Disclaimer: Harry Potter e todos as pessoas mágicas, lugar, coisas, animal neste Fanfic pertencem a JK Rowling. Apenas Audrey e seus Parentes são meus ... Eu só não consigo imaginar eu pertenço tudo isso.
Um agradecimento especial à Renata pelo seus comentários e à Dani Asmar Potter que favoritou a minha Fic. Vocês moram no meu coração! Beijinho!
O dia amanheceu na Rua da Fiação. Severo acordou e sem fazer nenhum barulho, dirigiu-se ao banheiro. Ele olhou-se no espelho e viu o hematoma roxo que havia se formado ao redor de seu olho esquerdo. No dia anterior ele presenciou uma briga feia entre seus pais por causa de uma mulher ruiva que havia chegado na casa deles. Depois que a mulher foi embora Tobias começou a bater em Eillen e ele implorou para seu pai parar de bater na sua mãe e como resposta recebeu um soco no olho e vários golpes de cinto. O que mais revoltou nele foi o fato de ele nem saber o motivo da briga de seus pais. Ele só sabia que foi dormir sem jantar e com o corpo todo dolorido.
Severo olhou–se novamente no espelho e suspirou. Ele era um menino diferente dos outros por ser um menino alto, com os cabelos eram pretos, oleosos, na altura dos ombros, seu rosto ser fino e ele ter o nariz adunco. O nariz era a parte de seu corpo que ele mais odiava porque, por mais que tentasse, não conseguia disfarçar e também por lembrar muito o seu pai. Seus dentes eram amarelados e sua pele era pálida. como se fosse uma planta que nunca tomava sol. A razão de seus dentes serem amarelados e seu cabelo ser oleoso, ela a baixa autoestima que ele tinha, uma vez que ele escovava pouco os dentes e raramente lavava o cabelo.
Seus olhos negros viviam atentos, como se estivesse em perigo preminente. Seu corpo vivia em estado de alerta, como se fosse receber um ataque a qualquer momento. Como não dormia direito, vivia com olheiras e por receber pouca atenção de seus pais ele tinha sempre um olhar triste. Ele usava roupas pretas e mesmo no calor só usava blusas de mangas compridas e calças, deixando somente o rosto e as mãos a mostra, para que ninguém visse as marcas do abuso de seu pai.
Quando estava em casa, vivia machucado e mancando. Sua única amiga era a doce Lily, mas, mesmo com ela, ele não se abria muito, ele gostava mais era de ouvi–la conversar e passar o tempo com ela na beira do rio perto da casa deles. Lily era sua vizinha e conhecia um pouco sua vida em casa. Às vezes ele pensava, como uma menina tão bonita poderia passar o tempo com ele. Lily era a única alegria no meio de sua tristeza profunda; com ela ele podia passar horas sem se lembrar de sua vida em casa.
"Por que pessoas com eu não morrem?" – pensou, enquanto tirava a sua roupa para tomar banho.
Severo encheu a banheira de água quente e logo depois entrou nela. No seu corpo estavam as marcas da surra do dia anterior. Ele mergulhou a cabeça na banheira e com o sabonete mesmo, lavou os seus cabelos com força, como se pudesse arrancá–los da cabeça. Depois de enxaguar os cabelos ele pegou a esponja e esfregou–se com tanta força, que sua pele ficou vermelha. Satisfeito, ele saiu da banheira, secou–se e vestiu–se.
O menino foi à cozinha para comer seu café da manhã e na mesa havia somente dois pãezinhos amanhecidos. Ele pegou um copo de água da torneira e serviu–se de meio pãozinho. Severo não se alimentava bem, por isso era muito magro.
Seu pai apareceu na cozinha e sentou–se ao lado dele:
– Severo, precisamos conversar. – disse seu pai, num tom sombrio de voz.
"O que eu fiz desta vez? Será que eu vou apanhar de novo?" – pensou Severo, assustado.
– Calma menino, é apenas uma conversa amigável... Severo, sente–se no meu colo. – Disse Tobias, num tom suave.
– Não obrigado papai, daqui eu escuto do mesmo jeito...
