Capítulo 5 – Planejamento e vingança
Para a surpresa de Gina, o feriado passou voando. Seus dias foram extremamente agradáveis, pois Draco encheu-a de atenção e Narcisa lhe deu diversas dicas para sua gravidez.
Ao fechar sua mala, olhou para sua mão direita, onde ostentava um belíssimo anel de diamantes. Nem acreditava que estava noiva de Draco; após o pedido, tiveram um magnífico jantar em família, e Gina nunca pensou que teria momentos tão bons com todos os Malfoy. Lucio e Narcisa pareciam orgulhosos e sinceros ao desejar felicidades a eles.
No dia seguinte ao noivado, Narcisa conversou com ela sobre as opções que teriam em relação ao término do estudo e sua gravidez.
- Sua barriga não deverá aparecer significativamente até o término do semestre – disse ela, enquanto tomavam chá à tarde, em uma das varandas da Mansão – contanto que comece a usar roupas que disfarcem um leve aumento, poderá fingir que engordou alguns quilos.
Gina deu uma risada, bebericando seu chá. Finalmente tinha popularidade em Hogwarts, era bela e desejada pela população masculina, mesmo namorando Draco durante meses. Pensou nas reações dos alunos quando descobrissem, e Narcisa pareceu entender sua preocupação.
- Acho que a melhor opção será você não voltar a Hogwarts para o sétimo ano – ela continuou, falando calmamente – até lá, o anexo estará reformado e você e Draco podem se mudar para o local. Pode completar seus estudos de casa até o término da gravidez e amamentação, estando preparada para realizar seus exames finais e NIEMs. Tenho certeza que, chegando a hora, podemos conversar com o diretor e ele entenderá a situação.
A ruiva olhou para seu chá, pensando. Narcisa estava certa, aquela era a melhor opção. Mas o que a preocupava era a reação de sua família quando soubesse. Contou sobre esse pensamento para sua futura sogra – era engraçado pensar nela assim – que assentiu:
- Eu entendo sua preocupação, Virgínia. É um tanto lamentável que não tenha mais nenhum momento em que possa contar a eles, antes da formatura. Draco comentou que seu irmão também está se formando, e que toda sua família estará presente.
A garota assentiu. Aquela seria o primeiro momento em que reencontraria sua família desde que estava com o sonserino. Não queria imaginar o que aconteceria durante a apresentação. O que a relaxava é que haveria muitos bruxos presentes, e seria difícil uma batalha acontecer. Mas o que aconteceria depois era impossível de se prever.
- Acho que eu só posso desejar que eles aceitem, mesmo sabendo da probabilidade de que não o façam – comentou Gina, depois de algum tempo – eu não esperava ser aceita por vocês, e cá estou.
Narcisa deu uma risada.
- Verdade. E em breve será minha nora.
Gina sorriu ao lembrar da cena, olhando em volta para ver se não havia esquecido nada no quarto de Draco. Haviam conversado sobre quando se casariam, e a possibilidade é de que fosse durante as férias; uma cerimônia privada, só para amigos mais íntimos.
- Está pronta? – seu noivo apareceu na porta.
- Já – respondeu, e um elfo apareceu, levando suas malas.
Foram juntos despedirem-se dos pais de Draco. Ele passara a maior parte das tardes conversando sobre negócios com Lucio, e Gina sentia-se orgulhosa em vê-lo tão empenhado em ter seu próprio sustento profissional, sem depender diretamente dos pais.
- Cuide-se, querida – falou Narcisa, abraçando-a – e lembre-se de tomar a poção contra o enjoo pelas manhãs. Qualquer coisa, mande-me um coruja.
Despediu-se de Lucio, que estendeu a mão para um aperto.
- Não deixe de comer. Não quero que meus netos nasçam subnutridos – ele disse, e Gina assentiu sorrindo. Seu relacionamento com ele era mais distante, diferente de com Narcisa, mas ainda assim, sua impressão de Lucio era completamente diferente de quando chegou.
No trem, Gina sentia-se ansiosa.
- Vai contar para Luna sobre a gravidez? – Draco perguntou.
- Sim – respondeu – e Blaise por tabela saberá, o que não vejo problema. E provavelmente terei que contar para o Colin, já que ele descobrirá de qualquer forma. Ele é muito detalhista, reparará em minha barriga no primeiro centímetro que crescer. Tenho certeza que ele não contará nada a ninguém, se eu pedir.
Draco assentiu.
- E seu irmão? – perguntou, casualmente.
Gina suspirou.
- Não sei ainda. Talvez eu conte só do noivado, o que eu acho mais difícil de esconder. Assim que alguém reparar no anel que estou usando, a fofoca se espalhará, e prefiro contar para ele antes.
- Você não precisa usá-lo, se não quiser – ele disse, abraçando-a – sei que será difícil para você enfrentar as perguntas que provavelmente farão.
- Mas eu quero usar – respondeu – não tenho vergonha de ser sua noiva.
O loiro sorriu, beijando-a.
- Perguntou a seu pai sobre a carta que recebeu?
- Ele disse que foi mesmo anônima – comentou o loiro, encostando-se no banco – veio de uma das corujas de Hogwarts. Ele então entrou em contato com a Pansy, e ela só confirmou, mas não fez mais do que isso. Acho que devo agradecê-la depois. Mesmo que nosso namoro não tenha dado certo, ela sempre foi uma boa amiga.
