Oii amorecoos!.. VORTEII RAPIDIIM!.. É de praxe sou uma curica da noiiithe!.. Sempre posto de madruga haha!.. Esse cap é mais curtinho SIIM!.. Fiz suspense MUAHAHAHAHA!.. MAASSSS!.. Próximo cap é emocionante e lindhooo! E lonngoooo! Esperoo que gostem amorees! ;)

OoOoOoOoO

Kagome não conseguiu dormir. O leito era tão macio que afun dava e era grande demais para uma só pessoa. Teria sido con fortável e excitante se deitar entre lençóis de cetim e olhar para o céu de estrelas se estivesse acompanhada.

O pensamento a perturbou. A ameaça deixara de pairar sobre sua cabeça. Ela estava a caminho de casa. Em breve poderia abraçar sua mãe com seu olhar desconfiado, sua língua afiada e seu talento incontestável para a culinária. Poderia rever seu pai sempre forte e elegante, e principalmente Rin. Era Rin quem mais lhe fazia falta. O que mais temera ao ser levada para o navio pirata fora a possibilidade de não ver sua irmã crescer e se tornar a mulher fascinante que ela certamente seria.

Um sorriso surgiu nos lábios de Kagome ao imaginar que logo estaria caminhando novamente pelas ruas de St. Pierre com a brisa morna soprando sobre seus cabelos. Ela se casaria com Onigumo, mas continuaria a ter o mesmo estilo de vida. Com a diferença de que seus pais e Rin desfrutariam de maior conforto. O sorriso aumentou ao se lembrar da proposta de Kouga. Fora uma tola por tê-la levado em consideração mesmo que apenas por alguns minutos.

Um ruído estranho a fez aguçar os ouvidos. Aliás, ela achava que era a segunda vez que o ouvia. Vinha de longe. Parecia um grito. Teria sido a única a ouvir uma pessoa gritando? A esse pensamento, Kagome saltou para o chão e abriu a porta com o cuidado de colocar a mão sobre o decote da camisola para o caso de encontrar alguém. Porque sabia que provocaria um escândalo ao ser surpreendida em trajes de dormir. Por outro lado, não havia tempo para se compor. Era uma emergência. Um grito como aquele só poderia significar sofrimento.

Um gemido a fez seguir por um corredor e descer um lance de escada. Sem saber para onde ir, Kagome encostou-se a uma parede e aguardou que o som se repetisse. Dessa vez, o grito foi tão potente que ela não teve dúvida sobre a porta que deveria abrir.

O que viu foi pior do que esperava. Não se tratava apenas de um ferido, mas de um bando. Os piratas estavam amarrados uns aos outros, de braços e pernas. Colocaram-nos em posições tão desconfortáveis que eles não estavam suportando as dores. Deveriam se encontrar daquele jeito havia horas, desde sua captura. Um havia sido destacado e sua condição era ainda mais terrível. Os companheiros de Kouga o haviam pendurado em um gancho para torturá-lo com um ferro em brasa. Kagome pestanejou e olhou ao redor. Não viu Inuyasha em parte alguma.

Incapaz de se conter diante de um espetáculo tão tenebroso, Kagome tentou intervir.

— O que estão fazendo?

Os homens a fitaram como se fosse uma entidade de outro mundo.

— Saia daqui! Este não é lugar para mulheres. - Ela não se moveu.

— Como podem tratar assim um ser humano?

— Ele não é humano, ele é um pirata — um dos tripulantes respondeu e deu ordens para que outro a levasse de volta para a cabine.

— Solte-me! — Kagome protestou ao sentir a mão do homem em seu braço. — Isso não está certo!

— Eles são nossos prisioneiros. Teriam feito o mesmo co nosco.

— Não justifica. Seria igualmente errado.

Seus protestos não adiantaram. Foi levada à força para fora do inferno. Mas no instante que o homem se virou para fechar a porta, ela aproveitou para se soltar e correr. Não podia per mitir que a tortura continuasse. Colocaria um fim naquela tra gédia ou morreria tentando.

Deteve-se diante da cabine de Kouga e bateu com força. Ele não respondeu e ela tornou a bater. Resmungos anunciaram o sucesso de sua missão. Kouga estava acordando. Sentiu von tade de invadir a cabine para ganhar tempo, mas controlou-se. Ao vê-la, Kouga não conteve a surpresa. Esperava dar com seu imediato. Ao fitar o vazio, baixou a cabeça e encontrou sua pequena Kagome usando a camisola de renda branca que ele lhe havia trazido. Ela estava magnífica como ele imaginara que ficaria. Mal podia esperar para apreciá-la sem reservas e para despi-la da sedutora indumentária.

