01/10/1971
Após tomarem o café da manhã, os irmãos Snape dirigiram–se para as estufas de Herbologia. Eles teriam essa aula junto com a Grfinória. Chegando lá, a Professora Sprout disse:
– Bom dia! Na aula de hoje vocês vão conhecer uma planta mágica simples, mas muito útil, a Vigária. Essa planta que tem origem a América Latina tem a base redonda com folhas embranquecidas rodeando-a. No centro, há um casulo amarelado.
– Presta atenção, porque para ser bom em poções, você tem que conhecer muito bem os ingredientes... – disse Severo.
Lily estava noutro lado com suas amigas. Elas olhavam para as plantinhas com ternura, mas na verdade, embora não gostassem de Minerva, a aula preferida delas era Transfiguração.
– Olha gente, essas plantas são uma gracinha, mas eu prefiro Transfiguração. – disse Lily.
– Então fala isso para a sua amiga Sonserina... – disse Maria rindo.
– Coitada! Eu não vou brincar com um negócio desses...
– Eu sei, sua boba! Eu também não gosto do jeito que a Professora McGonagall trata a Audrey, eu tava brincando...
– Algumas plantas mágicas raras têm efeitos tão poderosos que nem precisam de poções para realizarem o efeito. Basta serem ingeridas ou esfregadas em determinado local. Um desses exemplo é o Guelricho, que dá a capacidade de respirar embaixo d'água a quem o come.
– Olha que legal, Sev! – disse Lily.
– Hmpf... não gostei disso...
Na hora do almoço, os três amigos repararam que no Grande Salão havia um alvoroço de alunos. Havia vários cartazes com ilustrações de Quadribol. Em umas mesas abaixo dos cartazes haviam vários pedaços de pergaminho. Lily, suas amigas, Severo e Audrey foram para uma das mesas e Severo leu um cartaz em voz alta:
Abertas inscrições para os times de Quadribol, para a I Copa Mundial de Quadribol do ... Não perca tempo, faça sua matrícula e inscreva-se já!
– Lixo... – disse Severo.
– Merda... – disse Audrey. Ela se virou para o irmão. – Mas... Sev, não tem problema você jogar Quadribol... – disse Audrey abraçando o irmão. – Mesmo usando lentes de contato você pode jogar...
– O problema não é esse, o problema é que eu não quero jogar mesmo... eu gosto mesmo é de Poções e Defesa Contra a Arte das Trevas...
– Defesa Contra a Arte das Trevas.. – disse Audrey. – Eu tô de olho em você!
– Eu quero me inscrever... – disse Lily, virando–se para suas amigas. – Vocês vão se inscrever?
Nenhuma de suas amigas quis se inscrever. Enquanto Lily preenchia sua inscrição, James e seus amigos se aproximaram. James disse:
– Ora, ora, os Irmãos Sebosos não vão se inscrever para jogar? – perguntou, enquanto seus amigos riam atrás dele.
– Em primeiro lugar, a agente não vai se inscrever porque temos coisa melhor para pensar, em segundo lugar, seboso é a puta que te pariu! – disse Audrey com os dentes cerrados.
– Liga para ele não... – disse Alice Wilson. – esse chato tá te provocando para você levar outra detenção...
– E você cuida da tua vida! – gritou Sirius. Com essa aí fazendo a Sonserina perder pontos a agente ganha a taça facinho...
– Desse jeito não tem graça, para mim é trapaça... – disse Lily. – Vocês tiram ela do sério para fazer a Professora McGonagall tomar pontos da Sonserina...
– É divertido ver os Sonserinos se ferrarrem... – disse Peter.
– Ah, cala a boca... tife de rato! – gritou Audrey.
– Nós já nos inscrevemos... – disse James.
– Bom para vocês! – disse Alice.
Lily ficou furiosa. Ela pegou a sua inscrição e com um feitiço queimou–a. Ela disse:
– Caramba, você é tão chato que eu nem vou me inscrever mais...
– Você vai ficar sem jogar só por causa desse bosta? – perguntou Audrey. – Sai dessa vida, Lily.
– Eu tava com dúvidas se eu queria jogar, agora que eu vi que ele vai jogar... desisto, prefiro estudar Poções com vocês... ah, Audrey, eu e as meninas vamos à Biblioteca estudar depois das aulas da tarde, vem você e o Sev com a gente...
O grupo de amigos foi almoçar. Peter chegou perto de James e disse:
– Você tá vendo? É essa sangue–ruim que tá afastando a Lily de você, você tem que fazer alguma coisa...
– Em primeiro lugar... – disse Remus. – não a chame assim. Em segundo lugar, ninguém tá afastando a Lily do James...
– Ele tem razão... – disse James.
– Qual é James, você vai acreditar nessa conversa? – perguntou Remus. – Tá na cara que é mentira... Qual é a sua Peter?
– A minha é que eu sou o único que fala a verdade para o meu amigo...
– Ele pode ter razão... – disse Sirius. – Aquela sebosa não sai de perto da Lily e a Lily não dá a mínima para o James...