A ruiva assentiu, encostando-se no ombro dele.
- Com fome? – ele perguntou, quando o carrinho de doces passava.
- Morrendo – ela respondeu sorrindo, enquanto ele comprava tudo o que estivesse disponível.
Passaram o resto da viagem se deliciando e repassando todo o maravilhoso feriado que tiveram.
Ao chegar em Hogwarts, Luna e Colin a esperavam na porta, quase pulando de curiosidade.
- Hora de enfrentá-los – Gina abanou a cabeça, sorrindo, despedindo-se do loiro.
Foi arrastada para a margem do lago, onde não havia ninguém aquela hora.
- E então, como foi? – perguntou Colin, curioso – foram mal-educados com você, te destrataram?
- Na verdade... Foi muito bom – disse Gina, dando um sorrisinho ao ver a expressão incrédula de seus amigos – e o feriado serviu para algo.
Ele levou a mão direita à frente, e seus amigos soltaram uma exclamação.
- Ai meu Merlin, você está noiva! – Luna falou excitada e sorridente – nem acredito!
- E que anel é esse! – completou Colin – é puro diamante, vale mais que toda a minha casa!
Gina riu da reação de seus amigos.
- Teve um motivo para isso – ela começou, após se acalmarem – mas vocês precisam me prometer que não contarão a ninguém, ou eu juro que os amaldiçoarei por toda uma geração.
Os dois assentiram, e a ruiva contou sobre sua gravidez e a reação positiva de seus futuros sogros. Contou sobre seus planos para o próximo ano, da reforma de sua futura casa e do que pretendia fazer para o casamento.
Ao final, seus amigos a olhavam incrédulos.
- Caramba, Gina, isso é... – Luna tentava encontrar palavras.
- Magnífico – Colin conseguiu dizer, emocionado – nem acredito que minha pimentinha será mãe!
Rindo, Gina recebeu congratulações de seus amigos, enquanto retornavam para o castelo discutindo sobre um vestido de noiva que cobrisse sua barriga e possíveis decorações.
Draco encontrou Blaise no caminho para seu quarto de monitor-chefe e, antes que o moreno dissesse um "boa tarde", falou:
- Eu vou ser pai e vou me casar nas férias.
O moreno ficou parado no mesmo lugar, o olhando com a boca aberta, enquanto Draco gargalhava de sua reação.
- Não me taque uma bomba assim, seu desgraçado – disse Blaise, recuperando-se – como assim vai ser pai e se casar?
- Vou ser, ué. Acontece – ele meneou a cabeça, sorrindo – e você será meu padrinho. Não é um convite, é uma intimação.
- Você não toma jeito – falou Blaise, sorrindo e estendendo a mão – parabéns, cara.
Apertaram as mãos e foram andando, enquanto Draco contava a ele sobre seus planos de negócio que discutira com seu pai durante os últimos dias.
Para Gina, o mais difícil foi contar a seu irmão. O encontrou no salão comunal e o chamou para dar uma volta.
- Como foi? – ele perguntou, olhando-a para ver se não tinha nenhum machucado.
- Bom – disse, enquanto andavam – eles foram mais simpáticos do que eu pensava.
- Não se engane, estamos falando de Lucio Malfoy, lembra? Ele ainda mexe com arte das trevas Gina, pode estar tramando algo.
Gina suspirou.
- Não creio. Eles na verdade tem um motivo para terem me aceitado – Gina parou de andar, olhando para seu irmão, indecisa se falava ou não.
- Cospe logo – falou Rony, reconhecendo a expressão da irmã quando esta escondia algo.
- Ahn... Você vai ser tio – conseguiu dizer, nervosa.
Seu irmão ficou paralisado a encarando, e seus olhos pareciam tão grandes quanto pratos.
- Eu e Draco vamos nos casar nas férias – apressou-se em dizer – ficamos noivos durante o feriado, ele não quer que eu seja mãe solteira. E Lucio e Narcisa Malfoy gostaram da ideia de serem avós, por isso estão apoiando nosso relacionamento.
Rony ainda estava em choque, e sua boca se mexia, tentando falar algo.
- Eu... Err... Bom... – sacudiu a cabeça – essas são notícias... chocantes.
- Eu sei – Gina assentiu, e recomeçaram a andar – eu preferi te contar, pois a formatura está chegando, e terei que encarar nossa família. E logo todo o colégio saberá do noivado, embora eu pretenda esconder a gravidez até as aulas terminarem. Eu não sei o que vai acontecer nesse dia, Ron.
Seu irmão ficou em silêncio, pensativo.
- Você está ferrada – ele conseguiu dizer, dando um sorriso triste, mas segurando sua mão – quantos meses?
- Dois – Gina sorriu – serão um casal de gêmeos.
Seu irmão soltou um riso, incrédulo.
- Está nos genes dos Weasley, só pode – ele comentou – já sabe o que fará?
Gina contou sobre os planos de Narcisa e sobre o que pretendia fazer.
- Então você já tem tudo acertado.
- Mas isso não muda o fato de que eu preferia que minha família me apoiasse – disse, demonstrando tristeza.
