Oiiii aqui estamos novamente, tivemos algumas dificuldades emocionais (choros, soluços) para terminar este capítulo. Esperamos que gostem do capitulo e não nos matem. Não esqueçam de ouvir a música.
Bjos até o próximo Capitulo.
Marlu, Berta e Nay
- CAAAAAASTLEEEEEE! – Beckett já gritava entre lágrimas e soluços, ela olhou por toda a rua e não o viu, foi então que se deu conta de onde ele havia dito que iria. Ela correu em direção ao veículo, nesse momento outro pneu explodiu fazendo um barulho e espalhando algumas fagulhas e estilhaços pelo local. – Eu tenho que... eu tenho...que tirar... ele de lá... – Nesse momento ela ouviu a sirene dos bombeiros que chegaram e já foram logo tentando apagar o fogo.
Populares que acompanhavam a dramática tentativa dos bombeiros de apagar o fogo, a seguraram, impedindo-a de chegar até o veículo agora completamente em chamas. - Me soltem... Ele é meu namorado... tenho que ir salvá-lo... - Ela se desvencilhou de dois rapazes que a seguravam, correu até a fita amarela, onde os bombeiros haviam colocado para isolar o local, mas mesmo dali dava para sentir o alto calor que emanava no local. Um dos bombeiros a impediu de se aproximar do veículo.
- Moça a senhora não pode passar...
- Detetive Beckett... NYDP 12º... Esse é o meu carro... Tem alguém dentro dele?! - O bombeiro viu que ela falava a verdade e a deixou passar, mas antes mesmo de conseguir ver alguma coisa, sua visão ficou preta e ela desmaiasse dessa vez sem os braços de Castle para ampará-la.
Ela foi levada para uma ambulância e logo recobrou a consciência, o bombeiro que a atendia ainda tentou segurá-la dentro da ambulância para levá-la ao hospital, mas ela não lhe deu ouvidos e saiu desnorteada de dentro do veículo. Ela voltou para o restaurante e ligou para Lanie e os meninos.
Beckett estava em choque, ela apenas chorava e chorava, sua vida havia acabado ou pelo menos parte dela.
Novamente ela sentiu sua alma ser dilacerada, o que ela diria a Alexis ou a Martha, ele estava no carro dela. Estava? Será que havia um corpo e ele disse que iria até o carro. E ele havia sumido.
Mas de repente poderia não ser ele. Ele ainda poderia estar vivo, ela queria acreditar, ela queria se iludir, ela não queria aceitar que tinha acabado de perder seu amigo, seu parceiro, seu namorado, o amor da sua vida e PAI DO SEU FILHO.
Filho ao qual ele nunca saberia da existência, ele não ouviria suas primeiras palavras ou veria seus primeiros passinhos, primeiro dia de aula... E quando seu filho perguntasse pelo pai, o que ela diria?
Lanie e Esposito não tardaram a chegar, estavam juntos em mais um de seus "encontros casuais". Enquanto Lanie logo avistou Beckett e foi ao seu encontro, Esposito foi falar com os policiais e bombeiros que estavam no local, o fogo já tinha sido apagado, mas como havia um corpo carbonizado, já sem vida dentro do veículo, havia virado um homicídio.
Quando Lanie se aproximou de sua amiga, um nó atravessou sua garganta, ela não sabia o que fazer ou o que dizer, e percebeu que também já estava chorando, ela caminhou lentamente até Kate (que estava sentada no degrau do lado de fora do restaurante, segurando um envelope vermelho nas mãos e suas lágrimas lavavam todo o rosto dela). Lanie abaixou, pôs uma das mãos no joelho de Beckett e disse: - Eu sinto muito!
Kate se inclinou e abraçou a amiga. – Não é ele... ele não morreu... eu sei... eu sintooo... eu... eu... eu... - ela não conseguiu terminar de dizer o choro foi maior. Lanie também não conseguiu dizer nada, também estava muito triste, apenas deixou Beckett chorar e chorou junto com ela.