Tobias agarrou seu braço e o sentou em seu colo, à força, dizendo:
– Eu mandei você se sentar! – gritou. – Filho, eu tenho uma filha bastarda com outra mulher. Seu nome é Audrey e ela é uma bruxa como você, só que ela é muito mais poderosa que um bruxo comum. Ela tem a sua idade, é só cinco minutos mais velha que você...
Tobias colocou a mão na coxa de Severo. Ele sentiu a ereção do pai e ele arrepiou–se de medo. "Oh não, de novo não..." – ele pensou.
– Semana retrasada, ela tentou matar a sua irmã num acesso de fúria e a sua mãe, aquela vagabunda não a quer mais. Ela vai vir morar com a gente, entendido? – enquanto ele falava, ele desfez o cinto de seu filho e colocou a sua mão no sexo de Severo e ele começou a chorar.
– Se você não quiser que ela te machuque, fique bem longe dela! E outra coisa... – nessa hora, ele tirou o menino do colo, tirou a calça de Severo, abriu as próprias calças e colocou–o no colo de novo. O menino começou a tremer de medo.
– Você não vai falar nada para ela sobre o que acontece nessa casa, nem sobre as minhas... "visitinhas noturnas" no seu quarto, entendido? – perguntou Tobias com uma voz rouca, enquanto acariciava o sexo de Severo, que já estava ficando dolorido.
– Sim papai, entendi... – disse Severo, aos soluços. – Por favor, deixe–me sair...
– Não... agora você vai ser útil para o papai... – disse Tobias, enquanto penetrava em Severo. Ele gritou de dor, como se suas costas estivessem sendo partidas ao meio.
Enquanto Tobias abusava de Severo, ele chorava de medo e dor. Não adiantava gritar, tentar fugir. A sua mãe nunca aparecia nessas horas. Ele tinha certeza que sua mãe sabia do que estava acontecendo, mas Eillen não reclamava com medo de perder o marido.
Depois que Tobias satisfez seus desejos com seu filho, ele agarrou o menino pelos cabelos jogou–o num canto da cozinha e saiu para beber, pensando nas garrafas de uísque que poderia comprar com o dinheiro que Victoria prometeu dar a ele por deixar Audrey ficar com ele.
Severo bateu a cabeça na parede e começou a soluçar, sabendo que teria uma dor de cabeça. Ele vestiu–se apressadamente, com nojo de si mesmo. Ele correu ao banheiro e despejou no vaso sanitário o pouco café da manhã que teve. Depois, ele despiu–se e entrou no chuveiro quente, pegou a bucha, o sabonete e se esfregou novamente com tanta força que ele feriu a sua pele. Ele vestiu–se, escovou os dentes e saiu de casa indo em direção ao rio, devagar e mancando, para esquecer–se do que aconteceu e ficar sozinho.
Chegando na margem do rio, Severo sentou–se e ficou olhando para a água serena. Ele estava tão concentrado, que nem viu uma menina branca, ruiva, com algumas sardas no rosto e lindos olhos verdes se aproximar. Quando ela tocou seu ombro, ele levou um susto, levantou–se rapidamente, deu um grito de pavor e começou a hiperventilar.
– Calma severo, sou eu, a Lily. Respire fundo... – ela colocou levemente a sua mão em seu ombro – isso... para dentro e para fora...
Depois de algum tempo, Severo se acalmou e sentiu–se estúpido por levar um susto tão grande com sua amiga.
– O que aconteceu para você ficar assim? – perguntou Lily. – Sente–se... foi alguma coisa que eu fiz?
– Não foi nada, Lily. – respondeu Severo
– Foi o seu pai? Eu sei que ele é um pouco violento com você... por que você está tão vermelho?
– Já disse que não é nada... olha Lily, essa manhã meu pai me disse que vai vir morar com a gente uma filha bastarda dele que é uma bruxa muito poderosa. Ele falou também que ela é muito violenta e que ela até tentou matar a irmã...
