Oiii meus amoorees! RETAA FINAAL! HAHA! Penultimo cap! Estou super apressadinha hj! Vou ficar no lugar de uma menina em um job, to saindo de casa haha! Desculpem não poder responder as reviews direitinho! Mas no próximo eu compenso! JUROO! Esse cap, é liindooo demaaiis! Saberemos como muuiitoso personagens estão haha! Miil beiijooooss! E esperoo que gostem amooreees!

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Seis meses depois...

- Maman! — Rin entrou correndo pela porta do chalé. Sem a touca, seus cabelos dourados cuida dosamente penteados soltaram do coque e algumas mechas esvoaçaram ao redor de seu rosto. — Maman! — Arfante Rin agitou a folha de pergaminho nas mãos.

— Não corra! — censurou a mãe. — Quantas vezes já lhe disse para ter modos. Você já é uma moça!

— Mas maman\ É uma carta de Kagome!

Madame Higurashi se livrou do pano com que enxugava a louça e se colocou imediatamente ao lado da filha.

— Toutousai! Venha depressa! — ela chamou o marido aos gritos. Mas não teve paciência para esperá-lo nem para saber a novidade pelos lábios de sua caçula. Tomou o pergaminho das mãos de Rin e se pôs a ler, afoita. Até sentir os olhos azuis como o céu pousados em seu rosto e entender que agira de maneira precipitada. Sua filha queria ser a portadora da boa-nova. Não seria justo de sua parte privá-la dessa única satisfação após tantos meses de tristeza e desolação. Assim como não fora justo sofrer e chorar tanto pela partida de uma filha quando outra continuava a seu lado, necessitada de seu apoio e de seu amor.

— Você lê — a mãe pediu e devolveu a carta. — Leia em voz alta para seu pai e eu ouvirmos.

Monsieur Higurashi se aproximou delas com tanta afobação que quase prendeu a peruca no vão da porta.

— O que aconteceu?

— Chegou uma carta de Kagome. Vamos, Rin. Leia logo para nós.

A jovem baixou os olhos e seu rosto se tingiu de carmim.

— Não sei se irei conseguir. É uma longa carta com muitas palavras.

— Sei que você pode. Seu pai paga um tutor para lhe ensinar as letras, não paga?

Monsieur Higurashi não cabia em si de expectativa. Apoiou o braço no ombro da esposa e quis ouvir a resposta que significaria a prova cabal de que sua primogênita estava viva.

— Nossa filha escreveu de próprio punho?

— Sim, eu reconheci sua grafia — a esposa, que não parecia mais a mesma mulher calada e severa, tranquilizou-o. — Va mos querida. Não nos faça esperar mais.

Com um pigarro para preparar a garganta e acalmar as ba tidas de seu coração, Rin leu:

Maman, Papa e Rin, meus adorados.

Amo demais todos vocês e sinto uma imensa saudade...

O longo suspiro da mãe obrigou Rin a parar a leitura por um instante.

— Posso prosseguir?

A um assentimento da mãe, Rin continuou:

Imagino que o capitão Wolf tenha lhes contado sobre as circunstâncias que me enredaram e que me im pedem até hoje de regressar ao nosso lar. Porque reco nheço que meu comportamento foi uma desgraça para minha família e ainda sinto vergonha de procurá-los.

— Fomos tão rígidos assim, meu marido? — Madame Higurashi consultou-o. — Para ela temer tanto nossa reação?

— Não sei — Monsieur Higurashi confessou.

Rin olhou para os dois e esperou até ter certeza de que não seria interrompida mais uma vez.

O único conforto que talvez eu possa lhes dar é a garantia de que estou feliz.

Sei que fui motivo de terríveis preocupações, mas espero que de agora em diante a paz de espírito os acompanhe e compense o passado. Maman, Paris é como você sempre descreveu. Inuyasha e eu estamos morando em uma linda casa, perto dos Jardins de Luxemburgo.

A noite, os casais podem passear, de braços dados, porque as ruas são iluminadas. Você estava certa. Paris não parece pertencer a este mundo. Vamos ao teatro quase todas as noites e depois tomamos uma xícara de chocolate na Confeitaria Saint Germain-des-Pres antes de nos recolhermos. Você não me reconheceria se me visse. Os penteados que usam por aqui são tão altos que às vezes penso que não conseguirei passar pela porta. Parece incrível, mas é a moda. Você ficaria surpresa com a preocupação das mulheres, e mais ainda dos ho mens, de se apresentarem sempre impecáveis. A vaidade deve ter nascido na França.

