se dirigiu até uma das tochas acessas perto da cama e a apagou. Uma meia luz permaneceu no aposento. Depois, lentamente, ele foi até uma tina e de lá retirou água com uma cuia. Nadja ouviu o barulho do rasgo de um pano e o viu se aproximando dela com a cuia e o pano na mão e nada compreendeu.

Na meia luz, os olhos, de um verde intenso, brilhavam para ela. O corpo alto e forte do rei se aproximou da cama e ele sentou perto das pernas dela a tocando com cuidado.

_Deita a tua cabeça e fecha a teus olhos. – a voz saiu baixa e macia. Se deixando levar pelos instintos apenas, ela obedeceu, pois que não havia como ser diferente, todo o seu corpo reclamava por ele. Os dedos fortes de Edward contornaram toda a extensão de uma perna de Nadja, subindo e descendo, fazendo o calor voltar ao corpo dela que sorriu feliz.

Ele a olhava atentamente. Dos pés pequenos e bem feitos, passando pelos tornozelos finos até a panturrilha dura e torneada. Depois ele subiu pela coxa firme até chegar perto da anca redonda. Com a outra mão ele mergulhou o pano na água e depois o passou pelo ventre liso até se concentra no meio das coxas e lá se deteve. O triangulo escuro o convidava, o atiçava com o seu formato e o cheiro de fêmea que exalava até as suas narinas o entorpecia. Seus olhos subiram rapidamente e ele teve o vislumbre da perfeição que era o corpo de Nadja, com os seios redondos e os bicos duros empinados para o alto.

_És muito bela! Já o deves saber.

Gentilmente, Edward abriu as coxas e limpou o interior. Nadja arqueou o quadril, pois que o gelo do pano molhado lhe causou frisson nas partes intimas.

_Se assim me vê, então me toma! – as palavras saiam tropeças da boca que ela mordeu, no momento em que sentiu o contato de um dedo de Edward, que a contornava de fora para dentro e se deteve no calor de sua entrada. Depois ela gemeu, pois ele se abaixou e beijou seu ventre e subiu até um dos mamilos sensíveis, o chupando com gula. As mãos dela agarraram os cabelos fartos dele sem controle, pois que agora o dedo lhe brincava por dentro. Depois, ele voltou a lhe limpar o corpo, lenta e carinhosamente, entre beijos e lambidas.

_Escuta a mim, pois que nenhuma mulher se iguala a ti, minha bela cigana. E esta noite serás testemunha do modo como vou amá-la.

Ela abriu os olhos no momento em que o viu erguer-se e limpar-se também.

_O amor deve ser limpo e completo e, saiba que o coito não mais será interrompido, Isabella. Esta noite nos meus braços você vai descobrir o que significa ser mulher de verdade.

Ela sorriu, pois que gostara de ouvir seu nome de gadjo saindo dos lábios másculos do rei. Mas que gostara ainda muito mais, da forma quente como ele a olhou por inteira. Que ela já recebera a muitos olhares cheios de luxuria dos homens ciganos, mas que nenhum a fez tremer como o olhar dele. Edward encaminhou-se para ela, e seus olhos a dominavam de tal forma que o ar passou a lhe fazer falta nos pulmões. O grito, que misturou-se ao gemido fugiu de sua garganta no momento exato em que ela sentiu o peso novamente sobre o seu corpo.

Nadja fechou os olhos e se deixou sucumbir por toda a noite.

O dia já era forte e vistoso quando Edward acordou, ele soube que estava só na cama. Respirando profundamente, ele inalou o ar que ainda estava carregado com o cheiro do amor. Uma sensação de leveza e bem estar se apoderou de seu corpo e ele virou lentamente para o lado, tocando com suavidade o lado de sua cama que ficara marcado pelo corpo dela.

_Isabella! – sussurrando o nome lentamente, ele pegou com a ponta dos dedos a um fio de cabelo longo e marrom, o enrolando por todo o seu dedo e fechou os olhos novamente. As lembranças lhe vieram fortes e de todas as formas. A vontade de amá-la novamente foi grande e ele lamentou por todas as conveniências, imaginando se em algum outro lugar ou época eles seriam livres para viverem aquilo que se anunciava de forma tão intensa.

Erguendo-se de sua cama, Edward lamentou profundamente. Pela primeira vez desejou ser um simples aldeão e poder viver sem regras e livre. Ele caminhou até seu quarto de banho sem importar-se de se cobrir e viu o momento exato que uma serviçal tomava-se de vergonha ao vê-lo nu em pêlos. Ela já havia preparado a sua tina de banho e Edward mergulhou nela sentindo a água a lhe cobrir todo o corpo. Ele não queria lembrar-se de suas responsabilidades para aquele dia, apenas deseja lembrar-se dela.

Longe dali um cavalo se aproximava do lago escuro. Sua montaria era pequena e delicada. Ela desmontou e caminhou lentamente até a beira do lago. Lá com um único movimento ela desfez o nó de sua túnica e entrou nas águas geladas. Levou quase três minutos para ela voltar a tona e passando as mãos no rosto, sorriu efusivamente para o sol enorme e amarelo, mas, um barulho na margem do lago chamou-lhe a atenção e ela teve somente tempo de gritar. Seu cavalo caiu morto com a garganta cortada e um homem, com um sorriso perverso, desafivelava com a mão suja de sangue o cinto de sua calça e se preparava para entrar na água...

Continua...