N/A: Olá! Então, esse cap tem música, está disponível em meu profile do ffnet!
Enjoy!
Capítulo 3 – Ação e reação
Houve variadas reações ao relacionamento Weasley-Malfoy. Alguns ficaram genuinamente surpresos, outros chocados, poucos felizes, muitos invejosos e, algumas poucas pessoas, rancorosas.
Harry Potter era uma dessas pessoas. Estava sentado em um canto do salão comunal, vazio aquela hora da madrugada. Não conseguia dormir, e culpava uma única pessoa por isso: Draco Malfoy.
Era ele que sempre estragava sua vida, desde que se entendia por bruxo. Ele que o infernizou em cada ano de Hogwarts. E agora, era ele quem roubava a garota que amava.
Não culpava Gina; estava sendo ludibriada pelo sonserino, que não passava de uma cobra peçonhenta. Ele devia oferecê-la todo o luxo de uma vida rica, aproveitando-se do que possuía desde o berço para enganá-la.
Mas não deixaria; ele era Harry Potter, o garoto que sobreviveu até mesmo de Voldemort. Mesmo com sua participação crucial na guerra que iria estourar, arranjaria uma forma de ter Gina, só precisava esperar o momento oportuno.
Ela seria dele, ou não seria de mais ninguém.
Na noite em que voltaram de Hogsmeade, despediu-se de Draco a caminho de sua torre. Os corredores estavam desertos, pois os alunos ou estavam jantando, ou em seus salões comunais.
- Deseje-me sorte – ela pediu, enquanto o beijava.
- Se tiver algum problema, estarei em meu quarto de monitor-chefe – ele falou, abraçando-a – boa sorte.
Despediram-se, cada um indo para seu lado. Blaise e Luna haviam ido direto para o jantar, dispostos a descobrir o que estava sendo falado sobre os dois.
Até certo ponto, não se importavam. Só queriam estar juntos, mesmo se todos os olhassem como se fossem loucos.
Na passagem para a torre, até a mulher-gorda lhe lançou um olhar especulativo. Ao entrar no salão, os burburinhos sessaram, e todos os grifinórios a encararam em silêncio. Gina engoliu em seco; seria pior do que ela havia imaginado.
Mas o silêncio foi interrompido por Colin, que gritou do canto onde estava:
- A grifinória mais corajosa de toda Hogwarts!
E todos bateram palmas e deram vivas, assobiando, enquanto Gina permanecia onde estava, aturdida.
Colin veio correndo em sua direção, abraçando-a.
- É isso aí, Pimentinha! Arrasando corações! E que cena foi aquela, hein? Todos no saguão ficaram cho-ca-dos!
Ele a arrastou para onde estava seu grupo, e todos sorriam para ela. Enquanto passava, ouvia gritos de incentivo:
- Mostre aos sonserinos quem é que manda, Gina!
-Um Malfoy arrogante, nunca mais!
Aos poucos, Gina foi entendendo as reações. Eles a estavam tratando como uma "domadora de feras", que se infiltrou em um ninho de cobras e saiu com uma domesticada. Pensou na reação de seu namorado quando soubesse; iria ter um ataque de nervos.
- Obrigada, Colin – ele falou, de modo que só ele ouvisse.
Ele sorriu, respondendo.
- Pode me agradecer depois contando como o Malfoy é na cama.
Gargalhando, Gina juntou-se ao grupo, falando e ouvindo tantas besteiras que fizeram seu estômago doer de tanto rir.
- Eu sabia – disse Colin, depois que haviam recuperado o fôlego de tanto riso, e o salão comunal já havia esvaziado – que Gina estava com alguém muito gostoso. E eu estava certo!
O grupo inteiro riu.
- Mas por que vocês esconderam o relacionamento, Gina? – perguntou uma das garotas presentes.
Gina sorriu.
- Vocês viram a reação do meu irmão, não? – o grupo assentiu – por falar nisso, onde ele está?
- Ele e a Granger sumiram, imaginamos que ela esteja-o consolando – comentou Colin, arrancando risadas – já o Harry... Está enfiado no dormitório desde a hora que vocês saíram para o passeio.
Gina assentiu. Ela já havia ouvido o que aconteceu após sua fuga; alguns professores apareceram, Colin disse sonsamente que havia disparado um feitiço sem querer, e os alunos presentes debandaram.
