Oii meeeuuus amooreees!.. Demoreii neeh?!.. Eu digo 6 reviews novo cap.. e DEMOREII!.. MASS meeoo.. vocês não ENTENDEM o MEU DRAMA!.. Perdii meu celular na baladhenha.. e me FUD*! MEU CELULAR LINDOOO Tinha um mooonnnteee de documentos importantes nele.. Telefones de alguns chefes.. Aarrrg!.. Meoo perder celular é perder parte da genteee.. SERIIOO! To perdida, e desesperada atrás de dim dim, pq EU voh ter q pagar outro :( Enfiim desculpa a demoraa.. Esperoo que gostem.. Beijos

Hentai em Itálico quem quiser pular avonts!

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Kagome exaltou ao ser erguida no ar e carregada para a rede. Mal podia esperar para descobrir o que aconteceria em seguida. Naquele momento, não pensou em sua família nem em seu noivo. Não se sentia culpada. Não estava traindo nin guém. Ela havia prometido desposar Onigumo Peridot e cum priria sua palavra. Mas não se obrigaria a fechar os olhos para os outros homens nem a esquecer sobre os prazeres que a in timidade poderia proporcionar a um homem e uma mulher in teressados um no outro.

Aquela seria sua última chance de viver uma aventura. Antes que perdesse sua liberdade para sempre, ela iria aproveitar sua estadia em um navio e conhecer um pirata de verdade. Em pleno sentido da palavra.

Com uma desenvoltura de que nunca se julgara capaz, Kagome enlaçou Inuyasha pela cintura e acariciou-o com a palma das mãos. Ele gemeu baixinho. Gostava do jeito que Kagome o tocava. Adoraria que ela continuasse acariciando-o durante ho ras, mas seu corpo clamava pelo dela com urgência. Ele perdera a conta do tempo que fazia que não possuía uma mulher.

Ajoelhou-se de modo a ficar sobre Kagome.

Você é lindo — ela disse e isso o surpreendeu e excitou.

Eu é quem deveria estar elogiando-a.

Eu já sei que você me acha bonita — Kagome confessou, provocante. — Percebi pelo modo como me olha.

Se sou culpado, ao menos não o fiz com você acorrentada a uma parede.

Eu não fiz isso! – Kagome corou

Sabe que sim! — ele retrucou e beijou-a de leve no lábios. — O que acha de eu fazer o mesmo agora? — Com um movimento inesperado, Inuyasha abriu o corpete do vestido e expôs os seios para sua apreciação e deleite. Pareciam frutos maduros cuja doçura ele ansiava por provar.

Com uma sensualidade de que não se julgava capaz, Kagome não disse nada ao ter a saia puxada para os pés. Ao contrário. Ela o provocou ao querer saber o que ele achava que deveria fazer com uma mulher que se sentia atraída por um prisioneiro.

Inuyasha não a fez esperar pela resposta.

Eu acho que ela precisa ter sua curiosidade satisfeita.

E como ele próprio não conseguiria esperar muito tempo mais, tocou-a entre as coxas. Foi o bastante para Kagome mudar de comportamento.

Espere!

Ele não a forçou apesar da premência em completar o ato. Porque Kagome, por mais excitada que estivesse, começou a dar sinais de arrependimento.

Nunca fui tocada.

Inuyasha hesitou. Depois considerou a possibilidade de ela própria guiá-lo até se sentir pronta para a penetração.

Deixe-me acariciá-la — ele murmurou. — Mas eu a to carei somente onde você quiser. Conduza-me. Leve minha mão onde eu tentei colocá-la há poucos instantes.

Kagome aceitou a sugestão. Seu coração parecia querer saltar dentro do peito.

Sente-se estranha?

A pergunta foi feita com um sorriso. Kagome sentiu o sangue lhe subir às faces. Era incrível que aquilo estivesse acontecendo com ela. Sua mão e a dele no centro de sua feminilidade. A sensação era agradável. De repente, porém, ele começou a mo vimentar os dedos e algo inesperado aconteceu. Ela teve a im pressão de que estava inchando.

Não tenha medo. — Inuyasha se deteve e sorriu ao per ceber sua hesitação. — É normal você se sentir assim.

Sem raciocinar, Kagome abraçou-o com as pernas. Ouviu-o prender a respiração.

Está pronta agora? Porque eu acho que não posso esperar mais.

Inuyasha despiu-se em um piscar de olhos. Mal podia esperar pelos momentos que seguiriam. Depois de passar um longo período sem sentir o calor e a maciez de uma mulher, ter uma jovem linda e ardente nos braços parecia um sonho do qual não queria despertar.

Ela poderia não ter experiência com os homens, mas seus instintos de mulher clamavam por saciedade e por participação. Beijou-o como nenhuma outra. Cobriu-lhe o peito com carícias das mãos e dos lábios. Até que ele não pôde mais e a segurou pelo queixo para obrigá-la a encará-lo.

Preciso ter você agora, mas prometo ser gentil.

Posicionado para tornar Kagome sua mulher, Inuyasha não pô de evitar o pensamento de que ela era tão valente quanto ge nerosa. Movido por uma súbita ternura, ele a beijou mais uma vez antes de penetrá-la com ímpeto, esquecido por um instante da promessa que fizera. Mas se deteve ao senti-la contrair os músculos e aninhou-a nos braços para lhe dar conforto e segurança.

Sinto muito. Eu deveria ter sido mais cuidadoso. A pri meira vez é sempre assim. Difícil e dolorida.

Kagome demorou alguns segundos para recuperar a voz, mas o tremor de seu corpo persistiu por mais algum tempo. Inuyasha ficou imóvel até receber um sinal de que ela estava bem. Nes se momento beijou-a nos lábios, nas faces e na fronte. Mas só voltou a se mover dentro de Kagome quando a viu sorrir novamente.

Irei bem devagar para não machucá-la mais. — E assim ele continuou com a penetração em completo silêncio, apesar da rigidez e da tensão dos músculos que o envolviam. Porque não adiantaria pedir que Kagome relaxasse. Ele sabia que o en tendimento sexual entre os casais acontecia aos poucos.

Antes, porém, do que Inuyasha esperava, Kagome olhou para ele como se estivesse assustada e segurou-o com força pelos braços. Ninguém a preparara para a erupção que ameaçava tomar conta de seu ser. A respiração se tornou ofegante. Algo imenso parecia estar prestes a ocorrer.

Solte-se. Deixe acontecer — Inuyasha murmurou nos ca belos de Kagome. Ela abriu os olhos e olhou para ele. Parecia estar dentro de um casulo, cercada de calor por todos os lados. Uma das investidas tocou em uma parte especialmente sensível e um prazer indescritível se apoderou de suas entranhas. Con tagiado pela vibração sexual de Kagome, Inuyasha alcançou o êxtase em seguida.

