N/A: mais uma atualização, para provar que estou falando sério quando digo que voltei a escrever e que toda essa fic será reescrita!

Parece que as pessoas não acreditam em mim... Tá, eu sei que dei muitos motivos anteriormente, mas tá na hora de ter mais confiança, gente! rsrs

Enjoy!


Capítulo 2 – Pequenas perdas, grandes ganhos

Duas semanas haviam se passado desde que Gina perdera a virgindade, e estavam sendo as semanas mais maravilhosas que já tivera desde que entrou em Hogwarts.

Tinha um grupo de amigos com quem jogar conversa fora, tinha um loiro que poderia agarrar a qualquer momento e tinha uma melhor amiga que, graças a ela, a vida estava muito melhor.

Agora, Luna conversava com as pessoas de sua casa normalmente. Gina sempre a via pelos corredores em algum grupo, rindo e fazendo os outros rirem, mas toda vez que a loira a via, corria para seu lado, para que pudessem conversar sobre mais assuntos.

Gina confiava nela; Colin e companhia podiam ser divertidos, mas era na corvinal que a ruiva depositava sua confiança, sabendo que poderia contar qualquer coisa. E foi por isso que, certa tarde de domingo, acabou contando a ela sobre Draco.

Estavam correndo no entorno do lago, usando casacos de moletom e tênis. Começaram aquele hábito há pouco tempo, como forma de manterem-se mais saudáveis. Enquanto corriam, várias pessoas passavam a tarde jogando conversa fora, sentados à margem. Já haviam entrado em dezembro, mas nenhuma nevasca havia caído por aqueles dias, e o tempo estava bem ameno. Perfeito para uma caminhada ao ar livre.

Sentado e encostado em uma das árvores, segurando um livro, estava Draco Malfoy. Ele fingia prestar atenção ao texto à sua frente, mas não parava de lançar olhares para Gina, que passava por ele a cada volta.

Ainda estavam juntos, se vendo diariamente. E, a cada dia que passava, sentiam mais necessidade de estarem próximos. Gina agora fazia visitas constantes ao seu quarto de monitor-chefe; depois de descoberta a intimidade, só queria explorá-la o quanto pudesse.

Apesar disso, não conversavam sobre relacionamento. Falavam sobre muitos assuntos quando se encontravam, mas bloquearam aquele em específico. Gina tinha medo de que, ao pressioná-lo, pudesse terminar tudo. Por isso, tratava de aproveitar os momentos, procurando não se importar com o que viria em seguida.

Mas estava cada vez mais difícil. Colin continuava no seu pé, querendo saber quem era o homem misterioso com quem se encontrava, uma vez que sempre chegava amarrotada e com cheiro de perfume masculino no salão comunal. Harry, por algum motivo desconhecido, resolvera esbarrar com ela a cada momento pelos corredores, sempre sendo muito solícito, oferecendo ajuda nas matérias que tivesse dificuldade. Recusava educadamente, sempre dando uma desculpa, mas já estava se sentindo incomodada.

Ao contar sobre o fato para Draco, uma das vezes que estavam juntos em seu quarto, sentiu o corpo dele tensionar ao lado do seu. Ele não falou nada, só mudando de assunto depois. Estranhou aquela atitude e, intimamente, gostaria que ele demonstrasse mais o que estava pensando. Era diferente quando estava com ela, mas ainda assim, muito distante quando se tratava do que tinha em mente.

Para piorar, o passeio a Hogsmeade estava chegando, por conta do Natal, e aquela semana começara a receber convites masculinos para um passeio por lá. Como todos achavam que era completamente solteira, sentiam-se livres para convidá-la.

A pergunta é: era solteira? Não conseguia definir. O que tinha com Draco não era, teoricamente, sério, mas não conseguia deixar de vê-lo todos os dias. Sentia uma ansiedade para encontrá-lo, e quando estava em sua última aula, contava os minutos para que terminasse.

Como se encontravam às escondidas, ninguém mais sabia do seu relacionamento. Era como se tivessem vergonha de ir à público. E isso doía dentro de Gina: saber que não podia andar com ele de mãos dadas em um passeio, pois alguém poderia vê-los.

Mas do que tinha tanto medo, afinal? Sobre o que os outros iriam pensar? Ora, que pensassem o que quisessem. Viveu sua vida inteira assim, não era agora que iria mudar, não por um pouquinho de popularidade conquistada. Mas e Draco? Ele viveu sua vida sendo respeitado, tinha uma reputação a manter. Seria tão ruim se ele estivesse namorando uma Weasley...?

Enquanto pensava naquilo, o olhou, depois de mais uma volta, sendo encarada por um olhar sedutor. Droga, era tão difícil pensar perto dele! Queria muito conversar sobre o assunto, mas só de estar perto, esquecia-se de tudo.

Luna, ao seu lado, reparou no olhar do sonserino, e não pode deixar de perguntar:

- Você está saindo com alguém, Gina?

Ela perguntou de forma inocente, apenas interessada. Gina, pega de surpresa, ficou muda. Era sua amiga, alguém que podia confiar.

