Oii minhaass lindaas!.. Acabeii de acordar.. as 5:00 AM! BORAA TRABALHAAR!.. Ontem apaguei, perdão, mas esse evento esta comendo minhas energias, e minha chefe, esta comendo meu bom humor bruuuxxxxxxaaa!.. ENFIIM! Voltantoo a fiic meus amoores! Mesmo esquema chantagista.. Esse cap é LINDO E LONGO!.. PODEM ME AMAR ! Eu mereço ! u_u Estou tãoooo feliz, sonhei com coisas que me deram super inspiração.. CREIOO que logo tereii uma fic miinhaaa! *-* Que saudades de sentir vontade de escrever! Mas vamos a adaptação meus amoress! Temos um leve hentai no começo, quem não quiser é só pular! Apesar de ser importante para notarem a mudança de sentimentos e atitudes dos dois!

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O comportamento de Inuyasha ao abraçar Kagome era de um homem que não admitiria um não como resposta, mas seu olhos diziam que não era a resposta que esperava ouvir. Kagome, entretanto, não dava nenhum sinal de que o recusaria conforme ele lhe tirava as roupas. Ao contrário. Respirava, ofegante, con tra seu rosto e sorria cada vez que ele se detinha para fitá-la. De repente, com mãos ansiosas, Kagome abriu a camisa de Inuyasha para sentir os músculos fortes e os pelos abundantes lhe acariciarem a pele delicada do peito e os mamilos sensíveis. Sentia-se inebriada de paixão. Saboreava cada toque como se toda sua vida tivesse sido uma preparação para aquele momento.

— Acho você o homem mais forte do mundo — ela disse com sinceridade. —Nunca conheci ninguém mais valente. Sin to orgulho de ser sua.

Foi mais, muito mais, do que Inuyasha esperava ouvir. Ele a ergueu nos braços e carregou-a para o leito. Despiu-a das úl timas peças e admirou-a em toda sua perfeição e feminilidade.

Beijou-a infinitas vezes em cada centímetro de nudez. Nun ca antes ele vira um corpo tão lindo. Era esbelto como uma estátua antiga, porém vivo caloroso e vibrante.

— Inuyasha, não sou sua primeira experiência, sou? - Apesar de despreparado para a pergunta, Inuyasha não hesi tou na resposta.

— Você é a primeira mulher que eu adoro.

As outras não contavam. Elas haviam sido apenas uma aven tura para ele, assim como sabia que ele servira de distração e de sustento para elas.

— Você também é meu primeiro — Kagome contou, estre mecendo de prazer ao receber um beijo provocador no umbigo.

— Eu pude sentir — Inuyasha respondeu com um sorriso malicioso que a fez rir subitamente encabulada.

Beijaram-se. Inuyasha obrigou-se a ter calma. Não queria as sustar Kagome com seu ardor; Não esperava que fosse ela a tomar a iniciativa de saciar o desejo que o consumia.

— Possua-me agora.

Ele precisou respirar fundo para que o ar chegasse aos pul mões. Kagome estava pronta para recebê-lo e ele não a faria esperar. Entregaram-se como seja conhecessem todas as partes mais sensíveis um do outro e quisessem se proporcionar mútuo prazer. Ainda estavam se amando quando a luz do lampião apagou e as sombras invadiram a cabine. Mas por um breve instante apenas, porque a lua se mostrou ainda mais prateada na escuridão, emoldurando os amantes com uma aura. Inuyasha pressentiu a iminente perda do controle e abraçou Kagome com redobrada força. Dominada por um intenso tremor, como um vulcão prestes a explodir, Kagome fechou os olhos e movimen tou-se como se precisasse sentir Inuyasha mais profundamente em seu corpo. Ele não resistiu. Gemeu alto e a levou consigo às alturas.

Permaneceram abraçados até recuperarem o fôlego. Em si lencioso consentimento, prometeram guardar segredo da inti midade que haviam compartilhado. E assim foram cedendo ao sono, exaustos das sensações. Kagome não sabia até aquele mo mento que era capaz de amar sem reservas. Ela jamais fora capaz de admirar alguém a ponto de sentir o coração bater por essa pessoa. Não adiantava continuar negando. Ela amava Inuyasha e não lhe esconderia sua descoberta.

— Inuyasha, eu te amo.

A reação não poderia ter sido mais linda. Ele lhe deu um sorriso e abriu os braços para acolhê-la junto ao coração. De pois olhou em seus olhos e lhe ofereceu a própria alma.

— Eu também te amo.

Ele se sentou, então, e a colocou no colo. Pediu que ela lhe desse a mão e colocou-a no próprio rosto antes de cobri-la de beijos. Surpreendeu-a, em seguida, e lhe deu um presente ines perado ao posicionar seus dedos como ela o vira fazer com Miroku. Fitou-o, emocionada.

— O que significa?

— Eu te amo.

Ela o enlaçou pelo pescoço sorrindo muito. Inuyasha não tinha mais reservas. Ele a queria e a julgava merecedora de seus segredos.

— Kagome — ele murmurou. — Kagome, você me perdoa por ter sido rude e forçado uma situação? Posso ter esperança de me tornar seu marido de verdade quando chegarmos a Paris?

Os lábios de Kagome tremeram, mas seus olhos nunca de monstraram tanta certeza.

— Algum dia, talvez, quando eu recordar este momento, não saberei descrevê-lo como o marco de minha maior fraqueza, ou de minha maior força. Realmente não sei. — Kagome confessou. — Mas minha resposta é sim, Inuyasha. Deixarei de lado tudo que aprendi sobre o que é certo. Sim, eu me casarei com você quando chegarmos a Paris. Sim, eu serei sua esposa.

O abraço que Inuyasha deu em Kagome foi tão apertado que ela pensou que partiria ao meio se não se moldasse a ele. Foi o que fez. E eles se amaram outra vez e ficaram acordados até as primeiras horas da amanhã, imaginando que já eram marido e mulher.

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Onigumo se encontrava a bordo do navio havia poucas horas e a tripulação já ameaçava armar um motim. O capitão La Croix se esforçava por manter a disciplina.

— Com o devido respeito, monsieur Peridot, sou eu quem está no comando do Island Storm.