Ele não saberia dizer quanto tempo fazia que não se sentia tão bem-disposto. Beijou Kagome e agradeceu por ela ter lhe proporcionado uma felicidade inesperada.

— Não me agradeça — Kagome respondeu. — Eu gostei. - Contudo, ao repousar a cabeça no ombro de Inuyasha, foi em Onigumo que Kagome pensou. Por mais que tentasse, não conse guia imaginá-lo como seu marido, fazendo com ela o que Inuyasha acabara de fazer. Não suportaria que Onigumo a tocasse como Inuyasha a tocara. Muito menos que ele conhecesse seu corpo por dentro. O que seria apenas uma questão de tempo para acontecer...

Não se arrependia de ter se atirado nos braços de Inuyasha. Aquela tarde, ao som e ao balanço do mar e da chuva, ela vivera a aventura mais perfeita de sua vida. Nada nem ninguém poderia lhe roubar aquela experiência.

Inuyasha beijou-a e lhe deu um lindo sorriso.

— Eu também — ele confessou. — E não se preocupe com o que fizemos. Não tenho muito para lhe oferecer, mas a partir de agora você é minha mulher e minha responsabilidade.

Kagome sorriu e balançou a cabeça.

— Não estou lhe pedindo nada. Não sei a que você está se referindo.

Ele segurou as mãos de Kagome e beijou-as.

— Quero que seja minha esposa.

OoOoOoOoO

Kagome andava de um lado para outro, segurando o decote do vestido que Inuyasha havia rasgado no desvario da paixão.

— Você não está entendendo.

Inuyasha se levantou e ajeitou os cabelos como se tivesse acabado de acordar.

— Não tenho nenhuma dúvida de que a quero e que sou capaz de sustentá-la.

— Mas o que está me propondo é impossível! — Kagome protestou. — Eu não posso me casar com você! Eu já lhe contei minha história.

Inuyasha suspirou e deu sinais de tanto cansaço que Kagome pensou ter vencido a batalha.

— Você é quem não está entendendo. — Ele logo a fez perceber que errara em sua dedução. — Nós vamos nos casar o não há o que discutir a respeito.

Sem condições de continuar a recusar o que ela própria que ria, Kagome mudou de tática.

— Está falando sério?

— Lógico que estou. Posso ser um pirata, mas não sou capaz de abandonar uma donzela a sua sorte depois de tê-la feito minha.

— Você não teve culpa. Você não me deve nada.

O espanto de Inuyasha aos poucos se transformou em indig nação.

— Foi apenas por curiosidade que me quis?

Kagome percebeu que sua atitude poderia revelar uma inten ção perversa e procurou remediar seu erro.

— Eu estou atraída por você, sabe disso, mas não sou dona de minha vida. Estou prometida a outro homem.

— Desculpe, mas eu não sou do tipo que faz esse tipo de jogo que você está propondo. Não possuo uma mulher para depois atirá-la ao mar. No que diz respeito a meu conceito de moral, você agora faz parte de mim. Nós já somos marido e mulher.

— Mas eu não posso ser sua mulher! — Kagome retrucou. — Você é um pirata! Deveria estar exultante por se ver livre de mim e disponível para novas conquistas.

— Não coleciono mulheres! Quanto a você, minha cara, deveria ter me avisado antes que tudo, que lhe importava era conhecer os prazeres do sexo. Porque estão sobrando homens neste navio dispostos a saciar os ímpetos de donzelas curiosas e eu não me encaixo nessa descrição.

A reação de Inuyasha foi tão inesperada que Kagome não con seguiu responder por um longo minuto.

— Você não pode me obrigar a desposá-lo!

Como se não a tivesse ouvido, Inuyasha afivelou a calça e ajeitou a faca na tira de couro presa à perna. Quando ela per guntou o que ele pretendia fazer, recebeu um sorriso misterioso em resposta. Em seguida, ele vestiu uma camisa de algodão com mangas bufantes e introduziu uma pistola na faixa amar rada à cintura. Como se não bastasse, outra faca foi colocada na bota e Inuyasha se muniu de uma espada.

— Vamos atacar um navio mercante esta noite — ele ex plicou, por fim. Perturbada, Kagome tentou se afastar. Inuyasha a deteve. — Os piratas costumam matar o capitão do navio capturado, mas eu impedirei que o façam. Porque capitães do mar têm autoridade para celebrar casamentos.

Kagome se desvencilhou e se colocou de costas.

— Eu já lhe disse que estou prometida para outro homem! — gritou, descontrolada.

— Preciso me casar com o homem que meu pai escolheu e ele não escolheu você!

Kagome interrompeu as palavras, assustada com o silêncio que pairou entre eles. O paraíso de repente se transformara em um inferno. O que era para ser romântico e divertido, tornara-se um drama sério. Inuyasha a olhava magoado..

— Por favor, Inuyasha, eu não quero magoar você. Por favor entenda.

A súplica de Kagome era genuína. Ele podia ler a sinceridade em seus olhos. Porque se ela o tivesse simplesmente usado e agora quisesse jogá-lo fora porque não suportava a idéia de se unir a um pirata, ele faria com que pagasse pelo erro. Mas se Kagome fora vencida pela paixão como acontecera com ele, ela não precisaria se preocupar porque ele zelaria para que conti nuasse a ser uma mulher honrada e respeitada.

O homem que estava diante de Kagome parecia outro, austero e autoritário. O amante carinhoso de momentos atrás havia desaparecido.

— Vou para o deque e não sei a que horas tornarei a vê-la. Mas assim que o trabalho estiver terminado, mandarei alguém para buscá-la. Encontrará um vestido naquele baú. — Inuyasha apontou para o outro lado do porão. — Miroku o trouxe de uma das pilhagens. Talvez não seja seu tamanho exato, mas certamente será mais apropriado do que esse que está usando. Prepare-se porque ainda esta noite estaremos casados.

A contrariedade e a preocupação com os pais foram esque cidos. Ao olhar para Inuyasha, coberto de armas, Kagome se deu conta do perigo que representava cada ataque a um navio. O medo de perder Inuyasha superou sua angústia pelo casamento iminente. Pensou em pedir que ele não lutasse, mas a certeza de que não seria ouvida a levou a um novo protesto.

— E se eu me recusar a dizer as juras?

— Isso está fora de cogitação. Que fique claro para você de uma vez por todas que fui o primeiro homem a tocá-la e que serei o último. Não tente se negar a ser minha esposa diante do capitão. Não estará fazendo nenhum bem a nós. — Inuyasha quis beijá-la para promover a paz entre ambos, mas Kagome se afastou, zangada, e antes que ele pudesse insistir, foram inter rompidos por Miroku e Pierre.

— Estamos atrapalhando? — Pierre indagou.

Inuyasha aproveitou a oportunidade para divulgar a novidade.

— De modo nenhum! Serão os primeiros a saber que esta noite haverá um casamento a bordo.