- Eu não... – parou a frase. Luna merecia saber – na verdade, estou, mas meio que ninguém sabe.

Permaneceram caladas, correndo. Quando estavam no extremo do lago, onde ninguém poderia ouvi-las, pararam, recuperando a respiração.

- E por que você esconde?

- É... difícil... – ela falou, pesarosa – já estamos juntos há umas três semanas, mas nunca tocamos na palavra "namoro".

- Ahh...

Luna ficou calada, olhando para o outro lado do lago. Um moreno havia se juntado à Draco, conversando.

- Ele me convidou para Hogsmeade – disse Luna, corando.

Gina olhou na direção. Primeiro, tomou um susto achando que estava falando de Draco, mas depois viu que sua amiga encarava o moreno.

- O Zabini? – perguntou, surpresa – caramba Luna, o que você respondeu?

- Eu... Disse que ia pensar – disse, timidamente – na verdade, queria dizer sim, mas fiquei muito nervosa na hora.

- Então diga sim – falou a ruiva, sorrindo – nem acredito, Blaise Zabini! Ele é um dos caras mais populares e bonitos do colégio e acabou de convidá-la pra sair! Você não pode perder essa chance, não mesmo!

Luna sorriu para ela, ainda corada.

- E se o Malfoy lhe chamasse para sair? Em público? – ela perguntou, séria.

Então ela sabia. Era difícil não reparar, já que passavam muito tempos juntas; cada vez que estava em um corredor e o loiro passava perto, trocavam olhares, achando que ninguém reparava.

Sorrindo e ainda olhando para os rapazes ao longe, conseguiu dizer com a voz triste:

- Eu... Aceitaria.

Voltaram caminhando, enquanto Luna tentava acalmar sua respiração:

- Eu vou conseguir, eu vou conseguir – repetia ela para si mesma, baixinho, fazendo Gina rir. Sua amiga tentava se convencer a falar diretamente com Zabini, aceitando o convite, mas sua timidez era uma barreira que precisava ser superada.

Se separaram ao chegar perto dos rapazes e, ao afastar-se em direção ao castelo, deparou-se com Harry.

- Oi Gina, nem a vi por aqui – ele disse – estava procurando alguma companhia para jogar snap explosivo.

- Onde estão meu irmão e Hermione? – ela perguntou, enquanto andava ao seu lado.

- Em algum canto namorando – ele soltou um lamúrio – perdi meus melhores amigos por alguns amassos.

Gina riu. Harry estava sempre aparecendo quando encontrava-se sozinha, tentando puxar papo. Aquilo a incomodava, mas não fazia nada para repelir. Era o Harry, afinal. Sempre fora um irmão, não ia ser agora que isso iria mudar. Distraída, não notou um olhar raivoso em suas costas, enquanto retornava ao castelo.


A vista era maravilhosa. Estava pouco se importando para o lago ou a paisagem, mas ver Gina suada, correndo à sua frente, era algo belo de se apreciar.

Para disfarçar, segurava um livro em suas mãos, mas não fazia ideia nem do que se tratava. Continuou fingindo, acompanhando-a com o olhar, quando Blaise chegou.

- E aí – falou ele, sentando-se ao seu lado – apreciando a vista?

Draco ignorou o comentário. Blaise vinha fazendo indiretas há um bom tempo, mas Draco sempre se esquivava. O moreno sabia de Gina, mesmo sem nunca ter dito nada. E preferia que continuasse assim, mas estava ficando cada vez mais difícil.

Eles estavam juntos, mas escondido. Por conta disso, Gina aparentava ser uma garota solteira e, bela como era, já era popular o suficiente para entrar na mira de muitos caras.

Isso o irritava, e não conseguia entender o motivo. Eles não tinham nada, ela era livre para sair com quem quisesse. E esse pensamento o irritava profundamente. Queria ela só para ele, queria que os outros caras fossem afastados.

Mas Gina sempre sorria quando ouvia algum comentário masculino, nunca rechaçando diretamente, e se perguntava o porquê. Era para manter a aparência? Daqui a pouco, diriam que era ela lésbica, já que passava muito tempo com a Lovegood. Ou era para mostrar a ele que ela sempre teria outra opção...?

Irritado, olhou para Blaise, e viu que ele olhava para as duas garotas, agora paradas na outra margem do lago.

- Eu convidei a Lovegood para sair – disse o moreno, com um sorriso – ir comigo no próximo passeio de Hogsmeade.

Surpreso, Draco procurou o que falar.

- Cara... Isso é ... – não tinha palavras para definir.

Luna Lovegood, até pouco tempo atrás, era apenas um nome, uma referência à loucura. E agora, estava se tornando popular por sua beleza, principalmente pela companhia de Gina.

- Eu sei o que você está pensando – disse Blaise, olhando para o loiro – mas ela é diferente. Já a observo há um tempo, e ela nunca age como eu espero. Ela tem algo mais do que a beleza... Pena que eu só vi isso agora.

- Então... Ela disse não? – perguntou, chocado.