Maman, você me contou que havia carruagens por toda parte, mas não me preveniu que eu encontraria al gumas delas puxadas por mulheres e crianças! Fiquei chocada, mas acabei compreendendo. Há muitos miserá veis pela cidade e a necessidade de sobrevivência os leva a aceitar qualquer tipo de trabalho. Em resultado, os ín dices de criminalidade beiram o intolerável. Não é seguro para uma mulher passear sozinha pelas ruas, o que eu lamento. Detesto pedir que Inuyasha me acompanhe a to dos os lugares. Mas a cidade cobra esse preço. Sinto falta daqueles tempos em que era livre para usar a roupa que me aprouvesse quando ninguém reparava se era cara ou não, ou se eu estava acompanhada ou sozinha.

Rin, você está cuidando bem de Monique? Sinto falta dela, mas muito mais de você! Gostaria de poder vê-la. Imagino que esteja mais alta e ainda mais adorá vel. Vou lhe contar um segredo. Você sempre foi mais bonita do que eu e eu cheguei a invejá-la mais de uma vez. Maman, também sinto falta de sua comida! Nossos criados fazem o possível, mas não se comparam a você. Acho que gostará de saber que estão usando água de rosas no preparo das sopas. Se resolver tentar, posso garantir que o sabor vale a pena. Papa, às vezes penso ouvir seus passos no meio da noite e como se ainda fosse uma garotinha, imagino que acordarei e correrei para a cozinha para dividirmos uma merenda. Quanta sau dade! Rezo muito para que vocês, como eu, se lembrem dos momentos magníficos que vivemos juntos, e não ape nas das dores de cabeça que lhes causei.

Um pacote acompanha esta carta. Peçam para que o capitão o entregue, caso ele ainda não o tenha feito.

Nessa parte da leitura, Rin se deteve e olhou para os pais.

— Fiquei tão eufórica quando recebi a carta que corri para avisar. Não me lembro de ter visto nenhum pacote.

Os pais apenas balançaram a cabeça em sinal de desapro vação. Pareciam mais interessados em conhecerem o final da carta.

Contém dinheiro. Quero que o aceitem, não como um gesto de reconciliação, mas como um agradecimento pe los dias bons. Não poderão devolvê-lo em nenhuma hi pótese, portanto, por favor façam uso dele. Amo vocês. Sinto uma saudade imensa de todos, mas não poderia estar mais feliz.

De sua filha e irmã,

Kagome Taisho.

Rin olhou, com orgulho, para a mãe que suspirava com a cabeça recostada no ombro de seu pai.

— Ela está feliz! — A mãe tornou a suspirar antes de olhar para a filha a seu lado.

— Vá, Rin. Procure o capitão Wolf e mostre a carta a ele. Tenho certeza de que ele gostará de saber sobre sua irmã.

Rin correu para a porta, admiravelmente disposta a rea lizar a tarefa. A mãe estava emocionada demais para se dar conta de tal exuberância.

— Ela sente demais a falta da irmã.

— Mas Kagome nos causou muitos dissabores.

— Não foi certo o que ela fez. Ninguém deve fugir de casa. Mais ainda uma moça. Mas como é possível que ela tema não ser perdoada? Nós precisaríamos ser uns desalmados. Princi palmente quando ela teve o bom senso de escolher um homem rico para se casar. Se é verdade o que o capitão nos disse, ele é um visconde.

— Ela rompeu com o noivo que nós escolhemos — o pai lembrou. — As razões para ela se desculpar perante nós são muitas.

— Eu sei, mas isso não me importa. Minha filha está em Paris, vivendo a vida que sempre sonhei para nós. Não faz parte da corte de Versailles, mas seus feitos refletem minha segunda melhor opção. Oh, Toutousai, eu não poderia estar mais feliz por ela.

O pai não disfarçou a própria satisfação.

— Então, o que faremos com o dinheiro que ela nos mandou? Devo dizer ao capitão para que ele o leve de volta a quem lhe recomendou a remessa?

— Claro que não! — a mãe se recuperou rapidamente do torpor das emoções. — Nós vamos aceitar o presente!

— Vamos?

Os olhos de Higurashi brilharam.

— De que outra maneira poderíamos visitar nossa filha em Paris?

O marido exibiu subitamente um largo sorriso.

— Sim, de que outra maneira?

