Oiii meus AMOORECOOS! Voltei rapiidiim, sou um anjo *-*, ia postar mais cedo, porem hoje trabalhei e MEEOO DEUUS COMO ESTOU MORTAA! X_X.. Mesmoo esqueminha chantagista de reviews meus amoressss! Esperoo que gostem desse cap! Muahahaha! Ele é mais curto (nem taaaannntoooo), quis fazer suspense de novo.. BICHA MÁ EU! u_u Nesse cap, temos a parte do livro que muda o futuro de nosso casal! Fiquem atentoooos! JA NEEE!
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Kagome não saberia dizer por quanto tempo dormiu. Lembra va-se de ter se deitado, completamente vestida, sem apagar o lampião. Ficara imóvel, de olhos fixos ora no teto ora nas escotilhas em busca do conforto da lua no céu escuro, esperando ouvir os passos de Inuyasha na cabine ao lado. Lembra va-se também de ter cedido ao impulso de roer as unhas, um vício que sua mãe a ajudara a dominar, mas não eliminar por completo. Bastava uma contrariedade para ele voltar a atacar. Mas não foram os tímidos raios do sol nascente que a des pertaram. Kagome tinha certeza disso. O que a acordara fora o susto provocado por gritos e correrias. Seu primeiro pensamento foi para Inuyasha, mas antes que pudesse tentar averiguar o que poderia ter acontecido, um solavanco quase a derrubou da cama. O tremor que se seguiu a fez lembrar um terremoto, embora estivesse no mar.
Por sorte, ela havia adormecido com as roupas de Inuyasha. Levantou de um salto e correu para a porta. Ao abri-la, recuou alguns passos o barulho era ensurdecedor. Ela sentiu que empalidecia ao re conhecer os sinais inconfundíveis de uma abordagem criminosa
Seu primeiro impulso foi voltar para trás e se trancar na cabine, mas Inuyasha estava precisando de toda ajuda que pu desse obter e ela preferia esquecer o bom senso sendo útil do que se colocar em segurança sendo inútil.
Miroku a viu antes que terminasse de subir a escada que levava ao convés. Olhou-a como se estivesse louca e ordenou que voltasse para a cabine. Ela recusou e ele agarrou-a pelo braço, o que tampouco adiantou.
— O que está acontecendo?
— Estamos sendo atacados! Proteja-se!
— Por quem? — ela indagou sem se deixar intimidar.
— Piratas! — Miroku contou para total espanto de Kagome. — Dá para acreditar? Sem uma bandeira para nos identificar, fomos tomados por mercadores, quando estamos do mesmo lado!
Apesar da catástrofe, Kagome conseguiu manter a calma. Fin giu acatar a ordem de Miroku e se deixou levar de volta para a cabine, mas no momento que ele se afastou, ela pegou a faca que Inuyasha lhe dera e retornou para o local da batalha.
Inuyasha estava recuperado o suficiente para participar da luta. Seu cutelo era desferido em golpes mortais e silenciosos. Ele não gritava para intimidar o adversário como os compa nheiros, mas sua defesa era igualmente poderosa. Eles estavam em menor número e precisavam, portanto, de muito mais força e agilidade para fazer frente ao ataque inimigo.
Por mais que ele se empenhasse em derrubar seu atacante, contudo, um movimento inesperado o colocou sob a lâmina afiada. O metal frio em seu pescoço significava o fim. De olhos voltados para o céu, ele se perguntou pela primeira vez se ha veria vida após a morte. Seu último pensamento foi para Kagome. Gostaria de vê-la para se despedir. Não sentia vergonha por se entregar a sentimentalismos. Não agora. Não quando estava em iminência de perdê-la e à própria vida. No entanto, em vez de cortá-lo, a lâmina deixou de exercer pressão contra sua pele. Kagome havia se colocado atrás do atacante de Inuyasha e pres sionado a faca por sua vez contra o pescoço dele.
