Disclaimer: Harry Potter e todos as pessoas mágicas, lugares, coisas, animal neste Fanfic pertencem a JK Rowling. Apenas Audrey e seus Parentes são meus ... Eu só não consigo imaginar eu pertenço tudo isso.

Mas... pessoal... for favor dos meus peixinhos... comentem senão eu não sei se vocês estão gostando ou não...

Eu gostaria de agradecer a Audrey1947, à Menina Valente, à Mireldis, à Sandra Longbottom, à Vládia2015 e à raposaxereta. Um beijinho à todas!

Severo se viu novamente no restaurante comendo seu lanche quando pediu ao pai de Audrey para ir ao banheiro. Quando ele entrou ele percebeu que só havia um homem lá dentro. O homem perguntou:

– Ei menino, você tá sozinho?

Severo sentiu–se entorpecido e tentou responder, mas a sua voz não saiu.

– Você é mudo? Não tem importância, mesmo assim você tem serventia, venha!

Assustado Severo percebeu que o homem o arrastou para uma divisória do banheiro. De repente ele viu o pai de Audrey se aproximar. Severo tentou gritar, pedir ajuda, mas Richard disse:

– Não, eu não vou salvá–lo, eu quero participar... eu o salvei para ele me servir...– disse Richard desafivelando seu cinto.

Severo começou a gritar e se debater na cama. Enquanto ele se debatia, ele dizia:

– Pare! Não faz isso senhor Taylor! Por favor!

Como Victoria tinha o sono pesado, ela não acordou. Richard acordou assustado com a gritaria e tentou acordar Severo:

– Severo acorda, tá tudo bem, só foi um pesadelo...

Depois de sacudir Severo várias vezes, ele começou a acordar. Assustado ele percebeu que estava dormindo na mesma cama que o pai de Audrey e que ele estava o abraçando. Nessa hora ele pulou da cama, tentou chamar a irmã mas não conseguiu. Envergonhado, ele percebeu que havia molhado a cama. Ele correu, se encolheu à parede e começou a hiperventilar.

Richard foi ao menino e disse:

– Calma Severo, respira... isso, dentro e fora... venha...

Richard levou o menino ao banheiro, tirou suas calças e cuecas, ligou o chuverinho higiênico e começou a lavar o menino. Depois ele percebeu que Severo tinha uma marca roxa na perna, como se ele tivesse levado uma surra de cinto.

– O que foi isso?

Severo se encolheu. Essas marcas eram de uma surra que ele levou de seu pai que aproveitou um momento que Lily chamou Audrey para conversar um pouco. Ele abaixou a cabeça e respondeu:

– Nada... eu... caí...

– Fique aí.

Richard foi à mala que Victoria comprou para Severo e pegou uma cueca limpa. Depois ele olhou para a cama e ela estava... seca? Em cima da cama estava a calça do pijama... seca também? Ele olhou para a filha e pensou:

"Serviço da Audrey..."

Ele foi à sua mala, pegou a pomada Reparil. Ele pegou a cueca, a calça, voltou ao banheiro e disse:

– Olha... essa pomada é para edemas e lesões esportivas... ah, edema é inchaço, desculpe...

Richard passou a pomada no menino e resolveu não perguntar mais nada. Mas ele começou a desconfiar que ele tivesse levado uma surra e cinta de seu pai e quando Audrey acordasse ele iria tirar a história a linmpo.

Depois de ajudar o menino a se vestir, ele levou–o à cama. Severo olhou para ela apreensivo e surpreso ele viu que a cama estava seca. O homem foi à mala dele, pegou uma poção, pegou um copo, colocou um pouco de água, pingou a poção nele, entregou o copo a Severo e disse:

– Tome, isso é valeriana, um calmante natural, pode beber... Eu coloquei 28 gotas, o recomendado...

Severo pegou o copo e bebeu o calmante, mas não conseguia relaxar. Richard percebeu sua tensão e puxando o menino para um abraço disse:

– Severo fui eu quem pediu para ficar com você essa noite, eu estava preocupado com o que aquele animal tentou fazer com você... Apesar da Audrey ser forte ela é uma criança como você... Vamos, respire devagar, feche os olhos e deixe o calmante fazer efeito...

Richard deitou Severo de bruços e começou a fazer círculos em suas costas até o menino relaxar e voltar a dormir. Após alguns minutos, Audrey levantou a sua cabeça e perguntou:

– Ele já dormiu, pai?

– Dormiu? Isso tudo é serviço seu, né?

– É, mas se ele percebesse que eu estava acordada ele não ia te deixar ajudá–lo... – respondeu Audrey calmamente.

– Tudo bem filha... ele só teve um pesadelo... volte a dormir...