— Aconteceu alguma coisa? — perguntou, solícito. Nor malmente ele acordava mal-humorado. Ainda mais no meio da noite, mas ser despertado pela mulher de seus sonhos, de camisola, roupa que apenas os maridos tinham licença de ver, fez toda diferença.

— Kouga, você precisa vir comigo.

A urgência do pedido terminou de acordá-lo.

— Você está aflita! Alguém a ofendeu?

— Eu vi seus homens torturando os prisioneiros. Ouvi gritos e cheguei ao local onde estão sendo chicoteados e marcados a ferro.

A informação teve um efeito relaxante sobre Kouga. Quanto mais nervosa Kagome ficava com o relato, mais calmo ele parecia.

— Sinto, mas não suspenderei o castigo como você quer. Mas posso ordenar que os calem.

— Você se recusa a suspender o castigo? — Kagome protestou com tanta veemência que Kouga deu um passo para trás e considerou a possibilidade de atendê-la. Não que houvesse algo de incomum em disciplinar prisioneiros, mas a angústia da mu lher que ele queria certamente devia ser alvo de sua atenção.

— Está bem. Falarei com eles. — Kouga foi até um baú de onde tirou uma capa longa e escura que mandou Kagome vestir por cima da camisola.

Kagome seguiu-o pelo corredor e pela escada. Ao chegarem diante da sala usada como calabouço, Kouga abriu-a sem he sitação. Todos os olhares se voltaram para eles. Kagome não se amedrontou. Não tinha de que se envergonhar. A seu lado, Kouga se portava como um rei.

— Senhores, nossa hóspede foi despertada por seus descui dos. Devo avisá-los que procurem outro lugar para continua rem com a lição.

Kouga não poderia ter escolhido piores palavras, mas Kagome teve o alívio de ver os tripulantes ao menos baixarem as mãos e interromperem os castigos. Mas o infeliz pirata continuava amarrado à parede com os braços para cima.

— Por favor, mande que o desamarrem.

A contrariedade dos caçadores era evidente. Kagome duvidou que seu desejo fosse cumprido. Surpreendeu-se ao ver Kouga dar um passo e soltar pessoalmente o pirata.

Sua satisfação foi breve. Kouga cortou as cordas e deixou o pobre cair como um fardo. Como se não bastasse, chutou-o com a bota para que se juntasse aos demais.

— Satisfeita?

Incapaz de falar e com receio de abusar com suas exigências, ela fez um movimento afirmativo com a cabeça.

Os homens começaram a desocupar o local e Kouga a con duziu para fora em seguida. Segurou-a pela cintura com inti midade. Mas se ele pretendia cobrar sua gratidão, teria de de sistir do propósito.

— Como pode ser tão impiedoso? — Kagome encarou-o. — Como pode permitir que seus homens se comportem desse mo do bárbaro?

Kouga não respondeu. Ele era ainda mais brutal com os prisioneiros. Ninguém detestava mais os piratas do que ele. Kagome não fazia idéia do que significava perseguir um crimi noso. Quanto maior era a dificuldade, mais ódio despertava.

— Você não está considerando o que os piratas fizeram antes de serem presos.

Você nunca viu os cadáveres que eles largam pelo caminho após uma pilhagem, os navios que eles assaltam as mulheres que violentam... — Kouga se deteve e um lampejo de dor percorreu seus olhos escuros. — Você nega, mas eu sei o que eles lhe fizeram. Você, mais do que os outros, deveria concordar que eles devem pagar pelo mal que cometeram.

— Eles não me maltrataram — Kagome tornou a afirmar. — Por que não acredita em mim?

O protesto serviu apenas para reforçar a opinião de Kouga de que Kagome negava o acontecido por pudor.

— Você acha que me engana? Eu caço piratas para o rei ou para quem quer que me pague bem há longos anos. Sei o que eles fazem com as moças bonitas. Mas não sou como Onigumo Peridot que poderá recusá-la quando não encontrar uma man cha de sangue no leito nupcial. Eu não a desprezarei.

Kagome empalideceu. Jamais lhe ocorrera que teria de sangrar para provar sua pureza.

— Minha mãe me contou que não são todas as mulheres que sangram.

— Pode ser verdade, mas seu noivo questionará o problema. Você sabe disso.

Kagome engoliu em seco. Onigumo desfaria o casamento se descobrisse que ela não era mais uma donzela? Pior ainda, ele seria capaz de devolvê-la a seus pais? Por que, afinal, Kouga estava assustando-a? Para vencê-la pela vergonha depois de falhar com as promessas de devoção?