— Nós levaremos nossas bênçãos a ela e eu lhe darei os conselhos sobre a vida conjugai que toda noiva deve receber da parte de sua mãe. Faremos de conta que esse é o casamento que nós escolhemos para ela e passaremos uma esponja no que aconteceu.

— Eu concordo.

— A viagem fará bem a nossa Rin. Ela terá a chance de conhecer Paris e de descobrir o tipo de vida que poderá levar caso aceite se casar com um homem que lhe garanta o conforto que merece.

— Nós não combinamos, minha cara, que não interferiría mos mais no futuro de nossas filhas e que caberia a elas pró prias a escolha de um marido?

— Eu não disse nada sobre arranjar um casamento para Rin. Apenas penso que poderíamos fazer algumas suges tões. — Ela olhou, esperançosa, para o marido.

— Talvez Kagome e Inuyasha tenham algum jovem amigo para apresentar a ela?

Marido e mulher se abraçaram e riram como há muito não faziam.

OoOoOoOoO

Rin cavalgou o mais depressa que pôde até as docas. Ela adorava Monique tanto quanto Kagome. A égua significava muito para as duas irmãs. Era tão esperta que soubera encontrar o caminho de volta para casa quando Kagome foi raptada. Ainda mais por esse motivo, Rin tratava dela como se fosse uma parte de Kagome. Olhava em seus olhos e cogitava quais segre dos sua irmã teria lhe contado cada vez que a tratava, acariciava ou alimentava.

Com os cabelos loiros agitados ao vento impregnado do sal do mar, Rin sentia a velocidade aumentar a excitação que vibrava em cada fibra de seu ser ao pensamento de que em poucos minutos tornaria a encontrar Kouga Wolf. E que ele, como Monique, também era uma parte de Kagome, porque havia compartilhado de alguns momentos de sua vida no pas sado, e muitos outros, secretos e intensos, mais recentemente. E, se fosse sincera consigo mesma, admitiria que não se sentia atraída pelo capitão apenas por causa de seu amor por sua irmã, mas por ele ser um homem alto, forte e mais bonito do que todos os outros que já vira.

Ela sabia exatamente onde encontrá-lo. Kouga tinha um re canto predileto, longe da agitação e do burburinho das docas. Quando antes ele era o centro das atenções e procurava se divertir entre multidões de marinheiros, agora preferia estar em sua própria companhia e das gaivotas. Não parecia ator mentado. Ela diria que ele havia conseguido encontrar a paz interior.

Ao avistá-lo, ela desmontou. Queria ajeitar a saia e os ca belos antes que ele a visse. Em seguida endireitou o corpo e procurou fazer uma expressão séria que a faria parecer mais madura, mas que se transformou em um sorriso de prazer ao ter sua presença notada.

Bonjour. Que bons ventos a trazem? — Ele saudou-a com uma elegância que imediatamente a fez pensar em uma paixão secreta.

— Olá — respondeu. — O que está fazendo?

— Nada que não possa ser interrompido pela visita de uma jovem tão adorável — ele respondeu e fez sinal para que ela se sentasse a seu lado sobre as pedras.

Rin pensou que derreteria sob o som daquela voz e do fascínio daquelas palavras, mas reuniu forças o bastante para assegurar alguns passos até o local indicado.

— E você, o que faz sozinha em um dia tão lindo e ensolarado? Nenhum jovem ainda mereceu a sorte de acompanhá-la em seus passeios?

Rin hesitou porque não sabia o que responder. Se dissesse que não tinha namorado, nem nenhum pretendente, Kouga pensaria que ela não era tão adorável quanto aparentava. Por outro lado, se mentisse que havia alguém, não estaria disponí vel caso ele estivesse cogitando demonstrar algum interesse.

— Hoje não — ela resolveu dizer.

— Você ainda é muito nova.

Ainda bem que Kouga não viu a contrariedade estampada em seu rosto.

— Não sou tão nova assim.

— Claro que não — Kouga se apressou a corrigir a expres são ao perceber que a havia ofendido. — Será apenas uma questão de tempo até que algum afortunado a peça em casa mento.

— Meus pais disseram que eu poderei escolher o marido que quiser — Rin anunciou, satisfeita.

— De verdade? — Kouga perguntou cético.

— Sim. Eles disseram que será mais fácil aceitar minha escolha do que precisarem mandar alguém atrás de mim se eu resolver fugir para as águas do Atlântico.