— Solte-o! — ela ordenou.
O inimigo ficou imóvel, mas não largou a arma nem Inuyasha. Kagome repetiu a ordem aos gritos sem nenhum resultado. Sua voz fora reconhecida e considerada inofensiva por pertencer a uma mulher.
— Pensa que estou brincando? — Kagome indagou trêmula de indignação e medo. A vida de Inuyasha estava em suas mãos e ela faria o que fosse preciso para salvá-lo. Finalmente o ho mem se virou, certo de que não teria nenhuma dificuldade em se livrar dela, mas foi obrigado a rever sua opinião ao deparar com o brilho determinado nos olhos azuis e ferozes.
— Largue a faca! — ela ordenou mais uma vez e foi então que a luta adquiriu uma nova perspectiva. Distraído pela visão única de uma mulher em combate, o pirata invasor foi desar mado e nocauteado por um soco. E foi nesse instante somente que Inuyasha viu Kagome. Seus olhos dobraram de tamanho. Ele ficou totalmente sem ação. O brilho da faca o trouxe de volta à realidade. Baixou a cabeça e viu o inimigo caído a seus pés. Kagome o havia salvado mais uma vez. Aturdido, ele contemplou o cenário ao seu redor.
Encontrou a tripulação curvada de exaustão. Havia corpos espalhados pelo convés. Mas a vitória era deles. O que parecia impossível acontecera.
— Como conseguimos? — Inuyasha perguntou atônito, a Sesshoumaru, o companheiro que estava mais próximo.
— Não sei — respondeu o pirata ferido no braço. — Sim plesmente aconteceu.
François se reuniu a eles naquele instante e sorriu para Kagome.
— Nós contamos com uma fada-madrinha. Ela nos traz boa sorte.
Inuyasha olhou para Kagome com absoluta adoração. Kagome sorriu, enternecida.
— Não sejam bobos. Fadas não existem.
— Fadas talvez não, mas acredito em anjos. Devo-lhe outra de minhas vidas. – Inuyasha comentou.
— Tentei afastá-la — contou François —, mas não adiantou.
— Tinha de fazer isso, Inuyasha — Kagome declarou com um fio de voz. — Eu não podia permitir que eles... – Perdeu a voz, ao imaginar Inuyasha sendo ferido.
Inuyasha olhou para ela de um jeito diferente. Em seguida se desculpou por seu comportamento infantil na noite anterior. Kagome respirou fundo e corou.
— Não precisa se desculpar. Eu compreendo.
Inuyasha pensou em dizer a ela que lhe dedicara seu último pensamento ao se encontrar no limiar entre a vida e a morte, mas não quis pressioná-la.
— Sim, eu preciso — ele insistiu. — Não tenho sido justo.
— Por favor, não diga mais nada — Kagome o interrompeu. — Não agora. — Ela se atirou nos braços dele. — Estou feliz demais por você estar vivo e intacto.
Nada mais importava para Kagome naquele instante a não ser sentir os braços fortes de Inuyasha ao redor de seu corpo, sustentando-a e mimando-a. Ela queria sentir as batidas do coração dele contra o seu. E ele lhe deu o que precisava. Não a afastou nem se limitou a ser abraçado. Inuyasha a segurou com força e com carinho. Ele afagou-lhe as costas por um longo tempo antes de beijar o alto de sua cabeça e convidá-la para conhecer o outro navio. Mas havia algo que Kagome precisava fazer antes, enquanto ainda se sentia valente e corajosa.
— Espera Inu.. Eu.. Eu quero que você saiba, Inuyasha, que eu... que eu... gosto de você de verdade.
— Gostar e amar significam a mesma coisa?
— Não sei...
Ele a enlaçou pela cintura.
— Que tal nos colocarmos no meio do caminho? — Eles se fitaram e apenas sorriram, mas foi o suficiente para Kagome sentir um intenso arrepio pelo corpo.
