Heeeeey! E aí? Tudo bem meus amados? Como estão? *faz vinte milhões de perguntas e disfarça que demorou muito dessa vez*
Ok, ok, me desculpem! Mas tive problemas de imaginação, e quando eu fico assim começo a ler bastante e tenho preguiça de tentar escrever! Mas depois de tanto enrolar consegui! Aqui está o capítulo! Fresquinho viu?
Ah! E eu não vou mais responder por mensagem, pois sou desastrada e acabo me esquecendo de quem eu já respondi e de quem ainda não S: !
Bem bom, boa Leitura!
Aviso: Gente, primeiro o nosso amado Naruto não me pertence. Segundo, a fic tem certa inspiração na fic da The Sadistics, Tal do Amor, então há sim alguns pontos parecidos, mas já falei com ela.
Legendas:
"Lembranças"
"Pensamentos"
Ligações ou vozes de pessoas que estão a se comunicar de outro modo.
"Sonhos"
OBS: todos os nomes aqui citados, com exceção dos do Naruto, são vindos de minha imaginação, não tenho qualquer intenção de ofender alguém com qualquer nome ou expressão aqui usadas. Qualquer semelhança é pura coincidência, mas alguns nomes, são misturas de nomes de personagens de outros animes.
...OoO...
-Não! Socorro! Nããão! – a voz feminina cheia de terror vinha da televisão ligada.
-Nãão! – algumas das garotas guincharam ao ver a mulher do filme ser torturada.
Hinata revirou os olhos ante a demonstração de puro medo das amigas, Gaara permaneceu observando o monstro, totalmente irreal, desmembrando a mulher da tela. Kiba e Naruto permaneceram em estado de choque, Shikamaru dormia e Sasuke assistia ao filme meio "em outro planeta", enquanto a vaca-ciumenta (Karin) o agarrava, com medo.
-Argh! Parem de guinchar toda hora! – falou a Sabaku rabugenta olhando a tela a sua frente. – Vocês dois! – ela apontou para os dois abestalhados que haviam petrificado. – Acordem e sejam homens! – ela rosnou.
-Calma Tema-chan. – disse Hinata pacífica. – É normal terem medo de filmes de terror. – ela sorriu. – A classificação deste é 18.
-Hunf! Ele pode ser meio forte até para mim, mas não justifica...
-Socorroo! Ajudem-me! – disse o homem interrompendo Temari, de tão alto que fora seu grito.
O silêncio prevaleceu nos instantes que o menino-monstro matava alguns adolescentes que haviam ido a um mirante. Então vieram os gritinhos horrorizados de Ino, Sakura e Karin preencheram o suspense do filme, agora o monstro se dirigia onde os "mocinhos" do filme, que haviam se apaixonado, estavam trocando beijos sôfregos no esconderijo improvisado.
Hinata estava quase babando ao ver como os efeitos dos filmes de terror japoneses eram bons. Quando de repente:
-Não! Não! Não! – gritou a ruiva quando o monstro destruiu a entrada do forte. – Pausem isso! – ela se desesperou.
-O que foi agora coisinha? – rosnou Hinata, seu bom humor desaparecera de súbito.
-Como você agüenta ver isso? É animalesco! – a ruiva chorou se agarrando ainda mais ao braço do Uchiha. – Você é uma sádica! – ela fez manha.
-Hun? – a Hyuuga que tinha as sobrancelhas franzidas logo pôs uma expressão de malícia no rosto e afirmou: - Bem, sou sádica, mas ao menos não sou uma putinha fácil como você. – a dona dos orbes perolados falou docemente, completando a frase com um doce a amável sorriso.
-Sasuke! – a ruiva guinchou indignada. – Fale algo!
-Hunf... – o moreno a ignorou.
-Vai ficar quieto enquanto essa gótica nojenta me ofende? – Karin rugiu.