- Bem, ela disse que ia pensar... – falou, sem graça – mas acho que ela quer. Ao menos, eu espero. Sabe, quando uma garota é bonita assim, a concorrência aumenta e, se não marcarmos território, podemos perder nossa chance.

Ele olhou para Draco, com um olhar sabido.

- Muitos caras estão de olho na Weasley, Draco – disse ele – e o principal já virou até perseguidor – disse, apontando com a cabeça para outro lugar.

Draco seguiu o olhar e viu Potter, parado perto de uma das árvores, olhando. A raiva cresceu dentro de si; viu as duas garotas se aproximando, Gina despedir-se de Luna. Viu Potter aproximar-se dela como se tivesse acabado de chegar, e ela rindo de algum comentário dele.

Não era possível que estivesse sentindo... ciúmes. Argh, só de pensar naquela palavra, suas entranhas reviravam. Era possessivo com tudo o que era dele, mas Gina não fazia parte de sua coleção. Ela não o pertencia, e não podia estar sentindo isso por ela.

Eles só estavam se vendo há poucas semanas; já passou meses saindo com garotas, sem nunca sentir nada por elas. Por que com a ruiva tinha que ser tão diferente...?

- Hum, Draco, você poderia nos dar licença? – pediu Blaise, com um olhar de "cai-fora".

Luna Lovegood estava parada em frente a eles, querendo falar algo, mas olhava de soslaio para o loiro. Assentindo, ele levantou-se, indo para seu salão comunal.

- Então... – começou Blaise, levantando-se para melhor conversar com a garota – você queria dizer alguma coisa?

- Bom... – ela olhou para o chão, corada – eu... aceito ir com você a Hogsmeade.

Um sorriso se abriu no rosto do moreno.

- Que ótimo! Nos encontramos às 10h, na porta principal?

Ela assentiu, tímida demais para falar algo. Blaise tentou puxar conversa, voltando-se a se sentar. Ela imitou o gesto, ainda em silêncio.

- Tem alguma preferência de onde ir? Eu conheço uma cafeteria maravilhosa... – ele falou.

Ficaram conversando até a hora do jantar, quando se despediram. Apesar da timidez, Luna havia conseguido conversar com o sonserino, rindo de suas piadas e imitações. Ao voltar ao castelo, Luna ficou na ponta dos pés, dando um beijo em sua bochecha, saindo logo em seguida correndo. O moreno ficou parado com a mão no rosto, adorando cada minuto que passava ao lado da corvinal. Ela, definitivamente, era diferente de todas as garotas com quem já estivera.


Draco andava de um lado para o outro em seu quarto de monitor-chefe. Havia desistido do salão comunal, estava muito barulhento. Seus pensamentos estavam confusos e só parou de andar quando ouviu sua porta se abrindo. Esperava que fosse a ruiva, mas se surpreendeu com Pansy.

- Oi Draquinho – disse ela, com voz sensual – passei para saber como você estava.

Ela se jogou na cama dele, convidando-o a se juntar.

- Por que veio aqui, Pansy? – perguntou, com voz séria. Sua vida já estava uma confusão, não precisava piorar.

- Eu te vi no salão comunal, parecia tão abatido... Pensei que pudesse resolver seus problemas – disse ela, dando-lhe um olhar sedutor.

Antes que ele se movesse, ela o puxou pela gravata, fazendo-o cair em cima dele.

- Posso fazer você esquecer o que quiser...

Draco ouviu um barulho de porta se fechando. Levantou-se correndo e, ao chegar ao beiral, teve tempo de ver cabelos vermelhos fazerem a curva em um corredor distante.

"Merda!", pensou. Era só o que lhe faltava. Pansy o olhava confusa e, quando ia falar algo, Draco a cortou.

- Vá embora, Pansy. Não há mais nada entre a gente.

Dando-lhe um olhar de desprezo, a sonserina recompôs-se e saiu, não sem antes virar para ele e dizer:

- Eu sabia que você não tinha mudado. Continua o mesmo Malfoy frio de sempre.

Com a porta sendo fechada, e um pensamento rápido sobre trocar sua senha passando em mente, Draco exasperou, socando a parede em seguida. O que diria para Gina?

Não tinha que dizer nada, uma vozinha falava em sua mente. Não tinham nada. Ela não era dele. Com esse pensamento, só conseguiu socar a parede outra vez.


Gina corria pelos corredores, sem rumo. Parte dela queria desesperadamente chorar, mas se controlava ao máximo. Não choraria pelo Malfoy, não daria esse gostinho a ele.

Sabia que o que tinham não era sério. Sabia que uma hora terminaria. Mas achou que, quando chegasse a hora, ele a respeitaria o suficiente para dizer isso em sua cara, e não que o pegaria no flagra com outra garota em seu quarto.

O quarto que passava horas de sua noite. O mesmo quarto em que perdera sua virgindade. Sem aguentar mais, encostou-se em uma parede e chorou copiosamente, escorregando para o chão. Não esperava ninguém por ali, mas deparou-se com um Colin surpreso a olhando:

- Pimentinha...? – sussurrou ele a chamando e, ao ver seu estado, ajoelhou-se a seu lado, a abraçando – Shhh... Vai ficar tudo bem.