— E quem Vossa Senhoria imagina que está pagando por esta viagem?

O capitão olhou para os homens espalhados pelo convés. Eles fingiam não prestar atenção à conversa enquanto execu tavam suas tarefas, mas ele tinha certeza de que estavam a par de seus problemas com aquele aventureiro irresponsável e ar rogante.

— Sua família. Foi seu pai, monsieur que também me con tratou para comandá-lo.

— Então neste momento estou destituindo-o do cargo — Onigumo declarou com um movimento afetado que fez os cachos balançarem de um lado para outro. — Sou perfeitamente capaz de conduzir um navio. Não gosto de suas maneiras e não con cordo com suas regras.

— Tenho mais de vinte e cinco anos de experiência ha função — o capitão se defendeu.

— E eu ajudava meu pai sempre que saíamos de barco para pescar. Portanto, se me der licença, pretendo assumir o coman do deste navio imediatamente.

— Um navio deste porte requer conhecimentos maiores do que um barco de peça. Seus pais foram claros sobre...

Onigumo não permitiu que o capitão terminasse de falar. Hu milhado, ele se afastou sob os olhares disfarçados de seus ho mens. Onigumo ergueu a cabeça e convocou a tripulação.

— A partir de agora, estou assumindo o comando deste na vio. Estou em busca de minha noiva! Quero me encarregar dessa missão porque até agora ninguém parece capaz de cumpri-la!

Ao dizer isso, Onigumo tentou consultar o mapa, mas ele en rolou e foi arrebatado pelo vento. Onigumo foi encontrá-lo nas mãos de um dos marinheiros.

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Kouga cruzou os braços musculosos sobre o peito avantajado. Vestia-se inteiramente de preto como de costume. Ele gostava de se destacar em meio à tripulação.

— Senhor — chamou-o seu primeiro auxiliar, o único que se atrevia a lhe dirigir a palavra desde a fuga, ou rapto de Kagome, como Kouga preferia descrever o fato — Ninguém sabe informar sobre o paradeiro deles. Verificamos todos os portos e investigamos cada um dos navios que encontramos. Nada.

Kouga perdera a confiança na humanidade. Desde a traição de Kagome não se dignava a olhar nos olhos das pessoas. Não suportava falsidade. Para buscar consolo para seu coração par tido, contemplava as nuvens no céu.

— Prometi a mim mesmo que a encontraria e não vou de sistir — ele respondeu.

— Longe de mim sugerir isso, senhor. Apenas me ocorreu que eles devem ter se afastado destas ilhas.

As palavras do marinheiro lhe serviram de alerta. Insuflado de uma nova esperança, Kouga não escondeu seu interesse.

— Acha que eles resolveram cruzar o oceano?

— Não creio que o navio possa aguentar uma travessia mais longa, senhor, mas é o que parece porque se eles ainda esti vessem pelas ilhas, alguém certamente os teria visto, mesmo que à distância.

— Mas eles são piratas do Caribe. Estas ilhas são sua base.

— Pode ser que eles tenham decidido buscar refúgio além-mar para fugir à perseguição. Talvez estejam esperando pela nossa desistência para voltarem.

— Você acha? — Kouga torceu o nariz e traçou no mapa com a ponta do dedo uma nova rota que obedecia à sugestão de seu imediato. — É um percurso longo demais para quem não está abastecido de água nem de comida.

— Não podemos nos esquecer de que estamos lidando com piratas, senhor. Abordar e saquear os navios que cruzam seu caminho é o modo de vida deles.

— Pois eu diria que eles precisariam parar em um porto para se abastecerem ao menos no primeiro momento. Quanto tempo, afinal, eles sobreviveriam sem água e sem alimentos, até que o acaso os colocasse diante do próximo alvo?

— Não foi o que aconteceu, senhor — insistiu. — Ninguém sabe deles.

Kouga suspirou, desanimado.

— Odeio empreender uma viagem sem ter um destino em vista. Como posso ordenar que cortem os mares sem saber para onde devemos ir?

— Não é obrigatoriamente necessário encontrá-los a nossa frente, senhor. Bastará que alguém os veja para obtermos uma informação.

A certeza do marinheiro não diminuiu a preocupação de Kouga. Não era o medo do perigo que correria o que mais o atormen tava, mas o desapontamento por ainda ter de esperar longas semanas para reencontrar a dona de seus pensamentos.

— E se eles estiverem escondidos por aqui e nós apenas não conseguimos descobrir o local?

— E se eles estiverem navegando rumo a terras distantes e nós estivermos perdendo tempo enquanto rodeamos as ilhas?

A observação do marinheiro tinha fundamento. Kouga acabou deixando-se convencer.

— Está bem. Faremos como você diz.

Um ruído estranho chamou a atenção não só de Kouga e o companheiro, mas também dos demais homens. Todas as cabeças se viraram para um lado e outro do horizonte.

Kouga estreitou os olhos.

— Eu poderia jurar que...

O som se repetiu. O homem gritou para o vigia para que inves tigasse o ponto de onde vinha o que parecia ser um grito de socorro.

— O que é aquilo, em nome de Deus? — O espanto de Kouga fez os outros homens seguirem sua linha de direção e avistarem uma minúscula embarcação a oeste com uma figura curiosa e agitada segurando o mastro.

O grito tornou a ecoar pelos ares. Não havia engano. Era um homem com uma peruca longa e ondulada que agitava um chapéu de plumas.

— Parece um navio naufragando — anunciou. — Deve ter batido o casco em uma rocha submersa.

Kouga suspirou.

— Isso eu sei. Estava me referindo ao dono do chapéu!

O homem deu uma risadinha e se apressou a tomar as providên cias para resgatar as vítimas. Quando descobriu que o homem ridículo não era outro senão Onigumo Peridot, Kouga não pôde conter uma gargalhada.

Ao subir a bordo, a primeira providência de Onigumo foi agi tar as plumas para livrá-las da água. Ele jamais poderia ima ginar que seu salvador fosse justamente o caçador de piratas, Kouga Wolf.

— Então eu estava certo! — exclamou Onigumo, sem perder a pompa. — Quando ocorreu o dano, eu subi no mastro e co mecei a gritar por socorro. Como capitão eu tinha de fazer alguma coisa para tentar salvar minha tripulação.