- Você ainda não sabe a reação deles. Podem te surpreender; veja só, você agora está se dando bem com Lucio Malfoy. Isso é bizarro de se imaginar.
A ruiva riu.
- Obrigada, Ron. Eu... – ela pensou nas palavras – você é o irmão mais próximo de mim, não só pela idade. Fico feliz que seja o primeiro de nossa família a saber. E o fato de você estar aceitando tudo sem ter algum ataque de nervos... Não sabe o quanto sou agradecida.
- Disponha – ele disse, dando-lhe um abraço – tentarei de apoiar no que puder. Eu sou seu irmão mais velho, e a Hermione me fez ver que já era hora de eu agir como tal. E como você é teimosa, não adiantaria eu falar nada, de qualquer forma.
Rindo, voltaram para a torre, pensando em seus familiares e na reação deles.
Com o passar da semana após o feriado de páscoa, toda Hogwarts parecia saber do noivado de Gina. Alguns especulavam o motivo do noivado repentino, mas Colin aproveitava de sua fama de fofoqueiro para cobrir a amiga, despistando os curiosos:
- Pelo que soube, Lucio Malfoy está obrigando os dois – dizia, quando alguém comentava – diz que só assim aceitará uma Weasley, se provarem que estão em um relacionamento sério.
Agradecida, Gina vivia seus dias normalmente, como antes de saber que seria mãe. Tinha dois melhores amigos preocupados com ela, perguntando se estava bem; tinha Draco, que parecia mimá-la mais do que nunca, e a olhava sempre com tanta ternura e amor que seu fazia seu coração derreter.
- Você mudou – comentou Pansy, certa tarde, ao esbarrar com Draco nos corredores – ouvi que está noivo da Weasley. Então talvez o problema fosse eu, desde o início.
Draco negou com a cabeça.
- Não, Pansy. Você sempre foi uma garota incrível, e sei que encontrará um cara que te mereça. Eu que fui idiota e não servi para o papel – falou, dando um sorriso.
- Quando seu pai me procurou, eu... Não sabia se falava a verdade ou não – disse, entristecida.
- Você fez a coisa certa. Eles teriam que saber em algum momento e, de qualquer forma, acabou tudo bem.
Ela deu um leve sorriso.
- Fico feliz por você, Draco. Nós tivemos muita coisa no passado e, mesmo tendo terminado, ainda sinto muito carinho pelo cabeça-dura que conheci – ela falou, dando-lhe um leve empurrão enquanto caminhavam.
- E em breve você encontrará algum outro cabeça-dura que terá a chance de fazê-la feliz – respondeu o loiro, dando-lhe um sorriso confiante.
Continuaram caminhando, implicando um com o outro como bons amigos.
Para Gina, o mais difícil era esconder seu apetite. Para manter as aparências, tinha que comer pouco quando estava no salão, mas não bastava para conter sua fome. Por isso, Luna e Colin revezavam a ida na cozinha após as refeições, pegando lanches e entregando discretamente para ela, que comia em um dos banheiros.
Ao saber que até mesmo Blaise estava ajudando no revezamento, Draco resolveu tomar uma atitude, a fim de evitar suspeitas.
- Dobby! – chamou, certa tarde, em seu quarto de monitor-chefe.
- Tem certeza de que isso vai funcionar? – perguntou Gina, comendo uma maçã, enquanto esperavam.
- Espero que sim – respondeu o loiro, já perdendo a confiança.
Mas o antigo elfo de sua família apareceu, o olhando desconfiado.
- Sr. Malfoy filho – o pequeno elfo fez uma leve mesura – por que me chama?
Draco olhou para a criatura, e engoliu em seco para falar o que sabia que teria que dizer.
- Boa tarde, Dobby – ser educado com um elfo doméstico ia contra seus princípios, mas precisava fazer aquilo por Gina – eu gostaria de te contratar para um serviço particular. Será remunerado por isso, claro.
O elfo arregalou os olhos, assustado com a atitude do sonserino, mas não falou nada.
- Eu preciso que, a cada refeição do dia, você abasteça esse quarto com a comida que é servida – o loiro continuou – porque a Gina não pode comer muito no salão, mas está sempre com fome e virá para cá para comer. Mas escute bem, ninguém pode saber sobre isso, entendeu? Ninguém mesmo, nem professores, nem alunos. E se a Gina pedir algo mais, por favor, faça o possível para conseguir, e se tiver qualquer problema, me avise. Aceita?
Dobby o encarou por algum tempo, e Draco já achava que tudo estava perdido, quando o elfo fez uma mesura.
- Aceito, Sr. Malfoy filho. Dobby servirá como seu servo novamente para este trabalho.
Sorrindo, Draco olhou para Gina, que assentiu e agradeceu.
- Obrigada, Dobby. Não sabe o quanto estará me ajudando.
Com uma nova mesura em sua direção, o elfo sumiu com um estampido.
O problema parecia resolvido, e a ruiva conseguia comer tudo o que tinha vontade indo ao quarto do loiro. Quase um mês havia se passado desde a descoberta da gravidez, e a barriga de Gina mal havia crescido. Draco passava horas após as aulas encostado no abdômen de Gina, observando abobado qualquer leve mudança.