Ao abordarem o outro navio, seguiram direto para os porões em busca dos estoques de alimentos.
— Vejamos se nossos inimigos transportavam comida e água suficientes para nos levarem à Europa — Inuyasha sugeriu.
A surpresa de Kagome não poderia ser maior. Ela pensou imediatamente em seu país de origem. Quantas vezes sua mãe desejara voltar para a França? Quantas vezes lhe falara sobre a romântica Paris com seus cafés, sobre os jardins de Luxem burgo com suas luzes acesas noite adentro, sobre o palácio de Versailles onde se reunia a noblesse de cour. As comparações entre as glórias de Paris e a vida medíocre que levavam na ilha caribenha eram constantes e não encontravam respaldo em Kagome, mas a semente fora plantada nos resquícios de sua memória e agora a idéia de visitar o mundo civilizado a deixou deslumbrada.
— Paris? — perguntou com voz trêmula de excitação.
— Sim — Inuyasha confirmou. — Acho que Paris é a pri meira escolha da maioria de nós. A cidade é grande o suficiente para se tornar nosso refúgio e populosa o bastante para nos esconder dos caçadores.
Os motivos de Inuyasha eram práticos, mas os de Kagome se reportavam a sonhos de infância. Mal podia esperar para es crever a sua mãe e lhe contar que seus desejos de que a filha pudesse retornar à terra de seu coração foram concretizados.
— Você sabe jogar o jeu de paume? — Kagome perguntou, entusiasmada. — Minha mãe me contou que ele é muito po pular em Paris.
Inuyasha riu da ingenuidade de Kagome. Como um pirata como ele poderia estar familiarizado com os jogos e costumes da nobreza? Fitou-a divertido ela percebeu imediatamente seu er ro.
- Acho que não.
Seguiram, então, para o gradil e passaram a inspecionar o navio. Não era tão bom quanto o que eles haviam perdido. Mostrava sinais de desgaste feito pelo tempo, por repetidas batalhas e por maus-tratos. Havia lixo espalhado pelo convés, principalmente restos de tabaco e de comida. Mas o que im portava realmente era ele oferecer boas condições de navega ção com suas velas altas.
— Se nós trocarmos de navio, Kouga não conseguirá nos localizar — Kagome sugeriu.
— Exatamente o que eu estava pensando — disse Inuyasha. Nenhum dos dois comentou que a mudança significaria perde rem o conforto e o luxo do navio ora ocupado. Estavam de mãos dadas e se sentiam felizes com o que tinham no momento quando Sesshoumaru os chamou. Parecia ter perdido a razão. Pulava ria ao mesmo tempo.
— Venham comigo! Depressa! O navio está carregado de ouro e jóias! Inuyasha, nós estamos ricos!
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A Sra. Higurashi abriu a porta como se lhe faltassem forças até mesmo para erguer os olhos e identificar o visitante. Não era justo. A vida não estava sendo justa com ela. Seus olhos brilharam de dor e de raiva quando reconheceu um dos tripulantes contratados para procurar sua filha.
— O que está fazendo aqui sozinho? Por que não trouxe minha Kagome consigo?
A hesitação do marinheiro lhe forneceu as respostas. Inca paz de suportar a angústia, ela se pôs a chorar como vinha acontecendo desde o desaparecimento. Assustado com aquela reação, o homem permaneceu em silêncio até ser convidado para entrar.
Ele deu alguns passos e se deteve à entrada da sala. Segurava o chapéu que com ambas as mãos e girava-o como se isso fosse ajudá-lo a encontrar as melhores palavras. Sabia que era cos tume elogiar o bom gosto da dona da casa quando convidado a conhecê-la, mas aquela não lhe parecia hora adequada para conversas. Tinha uma tarefa a cumprir e ela não era das mais agradáveis.
Até deparar com aquele homem a sua porta, a Sra. Higurashi não havia abandonado a esperança de ter sua filha de volta em nenhum momento. Levantara-se cada manhã dizendo a si mes ma que antes que o dia acabasse ela poderia receber notícias animadoras.