– Merlin! É porque o James fica fazendo esse tipo arrogante e maltratando os amigos dela... – disse Remus. – Vamos James, você não é assim...
– Não liga pra ele... – disse Peter. – Se eu fosse você, eu mandava uma bomba de bosta para essa idiota...
– Não faça isso! – disse Remus.
– Boa ideia... – disse James
À tarde a Sonserina teve aula com a Grifinória de Defesa Contra a Arte das Trevas. Audrey, Severo, Lily e suas amigas se sentaram no fundo da sala e os Marotos ficaram na frente. No meio da aula, enquanto os alunos estavam fazendo um relatório, James aproveitou, foi para a mesa de Audrey e discretamente colocou um envelope nela. Logo depois, ele correu para o seu lugar.
Audrey abriu o envelope, a bomba explodiu e suas mãos ficaram cheias do conteúdo. Todos riram dela.
– Que nooojo! Quem foi o filho da puta que fez isso? – gritou Audrey, indo para a frente da sala.
– Linguagem Sra. Snape! – disse o Professor Emery Reese.
– Eu tava aqui o tempo todo... – disse James.
– Eu sei Sr. Potter. – disse o Professor Reese.
Audrey olhou para James com um olhar inocente, se aproximou dele e disse:
– Eu também sei... – ela colocou as duas mãos sujas de bosta no rosto dele. – Eu confio em você... opa! Te sujei, desculpa...
A classe toda, inclusive o Severo chorou de rir. O Professor Reese segurou a ponte do nariz e disse:
– Calem–se todos antes que eu tome pontos das duas casas. – Ele executou um feitiço de limpeza em Audrey e James. – E a senhora, Sra. Snape, SENTE–SE!
Audrey foi para o fundo, sentou–se e começou a rir com seus amigos. Lily disse:
– Mas você não presta mesmo... quero morrer sendo sua amiga...
Enquanto isso Tobias estava na sua casa inquieto. Fazia dias que ele não se encontrava com seu filho e ele não se aguentava de desejo. Fazer sexo com a Eillen era bom, mas não era a mesma coisa. A inocência de Severo deixava–o mais excitado. Eillen estava na cozinha. Ele chamou–a com um grito:
– Mulher, faça uma chamada de flu para Hogwarts!
– Para quê?
– NÃO TE INTERESSA! RÁPIDO! – e deu um tapa no rosto da mulher.
Eillen segurou as lágrimas, jogou o pó de flu na lareira e disse:
– Hogwarts, escritório do Diretor!
Logo apareceu a cabeça de Alvo. Ele perguntou:
– Quem é?
Tobias empurrou a esposa, que caiu no chão e disse:
– Sou Tobias Snape, pai de Severo. Eu gostaria de falar com ele, estou preocupado.
Alvo, que parecia adivinhar onde todos estavam disse:
– Ele está na Biblioteca estudando com a irmã... você não quer falar com ela também?
– Não...
– Tem como você vir aqui?
– Sim...
Alvo escreveu uma nota pedindo à Minerva para buscar Severo. Ele entregou a nota à Fawkes, mandou a ave procurar a vice–diretora e disse:
– Muito bem... venha e espere seu filho comigo...
Tobias esperava ansiosamente o filho enquanto a fênix procurava Minerva. A ave achou a vice–diretora e entregou–lhe a nota. A mulher foi à Biblioteca, encontrou os irmãos Snape e disse:
– Sr. Snape, seu pai está no escritório do Diretor e quer falar com você... – e apontou para Audrey. – você fica!
Severo ficou mais pálido. Ele disse:
– Professora, eu queria que a minha irmã fosse comigo...
– VAMOS! – disse Minerva agarrando o braço do menino. – EU NÃO TENHO TEMPO A PERDER COM VOCÊ!
– Vai Severo... – disse Audrey.
Os dois saíram. Minerva agarrou o braço de Severo com tanta força que ele sabia que ele iria ficar marcado.
Depois de dois minutos Audrey se levantou e saiu. Maria disse:
– Mas a Professora McGonagall disse...
– Desculpe Maria, mas eu tô nem aí com ela! Vou ver meu irmão.
Minerva e Severo chegaram ao escritório de Alvo. Eles entraram e foram recebidos por Tobias que logo abraçou o filho. Ele perguntou:
– Podemos ficar a sós?
– Sim... – disse Minerva.
Alvo e sua colega saíram, deixando pai e filho sozinhos. Tobias pegou o filho, sentou–se numa cadeira, começou a passar a mão em suas coxas e disse:
– Você tava com saudades de mim?
– Não... – Severo sentiu a ereção do pai. – pare...
Audrey, que estava logo atrás de Severo e Minerva, logo chegou de mansinho. Ela viu Alvo e Minerva do lado de fora da sala e antes que eles pudessem impedir, já foi entrando. Minerva tentou para a menina, mas não conseguiu.
A menina entrou e viu Severo sentado no colo do pai, enquanto este tentava tirar as calças do menino. Ela disse:
– Papai! Eu tava morrendo de saudades de você! – disse Audrey correndo para Tobias, abraçando–o.
