Disclaimer: Harry Potter e todos as pessoas mágicas, lugares, coisas, animal neste Fanfic pertencem a JK Rowling. Apenas Audrey e seus Parentes são meus ... Eu só não consigo imaginar eu pertenço tudo isso.
Ok, agora colaboradores. Eu gostaria de agradecer à Sandra Longbottm, minha nova favorita e À Raposaxereta, minha nova seguidora... Eu amo vocês; vocês são as melhores pessoas do mundo inteiro. Obrigada por seu apoio até agora e eu espero que você vai manter a apoiar-me no futuro.
Mas... pessoal... for favor dos meus peixinhos... comentem senão eu não sei se vocês estão gostando ou não...
30/12/1971 – Quando tudo dá errado
Victoria acordou com o telefone tocando. Ela pensou asustada:
"O que é agora? Tomara que não seja nada grave..."
Ligação on:
– Alô!
– Bom dia Senhora Taylor... sou eu a Felice...
– Menina por que você tá chorando assim, calma, o que aconteceu?
– Me desculpe avisar só agora, mas a minha mãe amanheceu doente e eu vou ter que faltar...
– Tudo bem Felice... melhoras para a sua mãe e se cuida...
– Obrigada, tchau!
– Tchau!
Ligação off:
Ela desligou o telefone e pensou aliviada:
"Ufa! Não era nada... mas que merda, justo hoje que é, quinta–feira, dia de faxina..."
Victoria desceu a escada e preparou o café da manhã para os filhos e foi ao quarto acordá–los. Depois do café da manhã, ela avisou–os:
– Meninos, a Felice não vai poder vir...
– Quem? – perguntou Severo.
– A nossa empregada... eu preciso da ajuda de vocês na faxina... ai, esqueci das mudinhas... Audrey, você quer ir regar as mudinhas antes de me ajudar?
– Ahn... pode ser...
Severo colocou uma mão na cintura, com a outra ele apontou para a irmã e falou:
– E vê se não mata as coitadas...
– Tá bom Sev...
– E joga a água nelas como se fosse uma chuva fina, como eu ensinei...
– Tá bom Sev...
– Ah, e nada de feitiços, da última vez você ferveu a água e quase cozinhou os acônitos...
Victoria percebeu a preocupação do menino com as mudinhas e sugeriu a ele:
– Sev, você não quer ir regar as mudinhas você mesmo? – ela chegou perto dele e cochichou no seu ouvido – Vai que a Audrey mata as coitadinhas...
– Tudo bem mamãe... depois eu volto e ajudo a senhora...
Jean se aproximou dos dois e como se estivesse ouvindo a coisa mais absurda do mundo, disse:
– Mas você é homem...
– E daí? Seu pai é homem e me ajuda também. Quando você se casar você vai agradecer o seu marido se ele ajudar também...
Severo seguiu para a estufa. Logo após ele sair, Jean perguntou à Audrey:
– Será que ele ficou chateado com a gente?
– Que é isso Jean, hoje a gente só tem que regar as mudinhas... vamos terminar de ajudar a Mamain, depois a gente vai...
Severo foi à estufa pensando:
"Bem... se as meninas não vierem me ajudar, tudo bem, hoje é dia de regar as mudinhas... é só eu não me molhar porque está bem frio..."
O menino regou as mudinhas e ficou olhando para elas embevecido. Ele foi à pia lavar as mãos e nem percebeu que Tobias se aproximava por trás. O homem bateu a cabeça dele várias vezes na pia e disse no seu ouvido:
– Você achou que ia se ver livre de mim assim tão fácil? Eu vou escrever pra aquela diretorazinha de bosta e vou pedir para ela me ajudar a impedir a menina de voltar à nossa casa e tudo vai voltar a se como antes, só você e eu...
Severo sentiu uma forte dor de cabeça e o sangue escorrer pela sua testa. Ele tentou gritar, mas Tobias começou a beijá–lo. Quando a língua do homem invadiu a sua boca, ele sentiu nojo de si mesmo e começou a chorar. Seu pai começou a fungar no seu pescoço e falar:
– Que saudades desse seu corpinho, do seu cheiro... mal posso esperar para estar dentro de você...
