Disclaimer: Harry Potter e todos as pessoas mágicas, lugares, coisas, animal neste Fanfic pertencem a JK Rowling. Apenas Audrey e seus Parentes são meus ... Eu só não consigo imaginar eu pertenço tudo isso.
Ok, agora colaboradores. Eu gostaria de agradecer ao Random bug, meu novo favorito... Eu amo vocês; vocês são as melhores pessoas do mundo inteiro. Obrigada por seu apoio até agora e eu espero que você vai manter a apoiar-me no futuro.
Mas... pessoal... por favor dos meus peixinhos... comentem senão eu não sei se vocês estão gostando ou não...
07 de maio de 1998
"Duas coisas indicam fraqueza: calar–se quando é preciso falar e falar quando é preciso calar–se.
Provérbio Persa"
Incompleta.
Omissa.
Covarde.
Era assim que Hermione se sentia desde a Batalha Final. Ela havia vivido tantas coisas que não conseguia voltar à sua vida normal.
Ela desistiu dos estudos e foi morar na Toca.
Sua vida estava tão fora do normal que ela nem teve coragem de procurar seus pais, nem tentar desfazer o feitiço obliviate que ela havia executado neles.
A jovem resolveu ir algumas vezes escondida para Hogwarts vasculhar no antigo quarto de seu mais detestado professor para ver se encontrava algumas respostas para as suas perguntas, mas aquilo era demais para ela... aquele castelo estava repleto de lembranças e fantasmas que ela não queria encarar e ela sabia de coisas que ninguém mais sabia. Coisas que, se ela tivesse coragem de ter dito na hora certa, teriam mudado o rumo da história de várias pessoas. Às vezes Rony pegava Hermione falando baixinho:
– Eu poderia ter recuperado a Pedra da Ressurreição e...
– E se o Harry o tivesse curado com a Varinha das Varinhas?
– Não podíamos tê–lo deixado sozinho...
Rony já estava cansado de ver a sua amada desse jeito e numa manhã ele resolveu tentar ajudar:
– Mione, eu já cansei de ver você tão pensativa, falando baixo, o que foi?
– Ééééé... humpf...
– Fala mulher!
– Eu tenho uma tia... e essa tia tem um irmão... mas ele não é meu tio, ele é meio irmão dela...
– Então ele é seu tio...
– Mesmo que ele for o Snape?
– O q...
– Espera! O professor Snape era irmão da minha tia por parte de pai, a minha tia é irmã da minha mãe por parte de mãe... logo eu e o Professor Snape não éramos parentes...
Ron olhou para a namorada sem entender nada. Como um poderia ser irmão de outro e não ser tio de outro? Mas resolveu não perguntar, não forçar a moça a falar o que ela não queria...
Como se lesse seus pensamentos Hermione disse:
– Minha tia Audrey nasceu de um caso que a minha avó teve com o pai do Snape... a vovó engravidou da tia Audrey na mesma época que a Sra. Snape engravidou do Professor, e para finalizar o absurdo, os dois nasceram no mesmo dia, em hospitais diferentes. O Professor Snape nasceu ao meio–dia e a tia Audrey nasceu às 11:55 horas. Então, o Professor Snape era cinco minutos mais novo que a tia Audrey.
– Aaaaaa, entendi... Mas Hermione, por que você nunca disse nada? Tinha medo de eu não gostar de você? E por que o seboso te tratava tão mal?
– Rony, eu nunca disse nada porque quando a tia Audrey descobriu que tinha um irmão ela tinha 11 anos e não ligou para ele. Antes de eu entrar em Hogwarts a tia Audrey me chamou para conversar e ela me contou toda a verdade. Eu tentei convencê–la a procurá–lo, mas ela não quis. Então eu não disse nada para ninguém também... eu não tinha como provar...
– Como é o nome da sua tia?
– Audrey Snape.
– Mas eles tinham o mesmo sobrenome, isso prova tudo!
– O pai do Professor Snape era trouxa e no mundo dos trouxas, ter o mesmo sobrenome não significa ser da mesma família. O Snape bem que poderia dizer que o sobrenome e o nome do pai eram coincidências.
– Mas o Professor Snape bem que podia ter te procurado!
– Não podia Ron. Ele morreu sem saber que tinha uma irmã. Para ele eu era apenas uma aluna a mais, uma sabe–tudo... eu poderia tê–lo procurado...
– Mas o que você poderia fazer?
– Eu... não... sei... mas a minha tia é uma bruxa muito poderosa, ela pode manipular o fogo e executar magia sem varinha... Ela não fez nada na primeira guerra, nem na segunda, não ajudou seu irmão... para ela o Snape não era problema dela...
– Mas ele era um seboso, nojento, amargo...
– Ele era o seu irmão! Por exemplo, o Percy... ele é um chato, arrogante, mas é o seu irmão... Você o abandonaria? Agora eu fico pensando: ele não merecia uma chance? Ele não merecia ninguém que pudesse ajudá–lo?