— Parece sensato. — Ele não pôde evitar a lembrança de Kagome.

— Fui incumbida de lhe trazer algo. — Rin entregou a desculpa para sua visita.— É uma carta de Kagome.

Kouga pegou-a gentilmente da mão de Rin e desenro lou-a. Rin ficou observando os olhos escuros se movendo enquanto ele lia. Sem querer, deixou escapar um suspiro. Kouga era tão lindo.

Ele terminou de ler e devolveu a carta.

— Obrigado por pensar em mim. Vou mandar uma mensa gem para ela para inteirá-la de uma pequena história que contei.

— Que história?

— Nada importante.

— Pensei em mostrá-la para Onigumo também — Rin continuou — Mas maman não o mencionou.

Kouga segurou o queixo enquanto refletia até que ponto poderia se abrir com uma mocinha de dezesseis anos.

— Onigumo anda muito ocupado desde seu regresso. Encon trou uma senhorita a sua espera, zangada e com o ventre cres cido. A mãe o colocou para trabalhar para aprender a ter res ponsabilidade.

— O que isso significa?

— Significa que não deve beijar ninguém antes de se casar. - Rin fez que sim em um sinal de que entendera a moral da história e se apressou a olhar para a égua que pastava perto dali, de repente tímida.

— Gosta de cavalgar? — ele perguntou. Ela fez que sim novamente.

Maman disse que Monique agora é minha.

Kouga se levantou e examinou o animal, tentando não pen sar na primeira vez que acompanhara Kagome até em casa.

— Ela é especial — ele elogiou. — Você monta bem?

— Não tão bem quanto você, talvez. Quero dizer, acho que eu poderia cavalgar melhor se você me ensinasse.

A resposta pareceu agradar Kouga.

— A mulher não nasceu para comandar. Sua natureza é ser amável. Esse é o problema.

— Você está completamente certo! — Rin concordou imediatamente com a opinião de Kouga embora ela lhe pare cesse absurda. O que lhe custava agradá-lo, afinal? Um sorriso estampou-se no rosto masculino.

— Tenho certeza de que com um pouco de orientação você se sairá muito bem.

A sugestão não poderia tê-la agradado mais.

— Então você aceita ser meu instrutor?

Ele inclinou a cabeça para um lado e para outro.

— Oh, por favor! — ela implorou.

Pela primeira vez Kouga reparou nos lindos cabelos de Rin. Eram loiros e brilhantes e sua beleza era mais marcante do que a de Kagome, que era completamente delicada. Seu corpo era mais exuberante e sedutor, Kagome era mais esguia e elegante. Ela também tinha olhos azuis, mas eles eram mais claros. Eram tipos diferentes, mas Rin também era adorável.

— Está bem. Eu lhe darei algumas aulas, se quiser.

— Oh, isso é perfeito! O que mais você sabe fazer bem o bastante para me ensinar? Esperto e inteligente como é...

— Obrigado, mas...

— Tenho certeza de que você pode fazer tudo que quiser. É tão forte e corajoso...

— Quantos anos você tem? — Kouga a interrompeu com expressão divertida.

— Tenho idade suficiente — Rin respondeu antes de se desfazer em um sorriso que o surpreendeu. — Idade suficiente para saber o que quero.

Kouga correspondeu ao sorriso. Era verdade. Em um piscar de olhos, a jovem se tornaria mulher. Talvez valesse apenas esperar por ela.

OoOoOoOoO

A casa de Kagome e Inuyasha ficava em uma rua movimen tada, no centro de Paris. Como eles gostavam. Kagome queria ouvir dia e noite as ferraduras dos cavalos baterem con tra as pedras do calçamento. O som parecia música aos seus ouvidos. Não se cansava de assistir ao espetáculo das carrua gens desfilando pelas ruas em sua imponência, principalmente quando chovia. Passava horas debruçada às janelas que per maneciam sempre abertas à brisa. O teto de sua casa de pedra era tão alto que os sons criavam ecos apenas abafados pelos espessos tapetes que ela escolhera em cores vivas e alegres. Os móveis eram feitos de madeira maciça e escura, mas que jamais emprestavam um aspecto pesado à decoração em vista da profusão de janelas e terraços que permitiam a entrada do sol e da luz.

À noite, como gostava de se deitar tarde, muitas vezes Kagome se entregava à glória de vigiar o sono de seu marido, enquanto seus ouvidos captavam os ruídos trazidos pela brisa através das janelas. Era um privilégio poder residir em uma construção ampla e alta, cujos cômodos eram vedados à curiosidade alheia por ficarem em andares fora do alcance dos transeuntes.