8:00 horas:

Victoria acordou e viu Severo dormindo pacificamente com a cabeça no peito de Richard. Ela acordou o marido que disse:

– Ai...hoje é dia de proooova...

Severo acordou gritando

– AI MERLIN, EU NEM ESTUDEI...

Todos riram do menino que ficou envergonhado. Victoria o abraçou e disse:

– Vamos Severo, hora de levantar, sua irmã, Victoria e eu já tomamos banho só falta você... e não liga para o Richard, ele é engraçadinho mesmo...

– O legal é que o pai fala dormindo e o Sev responde... – disse Audrey rindo

Severo levantou–se da cama e Richard e Victoria se seguraram para não rir. O menino estava despenteado, com o rosto amassado e no canto da boca escorria um fio de baba. Victoria achou aquilo muito fofo.

– Vá tomar banho filho. – disse a mulher – toma, eu já separei as suas roupas e uma toalha limpa. E lava essa cabeça!

– Sim Mamain...– disse Severo pegando as roupas.

Após Severo tomar banho os quatro foram tomar café da manhã na copa. Enquanto eles comiam, Victoria perguntou:

– Dormiu bem Severo?

Audrey e Richard balançaram as cabeças indignados. Audrey disse:

– Caramba mãe, mas você não acorda mesmo... O Severo teve um pesadelo, deve ter acordado metade do hotel com os gritos dele, o papai de valeriana para ele e você nem ouviu?

– Oh, me desculpa Severo, eu tenho o sono pesado... – disse Victoria envergonhada.

– Tudo bem senhora... – respondeu Severo.

Depois de eles tomarem o café da manhã, eles arrumaram suas coisas, Richard pagou o hotel e eles foram à Rua Charing Cross. Como o dono da lanchonete disse, os meninos encontraram o Caldeirão furado que, na opinião de Victoria era "o pior lugar que ela já frequentou". Os quatro foram à parte de trás e Audrey seguiu as orientações do dono da lanchonete: ela bateu nos três tijolos para cima e dois para o lado a partir da lata de lixo.

Nada.

– Mas que bost... – disse Audrey

– Linguagem! – gritou seu pai. – tente de novo.

Ela tentou novamente e...

Nada.

Os olhos de Severos ficaram cheios de lágrimas. Eles chegaram até ali para nada? Victoria percebeu a tristeza do menino e o abraçou. Audrey ficou com raiva. Ela não podia decepcionar o irmão! Juntando as duas mãos, decidida ela disse:

– Papai, dá dois passos para trás! Vou resolver as coisas do meu jeito...

Depois de sair de perto dela, Audrey deu um soco na parede. Os tijolos que deveriam se afastar por mágica caíram revelando a abertura para o Beco Diagonal. Richard ficou lívido de raiva, abriu a boca para brigar com a menina, mas parou quando viu o olhar de felicidade de Severo.

– Vamos antes que alguém veja e fique uma fera com a gente – disse Victoria.

– Onde vamos passar primeiro? – perguntou Richard

– Gringotes – respondeu Severo. – O senhor não tem galeões, tem que trocar o seu dinheiro de trouxa lá.

Depois de irem a Gringotes negociar com os "monstrinhos horripilantes", como Victoria chamou os duendes, eles se dirigiram à loja de varinhas Olivaras. Depois de um bom tempo e várias varinhas que não deram certo, Severo ficou com uma varinha de ébano, 35 cm de comprimento base bem detalhada e núcleo de fibra de coração de dragão. Audrey escolheu uma igual, mesmo sabendo que não iria usa–la.

Chegando à loja de Madame Malkin Richard irritou–se porque ela perguntou logo de cara se eles queriam uniformes de segunda mão quando ela ficou sabendo que Severo era filho de Eillen Prince. Ele disse que queria roupas novas e que os meninos poderiam pegar roupas a mais, uma vez que eles só iriam comprar de novo na próxima vez que eles se encontrarem.

Na loja Instrumentos de Escrita Escribbulus não ocorreu nada de mais. Eles compraram penas e tinteiro, mas Audrey falou que iria usar a sua caneta tinteiro já que para ela a pena não era nem um pouco prática.

Richard perguntou onde eles poderiam comprar uma coruja igual à Maya. Eles foram à loja Animais Mágicos e compraram uma coruja–do–nabal para Richard e uma coruja águia europeia* para os meninos. Severo queria uma coruja de celeiro, mas Victoria convence–o a mudar de ideia pois segundo ela o bichinho tinha "cara de macaco". A coruja de Richard ficou com o nome de Lyra e a de Severo recebeu o nome de Melaine. Eles compraram bastante guloseimas para coruja, uma vez que eles perceberam que Melaine era bem gulosa.

