Disclaimer: Harry Potter e todos as pessoas mágicas, lugares, coisas, animal neste Fanfic pertencem a JK Rowling. Apenas Audrey e seus Parentes são meus ... Eu só não consigo imaginar eu pertenço tudo isso.

Ok, agora colaboradores. Eu amo vocês; vocês são as melhores pessoas do mundo inteiro. Obrigada por seu apoio até agora e eu espero que você vai manter a apoiar-me no futuro.

Mas... pessoal... for favor dos meus peixinhos... comentem senão eu não sei se vocês estão gostando ou não...

25 de dezembro de 1971 – Natal na Casa dos Taylor II

Eram 6:00 horas quando Richard acordou Victoria para arrumar–se e tomar o café da manhã sem que seu filho visse, porque se o Severo tivesse que fazer exame de sangue ele deveria estar em jejum. Logo depois ele acordou Severo:

– Vamos filho, acorde...

Severo gemeu na cama:

– Não... papai eu não quero... por favor...

– Severo acorde, é dia de ir ao hospital...

Severo acordou assustado, colocou os óculos e viu aliviado que era o Richard. Seu pai disse:

– Vai se trocar no meu quarto... coloque um cachecol, tá nevando á fora... você tem que ir sem tomar café da manhã, caso tenha que fazer algum exame.

– Sim senhor...

Os três foram ao hospital no carro de Victória. Chagando na sua sala, Richard abraçou sua esposa e disse:

– Depois eu vou com o papai para a casa dele...

– Tudo bem querido...

Ele disse para Severo:

– Calma meu filho, vai dar tudo certo...

– Obrigado senhor Taylor...

Chegando no consultório do urologista, Severo ficou nervoso. O médico tinha altura mediana, era ruivo e tinha olhos verdes e o rosto com sardas. Ele disse:

– Bom dia Victoria, bom dia Severo. Meu nome é Martin O'Brien Jr, sou urologista e amigo do seu pai. Ele me ligou para falar que você está com dor ao urinar, um inchaço no pênis e no testículo direito e com uma secreção, correto?

– Si... sim...

– Vá ao banheiro colocar essa camisola... – disse Martin

Minutos depois Severo voltou envergonhado. O médico mandou o menino deitar–se na maca e começou a observar os sinais da doença.

– Severo, quantos anos você tem?

– Onze, senhor...

– Apesar de alto, você ainda não entrou na puberdade... – o menino olhou para ele desconfiado. – Mas calma, isso é normal...

O médico pegou uma gaze, limpou o pênis do Severo e disse:

– Eu vou desprezar esse pus, porque ele pode não ter bactérias. Eu tenho que recolher a secreção direto da uretra. – ele pegou um swab (aparelho semelhante a uma haste flexível com algodão na ponta), mas não fique nervoso, isso não dói...

Martin inseriu o swab na uretra do menino. Ele disse, passando o swab numa plaqueta:

– Calma, tá quase acabando... eu vou fazer uma bacterioscopia com essas amostras. O resultado vai sair em poucas horas...

– Desculpe, é que eu tenho que ver se você tem alguma infecção... agora eu vou verificar a secreção.

Com o prepúcio retraído, o médico verificou que havia secreção na sua uretra. Ele perguntou:

– A dor ao urinar é muito grande?

O menino olhou para a mãe envergonhado e não respondeu nada. Martin pegou uma lâmina e disse:

– Olha, isso é uma lâmina de barbear. Nós chamamos de gilete. Muitos homens reclamam que parece que eles estão mijando uma gilete, porque a impressão que dá é que o xixi sai rasgando o pênis. Você também acha isso?

Co, lágrimas nos olhos o meninos respondeu:

– Si... sim...

Martin disse visivelmente preocupado:

– Pode se vestir Severo.

O menino entrou no banheiro para se vestir. Victoria perguntou:

– O que foi? Ele tem alguma coisa grave?

– Isso é impossível... vou pedir uns exames, para identificar a origem da infecção... mas os sintomas são de gonorreia...

– O QUÊ?

– Sinto muito, mas em crianças isso pode ser sinal de abuso sexual...

Quando Severo voltou do banheiro, ele percebeu que alguma coisa estava errada.

Martin olhou para o menino e disse:

– Severo, nós vamos fazer alguns exames, mas eu tenho algumas perguntas a fazer... você tem sintomas de uma doença que só pessoas com uma vida sexual ativa tem. – o menino se encolheu na cadeira. – Vou pedir uns exames, mas antes, posso te fazer umas perguntas?