Irritada, Kagome esbravejou e dirigiu-se a sua própria cabine.

— Eu já disse e vou repetir pela última vez que não fui violentada. Quanto aos piratas, eles não tratam as pessoas com mais crueldade do que você e seus amigos!

Kouga não permitiu que ela desse mais de dois passos. Deteve-a pelo braço e a fez encará-lo.

— Ninguém fala assim comigo e me dá as costas! Entendo sua contrariedade, mas não se esqueça de que sou homem e o capitão deste navio.- Kagome pestanejou.

— O que está me dizendo? Que exige obediência porque é homem?

— Sim e porque enquanto estiver neste navio, você me deve respeito.

Kouga quis segurar a mão de Kagome mas ela não permitiu.

— Como se atreve a me ameaçar? Acha que tem o direito de mandar em tudo e em todos só porque é o capitão deste navio?

A resposta de Kouga seria sim, mas para não continuar com a discussão ele tentou uma saída diplomática.

— Você está nervosa. Por que não volta para sua cabine e tenta dormir? Tenho certeza de que amanhã estará se sentindo melhor.

Kagome afastou o rosto antes que Kouga pudesse tocá-lo.

— Vou me retirar, mas acordarei pela amanhã tão ansiosa quanto estou agora por retornar a minha vida e esquecer que conheci você!

Dessa vez, Kouga não conseguiu detê-la, mas seguiu-a com os olhos e um sorriso venenoso. Eles estavam muito mais dis tantes de St. Pierre do que Kagome pensava. Não atracariam em nenhum porto até que ela aceitasse ser sua esposa. A rebeldia de Kagome contribuíra para firmar sua determinação de lhe pro var que sempre conseguia tudo a que se propunha.

OoOoOoOoO

Pela manhã Kagome sentiu dificuldade para se levantar. Es tava deprimida e angustiada. Sua garganta doía e profundas olheiras marcavam sua expressão. Acordara diversas vezes du rante a noite com uma sensação de vazio porque não encon trava o corpo acolhedor de Inuyasha onde se apoiar.

A idéia de que Inuyasha estava amarrado com os outros pi ratas lhe era insuportável. Tentava afastá-lo da mente e culpá-lo pelo desfecho da aventura. Ele não a havia levado à força para o navio depois de prometer que iria libertá-la? Não traíra suas próprias palavras ameaçando-a de retê-la a seu lado para sem pre? Sim, a culpa era toda de Inuyasha pelo que estava aconte cendo. Por que, então, ela queria correr para o porão e soltá-lo? Atirar-se nos braços dele e pedir perdão por ser a causa de sua provação? Ela deveria estar completamente fora de si.

Dentre os vários vestidos que Kouga colocara a sua dispo sição, Kagome escolheu um modelo preto abotoado na frente com renda branca ao redor do pescoço. As mangas chegavam apenas aos ombros. Sua mãe jamais aprovaria aquele tipo de roupa, mas Kagome não se importou. Não era tão tímida a ponto de ocultar os braços. E se o próprio Kouga o escolhera para ela, era moderno o suficiente para não reprová-la e julgá-la exibida. A saia era ampla e a cintura apertada. Kagome não tinha dificuldade em se pentear sozinha. Separou os cachos em duas partes e prendeu-os lateralmente com fitas brancas.

Estava pronta para se dirigir à cabine principal. Sentia-se no direito de tomar o desjejum no local apropriado. Seus pais e Onigumo certamente haviam pagado caro por seu resgate. Não se sentia em débito, portanto, com Kouga. O fato de ela não corresponder a suas intenções amorosas não era motivo para permanecer trancada na cabine durante a viagem.

O navio de Kouga era diferente do navio pirata. Simples e rústico, sem nenhuma decoração. Na cabine principal só havia mesas e cadeiras e os tripulantes não riam nem cantavam. Pa reciam zangados e taciturnos. Kouga estava lá, mas Kagome o ignorou. Preferiu sentar-se sozinha a um canto e comer seu mingau em paz com um copo de leite. Na terceira colherada, contudo, ela quase deixou cair o talher. Ficou rígida e trêmula ao mesmo tempo. Tinha certeza de que escutara Kouga men cionar o nome Naraku.

— Ele quer o pirata loiro vivo, não sei por qual razão. Por mim, esse sujeito seria o primeiro a pendurarmos pelo pescoço. Maldição! Se eu o tivesse matado quando o capturei da pri meira vez, ele não teria raptado Kagome Higurashi e nós não esta ríamos aqui agora. Mas o tal Naraku é muito rico e me ofe receu uma recompensa caso o levasse vivo em sua presença.