Severo tentou fugir, mas Tobias o imobilizou de uma forma tão violenta que o menino sentiu um estalo no ombro, uma sensação de que alguma coisa saiu do lugar e uma dor muito forte. O homem desafivelou o cinto do menino e abaixou suas calças e cueca e Severo começou a sentir frio.
– Admita... – Tobias dizia enquanto massageava o membro do menino. – Você também gosta disso, eu posso sentir.
Chorando e tremendo Severo pediu:
– Por favor... pare... se você for embora eu não conto nada a ninguém... por favor...
Severo ouviu o pai desafivelar o cinto e abrir o zíper da calça. Depois ele sentiu aquela dor de sempre, como se suas costas fossem rasgadas ao meio. Tobias, depois de chegar ao orgasmo, sentiu uma pancada na cabeça e desmaiou.
Assim que Severo saiu, Victoria e suas filhas iniciaram a faxina. Como Audrey arrastou os móveis, Victoria ligou a máquina de lavar roupa e Jean usou o aspirador de pó, elas não ouviram o que acontecia lá fora. Meia hora depois Victoria estranhou a demora do filho e foi à estufa com as filhas chamá–lo para dentro. Quando elas chegaram à estufa, horrorizadas, viram a cena. Audrey pediu à mãe para ligar para a polícia enquanto ela dava um jeito em Tobias. A mãe entrou correndo, Audrey silenciosamente conjurou um tijolo e arremessou na cabeça dele. Jean olhou para o homem desmaiado e falou assustada:
– Audrey, eu acho que você matou o cara...
– Matou nada... vaso ruim não quebra, ele tá respirando...
Audrey chegou perto do pai, conjurou umas cordas e amarrou–o com força. enquanto isso, Severo tentou se levantar, mas tropeçou nas calças e caiu. Jean se aproximou dele, que pediu chorando:
– Sai Jean... me deixa sozinho...
– Por favor Sev... deixa eu te ajudar...
Jean ajudou o irmão a se recompor. Quando ela ajudou–o a se levantar, ele sentiu uma forte dor no ombro. Sua irmã disse:
– Deixa eu ver... esse animal deslocou o teu ombro... eu já vi acontecer com uns carinhas lá na escola... você vai ter que ir ao hospital.
Enquanto as meninas ajudavam o irmão delas, Victoria ligou para a Polícia e para Roger:
Ligação on:
– Senhor Taylor, foi horrível! Enquanto eu e as meninas estávamos fazendo faxina aquele animal abusou do Sev... – ela começou a chorar e soluçar – e é tudo culpa minha...
– Culpa sua? Por que culpa sua?
– Porque a Audrey queria ir regar as mudinhas e eu falei para o Sev ir...
– É evidente que isso não foi culpa sua... não tinha como você saber que esse animal ia estar lá fora... e outra, a sua casa é enorme, ele deve ter se escondido até esperar o momento oportuno... mas... Vicky... você chamou a Polícia?
– Chamei...
– Bom... eu vou pra lá... eu tenho o resto do Veriasserum pra ele e o Sev...
– Pro Sev...
– É... do jeito que o Tobias e o Severo são, eles não vão confessar nada...
Ligação off.
Victoria foi até a estufa e encontrou Severo e as irmãs sentados no banco. Ele estava entre elas, soluçando de chorar e com a cabeça enterrada no ombro de Jean. Ela acariciou a cabeça do filho, o abraçou e disse:
– Meu filho, me perdoe. Eu sabia que eu devia ter mandado a Audrey regar as mudinhas... daqui a pouco o vovô e a polícia chegam e a gente vai botar esse animal na cadeia... aí a gente vai te adotar e esse pesadelo vai acabar... vem, vamos pra sala...
Quando ela foi ajudar o filho a se levantar, Jean falou:
– Mãe, toma cuidado que o ombro direito dele tá deslocado...
Severo tentou levantar o braço e não conseguiu. ele falou assustado:
– Meu braço tá doendo e não se mexe direito...
– Calma Sev... – disse Jean – É normal, mas não mexe o braço... quando você for ao hospital eles colocarem seu ombro no lugar ele volta ao normal...