Kagome agora era uma respeitável senhora casada vestida se gundo a última moda parisiense. Apenas aqueles que a conhe ciam poderiam adivinhar um espírito rebelde sob a indumen tária elegante e luxuosa. De acordo com os ditames sociais, ela passara a pentear os cabelos em coques altos, maiores do que seu rosto, em proporção. A pele parecia de porcelana graças à aplicação de cremes especiais. Espartilhos mantinham sua pos tura impecável e adelgaçavam suas formas já por si delicadas. As peças íntimas eram confeccionadas na mais fina renda. Sua cor preferida era a azul. Não apenas porque realçava a cor de seus olhos, mas porque realmente lhe parecia a mais bonita. As botas a incomodavam quando resolvia fazer uma caminha da mais demorada. Mas o que podia fazer? Era a moda! E ela nunca saía sem levar uma bolsa.

— Você está linda — Inuyasha, que parecia mais bonito a cada dia, elogiou-a. — Quer que eu a ajude com o colar?

Ela entregou a jóia e virou de costas. Como sempre, ao sentir o contato daqueles dedos em sua pele, um arrepio lhe percorreu o corpo.

Ela tornou a se virar. Aprendera a nunca falar sem antes olhar para Inuyasha.

— Obrigada, meu querido.

Inuyasha se revelara um cavalheiro. Ninguém poderia dizer que existira um ousado pirata sob aquelas roupas. Quanto a sua virilidade, Inuyasha era tão surpreendente com roupas co loridas e bufantes, quanto vestido como um membro da nobre za. Um casaco de corte militar se sobrepunha à calça à altura dos joelhos usada com meias de seda que valo rizavam as panturrilhas volumosas e másculas. O chapéu que ele carregava sob o braço era rico em plumagens e nunca faltava ao conjunto, apesar da relutância de Inuyasha em usá-lo. Inuyasha não gostava de adornos na cabeça. Por ele, continuaria a usar os cabelos loiros cortados curtos, que achava mais prático. Por pura imposição dos costumes, ele concordara em comprar uma peruca que era tirada no instante que pisava em casa e fechava a porta. Inuyasha detestava seguir as exigências da moda. Conformava-se apenas por aquele ser o único inconve niente em sua nova vida.

— Acredito que minha família já tenha recebido minha carta a esta altura — disse Kagome diante do espelho onde examinava, satisfeita, suas pérolas. O colar fora o primeiro presente que Inuyasha lhe dera após a cerimônia realizada em uma pequena capela.

— Você acha que posso esperar que me perdoem?

Inuyasha fitou-a demoradamente.

— Eu não os conheço. Essa pergunta você mesma deve responder. Acha que pode esperar que a perdoem?

Kagome baixou os olhos, pensativa. Após alguns instantes, tornou a encará-lo.

— Acho.

Ele a recompensou com um sorriso.

— Então eu também acho.

— Nós iremos hoje ao teatro?

— Não vamos todas as noites? Um sorriso foi trocado.

— Eu só quis confirmar — Kagome explicou, orgulhosa com o tapete que estava bordando com um navio ao centro.

— Vou sair para resolver uns assuntos — Inuyasha avisou-a. — Quer algum dinheiro para fazer compras?

Kagome ergueu-se na ponta dos pés e beijou-o.

— Não, não preciso de nada. Estarei pronta quando você chegar para irmos ao teatro.

Inuyasha encaminhou-se para a porta e virou-se ainda uma vez para sua esposa. Essa era a vida com que sempre sonhara e que parecia impossível de ser conquistada. Relutava em sair e deixar Kagome, mesmo que fosse por algumas horas. Conso lava-o saber que sempre a encontraria em seu retorno. Para ele, era um milagre.

Naquele dia, contudo, uma estranha sensação se apoderou dele ao chegar à rua. Parou após dar alguns passos pela calçada para se certificar de que não havia se esquecido de nada. Ve rificou o bolso, o porta-moeda e a caixinha de rape. Tudo estava em seu devido lugar. Um mendigo lhe pediu uma esmola e ele lhe deu uma moeda. Nunca atirava dinheiro aos pedintes. Parecia-lhe humilhante caso o pobre não conseguisse apanhá-lo e precisasse procurá-lo no chão. Ele sabia que se o destino não tivesse sido tão bom ao colocar um anjo em seu caminho, ele poderia estar naquela mesma situação. Na verdade, muitos que nasceram em melhores condições, não conseguiram um sucesso que se aproximasse ao dele. Cada dia era uma festa. O fato de sua fortuna ser fruto de uma pilhagem não incomo dava sua consciência porque não a tirara das mãos de quem de direito. Não acontecia o mesmo com os nobres? O dinheiro deles por acaso não provinha dos altos impostos cobrados ao povo?