Pensou em Harry; não havia dado nenhuma satisfação para ele, mas, pensando bem, talvez fosse melhor assim. Talvez, com mais aquele fora, ele percebesse que ela não se interessava mais por ele, que agora já tinha outra pessoa. Uma séria, por quem estava disposta a lutar contra tudo e contra todos para continuar junto.
Ficou feliz em ver que, ao menos da sua casa, não havia muita resistência. Alguns grifinórios a olhavam incrédulos, assim como outros com raiva, mas, no geral, haviam sido bem receptivos ao seu relacionamento, em especial Colin e seus amigos.
Tinha muito o que agradecer ao grifinório. Por isso, quando todos subiram, continuou lá com ele, que logo começou as perguntas mais picantes:
- Ele é tão bom de cama quanto dizem?
Rindo, Gina respondia, pois devia isso ao sonserino; afinal, para os grifinórios, ele era uma fera domesticada. Um pouco de moral no campo sexual poderia fazer-lhe bem, e Colin ocuparia-se de divulgar essas histórias.
Na manhã seguinte, Gina acordou cedo para um domingo. Vestiu-se, sabendo que uma hora teria que encarar seu irmão.
Para sua surpresa, encontrou-o ainda no salão comunal, ao lado de Hermione. Tentou passar despercebida, mas ele a avistou.
- Virginia Raven Weasley – disse ele, com voz autoritária – posso saber que tipo de poção a senhorita tomou para achar que pode sair por aí namorando um Malfoy?
Exalando o ar, Gina aproximou-se deles. Não queria escândalo, e muitos alunos ainda estavam dormindo.
- Bom dia para você também, Rony – disse, com um sorriso no rosto – oi, Hermione.
A morena a olhava assustada, como se ela tivesse três cabeças. É, talvez ela seja uma das pessoas do grupo "chocadas com seu relacionamento".
- Não fuja da conversa, mocinha – Rony começou – eu fiz vista grossa para suas roupas indecentes, mas essa foi a gota d'água! Está querendo desgraçar o nome de nossa família?
Gina sentiu vontade de rir, mas controlou-se. Parecia que Rony estava vivendo há séculos atrás, pregando sobre honra de famílias e afins.
- Irmão – Gina tentou dizer, da maneira mais séria que podia – eu estou feliz. Você aceitando isso ou não, nada vai mudar entre Draco e eu. Nós não nos importamos com sobrenomes, nem mesmo com a guerra que terá no mundo mágico. Provavelmente, fugiremos para outro país depois que eu me formar; eu mesma proporei isso a ele.
Rony ficou a olhando, em choque. O semblante de Hermione ficou menos carregado, enquanto ouvia a ruiva falar.
- Olha – continuou – eu não sei o que o futuro me reserva, então não posso falar muito. Mas você pode não apoiar, nossa família inteira ficar contra mim e, ainda assim, eu não vou me separar de Draco por conta dessas rixas que, ao nosso ver, são sem sentido. Nós dois somos serem humanos. Já não importaria se fôssemos bruxos ou trouxas, mas de qualquer forma, nós dois somos sangue-puros. Talvez esse seja o início da reascenção do nome Weasley, quem sabe?
Virando-se de costas, deixou seu irmão no mesmo lugar, enquanto ia até o quarto de Draco. A senha havia mudado, por isso, bateu na porta. Levantando uma das sobrancelhas enquanto entrava no aposento, um Draco bocejante conseguiu dizer:
- Troquei para evitar novos acidentes. A nova é "ruivas são demais".
Gina riu achando que era uma piada, mas posteriormente veio a descobrir que era sério. Ficou esperando seu namorado terminar sua higiene matutina antes que pudessem conversar, e olhou o aposento. Estava mais desarrumado do que nas últimas vezes que viera ali. Ao ser indagado, ele comentou marotamente:
- Eu não tinha motivos para arrumar se você não vinha aqui – falou, colocando uma blusa.
- Não houve nenhum problema por você não ter feito sua ronda durante o passeio de Hogsmeade? – ela perguntou, enquanto ele calçava os sapatos.
- Nada demais, só uma carta da direção pedindo que eu me concentre mais em minhas funções de monitor-chefe.
Apesar de desejar um momento mais íntimo com ele, Gina preferiu deixar para depois, ou se atrasariam para o café da manhã. Enquanto iam para o salão, a ruiva contou sobre a recepção dos grifinórios, e sobre a conversa que tivera com seu irmão naquela manhã. Omitiu o pensamento grifinório sobre ele; torcia para que nunca descobrisse.