E o choro de Gina aumentou, porque sabia que nada ficaria bem.


Os dias se passaram, e Gina só prestava atenção às suas aulas concentrando-se o máximo possível em seus estudos. Não olhava para a mesa da sonserina em nenhum momento sequer, não ia mais ao lago. Evitava qualquer corredor em que o sétimo ano da sonserina pudesse estar, pois não queria esbarrar com Draco em nenhum momento. Nunca estava sozinha; depois de consolá-la, Colin vivia ao seu lado. Não perguntou mais nada, apenas procurava fazê-la sorrir. Grifinórios eram fiéis, afinal.

Quando não estava com ele, estava com Luna. A corvinal sabia que tinha algo errado com a amiga, mas não perguntava, e Gina ainda não se sentia bem o suficiente para falar do assunto com ninguém. Queria esquecer aquela cena, mas todas as noites, ao preparar-se para dormir, vinha à sua mente a imagem de Draco por cima de outra garota, na cama.

Estar com Luna à deprimia um pouco; durante a semana, Blaise procurava sempre passar por perto, a cumprimentando e dizendo alto o horário em que se encontrariam no sábado.

- Acho que ele quer que todos saibam – comentou Luna, certa vez, após um dos ocorridos – parece estar marcando território ou algo assim.

Gina riu. Estava feliz pela amiga, pois ela merecia o melhor. Mas, no entanto, ficava deprimida, sabendo que nunca teria isso.

Se por dentro estava despedaçada, por fora, não deixava ninguém saber. Se Luna percebia e se Colin a viu naquele estado, não comentavam, e ela estava sorrindo como sempre para todas as pessoas. Não daria o gostinho de Malfoy a ver tão abatida. Mostraria que era superior, que também conseguia ser fria e esconder seus próprios sentimentos. Ele que fosse para o inferno! Cada vez que passava nos corredores, ouvia elogios de outros caras, e sempre respondia com um olhar malicioso. Já havia recebido meia dúzia de convites para o passeio, mas recusava todos; poderia estar bem por fora, mas seu interior ainda não a deixava se envolver com ninguém. Nesse sentimento, recusou mais um dos convites, com certa tristeza.

- Sinto muito, Harry. Mas já prometi que iria fazer compras com o Colin, me desculpe.

Harry parecia mais grudento que nunca, agora que ela não sumia durante os finais das tardes. Até quando estava na biblioteca, ele também estava, oferecendo ajuda para tirar dúvida. Se perguntava algo, ele inclinava-se o mais próximo possível, aspirando seu perfume.

Em sua mente, Gina fez uma comparação com um cachorrinho abandonado; não importava quantas pedras tacasse nele, sempre voltava. Fugia de todas suas investidas, declinou o convite à Hogsmeade mas, ainda assim, ele parecia quase persegui-la. Pensou no quanto gostaria que essa situação tivesse acontecido há mais tempo, quando era apaixonada por ele. Agora, não conseguia pensar em se envolver com o garoto-que-sobreviveu, apesar de não faltarem incentivos.

- Ele está solteiro, sabe – comentou Colin, certa vez, quando estavam na biblioteca. Harry havia acabado de se despedir, acenando contente – você poderia dar uma chance a ele.

Gina apenas negou com a cabeça. Não nutria mais nenhum sentimento por Harry, senão carinho. Seria como seus namoros com Dino e Michael: forçaria um relacionamento em que só havia amizade. Pensou em Draco, nos beijos quentes, no calor que despertava em seu corpo só com um olhar. Sacudiu a cabeça, pois não queria lembrar dele.

- Depois que se prova o néctar, não se consegue passar a vida bebendo apenas água – disse, fazendo uma comparação de sua situação.

Assentindo, Colin falou:

- Pimentinha, não sei com quem você estava, mas deve ter pego-a de jeito. O melhor a fazer é esquecê-lo e concentrar-se em alguém que pode te dar algo em troca.

Gina deu um sorriso triste. Quem dera se fosse tão fácil assim. Mas precisava tentar.

Era sexta-feira e, ao esbarrar com Harry pelo corredor, decidiu falar com ele.

- Harry! – o chamou. Ele veio sorridente até onde estava – eu vou com você amanhã à Hogsmeade. Acho que o Colin não precisa de mim tanto assim.

Dando um sorriso maior, o moreno concordou, e foram andando até o salão principal, conversando sobre o que fariam dia seguinte.

Mas outra pessoa presenciara a cena, parada em um canto. Blaise suspirou, enquanto retomava seu caminho até o salão comunal.

Draco estava em um estado deprimente durante a semana inteira. Não demonstrava aos outros, mas Blaise sabia. Era seu amigo e o conhecia melhor que ninguém. O loiro estava sempre com um olhar de raiva, não conseguia se concentrar em mais nada. Queria descobrir o que houve, mas ele nunca falava.