— O que mais podemos desejar? A comemoração será dupla, nesse caso. A vitória e o casamento de um dos nossos. Parabéns aos noivos e que a lua-de-mel dure mais de uma semana.

Os piratas riram, mas Inuyasha permaneceu sério.

— Nosso casamento será para toda a vida. Se Riten se recusar a manter minha esposa a bordo, então ele terá de nos deixar no próximo porto.

Pierre e Miroku riram alto. Era óbvio que não estavam acreditando na história de Inuyasha. Para eles, o discurso tinha apenas uma finalidade: ganhar o coração de Kagome.

— Ela não se importa de ter um pirata por marido? Ou a cerimônia implicará em uma espada às costas da noiva no mo mento do sim?

Ao som de mais risadas, Inuyasha olhou significativamente para Kagome antes de sair, levando os dois companheiros con sigo. Kagome acompanhou-os com os olhos em total silêncio. Ocorreu-lhe, pela primeira vez, que Inuyasha estava parecido a um pirata do jeito que ela sempre imaginara: camisa clara de cotada no peito e mangas bufantes, calça justa e botas.

Ele se virou antes de desaparecer de sua vista.

— Não suba ao convés em nenhuma hipótese. É uma ordem! Como em poucas horas farei de você minha esposa, vá se acos tumando a me obedecer!

Em resposta, Kagome poderia tê-lo fulminado com o olhar. Sozinha, por fim, gritou de raiva, empurrou o baú para a porta, sentou-se sobre ele e se pôs a chorar. Não por medo do futuro que a aguardava, não por estar sendo forçada a um casamento com um homem que já se comportava como se fosse seu dono. Que Deus a ajudasse, mas ela estava chorando de emoção en quanto rezava para que Inuyasha não fosse ferido ou morto du rante a batalha.

OoOoOoOoO

Impossível descrever a excitação que se apodera daqueles que estão em iminência de assaltar um navio. É tão diferente de qualquer outra sensação que apenas quem passa pela expe riência é capaz de fazê-lo. Algo, talvez, como mergulhar no fundo do mar e nadar entre peixes e vegetação desconhecidos.

A primeira etapa é a identificação do navio cobiçado no horizonte. A partir desse momento, o alvo toma a forma de uma realidade. A diversão durante os preparativos, que não deixa de ser um escape às tensões, se transforma em ansiedade. Porque a partir do instante que as duas embarcações se atra carem, tudo pode acontecer.

Medo e apreensão são os sintomas iniciais da grande ope ração. Porque até mesmo os piratas são seres humanos e temem a morte, a dor e o abandono da coragem. O medo é uma das emoções que mais rapidamente se infiltra pelo sangue e abre caminho para outra, mais intensa e profunda que se chama fúria. E a fúria é a chave para a deflagração da guerra. Um homem que luta por sua vida tem um desempenho superior ao de alguém sem motivação. Mas um homem que odeia a quem a vitória sobre o inimigo se torna mais importante do que salvar a própria vida, será um conquistador a qualquer tempo.

Os piratas se empenham nesse exercício. Eles depositam ódio e revolta no navio mercante que se aproxima e o mentalizam em fogo. Porque precisam se desligar de todo e qualquer sentimento de admiração e bondade para terem forças para destruí-lo.

Reunidos no convés, os piratas aguardavam. No alto, a ban deira vermelha e preta servia de alerta e desespero para a tri pulação do navio mercante e de incentivo à ação para Inuyasha e seus companheiros.

— Lembrem-se de que não adianta falarem comigo sem que eu esteja de frente para vocês — disse Inuyasha.

— Eu nunca me esqueço — Miroku fez questão de res ponder. Porque por três longos anos, enquanto trabalhavam para Naraku, Inuyasha e ele se tornaram tão amigos que ele quis aprender a linguagem de sinais para melhor se comunicarem.

— Você pretende realmente casar com aquela moça? — Miroku perguntou de modo que ninguém pudesse ouvi-los. A seu lado, Inuyasha observava a aproximação do outro navio com as mãos apoiadas na cintura.

— Sim.

— Por que motivo? Você se apaixonou por ela? - Inuyasha ainda não havia se feito essa pergunta. Ele amava Kagome? Amor era mais do que afeição e desejo. Ele gostava de Kagome, desejava-a e queria protegê-la, mas amar...?

— Não.

— Você dormiu com ela quando esteve em terra?

— Não.

— Nesse caso, o que lhe deu para tomar essa decisão? — Miroku quis saber.

De repente, a situação lhe pareceu tão absurda que Inuyasha riu de si mesmo.

— Acho que acabei de descobrir que sou ciumento. Agora que a fiz minha, não suporto a idéia de que outro possa tocá-la. Ela é só minha!

Foi Miroku quem riu dessa vez.

— Esse seria meu terceiro palpite.

O grito do capitão Riten soou acima do rugido do vento, das ondas do mar e do vozerio da tripulação. À ordem de fogo, todos os homens, com exceção de Inuyasha, taparam os ouvidos contra o terrível estrondo do canhão. O brilho vermelho-alaranjado da pólvora em combustão ofuscou os olhos já acostu mados à escuridão da noite. Tiros, disparos e centelhas se su cederam. O revide não tardou. Todos os piratas sabiam que o outro navio não iria se render. Eles transportavam uma carga valiosa e a recomendação que receberam eram para lutar contra o inimigo até a morte se necessário.

A colisão iria acontecer a qualquer instante. Inuyasha e Miroku se prepararam para o momento, mas o impacto foi tão forte que Miroku foi projetado sobre Inuyasha e por pouco os dois não caíram. A segunda ordem do capitão Riten não demorou.

— Atacar!

Os quarenta e três homens designados para a batalha se co locaram em posição de saltar para o outro lado. Eles não es peravam que a batalha fosse difícil porque em um navio da quele porte não cabiam mais de duas dúzias de tripulantes. Mas o risco que Inuyasha e Miroku correriam seria grande por estarem na linha de frente.

Munido de um cutelo, a arma de sua maior confiança, Inuyasha esperou que os companheiros lançassem as âncoras de atracação sobre as bordas de madeira do navio conquistado. Naquele instante, mais do que em qualquer outro, ele obrigou-se a recordar as lutas que já travara. Porque nada emprestava mais coragem a um homem em iminência de um ataque do que a raiva e o ódio pelo inimigo que ousa contra sua vida.

Ele sabia que era um dos melhores lutadores a bordo. O capitão também sabia. Por esse motivo, sempre o designavam para a posição de liderança. Ao mesmo tempo, não era fácil levar em frente sua tarefa. Porque cravar uma faca no peito de alguém que ele nem sequer conhecia o perturbava. Preferia ser atacado antes. O instinto de defesa o impulsionava, então, a matar seu inimigo sem que a consciência o culpasse.

