Disclaimer: Harry Potter e todos as pessoas mágicas, lugar, coisas, animal neste Fanfic pertencem a JK Rowling. Apenas Audrey e seus Parentes são meus ... Eu só não consigo imaginar eu pertenço tudo isso.
A.N.: Um muito obrigada especial à Renata! Eu já estava meio triste porque ninguém estava dando moral à minha Fic, daí eu li o teu comentário. Você mora no meu coração! Beijinhos!
Audrey acordou antes que Severo e resolveu ir ao seu quarto para verificar se estava tudo bem com ele. Aliviada, ela percebeu que ele dormia pacificamente, portanto nada aconteceu na noite passada.
Ela ficou olhando para o rosto de Severo. Enquanto dormia o seu nariz parecia maior, porém como ele havia conseguido dormir bem esta noite, ele estava começando a perder suas olheiras e suas feições foram se tornando suaves, como se ele tivesse recuperado a inocência. Audrey sentou–se na cama dele e acariciou seus cabelos, velando o seu sono.
Momentos depois Severo acordou e se sentiu bem, amado, como ele nunca havia sentido antes. Lentamente ele abriu os olhos e viu uma mãozinha branca em seu rosto. Logo ele percebeu que era sua irmã.
– Desde quando... – disse Severo ainda sonolento
– Bom dia para você também Severo. Para a sua informação estou aqui há pouco tempo... dormiu bem?
– Sim... – respondeu Severo espreguiçando–se.
– O que vamos fazer hoje?
– Eu tenho os livros da mamãe, podemos estudar poções... – Severo notou a expressão de desinteresse da irmã. – Mas se você não quiser...
– Eu quero sim, sua anta! Vamos!
Os dois trocaram de roupa e foram tomar o café da manhã. Depois de novamente transfigurar pães em sanduiches, Audrey ficou olhando Severo comer. Foi nessa atmosfera pesada que Severo cresceu? Era só isso que ele comia? Não era à toa que Hermione dizia que ele era o professor mais mal amado da escola.
Após o café da manhã os dois foram ao laboratório de poções de Eillen que ficava no porão. Era uma sala fria, constantemente refrigerada por magia para conservar os ingredientes das poções que Eillen preparava.
Para a tristeza de Audrey aquele era o lugar mais limpo, mobiliado e equipado da casa. Nas paredes haviam armários com portas de vidro que guardavam os ingredientes de poções, num canto tinha uma pia e uma mesinha com um fogareiro elétrico que funcionava com magia.
Como se tivesse lido os pensamentos de Audrey, Severo disse:
– Esse é o lugar mais limpo da casa porque é daqui que a mamãe tira o nosso sustento...
– Pfff... – fez Audrey com desgosto.
A verdade era que para a mãe de Severo seu marido era a coisa mais importante do mundo e o resto era resto – mesmo se fosse Severo –.
Audrey lembrou–se de sua família. Seu pai era um oncologista de um grande hospital, o Manchester General Hospital. Ele fazia a jornada de trabalho 12X36, mas nem por isso ele era omisso para as filhas, ele estava sempre presente na vida dela e de sua irmã. A sua mãe não trabalhava, tinha uma empregada, mas a educação das meninas era por conta dela. Victoria nunca deixou um estranho cumprir as suas obrigações. A menina sacudiu a cabeça para espantar esses pensamentos. Foi aí que ela percebeu que os lábios de Severo estavam azuis devido ao frio. Ela conjurou um casaco e colocou nos ombros dele.
– Obrigado... murmurou Severo.
– Panaca.
– O que?
– Panaca. Você sabe que quando precisar de alguma coisa é só pedir...
– Não preciso da ajuda de uma sangue–ruim como você...
Audrey mostrou o dedo médio e continuou olhando os armários. Ela aprendeu que sangue–ruim era um xingamento horrível no mundo dos bruxos mas como ela conhecia Severo e sabia o que ele estava vivendo, ela simplesmente fingiu não ouvir.