-Ainda prefiro ser gótica a uma vaca Karin. Melhor se calar antes que eu me canse e te mate além do mais ninguém te chamou para ver o filme, então vaza coisinha ridícula. – disse a Hyuuga deixando o veneno pingar em sua voz, assim como a crueldade que ela havia tão bem aprendido a usar.
Bufando irritada Karin saiu da sala. A pequena explosão de Hinata deixara a todos contentes, mas o mais satisfeito de todos era o Uchiha. Então prosseguiram com o filme, apesar das exclamações descontentes de Sakura e Ino.
Quando finalmente o filme acabou, com uma surpresinha nada agradável, Hinata acendeu as luzes com um belo sorriso satisfeito, assemelhava-se a uma criancinha indo ao parque de diversões pela primeira vez. Os olhos brilhavam como duas estrelas, era de fato meio cômico ver uma garota agindo como uma criancinha só de ver um filme de terror.
-Então o que acharam? – disse ela docemente.
-Nunca mais eu vejo um filme com você HYUUGA HINATA! – a loira de olhos safira rosnou.
-IDEM!- Sakura chorou, abraçando o Naruto.
-C-calma Sakura-chan! – disse Naruto sendo sufocado pelo abraço de urso da rosada.
-Hunf... interessante filme... – disse Gaara.
-Shikamaru acorda! – berrou a outra loira.
-Hunnn... mmmm... – fez o Shika esfregando os olhos, todos riram da fúria a loira e da cara de "tacho" do feiticeiro. – O que aconteceu?
-O filme acabou! Sua preguiça encarnada em um feiticeiro! – esperneou Kiba.
Sasuke permaneceu em silêncio enquanto os amigos aos poucos iam se despedindo e indo para outros lugares, em casais, claro.
-Naruto? – perguntou Sakura com sua voz de quem queria alguma coisa.
-Sim? – falou o loiro sem perceber nada.
-Vem comigo pra grande árvore?
-Hun, não sei não...
-Ok. Vamos. – a rosada saiu arrastando o Uzumaki.
Hinata continuava sentada em uma almofadona no chão brincando com a capa do vídeo que agora estava dentro da capa. E finalmente eles ficaram a sós a garota foi a primeira a quebrar o silêncio:
-Quem era o cara com olhos verdes e cabelos escuros? – perguntou ela sem rodeios.
-Que cara de olhos verdes? – ele perguntou com uma pontada de ciúmes, ela se lembrava daquele cara, mas não dele.
-Você sabe um que estava numa guerra. – ela tentou fazer ele se lembrar.
-Hun? – ele perguntou, ele sabia exatamente quem era, mas o ciúme o impediu de falar algo.
-Você prometeu que responderia tudo que eu perguntasse! – ela exclamou meio birrenta.
-Hunf, não posso lhe falar isso. – ela ia protestar, mas ele continuou. – É confidencial. – ele sorriu de leve para ela, e esta fechou a cara.
-Então você não nega que o conhece e que já me conheceu antes? – ela perguntou sorrindo vitoriosamente.
-Não, não nego. – disse ele calmo.
-Mas me lembro que você na festa quando criança, você era acho que um pouco mais velho que eu. – disse a garota confusa.
-Posso mudar minha idade física o quanto quiser. Por exemplo. – disse ele repentinamente tomando a forma de um garoto de cinco anos.
Hinata ficou estática e estranhamente achou o garotinho de olhos ônix e cabelo cor de ébano, muito fofo, ela teve de conter um impulso de apertar as pequenas bochechas levemente rosadas que contrastavam com a pele pálida de Sasuke. (O estranho, e para o alívio da princesa, era que as roupas do homem encolheram junto com seu corpo.) As bochechas dele eram pereciam ser tão fofas e tão macias!
Sem se conter ela deu um grande beliscão na bochecha direita do Sasuke pequeno, este se debatia de dor pela força que ela usava para apertar a bochecha do garoto.
-Nem pense em apertar minhas bochechas de novo, - o pequeno garotinho fez irritado com sua fofa voz infantil e voltou ao normal. – Adquiri essa forma, pois ao longo do século passado as mulheres ficaram mais loucas que o normal, e passaram a atacar bochechas de garotinhos. – disse ele semi-irritado e com a mão esfregando a bochecha onde ela apertara.