Alguns conhecidos o esperavam em um café. Inuyasha seguia para o local do encontro com a mente repleta de pensamentos. Por mais que quisesse se acostumar com a vida burguesa de agora, de vez em quando sua situação lhe soava falsa. Um mau presságio o assombrava. Porque tranqüilidade e riqueza não haviam sido feitas para seres como ele.

As pessoas com quem iria falar em poucos minutos, por exemplo. O que poderia esperar deles? Nenhum possuía um título de nobreza. Todos exerceram algum tipo de profissão no passado. Comerciantes na maioria, mas também alguns dou tores. Cansados de ganhar dinheiro, resolveram desistir do tra balho e se ocuparem em gastar o que haviam acumulado. Era o que pensavam que acontecera com ele e com Kagome. Por isso os receberam em seu pequeno grupo.

De onde estava, Inuyasha pôde notar que os parceiros haviam se adiantado e pedido suas xícaras de chá ou de chocolate. Ele sorriu consigo mesmo ao perceber que haviam escolhido uma mesa na calçada, mas sob uma cobertura que não os faria alvos dos terraços da construção acima. Inuyasha apertou o passo para encontrá-los, mas de repente parou, novamente com aquela sensação de que havia esquecido algo em casa. O que poderia ser que lhe parecia tão importante?

Os amigos o avistaram e fizeram sinais para que se achegasse.

— O assunto de hoje é a teologia? — Inuyasha sugeriu es quecido de que aqueles homens não sabiam que ele aprendera a ler os lábios.

— O quê? — espantou-se um. — Você nos ouviu de tão longe?

Inuyasha não respondeu. Fingiu estar distraído com o garçom a quem pedira uma xícara de café. Ele sabia que chá era uma bebida mais refinada, mas seu gosto ainda não estava apurado para apreciá-lo.

— Realmente estávamos discutindo sobre religião — con cordou um outro.

— O que nos diz? Paulo contradisse ou não os antigos ensinamentos bíblicos sobre...

— Não sou a pessoa indicada para tratar desse assunto — Inuyasha se apressou a dar uma desculpa para não participar da conversa. — Vocês deveriam fazer essa pergunta a minha es posa que entende mais de igrejas e de santos.

Uma risada geral cercou a mesa.

— Você permite que uma simples mulher fale em seu nome sobre Deus?

— Não exatamente — Inuyasha vacilou. Ele preferiria tratar de qualquer outro tema. — O problema é que eu não consigo entender Deus. Porque se ele é onipresente e onipotente, se sabe tudo que se passa na Terra e no Céu, se é bondade e misericórdia, por que permite que as pessoas sofram tanto?

Inuyasha estava enganado se pretendia colocar uma pedra sobre o tema. Suas palavras tiveram efeito contrário. Mais ain da porque assim que começou a discursar, ele se deu conta de que não conseguiria parar até que chegasse ao fim de seu ra ciocínio.

— Eu tenho três teorias — Inuyasha prosseguiu. — Primeira: Deus é onisciente e misericordioso e conhece nosso sofrimen to, mas não tem o poder de nos ajudar. Segunda: Deus é oni potente e misericordioso, mas não tem conhecimento de tudo que nos acontece. Terceira: Deus é onipotente e onisciente, mas tem um estranho senso de humor. Não acredito que ele possa reunir as três teorias. Minha esposa ficaria indignada se me ouvisse, mas nem ela nem ninguém discordaria de mim se tivessem passado pelo dor e pelo sofrimento que passei.

Os companheiros de mesa se entreolharam. Inuyasha achou por bem encerrar aquela conversa e amenizar o ambiente.

— Esqueçam o que eu disse. Minha resposta é sim. Eu con cordo que existe uma contradição no texto.

