Disclaimer: Harry Potter e todos as pessoas mágicas, lugar, coisas, animal neste Fanfic pertencem a JK Rowling. Apenas Audrey e seus Parentes são meus ... Eu só não consigo imaginar eu pertenço tudo isso.
08/09/1971
Lily acordou e foi para o Grande Salão ter o seu café da manhã com suas colegas. Elas sentaram–se à mesa e começaram a comer. Melina disse:
– Vejam, é o correio!
Poppy estendeu a perna para Lily, ela pegou a carta, deu um pedaço de bacon e disse:
– Obrigada Poppy!
– Você deu o nome Poppy para a coruja? – disse Isabella rindo.
– Eu não sabia que a nossa medibruxa tinha o mesmo nome... deixe–me ler a carta:
Lílian:
Estamos orgulhosos de você! Desculpe–nos não ter escrito antes, estávamos ocupados demais...
Como vai a escola? Em que casa você ficou? É a mesma casa daqueles seus amigos?
Aqui em casa estamos todos com saudades, inclusive a sua irmã Petúnia. Ela não te escreveu ainda porque ela está muito ocupada com a escola, coitada, mas ela mandou um beijo para você...
Estude bastante para ter boas notas e escreva–nos quando puder...
Papai, mamãe e Tuney te amam!
Até mais!
Quando Lily acabou de ler a carta uma lágrima rolou de seu rosto. Era óbvio que seus pais estavam mentindo. Petúnia ficou com inveja dela porque ela não conseguir ingressar em Hogwarts e simplesmente ignorou a irmã.
Audrey e Severo olhoaram para a mesa da Grinfinória e percebeu que havia alguma coisa errada com a amiga. Eles foram para perto dela e Audrey perguntou:
– Tem alguma coisa errada?
– Nada... – respondeu Lily.
– Você é uma péssima mentirosa... – disse Severo. – Fala para a gente o que foi?
– É a Tuney. Desde que eu vim pra cá ela não me escreveu... – disse Lily chorando.
– Aquela estúpida... – ai Audrey!
Audrey deu um tapa na cabeça de Severo. Ela disse:
– Estúpido é você! Ela é a irmã da Lily, você gostaria de ouvir a Lily me ofendendo ou ofendendo a Jean?
– Desculpe... – disse Severo. – Mas... olha, eu e a Audrey estamos aqui a mais de uma semana e a Jean também não escreveu para a gente...
Lily parou de chorar e abriu um sorrisinho. Ela disse:
– É, você tem razão...
– Até que enfim deu uma a dentro... – disse Audrey.
– Para de implicar com ele! – disse Lily. – Obrigada Severo!
– Você já experimentou escrever pra ela? – perguntou Audrey.
– É meeeesmo! Eu reclamando que ela não me escreveu e eu não escrevi para ela! – disse Lily. – Obrigada gente, vocês são os melhores!
Minerva estava sentada à mesa dos professores quando chegou Lyra e estendeu e perna para ela. A vide–diretora pegou a carta, ofereceu um pedaço de bacon para a coruja que foi embora, abriu a carta e começou a ler:
Prezados Diretor Dumbledore e Vice Diretora McGonagall:
Não sei se Audrey e Severo comunicaram aos senhores, mas pai deles por uma razão desconhecida os havia proibido de estudar. Eu e a minha esposa tivemos que intervir e agora nós estamos pagando pelos estudos de Severo.
Por isso se não for pedir demais, os senhores poderiam escrever–nos frequentemente para nos manter informados sobre a situação dos dois, tenho medo de que se os senhores escreverem para o Senhor Snape, os senhores não terão resposta. A nossa casa tem rede de flu, para vir aqui é só dizer Casa dos Taylor. A minha esposa não trabalha e eu faço a jornada de trabalho 12X36*, das 5:00 horas às 17:00 horas.
Não nos leve a mal, como o Severo é irmão da nossa filha, nós nos preocupamos com ele também...
Aguardamos resposta.
Richard e Victoria Taylor
Mas isso é um absurdo! – gritou Minerva. – Quem esses trouxas pensam que são?
– Deixe–me ver a carta... – disse Dumbledore. – Hhhmmmm... talvez possamos conversar com eles, parece que a intenção deles é boa...