– Há vários tipos de toque. Um toque bom é aquele que é bem-vindo, como um toque de mãos. Um toque mau é aquele que fere, como um chute ou soco. O toque secreto é aquele a respeito do qual pedem à criança que mantenha em segredo. Alguma vez alguém te tocou de forma errada?

O menino não respondeu. Lágrimas começaram a brotar de seus olhos. Martin olhou para Victoria e perguntou:

– Ele tem insônia, sono agitado, pesadelos?

– Tem...

– Você percebeu se ele tem medo de ficar em um lugar específico ou com certas pessoas?

– Ele tem medo de ficar sozinho no quarto, principalmente com o Richard, mas ele nunca fez nada com ele...

– Calma Victoria, eu conheço o Richard... mas o Severo... ele costuma usar várias camadas de roupa?

– Sim... ele usa blusa de manga comprida até mesmo no calor... e tem receio de se trocar na frente dos outros...

– Severo, a gente quer te ajudar... fala pra gente, alguém fez alguma coisa com você?

O menino começou a engasgar e sufocar. Martin perguntou:

– O que foi? Respira, Severo!

Victoria ficou preocupada com a reação do menino, mas resolveu continuar perguntando:

– Foi alguém na escola?

Severo começou a ficar vermelho. Ela disse:

– Se ele não tem coragem de dizer é porque foi o monstro do Tobias! Eu tenho certeza! Ele é violento e pra ele não custa nada fazer uma coisa dessa!

De repente a mulher e Martin ouviram um estalo e caiu do pescoço de Severo um colar de prata com uma esfera articulada. Depois disso o menino começou a recuperar o fôlego.

– O que significa isso? De onde surgiu esse colar? O menino tava só com um pingente de estrela...

A mulher segurou Severo nos ombros e perguntou:

– Severo, você pode me explicar o que isso significa?

– NÃO! ME DEIXA EM PAZ, VOCÊ NEM É A MINHA MÃE! – gritou Severo tirando as mãos de sua mãe dos ombros e correndo da sala.

– SEVERO, ESPERA! – gritou sua mãe desesperada.

Martin olhou para sua amiga e disse:

– Conversa com ele com jeitinho, incentiva ele a falar sem fazer comentários, demonstra que você o entende, fala pra ele que ele fez muito bem em contar o que aconteceu com ele... diz pra ele que ele não tem culpa do que aconteceu e se for o pai dele que fez essa monstruosidade, vamos fazer de tudo pra colocá ele na cadeia...

Enquanto isso Roger Taylor estava no corredor do hospital, quando alguém esbarrou nele. Ele gritou:

– EI! – ele segurou o menino pelo braço. – HOSPITAL NÃO... o que aconteceu com você? Menino, por que você tá chorando? Algum médico te tratou mal?

– Me solta!

Severo olhou para o homem. Ele era alto, aparentava ter mais de 50 anos e parecia ser a versão mais velha de Richard.

– Pode confiar em mim, se aconteceu alguma coisa no meu hospital eu vou tomar providências...

Victoria encontrou Severo com o seu sogro. Ela gritou afobada:

– Senhor Taylor, graças a Deus que o senhor o encontrou...

– Então esse é o Severo? – ele olhou para o menino. – Não precisa ter medo, eu sou o Roger Taylor, pai do seu pai... então sou o seu avô... quando você foi em casa, eu tava aqui no hospital, por isso a gente não se conheceu...

– Desculpe senhor... – disse Severo assustado...

– Tá tudo bem... – disse Roger abraçando o menino. – fica calmo... Senhora Haase!

Roger gritou para uma jovem médica que passava por perto deles. Ela perguntou:

– Senhor?

– Senhora Haase, a senhora poderia levar o meu neto ao refeitório para comer alguma coisa? Vamos estar no meu escritório...

– Sim senhor...

– Obrigado.

Os dois foram ao escritório. Chegando lá, Roger perguntou à nora:

– O que tá acontecendo com o menino?

Victoria entre lágrimas disse:

– Abuso sexual... aquele animal tava abusando do meu filhinho...

– Calma minha filha. – Roger abraçou–a. – Isso não vai ficar assim! Vamos procurar as autoridades competentes pra salvá–ló!

– O senhor não entende... se o senhor visse o julgamento dele no Ministério da Magia... parecia que o culpado era o Severo...