O caos imperava nessas situações. O risco de atingir um companheiro era grande. Homens se acotovelavam em duelos. Não havia espaço suficiente para o brandir das espadas. A chu va voltou a cair. No início, Inuyasha não conseguia ter certeza se eram gotas d'água ou de suor que pingavam sobre suas pálpebras e o obrigavam a piscar. Logo, porém, a camisa grudou cm sua pele e ele começou a lutar em defesa da vida que só agora tinha esperanças de que seria melhor. Sorriu. Porque um milagre parecia estar acontecendo. No meio daquela confusão, ele ouviu gritos. Sua deficiência parecia estar dando sinais de melhora.

Um pirata caiu aos pés de Inuyasha e ele teve dificuldade para se equilibrar e não tombar sobre o outro. O adversário se aproveitou dessa distração e lhe teria acertado a cabeça caso seus instintos não o tivessem feito saltar para trás no momento exato.

Como se tivesse surgido do nada, um outro tripulante o pren deu por trás pelo pescoço, imobilizando-o. Parecia-lhe azar demais que dois homens concentrassem o ataque apenas nele quando o navio mercante contava com tão pouca defesa. Um trovão sacudiu céu e mar subitamente e ele conseguiu se livrar do braço que o estrangulava.

Sem fôlego, Inuyasha olhou para os lados à procura de Miroku. Era quase impossível enxergar algo em meio às som bras e à neblina. Eram tantos os homens que as faces se con fundiam. Inuyasha gritou o nome do amigo e surpreendeu-o en tre dois inimigos. Miroku estava em situação pior do que a dele. Com renovada energia, Inuyasha alcançou-o e derrubou um dos opositores com um violento soco que lhe rendeu a vitória. Em igualdade de condições, Miroku conseguiu dar conta do outro.

— Obrigado.

— Pena que você não estava ao meu lado há pouco — disse Inuyasha.

— Por pouco não estouraram minha garganta. Tam bém tive de lutar com dois ao mesmo tempo.

Os amigos só descobriram que o navio mercante havia sido dominado quando olharam ao redor para continuarem a lutar e não encontraram mais nenhum oponente. Só piratas conti nuavam de pé.

A vitória era deles, mas o cansaço era tanto que ninguém deu vivas.

Inuyasha, em especial, não se sentiu animado com a vitória.

Tudo que queria era se sentar, respirar e descansar. O máximo que conseguiu foi sorrir para cada companheiro que passava por ele. Sabia que ficariam bem depois de se apoderarem da comida e da água que os outros estavam transportando. Naquele momento, no entanto, ele só conseguia pensar que ainda estava vivo. Da pilhagem se encarregariam os outros que não haviam lutado na linha de frente como ele. Deveriam estar felizes. Em breve estariam dividindo o ouro e a prata guardados nos porões.

Não havia pressa. Não havia necessidade de vigilância. Os piratas eram honestos entre eles. Seguiam regras feitas por eles mesmos. Ninguém se apoderava de um quinhão maior do que o do outro. Tudo era dividido em partes iguais. Fraternalmente.

Ouro e riquezas não importavam a Inuyasha naquela viagem. O que ele queria para si era a integridade física do capitão vencido.

— Traga o capitão para mim — ele pediu a Miroku. — Depois vá buscar Kagome!

A noite não estava propícia para um casamento. Não havia lua nem estrelas. A chuva havia passado, mas fazia frio e a neblina estava densa. Inuyasha estava ciente de que seu aspecto estava longe de ser o de um noivo comum. Mas quando Kagome o viu, com os cabelos molhados e colados ao lindo rosto, com os músculos projetados quase obscenamente sob o tecido trans parente e a respiração ofegante como quando eles se deitaram na rede, ocorreu-lhe que, talvez, tê-lo como marido não seria tão terrível quanto estivera a pensar.

— Está pronta? — Inuyasha perguntou, ainda sentado e abra çado aos joelhos, como se ainda lhe faltassem forças para se levantar.

Kagome fez que não com a cabeça.

Ela não havia nem sequer trocado de roupa como Inuyasha mandara. Porque não lhe pa recia certo desobedecer a vontade de seu pai e se submeter aos desejos de um pirata. Tanto que não teria subido voluntaria mente ao deque.

Pierre precisara arrastá-la para fora da cabine.

— Foi por isso que não trocou de vestido?

Ela tornou a responder com um movimento de cabeça, dessa vez afirmativo. Inuyasha franziu o cenho.

— Um vestido rasgado não impedirá nosso casamento — Inuyasha resmungou. Ele não se deteria diante de nenhum obs táculo para ter Kagome. Sua sugestão de usar um vestido bonito para a cerimônia fora uma tentativa de incentivo.

— Eu não direi as juras — Kagome ameaçou.

Inuyasha suspirou. Kagome não podia entendê-lo. Seu mundo desprezava os piratas. Ela não o conhecia, na verdade. Ela não sabia praticamente nada sobre ele. Mas isso não o demoveria de sua decisão.

Alguns instantes depois Inuyasha se levantou e estendeu a mão para que Kagome o acompanhasse até o capitão mercante que os aguardava sob a mira de uma pistola.

Ao ver Inuyasha e a noiva se aproximarem, François obrigou o capitão a erguer a cabeça que ele mantinha voltada para bai xo, vencido e humilhado e ainda receoso por sua vida.

— O que querem de mim?

— Que celebre um casamento.

— Nunca fiz isso.

— Para tudo há uma primeira vez. Improvise.

O capitão não estava em condições de recusar. Ele não era padre e nenhum casal resolvera se unir sob seu comando antes, ele já havia assistido a alguns casamentos e recorreria a sua memória em busca das palavras adequadas.

— O senhor aceita esta mulher como sua esposa, na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença, até que a morte os separe?

— Sim.

O capitão olhou para Kagome.

— A senhorita aceita este...

— Não! — Kagome o interrompeu, brusca.

O pobre homem pestanejou. O que ele faria agora?

— Prossiga — ordenou Inuyasha como se Kagome não esti vesse presente. Não estava bravo nem surpreso. Kagome o avi sara que procederia daquela maneira.

— De acordo com a lei, se a noiva não quer, não pode haver casamento — o capitão declarou.

— Quem lhe pediu para seguir a lei? — esbravejou François. — Faça o que o noivo diz!

— Bem, nesse caso, o que querem que eu faça?

— Que nos case oficialmente.

— Então, oficialmente, eu os declaro marido e mulher. Está bem assim?

Para Inuyasha estava perfeito. Ele agradeceu ao pobre ho mem, deixou-o em poder dos companheiros e chamou Kagome.

— Venha, minha esposa. Vamos comemorar nosso enlace na cabine principal que você ainda não conhece.

— Não sou sua esposa! — Ela se desvencilhou. — Eu não disse o sim. Aquele teatro não teve nenhum significado.

Inuyasha cruzou os braços e estreitou os olhos.

— Nós iremos jantar agora. Depois, quando eu a levar para minha rede, veremos se a cerimônia teve ou não um significado.