– Como assim? Eles não são os pais biológicos do Severo!
– Mas estão demonstrando preocupação com ele... Vamos Minerva, não custa nada conversar com eles. E se for verdade? E se os pais dele forem realmente negligentes? Ele nunca terá por exemplo a oportunidade de ir a Hogsmeade...
– Ninguém morreu por não ir a Hogsmeade...
– E como ficaria a cabeça deles sendo os únicos a não poderem ir para lá? Se você não for, eu vou!
– Tudo bem, nós vamos...
– Minerva, não deixe que a sua implicância com a menina prejudique o Sr. Snape também...
Audrey e Severo terminaram o café da manhã na mesa da Grifinória sob os olhares raivosos dos Marotos. Lily disse a Audrey:
– Que legal, vamos ter aula com a sua professora favorita de novo!
– Qué apanhá** Lily? – disse Audrey.
– O quê?
– Qué apanhá?
Lily olhou para a sua amiga e riu. Eles dirigiram–se à Sala de Transfiguração e sentaram–se nas últimas mesas.
Quando James entrou na sala, ele procurou por Lily e a encontrou nas últimas mesas. Ele desarrumou o cabelo, foi até ela e disse:
– Por que você tá aqui no fundo Lily? Vem sentar na frente comigo...
– Em primeiro lugar é Evans para você. Em segundo, para de fazer isso com o cabelo, parece que você tem TOC...
– O quê?
– TOC... Transtorno Obsessivo Compulsivo... quando uma pessoa tem uma certa mania ou compulsão e não consegue parar... no seu caso esse hábito ridículo!
– Foram eles que te falaram isso não foram?
Lily bufou e respondeu:
– Não seu otário, ao contrário de você eu tenho opinião própria, cai fora!
– Vai sua anta, se fodeu! – disse Audrey.
James saiu de perto delas bufando de raiva e sentou–se na frente. Severo só dava risada.
– Caramba meninas, eu quero morrer sendo amigo de vocês... – disse Severo rindo.
– Bom mesmo! – disseram as duas.
Minerva chegou à sala e começou a sua aula. Ela estranhou o fato de os irmãos Snape e Lily terem se sentado no fundo da sala.
Após meia hora, ela foi ao fundo e pegou Audrey escrevendo. Ela disse em voz alta:
– Vamos ver o que a Sra. Snape tanto escreve nesse caderno trouxa...
Todos começaram a rir de Audrey, que cerrou os dentes de raiva. Ela pegou o caderno da menina e começou a ler em voz alta. Com espanto a professora percebeu que eram anotações juntamente com desenhos perfeitos de tudo aquilo que ela havia explicado. Lily aproveitou a deixa e disse:
– Agora pega o caderno do Potter e vê o que ele anotou...
James ficou branco e começou a suar frio. Minerva disse:
– Vou fazer isso mesmo!
Ela foi até a mesa de James, pegou o seu caderno e tudo o que ela encontrou foi apenas o que ela havia escrito na lousa. Sem graça, ela disse:
– Ele não precisa anotar, só de ouvir já está bom para ele...
Lily, Severo e Audrey tiveram que lutar para não rir. Ouvir o que? Até aquela hora James estava só conversando com Sirius!
– Tem gente que não quer enxergar a verdade... – disse Lily.
– Filha da puta! disse Audrey.
– O que a Sra. Disse Sra. Snape? – perguntou Minerva.
– Ahn... que ela pode pegar meu caderno emprestado, professora... Por que, eu não posso emprestar?
Minerva apenas revirou os olhos e continuou a aula. Severo disse:
– Que sorte, hein?
Audrey escreveu no caderno:
# Deixa eu quieta que essa desgraçada tá esperando o primeiro peido que eu soltar para me dar detenção...
Severo leu a nota, a apagou com magia e deu o caderno à irmã. Quando o sinal tocou eles saíram da sala apressadamente. Lily disse:
– Francamente, eu gosto de Transfiguração mas eu não gosto do jeito que a Professora te trata, Audrey!
– Ah, não liga não, é só eu não bancar a besta, fazer o que o Severo me disse e evitar conversar na aula dela...
– Bom, agora a gente se separa, vê se você se cuida, viu!
