N/A: Gente, mil desculpas! Esse cap já estava escrito desde que eu atualizei pela última vez, mas acontece q ele estava em meu netbook, que PIFOU e ficou no conserto até hoje! Bom, finalmente estou atualizando, este é o PENÚLTIMO cap, e a fic está em reta final!
Capítulo 9 – Batalha final
O vento estava forte, as respirações de todos estavam presas. Aquela era a hora. O pequeno exército da Ordem da Fênix, que mal ultrapassava cem pessoas, estava reunido em um dos lados do campo, e observava o exército inimigo se aproximar.
Era enorme. Com certeza, contava com mais de mil integrantes, dentre eles, mortos-vivos. Manticoras e dragões estavam nas extremidades, e vários gigantes iam atrás. Voldemort aceitou o desafio.
Draco engoliu em seco. Estava montado em um testrálio, assim como alguns outros membros.
- Essa é a hora – ele gritou em meio aquele silêncio, para que todos ouvissem – eles estão em maior número, mas já sabíamos disso. Só que estão em desvantagem. Eles não possuem metade do treinamento que tivemos, ou mesmo metade de nossas armas. Nós podemos vencer!
Ouviu urros em resposta. Sim, eles venceriam. O olhar de Draco ainda encarava aquele exército, procurando Voldemort; ele só apareceria no último minuto, com total certeza. Então, primeiro, precisavam derrubar seu exército.
Quando a distância entre os exércitos parecia pequena, seu grito cortou o ar.
- ATACAR!
E a batalha começou.
Bruxos iam a pé, em cima de vassouras ou de testrálios. Na altitude, procuravam não ser acertados por dezenas de feitiços que eram lançados por comensais, e jogavam as bombas criadas pelos gêmeos Weasley; em questão de minutos, as bombas flamejantes acabaram com todos os mortos-vivos dos exércitos.
- Concentrem-se nos dragões! – Draco deu a ordem, enquanto voava rapidamente em direção à um gigante. Este tentou acertá-lo com um bastonete maior do que uma árvore, mas se esquivou no ar. Jogou uma das bombas sonoras, levando até o ouvido do gigante, e este começou a se debater, confuso com o som, pisoteando parte de seu próprio exército.
Sirius estava em um dos testrálios; foi em direção à um dos dragões, esquivando-se dos jatos de fogo, jogando uma das bombas de hera e fazendo-o ficar enlaçado.
- ATIVEM AS PLANTAS! – Draco ordenou.
No mesmo instante, os bruxos da Ordem levantaram suas varinhas, ativando as bombas que haviam implantado no chão antes da batalha, e logo dezenas de plantas carnívoras enormes surgiam ali, devorando comensais e manticoras.
Dezenas de feitiços voavam pelo ar, e mesmo com alguns acertando Draco, não faziam efeito. Ele havia posto um dos coletes em seu testrálio, tentando protegê-lo ao máximo possível enquanto estivesse no ar, mas era hora de descer. Indo até o meio daquele exército, plainou próximo e pulou, vários feitiços sendo lançado nele, e nenhum fazendo efeito. Os comensais tomaram um susto, e aquele era o momento perfeito; Draco disparou maldições a esmo, atingindo vários que estavam por perto.
Alastor, Sirius, Lucio e outros fizeram o mesmo que ele, pulando no meio do exército inimigo, atingindo-os de dentro para fora. O elemento surpresa causado pelo colete antifeitiços havia funcionado; os bruxos das trevas não sabiam como reagir quando suas maldições não faziam efeitos.
- Traidor! – um dos comensais gritou para Lucio, enquanto duelava com ele.
- Idiota! – este respondeu, lançando uma maldição que fez jorrar todo o sangue de seu oponente.
- Priminho querido! – Belatrix falou, gargalhando enquanto duelava com Sirius – acha mesmo que pode me vencer?
- Tenho certeza – ele respondeu, usando sua varinha para ativar uma das sementes que estava por baixo dela e a fazendo ser envolvida por heras.
- Desgraçado! – ela tentava se soltar, mas era impossível.
Os exércitos estavam misturados, era impossível definir quem era quem. Mas ainda havia mais, muito mais.
- AGORA! – Draco gritou, enquanto duelava com um bruxo.
Então, como se esperassem só seu comando, uma parte do exército da Ordem, que havia se dividido, veio por trás do grupo de Voldemort; agora, o exército maligno estava encurralado entre eles, e não teria como fugir. O campo era enfeitiçado contra aparatação, e se não saíssem a pé, não sairiam nunca.