A garota sorriu tímida, e vermelha, mas fora tão divertido! Por alguns momentos ela se esquecera da séria discussão que eles tinham, mas ao invés de insistir em algo que ela precisava de outra abordagem, falou:
-Preferia você na outra forma...
-Não, daquele modo sou muito criança. – disse Sasuke numa voz sedutora. – Além disso, é muito difícil fazer algo assim.
Em milésimos de segundos Sasuke a deitara sobre o sofá de couro negro da sala de televisão onde se encontravam. Apoiado nas mãos, uma de cada lado da cabeça da garota, e nos joelhos, um pouco a baixo dos joelhos da Hyuuga e um de cada lado.
A situação era constrangedora e a morena admitia que fosse bem inconveniente que os rostos de ambos estavam a extremamente próximos, o suficiente para a garota sentir o hálito fresco lhe batia no rosto, a vontade de provar o quão bom era o sabor de menta que escapava por entre os lábios masculinos e convidativos do moreno.
Tão próximos os lábios entreabertos e rosados da garota que esperavam, inconscientemente, um beijo do demônio, ele aproximou ainda mais o rosto da garota e beijou-lhe a ponta do nariz da dona dos orbes perolados.
-Viu como se eu fosse pequeno seria difícil fazer algo assim? – disse ele dando um sorriso de canto convencido e levantou-se e saiu do recinto.
Vermelha por ter sido feita de tonta por aquele ser desprezível, a garota se levantou do sofá de solavanco e pegou seu amado DVD novo, batendo o pé e bufando saiu pela porta, e pegou o caminho direito que levava ao seu dormitório.
Ao parar na frente do seu quarto ficou vermelha ao escutar a cama balançando. Ah! Então era por isso que a Sabaku havia arrastado o feiticeiro para fora da sala de TV tão rapidamente, realmente esses dois iam rápido de mais.
Fazia sentido que a Sakura tivesse implorado para o Naruto acompanhá-la até a grande árvore no meio da floresta da escola, fazia até sentido...
Vermelha e pisando duro, pensou em todos os lugares onde poderia ir, ela até pensou em ir até o dormitório de Ino, a sortuda tinha o próprio quarto, não por ser especial, mas sim porque a ultima engraçadinha que mexera nas coisas da loira acabou literalmente morta. O problema era que se fosse lá ela correria o risco de acordar com o Gaara escancarando a porta e gritando para a loira acordar, uma vez que a nephil era a dupla dele.
Desistindo da loira, viu por uma janela do extenso corredor um belíssimo céu estrelado. Os pontos pratas faziam um belíssimo contraste com o céu negro-azulado. Diante de tal tesouro natural, Hinata decidiu que iria ao terraço, apesar de não ser o mais confortável era melhor do que esperar no corredor.
Subindo as escadas que davam acesso ao terraço, Hinata ainda estava meio indignada por ter realmente desejado aquele beijo. Nunca imaginou que pudesse querer tanto os lábios de homem quanto ela quis os dele, não depois de Blake, não mais.
Chegou à pequena porta de acesso e girou a maçaneta, passando pela porta, logo a fechou. Sentiu a brisa fresca da madrugada no rosto, o cheiro do orvalho na relva era embriagante. Aproximou-se do engradado que circundava as bordas impedindo, ou ao menos era sua função, que algum aluno se jogasse ou fosse jogado de lá.
Os dedos se prenderam na grade e ela recostou o rosto de modo que o narizinho delicado ficasse num dos buracos do engradado.
-Por que tem tantas perguntas sem resposta? Poderias tu responder-me? – perguntou Hinata alto para o homem que estava sentado na "cabine" da porta.
-Não, sinto muito My Lady. – disse uma a voz masculina.