Subitamente nada mais pareceu importante a Kagome.

Nem sua raiva por Kouga, nem o compromisso com seus pais e Onigumo. Nem sua própria vida. Tudo perdera o significado perante a descoberta que acabara de fazer. Perante a força de seu amor pela vida de Inuyasha.

A voz de Kouga invadiu o momento de intensa reflexão. Kagome reagiu como se tivesse sido surpreendida cometendo um crime.

— Bom dia — ela respondeu ao cumprimento com uma doçura que soou forçada aos próprios ouvidos. Mas não havia alternativa. Era preciso fazer o jogo de Kouga porque agora ele deixara de ser o pretendente indesejável para se tornar um inimigo declarado. Ela detestava fingir, mas seus instintos lhe diziam que aquele era seu único caminho.

— Acordou bem-humorada pelo que vejo.

— Sim — ela admitiu. — Você estava com a razão, afinal de contas. Uma noite de sono era tudo de que eu precisava.

Embora não parecesse convencido da incrível mudança de atitude, da noite para o dia, Kouga puxou uma cadeira para se sentar ao lado de Kagome.

— Aceita dar um passeio comigo pelo convés?

Kagome refletiu por um instante. O convite lhe era deplorável. Não queria ficar sozinha com Kouga. Queria desesperadamente encontrar Inuyasha e verificar se ele estava bem. Algo que Kouga não poderia saber ou seu querido pirata sofreria as pe nas do inferno. Não. Kouga não poderia nem sequer desconfiar de sua afeição por Inuyasha. Por ciúme, ele seria capaz de tor turar seu amado até a morte. Ela não tinha o direito de sacri ficá-lo. Não podia manifestar nenhuma curiosidade pelas con dições em que ele se encontrava.

— Sim, eu gostaria de tomar um pouco de ar. Devo apanhar uma capa?

A rapidez com que ela aceitou o convite reforçou as suspei tas de Kouga. Ele acreditava na possibilidade de Kagome ter reconsiderado sua proposta, com medo da reação do noivo à perda de sua virgindade, mas a mudança fora brusca demais.

— Acho recomendável. Quer que eu a apanhe para você? - Kagome fez que sim e lhe deu um sorriso que reforçou sua certeza de que algo deveria estar errado. A diferença entre Kagome e a maioria das mulheres era seu sorriso franco e a hones tidade no trato com as pessoas. O sorriso de agora era mecâ nico, falso.

Kagome contraiu os lábios assim que Kouga se afastou. Ela sabia que não se mostrara convincente. Perdida em pensamentos e temores, tombou a cabeça nas mãos. Precisava encontrar Inuyasha e lhe dar água como fizera na prisão. Precisava alimentá-lo e aliviá-lo. Ele poderia estar ferido, poderia estar morrendo...

As lembranças ricochetearam pela mente de Kagome. Os bra ços fortes e bronzeados que a seguraram no ato do amor. Os meigos olhos castanhos que bebiam cada palavra que ela dizia. Os beijos apaixonados. As roupas justas e sedutoras que usava. As histórias comoventes que lhe contara. Um suspiro escapou do fundo de seu peito. Como pudera supor que conseguiria colocar uma pedra sobre o que acontecera? Que conseguiria esquecer Inuyasha?

Mais uma vez Kouga se intrometeu em seus devaneios, trazendo-a de volta à realidade com um sobressalto.

— Oh, obrigada — Kagome se levantou e agradeceu quando ele lhe colocou a capa sobre os ombros. Desconfiado, ele er gueu uma sobrancelha, pousou a mão possessivamente nas cos tas de Kagome e conduziu-a por entre seus tripulantes. O dia estava ensolarado e soprava uma generosa brisa pelos mares do Caribe. Mas Kagome não conseguiu enxergar nem sentir a beleza da ocasião. Ela não conseguia pensar em mais nada que não fosse escapar da vigilância de Kouga e encontrar Inuyasha.

— É incrível que seu navio tenha força para rebocar um outro. — Kagome indicou o navio mercante ao chegarem à popa. — Ele está em ordem ou precisa de reparos?

Kouga não demonstrou interesse pela conversa. Kagome se parabenizou pela escolha do assunto.

— Acredito que esteja em condições de funcionamento. Nós o entregaremos às autoridades e eles decidirão o que fazer.

— Por que não o devolvem a seu capitão?

— Os piratas o mataram.