A animação retornou como em um passe de mágica. Inuyasha tornou-se o centro do interesse, embora ele próprio se compor tasse como se o único motivo de sua presença fosse tomar sossegadamente sua xícara de café enquanto admirava as lindas mulheres que desfilavam pelo calçamento que não lhe digna riam um olhar, que iriam, talvez, fugir apavoradas se o tivessem visto um ano antes, um pirata maltrapilho foragido de uma prisão. O que não acontecera com Kagome.

Ao se lembrar de sua adorada, Inuyasha sorriu consigo mes mo. Ela era a mais linda de todas, não apenas por ter a pele mais alva, mas o coração mais imaculado. Kagome o amou quan do o resto do mundo o desprezava e temia. Os olhares curiosos de agora não lhe despertavam desejo nem orgulho. Não repre sentavam nada. Kagome o amara pelo que era, sem roupas bo nitas, sem máscara. Devotar-se a ela e lhe jurar eterna fideli dade foram as decisões que não necessitaram de tempo para reflexão. Ele tinha certeza de que era o único ao redor daquela mesa a não manter uma vida dupla. Não queria amantes. Jamais as teria.

Aquela sensação estranha outra vez! Kagome lhe veio ao pen samento. Teria se esquecido de lhe dizer alguma coisa antes de sair? Não. Ele não fora incumbido de lhe transmitir nenhum recado urgente. Por que, então, algo o fazia pensar em Kagome e em sua casa? Por que algo parecia lhe dizer que precisava estar lá com ela?

A conversa mudou para os negócios. Matthieu, que era mé dico, contou a razão de sua desistência em exercer a profissão.

— Cansei de esperar que me pagassem. O que eles pensa vam? Que eu era uma instituição de caridade? Ninguém deixa de pagar pela comida, pelos móveis e pelos tecidos que com pram para confeccionarem suas vestimentas. No entanto, aque le que cuida de seus corpos não merece mais que um "obrigado, doutor".

Olivier, que gostava de piadas, aproveitou para divertir os companheiros.

— A propósito, Matthieu, estou com a garganta inflamada. Daria para você examiná-la como um favor pessoal a mim?

Os outros riram. O médico franziu o cenho.

— Vocês entendem agora minha situação? É exatamente assim que acontece. Ei, Inuyasha, aonde você vai? — Matthieu indagou ao ver Inuyasha se levantar e colocar algumas moedas sobre a toalha.

— Peço que me desculpem, mas preciso ir para casa.

— Foi alguma coisa que dissemos? — O médico procurou entender.

— Não, claro que não. Eu esqueci algo importante — Inuyasha mentiu. Ou não. Talvez ele realmente tivesse esquecido algo importante.

— Você e sua esposa assistirão ao espetáculo desta noite?

— Sim. Nunca perdemos a oportunidade de frequentar o teatro. À noite nos veremos. Até lá. — Inuyasha se inclinou em despedida. — Obrigado a todos pela companhia. Sinto deixá-los. Sinto muito.

— Nós entendemos. Não se preocupe.

O grupo esperou que Inuyasha se afastasse para trocarem olhares de curiosidade sobre seu estranho comportamento. Mas como nenhum deles estava interessado de fato na vida e no problemas uns dos outros, continuaram a conversar sobre trivialidades pelo restante da tarde e logo se esqueceram do companheiro que estava prestes a enfrentar mais uma terrível provação.

Kagome estava quase cochilando sobre sua tapeçaria. Talvez devesse interromper a tarefa e fazer uma soneca. Era bom po der fazer o que quisesse, sempre que quisesse. Com um sorriso de satisfação, ela se sentou diante da penteadeira e soltou os cabelos que lhe caíram como uma cascata macia e ondulada sobre os ombros. Seria agradável abrir as janelas de seu quarto, respirar fundo, fechar os olhos ao sol e sentir a carícia da brisa nas faces. Seus dias eram sempre tranquilos e serenos. A ale gria e o júbilo eram mais próprios das noites.

Talvez devesse apressar sua decisão e se deitar de uma vez. Quanto antes começasse a se preparar, mais descansada e mais bonita estaria para receber Inuyasha quando ele voltasse de seus afazeres. Mesmo que o sono se recusasse a chegar, ela poderia relaxar o corpo e ouvir o canto dos passarinhos. O bordado ficaria para o dia seguinte. Parecia incrível que não conseguisse acabá-lo.

Muito menos torná-lo semelhante ao Anjo, o navio que ficaria para sempre em sua memória como o maior presente que já havia recebido,

Foi com um sorriso que Kagome se espreguiçou e começou a andar em direção ao leito. Era interessante como a vontade sempre vencia a razão.