Agora era preciso admitir que promessas aos santos não surtiram efeito. Tampouco adiantara jurar que não ia se importar se sua filha não fosse mais uma donzela quando voltasse. Indo que rogara fora pela vida e pela saúde de sua filha. Mas Deus, por algum motivo acima de sua compreensão, resolvera não atender suas preces e ela nunca o perdoaria por isso.
— Estou mais calma agora. Diga o que tem para dizer.
— Trago-lhe uma carta do capitão.
— Leia, por favor.
O homem pediu licença para colocar o chapéu em uma ca deira e desenrolou o pergaminho.
Senhor e Senhora Higurashi,
Lamento informar que falhei em minha missão. Não peço perdão por minha incompetência porque sei que não mereço. Perdi a filha dos senhores por um descuido imperdoável. Não me apresentei pessoalmente para lhes dar essa terrível notícia porque tenho razões para acre ditar que ela continua viva e não medirei esforços na tentativa de localizá-la mais uma vez. Ou conseguirei ti rar sua filha das mãos dos piratas, onde ela tornou a cair, ou morrerei nessa luta. Prometo segui-los aonde quer que o oceano os leve. Minhas sentidas condolências.
Capitão Kouga Wolf.
Uma profunda sensação de alívio obrigou a Sra. Higurashi a recorrer ao auxílio de um lenço. Em outras circunstâncias ela acharia um absurdo receber a informação de que sua filha con tinuava em poder de um bando de piratas e se sentir contente, mas saber que ela continuava viva era quase uma bênção.
A notícia exerceu um efeito surpreendente sobre Onigumo que se sentiu invadir por um intenso remorso. A vida sempre fora fácil e benevolente para ele. Se algum problema surgia, seu pai o resolvia. Desde sua infância, nada lhe faltara. Bastava estalar os dedos e seus desejos eram satisfeitos. Quebrasse um brinquedo, outro surgia para substituí-lo. Os anos foram pas sando e os brinquedos adquiriram formas femininas. Ele cole cionou mulheres, uma após outra. Às vezes mais de uma de cada vez. Nada jamais abalara sua segurança e sua estabilidade. Até o presente.
Ele queria Kagome. Não dera o devido valor à linda jovem de olhos azuis que lhe fora prometida em casamento até que ela lhe fora roubada. Mesmo assim, pensara em Kagome, nos primeiros momentos, como um de seus brinquedos quebrados que seriam consertados e devolvidos. Pagara Kouga Wolf para trazê-la de volta e fazer com que tudo ficasse bem outra vez. Mas Kouga não conseguira reverter a situação. De repen te, nem sua família nem ninguém tinha meios de afastar os obstáculos de seu caminho. Por uma única razão: ele havia crescido. Ele agora era um homem. Sua mãe tentara alertá-lo para isso. Se ele a tivesse escutado ao menos da última vez, Kagome poderia estar a seu lado naquele instante.
O amor que lhe dedicava poderia não ser o maior do mundo, mas ele gos tava dela e a queria em sua casa. Poderia não ser muito, mas ao menos ele não tivera planos de viver com nenhuma outra sob o mesmo teto.
— Não desistirei de encontrá-la — Onigumo decidiu subita mente. — Vou alugar um outro navio e cruzarei o Atlântico à procura de Kagome.
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- Olhe para todo esse ouro! — Kagome exclamou, ex tasiada, enquanto as moedas deslizavam por seus dedos como água. — Nunca vi tantas moedas em minha vida!
Inuyasha estava puxando a colcha para eles se deitarem. Era a mesma colcha xadrez de branco e vermelho do outro navio. Eles trouxeram do outro tudo aquilo que poderia ter alguma serventia. O novo navio fora encontrado em condições deplo ráveis. Eles passaram a tarde inteira limpando-o.