Na aula seguinte, de Defesa contra as Artes das Trevas, Audrey percebeu que Severo nem piscava, ouvindo o Professor Emery Reese falando.
Quando chegou o intervalo, Lily correu para o seu dormitório, pegou um pergaminho e uma pena e começou a escrever para a sua irmã:
Querida Tuney:
Eu sei que eu não fui uma boa irmã, me desculpe não ter escrito antes, é que está tudo tão corrido aqui que eu nem tive tempo...
Eu fui selecionada para a Grifinória e os irmãos Snape para a Sonserina. Eu fiquei triste no começo, mas eu divido o dormitório com quatro meninas muito legais: Maria Haase,Alice Wilson, Melina Thomaz e Isabella Goetze. Sempre que eu posso eu passo um tempinho com meus amigos e estou adorando as minhas novas amizades...
Como vai a sua escola? Conheceu alguém?
Assim que puder, me escreva...
Com amor,
Lily.
A menina foi ao corujal, chamou Poppy, amarrou o pergaminho na sua perna e depois de dar um petisco à coruja, ela mandou–a levar a carta à irmã.
Enquanto isso os irmãos Snape saíram do castelo e foram descansar embaixo de uma grande árvore. Audrey não aguentou a ansiedade e perguntou a ele:
– Severo, o que tanto te chama a atenção naquelas aulas chatas de Defesa contra as Artes das Trevas?
Severo pensou um pouco e respondeu:
– Sei lá... eu me imagino executando as maldições que o Professor fala e me sinto... poderoso...
– Isso tudo é por causa de um idiota que não te deixa em paz? Você já imaginou que se começar a fazer esse tipo de coisa você pode chamar a atenção de pessoas erradas e ir para um caminho que não tem volta?
– Quem se importaria com isso?
– Severo... – disse Audrey pegando nas suas mãos. – O importante não é ser aclamado por todos... isso os artistas trouxas fazem muito bem... mas quando os holofotes se apagam eles estão novamente sozinhos... o importante é ser verdadeiramente amado, não importa se for por meia dúzia de pessoas, mas que esse sentimento seja verdadeiro. Você acredita que se aquele retardado não mudar ele vai ter uma amizade verdadeira?
– Mas e aqueles três puxa–saco?
– Para mim o único amigo de verdade dele é o Lupin... O Sirius só acha graça do que ele faz e o Peter é muito falso para o meu gosto... Vê se não faz bobagem por causa de coisinhas bobas...
– Sim... vou pensar...
* Seguindo uns dos princípios da semana britânica essa jornada consiste em num dia o trabalhador fazer 12 horas ininterruptas e 36 horas de descanso. Mas se o dia de serviço cair num domingo ou feriado ele tem que trabalhar, uma vez que o descanso já está embutido nessas 36 horas. Essa jornada de trabalho é usada em estabelecimentos hospitalares e de vigilância.
Uma jornada de trabalho brasileira que seria 8 horas de trabalho de segunda–feira a sexta–feira 4 horas na manhã do sábado é uma alusão à Semana Inglesa, uma jogada dos sindicatos para que os trabalhadores não tenham que trabalhar nos sábados à tarde.
** Uma alusão a um poema de Oswald de Andrade, O Capoeira. Eu digo isso às pessoas quando elas me tiram do sério...
O Capoeira
- Qué apanhá sordado?
- O quê?
- Qué apanhá?
Pernas e cabeças na calçada.
O bullying cometido por professores se parece com o bullying entre pares. O aluno pode ser escolhido com base ou por ser vulnerável ou por que são bem mais capazes que os outros (como no caso da Audrey). Quando esse aluno sofre os maus tratos ele passa a ser marginalizado pelos seus colegas, consequentemente se tornando um bode expiatório deles. Esses alunos podem ficar confusos, com raiva, sentir medo, dúvidas e profunda preocupação a respeito de suas competências acadêmicas e sociais. Não saber por que foi escolhido como alvo, ou o que precisa fazer para parar com o bullying, pode estar entre os aspectos mais estressantes de ser excluído e tratado de forma injusta. Com o passar do tempo, especialmente se ninguém intervier, o alvo pode passar a se culpar pelo abuso e assim ter um sentimento pervasivo de desesperança e desvalorização.