- É tão incrível como uma vida pode surgir dentro de você – comentou, certa vez – nem bruxos nem trouxas conseguiram descobrir algo que se igualasse a isso. E você ainda está carregando duas vidas, o que torna tudo mais espetacular ainda.
Sorrindo, Gina apenas assentia, olhando com felicidade para as reações de seu noivo. Ele agora fazia questão que ela passasse suas noites ali, por isso, antes do toque de recolher, ela saía de seu salão comunal e ia para seu quarto. Era sempre delicado com ela, como se pudesse quebrar a qualquer instante.
- Draco, sexo não fará mal aos bebês – disse, em uma das noites. Estava morrendo de vontade de ter algo, mas o loiro se negava, com receio de machucá-la.
- Tem certeza?
- Tenho. Agora, mostre que é meu noivo e me agarre enquanto a barriga ainda não está grande – falou, puxando-o para perto.
E os dias se passaram, tão calmos que ambos estranhavam. Já estavam entrando em junho, e ao final do mês, teriam a formatura.
Draco estava apreensivo. Tinha um mal pressentimento, mas não queria estressar Gina, sabendo que poderia fazer mal aos bebês. Procurava deixar esses sentimentos de lado, mas foi assustado certa tarde, ao sair de uma de suas aulas.
Em um estampido, Dobby apareceu ao seu lado. Arrastou-o rapidamente para dentro de uma sala vazia.
- Sr. Malfoy filho pediu para que eu avisasse se algo estivesse errado – falou o elfo – e menina vermelha está molhada e sem comer.
Levou alguns segundos até que Draco entendesse a frase dita pelo elfo, mas quando conseguiu, saiu correndo sem agradecer.
Chegou em seu quarto esbaforido, e deparou-se com uma Gina chorando na cama, e seu irmão sentado próximo.
- Draco – disse ela, entre lágrimas.
Ele correu para seu lado, a abraçando.
- Shh, vai ficar tudo bem – ele disse, enquanto ela chorava em seu ombro.
- Nossos pais entraram em contato – Rony falou, ao ver que ela não conseguia dizer nada – mandaram uma carta para ela e uma para mim.
Só então Draco percebeu que ela segurava um papel nas mãos. Tirando cuidadosamente, leu o conteúdo.
Virginia,
Não tenho palavras para exprimir o quanto eu e seu pai estamos desapontados com você. Recebemos uma carta recentemente de alguém de confiança, dizendo que está noiva do filho de Lucio Malfoy.
Nesse momento, me pergunto se a educamos corretamente. Sempre procuramos ensinar-lhe valores, mostrar que dinheiro não é tudo nesse mundo. Mas aparentemente, não fizemos nosso dever corretamente; ver nossa filha correr para os braços de alguém por dinheiro, independente da índole que carrega, não é algo que conseguimos aceitar.
Nossa família sempre teve valores, e agora você despedaça isso com suas atitudes. Será apenas rebeldia juvenil...? Eu e seu pai não conseguimos pensar em outra hipótese.
Me culpo por não ter lhe ensinado mais; achei que, sendo a única menina no meio de tantos homens seria uma boa educação para você, mas estava enganada. Vejo agora minha filha deixar sua honra de lado como uma meretriz sem família.
E se é isso que quer, então o faremos. Se continuar com sua vida dessa forma, não fará mais parte de nossa família.
Ass: Molly.
Ao dobrar a carta, o choro de Gina se intensificou, e ela conseguiu falar com voz embargada.
- Eles acham que eu estou com você por interesse – falou – acham que eu me vendi por dinheiro, como uma prostituta!
Draco estava com os olhos arregalados, tentando absorver o que acabara de ler. Nunca imaginou que a família Weasley poderia ser tão dura com a moral que carregavam; sempre pensou que pessoas mais pobres eram compreensivas e gentis, diferente do que viu muitas vezes em seus pais.
- Na carta que me mandaram – falou Rony, lentamente – eles me culpam por não prestar mais atenção em minha irmã, e por não agir com a responsabilidade de um irmão mais velho.
O loiro o olhou, sem saber o que falar. Pensou em como o ruivo havia chegado ali, mas nem isso conseguiu perguntar.
- Eu achei... – começou Gina, entre soluços – que eles me mandariam um berrador... que gritariam comigo, que demonstrariam raiva. Mas isso... foi muito pior!
E voltou a chorar no ombro do loiro, desolada. Os dois homens só conseguiam olhar, sem saber o que fazer.
Ficaram assim por um bom tempo e mil pensamentos passavam na cabeça de Draco. Em um deles, apontou para a primeira frase da carta, fazendo Rony olhar.
- Acha que foi algum professor? – conseguiu perguntar, depois que o choro de Gina diminuiu.
Rony negou com a cabeça.
- Acho difícil algum professor se meter em assuntos particulares assim. Além do mais, a acusação foi muito séria, como se meus pais já tivessem certeza absoluta – Rony olhou para a irmã – não deram o benefício da dúvida. E só tem duas pessoas que eles confiariam assim, além de mim. A Hermione e o...
- Harry – Gina completou, afastando seu rosto de Draco e o secando.
No mesmo instante, Draco encheu-se de raiva.
- Potter – sussurrou.