- Acabem com eles! – um comensal gritou, sendo atingido por uma maldição em seguida.
- Ops! – falou Pansy, passando por ele.
Do nada, o exército da Ordem começou a sumir. Os comensais olhavam em volta, os procurando, mas eles não estavam mais ali. Repentinamente, foram atingidos por baixo.
- Eles estão embaixo da terra! – Nott gritou, mas já era tarde. Bruxos surgiam do nada atrás deles, acertando feitiços à curta distância, derrubando um a um.
Os clones transfigurados faziam um bom serviço, tendo se espalhado por todo o campo, distraindo os comensais e os animais mágicos.
"Onde você está?" Draco pensava desesperadamente, enquanto corria por entre corpos, lançando mais maldições. Voldemort não era visto em nenhum lugar, e ele já estava irritado. Assobiou, chamando seu testrálio de volta e subindo em cima dele. Do alto, tentou localizar o desgraçado, mas estava impossível. Todos os comensais estavam de capuz, e Voldemort poderia estar se passando por qualquer um.
Continuou circulando o campo no céu, como um apanhador à procura do pomo. E achou o que procurava no momento que uma luz verde atingiu o seu testrálio, fazendo-o perder o equilíbrio, e o colete se desfazer.
"Lá!". Enquanto ia para o chão, pulou antes que atingisse e deu ordem para que seu testrálio fosse para baixo da terra, onde ficaria protegido agora que estava sem colete. Correu desesperadamente entre raios de feitiços que cruzavam o campo, indo até onde o jato veio. Ele sabia que tinha vindo de Voldemort.
A cabeça de Potter seria dele. Precisava descobrir onde estava Gina, e só encontrando Voldemort antes de todos teria essa chance. Avistou um bruxo correndo mais à frente e lançou uma maldição, mas o outro se esquivou. Virou-se de repente, lançando uma nele, que pulou para o lado, rolando pelo chão e levantando-se rapidamente. Não podia arriscar ser atingido por uma Avada tão cedo, ou ficaria sem proteção.
Começaram a duelar, e logo a risada maligna de Voldemort foi ouvida.
- Acha que pode me vencer, Malfoy? – sua voz era uma mistura da de Harry com a de Voldemort, como se duas pessoas falassem ao mesmo tempo.
- ONDE ELA ESTÁ? – Draco gritou, após lançar mais uma maldição, recebendo uma risada maligna como resposta.
- Acha mesmo que vai encontrá-la viva?
Voldemort provocava Draco, para que ele se distraísse. O duelo entre os dois estava tomando uma área imensa, e nenhum bruxo se aproximava. Cada um se esquivava do feitiço lançado pelo outro, ou se defendia com um feitiço escudo.
- Pela última vez, onde ela está? – Draco continuou a fazer a pergunta.
- Ela morreu gritando seu nome, Malfoy! – Voldemort respondeu – enquanto eu a torturava, ela só chamava por você!
- DEGRAÇADO!
Draco correu em sua direção, sabendo que era idiotice o que estava fazendo, mas não aguentava mais. Seus pesadelos lhe vinham na mente, a voz de Gina o chamando. Enquanto corria, foi atingido por um Avada em cheio, mas não parou. Voldemort arregalou os olhos por baixo da máscara, e foi atingido por um soco em instantes.
Draco não parou, acertando diversos golpes nele e fazendo o capuz e a máscara caírem, mostrando um Harry Potter se olhos vermelhos e ofídicos, sem cabelos.
Na proximidade, Voldemort levantou a varinha e Draco fez o mesmo, os dois lançando feitiços no mesmo momento, causando uma explosão que fez os dois voarem para lados opostos.
- Draco! – Dumbledore, que estava em meio de campo e duelando, aproximou-se do corpo do loiro, que levantava-se com esforço.
Algo foi dito entre os dois, mas Voldemort não viu; só levantou-se rapidamente lançando mais um feitiço, e um feitiço escudo foi feito.
- Você é um desgraçado, Dumbledore! – Potter-Voldemort gritou – agora está ao lado do Malfoy!
Dumbledore nada disse, apenas se afastou, dando espaço para que Draco continuasse o duelo. As maldições eram lançadas e agora Draco se esquivava desesperadamente, já que seu colete havia virado pó.
- Não tem mais defesa? – Voldemort perguntou, gargalhando – agora é o seu fim!
Mas Draco sumiu embaixo da terra, em um dos túneis escavados no campo. Voldemort olhou atentamente, procurando por ele, e abriu um sorriso quando o sentiu nas suas costas.