Sua tripulação? O que o fez pensar que tinha condições de comandar um navio?

— Tenho uma vasta experiência em navegação, fique o senhor sabendo! Além disso, é minha noiva que estamos pro curando!

O homem a sua frente era tão desprezível que ele preferiria perdê-la para o pirata, Kouga pensou, se tivesse de escolher.

— Que eu estou procurando! — Kouga retrucou. — Porque me recuso a levá-lo neste navio. Pararei no primeiro porto e o senhor será devolvido à terra, que é seu lugar.

— Mas eu acabei concordando em participar da busca de minha noiva por sua causa e de minha mãe! — Onigumo pro testou.

—Isso foi antes quando eu aceitava a idéia de seu casamento com Kagome — disse Kouga. — Mudei de idéia nesse meio tempo e não pretendo esconder minhas intenções. Continuarei a busca e encontrarei Kagome custe o que custar porque a quero para mim!

Onigumo ficou momentaneamente estupefato. Seus olhos des feriam protestos, mas como ele poderia proferi-los em voz alta quando seu físico era tão franzino em comparação com o do caçador de piratas?

— Absurdo! — Onigumo reclamou sem alterar demasiado a voz para não correr o risco de deflagrar uma luta corporal. — Você não tem meios de sustentá-la e à família. Ela foi prome tida a mim. Os pais dela e os meus fizeram um acordo...

— Eles não estão aqui. Agora estamos só nós dois e eu deixei claras minhas intenções. Resta saber o que pretende fa zer nas circunstâncias.- Onigumo olhou para a espada na bainha e lamentou que servisse apenas de ornamento.

— Não renunciarei a ela — Onigumo limitou-se a responder.

— Por que não? — Kouga insistiu. — Companhia feminina sei que não lhe falta.

— Realmente tive muitas mulheres — Onigumo concordou — Mas nenhuma delas chega aos pés de Kagome. Eu a quero. Existe um compromisso entre nós.

Algo que Kouga não esperava aconteceu. Onigumo Peridot estava sendo sincero em sua declaração. Jamais lhe ocorrera que ele tivesse se apaixonado pela noiva.

— Está me dizendo que ama Kagome?

Como se amar fosse um sinal de fraqueza, Onigumo baixou os olhos, mas não se omitiu a responder.

— Acredito que sim.

Kouga soltou os braços ao longo do corpo e suspirou. Em seguida gritou a plenos pulmões.

— Só me faltava isso! Quem mais neste navio está apaixo nado por Kagome Higurashi? Com quantos homens terei de com petir para ficar com a única mulher que me interessa?

Houve riso. Os mais atrevidos resolveram brincar.

— Eu também a amo. Um pouco...

— Ela é bonita.

— Agora que você mencionou o assunto...

Kouga fez os companheiros calarem com um gesto. Em seguida virou-se para Onigumo.

— Está bem. Deixaremos a escolha a critério de Kagome. Ela decidirá qual de nós será seu marido.

A autoconfiança de Kouga era invejável. Ele não temia a concorrência de Onigumo. Admitia que errara ao lhe fazer a corte e que ela o rejeitara a ponto de fugir e levar consigo seus pri sioneiros. Mas que mulher escolheria um fraco como Onigumo Peridot que nem sequer esperara pelo casamento para começar a traí-la?

— O que me diz? — Kouga cobrou uma resposta imediata. — Você permanece a bordo, nós continuamos a procurá-la e quando a encontrarmos ela fará a escolha. Se você ganhar, eu os levo para casa. Se eu ganhar, você fará o comunicado aos pais dela.

Onigumo engoliu em seco. Os riscos eram enormes. Ele nunca perguntara a Kagome como ela se sentia com relação ao com promisso que eles assumiram por determinação de seus pais. Não fora necessário. Ele dera como certo o casamento. Era rico, afinal de contas. Os pais dela o elegeram como partido ideal. Quem poderia trocá-lo por um caçador de piratas sem eira nem beira? Que mulher iria preferir a lida diária e enfrentar o desprezo e, talvez, a rejeição da família e dos conhecidos, a desposar um cavalheiro bem-apessoado como ele? Aquela dis puta estava perdida para Kouga desde o início. Ele havia ar mado a própria armadilha.

— Eu aceito seu desafio.

Kouga não esperava que o outro fosse se render, mas en frentou seu olhar arrogante de cabeça erguida.

— Que vença o melhor — respondeu altivo.

— Que vença o melhor — o outro repetiu.

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Kouga descansava com a nuca apoiada sobre as mãos cru zadas. Não conseguia conciliar o sono. Seus pensamentos se voltavam a todo instante para Kagome. A certeza de que não era o único homem a desejá-la fortalecera sua decisão de tê-la. Queria-a tanto que poderia morrer se ela não o aceitasse. Ou se nunca mais a encontrasse.

Raiva e paixão eram as disposições de sua alma com relação a Kagome. Porque ele não conseguia se conformar com sua fuga e traição que o deixaram de coração partido. Por que motivo Kagome cometera essa vileza? Por mais que ele se fizesse essa pergunta, a resposta não surgia. Seu palpite era que Kagome agira daquela maneira intempestiva por piedade. Ao mesmo tempo, ele temia que ela não fosse aceitá-lo mesmo que não houves sem piratas a separá-los.

Esse pensamento foi rapidamente afastado. Kouga preferia se deixar dominar pela raiva. Assim que encontrasse Kagome, ele lhe daria um castigo por sua desobediência. Porque Kagome não podia alegar ingenuidade sobre a captura. Ele lhe dera ordens claras para não se aproximar dos piratas e ela não aca tara sua voz de comando. Por causa disso, Kouga pretendia lhe ensinar uma dura lição. Uma lição que ela jamais esque ceria. Ele precisava pôr um fim naquela história de uma vez por todas. Não queria ser bruto quando a encontrasse. Não. Ele apenas a levaria para a cabine e a submeteria a seu amor. Por que seria certo. Porque ele não podia aceitar que um amor tão poderoso quanto o dele não fosse correspondido.