- Ele não faria isso – Rony começou a defender o amigo – Gina, ele pode gostar de você, mas não fez nada depois que começou seu namoro. Não falou nada quando passou o Natal lá em casa, não fez nenhum comentário. Ele não seria capaz de fazer isso!
- Ron – Gina respirou, tentando se acalmar – eu não quero acreditar nisso, mas...
- Ele é aficionado por Gina – Draco disse, sua voz cheia de raiva – ele a perseguia pelos corredores e, mesmo agora, eu posso ver como ele a olha de longe!
- Malfoy, você não o conhece! – disse Rony, também com raiva – eu aceitei seu namoro absurdo com minha irmã, mas não vou deixa você falar do Harry assim!
Os dois homens se encararam, prestes a começar uma briga.
- Por favor, parem – Gina falou coma voz fraca – eu não tenho forças para aguentar duas pessoas que me são importantes brigando agora.
Suspirando, Draco voltou a abraçá-la.
- Desculpe – falou, acariciando sua barriga – você não pode se estressar mais do que já está. Precisa pensar no bem dos bebês.
Gina assentiu, olhando para o nada. Rony observou a cena; sempre odiara o Malfoy desde a primeira vez que pisara na escola, mas não podia negar que ele cuidava de sua irmã. O que seus pais disseram era injusto, pois não deram a chance de Gina explicar, ou mesmo mostrar o que ele estava vendo naquele instante.
- Eu vou indo – falou, dando as costas – se eu descobrir algo, lhe aviso.
Saiu do quarto no instante seguinte, deixando o casal a sós.
- Como ele sabia que você estava aqui? – Draco perguntou, depois de algum tempo.
- Depois que recebeu a carta de nossos pais, ele me procurou – a garota explicou – perguntou a Hermione onde ficava os aposentos de monitor-chefe, e ela lhe deu as direções.
Assentiu. A sangue-ruim era a monitora-chefe, possuía seu próprio quarto, tal como ele. E sabia onde ficava o seu, caso fosse necessário encontrá-lo em uma situação de urgência.
- Seu irmão até pode ser esperto de vez em quando – disse Draco, tentando fazê-la sorrir.
Um leve sorriso apareceu na face da ruiva, mas logo sumiu.
- O que vou fazer, Draco? A formatura está chegando, eles estarão aqui.
- Pensou em responder a carta?
- Não vai adiantar – ela negou com a cabeça – eles já fizeram um julgamento, não vão se importar.
- Mas se não o fizer, parecerá que está afirmando as acusações que lhe fizeram – completou Draco – talvez seja melhor você dizer algo, mesmo que no fundo não adiante. É melhor ao menos tentar.
Gina assentiu, seu rosto já seco. Lentamente, levantou-se, indo sentar-se na escrivaninha e, pegando um pergaminho e uma pena, começou a escrever. Draco foi para seu lado, agachando-se e segurando sua mão livre, observando que era escrito.
Queridos pais,
Me magoa ser julgada de forma tão injusta, quando nem tive a oportunidade de me explicar. Mais do que isso, me dói ver que não tive a chance de contar-lhes pessoalmente, sendo ultrapassada por uma pessoa desconhecida por mim.
Seja quem for essa pessoa, seja o que for que lhe tenham dito, vocês poderiam ter me perguntado antes de acusar-me de forma tão imparcial.
Se estão desapontados, imaginem como eu fiquei ao ler a carta que me enviaram. Nunca pensei que meus pais me diriam frases tão duras sem antes ouvir o que tenho a dizer.
Vocês nunca conheceram o Draco, não da forma que eu conheço; não sabem o quanto estou feliz ao lado dele e o que passamos para estarmos juntos nesse instante. Como podem acusar-me de interesseira, como se eu algum dia fosse capaz de estar com alguém se não por amor!
Eu tinha a esperança de que vocês entenderiam nosso relacionamento; no fundo, achei que me apoiariam, pois o desejo de todo pai é que seu filho seja feliz, independente do caminho que escolha. Vocês não podem traçar a minha vida; sou eu que a escolherei, mesmo que isso magoe ambos os lados.
Por isso, peço perdão por não ter lhes contado antes, mas nada vai mudar entre Draco e eu. Espero que, ao visitarem Hogwarts para a formatura de Rony, vocês me deem a oportunidade de apresenta-lo formalmente, livre de julgamentos pré-concebidos.
Abraços de sua filha que os ama,
Gina
Ao término da carta, Gina havia recomeçado a chorar, e suas lágrimas manchavam o pergaminho. O dobrou e entregou a Draco, para que levasse ao corujal. Antes de sair, Dobby apareceu, trazendo o jantar.
- Obrigado, Dobby – Draco conseguiu dizer, dessa vez, genuinamente agradecido ao elfo doméstico, que apenas assentiu, feliz por ter cumprido suas obrigações.
Despachou a carta com uma das corujas de Hogwarts e, após conjurar pergaminho e pena, aproveitou para mandar uma a seus pais, contando do ocorrido. Ao retornar ao seu quarto, encontrou-o mais cheio do que esperava.
Luna, Blaise e Colin estavam ali, consolando Gina. Ao entrar, comentou:
- Meu quarto virou sala de reuniões agora?