– Isso dói?
– Não, vão te aplicar uma anestesia, você só vai sentir o tranco do médico colocando seu braço no lugar.
Victoria abraçou os dois e disse:
– Meninos, vamos para dentro, aqui fora está frio...
Tobias que estava quieto, nessa hora gritou:
– Vicky, você não vai ter coragem de me deixar aqui sozinho na neve, depois de tudo o que vivemos, vamos...
Os meninos Victoria ignoraram os lamentos de Tobias, entraram em casa e deixaram–no sozinho com frio.
Quando Roger e a polícia chegaram, Severo estava na sala com sua mãe e suas irmãs bebendo chocolate quente e Tobias estava perto da estufa, amarrado e tremendo de frio.
Um policial falou à Victoria:
– Senhora, o sujeito está amarrado no local do crime, vamos prendê–lo em flagrante por tentativa de estupro de vulnerável...
– Ele tem chance de responder processo e liberdade?
– Não... estupro é crime hediondo... além disso ele representa um perigo à criança... acredite em mim esse verme nunca mais vai tocar no seu filho...
Na delegacia, Alexander os esperava furioso. Quem teria coragem de fazer uma coisa dessa a uma criança? Ele falou aos policiais:
– Vamos levar esse verme para a sala de interrogatório, pra ele soltar a língua!
Tremendo de medo, o pai de Severo disse:
– Só vou falar na presença de um advogado, eu conheço meus direitos! Eu tenho direito também a uma ligação! Eu quero água!
Alexander se aproximou do homem e com um tom grave disse:
– Você é valentão com uma criança, mas agora com adultos, você treme de medo. – ele suspirou e olhou para os guardas. – Deixa o infeliz ligar...
Roger chamou o amigo num canto e disse discretamente:
– Alexander, pingue algumas gotas disso na água dele e ele vai confessar até o que a mãe dele fez...
Alexander deu a água com Veritasserum para Tobias e levou–o a uma sala. Tobias ligou para Eillen:
Ligação on:
– Querida, que bom que é você! Deu ruim o nosso plano... depois que eu dei um susto na criada deles, eu fui lá como você mandou, mas a peste da Audrey quase me matou com um maldito tijolo...
– Sua anta, fecha a boca! Ei, você bebeu água antes de ligar pra mim?
– Claro que bebi, tava com sede...
– Mas como você é burro, te deram Veritasserum!
– Como eles deram, eles não são bruxos como você?
– Aaaai, cala a boca, idiota! Olha, agora eu to ocupada, mas me espera que daqui a pouco eu to aí...
Ligação off
– Ela bateu o telefone na minha cara, mas como é submissa a mim, daqui a pouco vem...
Alexander não acreditou no que havia acabado de ouvir. A mãe do menino ajudou–o a fazer isso? Que espécie de mãe é essa que entrega o filho para o agressor? Duvidando que a mulher fosse aparecer na delegacia ele respondeu:
– Sim, sim, mas vamos começar logo, porque eu tenho mais o que fazer... se não aparecer ninguém será designado a você um advogado dativo...
– Aquela imbecil vai vir sim... qualquer coisa chame a Minerva! Ela é uma bruxa, diretora do meu filho... uma idiota puxa–saco meu...
– Tá, tá, não pode ser a Bruxa do Oeste?
– Eu to falando a verdade! Juro!
– Vamos ao interrogatório...
Alexander ligou o gravador e Tobias contou tudo o que fez ao filho nos mínimos detalhes. Teve até um policial que saiu para vomitar de tanto nojo que ficou do homem.
Ao levar Tobias para uma cela, Tobias começou a gritar:
– AH... QUER SABER DE UMA COISA? EU COMI O RABO DESSE INÚTIL MEEEEEEESMO! E QUER SABER MAIS? EU NUNCA PERDI O CONTATO COM A AUDREY, EU A VI CRESCER DE LONGE! ELA TÃO FORTE, LINDA DECIDIDA E EU COM ESSA COISA EM CASA! EU QUERIA TER UMA MENINA E A INÚTIL DA EILLEN ME PÔE UM MENINO NO MUND...