Veio a descobrir por puro acaso, quando estava no salão comunal e ouviu Pansy conversando com suas amigas.

- Eu juro! – dizia ela – eu acho que ele perdeu a masculinidade, porque só me olhava e dizia que não queria nada! Eu ali, por baixo dele na cama, e ele não conseguiu fazer nada!

- Não acredito que o Draco goste da outra fruta! – comentou uma das garotas.

- É só o que posso imaginar – continuou Pansy – afinal, por que ele me recusaria? E ainda levantou-se e saiu correndo até a porta, como se tivesse visto um fantasma. Acho que enlouqueceu de vez.

Blaise saiu do salão, pensando no que ouvira. Fazia sentido que Draco e a Weasley tivessem terminado por conta de traição. Mas, até onde sua mente podia especular, ela achou que o havia pego traindo, embora ele não quisesse nada com a Pansy.

Não comentou nada com o loiro quando o encontrou após o ocorrido, mas sua aparência deprimida indicava que ele ainda queria estar com a ruiva.

Agora, enquanto caminhava para a Sonserina, pensou na outra conversa que ouviu. Potter estava extremamente feliz, aproveitando todas as chances que tinha. Cada vez que o via, Draco parecia se segurar para não lançar um Avada, e Blaise sempre procurava distraí-lo, sem sucesso.

Precisava contar a ele o que ouviu. O loiro precisava saber dos planos da Weasley para Hogsmeade, e ao menos ter uma chance de pensar se faria algo ou não. Decidido, foi até a porta do quarto de monitor-chefe, sendo recebido por uma cara de poucos amigos.


Foi a pior semana de sua vida. Gina o evitava a todo custo, impedindo-o de chegar perto dela, de deixá-lo explicar alguma coisa.

Se culpava; não pela cena com a Pansy, que havia sido inesperada, mas por nunca ter demonstrado para a ruiva que eles tinham algo. Que não era apenas diversão, que poderia evoluir.

Mas a verdade é que isso nunca tinha passado por sua mente até aquela semana; só vivia os momentos com Gina, não pensava como relacionamento. Agora que a havia perdido, arrependia-se de não ter demonstrado nada antes.

Doía mais vê-la sorridente como sempre. Parte dele sabia a frieza que ela demonstrava não era real, que deveria estar sentindo alguma coisa. Mas nunca confirmava. Tinha receio que tudo o que tiveram fosse só diversão passageira para ela.

E não era para ele, agora sabia. Queria fazer algo, mas sentia-se intimidado. O que diria? "Desculpe, seja minha namorada?". Era ridículo. Era um Malfoy, afinal, e ainda prezava seu orgulho. Não daria o braço a torcer dessa forma.

Alguém bateu na sua porta, e atendeu rabugento. Deparou-se com Blaise, que logo entrou, sem esperar permissão.

Ficaram em silêncio, até Blaise se pronunciar.

- Eu ouvi algo no corredor.

Draco deu um sorriso de escárnio.

- Fofocas não me interessam.

- Acho que essa sim, já que é de primeira mão – o moreno falou, apoiando-se na poltrona que havia no quarto – Potter e a Weasley vão juntos amanhã para Hogsmeade.

Draco ficou calado, o encarando. Não sabia como reagir, por isso, fez como sempre fazia:

- Isso não é da minha conta, muito menos da sua.

- Quer parar? – falou Blaise, sério – eu estou cansado de você fingir que não se importa com nada, quando eu posso ver que você se importa!

Se olharam. Blaise bufou de raiva, Draco estava sem reação.

- Você finge que não tem sentimentos, Draco, finge que é mais superior que todos e que por isso não sente nada, mas isso não passa de uma farsa! – o moreno gritou – você fica se revirando com seu orgulho idiota, sem fazer nada, perdendo as coisas que mais deseja na vida, pelo quê? Para se manter como um Malfoy prepotente?

O moreno parou, acalmando a respiração, retirando-se em seguida, sem falar mais nada. Draco continuou em seu lugar, olhando o nada.

As palavras de Blaise o atingiram em fundo. Seu amigo estava certo; ele era orgulhoso demais e tinha ciência disso.

Pensar em Gina, sua Gina, que fizeram rir, arfar, gemer... Só de pensar em vê-la com outro cara tinha ânsia de vômito. Ainda mais ele sendo o Potter.

"Eu não vou deixar" ele pensou "não importa o que diga, ela é minha".


Sábado chegou, e uma Gina deprimida descia para tomar café da manhã. Viu Luna ansiosa com a expectativa do encontro com Blaise, viu Colin discutir sobre as novas tendências da moda e o que precisavam comprar, e viu um Harry sorridente enquanto comia.

Por dentro, sentia-se vazia. Mal conseguiu comer, pensando se o que fazia era certo; dar esperanças a Harry não parecia a melhor das atitudes, mas no fundo, só queria ser amada. Não se importava por quem fosse, apenas queria que a amasse. E se fosse o Harry, um garoto que sempre fora doce e atencioso, talvez fosse melhor. Seria mais fácil de nutrir algum sentimento por ele, pelo menos.