Os olhos perolados se voltaram para o homem de pele com um bronze saudável, os cabelos negros tinham uma ondulação sutil, os olhos branco, os olhos de um metaformo do espírito, brilhavam, os trajes negros o camuflavam quase que por completo na noite, olhos menos treinados nunca o veriam.
-Muitas vezes penso que és o único que me compreende Ghost. – disse ela ao homem.
-Por vezes acompanhei as damas que seriam as deusas do espírito, My Lady, praticamente fui feito para compreender e confortar minhas senhoras, mas ao que parece desta vez não fui o mais indicado. Perdão. – disse o homem descendo de seu esconderijo e ajoelhando-se perante sua senhora.
-Diga-me, G., como um elemento, já deve ter visto algo assim antes, com uma de minhas antecessoras, como elas contornaram tal crueldade que é não saber quem foi antes?
-Sinto, mas minha resposta ainda é a mesma, My Lady, nenhuma das outras encarnou duas vezes. – disse o moreno se levantando e indo até a garota. – Per...
-Não se desculpe por tudo, é demasiado irritante. – a Hyuuga o interrompeu.
-Sim, My Lady.
-Não me chames de Lady quando estamos a sós. Faz-me parecer uma senhora de idade. – a garota sorriu travessa.
-Sim... Hinata. – disse o elemento.
-Uma vez que já me acompanhou antes, que era aquele com quem me envolvi? Sinto o coração pesar sempre que me lembro do mesmo. – a garota colocou as mãos abertas sobre o peito.
-Teu amante. – disse o homem.
-Amante? Que estranho... Qual era o nome.
-Apolo.
-O deus da música? – a menina gracejou rindo.
-Um descendente do original. Após a queda dos Olimpianos o Deus Apolo, foi o único com descendentes, em homenagem ao original a família deu a teu amante este nome. – o elemento explicou para a garota.
-Compreendo.
-Mentes. – o homem - elemental acusou-a.
A garota lhe sorriu e disse:
-Quero dormir, logo mais amanhecerá.
-Sim, agora me vou. – disse ele desvanecendo-se no ar com uma espiral branca.
A garota subiu na cabine, e retirou o casaco negro que usava por cima da fina blusa vermelha de manga comprida, embolou o casaco e se deitou.
...OoO...
"-Mamãe! – a garotinha gritava agoniada. – Não se vá!
-Querida eu não posso, aqui não é meu lugar. – disse a mulher que mais era um borrão luminoso com formas, não tinha face, com exceção da boca. – Adeus!
A princesa Hyuuga no auge dos seus oito anos de idade já conseguia invocar espíritos. Seu guardião era Ghost, o elemento espírito. Ela conseguiu invocar a mãe de uma menininha órfã de que ela encontrara num parque e logo ficaram amigas, mas a nova amiga da Hyuuga não se conformava que a mãe tinha de partir.
-Shh... Calma... – disse a pequena princesa consolando a amiguinha. Ao lado das duas, encostado na árvore, Ghost assistia a pequena Hyuuga desenvolver seus poderes.
Raios! Será que a morena não se tocava que nem sabia o nome da mais nova amiga?
-Não chore. – princesa continuou.
-Si-sim. – a pequena sussurrou.
-Você fica mais bonita sorrindo. – a morena exclamou. – Nunca mais chore!
Elas sorriram tímidas. E juraram que se encontrariam todos os dias naquele mesmo lugar as três e quinze da tarde.
De fato a pequena amiga da princesinha nunca mais chorou. Dois dias depois da promessa, a menina fora queimada durante o sono e o pai mutilado, tudo por causa do vício em jogatina que o homem adquiriu após a morte da esposa, acumulou dívidas e como castigo fora morto, junto com a filha pequena.
A pequena Hyuuga pela primeira vez sentiu o que era ser abandonada, foi a pior dor de toda sua vida. O único que pode consolá-la, como sempre foi Ghost. Pegou a princesinha no colo e deixou-a chorar contra seu peito. Depois de acalmar sua jovem senhora, ele disse:
-My Lady, sem querer ser rude contigo, mas permite este servo teu dizer algo?
