Disclaimer: Harry Potter e todos as pessoas mágicas, lugares, coisas, animal neste Fanfic pertencem a JK Rowling. Apenas Audrey e seus Parentes são meus ... Eu só não consigo imaginar eu pertenço tudo isso.

Ok, agora colaboradores. Eu gostaria de agradecer ao Random bug, meu novo favorito... Eu amo vocês; vocês são as melhores pessoas do mundo inteiro. Obrigada por seu apoio até agora e eu espero que você vai manter a apoiar-me no futuro.

Mas... pessoal... por favor dos meus peixinhos... comentem senão eu não sei se vocês estão gostando ou não...

09 de janeiro de 1971

"Peraí... o... que... aconteceu?"

Audrey recobrou a consciência. Ela ainda estava confusa, devido ao choque de sua "viagem". Logo que reorganizou seus pensamentos, ela se viu em frente a um bolo de aniversário em chamas e com sua família ao redor assustada com o que aconteceu.

"Espera..." ela pensou. "Eu fiz essa magia acidental quando eu fiz 11 anos... essa é a minha festa de aniversário... estou de novo em 1971!"

Ela olhou novamente para o relógio. Agora que ele a transportou para o passado, como havia previsto Hermione, ele perdeu seus poderes e tornou–se um relógio comum. Ela levantou e abaixou o seu pino e nada aconteceu. Foi quando ela olhou para as suas próprias mãos, mãos de criança... Ela correu para o espelho na sala, e o que ela viu foi uma pequena menina, ruiva e sardenta, aparentando não ter mais que 10 anos. Ela tocou em seu rosto e viu que a menina era ela mesma. Portanto ela estava presa no passado, com a consciência de uma adulta e um corpo de criança.

– Tá lindo o que a Hermione fez, bonito, agora eu vou ter que passar pela puberdade de novo! – gritou Audrey com raiva.

Depois que a raiva passou Audrey olhou para seus pais que apareceram atrás dela. Eles eram Victoria e Richard Taylor, um jovem casal a qual tinham Audrey e mais uma filha, Jean, com 14 anos. Jean apareceu atrás deles. Era uma adolescente alta, magra, cabelos castanhos, espessos e compridos. Audrey olhou para a irmã e viu que Hermione era uma versão mais nova de sua mãe.

"EU NÃO ACREDITO! EU VOU MATAR AQUELA MENINA! Assim que ela nascer..." – pensou Audrey olhando ao redor, chocada.

"E agora? Voltei no tempo, eu realmente posso mudar a história, ou eu tô presa numa realidade paralela*? Será que eu vou conseguir mudar a história**?"

O relógio a levou de volta para a casa de seus pais, e como tudo indicava, ela voltou no dia 09 de janeiro de 1971, seu aniversário de 11 anos, quando, por magia acidental, ela incendiou o seu bolo de aniversário. Enquanto Audrey procurava uma possível cópia de si mesma***, seus pais e sua irmã, Jean, estavam horrorizados, não entendiam como Audrey conseguiu pôr fogo no bolo com apenas um sopro.

"Bem, ao menos o paradoxo de duplicidade*** é falso" – pensou Audrey aliviada

– O... que... aconteceu...? O que você está procurando? E quem é Hermione? – perguntou Victoria perplexa

– Como você fez isso... – perguntou Richard.

– Mãe... em primeiro lugar, eu tô procurando o que eu não perdi e Hermione é uma longa história... – como Audrey poderia explicar, sem deixar a sua mãe assustada? – Em segundo lugar, eu sou uma bruxa...

Os pais e a irmã de Audrey, olharam para ela espantados e segundos depois, começaram a rir, como se ela tivesse contado uma piada. A verdade é que os trouxas negam o que está na frente do nariz deles... Audrey começou a ficar nervosa, mas ela sabia que não podia perder o controle. Por fim, ela deu um soco tão forte na mesa, que a partiu em dois. Seus pais ficaram mudos.

"Fudeu, fudeu, fudeu... quebrei a mesa favorita da mamãe..." pensou a menina assustada.

Aquela mesa era de mogno maciço e tinha sido um presente de casamento da mãe de Richard, Elisa Taylor. A menina colocou as mãos acima da mesa, mentalizou o móvel sendo consertado e as duas partes viraram uma só. Victoria suspirou aliviada, não se achava mais mesas boas com aquela...

– Agora dá para parar a palhaçada e prestar atenção? – perguntou Audrey, já vermelha de raiva. – Como vocês viram eu sou uma bruxa, tenho a força de quatro homens e meus poderes são muito fortes. Posso executar magia sem varinha e lidar com o fogo... mas isso não é o mais importante... eu tenho uma missão... uma missão com Severo Snape...