– Ok, o que vamos fazer aqui além de passar frio? – perguntou Audrey conjurando um casaco para ela.
– Vamos conhecer os ingredientes de poções que vamos usar quando formos para Hogwarts.
– Ah... que... legal...
Eles ficaram horas vendo os ingredientes. Audrey já estava com dor de cabeça de ouvir e tentar prestar atenção. Ela conjurou uma caderneta e uma caneta tinteiro e começou a anotar os ingredientes e suas funções:
Acônito (flor roxa que se parece com uma boca com a língua de fora)
Veneno de Acromântula (veneno de uma aranha monstruosa)
Bile de Tatu (orgão encontrado na barriga do tatu)
Ovos de Cinzal (ovos de uma cobra)
Asfódelo (flor extremamente banca com um risco amarelado nas pétalas)
Bezoar (pedra encontrada no estômago de uma cabra)
Beladona (flor rosada ou branco-rosado)
Partes do Bicórnio (pontas dos chifres de um bicornio)
Partes do Gira-Gira (consistem em ferrões de Gira-Gira ressequidos)
Partes do Besouro (partes de besouros fervidos)
Partes da Ararambóia (partes de uma cobra verde)
Bubótubera (planta cujo o pus causa bolhas bastante incômodas na pele,mas se for aplicada sobre as espinhas remove-as)
Descuraínia (Ingrediente da Poção Polissuco, precisa ser picada na Lua Cheia para fazer efeito.)
Secreção de Bandinho (parte de alguma arvore que tenha musgo seco)
Repolho Chinês Glutão (repolho chinês com uma estrutura enorme)
Lagartas (lagartas comedoras de folhas)
Besouros (besouros pretos fervidos)
Partes do Crocodilo (parte de um crocodilo filhote)
Margaridas (flor muito bela de cor branca)
Ovos de Fada (ovos pretos e perigosos)
Ovos de Dragão (ovos de dragão)
Partes do Dragão (parte de um dragão filhote)
Partes do Erumpente (parte de uma flor vermelha muito chamativa que possui um chifre que explode ao minimo toque)
Partes do Verme Cego (muco produzido pelo verme)
Descurainia (flor verde muito pequenina)
Partes do Sapo (parte de um sapo)
Gengibre (vegetal muito fedorento quando fervido)
Partes do Besouro da Melancolia (parte de um besouro marrom com enormes "chifres")
Partes do Arpéu (parte de um animal roxo parecido com um rinoceronte)
Hellebore (flor muito estranha porque em um ramo se da de diversas cores e formatos)
Lesmas (animal lento)
Iguanas (lagarto utilizado em poções :usa-se seu rabo)
Partes Humanas (muitas vezes é uma porção de sangue)
Partes do Dedo-Duro (animal no qual se regenera do dedo)
Sanguinária (planta carnívora que se parece com uma margarida com mais pétalas)
Hemeróbios (animal voador com um nariz enorme)
Sanguessuga (animal que suga sangue)
Partes do Peixe-Leão (nadadeiras de um peixe)
Ligústica (abelha que aparenta ser de cor amarelada )
Mandrágora (planta com a raiz com um formato parecido com um humano)
Acônito Lapelo (folha do pé de abobora)
Pedra-da-Lua (pedra acinzentada que se mói fácil
Urtiga (planta que provoca coceira)
Menta (planta que produz uma sensação refrescante)
Romã (fruta onde só se come as sementes)
Partes do Porco Espinho (espinhos de um animal)
Partes do Peixe-Baiacu (espinhos do peixe)
Partes do Rato (rabo do rato)
Sangue de Rês-ma (sangue de um animal)
Ovos de Farosutil (ovos de cobra de três cabeças)
Partes da Salamandra (parte de um animal conhecido como taturana)
Escaravelhos (besouros comedores de carne)
Cocleária (flor pequenina de coloração branca-rosada)
Figueiras Cáusticas da Abissínia (flor da figueira mais velha do jardim)
Partes da Cobra (partes de uma cobra)
Botão-de-Prata (flor cujo miolo é maior que as pétalas)
Vagem Soporífera (vagem que tenham feijões extremamente brancos)
Aranhas (aranhas)
Vermes (vermes de vegetal)
Partes do Unicórnio (chifre do unicórnio)
Valeriana (flor pequenina e roxa)
Acônito Licoctono (flor amarelada extremamente parecida com um girassol)
Losna (planta esverdeada parecida com alecrim)
Depois de olhar para as suas anotações Audrey guardou a caneta e a caderneta no bolso e disse:
– Bom, tá tudo lindo, mas eu tô com fome...