– Severo, eu já li alguma coisa sobre bruxos poderosos, mas não tinha nada escrito que eles eram violentos... O professor Dumbledore passou em casa para conversar com meus pais e deixou uma carta para eu ingressar a Hogwarts e alguns livros, para eu conhecer melhor o mundo dos bruxos. Eu li que eles eram ótimos fabricadores de poções, poderiam lidar com um dos quatro elementos, tinham o poder de curar as pessoas e transfigurar coisas simples, como um botão em coisas mais complexas, mas não havia nada sobre comportamento violento... pode ser que ela fez magia acidental perto da irmã dela, que sua família seja trouxa e não soube lidar com a situação...
– Será? – perguntou Severo.
– Sim... e se ela for poderosa como ele disse, seria até bom você tê–la por perto... ela pode te proteger do seu pai e te ajudar a lidar com a negligência se sua mãe. Se ela for boa em transfiguração permanente, ela pode até transfigurar suas roupas rotas em roupas mais apresentáveis... Ai, desculpa, Severo...
– Tudo bem, Lily, não foi nada... – respondeu Severo, de cabeça baixa, escondendo seu rosto com os cabelos. – Mas... muito obrigada pelos conselhos, eu me sinto melhor...
– Fico feliz se eu te ajudei... Você lavou os cabelos?
– Sim...
– Você deveria lavar os cabelos mais vezes, fica muito melhor sem aquele aspecto seboso... eu falo isso para você, porque eu quero o seu bem, Severo...
– Tudo bem...
Os dois ficaram conversando sobre coisas triviais por mais algum tempo. Lily estendeu a mão para ele e disse:
– Olha Sev, o que eu aprendi a fazer!
De repente apareceu uma margarida branca em sua mão.
– Parabéns, Lily! Estou vendo que você está melhorando suas habilidades a cada dia...
Atrás dos dois apareceu uma adolescente alta, magra e com dentes de cavalo. Ela tinha os cabelos loiros, presos para trás e vestia um vestido florido, até os joelhos.
– Você é uma aberração! Vou contar à mamãe que você está fazendo aquela coisa com "M" fora de casa! – disse a adolescente com um olhar de nojo e inveja.
– Tuney... eloquente como sempre... disse Severo com os dentes cerrados.
– Nós recebemos a visita de um velho abominável com roupas cafonas em casa, semana passada... – disse Petúnia, cheia de inveja. – Ele disse que no final de agosto Lily estará indo para um castelo idiota para aprender a ser uma... – ela pôs a mão na boca em sinal de desaprovação.
– Tuney, não diga essas coisas, isso é algo horrível de se dizer.. – disse Lily com lágrimas nos olhos.
Petúnia agarrou seu braço, começou a arrastar Lily e disse:
– Vamos para casa! Vou contar tudo à mamãe...
Severo olhou para Petúnia com ódio e disse baixinho, com os dentes cerrados:
– Solte–a, ou você vai se arrepender!
Petúnia soltou o braço da irmã e saiu correndo, em direção à sua casa. Lily falou:
– Obrigada, Sev... Vou para casa, mas não se preocupe, a mamãe não vai ficar brava, a Tuney é um pouco exagerada...
– Um pouco invejosa, você quer dizer...
– Sev! Ela é a minha irmã! Não fale dela assim! Ela só está um pouco triste porque não pode ir comigo a Hogwarts...
– Tudo bem, desculpe... Então... até mais...
Lily saiu e deixou Severo perdido em seus pensamentos. Depois de um tempo ele, com profundo desgosto, foi para a sua casa, mancando. Quem sabe Lily estivesse certa? Quem sabe ele pudesse confiar na irmã? Ele foi para a sua casa e não viu a sua mãe, ela deveria estar na lanchonete do seu amigo vendendo as suas poções. O menino suspirou aliviado porque não viu o seu pai e foi para o seu quarto.
Em frente ao seu quarto tinha um quarto abandonado. Ele entrou lá e viu uma cama de solteiro e uma cômoda velha.
"Deve ser aqui que a bastarda vai dormir..." – pensou.
Ele foi para o seu quarto, deitou–se em sua cama e ficou lá o resto do dia, torcendo para seu pai não procurá–lo de novo.