E, mais no fundo ainda, ela gostaria que a pessoa que a amasse fosse outra. Mas desfez esse pensamento, não queria estragar seu passeio.

Levantou-se, não aguentando mais todo o ar de euforia à sua volta. Iria esperar por Harry na carruagem, talvez fosse melhor assim. Até lá, colocaria um sorriso no rosto e se distrairia ao passar o dia com o moreno.

Ao chegar no saguão, perto da porta principal, viu que havia uma pessoa em frente, a olhando diretamente: Draco Malfoy. Deu um passo para trás, indicando que ia retornar, mas ele a alcançou.

- Não fuja de mim – disse, seriamente.

Gina parou, olhando para o lado.

- Eu não tenho nada a falar com você, Malfoy.

Fazia um bom tempo desde que se referiu a ele pelo sobrenome, e isso não passou despercebido pelo loiro.

- Agora eu sou um Malfoy? – perguntou o loiro, com desdém – você não pareceu se lembrar disso nas últimas semanas.

Gina o encarou, raiva em seus olhos.

- Você fez o favor em me lembrar, ao mostrar o canalha que é.

Draco olhou em seus olhos, sério.

- Eu não traí você, Gina. Pansy apareceu aquela noite querendo algo, mas eu me recusei, e a coloquei pra fora na primeira oportunidade. Mas você apareceu antes e entendeu tudo errado.

Ela deu um sorriso sonso.

- Você não deve satisfações a mim, Malfoy – falou, repetindo algo que o loiro havia dito há semanas.

Ele ficou calado por uns instantes, antes de voltar a falar.

- É isso, então? Você simplesmente vai me dar as costas e correr para os braços do Potter?

Gina olhou à sua volta, pessoas começando a aparecer.

- Não vou discutir isso agora – falou, virando-se para ir embora, mas o loiro segurou seu braço.

- Por que? Tem vergonha de ser vista comigo? – falou, com desprezo.

Aquilo despertou uma raiva dentro de Gina, que estava guardada em forma de mágoa.

- Não, Draco – ela falou, soltando-se da mão dele – de todas as pessoas, você é o único que eu não teria vergonha de ter ao meu lado. De todas os caras, foi com você que eu perdi minha virgindade – ela falou, sussurrando – pra você isso não é nada, mas para mim, significou muita coisa. Mas você prefere manter tudo escondido, por baixo dos panos. Então sinto muito se eu prefiro estar com algum cara que vá ter orgulho de me ter ao lado dele, e não tentar me esconder em seu quarto. Sinto muito se eu prefiro um cara que me ame do que um que tem vergonha de mim!

Ficaram se encarando, ela vermelha de raiva, ele com os olhos arregalados. Algumas pessoas pararam para observar, achando que era mais uma típica discussão Malfoy-Weasley.

Olhando nos olhos dela, Draco percebeu; conseguia ver naqueles olhos achocolatados todo o sentimento que ela tinha por ele, a mágoa por não estarem juntos, por terem se escondido todo aquele tempo.

Não tinha vergonha dela. Merlin, não tinha vergonha de nada em relação a ela! Só queria que ela estivesse ao lado dele, e o mundo inteiro poderia desabar, que não se importaria.

Sem pensar por um segundo, enlaçou sua cintura e a beijou, e tudo à sua volta pareceu parar.

Gina ficou surpresa por um momento, depois correspondendo o beijo. Era apaixonado, quente, profundo. Era o que mais ansiava na última semana, o que sonhava em ter novamente todas as noites.

Draco separou seus lábios:

- Está bom para você? – falou alto, respirando acelerado – Hogwarts inteira sabendo que você é minha namorada, está bom para você?

Os olhos de Gina encheram-se de lágrimas, emocionada. O saguão estava cheio, todos os alunos observaram a cena, chocados. Colin estava parado olhando, sua expressão demonstrando surpresa, entendimento e felicidade.

- Está – ela assentiu sorrindo, puxando-o pela gravata para um novo beijo.

Não se importava se todos olhavam assustados, só conseguia sentir a felicidade de estar com ele novamente.

- Dá-lhe, Pimentinha! – Colin gritou, batendo palmas, e logo todos no saguão aplaudiam a cena, sem entenderem muito bem, mas apoiando o casal inusitado.

O momento foi encerrado por um grito.

- O que está acontecendo aqui? – berrou Rony Weasley, saindo do salão principal, e os aplausos cessaram na mesma hora – Malfoy, largue a minha irmã, seu desgraçado!

Gina ainda estava extasiada pelo momento, não conseguia dizer nada. Viu Blaise e Luna perto da saída, Colin já estava com a varinha em mãos. Seu irmão, Harry e Hermione aproximavam-se correndo, na mente deles, tudo sendo entendido da forma errada.

- Rony... – ela começou, mas Draco a interrompeu.

- Não vou largar, Weasley. De fato, só eu posso encostar nela, já que é minha namorada – disse, dando um sorriso de desdém vitorioso.

Seu irmão ouvia chocado, assim como Harry, que parecia paralisado ao seu lado. Hermione tentou intervir.