Os olhos de Kagome brilharam de lágrimas. Não era assim que deveria ser.

— É uma ameaça?

— Por que diz isso?

— Se você me forçar, será um ato de violência, não de união.

— Por que eu teria de forçá-la esta noite, se à tarde não foi preciso?

— Esta tarde eu ainda não te odiava.

O modo como Kagome falou fez Inuyasha sorrir.

— Diga se estou enganado. Você gostou de mim quando esteve em meus braços pensando que seria abandonada no pró ximo porto, mas depois que eu quis salvar sua honra, tomando-a como minha esposa, passou a me detestar?

— Não é engraçado! — Kagome protestou. — Você sabe porque eu estou brava. Se esse casamento fosse válido, ele teria arruinado minha vida. — Apesar da firmeza da declaração, Kagome não se sentia segura do que estava dizendo. E se esti vesse realmente casada com Inuyasha? Um comandante era a autoridade máxima no mar e apesar de sua convicção, talvez ela estivesse errada.

— Não concordo que seja eu o responsável pela ruína de sua vida — Inuyasha se defendeu e segurou gentilmente a mão de Kagome. Ele estava pensando no noivo dela. No homem sem qualidades que não saberia amar nem honrar os votos matri moniais. Admitia que o outro poderia oferecer mais a ela em matéria de conforto, mas ele queria dar a Kagome o que o di nheiro não podia comprar: amor e fidelidade. E presentes tam bém, é claro. Quando possível. Por isso, não permitiria que ela repetisse aquela mentira sobre ele ter lhe arruinado a vida; por que ele a salvara.

A cabine principal reunia naquele momento quase todos os homens a bordo. Inuyasha não a levara antes para conhecê-la e para participar das refeições porque temia por sua segurança. Mas agora, como sua esposa, eles a respeitariam.

Kagome não esperava encontrar paredes forradas de veludo vermelho nem uma decoração luxuosa. Parecia um salão de baile. A não ser pelos convidados, homens sujos e rudes, que pareciam apenas saber beber e rir. Impressionou-a encontrar tantos membros mutilados e adaptados com ganchos. Ela sentiu um arrepio ao imaginar que uma desgraça como aquela poderia acontecer com Inuyasha. Aconchegou-se a ele instintivamente. Tudo ao seu redor era uma prova de que a vida de um pirata era um perigo constante.

Por sua vez, Inuyasha interpretou o gesto como uma reconciliação e sorriu.

— Quer que eu lhe consiga um doce? — Falou beijando a ponta de seu pequeno nariz. Ele não sabia onde, mas tinha certeza de que ouvira alguém dizer que as mulheres gostavam de doces.

— Quero ir para casa — Kagome murmurou para sua desilusão. — Não quero doce, não quero ficar neste navio. Quero que cumpra sua palavra de me tirar daqui!

Não houve tempo para reações. Todos os olhares se volta ram para a porta. O capitão Riten estava desesperado.

— Estamos sendo atacados! Tiros de canhões. Homens, a seus postos!

— Por quem? — gritou um homem.

— Caçadores de piratas!

Kagome levou impetuosamente a mão à garganta. Kouga es tava vindo salvá-la!

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Não havia esperança de vitória. Os piratas haviam sido pe gos de surpresa. Se não tivessem se entregado aos deleites da arrogância, tivessem conservado a prudência nas comemo rações em vez de se afogarem em bebidas como tolos, talvez tivessem visto o navio em tempo. Mas até mesmo os vigias estavam ébrios e grande parte dos outros ocupados demais em examinar as mercadorias roubadas para considerarem a neces sidade de defenderem as próprias.

Diante do perigo, Inuyasha se apressou a levar Kagome de volta ao porão onde ficaria mais segura. Fechou a porta sem nem sequer dizer uma palavra de despedida ou de explicação. Não era preciso. Kagome sabia que poderia ser a última vez que o veria. Queria sua liberdade. Ao mesmo tempo não desejava testemunhar a derrota dos piratas. Aprendera a gostar de alguns deles e não suportaria a idéia de vê-los mortos ou presos nas mãos daqueles a quem deveria agradecer.

Uma onda de terror a invadiu. Inuyasha. E se algum golpe o atingisse? Ao mesmo tempo, o que seria de sua vida se os piratas vencessem? Ela passaria outra noite e todas as outras em uma rede, submetida ao magnetismo e a autoridade de Inuyasha? Não. Kouga significava sua salvação. Por mais que ela gostasse de Inuyasha, queria voltar para casa.

Foi o próprio Kouga quem rompeu a porta. Ela havia se esquecido quanto ele era alto e forte. Sua figura era tão imponente que os batentes lhe serviam de moldura. Parecia fazer um século que não o via. Mas nenhum estranho poderia ser mais bem-vindo naquele momento.

— Kouga!

Ela se atirou nos braços que a aguardavam e que a fizeram girar de contentamento e alívio. Ele não disse nada. Kouga era mais de ação do que de verbo. Lágrimas inesperadas inundaram os olhos de Kagome e foram tão copiosas que umedeceram a camisa de seda preta que Kouga trajava.

— Você veio me buscar! Você venceu os piratas!

— Nós acabamos com eles — Kouga afirmou orgulhoso, ainda segurando Kagome nos braços, embora não soubesse como confortá-la.

— Podemos ir agora? — ela perguntou, ansiosa. — Você me leva para casa?

Ao vê-la enxugar os olhos com o dorso das mãos, Kouga engoliu em seco. Kagome era uma das moças mais bonitas que já conhecera. Seu rosto era perfeito e os olhos azuis brilhavam em contraste com as sobrancelhas um tom mais escuras do que os cabelos. Sua compleição física era mimosa como a de uma fada. Ele lutaria para tê-la para sempre a seu lado.

— Sim. Nós iremos o quanto antes porque meus homens têm ordens para atear fogo neste navio.

— O que será dos piratas que sobreviveram? — ela indagou com um nó na garganta. — Porque não estão todos mortos, estão?

Por mais adorável que Kagome se apresentasse, sua preocu pação causou estranheza em Kouga.

— Importa-se com as condições de um bando de criminosos depois de tudo que eles a fizeram passar?

A resposta a fez lembrar o único modo de conseguir que Kouga a obedecesse. Firmeza e altivez.

— Eu lhe fiz uma pergunta. Por favor, responda. - Após um instante, ele encolheu os ombros.

— Algumas gargantas foram cortadas. Os que ainda estão vivos serão levados para a praia e serão julgados pelos crimes que cometeram. Os culpados, e eu não tenho dúvida de que todos o são, morrerão por enforcamento.

— O que houve com aquele que me trouxe para cá? Você se lembra de seu aspecto, não?

— Foi novamente capturado. Por quê? — Kouga indagou com raiva. — Ele lhe fez nenhum mal?