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Conforme Inuyasha previra, Kagome estava obtendo sucesso no aprendizado da defesa pessoal. Ela estava conseguindo até mesmo manejar um cutelo. Não para golpear e matar como faziam os piratas. A tarefa era difícil, mas o empenho dele era grande. Não queria comprometer a segurança de Kagome em nenhuma hipótese. Queria que ela soubesse bloquear eventuais ataques, mas sem arriscar sua integridade física. A própria ne cessidade o ajudou a inventar exercícios para seu treino. O prazer e a satisfação que sentia com os progressos de sua pupila eram indescritíveis.

— Bom trabalho! Excelente! Você venceu!

— Obrigada — Kagome agradeceu, entusiasmada. A beleza de seu rosto estava completamente à mostra com os cabelos penteados para trás e presos em um coque. — Eu receava nunca conseguir segurar um cutelo. Você estava certo. Não é tão di fícil quanto parece.

Ele se derretia quando Kagome sorria para ele. Incentivava-a em seu progresso. Não era do tipo que considerava a mulher inferior ao homem. Ele não queria uma mulher submissa e ignorante, mas alguém que gostasse de saborear, como ele, o doce sabor do sucesso.

— Folgo em ouvi-la — Inuyasha respondeu — Mas por agora basta de exercícios com espadas e cutelos. Está pronta para aprender a lidar com uma arma de fogo?

Inuyasha desamarrou a faixa da cintura e soltou-a no chão junto com a espada e o cutelo. Sentia-se exuberante de felici dade. Kagome lhe proporcionava prazer pela simples presença, com seu rosto corado de sol e os cabelos e a pele úmidos e brilhantes de suor.

— Pronta eu estou — Kagome concordou — Mas confesso que estou com medo.

— Medo de segurar uma pistola? — Inuyasha estranhou.

— Não, Inuyasha. De não chegarmos a Paris.

Uma sensação desconhecida se apoderou de Inuyasha à men ção, mas sua resposta foi otimista.

— Já ultrapassamos a margem de maior perigo. Se era para sermos alcançados e capturados, nossos inimigos perderam uma grande chance.

— Espero que sim. — Kagome suspirou. — Estou ansiosa por chegarmos a Paris. Meu coração continua cheio de espe rança. Ao mesmo tempo, a viagem é longa e muitas coisas podem acontecer...

Inuyasha teve de admitir que eles ainda corriam perigo.

— Eu a compreendo. Na verdade, sinto o mesmo que você. — Ele a enlaçou pelo ombro em um gesto de carinho. — Mas para nosso próprio bem, devemos seguir em frente, confiantes em nossa sorte. Talvez isso não sirva de consolo, mas é o que está ao nosso alcance. Infelizmente eu estaria mentindo se afir masse que todas nossas preocupações já ficaram para trás.

A pergunta que Kagome fez a seguir era um reflexo de seu pior receio.

— O navio de Kouga é mais rápido do que este, não é? - Inuyasha tentou brincar, apesar de tudo.

— Qualquer navio é mais rápido do que este.

— Não há nenhuma chance de encontrarmos um melhor?

— Você está querendo dizer roubar, não é? — Inuyasha pro vocou-a. Depois balançou a cabeça como se estivesse cansado. — Nossa tripulação é pequena. Tivemos sorte ao não perder mos aquela batalha. Não podemos nos arriscar a outra. As con sequências poderiam ser desastrosas.

A voz de Kagome soou trêmula.

— Tenho muito medo que eles nos encontrem.

— A possibilidade existe, não posso mentir. Mas antes eles teriam de nos achar no meio deste vasto oceano. Eu estou con tando que o tempo esteja a nosso favor. Até que eles descubram que não estamos escondidos em nenhuma reentrância daquelas ilhas, nós estaremos longe. Também estou contando com o palpite errado deles ao tentarem adivinhar a rota que estamos seguindo. — A voz de Inuyasha vibrou. — E não se esqueça de que trocamos de navio. Este eles não conhecem. Mesmo que avistem nossas velas a distância, não imaginarão que somos nós.

— Resta a dúvida de que eles poderão nos alcançar, mesmo que tenham a mera intenção de indagar sobre nosso eventual paradeiro.

— Sim — Inuyasha admitiu — Mas não há nada que possa mos fazer exceto seguir viagem. Nem toda preocupação do mundo poderá evitar o que estiver por vir.

— Eu sei, mas...

Inuyasha atraiu-a ao encontro de si na tentativa de acalmá-la.

— Sinto o mesmo que você, Kagome. Até mesmo desejaria que nossas preocupações servissem de alguma coisa. Mas elas não podem nos ajudar. Aliás, elas só atrapalham. - Eles ficaram com as mentes preocupadas ao menos por alguns mi nutos. Inuyasha aproveitou o silencio para beijá-la. — Adoro seus lábios.

— Ainda bem — Kagome respondeu sorrindo — Porque eu adoro que você me beije.

Abraçados sob o sol, eles não só pareciam, como também se sentiam verdadeiramente marido e mulher.

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— Existe a possibilidade de eles terem afundado? — per guntou alguém a bordo do navio de Kouga, no momento que o navio mercante foi avistado e descoberto vazio em seu ba lanço contra as ondas.

— Ou de terem sido capturados? — sugeriu outro.

— Talvez tenham conseguido escapar em botes salva-vidas — aventurou outro.

Kouga estreitou os olhos em imediata análise da situação.

— Essa distância não permitiria alcançarem a praia — aven tou Shippou.

— Vamos abordá-lo — decidiu Kouga após concordar com a opinião do companheiro.

— Talvez eles tenham deixado al gum sinal, alguma pista de sua presença. Podem até mesmo terem se escondido para nos atacarem de surpresa. — Kouga cruzou os braços para disfarçar sua agitação. Porque, de repen te, lhe ocorrera que todos poderiam estar mortos, inclusive Kagome. Ele não suportaria se isso acontecesse. Que a maioria dos piratas tivesse perecido, seria motivo de comemoração, mas se Kagome nunca mais pudesse ser dele...

Ele jogou a cabeça para trás como se isso pudesse varrer os pensamentos tenebrosos de sua mente. Rezou para que tivesse chegado a tempo de salvar Kagome, caso qualquer infortúnio houvesse se abatido sobre a embarcação e seus tripulantes. Até mesmo uma epidemia. Aliás, talvez fosse uma vantagem para ele se encontrasse Kagome doente e indefesa porque ela, então, certamente o escolheria por sua força em comparação ao mu lherengo fracote que não conseguiria nem sequer carregá-la em seus braços para o outro navio.