— Há o bastante para nos levar à França—Inuyasha garantiu. Na verdade, aquele ouro daria para sustentá-los e comprar pe quenos luxos pelo resto de suas vidas, desde que não sofressem mais nenhum ataque.
— Eles devem ter saqueado muitos navios antes de atacarem o nosso. Continuo pasmo que tenhamos conseguido vencê-los em número tão menor.
— Provavelmente estavam cansados — disse Kagome. Pare cia estar sonhando acordada. Era bom demais para ser verdade. Talvez ela pudesse dispensar agora o dinheiro de Onigumo. Se tivesse condições de suprir as necessidades de sua família, seu pai desistiria de casá-la por conveniência.
— Posso mandar um pouco para minha família? — ela per guntou esperançosa.
— Você tem o direito de fazer o que quiser com sua parte.—Inuyasha afirmou.
Kagome corou de excitação. Nada estava acontecendo de acordo com seus planos, mas longe de prejudicá-la, o destino parecia estar ajudando-a de uma forma inesperada. A partir daquele momento ela fecharia seus olhos para o futuro e aguar daria para saber o que ele lhe reservava.
— Não podemos nos queixar. Agora temos água, provisões e o ouro. E por falar em comida lembrei-me de que estou com fome. O que acha de jantar comigo?
Inuyasha não respondeu. Estava atento aos movimentos de Kagome ao se servir de um copo de vinho e de arroz com carne.
— Espero que seus amigos tenham levado algo para os pri sioneiros comerem — Kagome continuou. — Eles não são dife rentes de vocês, afinal de contas. Compreendo a necessidade de mantê-los trancados, mas isso não significa que devam ser punidos.
Inuyasha esfregou o queixo com expressão divertida.
— Não?
— Lógico que não! Como eu disse, eles perderam a batalha para vocês assim como vocês perderam seu navio para Kouga. E se você gostou de ser salvo das torturas, por que os outros piratas não podem ser tratados da mesma forma? Será que pre ciso apanhar uma bíblia para esclarecê-lo a esse respeito?
O riso de Inuyasha soou pelos ares.
— Não existe a menor chance, Kagome, de você encontrar uma bíblia em um navio pirata.
Inuyasha precisou reconsiderar sua opinião após alguns ins tantes porque na gaveta da escrivaninha havia um exemplar das escrituras sagradas. Kagome lhe lançou um sorriso estranho e passou a olhar a bíblia.
— Vejamos as passagens que foram destacadas — Kagome sugeriu e começou a ler. — Aqui Jesus é visto pelos fariseus e escribas fazendo uma refeição com os publicanos e os peca dores. Os primeiros o censuram aos discípulos. Jesus os ouve e diz: "Os sãos não têm necessidade de médico, mas sim os enfermos". — Kagome folheou as outras páginas sem se importar com a má vontade de Inuyasha pelo ensinamento evangélico. — Ah, eis uma passagem especial para você "Perdoe para serdes perdoado. Não julgue para não serdes julgado".
Inuyasha tentou arrebatar a bíblia das mãos de Kagome.
— Você se esqueceu de que eles pretendiam nos roubar e matar? Acredita realmente que eles iriam nos levar bandejas com comida e vinho se estivessem em nosso lugar?
Kagome prosseguiu como se não tivesse escutado.
— "Porque qual seria o mérito em amarmos somente os que nos são caros? Os pecadores e criminosos também não amam os seus?"
A insistência de Kagome finalmente convenceu ou venceu Inuyasha. Ele gostava de satisfazer todos seus desejos, na me dida do possível. O sorriso que ela lhe dava, o modo como o fitava era por demais compensador.
— Está bem. Farei como você quiser. — Como se adivinhando, ela lhe deu aquele sorriso. Ele lhe devolveu e tocou seus lábios em sua face. Então separou uma grande porção para os homens e se levantou para levá-la. Ele apenas esperava que ninguém de sua tripulação o visse.
