PAPER LOVE

Disclaimer da ManneVanNecker: Os personagens não me pertencen, eles são criação de Stephenie Meyer. A história é minha pelo o qual fica proibida sua reprodução parcial ou total sem meu consentimento.

Disclaimer: A história pertence a ManneVanNecker, que me autorizou traduzi-la para vocês.

Sinopse: Edward é um garoto tímido que sobre de tartamudez, sua gêmea Rosalie o defende diante dos valentões do colégio. Ele se surpreendeu diante da chegada de uma garota que rompe as expectativas do resto e decide conversar, superando o medo do exílio social.


Capítulo 10 – Evasão

Bella não podia acreditar no que havia ouvido da boca do seu namorado, estava completamente surpreendida e ao que parece o resto dos seus amigos também. Ela jamais havia ouvido Edward tão decidido, muito menos nessa situação, o jovem sempre havia demonstrado um espírito pacifista e tranqüilo, mas agora era um homem completamente diferente, Seguro e super protetor. Rosalie segurou Bella pelo braço ao ver que a garota parecia que ia desmaiar, para ela também era uma surpresa que seu irmão atuasse dessa forma diante desconhecidos, pois Rose sabia que na casa a gagueira do seu irmão era quase nula, mas ainda assim havia ficado tão atônica como seu namorado e amiga.

Emmett ao ver que Edward não havia prestado atenção nas suas palavras, tentou separa-lo do meliante, pois acreditava que ao estar cegado pela raiva não demoraria para se arrepender de ter golpeado até o ponto da inconsciência, pelo o que decidiu intervir antes que seu amigo se visse em uma terrível situação.

— Edward já chega – disse segurando a mão que havia fechado para dar um terceiro e certeiro golpe no queixo – Por favor.

Edward tentou conter sua raiva, queria quebrar a cara desse idiota que tinha ousou fazer mal a sua namorada, mas vendo o rosto surpreendido e pálido de Bella decidiu deixar o assunto para lá.

— Cha-chamem o g-guard-da – gaguejou enquanto mantinha o ladrão no chão.

Rosalie foi imediatamente em busca do segurança, que não demorou em chegar com ela para prestar auxilio a Edward.

Lhes tomaram um par de declarações sobre o que aconteceu, tiveram que repetir várias vezes seu discurso, mas logo saíram de lá, lamentavelmente sem nenhuma vontade de assistir ao filme.

Ninguém queria falar do tema do que havia acontecido, ninguém queria lembrar do incomodo momento, inclusive Rose se sentia incomoda de somente pensar no que Edward diria se lhe lembrasse de todo o assunto.

Subiram em seus respectivos carros sem dizer nada, desta vez Rosalie foi com Emmett e Edward com Bella, todos foram para a casa dos irmãos Swan para compartilhar de um churrasco em família, onde eles iriam apresentar formalmente seu namorados.

Ainda assim Isabella estava inquieta, ela desejava fazer-lhe ver que seu problema tinha solução e apesar de Edward não querer tocar na questão não sentia medo em fazê-lo de uma vez por todas.

— Amor – sussurrou enquanto olhava fixamente para a estrada.

— S-Sim? – Edward gaguejou já pressentindo para onde iria a conversa e sinceramente não lhe agradava a idéia de que lhe lembrassem o que tinha acontecido.

Edward sabia quase não tinha gaguejado e desejava o quanto antes deixar essa etapa no passado. Não era a primeira vez que ele não gaguejava, ele o sabia bem, pois como o haviam recomendado cantar era uma boa maneira de não gaguejar, mas ainda assim o seguia fazendo e o por quê do assunto cada vez era mais chato.

— Lá embaixo – ela tentou se encher de coragem – Lá embaixo, você me defendeu e eu quero agradecer a você – sorriu nervosamente -. Mas a ninguém passou o fato de que você não gaguejou.

Bella sentiu o rubor correr por suas bochechas, tinha claro que era incomodo para ambos tocar nesse tema e Edward o sabia muito bem, ele podia sentir a tensão no ar e aquilo lhe produzia um bloqueio que o impedia de pronunciar uma palavra. Com grande dificuldade, ele respondeu.

— N-Não q-que-quero fa-lar d-dis-sso – disse sem tirar os olhos da entrada.

Muitas vezes havia passado por aquele momento em que lhe pressionavam para que falasse, e dissesse a verdade, mas ele não sabia o que dizer, não tinha que dizer simplesmente ele queria tranqüilidade e paz.

Os médicos tinham esgotado seus tratamentos com ele e estava cansado de parecer como um brinquedo dos médicos na busca de soluções para a gagueira, incluindo Carlisle, seu pai tinha feito uma ronda de perguntas esgotantes que não levaram a lugar nenhum. Por acaso não bastava saber que ele sempre seria assim?