- Só espero que meu irmão seja maduro o suficiente para ao menos evitar escândalos desnecessários – concluiu – acho que a convivência dele com a Mione está ajudando-o nisso.
Draco ficou calado alguns instantes, antes de falar algo.
- Acha mesmo que devemos fugir?
Gina pensou um pouco, antes de responder.
- Essa batalha não é para mim, Draco. Minha família inteira estará envolvida, e eu só posso lamentar. Com você, as coisas se tornam mais difíceis; somos de lados diferentes, por assim dizer.
Ele calou-se, antes de comentar.
- Sempre gostei da Itália, acho que deveríamos ir para lá.
Rindo, Gina pensou no quão surreal era aquela conversa; desde que estavam juntos, não tocavam na palavra "relacionamento", e agora discutiam o que fazer quando ambos estivessem formados. Definitivamente, surreal.
Chegaram ao salão principal de mãos dadas, sendo olhados pelos estudantes presentes, trocando um beijo e cada um indo para sua mesa. Ainda era um fato a se lamentar que não houvesse uma maior integração entre os alunos durante as refeições.
O café da manhã estava vazio, por ser domingo. Ao terminar, Gina encontrou o loiro na saída, enquanto caminhavam sem rumo.
- Então, o que fazemos agora que não precisamos nos esconder? – perguntou ele.
Dando um sorriso malicioso, Gina comentou.
- Bom... Eu estava pensando em passar o dia escondida em um quarto, acompanhado de um certo alguém...
Sorrindo, Draco limitou-se a responder:
- Mulheres... Quando conseguem o que querem, mudam de ideia.
Rindo, foram caminhando até o quarto do loiro, onde passaram o resto da manhã recuperando a semana perdida.
A semana passou voando. Hogwarts já estava em clima natalino, e muitos alunos estavam ansiosos para passarem as férias de inverno em suas casas. Enquanto saía de sua última aula de transfiguração, Colin perguntou:
- Vai ficar por aqui?
Gina assentiu. Não se sentia preparada para ir para a Toca e enfrentar seus pais; mesmo se não dissesse nada, eles poderiam ver que escondia algo. Podia não demonstrar nada para outras pessoas, mas para seus pais, isso parecia impossível.
Draco também ficaria, já que desde que assumiram namoro, não gostava de passar um segundo longe dela. A encontrava na porta de sua sala quando uma de suas aulas acabavam, acompanhando-a até a próxima. Parecia contente em "marcar território", mostrando que agora ela era dele.
Blaise parecia fazer o mesmo com Luna; sempre a encontrando, falando algo em seu ouvido para que corasse, passeando de mãos dadas. Gina nunca viu sua amiga tão feliz; seu ar sonhador de sempre parecia intensificado com a presença de Blaise, e a corvinal parecia brilhar na presença dele.
Os alunos já estavam se acostumando em ver um Malfoy e uma Weasley juntos; não faziam mais comentários sussurrantes depois que passavam, já não arregalavam os olhos quando os viam se beijando. Gina comentou isso com Colin, que sorriu ao responder:
- Isso é um colégio, Pimentinha. As fofocas por aqui duram o tempo de uma refeição. Os alunos sempre arranjam algo novo para comentar, e os assuntos vão ficando antigos.
Rony não falava nada quando os via e, no geral, virava o rosto. Evitou falar com ela durante toda a semana mas, no sábado, quando os alunos estavam partindo para sua casa, aproximou-se durante o café da manhã:
- Eu vou pra Toca – começou, meio sem jeito – já vi que você deve ficar, então, se cuida.
Sorrindo agradecida pela atitude de seu irmão, pois sabia que não teria muito mais do que isso, o abraçou, pegando-o de surpresa.
- Você também, Ron.
Afastaram-se, e Rony foi para uma das carruagens. Harry o esperava, sem nunca olhar para a ruiva. Evitava-a a semana inteira; parece que tê-lo trocado por outro fizera efeito, afinal.
Foram juntos para a casa dos Weasley, e Gina só desejava que nenhum dos dois falasse nada de sua vida. Se fosse contar aos seus pais, que saísse de sua própria boca, e não por terceiros.
Ao encontrar Draco após a refeição, caminharam abraçados:
- Temos o colégio só para a gente – ela comentou, enquanto ouviam o silêncio nos corredores – o que devemos fazer?