Recebeu um olhar de desprezo de Blaise, e aproximou-se de sua noiva, sentando ao seu lado.
- Nós vamos descobrir quem foi, Gina – falava Luna.
- E como pretendem fazer isso? – perguntou o loiro, encostando-se na cama.
- Você subestima meu poder nesta escola, Malfoy – disse Colin, com um olhar confiante – não há informação que eu não possa descobrir com minha rede de conhecidos.
- Ou rede de fofoqueiros, escolha o que preferir – completou Gina, enquanto comia, arrancando risadas dos demais.
Ela estava melhor na presença dos amigos e havia voltado a comer. Ao se despedirem, Blaise chamou Draco em um canto.
- O que pretende fazer, caso consigamos descobrir o delator? – perguntou seu amigo.
- Eu vou fazê-lo se arrepender por ter feito Gina chorar – Draco respondeu, com um olhar sombrio.
- Só não exagere – disse seu amigo, colocando a mão em seu ombro e indo embora em seguida.
Suspirando, Draco voltou para o lado de Gina, abraçando-a, e posteriormente dormindo com ela em seus braços.
Faltava apenas uma semana para a formatura; Gina sentia-se melhor, apesar de ainda estar magoada. Seus pais não responderam sua última carta, o que para ela significava o pior. No entanto, conseguiu se concentrar nas aulas e sua rotina havia voltado ao normal, no meio de todos os exames finais que tinha.
Draco estava preso à ideia de descobrir quem havia delatado ela; uma raiva o consumia, depois de ver sua noiva tão indefesa chorando. Essa pessoa pagaria, com total certeza. E isso acabou acontecendo mais cedo do que ele imaginava.
- Malfoy! – Colin o gritou, pelos corredores, quando saía de uma de suas provas.
O grifinório veio correndo, Luna ao lado dele.
- Nós descobrimos – disse ele, esbaforido.
Entendendo, o loiro os puxou para um canto, esperando que contassem.
- Eu tenho uma amiga que o namorado dela tem uma irmã na Lufa-lufa, e que conhece uma outra garota que tem uma queda pelo Harry – começou Colin, e Draco já havia se perdido antes do término da frase.
- E eu conheço uma corvinal da minha sala, que conhece uma outra do quarto ano que também tem uma paixonite por ele – completou Luna.
- Essa lufa contou para outras pessoas que havia esbarrado com Harry no corujal há um tempo atrás, e quando a perguntamos, ela falou que havia sido próximo ao feriado – Colin continuou, sério – ela disse que estranhou vê-lo ali, principalmente porque ele estava usando uma coruja do colégio, e não a sua própria, que não parava de bicá-lo.
Lentamente, Draco começou a raciocinar.
- E essa corvinal – Luna falou – disse que esbarrou com ele semana passada também lá, e ele estava usando a própria coruja.
A mente de Draco ficou em branco por um momento, e logo após, seu olhar encheu-se de raiva.
- E vou acabar com ele – já estava se virando, mas Colin segurou seu braço.
- Espera! Você não pode sair atacando-o, só vai perder seu posto de monitor-chefe!
- Pense em Gina! – Luna tentava convencê-lo – vocês ficariam sem seu quarto, ela não teria onde comer!
O loiro parou, respirando fundo para se acalmar. Luna estava certa, precisava pensar em Gina.
- O que eu proponho – disse Colin – é preparar uma armadilha. Onde podemos fazê-lo confessar que fez isso, e onde haja testemunhas para provar.
Olhando nos olhos do grifinório, Draco falou:
- Está bem, mas será do meu jeito. O que faremos é o seguinte...
Com tudo acertado, cada um foi para um lado, preparando sua parte. A única coisa que Draco havia exigido é que Gina não soubesse, não ainda. Ela não poderia levar nenhum choque, estava frágil, tinha medo de algo acontecer com os bebês.
Ao final da tarde, Harry tinha saído de sua última aula, e caminhava pelos corredores lentamente. Pensamentos sombrios passavam por sua mente, tudo por causa de uma única pessoa: Gina.
Ver o noivado dela com Malfoy sendo anunciado pelos corredores foi a gota d'água para ele. Sem outra alternativa, enviou uma carta para Molly e Artur Weasley, pedindo desculpas por ser ele a informar isso, mas a filha deles havia mudado tanto que se sentia mal ao esconder. Ela havia juntado-se ao filho de Lucio Malfoy, exibindo-se pelos corredores com roupas caras, mostrando a todos que estava com alguém rico. E agora, anunciava que estavam noivos, e que em breve ostentaria o nome a riqueza dos Malfoy para que todos vissem. Rony não tinha culpa de nada, pois estava distraído demais com seu namoro com Hermione para prestar atenção na irmã, por isso sentiu-se na obrigação de ser ele a falar.
Sentiu-se um tanto mal por Gina, pois havia exagerado em algumas partes, mas era pelo bem dela. Com seus pais contra, ela não teria outra opção; não sabia o que tinha acontecido entre ela e os Malfoy, mas aparentemente, não a assustou como ele previa. Mas com seus pais a pressionando, com certeza ela faria algo.