Encostando o rosto na parede, ela confessou a seu namorado:
– Olha Ronald eu fui ao Castelo escondida depois da guerra, entrei no quarto dele para procurar algumas coisas... ele não tinha muitos pertences... algumas coisas pessoais, algumas fotos dos pais do Harry, mas bem poucos objetos pessoais... eu descobri a casa que ele morava... toda empoeirada, como se ele passasse meses sem ir para lá, você entende isso?
Ronald ficou olhando para ela pensativo. Hermione continuou:
– Ele não tinha apego à escola, nem à casa dele. É como se ele não se sentisse parte de lugar nenhum... era como se ele fosse uma peça diferente de um quebra–cabeça que não sabe por que foi colocado ali e nem o que está fazendo ali... parece que ele viveu sua vida sem objetivo nenhum, como se fosse um imenso tanto faz...
– Você tem razão... Mas o que você pode fazer agora? Ele morreu... o tempo passou... agora só se você voltar ao tempo... esquece isso meu amor... venha comer o café da manhã...
Hermione ajudou Molly a preparar o café da manhã e continuou pensando sobre a conversa que ela teve com seu namorado. Molly perguntou:
– Por que você está tão pensativa querida?
Ela contou à Molly a conversa que ela teve anteriormente com Ron. A matrona dos Weasley a ouviu atentamente e disse:
– Minha filha, pela primeira vez o pela primeira vez o Rony falou alguma coisa que preste. Quem deveria ter ajudado o Professor Snape era a sua tia. Mas do jeito que eu te conheço você não vai esquecer dessa história. Então vá a Hogwarts pela rede de flu, vá até a biblioteca e procure alguma coisa que possa te ajudar...
– Senhora Weasley eu te amo! – disse Hermione indo para a lareira.
– Ei, mas depois do café! – gritou Molly. Mas era tarde, ela já estava na lareira falando "O castelo de Hogwarts"
Chegando ao Castelo de Hogwarts a moa foi recebida por Mierva, a atual diretora. Depois de um longo abraço a diretora a chamou para o se escritório e perguntou:
– Hermione... posso te chamar pelo seu nome? A que devo a honra dessa visita inesperada?
– Pode sim diretora. Eu vim perguntar à senhora se eu posso procurar alguma coisa na Biblioteca...
Hermione contou a história à diretora.
– Bem... Severo era um tirano, matou nosso diretor, mas teve um papel importante na guerra. – disse a diretora – A varinha está quebrada, a Pedra da Ressurreição só serviria para você vê–lo... Você ajudou o Harry e a Ordem nessa guerra Hermione, pode vir à Biblioteca quantas vezes você quiser, nem precisa pedir...
Na Biblioteca Hermione procurou a resposta em seus amigos, os livros. Num livro ela viu a possibilidade de salvar Snape:
"Viagem no tempo se refere ao conceito de mover–se para trás e/ou para frente através de pontos diferentes no tempo em um modo análogo à mobilidade pelo espaço. Algumas interpretações de viagem no tempo sugerem a possibilidade de viajar através de realidades paralelas. A possibilidade real de uma viagem no tempo é, hoje em dia, praticamente nula do ponto de vista prático, devido ao fato de que as partes responsáveis pela descoberta de meios para se efetuar uma viagem temporal não terem conseguido ainda produzir a tecnologia capaz de possibilitar (ou resistir) a viagem."
– Isso pode ser bom... – disse Hermione, baixinho para não ser expulso por Madame Pince.
Mas ela leu mais à frente:
"O recuar no tempo afeta o delicado equilíbrio do mundo. Antes de voltar atrás no tempo, o praticante deve primeiro realizar um feitiço que proteja o seu corpo das consequências maléficas desse desequilíbrio provocado, fazendo essas consequências ser descarregadas sobre as almas do Inferno, a quem não fará grande diferença esse acréscimo nas penas."
– Que coisa absurda! O que essas pobres almas têm a ver com a viagem no tempo?
Noutro livro estava escrito:
"Voltar no tempo é complicado, mas não impossível. O resultado desta viagem seria algo como a ponta em movimento envelhecendo mais lentamente do que a estacionária, graças ao efeito da dilatação do tempo. O jeito mais fácil seria a dilatação do tempo por meio do relógio de Nathan Rosen.*
Este relógio parece ser complicado, mas utilizá–lo é bem simples:
Esse relógio, feito de ouro, com três marcadores distintos. O marcador superior, da direita, uma lua com um sol, serve para marcar quantos anos você quer voltar; o marcador superior, da esquerda, lembrava um cone, que serve para você voltar ao mês desejado e o ponteiro inferior, do centro, marcava o dia que você quer voltar."
Hermione fechou o livro e pensou por um bom tempo: ela já tinha visto esse relógio...
– É ISSO! – gritou a moça triunfante.
– Shhhh. – fez Madame Pince.
– Desculpa! Estou saindo!
Ela havia visto o relógio no escritório do Diretor! Hermione foi correndo para lá e felizmente encontrou Minerva. Sem fôlego ela disse:
– Preciso... do relógio... de Nathan Rosen... ele pode salvar Snape!
– Você sabe o que isso implica?
– Sim! – disse a moça recuperando o fôlego – confie em mim...