– Você não gostou de vir aqui? – perguntou Severo com tristeza.
– Eu não disse que eu não gostei, eu disse que eu tô com fome...
– Você só pensa em comida...
Os dois subiram para a cozinha para almoçar e o que viram não foi nada agradável. Eles viram Tobias batendo em Eillen e xingando–a de inútil. Audrey fez deu um tapa no ar, com isso ela jogou o pai na parede e Severo foi socorrer a sua mãe.
– Pare de bater nele sua brutamontes! – gritou Eillen furiosa.
Eillen tremendo e visivelmente com dor foi ao porão beber algumas poções para dor e passar bálsamo em seus ferimentos. Severo tentou ajudá–la mas ela deu–lhe um tapa no rosto e disse:
– Saia de perto de mim moleque! Tudo isso é culpa sua! Eu devia ter tomado aquelas poções abortivas quando você nasceu!
– Audrey correu para Severo e o abraçou. O menino chorou em seu ombro por alguns instantes e os dois não tiveram clima para almoçar.
A tarde passou tranquila, no jantar os pais de Severo estavam calados e Eillen não tinha coragem de olhar para ninguém. Eles comeram uma sopa rala de legumes com umas fatias de pão velho (Eillen não quis a ajuda de Audrey). Audrey percebeu que Tobias olhava para Severo e dava uns sorrisinhos esquisitos.
"Hoje nem se eu ficar a noite sem dormir vou descobrir o que esse filho da puta faz com o Severo" – pensou Audrey sem demonstrar que estava percebendo os sorrisinhos de Tobias e a expressão de medo de Severo.
Audrey foi para o seu quarto dormir, mas ao invés de deitar–se na cama ela colocou uma coberta no meio da cama, cobriu–a com a colcha, conjurou uma peruca vermelha e colocou–a no travesseiro para parecer que ela estava deitada. Depois ela se enfiou embaixo da cama e esperou.
Não demorou muito e apareceu Tobias para ver se a menina estava dormindo. Como ele viu que Audrey não se mexia ele sorriu de satisfação e saiu do quarto. Ela esperou um pouco e saiu também.
Tobias foi para o quarto de Severo e viu que o menino estava dormindo. Ele tampou a boca dele, acordando–o.
– Shhh... não queremos que a brutamontes acorde, não é? – Disse Tobias tirando a colcha de cima de Severo. Nessa hora Severo começou a chorar.
– Tão lindo... tão meu... estava morrendo de saudades... – ele abaixou as calças e Severo arregalou os olhos de medo – vamos brincar meu filho...
– Que chato, vocês vão brincar e nem me chamaram... – disse Audrey. Tobias estava tão excitado e Severo com tanto medo que nem perceberam a presença da menina.
– Filho da puta! Vou contar aos meus pais e tirar o Severo daqui!
– Pena que você não pode fazer isso... olhe para o seu irmão!
Audrey olhou para Severo e percebeu que ele estava sufocando. Ele estava com os olhos arregalados e as mãos no pescoço, como se alguém estivesse enforcando–o.
– Mas... – disse Audrey
Tobias começou a rir histericamente.
– Ainda não entendeu. Sua madrasta fez um favorzinho para mim. Se você contar para alguém, ele morre sufocado...