- Podemos utilizar o armário de vassouras, a sala de transfiguração... – o loiro começou a listar, levando um tapa no braço – o que, foi você quem perguntou!
Gina riu. Seu namorado era um pervertido por natureza, e era algo que nunca mudaria.
Luna e Blaise também ficaram em Hogwarts, e eles passavam as tardes juntos conversando e jogando cartas. Fizeram uma guerra de neve em um dos dias, com uma vitória das garotas sobre os garotos; ao lembrar daquela cena, onde os quatro riam e brincavam, Gina só queria que o tempo parasse naquele momento. Era uma memória que ficaria vívida em sua lembrança, não importa o tempo que passasse. Onde era feliz com seu namorado e seus amigos.
A manhã de Natal chegou, e Gina acordou com um Draco sorridente ao seu lado. Havia uma pilha de presentes na cama em que estavam, inclusive com o nome de Gina.
- Como os elfos sempre sabem onde eu estou? – perguntou a ruiva, ao ver que havia presente de seu pais – isso me faz pensar que eles são espiões de primeira categoria.
Draco riu ao seu lado, começando a desembrulhar seus embrulhos. Seus pais haviam lhe mandado um relógio de pulso com aparência de ser muito caro, e Gina olhou assustada.
- Hum, acho que meu pai ainda está com raiva de mim – o loiro comentou, enquanto colocava no pulso – para terem enviado algo simples assim...
Incrédula, Gina abriu o de seus pais. Era um novo casaco de tricô, já que o seu já estava antigo. Era azul claro, com o desenho de uma fada na frente.
- Sua mãe quem fez? – perguntou Draco, ao que Gina assentiu – caramba. Minha mãe não consegue fazer uma única linha de tricô.
Gina deu um sorriso fraco; Draco provavelmente só estava tentando deixá-la melhor. Colin lhe enviou um livro de bolso do "Kama Sutra", o que fez o loiro ao seu lado quase pular de excitação. Hermione e seu irmão lhe enviaram um presente em conjunto: um guia de relacionamentos intitulado "Mulheres poderosas não precisam de homem nenhum". Abanou a cabeça, colocando de lado.
- Acho que eles ainda não aceitaram completamente – falou, desembrulhando o de Luna, uma maleta com variados esmaltes de todas as cores possíveis.
Além do presente de seus pais, Draco só havia recebido outro de Blaise, uma belíssima carteira de couro negra.
Havia mais um embrulho para ele, e ele estranhou. Ao ver de quem era, olhou para Gina, surpreso:
- Você me comprou algo?
Meio sem graça, Gina conseguiu responder:
- Bom, eu não comprei exatamente, eu meio que... fiz.
Curioso, Draco abriu, e ficou sem fala para o que viu.
- Eu sempre gostei de pintar desde que era criança – falou Gina, sem graça – então, tentei desenhá-lo. Acho que não saiu tão bom... – ficou tímida de repente – desculpa, não deveria ter tentado.
Draco continuou olhando para a moldura, chocado. O quadro à sua frente era um retrato seu, desenhado e pintado à mão, estático. Seu "eu" estava desenhado em preto e branco, sem blusa e com olhos frios, encarando o visualizador do quadro. No entorno, cores vivas circundavam a imagem.
-É... Assim que você me vê? – conseguiu sussurrar.
Gina assentiu.
- Todos o veem apenas de uma forma, em preto e branco. Mas eu consigo ver além disso – ela falou, olhando para ele – posso ver todas as nuances de cor que você possui.
Draco olhou do quadro para ela e depois, encarou a imagem novamente.
- Diga alguma coisa – a ruiva implorou, desesperada com a reação que ele estava tendo.
- Eu... – ele tentou formular uma frase – Eu não... Ninguém nunca fez nada assim antes pra mim.
Lentamente, ele colocou o quadro de lado, virando-se para Gina.
- Você... Gostou? – ela perguntou, incerta.
- Não tenho palavras para te agradecer – ele disse, segurando as mãos dela entre as suas – acho que tudo o que quero dizer agora é... Eu te amo.
Gina ficou encarando-o, com cara de boba, sem saber o que falar. Um sorriso surgiu em sua face, antes de dizer emocionada:
- Eu também te amo.
Sorrindo, Draco a puxou para um abraço, beijando-a em seguida.
- Obrigado – ele agradeceu, falando em seu ouvido – foi o melhor presente que já ganhei em toda minha vida.