Assim que Inuyasha se afastou, Kagome ergueu a mão e tocou a face. O beijo fora suave, carinhoso. Inuyasha era mais excitante com um simples beijo do que outro homem em uma noite inteira de amor.
Nesse ínterim, Inuyasha andava pelos corredores pé ante pé, mulo de si próprio pelo excesso de precaução. Mas preferia exagerar no cuidado do que negar o pedido de Kagome. Ou ser flagrado pelos companheiros. Não estava cometendo nenhum crime, mas preferiria não ter de dar explicações à tripulação. No mínimo eles exigiriam saber o motivo e quando descobris sem que Kagome estava por trás de sua atitude, eles diriam que ela o enfeitiçara e talvez não estivessem longe da verdade.
Encontrou os homens acorrentados no brigue, um compartimento que funcionava como prisão no navio e que deveria ter sido usado inúmeras vezes no passado em vista das condições que se encontravam as paredes, o piso, e as próprias correntes. Diante de seus olhares revoltados, Inuyasha pensou pela primeira vez, na humilhação que deveria ser para eles terem sido trancafiados nos porões sujos de seu próprio navio. Cer tamente estavam arquitetando um plano de fuga e ao terem sua privacidade invadida mais uma vez, olharam para Inuyasha co mo se quisessem fulminá-lo. Não conseguiam se lembrar de que haviam sido os agressores, não as vítimas. Que não deve riam se queixar pelo feitiço ter se virado contra o feiticeiro.
De sua parte, Inuyasha se comportou como Kagome teria feito. Preparou os pratos, um a um, com porções de arroz e fatias de carne e foi distribuindo-os pelo chão diante de cada prisioneiro. Os homens continuavam zangados e olhavam para a comida com desconfiança. Nenhum se atreveu a tocá-la. Inuyasha, que já havia passado por situação idêntica, adivinhou o que lhes passava pela mente.
— É sua própria comida e não foi envenenada. Agradeçam a generosidade de minha esposa que me fez vir aqui. Sei que um gesto altruísta é algo difícil para cada um de nós entender.
Com essas palavras Inuyasha saiu e fechou a porta. Ele sabia que em poucos instantes os homens trocariam ideias e palpites e logo estariam devorando cada grão de seus pratos. E essa certeza lhe proporcionou uma sensação confortável e inédita. Se fosse sincero consigo mesmo, aliás, ele admitiria que se sentia orgulhoso de seu feito.
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— Eles já foram servidos — Inuyasha avisou Kagome assim que a encontrou. Ela lhe sorriu em resposta. Estava ocupada com a improvisação de uma mesa feita com dois criados-mudos.
— Sente-se — ela convidou, satisfeita. — Agora poderemos jantar em paz e a sós.
Inuyasha apagou um dos lampiões para criar uma atmosfera romântica. Kagome havia colocado uma tigela de prata no meio da mesa para enfeitá-la. Ele se sentiu quase um rei naquele momento.
— O dia foi atribulado. Pensei que poderia ao menos tentar, tentar! Lhe oferecer um jantar especial.
Tocado pela consideração, Inuyasha baixou os olhos e apa nhou a colher. Kagome chamou-o e lhe mostrou o garfo e a faca que segurava para que ele a imitasse. A medida que comiam, ela cogitou qual seria a melhor maneira de conversarem sobre o futuro. O fato de Inuyasha ter apagado um dos lampiões era uma indicação de que continuava querendo-a. Ela, contudo, ainda não se sentia segura do que pretendia para seu futuro. Inuyasha comia com apetite. Ela o observou em silêncio, cheia de ternura.
— Senti um medo terrível de que você pudesse ser morto - confessou.
— Eu acredito. — E era verdade. Ele vira a tenacidade de Kagome em luta contra o homem que por pouco não lhe cortara a garganta.