-Claro, G... – ela usou o apelido carinhoso.
-Os humanos são seres frágeis e volúveis, estes se assemelham à densa folhagem que cobre as árvores e no outono, amarelam e caem, os imortais, são como rochas, são desgastados e moldados com o tempo, apesar de quando jovens imaturos, ao crescerem dificilmente modificados.
-Compreendo. – disse a garota, mas na realidade ela só compreendeu quando moça..."
...OoO...
Um belíssimo sábado a tarde! A senhora de todos os Shinigamis haviam convidado alguns sangue puro de todo tipo de espécie, entre eles é claro a família real dos metaformos.
Os sussurros irritavam o príncipe Neji, após a morte de seus tios ele fora declarado príncipe e terceiro na fila do trono dos elementos. Ele odiava ir a festas, passando por algumas senhoras indiscretas ele ouviu:
-Soube que os metaformos só permitem que os shigamis tenham um contato direto com eles.
-Sim, sim, eu ouvi...
Não importava onde fosse os sussurros continuavam. Então ele se dirigiu a mesa onde se encontravam o pai e sua priminha, sentou-se e disse:
-Como será que ela está se saindo?
-Hinata deve estar bem, afinal, ela é a sucessora da Golden Venus. – disse Hizashi sábio como sempre.
-Isso aí! A mana arrasa! – a mais nova exclamou sorridente.
Um belo sorriso cruzou o rosto do rapaz ao ver a prima mais nova sorrir. De fato, ela parecia um doce, mas como se diz, não julgue um livro pela capa...
...OoO...
-Argh... Eu odeio estes saltos. – Hinata disse entre dentes para não desmanchar o sorriso.
-Quieta. – Ghost respondeu da mesma forma.
Lá estavam eles no jardim de uma enorme mansão, a mãe de Sakura era a dona da grande loja exportadora de plantas medicinais, e estava fazendo uma festa beneficente para outras grandes empresas de grandes marcas, ou seja, era obrigatório ir.
Como sucessora da Golden Venus, Hinata não escapou, e foi acompanhada por nada mais nada menos que Ghost. Vestida com um vestido da marca de sua família, este era negro, longo e colado ao corpo, acentuando as curvas perfeitas da morena, tinha uma renda vinho na altura do busto e no centro do decote um bela rosa vermelha.
Já Ghost, que fora obrigado a vir, vestia um blazer e uma calça social, a camiseta, também social, era branca, e estava sem uma gravata, num estilo mais casual, mas este conjunto era Armani.
Sorrindo simpática ela conversava com todos os adultos demonstrando uma destreza perfeita, quem olhasse pensava que já era formada, e não apenas uma colegial, depois da morte dos pais, Ghost mexera alguns "pausinhos", e assumira a empresa de moda enquanto a garota ainda era menor de idade.
Como sempre, Ghost estava sério e atento a qualquer um. Na grande maioria todos daquele círculo eram seres místicos, salvo poucos. Foi quando ele viu a família dos amigos de sua mestra, e sutilmente disse para a mesma:
-Hinata, teus amigos aqui estão. – a morena que estava sorrindo para as câmeras, acenou para as fotos e saiu puxando o acompanhante até os amigos.
Caminhando lentamente de braços dados, como um verdadeiro casal, sua elegância era transmitida sorrindo meigamente para as câmeras ela se aproximou arrastando Ghost consigo, chegando a mesa falou:
-Boa tarde. – disse ela ainda usando seu tom "social".
-Boa tarde. – os mais velhos responderam.
-Hina! – fizeram coro uma cabeleira loira e outra rosada abraçando a morena que só via amarelo e rosa.
-Larguem a coitada duas! – falou Kiba para elas, o resultado foram dois socos bem aplicados no moreno.
-Bobão. – Naruto mostrou a língua para o amigo e este retribuiu o gesto.
A brincadeira ia continuar, mas Sasuke, Gaara e Shikamaru chegaram trazendo consigo sua aura calma e tranqüila, bem, no caso do Shika, sonolenta mesmo. O olhar intimidador do demônio e do shinigami fizeram os dois patetas ficarem quietinhos.