- Você está morto – falou, virando-se para o loiro e lançando uma maldição. Mas Draco sumiu no ar.
Com os olhos arregalados, Voldemort percebeu que aquele era só um clone, mas já era tarde. O verdadeiro Draco surgiu em suas costas, com a varinha em sua costela.
- Você quem está. Pela última vez, onde está Virginia?
Voldemort sorriu vitorioso.
- Você terá que achar seus pedaços enterrados.
Draco trincou os dentes de raiva.
- ONDE ELA ESTÁ?
- Eu a torturei tanto que fiz cada pedaço de seu corpo explodir! – sua voz sádica soou, e Draco pressionou a varinha mais forte no corpo do bruxo.
- Crucio!
Voldemort se revirava de dor, mas não deixava de gargalhar, como um louco. Quando o feitiço parou, ficou de joelhos.
- Ela gritava para que os bebês fossem salvos! – ele continuou – mas eu não deixei que isso acontecesse!
Draco havia levantado sua varinha para lançar uma maldição, mas Voldemort foi mais rápido.
- Avada kedavra! – o bruxo das trevas pronunciou.
O loiro foi atingido no peito, seu olhos arregalados, seu corpo caindo ao chão lentamente.
Voldemort começou a gargalhar, e bruxos da Ordem gritavam desesperados. Como se fosse em câmera lenta, viram o corpo de Draco ajoelhar-se no chão, e Voldemort virou-se para Dumbledore, o olhar maligno concentrando-se nele.
- Você é o culpado de tudo isso! Você me iludiu e iludiu o Potter, você...
- Acabou, Tom – Dumbledore disse, lentamente – esse é o fim.
Voldemort arregalou os olhos, e quem estava assistindo não entendeu. Quando seu corpo foi ao chão, viram Draco de pé, atrás dele, com a varinha levantada.
- Uma vez idiota, sempre idiota – o loiro falou de forma sombria.
No momento da explosão, quando Dumbledore aproximou-se de Draco no chão, passou seu colete para ele, coberto por um feitiço de invisibilidade. Voldemort achou que Draco estava sem colete, uma vez que havia visto o dele desintegrar depois de ser acertado por um Avada.
Dezenas de luzes começaram a sair do corpo de Voldemort, e Draco deu um passo para trás. Almas saíam de seu corpo, e era como se um tornado tivesse se formado em cima do cadáver.
- Se escondam! – Sirius gritou para a Ordem.
Mas Draco não saiu. Ele precisava descobrir onde estava Gina, e deveria ter algo no corpo de Potter que indicasse isso. Tentou se aproximar, mas o tornado era muito forte. Sirius e Lucio seguraram seus braços, o arrastando para longe dali.
- NÃO! – gritou – EU PRECISO CHEGAR PERTO DELE!
Mas era impossível. Uma explosão aconteceu no corpo de Voldemort, e uma luz cegou todos os presentes. O exército de Voldemort começou a se desintegrar, e os bruxos da Ordem entraram nos túneis. Draco foi empurrado para dentro de um deles, se debatendo, mas já era tarde.
Quando a explosão passou e ele finalmente conseguiu sair, correndo para onde o cadáver deveria estar, não restava mais nada, apenas pó.
- NÃO! – gritou, ajoelhando-se no chão, socando a terra – MERDA, NÃO!
Lentamente, os integrantes da Ordem saíram dos túneis, olhando em volta. Eles haviam ganhado; o exército de Voldemort foi desintegrado na batalha, e ele foi vencido. Mas ninguém conseguia comemorar, pois Draco gritava desesperado, ajoelhado em frente à um monte de cinzas. Socava o chão de raiva, suas mãos sangravam.
Ele perdera Gina. Sua única chance era descobrir o que Voldemort havia feito com ela, antes de matá-lo, mas não teve como. Não havia um único comensal vivo para que interrogassem, não havia sobrado ninguém.
Era o fim. Lentamente, quase em torpor, Draco retirou algo de dentro do bolso. O seu projeto secreto, que ninguém mais sabia, apenas Dumbledore tinha uma ideia. Seu plano B.
Era um vira-tempo. Mas enquanto o objeto normal fazia uma pessoa voltar no tempo, mantendo o seu "eu" atual, aquele havia sido modificado por si próprio. Com aquele vira-tempo, ele voltaria até a formatura, no corpo do próprio Draco que lá estava, consciente de tudo o que aconteceu nos meses subsequentes.
O plano era simples; ele mataria Potter antes que a formatura começasse, e se mataria em seguida. Se ficasse vivo, seria interrogado e o tratariam como louco. Gina entraria em desespero e nunca entenderia o que se passou.