Alexander bateu nele para ele parar de gritar. Audrey tentou fazer um feitiço de silenciamento, mas Severo a impediu. Ele quis ouvir até o fim para saber que tipo de pessoa o pai dele era. O delegado chegou perto de seu amigo com um copo de água, deu um tapinha no seu ombro e disse:
– Roger, agora é a vez do seu neto fazer o depoimento. – Alexander deu um copo de água para o menino. – Aqui, é água com açúcar, beba...
Severo bebeu a água e entrou na sala para dar o seu depoimento. Alexander perguntou:
– Onde você estuda?
– Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts... oh!
Ele tampou a boca com as duas mãos e pensou:
"Merlin, ele me deu água com Veritasserum!
– Calma filho... eu fiz essa pergunta para ver se o coisasserum tava funcionando... se você quise ver o escrivão colocou que você estuda na Co-operative Academy of Manchester, a escola da Jean... falar o que ele te fez vai fazer as coisas mais fáceis para você meu filho.
Severo deu o seu depoimento. Quando ele acabou Alexander o abraçou e disse:
– Acabou filho... agora você vai para o hospital cuidar desse braço enquanto a gente cuida desse monstro... seu avô vai designar uma psicóloga a você e iniciar o processo contra o seu pai... ah, o Richard vai adotar você e você vai ser o seu filho...
– Por que o senhor está chorando?
Alexander acariciou a cabeça do menino e respondeu:
– Você é só um ano mais velho que o meu filho... se uma pessoa fizesse uma coisa dessa com ele... eu não sei o que eu faria...
Severo saiu da sala com Alexander. Roger se aproximou do neto, o abraçou e disse:
– Agora vamos para o hospital, a Jean me falou que aquele desgraçado deslocou o teu ombro...
Roger, foi para o hospital com o neto, enquanto Victoria e as meninas voltaram para casa. Ele levou o neto ao Departamento de Acidentes e Emergência. Após um tempo apareceu um médico aparentando ter mais de 40 anos, com estatura mediana e cabelos castanho. Ele cumprimentou o menino:
– Bom dia Severo. Eu Petter Collyer, o ortopedista. Vamos fazer uma radiografia. Por causa da radiação, o seu avô não vai poder entrar, mas ele vai estar lá fora esperando. Um feixe de raios X vai atravessar o seu corpo produzindo uma imagem, registrada por uma placa especial de registro de imagens. Isso não vai doer nada.
Petter levou o menino para a sala de radiologia e disse:
– Sente–se aqui para eu fazer a radiografia do teu braço. Agora eu vou entrar naquela sala para acionar o aparelho. Depois de fazer a radiografia o médico levou Severo a seu avô e disse:
– Agora é só a gente esperar o resultado...
Na casa dos Taylor, Audrey estava inconformada. Ela não acreditava que o Tobias fez aquilo com seu irmão debaixo do nariz dela. Jean tentou consolá–la:
– Relaxa, nada disso é culpa sua...
– É sim... eu devia ter regado as mudinhas...
– Não... pelo jeito que ele agiu tá na cara que ele vem rondando a nossa casa faz tempo... você não podia ficar grudada nele o tempo todo...
– Eu fiz tudo errado, era pra eu proteger ele e agora...
Victoria abraçou a sua filha. Ela disse:
– Mas você é só uma criança... e outra, você não pode dizer que não tá protegendo ele... olha quanta coisa boa você fez pra ele... se não fosse você o Sev ainda estaria nas garras daquele animal... agora ele tem uma família... agora... vamos comer alguma coisa...
– Eu não to com fome... – falou Audrey.
– Nem eu... falou Jean.
No Departamento de Acidentes e Emergência, Petter analisou a radiografia e disse a Roger:
– Senhor Taylor, o seu neto sofreu uma luxação traumática.
– O quê? – perguntou Severo.
