Disclaimer: Harry Potter e todos as pessoas mágicas, lugar, coisas, animal neste Fanfic pertencem a JK Rowling. Apenas Audrey e seus Parentes são meus ... Eu só não consigo imaginar eu pertenço tudo isso.

Um agradecimento especial à Renata pelo seus comentários e à Dani Asmar Potter que favoritou a minha Fic. Vocês moram no meu coração! Eu peço a quem estiver lendo com elas que comente também, isso me faria muito feliz...Beijinho!

31/08/1971

Severo acordou cansado. Ele teve vários pesadelos durante a noite com seu pai. Ele foi ao banheiro para tomar um banho e quando se olhou no espelho ficou chocado! Seu rosto estava com uma aparência cansada e ele tinha olheiras terríveis. Ele pegou a sua varinha, apontou para seu rosto e disse:

– Mutare face*!

A aparência cansada e as olheiras sumiram. Ele tomou banho, colocou as suas lentes de era contato, vestiu–se e foi encontrar a irmã.

No dormitório feminino, Audrey estava dormindo quando o relógio tocou:

– Aaaah, vai se foder, relógio!

Ela olhou para o relógio e viu que eram 6:00 da manhã. Ela disse:

– Puta que o pariu! Ninguém merece acordar a essa hora da madrugada, ah vai tomá no cu!

Stephanie Greengrass, sua colega de dormitório que já estava acordada disse:

– Credo Audrey, xingando logo de manhã cedo?

Outra colega dela, Claire Bulstrode, disse:

– Ela tem razão. Se você acorda de mal para a vida, já tá atraindo coisas ruins para você mesma...

Suas outras colegas Nancy Treveland, Beatriz Lestrange e Pietra Parkinson já haviam se levantado e não estavam mais no dormitório. Audrey achou melhor assim, menos gente para criticá–la.

A menina pegou suas coisas, tomou banho, arrumou–se e foi esperar Severo no Salão Comunal. Ela olhou para o irmão, o abraçou e disse:

– Bom dia, Sev! Vamos tomar o café...

Ela olhou para o rosto do irmão e disse:

– O que aconteceu? Não dormiu bem? Você tá usando glamour?

– Ssshhh! Você quer que todo mundo fique sabendo? Não dormi bem, mas não é nada de mais, esqueça...

Chegando ao Salão Comunal eles viram que Lily havia chegado com um grupo de meninas da casa dela. Ela deixou as meninas, foi cumprimentar os amigos e cada um foi para a sua mesa.

De repente apareceram várias corujas. Uma deles voou para Sirius e estendeu a perna para ele. Ele pegou a carta, deu um pedaço de pão para a ave e disse:

– Oh, oh, isso é um berrador...

O berrador se abriu e começou a gritar:

– SEU TRAIDOR! COMO OUSA PARAR NA GRIFINÓRIA! AQUI EM CASA ESTÁ TODO MUNDO MORRENDO DE VERGONHA DE VOCÊ! AH, MAS QUANDO VOCÊ CHEGAR EM CASA VAI TER O CASTIGO QUE MERECE! QUE VERGONHA MERLIN, QUE VERGONHA...

Com um PUF! o berrador desapareceu. Vários alunos começaram a rir de Sirius, inclusive Lily e Severo. Audrey estava tão impressionada que nem conseguiu reagir. Ela disse:

– Gente, eu tô passada! O que foi isso?

Recuperando o fôlego Severo disse:

– É um berrador, uma carta encantada que os pais usam para punir seus filhos...

– Espero nunca receber um desses, tô tão assustada que eu nem consigo rir...

Melaine, a coruja dos irmãos Snape apareceu carregando uma caixinha no pé e deixou para Severo. Ele deu um pedaço de bacon para a coruja e ela foi embora. O menino reparou que na caixinha tinha uma etiqueta a qual estava escrito:

"Do papai para o Severo"

– O Tobias te dando presente, que esquisito... – disse Audrey

– Vamos ver o que é... – respondeu Severo

– PLEC!

Severo parou de respirar, ficou mais pálido e uma lágrima saiu de seu olho esquerdo. Ele tirou sua mão da caixa e para o horror de seus colegas, na sua mão estava presa uma ratoeira. Depois de recuperar o fôlego, Severo disse com os dentes cerrados:

– Eu estou bem, tira essa porcaria da minha mão! – ele disse baixinho – com cuidado para não quebrar...

Da mesa da Grifinória James, Sirius e Peter riam. James disse:

– Tá vendo Sirius, o dia começou mal mas melhorou...

– Que idiota! Ir enfiando a mão numa caixa desconhecida! Eu até me esqueci do berrador...

Lily fuzilou os meninos com o olhar, foi correndo para a mesa da Sonserina e disse:

– Você está bem Severo? Eu tenho certeza que foi o James!

– Sim, eu já estive em situações piores. Vou precisar de um favorzinho seu... tudo o que você tem que fazer é distrair aquela besta na hora do exame...

– Como eu faço isso? – perguntou Lily.

– Isso é fácil! É só puxar assunto com ele na hora do exame, ele só falta beijar o chão que você pisa... – disse Audrey.