– SNAPE! – gritou Richard, seu pai. – Eu achei que esse assunto estivesse encerrado! Quando eu resolvi voltar, eu exigi que esse nome fosse banido desta casa!

Richard estava muito irritado. Quando Jean tinha 2 anos, ele e sua esposa Victoria se separaram. Um tempo depois Victoria conheceu Tobias Snape num supermercado e começou a sair com ele. Ela se apaixonou por ele e eles começaram a namorar.

No mês seguinte, Victoria descobriu que estava grávida de Tobias e resolveu fazer uma surpresa para ele, indo à sua casa, na Rua da Fiação. Para sua tristeza, ela descobriu que seu novo namorado era casado.

Para piorar a situação, num dia quando Victoria deixou Tobias sozinho com Jean, ela ouviu a menina chorando. Quando ela apareceu, Tobias estava com a menina no colo. Ela pegou Jean e a menina disse que o homem mau havia passado a mão nas coxas dela. Ela expulsou Tobias de casa e jurou nunca mais procura–lo.

Por ironia do destino, no dia 9 de janeiro, a esposa de Tobias, Eillen Prince e Victoria deram à luz ao mesmo tempo, em lugares diferentes. Nasceram no mesmo dia, Severo e Audrey.

Desiludida, Victoria exigiu que Tobias assumisse Audrey, mas logo depois, para não ter que bancar as despesas de sua filha, Tobias nunca mais procurou a amante, para o alívio dela.

Richard se aproximou de sua esposa e resolveu voltar para casa com a condição de que Tobias fosse esquecido para sempre. Eles contaram a verdade a Audrey e Jane, para elas saberem da existência de Severo, mas elas nunca tiveram interesse em procura–lo.

Depois de tanto tempo, esse assunto que estava esquecido voltou à tona. Richard queria fazer sua filha esquecer seu irmão, mas a sua filha estava decidida a continuar a conversa. Após muita discussão, Audrey disse:

– Pai, o que eu tenho a dizer é importante – disse Audrey, relutante. – Eu tenho uma ligação forte com o Severo, e eu sinto que ele corre perigo nas mãos de seu pai...

– Desculpe Richard, mas Audrey tem razão. Tobias tem um humor instável e fica muito violento quando bebe. Eu o proibi de frequentar essa casa, principalmente depois de um dia que ele veio visitar Audrey e um dia Jean reclamou que ele passou a mão nela...

– Eu não me lembro disso, mãe – disse Jean

– Claro que não querida, você era muito nova. Eu deixei você sozinha com ele e a Audrey e quando eu voltei você estava no colo dele vermelha e chorando...

– Mas por que você nunca disse isso antes? Esse homem é perigoso, se ele fez isso com a Jean ele pode fazer o mesmo com o menino! – gritou Richard. – Mas ele é o pai dele e não temos nenhuma prova... Audrey, o que você pretende fazer? – perguntou Richard.

– Mamãe, você sabe onde o imbecil do Tobias mora?

– Ele mora na Rua da Fiação, número 8. Fica a 40 quilômetros daqui. É um lugar horrível, com várias casas de alvenaria abandonadas, perto de um rio imundo e uma fábrica de lã, também abandonada, daí o nome da rua – disse Victoria.

– Meu plano é o seguinte: mamãe, o que você tem que fazer, é me levar para lá, com todas as minhas coisas e dizer ao Tobias que o papai descobriu que eu não sou filha dele e que me pôs para fora de casa...

– Mas isso é uma loucura! – gritou Jean enfurecida. – Ele pode machucar você!

– Não, não pode – respondeu Audrey – Ele é um trouxa, e apesar de ser mais velho, sou mais forte do que ele... Na verdade, eu posso machucá–lo... Posso esmagá–lo como se ele fosse um inseto.

Audrey deu outro soco na mesa que quebrou novamente.

– A minha mesa... – disse a mãe dela.

– Se eu posso quebrar essa mesa, imagina o que posso fazer com ele... – disse a menina reparando a mesa logo em seguida.

Audrey olhou para os pais de forma grave e disse:

– Uma vez que eu estiver lá, vai ser difícil eu me comunicar com vocês, uma vez que eles devem viver como uma típica família bruxa. Tobias é um trouxa, como os bruxos costumam chamar quem não é um bruxo, mas Eillen é uma bruxa e eles não devem ter telefone. Vocês precisam arrumar uma coruja para não perdermos contato.

– Mamãe, a Audrey está louca, você vai deixá–la fazer isso? – perguntou Jean.

– Por mais doida que seja a teoria de sua irmã, ela tem fundamento, Jean... – disse Victoria. E se ela estiver certa, sim esse menino corre perigo. Vou entrar em contato com Tobias e fazer o que ela pediu...