A idéia era tão absurdamente egoísta que Kouga fechou os olhos e ordenou-se a expulsá-la. Ele deveria estar rezando para encontrar Kagome sã e salva, não o contrário. O problema era que essa disputa entre o Kouga que sabia o que era certo e o Kouga que queria a vitória do próprio ego não lhe dava trégua.

Onigumo, exagerado como sempre com sua peruca de longos cabelos ondulados, chapéu de plumas e sapatos de saltos e fivelas, demandou ser inteirado das novidades. Desde que su bira a bordo do navio de Kouga Wolf ele vinha tendo a nítida impressão de que estava sendo mantido deliberadamente à margem dos planos e acontecimentos, quase como se nin guém se importasse com ele.

— Então, o que decidimos?

A vontade de ignorar o homem quase foi mais forte do que Kouga, mas ele acabou respondendo.

— Vamos abordar o navio. Seu aspecto sugere abandono, mas também existe a possibilidade de estarem todos mortos, dizimados por uma epidemia ou por um ataque pirata. Daqui, ele parece vazio. Teremos a certeza em poucos instantes.

— Bem pensado — disse Onigumo. — Muito bem pensado. Eu também abordaria esse navio, se a decisão me coubesse.

Kouga apertou as mandíbulas em esforço de controle. Não conseguia entender como Kagome pudera concordar em ficar noiva e viver o resto de seus dias com um traste como Onigumo Peridot. Ele não conseguia entender, aliás, como qualquer mu lher podia se deixar enredar por aquele inútil. Apesar das di ficuldades que estava enfrentando, Kouga sorriu consigo mes mo ao imaginar que o melhor caminho para Kagome romper o noivado e escolher se tornar a sra. Wolf, seria trancá-la em uma cabine por uma hora na companhia única e exclusiva daquele homem.

— Em que está pensando? — Onigumo perguntou. Kouga voltou a si.

— Que você poderia ir para baixo e tentar encontrar algo para fazer. Ou então que poderia apenas sumir de minhas vis tas, por exemplo.

Onigumo riu como se aquilo fosse uma piada. Os olhos de Kouga escureceram.

— Eu não estava brincando.

— Eu estava — Onigumo retrucou. — Não pense que ficarei de braços cruzados enquanto você procede a investigação. Se minha noiva está naquele navio, serei o primeiro a pisar lá para salvá-la.

— E se o navio não estiver vazio? Se os piratas estão es condidos e à espreita para nos atacarem?

— Bem, eu não quis dizer que seria o primeiro exatamente a saltar para lá, mas que deveria assumir o comando pela in vestigação assim que alguns tripulantes averiguarem a área e garantirem a segurança da abordagem.

O absurdo era tanto que Kouga não respondeu. Deu um tapinha de desprezo nas costas do outro e se afastou sem olhar para trás.

Em poucos minutos um pequeno grupo de caçadores de pi ratas encontrava-se a bordo do navio-fantasma e vasculhava corredores e compartimentos, com suas facas nas mãos, caso tivessem lhes preparado uma emboscada. Correram para avisar Kouga ao depararem com um pirata ferido, tombado no deque inferior.

— Capitão! Encontramos um!

Kouga não perdeu tempo. Saltou para o outro navio com Onigumo em seu encalço, procurando usá-lo como escudo para se proteger na eventualidade de um ataque. Esquecido de tudo que não fosse Kagome, Kouga encarou o pirata sem dó nem piedade.

— Onde está a moça?

O pirata fez sinal de que não estava entendendo. Ansioso e impaciente, Kouga chamou aos brados alguém que falasse o espanhol. Um jovem se apresentou e Kouga o fez ficar de joelhos para servir de intérprete.

— Ele pede água. Está a morrer de sede.

— Diga que ele terá sua água depois que me informar onde está Kagome. — Era mentira e isso estava escrito nos olhos de Kouga. Sua intenção era matar qualquer pirata que encontrasse a sua frente. Apenas Kagome lhe importava.

— Ele disse que não sabe de quem o senhor está falando. - Kouga pisou na mão do homem, arrancando-lhe um grito de dor.

— Pergunte se eu lhe refresquei a memória.

O jovem obedeceu.

— Não, senhor. Ele afirma que não faz nenhuma idéia de quem seja Kagome.

— Pergunte aonde está a moça que eles raptaram. Que o nome dela é Kagome ele já deve ter deduzido.

O marinheiro tornou a falar com o pirata e balançou a cabeça negativamente para o capitão.

— Sinto muito, senhor, mas ele disse que não viu nenhuma moça. Disse que o navio foi atacado e que ele desmaiou. Acre dita que o deixaram aqui porque o deram como morto.

Kouga sentiu-se dominar por uma forte excitação. Kagome não estava perdida ainda. Ela apenas trocara de navio.

— Peça que descreva o tipo de navio e o formato das velas. - Diante da explicação, Kouga agitou a capa preta com ares de triunfo e deu ordens para seus homens retomarem suas po sições. Quando ouviu o pirata reclamando sua água, cuspiu em seu rosto e se afastou.

— Depressa, homens! Não há tempo a perder!

O jovem que servira de intérprete hesitou. Não queria aban donar o ferido. Parecia-lhe cruel negar água a alguém. A bru talidade de seu capitão era notória. Por outro lado, ele se mos trava competente e justo de vez em quando. Por isso, por sua própria conta, ele deu de beber ao ferido e ajudou-o a embarcar em seu navio, onde o trataria às escondidas se necessário fosse.

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Na manhã seguinte, Kagome despertou nos braços do homem que em breve poderia chamar realmente de marido. Um sorriso surgiu em seus lábios. O sol estava iluminando a cama como se os abençoasse. Como se o casamento deles tivesse sido reconhecido pelo céu. Ela não se incomodava que seus cabelos estivessem despenteados e que seus olhos estivessem sonolentos. Beijou o queixo forte e as faces bronzeadas de Inuyasha e afagou seus cabelos curtos e macios. Ao ser acorda do, Inuyasha protestou de início, mas logo seus olhos encheram de amor e ele correspondeu ao sorriso. Kagome era o melhor incentivo para um homem acordar, tão linda e natural como toda mulher deveria ser. Ela não precisava de adornos como jóias e pinturas. Nem uma camisola que escondesse o que a natureza criara perfeita. Jamais encontrara olhos tão azuis em sua vida. Quantas vezes ainda os admiraria em total fascina ção? Continuariam tão intensos em vinte anos?