— Mas, Edward, eu acho que é melhor para falar, é preciso superar esse problema juntos e eu sei que não quer, mas é necessário – Bella realçou enquanto colocou a mão sobre a mão de Edward que estava na marcha.

O garoto não respondeu, simplesmente não tinha vontade de fazer, sabia que Bella mais cedo ou mais tarde acabaria se cansando dele, e essa era a primeira prova: Ela queria que ele superasse sua gagueira porque tinha vergonha dele.

Quem queria um fracassado social? Pois Bella poderia ter algo muito melhor do que isso, muito melhor do que ele.

Bella se deu conta de que a tensão mudava o rosto de Edward, os olhos azuis e o lábio inferior tremendo lhe fazia acreditar que ele voltava a desconfiar dela.

— Amor – murmurou – Eu não quero que tire conclusões erradas, eu jamais vou deixar de gostar de você por isso, te conheci assim e assim eu gosto de você, mas o faço por você, porque eu sei que você tem problemas para gostar de si mesmo – reconheceu de uma vez por todas para poder fazê-lo falar.

Edward congelou no volante, ele não... não esperava que ela dissesse isso.

O menino de cabelos de cobre não sabia o que dizer e muito menos o que pensar, para ele era muito difícil confiar em alguém e o tinha claro, ainda lhe era difícil confiam em Bella, mas que ela notasse seu pouco afeto para si mesmo o surpreendeu bastante, ele nunca pensou que ela era tão incisiva.

Edward não tinha confiança em si mesmo, o havia perdido há muitos anos e evitava voltar a ter aquelas imagens na sua mente, pois era uma bagunça. Constantemente bloqueava de si mesmo, suas lembranças desagradáveis, pareciam voltar a tomar o controle da sua vontade e não lhe permitia falar. Ele sentia atormentado e extremamente incomodo.

— Esta bem, se não quer falar agora entendo, mas isso Edward, mais cedo ou mais tarde vamos conversar, você goste ou não, escutou? – disse em um tom autoritário. Ao ouvir-se percebeu conta que havia sido mais dura que o necessário, e se sentiu incomoda com o silencio sepulcral que encheu o carro.

Edward não tinha vontade de falar, não tinha vontade de nada, pois novamente e como sempre, havia arruinado um momento especial, então se recriminou por arruína-lo dessa maneira, mas não sabia como concertar.

Foi para o lado da estrada, parou o Volvo e desceu dele.

Emmett se deu conta do desvio do seu amigo com sua irmã.

— Deixe-os, acho que é melhor que conversem antes de chegar em sua casa – Rose lhe recomendou.

— Acha que estão bem? – disse Emmett preocupado.

Sabia que essa relação era mais complexa do que ainda se via, talvez os toques e as discussões ainda não floresceu, mas ele conhecia muito bem a irmã e seu caráter frontal chocaria com o caráter tímido de seu namorado, era uma questão de tempo.

— Na verdade, não – Rose conheceu – Acho que Edward não queria falar do tema, sempre o evita e sua irmã não vai deixar que o faça, então vamos ver quem acaba cedendo.

— Acha que vão chegar a um acordo? Pois eu quero que eles fiquem bem – disse preocupado.

Emmett queria ver sua irmã feliz e Edward também, pois compreendia o complexo que devia ser uma vida assim, mas não somente por isso, também queria vê-los juntos, porque sabia que em alguns aspectos uma ruptura precoce afetaria seu caso com Rose.

— Edward tem que conhecer muito de Bella, na verdade, os dois devem conhecer um ao outro, acho que vai levar tempo, mas tenho fé – Rose sorriu.

Bella não compreendia que fazia Edward, mas havia descido do carro, e agora olhava o bosque que rodeava a estrada, estava ali abstraído e ela congelava no assento do carro e se sentia inútil.

Decidida se levantou dali e caminho até Edward. Ele sentiu seus passos, mas não virou.

— O que foi? – disse abraçando-lhe pelas costas.

Edward agradeceu esse contato quente, precisava se sentir querido apesar de sua idiotice, precisava de algum apoio nesse momento. Se flagelava cada vez que não podia fazer o que ele desejava, ter que ser um escravo da sua própria mente e boca era humilhante e se detestava por isso.

Ela esperou por uma resposta que nunca chegou e se sentiu realmente ofendida, ao que parece Edward ocultava muito mais do que ela poderia suportar, e não gostava de saber que havia uma parte dele que não estava disposto a abrir.

Soltou-se das costas de seu namorado e caminho de volta ao carro, ia abrir a porta quando a mão do garoto a parou. Seus olhos fizeram contato e ela viu o brilho que mostrava, estavam úmidos e tristes. Edward a segurou por seus ombros e a olhou sentindo-se o homem mais miserável e mais sortudo do mundo.