— Não — Kagome se apressou a negar, receosa pela vida de Inuyasha. — De modo algum.

Kouga respirou fundo, mas seus dentes continuavam cerra dos de animosidade. Ele não estava com disposição para per doar o culpado pelo rapto de Kagome.

— Vamos sair logo daqui. Tudo ficará bem agora que está comigo.

Ao se dar conta de que seria a última vez que veria aquela cabine e a rede onde se deitara com Inuyasha, Kagome sentiu o coração bater acelerado.

— Espere! — ela pediu antes de saírem.

— O que houve?

De repente, parecia de suma importância para Kagome levar consigo uma lembrança de sua aventura. Seus olhos recaíram sobre o baú colocado sob a rede de Inuyasha. Cada pirata con tava com um. Ali deveriam estar guardados todos os pequenos tesouros que Inuyasha acumulara em sua vida. Seus objetos pes soais. Ela não suportaria que fossem consumidos pelo fogo.

— Aquele baú. — Ela apontou para a arca de madeira. — Posso levá-lo comigo?

Kouga calculou o peso. Parecia pesado demais para um só homem, mas havia tanta expectativa nos olhos de Kagome que ele não quis desistir e ser encarado como um homem incapaz.

OoOoOoOoO

Uma cabine foi destacada para uso exclusivo de Kagome, ao lado da de Kouga. Ao atravessar o convés para embarcar no outro navio, Kagome manteve a cabeça baixa, mas teve certeza de que muitos pares de olhos a observavam, julgando-a uma traidora. Não podia culpá-los por isso. Era por sua causa, afinal, que muitos estavam mortos e os demais feitos prisioneiros.

Kagome não encontrou coragem para olhar o navio em cha mas. Destruição por todos os lados em homenagem a ela. Como alguém podia se sentir honrado diante de um espetáculo da quela natureza?

Kagome se permitiu um momento de paz apenas quando se fechou em sua cabine. Era maravilhoso ter sua privacidade respeitada outra vez e respirar limpeza. Poder dormir aquela noite em um colchão macio e ter uma cômoda com gavetas para guardar alguma coisa. Tocou a madeira como se fosse uma pedra preciosa. Sem pensar no que fazia, abriu a primeira gaveta e surpreendeu-se ao encontrar algumas de suas próprias roupas. Seus olhos encheram de lágrimas. Sua mãe havia se parado algumas peças para Kouga lhe trazer. Não esperava encontrar alguns vestidos novos em outra gaveta, comprados certamente pelo próprio Kouga. Jamais o imaginara capaz de tanta generosidade e cavalheirismo.

Kouga fora o primeiro homem a povoar seus sonhos de moça apesar da aparência rude. Agora ela estava cogitando se não existia um espírito sensível sob aquele corpo intimidador. Fora em Kouga que pensara quando seus pais lhe falaram sobre seu noivado com Onigumo. Porque em comparação com seu prometido, Kouga era bonito e atraente. Nunca lhe parecera recriminável que acalentasse sonhos com outro homem se era obrigada a casar com alguém de quem não gostava. Não con siderava uma traição ser infiel em pensamento. Porque fideli dade de alma era para ser conquistada, não clamada.

O tempo passara, contudo, e os sonhos e as fantasias rece beram um outro dono. Kagome pensou em Inuyasha e escondeu a cabeça nas mãos. Deus, ela estava realmente casada com Inuyasha? Não podia considerar válido um casamento nos ter mos que fora feito. Ela não havia recitado as juras. Ninguém iria saber o que sucedera naquele navio. A não ser ela mesma. E seu corpo.

Cenas da intimidade partilhada com Inuyasha lhe retornaram à memória. Kagome estava prestes a se entregar a um profundo desprezo pelo que permitira que acontecesse quando um can saço insuportável a dominou. E não foi de escárnio o sorriso com que adormeceu, mas de prazer. Porque assim que parou de se recriminar, ela se viu lembrando do brilho daqueles cabelos loiros ao sol do fim de tarde, do rosto bronzeado e dos olhos sensuais que a fitavam de cima, dos braços musculosos que a cingiram durante o ato do amor.

Por mais que sua consciência a acusasse, ao acordar de um breve cochilo Kagome decidiu que não iria desprezar e maldizer a experiência vivida com Inuyasha. Porque apesar de ser um pirata, Inuyasha lhe dera emoção, prazer, conforto e até mesmo proteção.

Nunca seria capaz de esquecê-lo. Inuyasha tocara seu cora ção. Apesar da vida que o destino o obrigara a levar, ele era bom e sincero. Sua selvageria mesclava-se a uma surpreenden te vulnerabilidade, fruto de sua infância sofrida. Inuyasha não merecia a morte. Gostaria de salvá-lo se estivesse em suas mãos. Mas a sorte de todos aqueles piratas escapava de seu alcance. Ela se encontrava em meio a uma guerra. Era difícil aceitar que fora a causa de tanta destruição. Seu único consolo era saber que não poderia fazer nada para mudar as circuns tâncias. E agarrar-se ao sentimento de decepção com que se despedira de Inuyasha. Porque depois de adorá-lo, ele a traíra ao lhe negar o retorno para sua casa e obrigá-la a permanecer com ele como uma espécie de concubina.

Angustiada, Kagome se levantou e ergueu as mãos para o alto. Não tivera escolha. Não queria se culpar por ter orado por seu resgate. Pediria para ser ouvida durante o julgamento e tentaria interceder por Inuyasha. Contaria que ele a tratara bem e a pro tegera dos outros piratas.

Uma batida à porta interrompeu os pensamentos de Kagome.

— Posso entrar?

Kouga parecia outra pessoa. De banho tomado, cabelos penteados para trás e perfume de sabonete. Em outra ocasião, ela o acharia atraente, mas naquele instante não lhe despertou nem sequer admiração.

— Claro que pode. Por favor.

Kouga precisou abaixar a cabeça para passar pela porta.

— Você está adorável como sempre.

Kagome sorriu, agradecida. Ela estava se sentindo bem melhor depois de vestir uma roupa limpa e bonita.

— Não tenho palavras para exprimir minha gratidão por seu desvelo.

Antes que ela terminasse de falar, Kouga demonstrou mais consideração ainda ao desdobrar um guardanapo e lhe entregar um pedaço de pão fresco e cheiroso.

— Está com fome?

Mesmo sem apetite, Kagome não resistiria a um pão de as pecto tão delicioso.

— Sim. Obrigada mais uma vez. — Ela comeu antes de voltar a conversar. — Em quanto tempo chegaremos em casa?

Kouga lhe pareceu estranhamente evasivo.

— Navegaremos em baixa velocidade porque levaremos co nosco o navio mercante e os ventos não estão a nosso favor.

Era mentira. Kouga havia dado instruções aos outros tripu lantes para seguirem por uma rota mais longa de propósito para permanecer mais tempo junto a Kagome.