Contente, Gina só conseguiu abraçá-lo mais forte. Aquele com certeza era o melhor Natal de todos.
Luna caminhava excitada para o lago, logo após tomar o café da manhã. Blaise havia lhe mando uma carta, pedindo para que lhe encontrasse ali após a refeição. Estava curiosa; não recebera nenhum presente, e ficou com medo de que não tivesse gostado do que deu a ele. Nunca havia escolhido nada para um homem que não fosse seu pai, ainda mais um com quem estava saindo há pouco mais de uma semana, por isso, sentiu enorme dificuldade. Acabou comprando um perfume que achou maravilhoso, mas que ele poderia ter detestado.
O encontrou sentado na beira do lado, dedilhando um violão.
- Ah, você chegou – disse ele, com um sorriso caloroso – por favor, sente-se.
Apreensiva, Luna se sentou um pouco afastada, olhando para o violão nas mãos do moreno.
- Eu fiquei pensando em que presente te dar – começou ele – e percebi que você era especial demais para ganhar algo usual. Então, quis fazer algo diferente.
Ele olhou para seu violão, e começou a tocar.
- Essa música foi escrita pra você – ele disse, olhando-a nos olhos.
Surpresa, Luna ouviu cada nota sendo tocada, e depois a voz do moreno quando este começou a cantar.
I never really feel quite right and I don't know why
(Eu nunca me senti completamente certo, e não sei o porquê)
All I know is something's wrong
(Tudo o que sei é que alguma coisa está errada)
Everytime I look at you
(Toda vez que olho para você)
You seem so alive
(Você parece tão viva)
Tell me how do you do it, walk me through it
(Me diga como você faz isso, conduza-me)
I'll follow in every footstep
(Eu seguirei cada passo seu)
Maybe on your own you take a cautious step
(Talvez por conta própria você dê um passo cuidadoso)
Till you wanna give it up
(Até você querer desistir)
But all I want if for you to shine…
(Mas tudo o que eu quero é que você brilhe…)
Shine down on me
(Brilhe para mim)
Shine on this life that's burnin out
(Brilhe nesta vida que está se apagando)
Luna ouvia com seus olhos marejados de lágrimas, emocionada, enquanto Blaise cantava sorrindo, olhando para ela.
I say a lot of things sometimes that don't come out right
(Eu digo um monte de coisas que às vezes saem errado)
And I act like I don't know why
(E eu ajo como se não soubesse o motivo)
I guess a reaction is all that I'm looking for
(Eu acho que uma reação é tudo o que estou procurando)
When you looked through me
(Quando você olhou para mim)
You really knew me
(Você realmente me conheceu)
Nobody ever looked before
(Ninguém nunca me olhou assim antes)
Maybe on your own you take a cautious step
(Talvez por conta própria você dê um passo cuidadoso)
Till you wanna give it up
(Até você querer desistir)
But all I want if for you to shine…
(Mas tudo o que eu quero é que você brilhe…)
Shine down on me
(Brilhe para mim)
Shine on this life that's burnin out
(Brilhe nesta vida que está se apagando)
You give me something that I've never know
(Você me deu algo que eu nunca conheci)
Shine all to me
(brilhe inteira para mim)
So many shadows I've been walkin with
(Tantas sombras têm me acompanhado)
I've been lost in the dark
(Eu estive perdido na escuridão)
So many voices that I talk to
(Tantas vozes com quem tenho conversado)
But now you're the one that I really depend on now
(Mas agora você é a única que eu realmente estou dependendo)
Maybe on your own you take a cautious step
(Talvez por conta própria você dê um passo cuidadoso)
Until you wanna give it up
(Até você querer desistir)
But all I want if for you to shine…
(Mas tudo o que eu quero é que você brilhe…)
Shine down on me
(Brilhe para mim)
Shine on this life that's burnin out
(Brilhe nesta vida que está se apagando)
Ao terminar a música, Blaise colocou seu violão de lado, segurando as mãos de Luna entre as suas.
- E sei que você tem medo de que isso acabe – ele falou sério, olhando em seus olhos – mas eu não vou deixar. Você é o meu sol, Luna, sempre iluminando meus dias e me deixando feliz como eu nunca estive antes. Seja minha namorada.
Sem conseguir falar uma palavra, Luna assentiu, jogando-se em seus braços, sentindo o cheiro do perfume com que o havia presenteado.
- Sim – ela falou, chorando – sim, eu aceito.