— Inuyasha — ela murmurou, hesitante. — Eu deveria ter contado antes, mas acabei esquecendo. Quando estava no navio de Kouga, eu o ouvi comentar que sua cabeça foi colocada a prêmio. Que um homem prometeu uma recompensa para quem o entregar vivo para ele. Você o mencionou para mim. Ele se chama Naraku. — O choque fez Inuyasha parar de comer. Kagome tocou-o, preocupada. — O que isso significa? Por que ele o persegue?
Todos os músculos e nervos de Inuyasha contraíram à lem brança do homem que o maltratara durante anos por prazer. Ele não gostava de se lembrar do passado, mas não podia re cusar uma resposta.
— Porque nunca se conformou de perder seu saco de pan cadas. — Ele se levantou e fez menção de retirar o prato de Kagome. — Posso tirar seu prato?
Ela permaneceu encarando-o. Recusava-se a encerrar a con versa antes que ela começasse. Inuyasha não teve escolha a não ser enfrentar a situação. Mesmo que ela lhe causasse olhos úmidos de lágrimas.
— Ele me espancava todos os dias. Acho que todas as horas. Com ou sem motivo.
— Quantos anos você tinha quando ele o tirou do orfanato?
— Doze. Passei quatro anos em seu navio.
— E quando os piratas o dominaram, a tripulação teve de escolher entre servir seus agressores ou morrer?
— Sim. É o que sempre acontece. Com o tempo, os domi nados se tornam piratas como os outros.
— Pelo que entendi, aquele homem perdoou a tripulação, mas você foi julgado como traidor. Por quê?
Inuyasha esfregou a nuca e fitou-a, súplice.
— Kagome, como posso lhe dizer que não quero falar sobre esse assunto sem ofendê-la?
— Você não pode — ela respondeu, decidida. — Conte-me o que houve. Por que ele continua até hoje em sua captura? Preciso saber como proteger você.
— Eu já respondi essa pergunta.
— Porque ele o estimava e sua fuga foi sentida como uma ignóbil traição?
Uma risada sarcástica ecoou pela cabine.
— Estimar? Naraku me tratava com desprezo! — Inuyasha bateu com os punhos fechados na mesa. — Como se eu fosse um ser desprezível.
— Não consigo entender.
Inuyasha passou as mãos pelos cabelos, frustrado.
— Ele me controlava como se eu fosse seu marionete — ele resolveu desabafar por fim. — O orfanato lhe concedeu plena custódia. A tripulação inteira o desprezava. Ele surrava todos que não trabalhavam com empenho. Tratava-os como mercenários. Comigo era pior! Ainda era pouco mais do que uma criança e não passava de um animal em seu conceito. Ele me ameaçava constantemente. Eu não tinha ninguém para me proteger Kagome! Ele me amarrava na cama todas as noites para que eu não fugisse.
Não havia o que dizer. As palavras não saiam da boca de Kagome.
— Levei anos para entender o que signifiquei para Naraku. Porque representei tudo quando pensava que era nada. Depois que a esposa o deixou e levou os filhos que ele nunca mais tornou a ver, Naraku passou a odiar o mundo como se todos tivessem culpa de sua condição. Ele não procurou um órfão para substituir os filhos perdidos, mas para fazer dele seu es cravo. Por ter dificuldade em ouvir, tornei-me alvo de constante sarcasmo. Quando o troquei pelos piratas, ele jurou vingança. Afinal como poderia suportar que a mais reles das criaturas também lhe desse as costas na primeira oportunidade?
— E por causa disso ele está disposto a pagar uma fortuna para o caçador de piratas que o levar para a forca? — Kagome indagou, aturdida.
— É o que parece.
A lealdade a Inuyasha aumentou na mesma proporção que a sede de justiça.
— Não podemos deixar que ele vença! Um homem odioso não pode levar a melhor sobre alguém querido como você!
Kagome não pretendia deixar escapar a palavra que poderia ser interpretada como uma confissão de amor. Mas mesmo que não a proferisse, Inuyasha teria lido a mensagem em seu rosto.