O colchão que ela dividia com Inuyasha era, provavelmente, o mais macio de toda Paris. A escolha fora motivada pelas noites dormidas em redes e beliches de navios durante meses a fio. O leito foi a primeira peça de mobília que Inuyasha e ela adquiriram sem se preocuparem com o preço. Kagome disse a ele que qualquer cadeira, qualquer mesa, qualquer armário ser viriam para acomodá-los e a seus trajes, mas o conforto quando se deitassem deveria ser completo. Ela queria se sentir no pa raíso a cada noite quando se recolhesse.

Ela se aconchegou sob a colcha, verde de cetim, sentindo que seu corpo mergulhava em um mar de penas. Espreguiçou-se e contorceu-se até sua cabeça alcançar as almofadas de veludo. Nesse momento fechou os olhos, mas conservou o sorriso nos lábios. Sentiu alguns minutos depois o toque do sol em seu nariz e em seu queixo. Apenas um pequeno raio conseguira penetrar por uma fresta. Ela havia se esquecido de abrir as janelas.

Com relutância, Kagome se levantou. Abriu com firmeza os trincos de ferro e empurrou o vidro. Ruídos diversos penetra ram no silêncio do quarto. Ela não se importou. Gostava de ouvir os passarinhos cantarem nas árvores e nos telhados e mesmo o barulho característico das rodas das carruagens e dos cascos dos cavalos sobre as pedras. Não podia dizer o mesmo, contudo, sobre o ar de Paris porque ele nunca era agradável, com tanta gente e tantos animais percorrendo os caminhos. Mas atrás de sua casa havia uma viela que apesar de úmida e sombria de vez em quando a presenteava com perfumes de flores e de campos distantes. Como naquele instante que ela adivinhou um leve cheiro de chuva.

Kagome se demorou alguns minutos à janela. Quando pensou em voltar para o leito, pensou ouvir um ruído estranho. Deteve-se e aguçou os ouvidos. Parecia uma disputa entre pássaros. Ela se inclinou sobre o parapeito para tentar enxergá-los. Sorriu outra vez ao vê-los brigando por algumas migalhas de pão.

O sorriso morreu nos lábios de Kagome e ela prendeu a res piração ao endireitar o corpo e ser brutalmente agarrada pelo pescoço e avisada para não gritar. Aterrorizada, aquiesceu.

— Agora afaste-se da janela — o homem tornou a falar com sua voz grave e rouca.

OoOoOoOoO

QUEM SERÁ?! HAHAHA! TODAS SABEEMOOS! Seii que é estranhooo o Kouga com a Rin! Maaass fazer o que! Não quis a Ayame como irmã da Ká, nem o Sesshoumaru como o caçador de piratas! EVERYBODY! Perdoando o Kouga haha!.. QUE DÓ QUE DÓ DELE! U_U Inuuu, usando peruca e plumas?! Lembrei do Onigumo, mas com certeza o Inu peludiitoo! É maisi hot e gato .. sem maaiis! U_U Próximo cap é o ultimoo chooreeiiii largaadoo! Pois essa história é fantástiicaa!.. Será que a Ká se safa dessa? CADE O INUU?!.. Teremos que ler para saber meus amoorees! Miil beiijoos

Obriigadaa especial para as princesas que me mandaram reviews *-*

Contiinueem comiigoo!

Neherenia (E aiii, será que o conto de fadas vai terminar?!.. Esperoo que nooooo)

Carol (O baú, é normalz, não tem nada no hahah! Kagome tinhosa meninaaa)

Pri (Perdooaa o Kougaaa *-* Deu dó até!)

Flor do deserto (acertoouu hahaha, é o Narakuuu, esse maldiitoo)

Babb-chan (O Inu youkai é o Inu hanyou, sem graciinhaas meeniinaa! Maass como sou generosa fazemos assim, vc fica com o Inu pirata fofo e peludo, e eu com o Inu de Usurpadora! Prontooo! *-* One Shot, vai saiiirr *-*)

Jekac (Acho que eles serão felizes amore *-*)

ThaliCarvalho ( também queria que fosse maiioor livroo liindoo!)

Priy Taisho (Morrii de riir com seu presenteee! #Perdoa#o#Kougaaa! Será que é o Naraku!.. Loogiiicoo neeh?! Hahahaha)

Daniii ( Kagome tinhosa, só na base das enganação!)