– Peraí... eu... não posso... contar..
– Não... – disse Tobias sorrindo triunfante.
– O feitiço impede... de contar..
Nessa hora Severo parou de sufocar e começou a olhar para a sua irmã. Ela ficou burra?
– É... – respondeu Tobias impaciente.
– E eu não posso só contar...
– Você ficou burra ou o quê? A maldição impede que você abra essa sua boca grande! – gritou o homem nervoso.
– Eu não posso contar aos meus pais o que tá acontecendo nessa casa nem tirar o Severo daqui, mas eu posso impedir que essa monstruosidade aconteça!
Audrey tomou a sua forma animaga e bateu no rosto de Tobias com a sua cauda, arremessando–o contra a parede. Ele bateu a cabeça na parede e caiu no chão, zonzo. Ela voltou à sua forma humana e antes que Tobias desmaiasse de dor, ela bateu no rosto dele e disse:
– Seu animal, como você pode fazer isso com o seu filho? Fique sabendo que eu vou descobrir um jeito de acabar com essa maldição e quando o Severo estiver livre, você vai estar fodido na minha mão! Saia daqui antes que eu arrebente a tua cara!
Tobias saiu do quarto bufando de raiva.
"Aquela cadela vai me pagar! Essa estúpida não me disse que a maldição tinha essa brecha... tava tudo tão perfeito... eu tinha o meu brinquedinho, tinha que aparecer aquela bastarda para atrapalhar tudo? Vou ensinar uma lição àquela mulher por fazer as coisas pela metade!" – pensou Tobias com raiva.
Severo viu seu pai sair de quarto com raiva. Sentindo–se humilhado, ele enrolou–se em uma bola e começou a chorar. Agora estava preso àquele monstro e não podia nem fugir para a casa de Audrey...
– Saia daqui... me deixe sozinho... por favor – disse ele baixinho.
– Não vou sair daqui. Não vou deixar você sozinho nesse estado...
Audrey lançou um feitiço de expansão na cama de Severo para que ela virasse uma cama de casal, deitou–se ao lado dele e o abraçou, fazendo círculos em suas costas. Ela deixou–o chorar por algum tempo e perguntou:
– Há quanto tempo isso vem acontecendo?
– Desde o ano passado, quando a fábrica fechou, ele perdeu o emprego e começou a beber. Quando ele trabalhava e não bebia ele era um homem bom.
Severo abaixou a cabeça e continuou:
– No começo, ele me colocava no colo e ficava passando a mão em mim... depois de algum tempo, ele punha a mão dentro da minha calça e alisava o meu pênis, apertava até machucar... eu me lembro de uma vez que ele me obrigou a chupar o pênis dele e me fez engolir aquela coisa nojenta... um dia ele me bateu, tirou a minha roupa e colocou aquela coisa em mim! Doeu muito, eu sangrei, ele adorou, disse que era muito bom foder um virgem... depois ele me jogou na parede, eu saí do quarto mancando tamanha era a dor... a minha mãe sabe disso, eu ouço seus passos, mas ela não faz nada...
"É por isso que ele manca... Aquele desgraçado!" – pensou Audrey.
– Por que você não pediu ajuda?
– Ele disse que não era para eu contar para ninguém, que era uma coisa de nós dois... também... eu sinto nojo de mim mesmo...
Severo afundou a cabeça no peito de Audrey e começou a chorar em silêncio.
– Shhh... está tudo bem... estou aqui com você... – disse Audrey, abraçando Severo. – De agora em diante, eu vou dormir aqui com você... vamos ficar juntos, nem que a gente tenha que tomar banho juntos! E vamos descobrir um jeito de acabar com essa maldição...
– Você é um anjo que apareceu na minha vida... parece que você sabia o que estava acontecendo comigo e veio morar comigo só para me salvar – disse Severo dando um bocejo.
Audrey ficou vermelha e disse:
– Você está tão cansado que até está falando asneira... durma...