James viu Lily ir para a mesa de Severo e não gostou disso. Quando a menina voltou para a sua mesa ele disse:

– Por que você foi lá, ele disse que estava bem?

Lily pegou o suco de abóbora e jogou no rosto de James. Depois atirou o copo na sua cabeça. Sirius tentando defender seu amigo disse:

– Qualé, Lily. Defendendo o Seboso? Você foi até a mesa dele, não queria que o James ficasse nervoso?

– Em primeiro lugar é Evans para você! Em segundo lugar, o que eu faço não é problema dele! – gritou Lily vermelha de raiva. – Que raiva ter saído nessa porcaria de casa! Por mim eu ficava na Lufa–lufa, na Sonserina, numa casinha de cachorro, mas não aqui com vocês! Essa ratoeira deveria ter ido para VOCÊ! – e apontou para Sirius– não para o Severo!

Severo e Audrey continuaram comendo. A mão de Severo doía, mas aquele mimado ia ter o que ele merecia.

Depois do café da manhã, os primeiros anos foram para a enfermaria fazer os exames. Enquanto esperavam para fazer o seu exame, Lily chegou perto de James e perguntou:

– James, desculpa eu ter jogado o suco em você antes, mas eu tô nervosa... Como eles fazem o exame?

James desarrumou seu cabelo e disse:

– A gente coloca uma camisola, deita na mesa de exame e a Madame Pomfrey faz um feitiço diagnóstico, docinho... – ele viu Severo se aproximando. – O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO AQUI, SEBOSO!

– Qual é o problema? Eu não posso ouvir o que vocês estão conversando?

– NÃO!

– Ninguém te chamou aqui, seboso! – disse Sirius.

– Nossa, não precisa ser grosso! Talvez ele também queira saber como é o exame... – disse Lily.

– Ele que se vire! Eu quero conversar com você... – disse James.

– Eu não sei quanto a você, mas eu vou me afastar deles, Lily, vai que a falta de educação deles seja contagiosa...

– Eu vou com você Severo. – Lily disse olhando para James. – Não dá para dar uma chance para esse chato, ele sempre estraga tudo...

Os dois se afastaram e os exames começaram. Poppy chamava os alunos em ordem alfabética. Quando Lily e Audrey tiveram seus exames acabados elas ficaram na porta esperando por Severo. Depois de um tempo, chegou a vez de Severo. Enquanto Poppy fazia o exame nele, os Marotos conversavam animadamente:

– Tá vendo James, era só ter paciência... – disse Sirius!

– Daqui a pouco ela vai estar implorando para sair comigo – disse James colocando a mão no bolso do manto.

– PLEC!

– AAAAAAIIII! – Maldição!

Da mesa de exame Poppy gritou:

– Linguagem, Sr Potter!

James tirou a mão do bolso e viu que havia uma ratoeira nela, a mesma que ele usou em Severo. Ele correu para Poppy e gritou:

– Me ajuda! Eu quebrei a minha mão!

– Não seja melodramático, menino espere que eu já vejo...

– NÃO! Você tem que ver agora! Eu posso perder a minha mãozinha... – disse James chorando.

Poppy bufou e disse:

– Espere um pouco.

Os exames mostraram que Severo não havia quebrado nenhum dedo na ratoeira, mas ela viu que havia mais coisa no pergaminho. Para se ver livre de James e de sua choradeira, Poppy guardou o pergaminho de Severo e disse:

– Tudo bem, deixe–me ver a sua mão. Sr. Snape, vista–se.

– Mas a senhora nem viu o que estava escrito no pergaminho...

– Não precisa, você está bem...

Com os dentes cerrados ele disse:

– A senhora é adivinha, por acaso?

– Não! Mas eu reconheço um aluno doente de longe e a situação dele é pior que a sua! Vista–se e saia!

Severo vestiu–se e encontrou Lily e Audrey. Lily disse:

– Nossa, eu vi o que aconteceu, o seu atendimento pareceu atendimento de hospital público! –

– Verdade... – respondeu Audrey.

– Como assim? – perguntou Severo.

– Você espera uma eternidade para ser atendido e quando chega a sua vez o médico nem olha para a sua cara e logo te despacha... – respondeu Lily. – A sua mão tá bem? Que mulher incompetente, ela não te deu nada para a mão...

– A minha mão só está meio inchada, mas esqueça, amanhã ela vai estar melhor... Ao menos eu não chorei como o Bizunguinho...

Os três começaram a rir. Lily disse:

– Mas que burro aquele James. Ele ficou tão concentrado em desarrumar o cabelo e se aparecer para mim que nem sentiu você colocar a ratoeira no bolso dele!

Os três riram. De longe Sirius viu a cena e disse para Lupin:

– Tá vendo Lupin, foram eles!

– Ele só deu o troco. E pelo visto a Lily ajudou...

– Eles devem ter obrigado ela...

– Parece que não... Ela tá rindo também...

– Esses dois não perdem por esperar. Na Lily eu não faço nada por causa do James, mas a batata daqueles irmãos tá assando!

* Termo em Latim que significa mudar o rosto.