– Então não vamos envolver esse tal Ministério nisso. Vamos procurar as autoridades do nosso mundo... se os bruxos não tiveram a capacidade de ajudá–lo, a gente ajuda ele... agora vá ao banheiro lavar o rosto pra ele não perceber que você chorou...

– Sim... obrigada...

No refeitório a jovem médica pediu para Severo sentar–se e perguntou:

– Oi... eu sou Stela Haase e eu sou pediatra. Você quer comer alguma coisa?

– Não... Obrigado...

– Quer um café? Um chá?

– Um chá, por favor...

Quando a médica voltou com duas canecas de chá ela viu o cachecol do menino, tocou no símbolo de Hogwarts e falou baixinho:

– Você sabia que a minha imã também estuda nessa escola? Ela tá na Grifinória...

– Qual é o nome dela?

– Maria Haase...

– Ah... eu a conheço... ela é a melhor amiga da Lily...

– Aaah... agora eu to te reconhecendo... você é o amiguinho da Lily... ela fala muito de você e da sua irmã... eu não sabia que eram vocês... quando eu for para casa eu vou falar para ela que eu vi você...

– Tudo bem... obrigado... manda um abraço pra ela...

– Mando sim... vamos?

– Vamos!

Quando Severo e Stela foram ao escritório de Roger eles o encontraram sozinho. O diretor disse:

– Muito obrigado senhora Haase. Pode ir.

– De nada, senhor Taylor... Tchau Sev...

– Tchau Stela...

Severo ficou soinho com o avô e se encolheu no canto do escritório. Roger aproximou–se dele, abraçou–o e disse:

– Severo, não precisa ter medo... você tá seguro aqui... a sua mãe precisou ir ao banheiro e pediu para você esperar aqui comigo.

– O senhor deve tá com pena de mim...

– Não meu filho... – disse Roger sentando–se na cadeira e sentando o menino no seu colo. – Eu não tô com pena de você... e você devia ter pena daquele Tobias... agora ele tem a mim como inimigo e ele vai mofar na cadeia...

– Quantos anos você tem?

– Onze... sou 5 minutos mais novo que a Audrey...

"Meu Deus... ele é uma criança... só tem tamanho..." – pensou Roger com tristeza. Fazendo carinho na cabeça do menino ele disse:

– Vocês vão passar o Natal em casa e vão dormir lá... tudo bem?

Severo ficou olhando para o avô por alguns instantes. Na casa dele ninguém quis saber a sua opinião, ninguém estava preocupado com seus sentimentos.

Roger pegou a sua mão e disse:

– Filho, você acabou de me conhecer, eu entendo se você não quiser passar o Natal em casa... – Não! Tudo bem senhor Taylor... obrigado...

– Ah, eu outra coisa... – O homem pegou a carteira e deu 50 libras para o menino. – Tome...

– Não precisa senhor...

– Você não pode aceitar dinheiro de estranhos... mas eu não sou estranho, sou o seu avô... por favor aceite... eu sempre dou dinheiro para as meninas quando elas vêm aqui...

Victoria se aproximou deles e disse:

– Olha que legal, você ganhou 10 galeões...

– O quê? – perguntou seu sogro.

– Galeão é o dinheiro dos bruxos. Um bruxo me disse que um galeão equivale a cinco libras...

– Mas é muito, senhor eu não posso aceitar...

– Pode sim... quando a Jean vem aqui, ela pede bem mais que isso...

– Senhor Taylor, falando nesse moço... – disse Victoria. – Quando a gente tava no consultório do Martin caiu esse colar esquisito do pescoço do Severo... eu vou mostrar esse colar para o Arthur... ele é honesto...

– Se você acha que ele pode nos ajudar, mostre sim... deixa eu ver esse colar.

Roger pegou o colar na mão, pegou um saquinho plástico, colocou–o dentro dele, entregou–o à nora e disse:

– Não tente abrir a esfera... parece que tem alguma coisa nela...

– Tudo bem... Então... até mais senhor Taylor... – disse Victoria tirando Severo do colo dele.

– Até mais senhor Taylor... – disse Severo.

– Até mais Victoria, Severo...

Mãe e filho saíram do hospital. Quando Severo entrou no carro ele estava tão exausto que acabou dormindo. Quando chegaram em casa Victoria não acordou o menino, ela pegou–o no colo, levou–o para o quarto dela, colocou seu pijama, deitou–o na sua cama, cobriu–o e deitou–se abraçada a ele, chorando.