Uma sensação de náusea se apoderou de Kagome. O capitão no navio mercante fora o responsável pela celebração de seu casamento com Inuyasha. Não fora um casamento de verdade, mas seu celebrante era um ser humano como outro qualquer, que não fizera nada de errado para merecer a morte. Kouga percebeu a palidez que cobriu o rosto de Kagome e ofereceu o braço para ela se apoiar.

— Está se sentindo bem?

— Estou. Fiquei impressionada porque eu conheci esse ho mem — respondeu.

— Você o conheceu? — Kouga estranhou. — Como?

— Eu subi ao convés e vi o navio depois que ele foi tomado. - A compaixão brilhou nos olhos de Kouga por um instante.

— Então agora você consegue avaliar de que os piratas são capazes.

Assim como seus caçadores, Kagome pensou com revolta.

— Pelo que notei, quase não havia tripulantes naquele navio. Quantos são necessários para conduzi-lo? — ela se obrigou a prosseguir com a conversa.

Kouga esfregou o queixo enquanto fazia um cálculo mental.

— Uma dúzia de homens, eu diria. A embarcação é pequena e não desenvolve grande velocidade. Navios mercantes costu mam transportar mais carga do que pessoas.

Kagome estava pensando que o número era pequeno em com paração com o navio pirata que acomodava mais de cem, quan do Kouga interrompeu os passos e tomou suas mãos nas dele.

— Kagome, quero falar outra vez com você.

— Sobre o quê? — ela continuou se esquivando para que ele não pudesse adivinhar o que se passava em seu interior.

— Você sabe. Não tente fugir ao assunto. Preciso que me diga se está ao menos considerando minha proposta de casa mento.

Kagome não se atrevia a dizer a verdade para não enfurecê-lo, mas também não queria mentir. Ganhar tempo lhe parecia a melhor solução.

— Eu estou comprometida. Minha posição é difícil. Por ou tro lado, concordo com você sobre Onigumo não ser um bom partido para mim.

— Isso significa que está pensando em meu pedido ou devo entender que não tenho nenhuma chance?

Kagome ergueu o rosto e dessa vez encarou-o.

— Significa que estou tentando decidir o que fazer.- Kouga sorriu, satisfeito. Se Kagome tivesse se desmanchado em amores, de um minuto para outro, ela lhe provocaria sus peitas. O fato de estar analisando sua proposta era exatamente o que ele esperava que fizesse.

— Bem, devo deixá-la agora com suas reflexões — ele se despediu para alívio de Kagome. — Até mais tarde.

— Até mais tarde — Kagome respondeu com o coração aos saltos. Porque ao menos por algumas horas ela poderia procurar Inuyasha.

Assim que encontrou uma oportunidade, Kagome correu para o porão em direção aos depósitos de mercadorias e de armas. Havia várias portas fechadas. Atrás de uma delas Inuyasha de veria estar amarrado e ferido. Mas qual?

Sem se lembrar da própria segurança, no caso de um pirata se soltar e resolver atacá-la, Kagome girou uma maçaneta. Ob viamente a porta não cedeu. Como não adivinhara que ela es taria trancada? Por outro lado, por que Kouga e seus homens se deram ao trabalho de trancar a porta se os piratas estavam acorrentados? Mas se a porta estava trancada, a chave deveria estar pendurada em algum lugar próximo. Porque ela não acre ditava que cada um deles tivesse uma cópia.

Com esperança renovada Kagome se pôs a procurá-la. Talvez não fosse uma, mas um molho. Mal pôde acreditar quando tropeçou em algo e encontrou no chão justamente o que pro curava. Trêmula de emoção, ela se abaixou e se pôs a experi mentar cada uma das chaves até encontrar aquela que se en caixava na fechadura.

Abriu uma fresta da porta e espiou. Os piratas haviam sido transferidos para lá e continuavam amarrados uns aos outros em posições desconfortáveis. Suas expressões traduziam dor e sofrimento. Ela fechou os olhos e a porta, incapaz de continuar presenciando a cena.

Encontrou Inuyasha no depósito vizinho. Kouga o deixara isolado dos demais, provavelmente para poder extravasar com mais liberdade seu ódio e seu ciúme por ele. Inuyasha estava coberto de hematomas. Um gemido de horror escapou de seus lábios ao ver os olhos inchados e roxos, assim como a boca. Os pulsos estavam amarrados às costas e ele estava sentado no chão com a cabeça tombada para trás, junto à parede. Kouga o seus homens deveriam ter batido tanto nele que Kagome temeu que estivesse inconsciente.

Ajoelhada ao lado dele, Kagome anunciou sua presença. Ape sar do inchaço, Inuyasha conseguiu erguer as pálpebras o sufi ciente para vê-la.