— Não tem importância — Kagome respondeu, convencida de que era verdade.— Agora eu estou a salvo com você.

Incentivado pelo cumprimento, Kouga deu um largo sorriso e aproveitou para ganhar mais alguns pontos na preferência de sua protegida.

— Sinto muito que seu noivo não esteja aqui a seu lado. Imaginei que ele fosse fazer questão de estar presente em seu resgate, mas parece que o estômago delicado não suporta via gens por mar.

Kagome não se deu ao trabalho de responder. Estava mais interessada em saber sobre Inuyasha do que sobre Onigumo. Jamais esperava ver raiva ou ao menos decepção pelo pouco-caso demonstrado pelo noivo, mas aparentemente ele não merecia nem sequer o desprezo dela.

— Eu o alertei sobre a importância de nos acompanhar nesta viagem. Avisei-o que qualquer homem que se preze faria ques tão de ir ao encontro da noiva e de zelar por seu retorno em segurança — Kouga aproveitou para ressaltar as diferenças entre eles.

— Você perdeu seu tempo. Onigumo não é um cavalheiro. Ele acha que as mulheres são capazes de cuidar de si mesmas. Ninguém jamais poderá acusar meu noivo de generosidade ou coragem em excesso.

Kouga não cabia em si de satisfação. A conversa estava tomando o rumo exato que ele esperava. A semente acabava de ser plantada e deveria germinar e crescer durante o trajeto de volta.

— Se você fosse minha, ninguém a teria raptado e afastado dos seus — Kouga murmurou inesperadamente.

— Se eu fosse o quê? — Kagome não quis acreditar em seus ouvidos.

— Se você estivesse sob minha proteção, isso não teria acon tecido — ele repetiu com outras palavras. — Eu não teria per mitido que fizesse uma tolice como essa.

Kagome ainda estava em choque pelo modo como Kouga se referira a ela. O que ele pretendia? Torná-la sua amante?

— Conheço mulheres como você — disse Kouga e segu rou-lhe as mãos antes que ela pudesse antecipar sua intenção. — Você acha que quer fazer o que bem entende, mas em rea lidade espera ter um homem firme a seu lado, que lhe imponha limites. — Kagome escutava, mas era para suas mãos pequenas com relação às dele que dedicara sua atenção. Talvez por notar seu alheamento, Kouga a segurou pelo queixo de modo a olhar em seus olhos. — Você não precisa se casar com Onigumo, um homem que não a merece. Você pode escolher outro.

Kagome tornou a baixar a cabeça.

— Não. Eu não tenho escolha.

— Sim, você tem — Kouga retrucou. — Estou lhe dizendo que agora você tem escolha. Eu estou lhe dando essa chance.

Kagome daria qualquer coisa para estar em outro lugar naquele momento. Seus olhos procuraram instintivamente uma saída. Não lhe ocorria nenhuma palavra para dizer e não encontrava meios de se furtar àquela conversa.

— Kouga, eu vou me casar pelo bem de minha família.

— Eu também tenho dinheiro — ele se apressou a explicar. — Não sou rico como Onigumo, mas tenho condições de ajudar sua família. Com o tempo, eles irão me aceitar e...

— Não, Kouga. Lamento, mas não posso. — Kagome desco briu naquele instante que suas palavras não correspondiam a seus sentimentos. De repente, o motivo de sua recusa não era mais a obediência aos pais, mas o fato de não sentir mais ne nhuma atração por ele. As fantasias que tivera com Kouga foram benéficas porque a mantiveram viva em meio ao pesadelo do sacrifício que lhe fora imposto. Agora, porém, que lhe fora dada a opção, que a proposta soava plausível, ela acabara de descobrir que não o queria a seu lado por uma noite, muito menos pelo resto de seus dias. O que sentira por Kouga não era forte o bastante para uma mulher abandonar sua família e seu futuro. Não era um desejo irresistível como sentira por Inuyasha, pois ele era único..

— Acho que sei de que se trata. — Kouga suspirou. — São os piratas, não são?— Kagome quase perdeu o fôlego à noção de que Kouga havia descoberto a verdade, mas como seria impossível, ela afastou o pensamento de sua mente. — Você receia que eu não a queira mais por causa do que eles lhe fizeram a bordo.

Kagome sentiu que corava, mas se controlou rápido.

— Eles não me machucaram.

Ela parecia tão sincera e tão convincente com seu sorriso que poderia enganar qualquer um que não a conhecesse como Kouga a conhecia.

— Tenho lidado com piratas há anos — ele insistiu. — Sei como são e o que fazem.

— Eles não fizeram nada comigo. Eu juro.

Foi o tapinha que ela lhe deu no joelho que mais o irritou. Ele queria consolá-la, não ser consolado. Ao ser informado sobre o rapto de Kagome, rezara para encontrá-la antes que os piratas a violassem com receio de que não fosse mais sentir o mesmo desejo por ela depois de ter sido tocada. Mas sabia que estivera apenas tentando se enganar. Seria impossível que Kagome viesse para seus braços pura como subira naquele navio. As dúvidas, no entanto, perderam a razão de ser no momento que ele escancarou aquela porta e a encontrou, tão linda quanto a vira pela última vez.

— Você foi corajosa. Agora deixe-me tirar toda essa carga de cima de seus ombros. Serei corajoso por você. Apenas me diga qual deles...

— Nenhum — ela o interrompeu. Nunca seria capaz de acusar Inuyasha pelo acontecido. Porque não seria verdade. Ela havia se entregado a ele de livre e espontânea vontade.

Kouga desistiu de arrancar uma confissão de Kagome. Sol tou-lhe a mão e respirou fundo em busca de paciência. Se tinha a intenção de conquistá-la, precisaria ser bom e compreensivo com ela. Mas mal podia esperar para fazê-la sua e ensiná-la a respeitá-lo. Imporia regras. Em primeiro lugar Kagome teria de responder a todas as perguntas que ele fizesse. Não admitiria que sua esposa lhe mentisse, mesmo que fosse para demonstrar coragem. Bastava um em uma casa para ter coragem e o ho mem era ele. Assim que entendesse isso, Kagome desistiria de suas imposições de independência.

— Você teve aventuras demais por um dia. Deve estar exaus ta. Vou deixar que descanse.

Kagome tentou não demonstrar o alívio que aquelas palavras provocaram. Mas antes que pudesse imaginar o que a esperava, Kouga dobrou-a para trás e lhe deu um beijo apaixonado que não foi retribuído.

— Boa noite.

Ela viu a porta fechar, mas não esboçou nenhuma reação. Apenas limpou os lábios. Não conseguiu nem sequer agradecer por tê-la salvado. O beijo a deixara tonta. Jamais esperara ter tantos pretendentes. Não sabia se deveria se sentir feliz, lisonjeada ou miserável. Já que o único homem que desejava beijar estava fora de seu alcance.