Quando Eposito se aproximou das duas ele também quis chorar, mas não iria, pelo menos não ali.
- Vamos, levaram o corpo... - ele não terminou, não precisava, então disse. – Rayn está nos esperando... vamos te levar para casa Kate. – Esposito disse afagando o ombro da amiga, eles também estavam muito abalados, será mesmo que Castle estaria morto?
- Nãooooo... eu quero... eu queroo... eu quero ir! –Beckett disse com o pouco ar que ainda restou em seus pulmões.
Lanie e Esposito se entreolharam e assentiram com a cabeça, os dois a conheciam perfeitamente bem para saber que se eles não a levassem ela iria de qualquer forma. Então eles foram para o carro, onde Ryan dirigiu silenciosamente até o recinto.
Ao chegar à delegacia, Kate estava sendo apoiada por Lanie e Esposito, Ryan vinha logo atrás trazendo a bolsa e o casaco da amiga, o corpo já havia chegado e estava no necrotério, quando eles iam se dirigindo para lá, Gates apareceu na porta de seu escritório e chamou os quatro em sua sala.
Após eles entrarem, ela fechou a porta e as persianas e começou:
- Eu sei que é um momento muito difícil, mas eu quero saber como tudo aconteceu. Quem pode começar?
Kate pensou em começar, mas Esposito tomou a frente e começou: – Sra. não sabemos direito o como tudo aconteceu, mas...
- Basta Det.! Parem de enrolar, ou vocês ficarão fora do caso. Disse Gates já extremamente irritada.
Todos ficaram em choque, como ela poderia falar aquilo, como ela teria coragem de tirá-los do caso, ela sabia que isso não seria o suficiente para impedí-los, e então continuou. – Não sabemos ainda se é ele, mas se for quero estar a par de tudo, e eu não quero erros, eu quero o bastardo que fez isso preso o quanto antes...
Kate tremia e começou a chorar inconsolavelmente. Vendo o estado da detetive, e que ela não estava em condições de participar da conversa, Gates pediu que Lanie a levasse para a sala de descanso.
Gates teve uma longa conversa com os Detetives. Esposito apontou todas as provas que havia juntado com os bombeiros, e Ryan os depoimentos das testemunhas, assim Gates pode finalmente ter um ponto por onde poderia começar a investigação.
- estou colocando você e o Det. Esposito a frente desta investigação, tendo em vista a situação da Det. Backett. Agora vão para casa e descansem, tenho que comunicar a famil... - Gates não terminou frase.
Neste momento Esposito não aguentava mais segurar a dor por ter perdido o amigo.
- Isso não vai ficar assim! – Esposito falou ao sair da sala.
Gates compreendeu a angustia do Detetive. Ryan olhou para ela e disse. - Deixa, eu vou atrás dele. - Ryan disse, saindo da sala e correndo atrás de Eposito, que estava socando e chutando as paredes, num misto de raiva, dor e revolta. Ryan chegou e se aproximou do amigo. – Ei brow, ele também era meu amigo...
Esposito escorou na parede levou as mãos no rosto e começou a chorar. – Nós vamos pegar quem fez isso... Tenha certeza, isso não vai ficar assim... - Esposito disse, secando as lágrimas.
...
- Dra. Lanie, gostaria de falar com a Det. Beckett a sós. – Disse Gates.
Lanie ia protestar mais Beckett segurou a mão da amiga e disse. – Estáa tudo bem... me espera lá fora! – Lanie assentiu e saiu da sala.
- Eu já perdi as contas de quantas vezes eu tive que dar esta triste notícia as famílias... e por mais que eu já tenha feito isso muitas e muitas vezes nunca é fácil! - Gates disse se sentando ao lado de Kate na cadeira em que Lanie estava sentada antes. - Eu realmente sinto muito Det. Beckett!