— Você está precisando cortar a barba — Kagome sugeriu ao mesmo tempo que percorria o queixo com seus dedos cau telosos.

Ele resmungou.

— Gostaria de cortá-la para mim?

— Tenho medo de cortar seu pescoço. - A resposta divertiu Inuyasha.

— Bem, se você não quer se arriscar, imagino que eu deva respeitar sua vontade e não forçá-la.

Kagome observou-o, enlevada. O riso de Inuyasha era contagiante. Ela não sabia se ele ficava mais bonito sério ou alegre. Não resistiu a beijá-lo.

— Eu te amo. Jamais sonhei que um dia poderia gostar tanto de alguém. Não suportaria se não o encontrasse mais a meu lado ao acordar.

Inuyasha desejaria saber dizer palavras igualmente românti cas Na falta delas, colocou todo seu amor em um beijo.

— Quanto tempo falta para chegarmos em Paris? — Kagome indagou. — Quanto tempo falta para deixarmos as preocupa ções para trás?

— Um longo tempo — Inuyasha foi obrigado a dizer. — Ainda falta muito.

— Sabe o que eu penso? — Ela se mostrou mais otimista do que das outras vezes. — Que nós conseguiremos. Eu tinha muitas dúvidas quanto ao sucesso de nosso plano, mas agora estou sentindo que estamos próximos a vê-lo realizado. Chego a ter uma visão de nós dois passeando de mãos dadas por um jardim de folhagens exuberantes e flores multicoloridas.

— Espero que você esteja certa.

Foi tudo que Inuyasha respondeu. Não era o que Kagome es perava que ele fizesse. Ela queria ouvi-lo confirmar sua intui ção, mas aparentemente Inuyasha continuava temeroso. Ela não insistiu. Aconchegou-se ao peito dele e suspirou. Não impor tava que fosse a única a nutrir esperanças. Negava-se a desistir de ser feliz.

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Por uma cruel ironia do destino, foi naquele mesmo dia que o navio de Kagome foi atacado. Ela estava em meio a uma de suas aulas de defesa pessoal quando aconteceu. Nada poderia estar mais longe de seus pensamentos do que a possibilidade de um outro navio os abordarem novamente. Ela estava gol peando o ar com o cutelo como a aluna prodígio que se tornara. Gritos alarmados os afastaram da atividade, mas levou mais de um minuto para entenderem a que Miroku estava se re ferindo. Ele só fazia repetir que o navio estava crescendo tal a velocidade com que se aproximava. Depois, foi com olhos quase saltando das órbitas que Kagome se deu conta de que só poderia ser Kouga quem tentava caçar seus amigos piratas. Mais especificamente, seu amado Inuyasha.

Ao susto seguiu-se não o terror, mas uma depressão profun da. Sentiu que todas as forças a abandonavam e que precisaria buscar a proteção dos braços de Inuyasha se não quisesse cair.

— Por quê? — ela murmurou chorosa. — Por que isso teve de acontecer? Por que não conseguimos ir até o fim? Por quê?

Inuyasha sabia exatamente como Kagome estava se sentindo. Embora estivesse acostumado a reviravoltas do destino, a partir para lutas de vida ou morte que às vezes o arrancavam do próprio sono, o impacto da adrenalina agora não era suficiente para calar seus pensamentos e movê-lo à ação. Era desanimador. A oportunidade e a justiça pareciam opostos em polarida de. Ao ver Kagome tão triste e desesperançada, ele prometeu a si mesmo que faria tudo, mas tudo mesmo, que estivesse ao seu alcance para garantir que nada atrapalhasse os planos que eles haviam traçado. Não seria fácil vencer Kouga Wolf e seus caçadores de piratas, mas ele não queria que Kagome chorasse. Ele não permitiria que a chance de um futuro juntos acabasse ali. Porque se ele e seus amigos iriam para a forca, Kagome não seria poupada de sofrimentos. As consequências seriam funestas fosse qual fosse o resultado do julgamento. Porque na melhor das hipóteses, Kagome seria declarada inocen te e reclamada por aquele seu noivo de quem ele lamentavel mente ouvira falar mais de uma vez e seria obrigada a aturá-lo, a lhe servir na cama e a lhe dar filhos. Seria a morte para Kagome. Uma morte em vida. E a morte para ele também porque depois de ter conhecido o amor nos braços de Kagome, nunca mais seria capaz de olhar para outra mulher.

— Nós iremos enfrentá-los? — quis saber François com voz e semblante de quem optaria pela capitulação.

— Não temos escolha — respondeu Miroku. — Se lutar mos, ao menos teremos uma chance. Caso contrário, seremos levados para a forca. Coragem. Em condições ou não, preci samos tentar.

— Contem comigo — Kagome informou para surpresa de Inuyasha. — Minha liberdade também está em jogo. Sinto-me no direito e no dever de defender este navio.

Comovido, Inuyasha ergueu a mão e acariciou o rosto de Kagome. Ela viu orgulho nos olhos dele. Sabia que Inuyasha con fiava em sua habilidade e que a respeitava como uma parceira.

Houve uma correria geral. Cada um dos piratas se preparava para a luta. Canhões e pistolas foram verificados. Armas de fogo precisariam ser empregadas de forma maciça para suprir a falta de homens. Mas a demora para recarregar os canhões implicaria na certeza de uma luta corporal. O navio de Kouga se aproximava rapidamente. Em poucos instantes eles os do minariam.

— Kagome, esconda-se! — aconselhou Miroku.

— De modo nenhum! — Kagome respondeu e ostentou o cutelo que provocou um sorriso de incredulidade. Inuyasha de cidiu intervir nas circunstâncias.

— Dessa vez ela lutará a nosso lado!

— Mas...

— Trata-se da vida dela também — Inuyasha explicou e Miroku não tornou a insistir. A partir daquele momento, ele passou a demonstrar um respeito por Kagome que oferecia a poucos.