Tinha uma mulher maravilhosa ao seu lado e ele desconfiava dela, estragando tudo e simplesmente sua estupidez o superava.

— B-Bella – sussurrou quando seus rostos estavam próximos.

Sem pensar mais, nem se culpar pelo ocorrido, pousou seus lábios nos lábios trêmulos de sua namorada e se deixou levar pela deliciosa sensação que provinha daquele encontro. Sentir a suavidade da boca de Bella era um mundo alternativo, agradável e perfeito, onde as palavras eram inúteis e os movimentos de seus lábios era a única maneira de se comunicar. Ele afastou-se dela por um momento e a olhou docemente.

A surpresa de Bella a deixou petrificada ali, havia sido o beijo mais delicioso que havia sentido, estava cheio de culpa, perdão e desespero, o podia sentir.

— B-Bella – Edward sussurrou – P-Perdoe-me, s-sei o-o d-dificil q-que é-é p-para v-você, m-mas e-entenda q-que p-para m-mim n-não é-é f-fácil – soluçou enquanto as lagrimas percorriam suas bochechas.

— Eu sei amor – o abraçou – É você que deve me perdoar, fui muito insistente nesse assunto e acho que o melhor é que demos um tempo nisso antes de nos preocuparmos com essas coisas – disse limpando-lhe as lagrimas.

— J-Juro q-que a-algum d-dia s-serei c-capaz d-de d-dizer – sussurrou;

Ela assentiu em silencio e voltou a beijar os lábios macios e quentes de seu namorado, deixando-se levar pela sensação agradável que inundava o seu corpo cada vez que eles estavam assim.

— Eu te amo – Bella sorriu.

Edward devolveu esse sorriso.

— T-Tambem t-te a-amo – disse sentindo o rubor nas suas bochechas.

Ambos entraram no Volvo, deixando atrás o incomodo momento. Para Bella isso lhe serviu para se dar conta que não podia chegar e pressionar um tema delicado para ele, devia adequar-se a seus tempos. Edward precisava do seu espaço e além disso tudo precisava da sua compreensão, só assim conseguiria avançar e ela realmente isso desejava.

Para Edward serviu para se dar conta que agora tinha alguém a quem cuidar e que devia cuidar inclusive de si mesmo, pois para ele tudo isso era novo e devia aprender a confiar uma vez mais, quem sabe o risco era muito, mas não estava disposto a seguir errando e não estava disposto a fracassar nessa relação com ela, pelo o que jurou dar o melhor de si e acima de tudo, fazer Bella feliz.

Chegaram com bastante atrasados a casa de Bella, Edward limpou seu rosto uma vez mais e a beijou ternamente antes de entrar na casa.

O aroma lhes inundou imediatamente ao entrar na salinha.

— Surpresa! – gritaram todos quando Bella e Edward chegaram ao pátio onde estavam assando a carne.

Esme e Carlisle também estavam ali, cada um com um copo na mão e ao que parecia desfrutavam muito daquela situação.

Bella se alegrou ao vê-los ali tão felizes, enquanto que Emmett segurava Rose pela cintura e se preocupava com a carne.

— Não me olhei assim, também me surpreendi – disse o garoto ao ver que Edward e Bella lhe olhavam culpado.

— Fui eu – Renée sorriu – Quis desfrutar de uma tarde agradável com meus velhos amigos.

Amigos? – pensou Isabella – Ela não sabia que sua mãe e os Cullen tinham sido amigos.

Todos escutaram atentamente como Renée, Esme e Carlisle se conheceram, enquanto desfrutavam de um bom refresco ao redor da grade.

— Pensavam que não havíamos dado conta? – Esme sorriu retomando o tema do noivado de Rose e Emmett.

— Bom... – disse o garoto incomodo.

— Jamais quisemos esconder – Rose reconheceu – simplesmente precisávamos de um espaço mais adequado.

— Edward se sentia cômodo naquele lugar, de fato poderia imaginar seus futuros dias dessa maneira, nessa família.

— Você o tinha muito melhor guardado Edward – Carlisle riu.

O garoto corou ainda mais ao ver seu pai arquear uma sobrancelha.

— N-Nós i-iamos c-contar – sorriu nervoso.

— Certo – disse seu pai bebendo um pouco mais de vinho.

Sentaram a mesa e desfrutaram do churrasco que Emmett havia feito e que claro, todos gostaram. Edward se sentia muito confortável no circulo família que se havia formado e Bella sentia aquilo, pois Edward sorriu em várias ocasiões e falou em outras tantas.

Antes deles irem, Renée falou com Edward um pouco mais afastado do resto.