Ela só precisava ficar viva. Mesmo que não entendesse o que o levou a matar Potter e se matar em seguida, ela viveria e teria o gêmeos, e não só seus pais como sua família a apoiariam. E era isso que importava.
Olhou para o objeto dourado em suas mãos. Aquele era o momento. Depois de tudo o que passou, todos os meses treinando, toda a esperança dada... Acabou.
Sua outra mão encostou na ampulheta, pronto para girá-la.
- DRACO! – uma voz gritou, e fez o loiro parar.
Era sua mãe. Olhou para ela apático, mas viu que seus olhos estavam arregalados. Ela segurava algo nas mãos, algo dourado.
O cordão de Gina. O mesmo que ele havia dado à ruiva quando começaram a namorar. Não sabia como aquilo havia ido parar ali, e ele começou a correr em direção à mãe.
- Eu encontrei no chão – ela falou, sua voz tremendo – acho que voou do corpo de...
Ela parou. Seus olhos ficaram fora de foco, a pedra que ficava na joia em sua testa começou a brilhar.
- Me diga o que você está vendo! – Draco a segurou pelos ombros, pronto para sacudi-la.
Mas ela permaneceu daquela forma, sem dizer nada; seus olhos não voltavam ao normal, sua boca murmurava coisas sem sentido.
- DIGA ALGO! – ele gritou, mas Lucio surgiu em suas costas, segurando-o.
- Acalme-se, filho!
Os olhos de sua mãe voltaram ao normal, e focaram-se nos dois loiros à sua frente.
- Um vilarejo – sua voz saiu fraca, porém firme – ao norte do país. Um rio corta o lugar, há duas montanhas gêmeas no sul.
Draco se recordou de ter visto essas montanhas em seus mapas, enquanto planejava ataques. Não esperou mais um segundo; assobiou e seu testrálio apareceu, montando nele e levantando voo.
Estava a toda velocidade, o vento cortando seu rosto. Tinha consciência que outros membros da Ordem deveriam o estar seguindo, mas não se importava. Precisa ver. Precisa encontrá-la. Ela poderia estar viva.
I'm not a perfect person
(Eu não sou uma pessoa perfeita)
There's many things I wish I didn't do
(Há muitas coisas que eu gostaria de não ter feito)
But I continue learning
(Mas eu continuo aprendendo)
I never meant to do those things to you
(Eu não pretendia fazer aquelas coisas com você)
And so, I have to say before I go
(E então eu tenho que dizer antes de ir)
That I just want you to know
(Que eu apenas quero que você saiba)
Ela era a razão de seu viver. Fez o impossível para tê-la de volta e, se Merlin permitisse, continuaria fazendo para mantê-la ao seu lado.
I've found out a reason for me
(Eu encontrei uma razão para mim)
To change who I used to be
(Mudar quem eu costumava ser)
A reason to start over new
(Uma razão para começar de novo)
And the reason is you
(E a razão é você)
Avistou as montanhas, aterrissando no meio de um povoado. Não se importava se eram trouxas, ou se o olhavam assustados e gritando.
- Ele voa! – um homem gritou, apontando para o loiro.
Sem se importar, foi a passos largos em sua direção, segurando-o pelo colarinho.
- Já viu alguma garota com cabelos vermelhos por aqui? – perguntou, sua voz exprimindo intensidade.
I'm sorry that I hurt you
(Eu sinto muito ter te magoado)
It's something I must live with everyday
(É algo com que devo conviver todos os dias)
And all the pain I put you through
(E toda a dor que eu te fiz passar)
I wish that I could take it all away
(Eu gostaria de poder retirá-la completamente)
And be the one who catches all your tears
(E ser aquele que apanha todas as suas lágrimas)
That's why I need you to hear
(É por isso que eu preciso que você escute)
O trouxa em sua mão tremia da cabeça aos pés, enquanto o testrálio de Draco urrava. Para os trouxas, que não conseguiam ver o animal, aquilo parecia uma assombração.
- DIGA! – o loiro ordenou mais uma vez, sacudindo o homem. Pensou no quão assustador ele deveria estar; roupas rasgadas e sujas de sangue, a cicatriz em seu olho ardendo.
O homem levantou os braços, lágrimas escorrendo de seu rosto, e apontou uma casa velha, no fim da ruela.
- Lá – sua voz saiu tremida – ela vive lá.
Draco não esperou mais nada. Largou-o no chão e correu desesperadamente para a moradia, que parecia um bangalô velho e mal cuidado.