Beckett ainda estava confusa, não estava entendendo muito bem o que Gates estava falando e disse.
– Todos nós sentimos Capitã, ele era um bom homem, um bom pai e um bom filho!
- Sim, mas imagino como deve estar sendo difícil para você perder um amigo, parceiro e NAMORADO! – Gates disse com naturalidade.
Kate estava incrédula, Gates sabia. E mesmo assim não expulsou Castle. Isso a vez se lembrar dele e de todas as vezes que eles tiveram que reprimir um abraço, um beijo ou até mesmo aperto de mão e voltou a chorar, entre choro e soluços perguntou. – Des... des.. des de quando Sra. Sabe?
- Na verdade já tem um bom tempo, mas como vocês foram discretos ou pelo menos tentaram e isso não afetou o trabalho achei melhor deixar do jeito que estava. - Gates fez uma pausa e falou. – deve estar sendo muito difícil... Por isso estou te colocando em licença especial, e você só vai voltar depois que passar por avaliação médica.
Kate estava tão exausta que nem se quer reclamou apenas disse. – Obrigada! – E quando ela estava saindo ouviu Gates dizer. - Detetive Beckett tenha certeza, nós iremos pegar quem fez isso.
- Eu nunca duvidei disso nem por só minuto. - Beckett disse e saiu da sala.
Esposito estava a sua espera ela olhou em volta e perguntou. – Cade a Lanie e o Ryan?
- Ryan foi tentar descobrir mais alguma coisa sobre o caso e Lanie foi ao necrotério ver o corpo! – Ele não conseguia encarar a amiga.
- Esposito eu tenho que ver nem que seja pela ultima vez... - Ela disse.
- Beckett eu acho melhor você não... - Mas ele desistiu de terminar a frase, tudo já estava tão sofrido que ele não lhe negaria isso. – Venha eu te acompanho! – Ele passou o braço ao redor da amiga que escorou a cabeça em seu ombro e foram para o necrotério.
Quando estavam quase entrando na sala do necrotério, Esposito parou, Beckett confusa olhou para ele e perguntou. – Que foi Esposito?
Ele abaixou a cabeça pôs a mão no bolso e pegou uma pequena caixinha azul de veludo, quando Beckett viu a caixinha o coração dela parou e ela perguntou – O que... é.. é isso?
- Enquanto eu falava com os bombeiros, eu encontrei isso caído no meio fio da rua, próximo ao carro... – Ele parou olhou para ela. – Eu não sabia se devia mas... mass... – Ele não conseguiu terminar a frase e apenas entregou a pequena caixinha a ela.
Quando ela abriu, sentiu como se tivesse sendo sugada por um buraco negro, dentro da caixa havia duas alianças, uma masculina que estava escrito POLICIAL, e uma feminina, cravejada de diamantes escrita ESCRITOR. Ela chorou um choro sofrido, um choro dolorido, um choro que comovia até quem não a conhecia quem dirá quem a conhecia.
- Kate me desculpe só achei que ele fosse gostar que ficasse com você! Vamos eu acho melhor você ir para casa. – Ele disse tentando fazer a amiga reagir ela estava completamente estática.
Ela não o respondeu, apenas entrou no necrotério onde Lanie também em lágrimas, conversava com o Legista responsável pelo corpo.
Quando Lanie viu a amiga disse. – Kate eu acho que você não deveria...
Beckett olhou para amiga com toda a dor que havia em seu coração e disse. – Alguém precisa reconhecer o corpo... Quem você quer que faça isso, a Martha ou a Alexis... – Ela conhecia todos os protocolos, mas ela sempre esteve do outro lado.
- Você sabe que nesses casos não é necessário. - Lanie sabia que era inútil discutir com ela então disse. – Mas tudo bem... venha...
-Não... eu quero fazer isso sozinha... Por favor, me dê alguns minutos com ele! - Ela suplicou a amiga.