Minerva foi até a estante de livros de Dumbledore e pegou o relógio. Ela deu o objeto à Hermione e disse:
– Toma cuidado menina. Voltar ao tempo afeta o equilíbrio do universo. Por isso que nós não voltamos ao tempo para salvar os Potters...
– Sim! Muito obrigada diretora! – Hermione deu um beijo na bochecha da diretora e foi à lareira para voltar à Toca.
– Espero que esse plano maluco dê certo menina... não é mesmo Severo? – disse Minerva ao quadro de Snape.
– Ora Minerva, se voltar tanto assim ao tempo fosse possível, eu teria salvo a minha Lílian, não seja estúpida...
Hermione chegou à toca e viu um Rony preocupado:
– Onde você estava?
– Agora não Ron! A moça foi até o quarto para pensar. Que dia? Isso! Nada melhor que o dia que ela descobriu que é uma bruxa...
* Nathan Rosen na verdade foi um físico que, juntamente com Einstein formulou teorias sobre Viagem no tempo, como por exemplo o buraco de minhoca (wormwhole).
"Venha!"
Hermione empurrou um relutante Ronald para dentro de sua casa.
"O que vamos fazer na sua casa. Você não executou o feitiço Obliviate em seus pais?"
"Sim, eu fiz. Mas eu não vou falar com eles. E eles nem estão aqui..." Suspirou Hermione com tristeza. "Eu preciso falar com alguém... Eu não vivo só com os meus pais... eu vivo também com a minha tia, Audrey Snape..."
"Snape!" Ronald estava exasperado.
"Sim, ela era meio–irmã do Professor Snape, mas nunca teve contato com ele... Ela é a única que pode me ajudar..."
Desde a morte de Snape, Hermione não conseguia dormir. Para ela não tinha sido justo uma pessoa tão corajosa como Snape ser deixado para morrer na Casa dos Gritos para morrer. Ela não poderia continuar com se isso não tivesse acontecido. Três dias depois, ela entrou no escritório de Dumbledore e encontrou um artefato que poderia resolver seus problemas. Ela pegou–o, colocou–o no bolso e saiu sem falar com ninguém.
No dia seguinte, ela foi à biblioteca de Hogwarts e pesquisou em vários livros tudo o que poderia encontrar sobre o artefato: para que serve, como usar, seus riscos... Ela já tinha lido sobre ele, mas nunca pensou que pudesse encontrar um. Depois, ela pediu a Ronald para acompanha–la à casa de seus pais.
Eles entraram na casa dela. Na sala estava uma mulher, sentada em uma cadeira próxima a uma escrivaninha. Ela aparentava ter 36 anos, era alta, tinha cabelos ruivos, longos, abaixo da cintura. Ela usava uma calça preta, uma camisa branca de maga comprida e um corset preto. Típico de um Snape, pensou Ronald.
– Vamos Hermione, ela já fez a sua escolha... – disse Ron triste.
"E o que você quer, exatamente que eu faça? Ele já está morto! Não posso voltar tantos dias no tempo e salvá–lo..."
"Na verdade, você pode."
Hermione deu–lhe um relógio de bolso antigo.
Audrey olhou para o relógio com pouco interesse. "Legal, o seu relógio. Agora, deixe–me fazer o jantar que seus pais estão voltando da Austrália hoje."
A moça revirou os olhos e segurou seu rosto com as duas mãos. Ron, nesta hora, ficou pálido.
"Tia, preste atenção! Você sabe que é irmã do Snape e nunca foi atrás dele! Nunca quis saber dele e quando descobre que ele morreu é assim que você reage? Ele não é um estranho, ele é seu irmão!
Audrey segurou o relógio e olhou para ele. Talvez Hermione tivesse razão. Talvez ela poderia ter salvá–lo.
Ronald puxou Hermione para um canto. "Quem é ela?"
"Audrey Snape, meio–irmã de Severo Snape"
"Mas ela não se parece com ele, quer dizer, ela é linda! Nem tem o nariz dele"
"Porque ela é parecida com a sua mãe, a minha avó... Olha, eu sei que isso parece loucura, mas ela é a única que pode salvá–lo... Ele não mereceu a morte que teve... Lutou tanto para proteger o Harry e ser descartado como se fosse um peão de um jogo..."
"Mas ele era um seboso, babaca, que sempre tratou a todos muito mal." Ronald disse com audácia.
"Não fale assim dele! Ele se sacrificou para ajudar a Ordem e o Harry!"
Audrey olhou novamente para o relógio. "E o que eu tenho que fazer?"
"Basta acionar o pino", disse Hermione. Mas, depois de acionado, você não poderá usá–lo de novo.
Audrey segurou o relógio com força. Sua mãe havia falado sobre Severo para ela, mas ela nunca teve vontade de conhece–lo. Muito menos depois de conversar com sua sobrinha cada vez que ela voltava de suas férias de verão. Para ela, Severo era um completo estranho, uma pessoa amarga que não era digna de sua amizade. Mas Hermione era sua sobrinha e ela não queria deixá–la na mão.
"Tudo bem..." Relutante, Audrey acionou o pino do relógio. De repente, sua visão ficou borrada e tudo à sua volta ficou preto.