Sorrindo, Blaise a afastou para um beijo, uma promessa selada entre os dois. Felizes, continuaram no lago, aquecendo-se um nos braços do outro naquele inverno congelante.
As férias de inverno passaram rápido, e logo a rotina retornou. Alguns alunos pareciam achar que o relacionamento Weasley-Malfoy foi invenção de suas mentes, mas perceberam que era tudo real. Na primeira semana de aula, ainda recebiam olhares assustados, mas logo se acostumaram novamente.
A vida de Gina estava mais perfeita do que jamais imaginara que um dia pudesse estar; seu irmão havia retornado da Toca, e aparentemente não falou uma palavra sobre seu namoro a seus pais. Passava o dia entre seus amigos, estava sempre com Draco, isso quando não estavam com Blaise e Luna, agora oficialmente namorando.
Mas quando se está feliz, o tempo passa voando; o Dia dos Namorados veio e se foi, e Gina tomou um porre memorável ao lado de Draco, ao beberem duas garrafas de whisky de fogo sozinhos no quarto de monitor-chefe, como forma de comemoração.
Draco a enchia de presentes sempre que podia; parecia decidido a refazer seu guarda-roupa com peças de grife e tecidos caros.
- Você não precisa me comprar presentes toda hora, Draco – disse ela, certa vez, ao receber um lindo vestido azul claro – eu não estou com você para que gaste dinheiro comigo.
- Mas eu quero – ele respondeu – nunca quis dar nada a uma garota antes, então, apenas aceite e use – ele falou, encerrando a discussão.
Colin, obviamente, havia percebido seu novo vestuário.
- Usando roupas caras, uma esmeralda no pescoço... Esse namoro está rendendo, hein, Pimentinha? – ele comentou, certa manhã, a caminho de uma aula.
- Draco gosta de aparecer – ele respondeu, mas estancou – espera... Esmeralda?
- Ué, você não percebeu que seu pingente é uma? – Colin parecia chocado.
- Eu... – Gina tentava recuperar sua fala – eu mato aquele loiro por me enganar! Ele disse que tinha sido barato!
Colin gargalhou ao ver a reação da amiga.
- Malfoys não sabem o que é algo barato, Pimentinha – ele disse, ainda rindo, enquanto caminhavam para a próxima sala.
Ao encontrar o loiro mais tarde, Gina o olhou com desprezo.
- Esmeralda, é? – falou, apontando para o próprio pescoço.
O sonserino fez uma cara de inocente.
- Ops – ele falou, a puxando para perto, e Gina se esqueceu do sermão que daria nele, pois quando estavam próximos assim, sua mente ficava em branco.
Nas proximidades das férias de páscoa, tiveram uma surpresa desagradável. Draco estava em seu quarto de monitor-chefe pensativo, quando Gina chegou.
- O que houve? – ela perguntou, sentando no braço da poltrona em que o loiro estava.
- Meu pai me mandou uma carta – ele disse – aparentemente, ele sabe de nosso relacionamento.
Gina ficou em silêncio por um momento.
- Como? – conseguiu perguntar.
Draco soltou o ar, antes de falar.
- Ele diz que alguém de confiança lhe informou, mas não creio que tenha sido só isso.
- Você acha que... Alguma ex- namorada sua...? – Gina não quis falar o nome diretamente, mas ambos sabiam a quem ela estava se referindo.
- Não acredito que Pansy tenha entrado em contato – Draco falou, olhando para o nada – se fosse para ter feito, o teria assim que começamos a namorar, já que eu tinha acabado de dar-lhe um fora. Mas alguém pode ter avisado anonimamente, e meu pai pode ter procurado-a para confirmar os fatos, já que eu e ela ainda namorávamos no último verão. Ela não negaria se fosse perguntada diretamente por ele.
Gina assentiu, também pensativa.
- Quem poderia...? – ela começou, mas parou, sem completar a frase.
- Não é o que me preocupa agora – ele falou, olhando para o papel dobrado em suas mãos – mas o fato de meus pais terem nos convidado, e você pode entender isso como uma intimação, para passar o feriado de páscoa na mansão Malfoy.
A grifinória arregalou os olhos, assustada.
- Eles querem me conhecer? – sua voz saiu mais fina do que o normal.
Draco assentiu, seu semblante preocupado.