Lanie suspirou, olhou para Esposito que estava logo atrás de Beckett e disse. – Tudo bem, mas só cinco minutos!... Vamos rapazes, vamos deixar "eles a sós". - Ela disse isso levando para fora todos que estavam no necrotério, deixando apenas Kate e o Corpo.
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Kate se aproximou lentamente da maca fria onde o corpo estava ela já tinha feito isso muitas vezes, mas dessa vez era diferente. Ela reuniu coragem e tirou o lençol que o cobria, a primeira reação foi de choque, o corpo estava irreconhecível completamente carbonizado, depois ela se aproximou um pouco mais e disse. – Hey, você disse que sempre voltaria para mim, que nunca iria me deixar sozinha... - Ela passou a mão na pele rosto dele, sentindo apenas uma pele dura e queimada. – Por favor, você não pode me deixar... Não agoraaaaa... Castle eu preciso de você, sua mãe precisa de você... seus filhos precisam de você... - Ela falava e o corpo continuava lá imóvel.
Ela pegou no bolso a pequena caixinha com os anéis, abriu e disse. – Por que você não me pediu... Por que esperou tanto tempo... Castle eu te amo, sempre te amei, abra os olhos... Por favor, por mim, pelo seu filho que ainda não nasceu... Ele precisa do pai! – Ela pós a mão na barriga onde agora crescia seu bebê. – Eu não vou conseguir sem você!
Ela estava desesperada então começou a gritar e a sacolejar o corpo na maca – CASTLEEEEEEEEEE NÃO ME DEIXEEEEE... POR FAVOR, ABRAAAA OS OLHOS... CASTLEEE EU TE AMOOOOOO. – Ela estava no auge do seu desespero, nesse momento Lanie e Esposito entraram na sala.
- Kate... ele esta morto. - Lenie disse a amiga.
- Não ele não morreu... não é eleeee... CASTLEEEEEEEEEEE...
- Vem Kate , você precisa descansar. – Esposito disse puxando o braço da amiga.
- Não eu não posso deixá-lo sozinho! – Ela falava ainda segurando o corpo.
- Kateeee...
Kate estava se sentindo tonta e com náusea, em seu estado isso era comum, mesmo ela não querendo deixá-lo tinha que ir para casa comer algo, agora ela tinha uma coisa muito mais importante para se preocupar. Com muita relutância, saiu, estava quase que sem forças para andar, Eposito e Ryan a levaram para o carro, Lanie estava ao lado deles. Quando iam saindo da delegacia conseguiram ver uma aglomeração de repórteres em frente a delegacia, mas Esposito conseguiu tirá-los de lá, sem serem vistos.
Esposito estacionou em frente ao apartamento dela, desligou o carro, mas todos continuaram imóveis e calados dentro do veículo, quando Lanie ia saindo do carro, Beckett falou – eu...eu ...eu realmente agradeço o que vocês fizeram por mim... mas agora eu preciso ficar sozinha!
- Mas Kate nós... - Lanie tentou argumentar.
- Por favor... eu preciso de um tempo... eu quero ficar sozinha!
- Tudo bem. – Lanie entendia que a amiga necessitava de um tempo sozinha. – Mas me prometa que você não vai fazer nada idiota ou que coloque sua vida em risco!
Beckett assentiu e saiu do carro.
Ao chegar a seu apartamento, ela tomou um banho, não imaginava que terminaria a noite sozinha, enquanto penteava os cabelos as lágrimas caíam cada vez mais, ela não conseguia controlá-las. Depois foi até a cozinha, queria tomar um porre para esquecer ou um remédio para dormir, mas nem isso ela não podia.
Então foi até a geladeira, fazia muito tempo que Kate não comia nada e precisava se alimentar, não por ela, mas pelo seu bebê, e mesmo sem fome alguma, ela comeria, faria o que fosse preciso, o possível e o impossível por seu bebê.
Fim do capitulo