Richard ainda comprou dois baús grandes para os meninos a contragosto de Severo. O resto das compras ocorreu rapidamente. Audrey encolheu os baús e colocou–os em uma caixa preta. Ela colocou as duas mãos na caixa e conjurou um feitiço nela.

– Para que isso? Perguntou Victoria

– Isso é um feitiço para afastar curiosos. Se o Tobias ou a tia Eillen tentarem pegar, a temperatura da caixa vai aumentar e eles vão queimar a mão.

– Muito bem minha filha – concordou Richard – do jeito que aquele animal é, é bem capaz que ele jogue as suas coisas fora...

Os quatro passaram na loja Floreios e Borrões e compraram os livros. Quando Richard foi pagar pelos livros ele viu um menino esbarrar propositalmente em Severo. Esse menino era um pouco menor que Severo, tinha cabelos castanhos e usava um óculos de armação redonda.

– Ei, olha por onde anda! – gritou Severo.

– Olha você seu narigudo! – disse o menino – Pai! Ele me empurrou

O pai do menino se aproximou dele e disse:

– Se desajeitado! Machucou o meu filho!

– Mentira! – gritou Victoria, abraçando Severo – seu filho que veio correndo e esbarrou no meu filho. Se você não dá educação para os seus filhos, coloque uma coleira nele antes de sair de casa!

– Olha sua... – disse Charles Potter. Ele sentiu uma cutucadinha nas costas. Quando ele virou–se para trás, viu uma chuva de estrelas, pois Audrey acertou–lhe bem no nariz.

– Vamos querido, depois a gente compra os livros do James... isso que dá se juntar à gentalha...**

– Olha Severo – disse Victoria abraçando o filho e secando suas lágrimas – Não ligue para eles. É que como você é alto para a sua idade as pessoas esperam que você tenha atitudes de uma pessoa mais velha, não de um menino de 11 anos. Mas também que menino arrogante, falso, prepotente! Não gostei dele... Severo, eu te proíbo de se juntar com esse tipo de gente!

– Sim senhora... – disse Severo se aconchegando no ombro de Victoria. Ele achou a situação esquisita, a mulher falou com ele como se fosse... a mãe dele...

– E Audrey...– disse Richard

– Desculpa papai...

– Você deveria ter acertado a boca suja daquele homem também... – disse Richard rindo – Isso que dá querer ter filhos depois dos 40...

O resto das compras ocorreu normalmente. Os quatro fizeram o caminho de volta e encontraram um dono do Caldeirão furado muito bravo com um vândalo que destruiu a parede dele.

Eles entraram no carro, Victoria sentou–se no banco de trás com Severo e deitou a cabeça do menino no seu colo. Richard disse:

– Meninos, nós não vamos para a casa dos Snape primeiro. Nós vamos passar no Hospital para passar o Severo no dentista e no oftalmologista...

– O que eles fazem senhor? – perguntou Severo

– Dentista para fazer limpeza nos seus dentes, eles estão muito amarelos... e oftalmologista para os seus olhos, você aproxima demais o livro para ler...

– EU NÃO QUERO USAR ÓCULOS! – gritou Severo levantando a cabeça – Vou ficar com cara de idiota igual... – ele parou assustado lembrando–se que Richard usava óculos para ler – desculpe senhor!

– Você não precisa usar óculos, nem ninguém precisa ficar sabendo disso... Se você precisar, tem uns negocinhos bem pequenos que se colocam direto no olho chamados lente de contato***. E não peça desculpas, a armação dos óculos daquele menino é ridícula, lembra o óculos do John Lennon***! Depois de passar no Hospital, vamos à sua avó pegar a Jean e você vai dormir em casa Severo!

Severo ficou feliz com o comentário de Richard, mesmo não sabendo quem aquele tal de John Lennon era. Ele deitou a cabeça novamente no colo de Victoria e sentiu–se parte da família Taylor.

* As corujas águia europeia são encontradas no Oriente Médio, Norte da África, Ásia e Europa. Elas fazem seus ninhos em saliências rochosas ou terreno aberto em florestas coníferas e desertos. São ativas ao entardecer e início da noite e caçam ratazanas, ratos, jovens corças, raposas, gatos, besouros, cobras, peixes, caranguejos e outras corujas

** Desculpa gente, eu não resisti, kkk.

*** A ideia de aplicar lentes corretivas diretamente na superfície do olho foi proposta pela primeira vez em 1508 por Leonardo da Vinci, e ideias similares surgiram de René Descartes em 1636, mas foi somente em 1887 que o fisiologista alemão Adolf Eugen Fick construiu as primeiras lentes de contato.

**** Mil desculpas para quem for fã do John Lennon...