— Inuyasha, você está me ouvindo?

Inuyasha não respondeu de imediato. Kagome chorou por mais que tentasse se controlar.

— Inuyasha, por favor responda. Eu preciso saber se você consegue me ver e me ouvir.

Ele fez um ligeiro movimento afirmativo com a cabeça. Ela recuperou a esperança naquele instante e a capacidade de ra ciocinar. Tirou a faca que trouxera escondida na roupa e se apressou a cortar as cordas que o machucavam.

Inuyasha estava tão fraco que tombou para a frente. Kagome o amparou.

— Você deve estar me odiando agora e eu não o culpo por isso. Acho que eu me sentiria da mesma forma em seu lugar. — Ela recordou os dias de amizade e dos momentos em que eles foram muito mais do que amigos. Lembrou o esforço de Inuyasha em protegê-la quando a vida dele corria perigo. De veria ser terrível para ele vê-la saudável e bem-arrumada como passageira em um navio onde ele era prisioneiro. Mais do que nunca, depois de tê-la feito sua mulher, Inuyasha deveria con siderá-la uma traidora.

— Inuyasha, quero que saiba que direi toda a verdade quando você for levado a julgamento. Direi que você nunca me causou nenhum mal e implorarei por clemência. Se estivesse ao meu alcance salvá-lo, você sabe que eu o faria. Eu não queria que isso acontecesse. Não gosto desses caçadores mais do que de piratas. Não tomo nenhum partido. A única coisa que me im porta é ir para casa. Por favor, não me odeie.

Inuyasha estava com os pulsos dilacerados e os olhos incha dos a ponto de impedir sua visão e ela se preocupava em afastar o peso que a consciência colocara sobre seus ombros? Naquele momento Kagome se deu conta do quanto estava sendo egoísta.

— Para ser sincera, Inuyasha, você tem todas as razões do mundo para me detestar. Eu mereço. Eu fui horrível com você.

Para total surpresa de Kagome, Inuyasha colocou a mão sobre seu joelho por cima da saia. Ela pestanejou diante do gesto carinhoso. Mais ainda quando Inuyasha, apesar da situação em que se encontrava, esforçou-se por falar.

— Eu não odeio você.

Com os olhos marejados, Kagome ergueu-se sobre o joelhos e limpou com a barra da saia o sangue que escorria do canto da boca dele.

— Deus, como é bom ouvir sua voz — ela murmurou.

— Kagome, eles vão me matar quando chegarmos à praia. — Ao detectar uma tentativa de protesto, Inuyasha fez um novo esforço e tocou-lhe os lábios com as pontas dos dedos.

— Eles irão me enforcar. Não quero que você diga nada em meu be nefício. Nada do que diga fará diferença. Você só atrairá aten ção sobre si mesma e eu não quero isso. Poderá ser perigoso.

— Pare de falar assim. Eles não podem enforcá-lo!

Inuyasha viu as lágrimas deslizarem pelas faces adoráveis e não pôde conter o desejo de tocá-las.

— Kagome, faça apenas o que tem de ser feito. Volte para casa e esqueça que me conheceu.

— Não posso! — ela soluçou. — Não quero que você morra.

— Vá agora. Vá antes que eles a apanhem aqui.

— Mas eu sou sua esposa, lembra-se? — Ela riu por entre as lágrimas, durante a tentativa de conforta-lo.

Apesar da dor, Inuyasha também sorriu.

— Como poderia me esquecer? Mas não conte a ninguém. Esse segredo é apenas nosso. Não existem testemunhas vivas de nosso enlace.

— Por que quer que eu ignore o que houve, se você chegou a me obrigar a dizer sim?

— Antes eu acreditava que teríamos um futuro. Agora que chegou meu fim, quero que siga em frente e procure ser feliz.

Kagome protestou.

— Se é verdade que eles o enforcarão como poderei ser feliz?

— Porque você merece — Inuyasha respondeu. — Nunca conheci ninguém com um coração mais generoso. Não desper dice sua vida por mim.

— Você não é um desperdício.

— Mas este é meu destino. — Ele olhou ao redor. — Não há nada que você possa fazer para me salvar.

A desesperança no olhar de Inuyasha, a certeza de que não poderia gostar de nenhum outro homem como gostava dele, deu forças a Kagome.

— Eu encontrarei um jeito! Juro para você que encontrarei um jeito!