— Sei que Isabella é muito pouco paciente e direta, também te conheço um pouco, só peço que tenha paciência, ela é muito conflituosa, e em mais de uma ocasião terão problemas, mas vejo que te adora e afinal isso é o que importa – Renée sorriu muito satisfeita ao ver que sua filha não podia ter escolhido melhor garoto do que Edward.

Este sentiu a responsabilidade novamente em seus ombros e não era muito agradável que as pessoas tivessem expectativas sobre ele, realmente ele não era bom cumprindo-as, raramente fazia as coisas bem, mas desta vez ele tinha jurado dar o seu melhor e Renée devia saber.

— A-Acredite – pigarreou – T-Também a a-adoro.

Ela ficou satisfeita com a resposta de Edward, não esperava menos dele.

Os Cullen se retiraram da casa dos Swan felizes pelo excelente jantar que tinha desfrutado, e prometeram que a próxima seria em sua casa. Edward e Rosalie foram no Volvo, enquanto seus pais foram no carro.

— Renée é maravilhosa – Esme sorriu para Carlisle.

— É sim – devolveu o sorriso para sua esposa.

— Acha que Edward vai ficar bem com Isabella? Ainda estou um pouco receosa com essa relação – reconheceu.

— Não sei, mas para Edward ter aceitado algo assim é importante, sabe que ele não gosta de tomar esse tipo de responsabilidades, isso sem duvida é um avanço importante – Carlisle declarou.

Rosalie quase saltava em seu lugar do passageiro de felicidade e Edward ria ao vê-la como se fosse uma criança novamente.

— Ao q-que d-deve esses s-saltos e t-tanta f-felicidade? – Edward riu.

Rosalie se sentia tão plena com o que Emmett havia pedido que quase se lançou sobre seu irmão.

— Emmett me pediu para que nas férias de inverno o acompanhe para casa de seu pai, quer me apresentar oficialmente para ele – sorriu.

— N-Nossa – disse não muito surpreendido. Na verdade não via o emocionante no assunto, mas se sua irmã estava feliz, ele também estava.

— Não seja chato, vou ser a primeira namorada, que será oficialmente apresentada ao seu pai, isso muda das coisas, bobo – riu.

Ao chegar em casa, Edward rapidamente retirou-se para seu quarto, beijando sua mãe e desejando boa noite a todos.

— Por que está tão estranho? – disse Esme.

Rosalie se debateu internamente se devia contar ou não a sua mãe o que aconteceu. Ambos com Emmett haviam decidido não dizer nada sobre o incidente da bolsa no cinema, depois de tudo que aconteceu, não seria confortável para seus respectivos irmãos suportar uma rodada de perguntas desagradáveis , mas sabia que isso não se podia esconder de seus pais, muito menos a forma de agir do seu irmão, então de uma vez por todas decidiu falar.

— Bem, isso que eu vou contar, ainda que não é meu dever fazê-lo, mas o que peço é que não falem com Edward sobre isso, porque se ele não o fizer é porque não se sente a vontade, ok? – suspirou.

Esme e Carlilse a olharam fixamente e assentiram em silencio esperando que sua filha continuasse.

— Hoje Edward perseguiu um ladrão que queria lhe roubar a bolsa de Isabella e uma vez que o capturou lhe deu uma surra daquelas, vocês sabem – riu – O assunto é que Emmett tentou o parar e Edward respondeu furioso sem gaguejar e foi uma frase bastante grande – finalizou descarregando tudo o que tinha dentro.

Esme se surpreendeu com a notícia, nunca pensou que seu filho poderia fazer algo assim, mas se via tão composto no jantar que lhe pareceu uma estranha atitude.

— O que acha que aconteceu? – Esme disse virando-se para seu marido.

— Acho que sua reação foi devido à situação, agiu sob estresse e sem pensar nem se dar conta sua mente e seu corpo se sentiam oprimidos e conseguiu desbloquear parte de seu cérebro que o impede de falar normalmente – Carlisle disse analisar todos os pontos.

Naquela noite, seu lado científico não lhe deixou dormir buscando a solução daquele problema, ele sabia bem a raiz de tudo isso, mas não sabia como enfrentar, não sabia como tratar a gagueira do seu filho, pois este deveria ter desaparecido há anos atrás, segundo o atestado médico. Então se dedicou de uma vez, era agora ou nunca, ele tinha que entregar a Jasper o registro de seu filho, Jasper era o único capaz de encontrar uma cura para a gagueira Edward.


Edward tem que realmente gostar mais de si mesmo, ele nunca se acha bom para as coisas, mesmo sendo. O que o fez ficar gago é realmente sério.. logo vamos saber mais sobre isso.

Obrigada pelos comentários e comentem por favor.

Bjs