— Obrigado.
— Você não é nem nunca foi um ser inferior, Inuyasha.- Ele estendeu a mão e tocou-lhe a face. Kagome aconchegou-se a ela em um gesto de reverência. Mas Inuyasha encolheu-se em vez de gostar.
— Não quero sua piedade.
No mesmo instante, Kagome ergueu os olhos e uma das mãos. Segurou-o pelo queixo e respondeu com firmeza.
— Não é pena, Inuyasha. Acho que estou me apaixonando por você.
Inuyasha fitou-a em um misto de esperança e de dor.
— Gostaria de poder acreditar em você.
— Acredite — Kagome murmurou e ao sentir a hesitação de Inuyasha, beijou-o até que ele não resistiu mais e a enlaçou pela cintura.
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RIIICOOOOOOOOOOS.. ELES ESTÃÃÃÃOOO RIIICOOOOOSS!.. MUAHAHAHAHAHA!.. Não querendo ser chata nem nada, porque AMO! A nossa mocinha, mas é beem conveniente ela resolver aceitar o amor! Agora que o PIRATA MAIIS PERFEITOO DO MUNDO!..Esta.. RRRRRIIIIIICCOOOOO! Mas enfiim, próximo cap.. HOT HOT HOT! ROMANTICO ROMANTICO ROMANTICO!..
Inuyasha conseguiu me fazer ficar maaaiiiiiiss louquinha por ele, pode coiisiinhaa maiis cute, de sexy de hot da mamãe?! Ele é tuuudoo de boom.. Mesmo tendo sofrido horrores (Naraku tem que morrer).. Como diz a Priy THIIISS IIS WAAAAAAARRRRRR.. ou ESSSPAAARRRTAAAA! Ou RRRRRRRRIIIIIIITAAAA DEMÔÔÔÔÔNIIOO!
Koouugaa AAARRRG! Me irrrrrrriitaa! Os pais dela só no desespero e a filha toda no beem boom! (inveja, queria ser a personagem do livro u_u)
Meeuus amoorees, eu vou pedir
PERDÃO..
Isso mesmo..
PERDÃO!
Por não responder as reviews uma a uma, cheguei do job agora (chefe maldiitaaaa) tomei banho, comi, e fui ler as reviews.. Uma mais engraçada e carinhosa que a outra, ficoo muuiitoo feliz, pois graças a vocês, essa adaptação está sendo um SUCESSOOOO!
Vou dar uma resposta geral minhas amadenhaaas! Próximo cap, vai ser maiioor, e PROMETO RESPONDER DEVIDAMENTE.. Cada review, maaas, como eu prometo 9 reviews um cap "na hora" (assim que eu ver), preciso postar hj, e se fosse responder.. Só postaria amanhã!.. Enfiiim, Kagome interesseira (minha opinião), Kouga é um bobãããão hahaha troxxxxxa.. O Inuyasha apaixonou todas nóóós..! E a Kag judiiiaaa delee!.. Poraa fazer campanha de # .. "#Kagomeboba".. "#KAGOMEACEITEOINU!".. Não seii comooooo, ela conseguiu dispensar ele na outra noite, mas algo me diz, que o ouro acendeu um FOGO nela hahahaha.. Esperoo de coração que TODAS tenham gostado desse cap!.. Estou lendo um outro livroo.. LINDIISSIMOO! Que logo postareii Muahahahaa! Babb-chan queridiinhaa.. (Faz pose de usurpadora) Lhe empresto o Inu humano, aos finais de semana. Se quiser fofinha (risada maligna, sujando os dentes de batom vermelho).. Brincadeiras a parte *-*, eu ADOROO TODAS VOCÊS QUE ME FAZEM SORRIR DE ORELHA A ORELHA COM AS REVIEWS!
MIIIL BEIIJOOOS E
CONTINUEEM COMIIGOOO!