OoOoOoOoO

MEEOOO.. ELES SE AMAM SEM MAAIIIS! SEEEEEEEMMMM MAAAAAAAIIIIIS.. MEEOOO!.. EU AMO ESSE LIVROO AAIIIII!.. Enfiim, Kouga, TENTANDO, batalhar pela mulher que "ama", Kagome igualziinhaa uma leoa, quando mexem com seus filhotes.. COM O INU NÃO MEEOO BEEM!.. Meeoo seriioo.. Eu li esse cap para arrumar os erros e talz.. Estava ouvindo essa musica "The Love I Meant To Say" do "smash" na parte que ela se encontra com o Inu.. Quase chooreii gente.. LIVROO LIINDOOO! E já aviso, tenho livros maravilhosos, mas igual a esse, realmente não sei se terei! Haha.. ESPERO ENCONTRAR *-* Enfiiim.. lembrandoo

9 REVIEWS PRÓXIMO CAPITULOOOOOO!

Pri

MEEOOO!.. Também não a entendo as vezes, amo minha família, mas no teria coragem de dizer não.. Quem vai saber q eu casei?.. QUEROO É LUA DE MEEL! Hahah.. Olha eu falando besteira.. Kouga friendZONE! Please!.. Agora nem isso mais é!.. TOSCÃO! Ela está atrás dele menina meninaa.. Esperoo que tenha gostadoo.. Miiil beiijoos! ;)

Priy Taisho

TIPOOOOOOO.. MOOOORRRTEEE AOO KOUUUGAAAAAA.. NINGUEEM TOCAAA NOO INUUU! Para bater lógiicoo! Hahaha.. Kouga, é sexy e tudo mais.. SÓQUENÃOÉOINU! Só por isso!.. Como não amar esse Inu?.. Tipo comoo?.. A escritora, juntou TUUDOO! Que queremos e colocou nele sérioo! Aiin meninaa, no dia q eu achar alguém assim tipo o Inu.. Saio gritando SIM na rua de casa..! O Onigumo, me arrancou algumas risadinhas.. Ele é muuiitoo tosco haha! Meeo, achei esse livro pq tive minha época de ler tudo sobre piratas, mas só achava histórias assim, carinha capitão, sequestra a mocinha, e na MARRA!.. Ela se apaixona por ele.. Mas quando eu li a sinopse dessa.. EU SENTII QUE PRECISAVAA TER! .. Vc esta boaa de palpite Kagome.. E seus planos!.. Ahh eu quero meu celular tipo queroo muito.. Ele era tão meuuu seriioo! Haha.. Enfiim queriidaa.. Miil beijoos e espero que tenha curtido essa cap ;)

Neherenia

Oiii liindaa! Kouga merece uns TAPAAS!.. Maas sério, como eu lii o livro inteiro (sinta inveja u_u) eu sei que.. Não vou contar! Enfiim.. Siim Kagome estava suuper confusa, ela tem aquele jeito decidido, e colocou na cabeça que casar com o gayziim ia salva-la ! Maass.. EU! Nunca diria não hahaha!.. Nem sou louca!.. Estou achando vcs leitoras muuiitoo intuitivas.. Dando palpites corretos sobre o livro!.. Vocês leram escondido? Hã?! Haha.. Queriidaa miil beiijoos e continue comiigo

M4lu

Meeninaa.. você viiuuh?! Foii um diia tipo.. do céu para o infernoo.. Postei rapidiim neeh?!.. NÃO ME ODEIIEEEE HAHAHA!.. Meninaa se ela não salvar o Inu, todas as leitoras apaixonadas, vão fazer mutirão.. E pegar o Kouga pelos cabelos! Você esta convidada, caso isso aconteça.. hahaha!.. Mil beijoos queriidaa!

Jekac

Oii queriidaa.. que ótimo que esta gostando.. ENTÃO MEEO BEEM!.. O livro em si, tem uns 40 capitulos, porem eu estou postando vários de uma só vez porque são muito curtinhos.. Vai depender do jeito que eu vou cortando entende? Maass.. Acho que chega em 11 ou 12.. Algo assim.. Miil beiijooos

Daniii

ELAA ACORDOOU MENINAA!.. Você adivinhou ! Essas leitoras estão muito videntes meninaa...hahaha.. Voltei rapidinho.. O cap é mais curto, mas é só um suspense, próximo cap é FOFISSIIMO! Miil beiijoos queriida.. INU COM PRINCIPIOS HJ AMANHA E SEMPREE!.. Lindoo!

Manu Higurashi

Aii aii aii.. Kagome esta indo salva-lo (ficando verde de inveja, quero um Inu sec xxi que more no meu bairro) Kougaa safadenhoo toscão haha.. Mas é hot no posso negar!.. NÃO MORRA!.. leeiaaaa! Haha!.. Miil beijoos queriidaa..