- Eu não sei o que está se passando na cabeça deles, Gina – ele disse, enquanto puxava-a para seu colo – mas não é uma boa ideia recusar o convite. Talvez minha mãe tenha tido essa ideia, não sei. Ela sempre foi compreensiva, mas acho difícil imaginar ela convencendo meu pai a aceitar meu namoro com uma Weasley.
Gina ficou em silêncio, chocada demais para falar algo. Lucio e Narcisa Malfoy queriam conhecê-la pessoalmente. Talvez para descobrir que feitiço havia lançado no filho deles, ou se havia dado alguma poção do amor.
Olhando para a expressão preocupada da namorada, Draco a abraçou.
- Eu não vou deixar nada acontecer com você, acredite em mim. Mesmo que eu seja deserdado, vou mantê-la segura, prometo.
A ruiva assentiu, tentando passar confiança, mas por dentro, tremendo de medo. O que faria na presença dos pais de Draco? Ela era uma garota simples, criada em uma família sem muitos recursos. Nunca sentiu vergonha disso, ao menos até agora.
- Hum, Draco... Você se importaria de me ensinar algumas coisas antes de irmos...? – ela perguntou, incerta.
Curioso, o loiro a olhou.
- Tipo o quê?
- Bom... Como para que servem todos aqueles talheres postos na mesa em um banquete completo – falou, sem graça.
Rindo, o loiro a abraçou mais forte.
- Pode deixar, eu lhe ensino tudo o que você quiser.
No dia anterior à sua viagem, Gina resolveu contar ao seu irmão que passaria o feriado fora de Hogwarts.
- Tem certeza de que quer fazer isso, Gina? – perguntou Luna, enquanto atravessavam o pátio.
- Alguém da minha família tem que saber, caso eu não volte – ela respondeu, dando um sorriso pesaroso.
- Nós podemos contar, se é isso que a preocupa – falou Colin. Os três andavam juntos de vez em quando, uma vez que tinham Gina como amiga em comum.
A ruiva meneou a cabeça, desolada.
- Não... É algo que eu mesma tenho que fazer. Afinal, sou uma grifinória, preciso ser corajosa de vez em quando – tentou dar um sorriso confiante, enquanto via seu irmão passar mais à frente – desejem-me sorte.
Dando um aceno aos amigos, Gina correu até seu irmão, que estava acompanhado por Harry e Hermione.
- Rony! – gritou, aproximando-se – posso falar com você, a sós? Será apenas um minuto.
Seu irmão assentiu, afastando-se com ela. Hermione olhava curiosa e Harry... A encarava. Era estranho, uma vez que evitava seu olhar desde que assumiu seu namoro com Draco. Sentiu um frio percorrer sua espinha enquanto afastava-se com Rony.
- Então, o que você quer? – seu irmão perguntou, não querendo prolongar o assunto. Ele, de certa forma, já havia aceitado seu namoro, apesar de deixar claro que discordava. No entanto, demonstrava maturidade ao passar por Draco nos corredores sem fazer nenhum comentário, e até mesmo o loiro havia deixado de lado a implicância, a fim de evitar problemas.
- Eu preciso te contar algo. Por alguma razão, acho importante que você saiba – ela falou, dando um meio sorriso – eu vou estar viajando amanhã com Draco para a mansão Malfoy. Os pais dele... Querem me conhecer.
Rony arregalou os olhos.
- Aparentemente eles descobriram sobre o meu namoro com Draco – ela continuou, ignorando a reação do ruivo à sua frente – e eles fizeram um convite formal para que eu passasse esse feriado lá.
- E você... Vai? – Rony perguntou, chocado.
- Tenho que ir – Gina deu um sorriso confiante – grifinórios não fogem do perigo. Além do mais, serão apenas quatro dias. No pior das hipóteses, irei para algum hotel.
Seu irmão parecia estar procurando palavras para falar algo.
- Ahn, e você está me contando isso porque vai deixar algum testamento...?
Gina soltou um risinho.
- É, também é bom que esteja informado, mas o motivo é outro – ela ficou séria – alguém contou a eles anonimamente, Ron. E eu acho que quem fez também deve contar aos nossos pais em breve, se já não o fez.
Rony pareceu entender, e ficou pensativo.
- Se eles já soubessem, você já teria recebido um berrador, isso é fato – Gina assentiu, concordando – mas acho que o melhor conselho que eu posso te dar é... Conte logo, antes que eles saibam pelos outros. Foi difícil passar o Natal com eles, sabe – ele olhava para o horizonte enquanto falava – eles perguntavam de você e eu só conseguia responder "ela está bem", enquanto o Harry fazia cara de paisagem ao meu lado.