Não sentia remorso; era pelo bem dela. Quando estivesse livre daquela influência maligna de Draco Malfoy, teria o caminho livre só para ele, e a ruiva perceberia que é muito melhor estar com alguém do lado dos "bonzinhos".
Estava em um corredor vazio e, ao passar na frente de uma porta, ouviu um soluço.
- Escute bem, você fará o que eu mando, entendeu? – uma voz falou de forma autoritária.
Reconheceu a voz; era Draco Malfoy. Aproximou-se, tentando olhar pela fresta. Viu uma garota escondendo o rosto nas mãos, chorando e soluçando. Uma garota de cabelos vermelhos.
- Eu não me importo com os pobretões dos seus pais – Malfoy continuou falando – mas você é propriedade minha! E não adianta chorar, sabe que não me importo com suas lágrimas.
Com raiva, Harry escancarou a porta, fazendo com que o loiro o olhasse. Na mesma hora, o sonserino empurrou a garota para suas costas fazendo cair no chão, e o olhou com desdém.
- Potter. Sempre querendo bancar o herói.
- Malfoy, afaste-se de Gina! – disse o moreno, levantando sua varinha, mas o loiro foi mais rápido.
- Expelliarmus!
A varinha de Harry voou longe, enquanto era empurrado para trás, fechando a porta.
- Hoje não, Potter – falou Draco, com raiva, enquanto lançava sua própria varinha para longe – hoje você é meu.
E no mesmo instante, Draco aproximou-se, socando o moreno. A luta era entre homens, e não entre bruxos; a raiva do loiro não passaria com alguns feitiços. O socava com força, e o moreno tentava revidar, mas mesmo que fosse especialista em luta, não conteria Draco, que extravasava toda a raiva acumulada durante meses.
- Foi você quem nos denunciou, não foi Potter? – ele perguntou, quase gritando, depois de mais um soco, fazendo o moreno cair para trás. Agachou-se, segurando-o pelo colarinho da blusa – foi você quem enviou uma carta anônima para meus pais e depois para a família Weasley. Admita.
Dando um sorriso de escárnio, com sangue escorrendo da boca, Harry falou.
- Fui eu, Malfoy. Eu jamais deixaria que uma cobra como você estragasse a vida da Gina – ele apontou para a ruiva no canto – ela é minha, está ouvindo! Não vai ser um desgraçado como você que vai tirá-la de mim!
Draco ficou sério e, soltando o colarinho, deixou que o moreno caísse no chão.
- Não vale a pena perder meu tempo com você, Potter – disse, friamente – você não passa de lixo.
Mas Harry estava com raiva, e começou a levantar-se.
- Onde pensa que vai? Nossa luta não acabou! Acha que vou deixar assim? – o moreno soltou um riso alterado – acha que eu vou deixar você se safar, depois de ter me atacado? Você vai perder seu cargo de monitor, Malfoy!
- Não, não vou – disse o loiro, recolhendo sua varinha e a sacudindo.
A porta se abriu, e Rony, Hermione, Blaise e Colin estavam parados ali. Seus dois melhores amigos olhavam chocados, depois de terem ouvido tudo.
Blaise entrou na sala, indo até a garota que estava no canto e levantando-a.
- Você está bem?
Assentindo, Luna retirou a peruca ruiva que usava, enquanto soltava seu cabelo, que estava preso em um coque.
- Estou, obrigada.
- Draco, você poderia ter tido mais cuidado ao jogá-la no canto – falou Blaise, enquanto abraçava a namorada.
- Foi mal, queria dar veracidade à minha atuação – disse o loiro, com um sorriso vitorioso na face. Olhou para Potter, que observava tudo abismado – você não achou que eu trataria minha noiva assim, achou, Potter?
Rony e Hermione entraram na sala, e Colin continuou na porta, vigiando o corredor.
- Eu nunca pensei... – começou Rony, com sua voz fria, enquanto olhava para Harry – que meu melhor amigo pudesse ferir minha família propositalmente. Logo você, que tratei como um irmão, que levei para minha própria casa, achando que se sentiria acolhido.
- Rony, seu idiota! – gritou Harry – você não vê que o Malfoy está te colocando contra mim? Ele quer...
- Não, Harry – Rony o cortou – você se colocou contra mim. Você admitiu que entrou em contato com meus pais para falar de Gina – a voz de Rony demonstrava desprezo – você fez minha irmã chorar como eu nunca havia visto em toda a minha vida. E eu jamais o perdoarei isso.
Ele deu as costas, mas Hermione segurou sua mão, resolvendo se pronunciar.
- Eu, Hermione Granger, atualmente ocupando o cargo de monitora-chefe – ela falou, seriamente – de forma imparcial, assumo que testemunhei esta cena, incluindo a confissão de Harry Potter para com as acusações feitas pelo monitor-chefe, Draco Malfoy. Sendo assim, nenhum ponto será descontado de nenhuma das casas e nenhuma punição será dada aos envolvidos.
Depois de falar, ainda segurando a mão de Rony, saiu da sala com ele, sendo seguida por Draco, Blaise e Luna. Colin encontrava-se no beiral e, antes de fechar a porta, falou:
- Melhor você ir para a enfermaria e dizer que rolou pela escada – disse ele, antes de fechar a sala e deixar o moreno aturdido lá.