Evelyn

Como não amar o Inu neh ?!.. Ele foi lindo na cena hot, e foi maiis ainda (na minha opinião) Agoraa.. conversando com ela.. Tipo "você se recusou ser minha porque sou pobre, me fez ser sequestrado, espancado por ciúmes.. MAS TE AMO MINHA NEGA!" Fooii algo assim, só que muito lindoo haha!.. Espero que tenha gostado.. Miil beijoos!

Carol

Oii queriida.. Meninaa, parece coisa de louco, mas quando se lê com um personagem assim, vem tipo um amor platônico neh?!.. Tipo com atores de novelas sabe?! (no meu caso MARCO PIGOSSI *-*) Enfiim!.. Passarei sim, aconselho a todas comprarem esse livro ele é magnífico! Seguidora?!.. To podeendoo mexxxmooo! *-* Proximo cap aii.. fresquiiiim ;) Miil beijoos queriidaa!

Cleiu

AlÔ queriidaa!.. Esse Inu é tudoo de boom.. KAGOME BURRAA!.. Pq eu diria SIIM .. SIIM.. SIIIM.. BORAA PARA LUA DE MEEEL!.. Nem sou boba meeu beem!.. O jeitinho todo tinhoso dele, é fantástico, ele conquista demaaiis o leitor.. Mas as reviravoltas NÃO TERMINARAM POR AII!.. Kagome está com Sangue nos olhos! Faltou gritar.. "RRRRRRIIIIITAAAAA" (Piada que talvez não entenda) Kouga safadhenho, que acha que está abalando, igual menino que tira foto inchado de academia e posta no instagram..! haha!.. EVERYBODY!.. VIVOO! Essa autora sabe o que faz haha!.. Eu quando li o livro, levei 9 horas, DIRETO lendo! Madruga inteira, não conseguia parar!.. Cheguei rapidiim com o cap haha!.. Miil beiijoos queriidaa!

Babb-chan

OIIIIIIIIIII AMIIIGAAAAAAAA!.. A LEITORAA MAIIS ENTUSIASMAADAA!.. QUE ME DEIXAA REVIEWS ENOOORMMEEES HAAAAA! *-* hahahaha.. Você me pediu para demoraar ooh curiicaa!.. Eu atendi seu pedido (sorriso cínico e sobrancelha arqueada).. Onigumo, é uma figura, idiota que dá dó!.. Kouga, me da raiva dele.. Mas.. Beem vai ter que ler.. O Kouga é machista, já me irritou por isso.. Menina, só livro mesmo.. PORQUE NÃO TEM COMO EXISTIR UM HOMEM PERFEITO ASSIIM.. NÃOO TEEM!.. Isso porque você não viu as outras facetas que ele vai mostrar durante o livroo.. Ele é tudo de boom!.. Minha caraa.. você é babb-chan.. e eu Amanda TAISHO!.. Sem mais argumentos.. ele é meeuu todoo meeuu.. só meeuuuuu.. tipo todo meuu meessmoooo! (piscadinha e sorriso da gisele butchen) Meeniinaa quase esquecii.. Você não é Brasileira nehh?! Que absurdo esse negocio de internet neh, conversar com pessoas tão distantes.. Voltando a fiiic.. Os 5 são tipo exemplo de superação para mostrar no programa do Gugu "de volta para minha terra", ou do Luciano Hulk! "Lar Doce Lar".. haha.. Espero que um dia encontre alguém que a trate assim.. Porque nessa época de quadradinho de 8 ESTÁ DIFICIL!.. RII DEMAIIS COM SEU LADOO YOUKAI! Isso é coisaa minhaa meninaa meninaaa!.. Esperoo que tenha curtidoo o cap também.. MIIIIL BEIIIJOOOOOOOOOOS E CONTINUE COMIIGO!

Patyzinha

Oiie queriidaa.. Fiicoo tão feliz de ver, como esse livro está tocando o heart de vocês.. Siim, ele foi um homem daquela época, mas posso admitir aqui entre nós?.. Eu A-D-O-R-E-I ele sendo mandão para faze-la dele, porque ele sabe que ela quer.. haha!.. No lugar dela, eu nem pestanejava, dizia MAMAE.. PAPAI!.. Bora ligar para o bolsa família, que eu to fugindo!.. KKKKKKK.. Que horrível eu..! Enfiiim.. Onigumo não é tão odiável assim.. Acho que escolhi um nome muito mal para o personagem haha!.. Volteii rapiidiinhoo!.. Não esperou quase nada! Haha!.. Miil beijos queriidaa