Mas a hora não era propícia para reflexões de ordem parti cular. Kagome tinha uma missão. Em questão de minutos seu navio seria atacado e ela precisava incorporar sua personalida de de guerreira. Do fundo de seu ser deveria emergir a deter minação férrea de alcançar a vitória, sua única chance de em prestar força suficiente a seus braços e mãos para manejar as armas. Seria difícil esquecer que seu adversário era alguém como ela, um ser humano. Mas Inuyasha lhe garantira que todas as criaturas possuem o instinto de preservação e quando sua sobrevivência está em jogo, esse instinto aflora à superfície.

A abordagem era iminente. Os caçadores de piratas se pre paravam para saltar sobre o navio. Kagome procurou não olhar nos rostos deles. Inuyasha lhe ensinara a não pensar neles como pessoas, mas como seres maléficos cuja única intenção era matá-la. Ele avisou-a que uma simples hesitação movida por um sentimento de piedade poderia significar um golpe mortal. E foi assim que Kagome procedeu. Ela focalizou a brutalidade da intenção de ataque e não os atacantes em si.

Os caçadores não perderam tempo. Saltaram sobre os pri meiros piratas que encontraram pela frente. Todos passaram por Kagome sem lhe prestar atenção, como se não acreditassem que uma mulher poderia lhes oferecer perigo. Mas no instante que dois deles se uniram para lutar com Inuyasha, ela não pensou duas vezes para se apresentar em combate. Foi a salvação de Inuyasha. Ele ainda não havia se dado conta de que um inimigo se preparava para atacá-lo por trás. Aconteceu o mesmo com o adversário. Seu choque não poderia ter sido maior quando se viu ameaçado por uma mulher. A mulher que ele e seus companheiros perseguiam havia tempos para resgatar das mãos dos piratas. A mulher que ele jamais imaginaria ter se tornado uma pirata também.

Kagome aparou golpe após golpe. O que lhe faltava em ex periência, sobrava em talento. Sua coordenação era tão perfeita que ela adivinhava cada um dos movimentos do oponente a tempo de bloquear suas investidas. Faltou-lhe força e rapidez, porém, para desferir ataques e logo ela se viu presa de um círculo de perpétua defesa. Convencida de que não teria chance de vitória nesse ritmo, Kagome deixou cair a espada e arrebatou o punhal de sua cintura.

O adversário deixou escapar um sorriso de escárnio ao se sentir inatingível. Ele não esperava que Kagome fosse brandir o punhal sobre ela. Por pouco não precisou soltá-la. A hesitação durou uma fração de segundo, mas foi o suficiente para Kagome se projetar sobre ele de maneira que espada nenhuma poderia salvá-lo, longas como elas eram.

Ela o atingiu no nariz com um soco. Antes que o tocasse com o punhal, contudo, ele devolveu o golpe que não chegou a atingi-la. Rápida, Kagome ergueu a mão e lhe deu um tapa que amenizou o impacto e desviou-o para o braço, quando a inten ção era alcançar o queixo. Kagome tentou cortá-lo com o punhal, em seguida, mas não teve êxito. Ocorreu-lhe, então, que sua maior chance seria usar as próprias mãos.

Talvez em um pensamento instintivo de imitá-la, o inimigo espalmou as mãos e mirou-lhe a garganta. Kagome não teve dú vida. Em vez de se proteger contra um provável sufocamento, viu surgir a chance de derrotá-lo. O erro do caçador foi justa mente levantar as mãos e deixar livre o acesso à barriga. A violência do golpe, ele precisou se dobrar em dois. Kagome acer tou-o na cabeça em seguida e ele caiu inconsciente.

Vencida a primeira luta, ela examinou o cenário ao seu re dor. Uma enxurrada de caçadores se movimentava pelo deque. O quadro era francamente desesperador. Por um instante, Kagome ficou paralisada. Era como se comportas tivessem sido aber tas e as águas corressem com violência, arrastando tudo a sua frente. Tudo podia acontecer. A luta ainda não chegara ao fim.

Ela encontrou Inuyasha em meio aos agressores e seus olha res se cruzaram como um relâmpago. Ela viu preocupação nos olhos dele. Isso não podia acontecer. Precisava lhe transmitir confiança. Porque qualquer descuido poderia significar a morte e ela queria ajudar, não atrapalhar.

Voltou à luta mais uma vez para protegê-lo. Inuyasha estava sendo atacado por dois homens ao mesmo tempo e conseguindo enfrentá-los, mas um terceiro se aproximou e isso Kagome não pôde permitir. Pulou em seu pescoço e apertou-o com toda sua força. Sabia que não era páreo para o adversário, mas ao menos o conteria para que não atingisse Inuyasha enquanto ele estivesse ocupado em se livrar dos outros dois. Talvez tivesse conseguido seu intento e adiado a confrontação, não fosse um toque em seu ombro distraí-la. Porque ao se virar, ela se de parou com uma figura vestida de preto que lhe tirou o fôlego.

— Kouga!

OoOoOoOoO

Esse final me deu um arrepio estranhoo!

Apesar de NÃO APRECIAR! Um peito peludo!.. FINALMENTEE KAGOMEEEE DEIXOOU DE SER BOBAAA! MUAHAHAHA! O Inu pegou ela de jeeiitoo, quem resistiriiaa heeiiinn! Coom ou seem peloo! (Cera quente mandou lembranças).. Eu dei muuiitaa risada nesse capitulo, não sei se sou louca, mas o Onigumo me faz rir demais muuuuiiiiittoooo caricato e sem noção!.. O Kouga disse algo que eu também estive pensando.. ! TODOS QUEREM KAGOMEE!.. TIPO ELA TEM MEL NO TREEM! KAGOMEE PIRATAA GENTEE! Kouga! ARRRGG!.. Sempre sendo um idiota.. Homens (revira os olhos).. Fiquei com dó do casal, que não consegue sossego realmente.. E LITERALMENTE, eles nadam, nadam e morrem na praia!.. Vamos esperar que tudo se resolva.. E esperem para ver um Kouga monstruoso.. Maaasss, seem depressão HAHAHA! Ja NEEE! LINDDAAAS!