Tobias ficou lívido de raiva. Quem mandou chamar essa menina? Logo agora que a brincadeira estava ficando boa...
– Sua demônio de menina... – disse Tobias com os dentes cerrados. – Eu mandei chamar só o Severo.
– Eu amo você, papai! – disse Audrey beijando o pai no rosto.
Nessa hora Minerva entrou e viu a demonstração de afeto da menina. Ela disse:
– Que gracinha, ao menos com você ela é carinhosa... Bom, vou deixar os três a sós.
– NÃO! Não precisa... eu só vim para ver como eles estavam e dizer que se precisarem de alguma coisas... peçam para os Taylor! Ah... e nem pensem em aparecer no Natal! Estaremos muito ocupados...
– Mas papi, a gente ainda tá em outubro... quero passar o Natal com você e a Tia Eillen, faz tempo que a gente não vê ela... – disse Audrey.
"Mas que menina falsa... quem vê pensa que é verdade..." – pensou Severo.
– Professora, eu já vi os meus filhos, me leve embora AGORA! – gritou Tobias.
– Tudo bem, tudo bem... – disse Minerva. – Mas da última vez você ficou tanto tempo com o Sr. Snape...
– EU SEI, MAS EU JÁ FIZ O QUE TINHA QUE FAZER! VAMOS!
Minerva levou o homem para a casa dele. Depois de voltar da Rede de Flu, ela viu os irmãos olhando um para o outro e disse:
– Vocês não têm nada de útil a fazer? Vão, vão! Ah... e quanto a você Sra. Snape, não tem permissão para praticar Quadribol!
– Ahn... mas eu nem me inscrevi Professora... – disse Audrey.
– Tanto faz? E o senhor, Sr. Snape...
– Eu também não fiz a inscrição... quadribol é muito chato...
– Perda de tempo... – disse Audrey.
– A gente prefere estudar, né Audrey? – disse Severo.
– SAIAM! – gritou Minerva batendo a porta do escritório atrás deles.
Os irmãos saíram da sala. Severo apoiou a cabeça no ombro de Audrey e disse:
– Audrey, eu nem sei como te agradecer!
– Lavando a cabeça...
– Sangue–ruim! – disse Severo rindo.
– Eu vou contar para a mãe! – respondeu a irmã rindo. – Vamos voltar para a Biblioteca? Você tá legal?
– Vamos! Eu estou bem... graças a você...
No escritório, Dumbledore sentou–se na sua poltrona, deu um petisco a Fawkes, olhou para Minerva e disse:
– Você não achou estranho o comportamento do pai deles quando viu a menina? Quando ele ficou com o menino ele demorou uns 20 minutos, quando a menina chegou ele logo foi embora...
– Estranho nada... essa menina é uma peste bulbônica!
– Suas emoções estão te levando a tomar medidas egoístas... parece que a menina é aquele–que–não–deve–ser–nomeado em pessoa...
– Ora, eu não estou sendo egoísta! Mas você defende tanto a menina de longe e quando eu tomo essas atitudes com ela, você não faz nada!
Minerva saiu da sala e deixou Alvo em silêncio. Ele apenas abaixou a cabeça enquanto Fawkes deu um trinado triste. Alvo perguntou:
– O que foi menina?
A ave balançou a cabeça e as asas, ao seu redor saiu uma fumaça verde. Alvo perguntou:
– O pai de Severo tentou abusar dele no meu escritório? Isso é um absurdo! Vou conversar com a Minerva agora mesmo!
Fawkes abaixou a cabeça. Alvo disse:
– Então Minerva está sendo injusta com a menina! Fawkes, vá chamar a Minerva!
Fawkes saiu da sala e logo depois apareceu com Minerva mais furiosa do que nunca. Ela disse:
– E agora?
– Fawkes acha que Tobias está abusando de Severo.
Minerva revirou os olhos. Ela disse:
– Olha, eu tenho mais o que fazer a não ser ficar ouvindo passarinho cantar...
– SUFICIENTE! ESCUTA MULHER, ESSA SUA RAIVA PELA MENINA ATÉ QUE VAI, MAS PENSE! E se ela estiver certa? O menino vive triste pelos cantos... Eu vou investigar a respeito disso e eu quero a sua ajuda, entendeu?
– Sim... desculpe... o que vamos fazer?
– Amanhã vamos procurar o Ministério da Magia e denunciar o pai do Severo por mal tratos e abuso...
– Se isso te deixa feliz... mas eu acho que não vai acontecer nada... agora eu vou para a minha sala porque lá tem assuntos de verdade para eu tratar...
Minerva saiu deixando Alvo pensativo. Ele olhou para Fawkes e perguntou:
– Feliz agora?
Fawkes deu–lhe um olhar mortal. Ele disse:
– Tudo bem, tudo bem, vou levar o que você disse a sério...
Fawkes virou a cabeça e fingiu dormir.
A.N: Gente, no próximo capítulo o Alvo vai procurar o Ministério da Magia para denunciar Tobias...
Obrigada!