- Gina, isso é verdade?

A ruiva recuperou sua racionalidade, conseguindo assentir.

- Sim. Estamos juntos há um mês – ela falou.

Seu irmão olhava para os dois possessos.

- Eu não disse? – falou Draco, provocativo.

- Seu...! – Rony pegou sua varinha, pronto para usar algum feitiço, quando um estampido foi ouvido.

O saguão encheu-se de fumaça, e Gina pode ver que era Colin que havia feito. Sentiu mãos a puxando para fora dali junto com Draco, e eles correram em direção à porta.

Ao sair para o ar livre, viu que havia sido puxada por Luna. Draco era quase arrastado por Blaise, e eles entraram na primeira carruagem que viram pela frente, fazendo com que ela andasse em direção a Hogsmeade. Luna olhou para o lado de fora, falando com o testrálio que os carregava:

- Pode ir mais rápido, por favor?

O animal assentiu, apertando o passo, fazendo com que a carruagem acelerasse o ritmo.

Ela voltou a se sentar, recuperando o fôlego, como todos os outros. Então, do nada, começaram a rir. Era um riso nervoso, feliz da pequena aventura que tiveram com a fuga.

Draco puxou Gina para si, mantendo-a abraçada durante o caminho, depois que os risos cessaram. Não havia nada a ser dito; o casal à sua frente sorria um para o outro, pela participação que tiveram, e Gina pensava em não só como agradecê-los, como também ao Colin, pela indispensável ajuda.

- Obrigada – ela conseguiu dizer, quando já chegavam a Hogsmeade.

Luna sorriu para ela, assim como Blaise. Este encarou o loiro, que nada disse, apenas estendeu a mão.

Ele a apertou, um aperto firme. Era o melhor que conseguiria dele, afinal, era Draco Malfoy, e este não daria o braço a torcer duas vezes no mesmo dia. Sorridentes, se despediram na entrada do vilarejo, cada casal indo para um lugar diferente, o mais afastado que pudessem do restante dos alunos.


Estava contente, feliz. O sorriso não lhe deixava a face, fazendo-a receber um comentário por isso:

- Ruiva, sua bochechas vão doer se você continuar assim – Draco falou.

Mas nem ele conseguia parar de sorrir, enquanto caminhavam de mãos dadas por Hogsmeade. Não se importavam se eram olhados, se alguns alunos presentes davam risinhos quando passavam ou apenas olhavam assustados, ou até mesmo se ouviam incentivos pelo caminho. Estavam felizes juntos, e parecia que a última semana não havia existido. Draco repetiu a história sobre a Pansy, para ter certeza que Gina entendera.

- Eu acredito em você – disse ela, encerrando o assunto.

Passeavam entre as lojas, olhando vitrines. Gina havia entrado em uma pequena loja de lembranças, onde comprou um novo estojo de maquiagem. Em frente a uma loja de roupas, a ruiva parou, olhando o manequim. Era um belo conjunto de inverno, com vestido, botas, luvas e capa com capuz, tudo na cor de pele. As bainhas eram brancas e felpudas, e uma plaquinha com o preço assustou-a; por que tinha que ser tão caro? Nem com todas as suas economias poderia comprar. Talvez, se levasse só o vestido...

Ficou encarando por um tempo, e Draco a puxou para dentro.

- Draco, eu não posso... – sussurrou ela.

- Relaxa, só experimentar não vai matar ninguém – ele sussurrou de volta.

Ela entrou no provador, colocando a roupa completa. Sentia-se linda. Seus cabelos vermelhos destacavam-se na roupa, assim como sua pele branca rosada. Saiu da cabine para que Draco a olhasse, e até ele ficou surpreso, a encarando por alguns momentos.

- Você está... Uau – foi tudo o que ele conseguiu dizer, fazendo a ruiva rir.

Estava virando-se para voltar ao provador, mas ele puxou-a pela mão em direção à saída.

- Vem – ele falou, enquanto a vendedora aproximava-se, entregando uma sacola com sua antiga roupa – já está pago.

- Draco! – exclamou, surpresa.

- Pode considerar como meu presente de natal – comentou, enquanto voltavam para a rua.

Sentindo um pouco de frio nas pernas e braços, Gina fez um feitiço aquecedor, ainda incrédula com a atitude de seu namorado.

Namorado. Só de pensar nessa palavra referindo-se ao loiro, um sorriso vinha à sua boca. Por isso, quando olhou para a expressão convencida dele, só conseguiu dizer:

- Você não presta.

Ao que recebeu uma gargalhada como resposta. Enquanto caminhavam, ele ficava toda hora a olhando, e até outras pessoas na rua viravam-se para vê-la passar.

- O que foi? – perguntou, depois de tanto ele olhá-la.

- Só estou admirando sua beleza – ele respondeu, fazendo cara de pensativo – mas acho que ainda está faltando alguma coisa...

Pararam em uma loja de joias, e Gina recusava-se veemente a deixar Draco entrar.

- Será algo simples, prometo – disse ele, entrando e deixando-a na porta.