OoOoOoOoO

MEEOOO.. O BICHOO PEGOOU!.. Acheii o Inu tão mas tããããoo fofoo.. Nunca que eu diria não para o capitão.. Diriia SIIM! BORA PARA NOIITEE DE NUPCIAS ! *-* Hahahaha! Eu morro de ternura por esse pirata gente!.. Quero um para miiim meeoo! *-* Kouga como sempre direto, e Kagome mesmo sem querer admitir.. Já está caiidiinhaa! Muahaha!.. Ele quis casar com ele meeoo.. AIIN MEOOO!.. ELE É TUUDOO DE BOOM!.. Esperoo que tenham gostado meus amores.. Lembrando 8 reviews próximo capitulo na HORA!.. Serioo messmooo! Miil beijoos meus amores..! e continuee comiigo! REVIRAVOLTAA NO PRÓXIMO CAP! DAALEE INUU!

Pri

Siim judiação!.. O Inu é tipo irresistível!.. COMO! Ele ficou tanto tempo solteiro comooo? Meninaa, eu seria safadenha mesmo.. com ele entoon! Espero que tenha gostado do HOT HOT HOT! Desculpe a demoraa amoreco!.. Espero que curta.. Miil beijiinhoos!

Babb-chan

OIII QUERIIDAA MINHAA!.. Estava dando falta de vc!.. E de suas reviews animadooraaas!.. Vamos lá em ordem 1 review: TODAS sabiiaam que o Inu era o pirata.. A meeoo não consigo ter dó do Kouga no começo, ele é convencido demaaiis.. Vc vai riir muito do Onigumo, eu pessoalmente o achei meio gayziim hahaha! 2 review: O INU RECLAMOU A ELA! Porque ele é um liindoo.. meoo Impossivel não se apaixonar por ele meeoo.. O Kouga teentaa.. Mas só o inu consegue meeoo beem.. Sex appel é para poucos hahaha! Espero que tenha gostado do Inu todo fofo e sensível, infância sofrida meninaa achoo judiiaçãoo meoo! 3 review: Não roubará o Inu no!.. Ele é meeoo (sonha querida sonha ¬¬') Aii meu Deus, postando rápido?! Haha.. Agoraa eu demorei lhe agradei? Hahaha.. Esse livro me fez ver os piratas com outros olhos.. E a infância deles foi monstruosa, e achei muito lindo, eles terem caráter apesar de tudo sabe! MEEOO TAMBEEM ACHOO PERFEIITAA!.. Minhaa história favooriitaaa.. Meeoo beem, espero ter respondido direitiim haha!.. Miil beijoos e continue comiigo!

Cleiu

AlÔ! Queriidaa! Os caps são big.. Porque o livro tem bastante pagina, então no curto enrolar, haha! Quero postar logoo hahaha!.. Meoo eu desejo, eu almejo um homem desses, loiro moreno.. Maass que seja um homem bonzinho assim meeniinaa! Ah meoo, desde que ele a viu, ele ficou a fim dela, certeza que ele comeu aquele abacaxi, fazendo cara sexy.. CERTEZA HAHA!.. Kouga como sempre, vai brotar.. E meeninaa luta de titãs mesmo! Mas meeo, como não escolher o Inu? Comoo?.. Ele mexe conosco leitoras.. Imagine com a personagem!.. Espero que tenha gostado do hot hot hot haha! .. Achei delicado e nada vulgar!.. Paro sempre nas partes mais curiosas, Marketing baby hahahaha!.. Espero que tenha curtido esse cal.. Miil beijoos querida e continue comiigo!

Jekac

Oii queriida que ótimo que esta gostando fofa!.. Essa autora é muito foda mesmo!.. Espero que tenha curtido esse cap também!.. Miil beijoos

Neherenia

Esse Inu é perfeito neh?!.. Acho que de todos os livros que li, esse é o que o mocinho é mais perfeito.. Tem um outro livro q eu voh postar depois desse.. Que quase empata, mas esse Inu surdo, parte o coração meeoo!.. Kouga é muito convencido, não adianta nem tentar.. Inuyasha, como sempre usará a inteligência e proteger Kagome não será tããão difícil assim.. Porque ela.. Surpresinha! Haha!.. Meninaa, todas as leitoras se apaixonaram por ele!.. SERIO! Como não se apaixonar? Neeh Onnnw fã?!.. Que queriida.. Quem me dera que essa fic fosse de minha autoria.. haha Miil beiijoos fofaa!

Manu Higurashi

AAHHH QUERIIDAA! Oii .. Quee ótimo que esta gostaaanndoo!.. Cena hot hot hot curtiiiuuu? Esperoo que tenha gostaadoo haha!.. Miil beijoos fofaa!

Taty

Oii queriiidaa.. Que ótimo que gostou, esperoo que tenha curtidoo o cap queriidaa!

Patyzinha

Oii queriida.. Siim essa história não é de minha autoria.. Siim, é beem diferente da realidade do mundo de Inuyasha neh?!.. Siim, ele é muito querido, e da muuiita dó toda, vez que leio ele falando do passado.. E vai dar maiis dó dele ainda! Ah, um pirata lindo desses.. Ela meio que no ligou muito para o que ele pudesse fazer neeh?!.. Esperoo que continue gostando queriida.. Miil beiijoos!

Daniii

Oii queriidaa.. QUE ÓTIIMOO que está amandoo queriidaa!.. Espero que tenha curtiidoo esse cap também!.. Miil beijinhos ..

Vick

Oii queriida.. Não teve muuiiiiiittooo hentaii mais teve.. Mas relaxa que durante a fic tem maiis! ;) Inu é um querido meoo.. SEM MAIS!.. KIKYOU nem viva está haha!.. Não aparece nessa fic! Beijiinhoos!

Flor do deserto

Ah sim, eu tenho algumas assim, mais para frente eu posto ;) Espero que tenha gostado dos piratas haha! SIIM.. dá vontade de consolar o Inu para sempre.. Tipo "você nunca foi amado?" "não" "VEEM QUE EU TE AMOO MEU NEEGOOO" tipo assim haha!.. SIIM.. EU TAMBEM RI NESSA PARTE!.. Beem clichê de comédia romântica haha.. Espero que goste desse cap também.. Kouga veem com tudoo meninaa meninaa!.. Miil beijoos

Priy Taisho

OIIIIII QUERIIDAA!.. Aiin meeu, eu também sou apaixonada por essa história, li varias vezes e NÃO me canso meeoo!.. O Inu é um querido meeo.. sem maiis, apaixonante.. A Ká uma safadenhaaa!.. Mas quem não seriia com um boy magia desses, querendo seu body nu!.. Meeoo,, beem podee me perseguiir.. PODE MESSMOO! HAHAHA!.. Miil beijoos queriida

M4lu

Oii queriidaa.. esperoo que tenha curtido esse cap também.. Inu é um tudo seem maaiis haha.. Miil beiijoos amooooor!