Jekac

Oii.. é ele fiicou beem!.. Ela o ama neeh! hahaaha! Esperoo que tenha gostadoo desse cap Miil beiijoos!

M4lu

Oii queriidaa.. (não entendii a expressão que vc usou "que queijo" hahaha) Eu seiii, e Ká viiuh que TODAS QUEREM O INU.. E resolveeu agarra-lo meniina!.. PERDEMOOS! :( .. Espero que tenha gostado desse cap!.. Miil beijoos!

Daniii

Kagome realmente é foda neeh!.. FINALY ela se decidiu!.. Espero que goste desse cap queriidaa..! Miil beiijoos

Neherenia

Oii queriidaa.. Você viiuh a Ká todaa guerreiraa! Vestida de pirata e tudo! O Inuyasha é uum tudo, como não amar neh?!.. Você acertou, olha o Kouga aii gentee! Está com sangue nos olhos! Siim menina, tipo amor impossível, esse povo inconveniente sem noção me irriitaa! Naraku ?! Será que aparece?! MUAHAHAHA!.. Só leendoo!.. Miil beiijoos queriidaa..

Carol

SIIIIIIIIM.. Na verdade ela não tem juízo! Ela só tem sorte.. Eu no mínimo ao ser sequestrada o cara ia ser, fedido, gordo, careca, e bruto.. DEUS ME LIVRE!.. Só a Ká mesmo! Olhaa a meninaa negociiaandoo caps! HAHAHA!.. Não foram 2.. MAASSS eu aumentei o cap, ia corta-lo antes do barco ser atacado.. MAAASS lhe dei um gostinhoo!.. Ao seu pedido! Miil beiijoos queriida, e logo posto o próximoo!

ThaliCarvalho

SIIIM.. ELA VAI PARAR COM A BIPOLARIIDAADEE! *-* Agora eles assumiram que se amam, sem reservas, vai SER difícil.. MAAS.. que amor verdadeiro não passa por dificuldades e aguenta!.. Na verdade o meu amor "verdadeiro" não aguenta nunca.. MAAS VOLTANDO A FIIC! Naraku é uma pessoa perturbada coitado.. No gosto dele, não adiiantaa! INU CASA COMIIGOO?! HAHAHA.. Ele é um DEUS dos mares, da terra e do Céu fiiootee! Sabe como é neh.. ! Miil beiijoos queriidaaa! E continuee aqui hein!

Vick

AIIIN amiigaa!.. Passa esmalte preto na unha! (pareii de roer as minhas assim haha).. Porque sua boca fica cheia de coisas pretas e talz.. Hj as minhas são enormeees muahahahaa!. Enfiim, olha o cap, não maltrate suas unhas maiis! Leeiiaa! Hahaha!.. Miil beiijoos queriida e espero que tenha gostadoo!

Clau

Leitoras vão sair no tapa, porque TODAS SE APAIXONARAM! Pelo Inu.. ele é tipo aaah demaaiis!.. Finaly ela assumiu seu amor! Olha o Kouga aprontando aii haha!.. Miii beijoos

Ana

Oii queriida!.. Quee boom que lhe fiz comentar (MUAHAHAHAHA), espero que se apresente sempre.. E espero que tenha gostado do cap.. Miil beiijoos queriida e continuee comiigo!

Babb-chan

Que espanhol foi aquele?! HAHAHAHA!.. FIIOOTEE! Que iideeiiaa meeninaa meninaa!.. De maneeiira alguma fiquei brava, triste ou irritada com vc!.. De onde tirou isso?! Haha!. A-D-O-R-O suas reviews, elas são sempre ENORMEES! E divertiidaas!.. Só comentei que não respondi as reviews anteriores pq estava muuiiitoo cansada, estava caindo mesmo de sono.. Por isso foi beem rapidiim, mas eu até te marquei no final! Sem grilhoos nessa sua cabecinha portuguesa! Eu realmente ADOROO! Ler e responder vc!.. Mas se eu não posto, minha cabeça é posta em leilão haha! Mas nem tchuuum, com o que você disse amooree, não notei nada fora de uma brincadeira! Estamos beem! E espero que esteja bem consigo mesma novamente ;) Kagooomee (RIIICAAAAAAA) FIINAAALMENTEE ASSUMIIUU QUE O AMAAAA! ELAA ASSUMIIUUUU! KOUGAA OTARIIOO.. ONIGUMOO ENGRAÇADOO!.. Não consigo sentir raiva dele nessa fic.. Porque ele é muuiitoo ridículo e me faz riir!.. Da dó até! Agora o casal mais lindo e mais apaixonado do MUNDOO DOS LIVROS!.. Vaii ter que lutaar muuiitoo, e aguentar algumas coisas! Mas o que o amor verdadeiro não vence não é mesmoo?! Porque quando se trata do Inuyasha a Kagome vira uma leoa, um deixa o putro mais forte.. E os próximos caps, serãoo supeer ONNNWW!.. Quando se tratar do amor dos dois! ESPEEROOO.. Que tenha AMADOO ESSE CAP TAMBEEM!.. Tevee HENTAII! Para as safadenhaas de plantãoo.. Não sei se é seu casoo hahah!,, Amooree mil beiijoos e contiinuee comiigoo!

Patyzinha

Oii lindiiissiimaa!.. Penaa que a felicidade dos dois durou relativamente pouco, pois se passaram alguns dias não narrados pela autora!.. O Inu é muito querido, ele é indefeso as vezes sabe!.. Principalmente nesse cap, ele falando com a Ká!.. É mágiicoo o que sinto quando leio um personagem tão bem feito assim!.. Miil beiijoos queriidaa e continue comiigo!

Priy Taisho

OH SHIT! Kouga BROTOU DO INFERNO! Onigumo é um bobão tadinho.. Não consigo odia-lo haha!.. FINALY ELA SE DECIDIIU! Demoroou mulher! Ooohh queriidaa.. MAGIINAA! Você se deu o trabalho de responder ;) Se precisar conversar.. Você me tem no seu face agora haha! Vi que postou novo cap da sua fic! Não tive tempo essa semana, mas quando o job terminar, lerei com prazer viiuh! Você evoluiu demaaiis na escriitaa haha! Miil beiijoos e continuee aquiii! (Melhoraas)