Estava humilhado. Draco Malfoy conseguiu humilhá-lo e colocá-lo contra seus amigos, além de roubar sua garota. Não perdoaria. Raiva crescia dentro dele, enquanto seus pensamentos ficavam cada vez mais malignos.
Ele pagaria. Draco Malfoy pagaria pelo que o fez passar hoje. Ou seu nome não seria Harry Potter, o menino-que-sobreviveu.
Ao chegarem ao cruzamento do corredor, onde cada um iria para um lado, Rony parou, virando-se para trás.
- Malfoy – ele disse, estendendo sua mão – cuide da minha irmã.
Assentindo, Draco apertou a mão do ruivo com força.
- Eu cuidarei – disse sério.
Rony e Hermione seguiram o caminho para a torre, deixando os outros ali.
- Acabou – Blaise suspirou – e eu achei que esse seu plano louco não funcionaria. Imagina se o Potter não tivesse feito a denúncia, ou não admitisse? Você perderia seu cargo, com total certeza.
- Mas ele fez – Draco limitou-se a dizer – e depois de hoje, melhor todos tomarmos cuidado, porque ele não vai deixar passar em branco. Eu conheço o olhar que ele deu – falou, de modo sombrio – é a expressão de alguém que não tem mais nada a perder.
Os outros ficaram sérios, mas Colin resolveu interromper.
- Podemos pensar nisso depois – disse o grifinório – por hora, acho que podemos comemorar nossa pequena vitória. E é melhor contarmos pra Pimentinha, ou ela nos matará por ter guardado segredo.
Assentindo, foram todos para o sexto andar, já que Draco já havia se conformado de o quarto ser a nova sala de reuniões do grupo.
Ao contarem para Gina, ela os olhou com raiva.
- E vocês não me contaram nada?
- Não queríamos preocupá-la, amor – disse Draco, abraçando-a – até porque não sabíamos se daria certo.
- Mas agora você já pode saber – completou Colin.
Gina ainda os olhava com certa raiva.
- Você podiam ter me chamado, eu queria ter visto a cena – falou, abrindo um sorriso, fazendo com que todos respirassem aliviados.
E ficaram ali, jogando conversa fora e planejando o que fariam em seguida. Com a proximidade da cerimônia de formatura, só tenderia a piorar; uma vez que Potter era acolhido pelos Weasley, Gina tinha medo do que aconteceria.
- Meu irmão provavelmente não falará nada aos meus pais – comentou Gina – se falar, não irão acreditar, não com a fama de bom garoto que ele tem.
- Então só resta esperar – comentou Draco – e torcer para que tudo dê certo.
- Nós estaremos ali – disse Blaise – para cobrir vocês.
Luna assentiu, já que também era convidada da cerimônia, uma vez que seu namorado estava se formando.
- Falem por vocês – disse Colin, mal-humorado – eu terei que ficar na torre me remoendo ao imaginar o que estará acontecendo no salão.
Ele era sextanista, e não havia nenhum motivo para que estivesse presente na cerimônia, causando-lhe certo rancor.
- Ah, Colin, não fique assim – falou Gina – prometo que lhe conto tudo depois.
Assentindo, ele suspirou.
- Ah, tudo bem, já me conformei com a ideia – disse, beliscando um biscoito – mas eu ainda vou arrumá-la para a formatura, ouviu, mocinha?
Sorrindo, Gina assentiu, sabendo que seu amigo ansiava por isso.
Continuaram conversando, antes de despedir-se. Quando se deitaram, Gina não pode deixar de comentar.
- Eu nunca pensei que o Harry seria capaz de fazer algo assim. Ele sempre foi tão solitário por não ter pais... Sempre sentimos pena dele, sempre procuramos acolhê-lo...
- Talvez esse tenha sido o problema – Draco respondeu, abraçando-a – vocês tentaram dar a ele algo que não teve a vida inteira. Ele não soube lidar com isso, e acabou levando para o lado ruim.
Ficaram em silêncio, antes de Draco voltar a falar.
- Eu não o culpo – disse – se fosse eu que tivesse te perdido para outro, acho que teria feito o mesmo. Nunca fui altruísta, não sei se conseguiria deixar minha felicidade de lado para vê-la feliz com outra pessoa.
Gina se aconchegou mais perto dele.
- Mas foi você que eu escolhi para amar – ela respondeu – então não precisa pensar em nenhuma outra hipótese, a não ser me fazer feliz.
Sorrindo, Draco conseguiu falar, enquanto acariciava seu cabelo.
- Prometo cumprir minha missão.
**fim do capítulo 5**
N/A: Hey people!
O que acharam da vingança? Foi o suficiente Harry tomar alguns socos e sangrar um pouquinho? Ou deveria ter tido mais? Acham que ele fará algo em retorno?
Mal posso esperar para ver as especulações de vocês! Próximo capítulo teremos a Cerimônia de Formatura, e já está pronto! É um cap que promete muuuuitas emoções!
Sorry se ainda não respondi as reviews dessas fic e das outras, e nem dei mais explicações referentes ao abandono das outras fics. Mas estou sem tempo, mas prometo q responderei. Por enquanto, apenas curtam a leitura das atualizações!
Bjinhos,
(¯`·._.·[ Princesa Chi ]·._.·´¯)