Ela esperou, batendo pé, e mesmo sentindo-se lisonjeada, não queria que ele gastasse dinheiro com ela. Sabia que Draco era rico, mas não queria que pensasse que estava com ele só por dinheiro.

Ele voltou alguns minutos depois, com uma caixa retangular nas mãos. Ao abrir, uma correntinha fina de ouro pode ser vista, com um pingente de pedra verde em formato retangular do tamanho da metade de um dedão.

- Viu? Eu disse que seria simples – falou, enquanto colocava no pescoço da garota.

Afastou-se para olhá-la melhor.

- Um toque sonserino – completou, depois de admirá-la.

Era lógico que ela não saberia que a pedra verde era uma esmeralda, algo muito mais caro que a corrente de ouro... E não pretendia contar a ela tão cedo.

Continuaram passeando, e Gina afastou-se das lojas, antes que Draco quisesse comprar mais alguma coisa. Como estavam com fome, entraram em uma pequena cafeteria para lanchar. O local era agradável, com uma música ambiente e luzes baixas. Estavam para escolher uma mesa vazia, quando viram um casal conhecido sentando em uma mesa do canto.


Blaise e Luna iam passeando por toda Hogsmeade, conversando. Estavam animados depois da manhã que tiveram, e conversavam alegremente sobre vários assuntos. Luna não se sentia mais tão tímida ao lado dele, conseguindo agir de forma mais natural. O sonserino deliciava-se com o som de sua voz e com cada gesto que fazia.

Depois de muito andarem sem rumo, pararam em uma cafeteria, onde sentaram-se em uma mesa do canto com uma poltrona encostada na parede.

Estavam tomando chocolate quente enquanto conversavam. Quando o assunto acabou, Luna encarou a mesa, sem saber o que fazer. O moreno sentado ao seu lado era bonito, inteligente, educado e interessante. No silêncio, morria de vergonha por não saber o que fazer.

- Eu sei que a madeira da mesa parece interessante, mas você não precisa ficar encarando-a o tempo inteiro – brincou o moreno.

Luna riu, nervosa.

- Desculpa – falou, encarando-o – é só que quando você está perto eu...

Blaise olhava em seus olhos, aproximando seu rosto lentamente.

- Eu... não... sei...

Antes que conseguisse formar uma frase coerente, os lábios de Blaise juntaram-se aos dela. Estavam se beijando, um beijo calmo e sensual.

Passou uma de suas mãos pelo rosto dele, e a mão dele foi para sua cintura. Ao separarem-se, ela deu um sorriso tímido, enquanto ele dava um sorriso confiante. Voltaram a se beijar, e Luna não soube dizer quanto tempo ficaram assim, até que uma voz chamou a atenção deles.

- Interrompemos algo? – perguntou Draco.

Ele e Gina estavam em pé, parados em frente à mesa, observando a cena. Luna corou na mesma hora, enquanto Blaise respondia:

- Bom, vocês já interromperam, então por que não se sentam com a gente?

Gina olhou para sua amiga. Estava completamente vermelha, por ter sido pega no flagra, mas estava sorridente.

Ficaram um bom tempo conversando e brincando entre si. Gina estava feliz por sua amiga, assim como sabia que era recíproco. Ao retornarem, preparavam-se mentalmente para o que enfrentariam.

- Seu irmão vai ser um pé no saco – Draco comentou – vai te perseguir por toda Hogwarts.

Ela suspirou.

- Às vezes nem eu sei como lidar com ele.

- Vai dar certo, Gina – falou Luna.

- Se já conseguiram até agora, o resto será moleza – completou Blaise, de mãos dadas com a corvinal, enquanto caminhavam até uma das carruagens.

No caminho de volta, Gina pensava no que faria de agora em diante. Tinha medo sobre como sua família reagiria quando soubesse, em especial todos os seus irmãos. Rony, apesar de linguarudo, provavelmente não falaria nada; sempre gostava de pensar que conseguia resolver os problemas sozinhos, então, podia acreditar que, por enquanto, não precisava se preocupar com o restante dos Weasley.

Draco também estava pensativo. Não havia muitas chances de seus pais descobrirem de Gina tão cedo, mas a hora que soubessem, seu pai com certeza ficaria possesso. E esse pensamento o fez sorrir.

- Preparado? – perguntou Gina, ao pararem na porta do castelo.

- Sempre – ele respondeu, com um sorriso confiante.

De mãos dadas, adentraram Hogwarts, certos de que muita coisa os aguardava.

**fim do capítulo 2**


N/A: E aí povo! O que acharam? O "pedido" de namoro foi bom? Quero reviews com opiniões!

E para as leitoras detalhistas (vide a Srta. Veronica D. M.), coloquei o vestido de inverno da última versão, porque também me amarro nele xD

By the way, já reescrevi até o capítulo 7, e o 8 já está sendo escrito, só esperando para serem postados. Mas aí está a chantagem: só posto se tiver mais reviews :P

Bjinhos,

(¯`·._.·[ Princesa Chi ]·._.·´¯)