– Luxação traumática é quando o ombro, devido a força do impacto, sai do lugar deixando o braço em uma posição semiaberta. A força necessária para deslocar esta articulação também causa lesões nos músculos, tendões, ligamentos e cartilagens... eu vou fazer a redução, colocar o ombro no lugar, mas você pode ficar com um quadro de instabilidade no ombro, sentindo insegurança ou uma sensação que ele vai sair do lugar em todos os movimentos de levantar o braço acima de 90 graus e o roda externamente tais como lavar a cabeça, coçar as costas, pegar alguma coisa em uma prateleira alta...
– Ele acabou com o meu braço... ainda bem que eu sou canhoto...
– Não fique assim... a radiografia mostra que apesar se você ser jovem, você não precisa fazer cirurgia... eu acho estranho porque a maioria das pessoas da sua idade precisam... mas deixa pra lá... depois de 4 semanas você vai voltar pra fazer fisioterapia com o doutor Dorian Salenger...
– Fisioterapia... a Professora McGonagall não vai deixar... na minha escola temos uma...er enfermeira, a Poppy...
– A Poppy é formada em Fisioterapia? Se ela não for e tiver um pingo de inteligência, ela não vai querer por a mão no teu ombro... aí ela vai interceder junto a essa professora...
Richard chegou ao departamento. Ele estava pálido e visivelmente preocupado. Roger se aproximou dele e falou baixinho:
– Richard, pare com isso! Assim você vai assustar o menino...
– Tá tudo bem vô... – respondeu o menino. Ele olhou para o pai. – O senhor está bem?
– Filho... – falou Richard se aproximando de Severo. – Me desculpe, mas só agora eu conseguir vir...
– Richard, que bom que você está aqui. Eu vou fazer a redução do ombro do seu filho.
Richard ajudou Severo a tirar o casaco e a blusa, Petter aplicou o anestésico, esperou o medicamento fazer efeito e fez a redução. Após a redução, ele realizou uma nova radiografia e concluiu que o procedimento foi realizado de maneira correta. Richard ajudou o menino a se vestir. Petter pegou uma tipoia, colocou–a no menino e disse:
– Os danos não foram tão sérios, mas você vai ter que ficar 4 semanas com a tipoia. Só vai poder tirar para tomar banho. Depois das 4 semanas, você vai voltar para fazer fisioterapia com o Dorian, tudo bem?
– Sim...
– Ótimo!
Richard abraçou o filho. Severo sentiu que a respiração do pai tornou–se irregular. No começo ele ficou com medo, mas depois percebeu que seu pai estava chorando. Ele olhou para os olhos vermelhos do pai e perguntou:
– Por quê? Por que o senhor faz isso?
– Severo... na primeira vez que a gente se viu eu te tratei mal... mas no hotel eu me arrependi... eu achava que você era igual ao seu pai, mas eu vi que eu tava errado... quando eu soube que aquele brutamontes fez isso com você, eu queria ter ido à delegacia, mas não podia deixar o plantão... eu vou adotar você e gostaria que a gente tivesse um relacionamento de pai e filho... fazer coisas juntos... eu gostaria de te ajudar nos deveres, te ensinar a fazer a barba e a dirigir, pescar...assistir um jogo do Manchester United FC...
– Tudo bem... mas... eu duvido que o senhor possa me ajudar nos deveres...
– Richard... – falou Roger puxando a orelha do filho. – Para de chorar, tá parecendo uma menina!
A equipe médica começou a rir. Uma enfermeira disse:
– Então a lenda que o diretor é tão bravo que puxa a orelha dos funcionários e verdade...
Richard olhou para o pai e falou:
– Eu conto pra mãe...
Richard abraçou e beijou o filho na testa. Ele disse:
– Filho, agora o pai tem que voltar ao trabalho. – ele piscou para o filho. – O diretor desse hospital é um homem muito bravo, vai puxar a minha orelha de novo...
– Mas ele é seu pai...
– Siiiim, e a fama dele é não dar moleza para ninguém, nem para o próprio filho... o papai vai te levar para casa... você já sabe... só pode tirar a tipoia pra tomar banho... e se precisar de ajuda, pode me chamar ou a sua mãe...
– Não precisa...
– Jesus, Severo você não vai ficar 4 semanas sem lavar a cabeça! Tchau, filho...
Richard beijou a testa do menino e saiu.