A ruiva soltou um suspiro.
- Tenho medo quando contar, não só da reação deles, mas de nossos irmãos. Carlinhos virá voando da Romênia, provavelmente montado em um dragão.
Rony deu uma risadinha, olhando para o chão.
- Você escolheu esse caminho, Gina – ele disse, sua voz pesarosa – sabe que eu não apoio, e dificilmente nossa família apoiará. Mas se é isso que quer, então, não desista. A família Weasley é famosa por ser teimosa.
Rindo, Gina o abraçou.
- Obrigada, irmão.
Dando um aceno, afastou-se. Rony voltou para seus amigos, e Hermione quase pulou em cima dele, curiosa sobre o que conversaram.
- Nada demais – ele se esquivou do assunto – só colocando o papo em dia.
Enquanto Hermione insistia para que o ruivo falasse mais, Harry ficou calado. Ele havia enviado a carta a Lucio Malfoy anonimamente, avisando que seu filho namorava uma Weasley. Esperou passar alguns meses de namoro, achando que algo pudesse dar errado mas, ao perceber que o casal estava mais firme do que nunca, achou melhor agir.
Pensou em logo contatar os Weasley, mas sabia que isso os machucaria, por isso, deixou como última opção. Primeiro, deixaria que Lucio Malfoy assustasse Gina e, quem sabe, isso colocaria alguma lucidez em sua mente. Se não funcionasse, não teria outra saída senão magoar Artur e Molly Weasley.
Sentia suas entranhas se revirarem ao ver os dois juntos; sentia vontade de lançar um crucio no loiro quando o via abraçar Gina. Mas ele não deixaria que o sonserino saísse vitorioso, não dessa vez. Gina Weasley seria sua.
- Nervosa? – Draco perguntou, quando desembarcavam do trem.
A viagem havia sido silenciosa, pois Gina estava, de fato, nervosa demais para conversar normalmente.
- Um pouco – ela tentou minimizar – acho que mais... preocupada, com o que vão achar de mim. Provavelmente eles já têm um julgamento a meu respeito.
- Relaxe – o loiro falou abraçando-a, enquanto andavam para fora da estação – esses quatro dias passarão voando.
Não para Gina; se fosse um almoço, estaria mais calma, porém, quatro dias parecia muito quando se tratava dos Malfoy. Mas não queria deixar Draco preocupado, por isso, procurava disfarçar seu nervosismo.
- Como é sua mãe? – perguntou, genuinamente curiosa, arrastando suas malas em um carrinho.
- Ela é... – Draco procurou palavras para descrevê-la – única. É um tanto sensitiva, consegue perceber muitas coisas à sua volta. Certa vez, me contou que, quando jovem, tinha um dom para adivinhação, mas que depois de se casar, diminuiu. Você vai gostar dela. E, se quer saber, o melhor é que a conquiste, porque será mais fácil ela convencer meu pai.
A ruiva assentiu, enquanto afastavam-se o suficiente para aparatar. Draco já tinha tirado sua licença e, abraçando-a apertado, aparataram para a frente da mansão Malfoy.
Segurando firmemente a mão de seu namorado, observou os portões abrirem lentamente, e preparou-se para o que estava por vir, engolindo seco.
**fim do capítulo 3**
N/A: Olá pessoal!
O que acharam do Natal? Mantive a cena em que o Blaise canta uma música para Luna, apesar de ter trocado: agora é "Shine" do Richie Kotzen, e está disponível em meu profile aqui no ffnet para download ou para ser ouvido online :)
E teve uma boa passagem de tempo também; não vi sentido em enrolar com muita cena cotidiana...
Quanto à relação fraterna, Rony também está mais maduro. Na versão antiga isso também acontecia, mas de forma diferente. Desta vez, quis mostrar que um cara que já está no último ano pode sim agir de outra forma, e não ser completamente implicante como aos 11 anos...
E antes era apenas um almoço com os Malfoy; agora é o feriado inteiro! O que esperam que aconteça? Garanto uma coisa a vocês: só o nome do próximo capítulo fará vocês delirarem para ler, porque diz muuuita coisa!
E logicamente eu não vou contar, terão que esperar a próxima atualização! Rsrs
Mas já está escrito, por isso, deixem reviews e eu penso em postar logo :P
Bjinhos,
(¯`·._.·[ Princesa Chi ]·._.·´¯)
