Disclaimer: Harry Potter e todos as pessoas mágicas, lugar, coisas, animal neste Fanfic pertencem a JK Rowling. Apenas Audrey e seus Parentes são meus ... Eu só não consigo imaginar eu pertenço tudo isso.
A.N.: Um muito obrigada especial à Renata! Eu já estava meio triste porque ninguém estava dando moral à minha Fic, daí eu li o teu comentário. Você mora no meu coração! Beijinhos!
A semana que passou para Severo foi mais calma porque Tobias o não importunou por medo de Audrey, então ele pôde respirar aliviado. Nada de abusos, nada de pancadas. E tudo graças à sua irmã.
Na manhã do dia 23, Severo acordou às 4:00 da manhã e resolver pregar a mesma peça que Audrey lhe fizera. Ele foi ao quarto de sua irmã, pulou em cima dela e gritou:
– Ô preguicero, tá na hora de levantar!*
Audrey abriu os olhos lentamente e viu uma massa de cabelos gordurosos no seu rosto. Ela murmurou:
– Só mais cinco minutinhos mãe... ah, é você Severo... que horas são? – ela perguntou, fazendo um feitiço lumus e olhando para seu relógio de pulso. – Puta que pariu, Severo, 4 horas da manhã, você não tem o que fazer não?
– Na verdade... não... – disse Severo rindo.
"Se isso serviu para ele se divertir, então valeu a pena..." – pensou Audrey
Severo deitou–se ao lado da irmã e olhou para seus olhos verdes. Por que eles eram tão diferentes? Ela era tão bonita, corajosa, forte e ele era só um pálido e gorduroso...
– Tá olhando o quê? – perguntou Audrey.
– Nada... posso ficar aqui?
– Você já roubou o meu travesseiro... pode ficar!
Audrey conjurou outro travesseiro para ela e os dois dormiram juntos.
Quatro horas mais tarde os dois acordaram com a mãe de Severo puxando o cabelo dos dois e gritando:
– O que tá acontecendo? Alguém pode me explicar essa pouca vergonha?
– Eu não quero ir para a escola... AI TIA EILLEN, O QUE É ISSO! – gritou Audrey – para de arrancar nosso cabelo, ele só dormiu aqui.
– Só foi isso mesmo? – perguntou Eillen– Tudo bem... Desça e faça o café da manhã para o seu pai... e sem gritar, ele tá com dor de cabeça.
– Ressaca da brava... – disseram Audrey e Severo juntos.
Depois do café da manhã, Eillen disse:
– Vão brincar com a amiga de vocês, hoje eu tenho uma poção meio complicadinha para fazer... Fiquem fora do meu caminho pelo resto do dia, vão, vão, vão! – ela disse com um sorriso malicioso.
Os dois saíram para o rio e encontraram Lily, que estava brincando de peixe–rei.
– Oi meninos! – Disse Lily
– Oi Lily – respondeu Audrey – por que você tá jogando pedrinhas no rio?
– Essa brincadeira se chama peixe–rei. Você joga a pedrinha na água de um jeito que ela fica quicando na superfície. Quer tentar?
Os três ficaram brincando até a hora do almoço.
– Hey, que tal irmos até em casa para almoçarmos? – convidou Lily.
– Não sei não... a mamãe vai ficar uma fera... – disse Severo.
– Eu acho que não... – disse Audrey. – Tia Eillen deixou bem claro que era para a gente ficar fora do caminho dela o dia todo... Vamos Severo, vai ser legal...
Eles foram até a casa de Lily. A casa dela por fora era parecida com as outras de Cokeworth: um sobrado cinza com uma chaminé. Quando os irmãos Snape entraram na casa, eles viram a diferença entre as casas. A decoração era típica de uma casa trouxa da década de 70: a sala era pintada de verde, o sofá era de um tom xadrez verde, com uma estante de livros e uma rack com uma pequena coisa que Audrey disse a Severo discretamente que era uma televisão, havia uma escada com carpete grosso que dava para os quartos; a cozinha tinha móveis planejados azuis e no centro, uma mesa redonda com seis cadeiras. O detalhe que mais chamou a atenção de Severo foi a "escada peluda", como ele mesmo apelidou.
– Mamãe, papai, eu trouxe meus amigos Severo e Audrey para almoçar! – gritou Lily.
Os pais de Lily desceram as escadas. Shirley era uma mulher alta, seus cabelos eram acobreados, presos apenas com uma trança francesa lateral. Ela vestia uma blusa roxa e uma saia longa, roxa e florida. Nicolas era um homem alto e vestia uma calça boca de sino azul e uma camisa branca.**
A mãe de Lily disse:
– Que bom que você trouxe os seus amiguinhos famosos! Sejam bem–vindos...