Parou na varanda, em frente à porta. O que deveria fazer primeiro?
I've found out a reason for me
(Eu encontrei uma razão para mim)
To change who I used to be
(Mudar quem eu costumava ser)
A reason to start over new
(Uma razão para começar de novo)
And the reason is you
(E a razão é você)
Abriu a porta e deu um passo para dentro. Lentamente, observou ao seu redor: seu rosto estava em todas as paredes.
Vários desenhos, à lápis ou coloridos, cobriam as paredes da sala, e todos retratavam seu rosto em diversos ângulos. O que era aquilo?
And the reason is you
(E a razão é você)
- Pare onde está! – uma voz feminina soou no ambiente.
Aquela voz. Aquela voz única, que ele só ouvia em seus pensamentos, e que ansiava novamente em escutar ao vivo.
Virou-se com cuidado, sem acreditar que estava a ouvindo. Mas era ela. Estava com uma frigideira na mão, expressão raivosa, e parecia ameaçadora.
And the reason is you
(E a razão é você)
Mas quando se virou completamente, ela arfou.
- Quem... Quem é você? – indagou, tentando parecer corajosa.
Draco não se mexia. Ele não tinha reação, pois havia ansiado tanto pelo momento que a encontraria, e agora não sabia o que fazer. Ela não o reconhecia. Não sabia quem ele era.
Não se importava. Ela estava viva. E... Uma enorme barriga indicava que ainda estava grávida.
I'm not a perfect person
(Eu não sou uma pessoa perfeita)
I never meant to do those things to you
(Eu não pretendia fazer aquelas coisas com você)
And so, I have to say before I go
(E então eu tenho que dizer antes de ir)
That I just want you to know
(Que eu apenas quero que você saiba)
Deu um passo em sua direção. Depois outro.
- Não se aproxime! – a ruiva ameaçou, levantando a frigideira. Ele não se importou.
Parou na sua frente, a centímetros de distância, e se ajoelhou. Suas mãos trêmulas levantaram-se, encostando em sua barriga.
- Gina... – murmurou, e lágrimas começaram a escorrer de seu rosto, enquanto tocava aquela barriga que viu quando ainda era menor. Seus filhos, à salvo. As lágrimas de felicidade simplesmente escorriam, e ele não conseguia dizer nada.
Ficou assim, encostado naquela barriga em silêncio, ajoelhado, mas ouviu uma lamúria.
- Quem é você...? – levantou os olhos e deparou com uma Gina chorosa o encarando – por que você aparece em todos os meus sonhos?
Então ela sabia quem ele era. Sua memória deveria ter sido apagada, não se recordava nem mesmo que era uma bruxa, a julgar pela frigideira em suas mãos, mas nunca conseguiu se esquecer dele.
I've found out a reason for me
(Eu encontrei uma razão para mim)
To change who I used to be
(Mudar quem eu costumava ser)
A reason to start over new
(Uma razão para começar de novo)
And the reason is you
(E a razão é você)
O amor dos dois era forte demais para que fosse apagado. Ela ainda carregava o símbolo da união dos dois em seu ventre. Ele levantou-se tremendo, sem quebrar o contato visual. Com todo o cuidado, com medo de que ela evaporasse no ar, inclinou o rosto, aproximando-se. E a beijou.
I've found out a reason to show
(Eu encontrei uma razão para mostrar)
A side of me you didn't know
(Um lado meu que você não conhecia)
A reason for all that I do
(Uma razão para tudo que faço)
Só um beijo terno, um encostar de lábios. E tudo mudou. Seu corpo inteiro energizou-se, e depois parou. Abriu os olhos, se afastando.
And the reason is you
(E a razão é você)
- Draco...
**Fim do capítulo 09**
N/A: E aí pessoal!
Sim, eu terminei neste momento! Sou malvada, me odeiem! Hahahaha
O que acharam da batalha? Muita ação ou esperavam mais? E o reencontro? Lógico que teve trilha sonora neste cap, e com a música que me fez querer escrever esta fic, aos 12 anos de idade: "Reason", do Hoobastank. Eu precisava usá-la, né?
Acham que foi o suficiente? As fiz derramar lágrimas, ou não foi tão emocionante assim? Muitas leitoras estavam me ameaçando, caso eu fizesse algo contra Gina e os bebês; bom, aí estão eles!
Próximo cap é o ÚLTIMO e já está escrito, e se forem boazinhas e deixarem reviews, atualizarei! =)
Bjinhos,
(¯`·._.·[ Princesa Chi ]·._.·´¯)