-Olá. – ela disse cordialmente para os três recém-chegados.
-Hunf. – Sasuke grunhiu em cumprimento e logo desviou o olhar glacial para Ghost.
-Oi. – Gaara disse polidamente e Shikamaru apenas bocejou e acenou para os demais.
Logo a presença do acompanhante de Hinata foi se tornando interesse dos amigos, e esta vendo que Ghost logo seria alvo de incômodos, o apresentou:
-Este é o Ghost, meu melhor amigo e o responsável pela G. V. enquanto eu for menor.
O homem de olhos brancos acenou para os amigos curiosos e deu um minúsculo sorriso discreto para tentar ser simpático.
-Nossa Hina! – exclamou Temari que acabara de chegar. – Não sabia que você tinha namorado! – ela se referiu à Ghost.
-Bem que eu queria que fosse! – disse a garota marota.
O comentário da garota gerou uma rodada de risos, com exceção de Sasuke e Fugaku, os mal-humorados do inferno não riem ou sorriem. A princesa observou o homem-elemento para ver como ele reagira ao seu comentário, mas ao contrário do que ela previra, ele estava calmo, sorriu de canto e disse com uma expressão malandra:
-Bem, isso se arranja. – touché ele era um bom ator mesmo, se fosse outras condições ele se manteria calado.
Outra rodada de risos, Hinata levantou as duas mãos com as palmas voltadas para frente e disse:
-Desisto, é difícil ganhar de você com argumentos. – disse a garota rindo, então se voltou para os mais velhos da mesa e disse cordialmente:
As diferenças e quem eram os pais de quem eram muito óbvios. O pai de Shikamaru era a cara dele, mas com aspecto envelhecido e uma "barbicha" negra na ponta do queixo. Nara Shikaku, a princesa reconheceu.
A mãe de Sakura era muito bela, com traços meigos e aparência frágil, tinha cabelos rosados e olhos verdes como os da filha. Uma ninfa da flora como ela de fato exalava um perfume denso e floral. Haruno Azami.
O pai dos Sabaku, um poderoso vampiro (como Hinata ficou sabendo através de Ghost) havia falecido, por isso estavam lá os filhos, Temari e Gaara, claro. O pai de Ino, um grande amigo de Shikaku, parecia a Ino, só que homem... Yamanaka Inoichi, era um anjo caído bem diferente do comum, não tinha a voz calma e passiva dos anjos, mas uma forte e autoritária, sem deixar de ser brincalhona, uma mistura interessante.
Os senhores do universo como sempre elegantes e trajando ternos com as cores neutras e opostas, como sempre.
No decorrer do almoço o assunto principal eram os projetos futuros de cada empresa, e coisas do tipo, quando o assunto trazido a "baila" foi a empresa automobilística de Fugaku.
-Então como vocês pretendem fazer com a poluição? – perguntou Azami.
-Bem, estamos fazendo testes químicos para um combustível mais sustentável, e ainda sim econômico, eu mesmo estou chefiando tais estudos, e claro tem os carros movidos a eletricidade e luz solar. – Fugaku disse com sua voz séria e olho para o filho como se quisesse que ele continuasse.
-Além que os materiais são utilizados na medida do possível e devidamente jogados fora ou reciclados. – disse Sasuke encerrando a conclusão do pai.
Então de novo, houve mais uma rodada de perguntas e explicações. De fato, agora Hinbata entendia por que os pais sempre voltavam cansados destas festas. Bem, fazer o que, hun?
...OoO...
Então o que acharam? Esse foi BEM maior que os outros, só para compensar!
Bem, um avisinho, eu vou demorar mais para postar os capítulos de agora em diante, pois estou entrando em aulas e de presente vou ter que ralar de estudar esse ano... Mas não vou abandonar, ok?
Agradeço a todos os reviews maravilhosos que recebi!
Beeeijos de Framboesa!
Rynui