Shirley olhou para Audrey e abafou o riso. Como Audrey era ruiva e tinha os olhos verdes, ela parecia mais ser a irmã de Lily. As feições azedas e a pele pálida de Severo lembravam as de Petúnia. Se Audrey e Petúnia tivessem a mesma idade, Shirley diria que foram trocadas na maternidade.
– Você deve ser Audrey e você deve ser Severo... – disse Shirley. – Lily fala muito de vocês...
Audrey olhou desconfiada para sua amiga e disse:
– Espero que fale bem de nós...
Shirley riu e disse:
– É claro que sim querida... Lily adora vocês...
– Mas eu não. – disse Petúnia se aproximando. – Mamãe, eu não quero comer com essas aberrações!
Audrey conjurou uma bola de fogo na sua mão esquerda e seus olhos ficaram vermelhos. Nicolas se aproximou dela, colocou a mão em seu ombro e disse:
– Petúnia! Isso não é jeito de tratar as visitas! Se não quer comer com eles vá para o seu quarto!
O pai de Lily, Nicolas disse:
– Vamos para a cozinha, o almoço está nos esperando...
Os irmãos Snape arregalaram os olhos de satisfação! Severo junca tinha visto tanta comida na vida e Audrey sentia saudades de uma refeição decente. No almoço tinha fatias de carne assada acompanhadas de verduras cozidas, batata assada e yorkshire puddin (uma panqueca ao forno) com molho de carne servido por cima.
Depois do almoço Lily chamou Severo e Audrey para irem ao seu quarto. Seu quarto era bem colorido, as paredes eram cor goiaba, a cama tinha uma colcha rosa, o guarda–roupa, o espelho e a escrivaninha, tudo tinha um tom alegre.
"Por isso que ela passa essa alegria de viver, a atmosfera desta casa é incrível... bem diferente da minha..." – pensou Severo com tristeza.
– Severo... você está bem? – perguntou Audrey
– Sim, sim...
Os dois ficaram na casa de Lily até escurecer. À noite, eles voltaram para casa e encontraram uma situação estranha. Seus pais estavam... felizes... Nem perguntaram por que eles passaram o dia todo fora...
Audrey levou Severo para um canto e falou baixinho:
– Alguma coisa está estranha... eles estão tramando alguma coisa...
– Bobagem... a gente passou o dia fora e eles tiraram o atraso...
– Imbecil! – disse Audrey dando um tapa na cabeça do irmão. – E a poçããão complicadex que a tia Eillen ia fazer? Será que ela vendeu e eles conseguiram dinheiro. E se a poção foi ilegal?
– Não importa! O que interessa é que a gente tenha dinheiro... e o papai não brigue comigo...
"Isso vai dar booosta..." – pensou Audrey.
O jantar foi esquisito, Tobias e Eillen não paravam de olhar um para o outro. Na hora de dormir Audrey perguntou se Severo queria ficar com ela, mas Tobias logo interveio:
– Não! Ele tem seu próprio quarto, cada um dorme no seu...
Audrey e Severo foram se deitar, mas os dois demoraram para dormir; Severo estava com medo da atitude dos pais e Audrey não parava de pensar... tinha algo errado acontecendo...
No meio da noite Audrey acordou com sede e produziu um feixe de luz om sua mão esquerda. Quando ela saiu para beber água, ela viu Tobias indo para o quarto de Severo. Ela perguntou:
– O que você vai fazer uma hora dessa no quarto dele?
Tobias ficou pálido, não respondeu nada e foi para o seu quarto. Ela percebeu que ele bateu a porta com força e falou nomes feios antes de se deitar.
Depois de beber a sua água Audrey entrou no quarto de Severo e viu o irmão dormindo pacificamente. Ela aproximou sua mão esquerda de seu rosto e ouviu Severo murmurar:
– Não papai... hoje não... por favor...
Ela acariciou seus cabelos com a mão direita e disse:
– Shhh Severo, sou eu... dorme em paz...
Audrey foi para o quarto e deitou–se. Antes de dormir ela lembrou–se das palavras de Severo e uma ideia repugnante veio–lhe à cabeça:
"Não é possível... será que... mas ele é seu filho! Será que o papai tá abusando do Severo? Por que ele nunca tentou comigo... bem, se ele tentar me tocar, ele apanha! Hoje o imbecil não vai mais ao quarto do Severo, amanhã eu tiro essa história a limpo..."
Audrey dormiu pensando em como descobrir a verdade entre seu pai e Severo.
